Qual é a emancipação social e pessoal ao longo da vida em diferentes culturas e países?



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Encontro06.08.2016
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Proposta de oficina

Qual é a emancipação social e pessoal ao longo da vida
em diferentes culturas e países?


Num grande número de países a transmissão da cidadania é feita de uma forma muito parcial, daí o perigo para o futuro da democracia. A apologia do interesse individual, da violência e da competição acompanha a mundialização liberal. Uma contra-educação permanente é desenvolvida pela educação formal, pela publicidade, pela mercantilização indiscriminada, que moldam nossas percepções e alienam até nosso imaginário.

Frente a essa evolução, numerosas ações portadoras de educação libertadora ao longo da vida são levadas a domínios tão diferentes como a escola, a educação popular, a ação social, o meio ambiente, o desenvolvimento de territórios, o urbanismo, o acesso aos direitos civis, a luta contra as discriminações, os intercâmbios internacionais, o consumo, a ação cidadã e sindical... Essas ações têm, todas elas, uma dimensão de educação libertadora.



“Como permitir a cada um transformar-se em ator de sua própria vida e cidadão de um mundo solidário? Em que condições as ações que permitem promover um mundo solidário são portadoras de emancipação social e pessoal?” A oficina tem por objetivo reunir em torno dessas questões atores de experiências portadoras de emancipação (participantes, portadores de projeto, observadores, eleitos...) para aprender uns com os outros e ver quais são as convergências, as diferenças e as imposições comuns, em termos de princípios e de valores, de modo de relações e de métodos de trabalho.

Objetivos:


  1. trabalhar, com exercícios práticos, sobre as atitudes, os modos de relações e o comportamento que favoreçam o diálogo e a reciprocidade na ação educativa;

  2. promover o intercâmbio e se conhecer através de experiências próprias de países, de domínios de ação e de condições sociais diferentes;

  3. avaliar as convergências e as diferenças nos princípios e nos valores de uma educação libertadora nos diferentes países;

  4. dar início à constituição de uma rede que permita prolongar suas trocas de forma duradoura.

Desenvolvimento:


  • Quando: 2 encontros de 3h ou 3h30min em 2 dias (esperamos que 28 e 29 de janeiro).

  • Línguas: francês e português (com possibilidade de inglês e espanhol em segundo plano).

  • Animação: a preparação será coordenada por Christian Leray e Camille Lenancker-Flandrin (camille@recit.net) com a participação de Beatriz Pineda, Kèmi Fakambi (kemi@recit.net), Didier Minot, Brigitte Erny.

  • Lista de difusão: groupe-fsm@recit.net endereço eletrônico para intercâmbio sobre essas informações com todos aqueles, de todos os países, que desejarem participar.

Recorrendo a vivência de cada um, vamos alternar tempos de práticas em comum (oficina, jogos, teatro...), trabalho em pequenos grupos, debates em torno de um assunto e apresentações restituindo reflexões já estruturadas (em resposta às questões elaboradas pelo grupo).

encontro

  • Jogos de expressão inspirados nos métodos de Augusto Boal e jogos cooperativos da associação “Le Pas de Côté” (de Lille, França).

  • Trabalho em grupos para trocas sobre as vivências de cada um, ao mesmo tempo individuais e coletivas, com uma pessoa encarregada da restituição para o grande grupo: 30 a 45 minutos.
Questões estabelecidas:

  1. Quais são as convergências e as diferenças nos princípios que nos estimulam?

  2. Quais são as atitudes, os modos de relação e de comportamento que favorecem o diálogo e a reciprocidade?

  3. Quais são os obstáculos e as imposições para esse comportamento? À que ele resiste?

Cada grupo deve pensar em escolher uma das histórias, tanto entre as pessoais quanto nas coletivas, que poderá ser encenada.

  • Restituição dos trabalhos dos pequenos grupos ao grande grupo (10 minutos para cada um) sobre as questões e sobre a história de vida escolhida.

  • Pausa; em seguida tradução das convergências, diferenças e imposições sobre um painel. Debate.

  • Escolher e narrar uma história de vida a ser encenada (se não houver tempo, ficará para o dia seguinte).

2º encontro:

  • Encenar, sob a forma de escultura humana, a história individual e/ou coletiva escolhida (30 min a 1h com trocas).

  • Tempo para entrar em rede: como funciona o RECit? Como funcionam as outras redes presentes?

  • Pausa. “Como continuarmos juntos?”

3º encontro fora do programa do FSM


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