Qualidade do campo natural em três diferentes solos na apa do ibirapuitã1



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QUALIDADE DO CAMPO NATURAL EM TRÊS DIFERENTES SOLOS NA APA DO IBIRAPUITÃ1

VICENTE CELESTINO PIRES SILVEIRA2, ADRIANA FERREIRA DA COSTA VARGAS3, JOSÉ OTÁVIO ROCHA OLIVEIRA4, MICHELE CAVALHEIRO NUNES3






  1. Projeto parcialmente financiado pela FAPERGS e IBAMA; (2) EMBRAPA Pecuária Sul, email:vicente@cppsul.embrapa.br; (3) Fundação Maronna; (4) URCAMP-Alegrete.


Introdução



O conhecimento desenvolvido na área de pastagens naturais e sua transformação em produto animal, em alguns aspectos, determinam o rendimento animal sobre os campos do Rio Grande do Sul. A quantificação, composição e a qualidade da forragem disponível aos animais é que determina uma produção sustentável. Em função das ofertas de forragem, há condições de determinar uma faixa ótima da pastagem nativa, promovendo a produtividade e sua sustentabilidade nos sistemas pastoris. O objetivo deste trabalho foi obter informação sobre a qualidade do campo natural nos três tipos de solos predominantes na APA do Ibirapuitã, o que permitirá junto com os dados de produção e composição do campo nativo estimar uma lotação a mais adequada possível a cada tipo de solo. Consequentemente, permitirá estabelecer parâmetros para uma produção biológica e economicamente sustentável ao longo do tempo, nesta importante área de proteção ambiental do estado do Rio Grande do Sul.

Material e Métodos



Os dados foram coletados mensalmente entre agosto/2001 á julho/2002 na Estância do 28 da Fundação Maronna, em Alegrete no Rio Grande do Sul. A metodologia adotada para a coleta das amostras da qualidade do campo natural nos três tipos de solo predominantes na APA do Ibirapuitã (Arenito, Basalto superficial e profundo) foi a seguinte: 1) Corte de emparelhamento (coleta do material após 30 dias de exclusão, com corte rente ao solo no momento de alocação da gaiola); 2) Simulação de pastejo; 3) Corte com diferimento (coleta do material após 30 dias de exclusão, sem corte no momento de alocação da gaiola); 4) Corte sem diferimento (coleta do material total com corte rente ao solo). A qualidade da pastagem foi analisada pelos métodos de Proteína Bruta (PB), Fibra em Detergente Neutro (FDN) e Digestibilidade “in vitro” da matéria orgânica (DIVMO).

Resultados



Os dados referentes ao percentual de Proteína Bruta estão apresentados na Tabela 1. O efeito do solo e do método de coleta apresentaram uma diferença significativa no percentual de PB. O Basalto superficial apresentou uma diferença significativa de 4,02 pontos percentuais quando comparado ao Basalto profundo e de 2,89 quando comparado ao Arenito.
Tabela 1. Percentual de Proteína Bruta para os diferentes tipos de solo e métodos de coleta da amostra.


Solo


Método de coleta







Corte emparelhamento

Simulação

Pastejo

Corte com

Diferimento

Corte sem diferimento

Total

Basalto Superficial

15,56

13,86

14,51

13,55

14,37a

Basalto Profundo

11,97

10,83

9,12

9,08

10,25b

Arenito

12,54

11,60

10,98

10,82

11,48b

Total

13,36a

12,09ab

11,54b

11,15b




Letras diferentes na linha ou coluna indicam diferença pelo teste de Tukey a 5%.


O método de coleta também afetou significativamente o percentual de PB. Como o esperado, o corte de emparelhamento apresentou os índices mais altos de PB, não diferindo apenas do método de simulação apesar do mesmo apresentar valores inferiores ao mesmo.

O método de coleta não afetou significativamente o percentual de DIVMO (Tabela 2). O Basalto superficial apresentou a melhor DIVMO confirmando assim a sua qualidade superior conforme o verificado com percentual de PB e com o menor percentual de FDN de 74,21%, significativamente diferente dos demais tipos de solo ( 77,71% em solo Basalto profundo e 81,83% em Arenito).
Tabela 2. Percentual de digestibilidade “in vitro” da matéria orgânica para os diferentes tipos de solo e métodos de coleta da amostra.

Solo


Método de coleta







Corte emparelhamento

Simulação

Pastejo

Corte com

Diferimento

Corte sem diferimento

Total

Basalto Superficial

41,97

40,84

40,02

41,18

41,00a

Basalto Profundo

38,28

35,37

33,72

33,85

35,30b

Arenito

32,67

33,32

30,10

30,54

31,66b

Total

37,64

36,51

34,61

35,19




Letras diferentes na linha ou coluna indicam diferença pelo teste de Tukey a 5%.

Conclusões



A pastagem nativa oriunda do basalto superficial apresentou a melhor qualidade nutricional, com os maiores teores de proteína bruta e digestibilidade “in vitro’. O corte de emparelhamento , por proporcionar uma amostra contendo somente material novo (rebrote) apresenta os melhores resultados de qualidade da pastagem nativa em todos os tipos de solo.


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