Psicologia Social: sobre Desigualdades e Enfrentamentos



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Psicologia Social: sobre Desigualdades e Enfrentamentos
Com organização de Claudia Mayorga, Emerson F. Rasera e Maristela S. Pereira, o livro Psicologia Social: sobre desigualdades e enfrentamentos (Curitiba: Juruá, 2009; 310 páginas) – fruto do 16° Encontro Regional da ABRAPSO-Minas ocorrido em Uberlândia em agosto de 2008 –, apresenta uma temática circunscrita às relações entre Psicologia Social e desigualdades no que diz respeito às reflexões sobre os modos de reprodução de desigualdades e possíveis enfrentamentos e resistência aos impedimentos sociais. O livro traz o prefácio do prof. Dr. Odair Sass, professor e pesquisador da PUCSP/CNPq e está dividido em duas partes. A primeira, intitulada Construções Teóricas sobre Desigualdades e seus Enfrentamentos, contém oito capítulos que discutem, sob perspectivas teóricas diferentes, os aspectos epistemológicos, metodológicos e políticos que envolvem as desigualdades, suas configurações e enfrentamentos. Nessa parte destacamos dois capítulos: Historiografia do sofrimento e crítica cultural: diálogos entre arte e psicologia como resistência aos ditames da sociedade contemporânea de Cynthia Maria Jorge Viana, Yonara Dantas de Oliveira e Kety Valéria Simões Franciscatti; e, Identificação e crise dos sentidos: apontamentos acerca da telenovela na sociedade contemporânea de Cristiane Valéria Silva. Estes textos tiveram origem a partir do diálogo proposto na mesa redonda Diálogos entre Arte, Psicologia e Sociedade: enfrentamentos ante os limites da formação do indivíduo que contou com duas pesquisadoras do Lapip (Laboratório de Pesquisa e Intervenção Psicossocial/PPGPSI/UFSJ) e cujo objetivo foi: pensar a função social da arte com base no contato que esta estabelece com a realidade; considerar os elementos que estão organizados em uma obra que se preocupa com a primazia do objeto e que, por sua estrutura, é capaz de revelar a (ir)racionalidade compartilhada; e, discutir um produto que pode ser considerado, atualmente, derivado da arte dramatúrgica: a telenovela. Na segunda parte do livro, Desigualdades e enfrentamentos: pesquisa e intervenção, são apresentados sete capítulos que trazem relatos de pesquisas empírica e de intervenção que tiveram como foco questionamentos sobre esta temática. Nessa parte, chamamos a atenção também para dois capítulos derivados de pesquisas do Lapip/PPGPSI que trazem contribuições teóricas e empíricas para o enfrentamento de desigualdades, aspectos de resistência e transformação, sendo eles: A construção discursiva da equidade e da desigualdade sociais em Nova Atlântida, de Francis Bacon de Marília Novais da Mata Machado e Trabalho e pessoas com deficiência: pesquisas e reflexões de Maria Nivalda de Carvalho-Freitas. O livro, lançado no final de 2009, além dos organizadores, traz outros autores com rica contribuição para a reflexão sobre a diversidade da Psicologia Social: Marco Aurélio Máximo Prado; Marco Antônio Torres; Frederico Viana Machado; Frederico Alves Costa; Maria Ignez Costa Moreira; Juan Carlos Revilla Castro; Leila Ferreira Salles; Joyce Mary Adam da Silva; Juliana Perucchi; Roberto Domínguez Bilbao; Concepción Fernández Villanueva; Rubens Ferreira do Nascimento; Luciana Kind; João Leite Ferreira Neto; Natália Silva Azevedo; Tatiane Marques Abrantes; Ricardo Wagner Machado da Silveira; Cássia Beatriz Batista; Alessandra Barbosa Pereira; Flora Manoela Vieira da Silva Matos; Ilda Costa de Andrade; Kenya Bernardes Fernandes Jorge; Tatiane Lúcia de Melo; Cíntia Coelho dos Santos; Lúcio Mauro dos Reis.
Psicologia Social: Crítica Socialmente Orientada
O livro Psicologia social: crítica socialmente orientada (Goiânia: Ed. da PUC Goiás, 2010; 187 páginas) organizado por Anita Cristina Azevedo Resende e Juliana de Castro Chaves tem como objetivo privilegiar artigos que versam sobre as complexas relações que circundam a mediação entre a objetividade e a subjetividade, o indivíduo e a cultura, temática circunscrita também à Psicologia Social e foco de análise da então chamada Teoria Crítica da Escola de Frankfurt. Explicitamente diferentes em seus escritos, tanto no que diz respeito ao conteúdo como à forma, os autores da Teoria Crítica revelam, em seu pensamento, “(...) a dialética radical na apreensão da realidade, a atitude intencional de reagir aos sistemas fechados de pensamento, a incompletude do conhecimento e a impropriedade do pensamento que se estabelece sobre afirmações definitivas, fechadas e eternas” (p. 8). Reunindo Grupos de Pesquisas e Universidades de várias regiões do país – UFMS, UFG, UFSJ, UFU e USP –, a temática do livro tem como foco proposições que se preocupam com uma reflexão social crítica, orientada no sentido de investigar os aspectos sociais, culturais, políticos e estéticos, que (im)possibilitam uma experiência formativa. O livro é composto por uma Apresentação das professoras/pesquisadoras organizadoras e oito capítulos que tematizam os principais questionamentos que desafiam a Psicologia Social, suas articulações e compromissos. Participam desse livro, além das organizadoras Anita Cristina Azevedo Resende (NEPPEC/UFG) e Juliana de Castro Chaves (UFG), os autores/pesquisadores: Dulce Regina dos Santos Pedrossian (UFMS); Leilyane Oliveira Araújo Masson (NEPPEC/UFG); Kety Valéria Simões Franciscatti e Cynthia Maria Jorge Viana (LAPIP/PPGPSI/UFSJ); Ana Paula de Ávila Gomide (UFU); Maria do Rosário Silva Resende (NEPPEC/UFG) e Branca Maria Menezes (UFMS/USP).
Discurso da Equidade e da Desigualdade Sociais: Significações Imaginárias, Vínculo Social
Com o objetivo de conhecer a construção imaginária e real dos vínculos de equidade e desigualdade que congregam ou dispersam os indivíduos, foram analisadas 22 obras de ficção, produzidas em épocas e lugares diferentes, por autores como Lope de Vega, More, Bacon, Campanella, Swift, Shakespeare, Wells, Machado de Assis, Ibsen, Huxley, Orwell, Skinner e Mia Couto. A pesquisa foi concebida e coordenada por Marília Novais da Mata Machado (Lapip/UFSJ). Cada obra foi lida cuidadosamente, indagando se os vínculos descritos entre os sujeitos/personagens apontam o reconhecimento de uma diferença entre eles, mostram uma separação de tal forma que um exclui o outro ou se a relação é da ordem da dominação. Foram levantadas as condições de produção de cada obra, isto é, seu contexto ou formação discursiva, investigando a vida de seus autores, os acontecimentos da época e as circunstâncias em que foi escrita. Os resultados mostram que o discurso da equidade e desigualdade sociais está atrelado a tensões entre ideologias amplas; o da desigualdade refere-se sempre à estruturação e ao funcionamento de uma sociedade imaginária, estratificada, em que se estabelecem hierarquias de senhores e servos; tal discurso é reproduzido para a família imaginada de acordo com referenciais ideológicos e estratificações semelhantes; o da equidade social é mais raro e surge associado a impasses relativos à solução de uma equação complexa que envolve igualdade, felicidade, liberdade e unicidade. O livro foi publicado em Belo Horizonte, pela editora Argvmentvm (2010). Teve como colaboradores: Ana Maria V. Ribeiro, Eliete A. S. Viana, Fabiane A. S. Clemente, Fernando A. C. Assis, Izabel C. F. Passos, Janete Alves Teixeira, José Luiz R. Carvalho, Márcia S. Pereira, Marcos Vieira-Silva, Michelle R. S. Dutra, Mônica P. Santos, Raimundo N. O. Barros, Sheyla R. A. Santos e Sônia Veiga.
Penser L’Evenement: Pour Une Psychosociologie Critique (Pensar o Acontecimento: para uma Psicossociologia Crítica)
Se Penser l’événement se desenvolve em torno do acontecimento, isto é, daquilo “que ocorre e nunca se repete, que advém e dura apenas um instante”, se busca “captar o que nos capta e tende a nos deixar sem palavras” (p. 7), é também um retorno à obra de seu autor, André Lévy, um dos pensadores mais profícuos da Psicossociologia francesa. Com o rigor (e o vigor) de sempre, ele reflete sobre seu trabalho anterior, revisitando temas como mudança, intervenção psicossociológica, formação, psicanálise, organização e discurso. O livro traz, também, olhares novos para temas hoje correntes na Psicologia, como política, violência e ética. O autor discute o modo apolítico e a ideologia individualista que perpassa o conjunto da Psicologia ocidental que comumente menospreza a importância do contexto cultural e político em que é produzida e ele lembra que a questão política, para o psicossociólogo, está imbricada na sua prática, obrigando-o a interrogar continuamente suas escolhas teóricas, metodológicas, técnicas e analíticas (p. 189). Tratando da violência, o autor desconstrói, por exemplo, visões simplificadoras que almejam uma sociedade apaziguada, asséptica, ordenada, negando a natureza verdadeira da emoção, da paixão, do fascínio, ao mesmo tempo em que convive com a transversalidade cotidiana, insidiosa, silenciosa e invisível das violências interpessoais e institucionais que, legitimadas de alguma forma, garantem a estabilidade das relações sociais. Quanto à ética, o autor introduz hipóteses corajosas como a de que, longe de simplesmente ser uma noção abstrata, a ética é central na vida individual e coletiva, contrapondo-se ao ódio, à destrutividade, ao imobilismo e ao conformismo, sendo fonte de alegria, plenitude e paz (p. 238). O livro foi publicado em Lyon, França, em 2010, pela editora Parangon.
Psychologie Sociale: Textes Fondamentaux Anglais et Americains (Psicologia Social: Textos Fundamentais Ingleses e Americanos)
Dessa vez com um co-organizador (Sylvain Delouvée), André Lévy lança a edição de 2010 do livro homônimo – Psychologie sociale: Textes fondamentaux anglais et américains, publicado pela primeira vez em 1965, também pela Dunod, e agora remodelado em perto de dois terços do conteúdo. O primeiro livro vem sendo utilizado na França desde 1965. O novo é prefaciado por Serge Moscovici que dele diz tratar-se de “uma obra de iniciação ao pensamento dos clássicos de língua inglesa, obra que, ela própria, figura entre nossos clássicos, entre os primeiros manuais que permitiram numerosas gerações de estudantes iniciarem-se na Psicologia Social” (p. VI). A nova edição mantém o mesmo desenho do livro anterior: além da introdução analítica e crítica inicial, cada parte é apresentada pelos organizadores que contextualizam os capítulos traduzidos. São 26 capítulos (dez dentre eles repetidos), divididos nas seguintes partes: (1) percepção social e atitudes; (2) processos de comunicação e interrelações; (3) relações intragrupos; (4) relações intergrupos, controle social; (5) identidade social, socialização; (6) mudança social; (7) orientações epistemológicas e metodológicas. Segundo os organizadores, no seu conjunto, clássicos ou inovadores, os diferentes capítulos apresentam a evolução da Psicologia Social, a renúncia a uma ortodoxia cognitivo-experimental e à segurança do laboratório, com consequente enfrentamento da imprevisibilidade das situações concretas, aproximando-se assim dos pressupostos metodológicos da grounded theory. Os capítulos discutem método, epistemologia e política; apresentam análises qualitativas, usualmente com atenção a questões de subjetividade, implicação do pesquisador e contexto de produção das reflexões e trabalhos. Embora essa edição guarde do livro de 1965 a centralidade dada à prática psicossocial e a proximidade de outras disciplinas das ciências sociais, diferencia-se pela ênfase maior a questões epistemológicas e metodológicas e, sobretudo, pelo destaque dado às pesquisas “com foco no discurso, aplicadas à análise de entrevistas, de comunicações escritas e verbais, ou de histórias de vida na perspectiva aberta pela escola inglesa de filosofia da linguagem” (p. 2).
Teoria Ator-Rede e Psicologia
Sob a organização de Arthur Arruda Leal Ferreira, Letícia de Luna Freire, Márcia Moraes e Ronald João Jacques Arendt, o livro reúne uma coletânea de artigos elaborados por autores envolvidos com a tarefa de pensar a psicologia tendo como referencial teórico-metodológico a Teoria Ator-Rede, abordagem produzida a partir dos estudos sobre Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS), desde meados dos anos 1980. Os trabalhos, que tiveram como ponto de partida o cruzamento de duas redes (Grupo de Trabalho Cotidiano e Práticas Sociais da ANPEPP e o grupo de estudo e pesquisa Psicologia e Construtivismo do Programa de Pós-graduação em Psicologia Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro), estão organizados em duas grandes seções: (1) Articulando Redes e (2) Tecendo Redes. A primeira oferece uma amostra das articulações desenvolvidas por pesquisadores da primeira rede que buscaram pensar o campo da psicologia colocando em questão uma forma dicotômica de pensar um mundo que separa natureza e cultura, sujeitos e objetos, humanos e não humanos. Através de um princípio de simetria amplo, uma psicologia pensada nas bases da Teoria Ator-Rede (TAR) distribui as agências produtoras dos fenômenos por longas cadeias híbridas de elementos, sempre heterogêneos, que concorrem não só para a vida social e subjetiva como para a própria produção científica cuja estabilidade é provisória. A segunda parte expõe contribuições de pesquisas desenvolvidas em trabalhos de mestrado e doutorado da segunda rede que tiveram como objetivo traduzir os argumentos da TAR como um instrumental teórico-metodológico para a tarefa de pensar temas de interesse para a psicologia. Corpo, música, brinquedos como a pipa, programa favela-bairro no Rio de Janeiro, produção de violências na contemporaneidade, propostas de uma prática de campo e de pesquisa despsicologizantes que levam em conta a emergência de novas formas de existir e a construção de mundos comuns, além de encontros com autores como Bateson, Jung, Foucault, entre outros, são discutidos à luz da TAR, abrindo possibilidades inéditas para o pensar e o fazer na psicologia. O livro foi publicado em 2010 pela NAU Editora, no Rio de Janeiro.
Tenologias e Modos de Ser no Contemporâneo
Esse livro é fruto de um conjunto de reflexões teórico-metodológicas do Grupo de Trabalho (GT) Cotidiano e Práticas Sociais da ANPEPP, composto por pesquisadores de programas de Pós-Graduação oriundos de diversas áreas da Psicologia e da Educação que têm como principal interesse a construção de uma psicologia engajada no cenário de questões mais amplas (políticas, econômicas, sociais e culturais) da realidade brasileira. Apesar da diversidade de temas encontrados nos dez capítulos que compõem o volume, o fio condutor que lhes serve de amálgama é a análise das tecnologias no cotidiano e suas implicações como produtoras de modos de ser e de subjetivação na contemporaneidade. A partir da contribuição de autores como Foucault, Latour, Vattimo, Agamben, Despret, Law e Mol, o grupo construiu a possibilidade de um diálogo promissor em torno de dois eixos comuns que se articulam de forma indissociável: “tecnologias como governabilidade” e “tecnologias como materialidade”. Discutindo questões relativas à Educação, Saúde, Trabalho, Tecnologias. Biotecnologias, Gênero, Políticas Públicas e a Ética, esse encontro de pesquisadores buscou fortalecer as bases conceituais para a construção de uma psicologia social comprometida com uma reflexão crítica acerca das práticas cotidianas. Os capítulos têm como autores: Marcos Reigota, Mary Jane Spink, Márcia Moraes e Ronald Arendt, Henrique C. Nardi, André W. Barrouin e Solange Jobim e Souza, Benedito Medrado, Jefferson Bernardes e Ricardo Pimentel Mello, Milagros C. Garcia Cardona e Rosineide Meira Cordeiro, Simone M. Hüning e Neuza M. F. Guareschi, Vera S. M. Menegon, Betina Hillesheim e Liliam R. da Cruz. O livro foi publicado em 2010 pela PUC-Rio Editora, sob a organização de Solange Jobim e Souza e Márcia Moraes.



Pesquisas e Práticas Psicossociais 5(2), São João del-Rei, agosto/dezembro 2010




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