Que Deus lhe abençoe Pastor Paulo Sérgio Ferreira Tomé evangelismo introdução



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APRESENTAÇÃO

Este trabalho tem como objetivo ser uma ferramenta de trabalho eficiente, para preparação de obreiros que desejam cumprir o seu papel, sua vocação ministerial com eficácia.

Temos vivido tempos de muita superficialidade, no que se diz respeito à fundamentação doutrinária teológica, isto devido ao crescimento assustador de modismos e metodologias astutas, geradas pelo inferno, com o propósito de fazer com que a igreja do Senhor Jesus Cristo, perda sua identidade e se desvie de sua verdadeira missão. A igreja tem vivido um tempo de muitas misturas, e isto tem feito com que a igreja perca o seu poder de impacto, sobre a sociedade moderna.

A igreja do Senhor Jesus tem sido entulhada com um sincretismo doutrinário aterrorizador. Nunca houve uma necessidade tão grande de homens e mulheres que saiam na defesa da fé cristã, para isto é necessário o conhecimento das escrituras, e dos fundamentos doutrinários pelos quais norteiam a fé cristã.

A igreja precisa se arrepender do seu pecado de ter se desviado do caminho da verdade, e voltar urgentemente a caminhar em direção à Cristo. Uma igreja bem fundamentada é uma igreja que resiste a todos os ataques de satanás e de toda sedução do mundo.


Que Deus lhe abençoe


Pastor Paulo Sérgio Ferreira Tomé

EVANGELISMO

Introdução
Evangelismo é a resposta de Deus para o mundo que geme. Não é algo que foi inventado recentemente, não é uma técnica que foi usada pelos reformadores nem tão pouco pala igreja do século XXI.

Evangelismo é o instrumento que Deus usa para a transmissão da sua maravilhosa e poderosa mensagem. Evangelismo é um trabalho de iniciativa divina, não nasceu na mente humana, mas no coração de Deus a vontade de salvar a sua criatura.

O verbo Evangelizar aparece 52 vezes no novo testamento. Suas derivações são da palavra que etimologicamente significa: BOAS NOVAS. O real significado do evangelho é a proclamação de Cristo através de suas testemunhas.

I - FORMAS DE EVANGELISMO

1 - Evangelismo pessoal

É testemunhar de Cristo, pessoa a pessoa.

O evangelismo pessoal se completa através do coletivo, não deve ser separado, pois os dois fazem o evangelismo completo. Todo o crente é um evangelista e deve ser hábil a levar pessoas a Cristo, através do dialogo (não contenda), usando evangelhos ou porções bíblicas, folhetos, jornais e revistas.
2 - Evangelismo coletivo

É a proclamação de Cristo a um grupo de pessoas no templo, ar livre, lares, escolas etc.


3 - Discipulado

É disciplinar uma pessoa através da influência do convívio do crente com ela. O exemplo da vida do crente é a mais eloquente mensagem da igreja.

A vida comunitária, familiar, social, comercial do cristão deve dizer ao mundo que Cristo está nele.

Discipular é ensinar a guardar a doutrina de Cristo, é mostrar ao indivíduo as bases que sustentam o cristianismo bíblico, doutrina da salvação, santificação, justificação e da volta de Cristo.
4 - Organizações filantrópicas

Desafios jovens.

Orfanatos, creches, asilos.

Escolas evangélicas.

Assistência social que envolva atendimento médico e odontológico.
5 - Classes bíblicas em lares

Há pessoas que nunca aceitarão o convite para assistir um culto no templo, mas se forem convidados a uma classe bíblica em sua residência, não haverá objeção. Fazendo convite aos parentes, amigos, vizinhos a frequentar semanalmente as reuniões.



6 - Acampamentos

Realiza-se num final de semana, em uma chácara ou fazenda.

Promova atividades sociais, recreativas, com uma finalidade espiritual.

Procure levar pessoas não crentes a estes eventos.




II - EVANGELISMO IMPLICA EM:
1 - Pregar o evangelho - MC 16.15-16 - “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”.
2 - Ensinar o evangelho - MT 28.19-20 – “Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.
3 - Avisar os pecadores a respeito do seu caminho mal - EZ 33.7-9 – “A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca e lhe darás aviso da minha parte. Se eu disser ao ímpio: Ó ímpio, certamente morrerás; e tu não falares, para dissuadir ao ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniquidade, porém o seu sangue eu o requererei da tua mão. Mas, se advertires o ímpio do seu caminho, para que dele se converta, e ele não se converter do seu caminho, ele morrerá na sua iniquidade; mas tu livraste a tua alma”.
4 - Convencer o pecador a respeito de seu pecado - RM 3.23 – “porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”.
5 - Mostrar a providência de Deus para ele - RM 6.23 – “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna por Cristo Jesus, nosso Senhor”.


III - POR QUE EVANGELIZAR?
1 - Cristo ordenou - MC 16.15 – “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”.
2 - O homem está perdido –Rm 3:23;6:23 –Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.O salário do pecado é a morte ,mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna”.
3 - O evangelho é o poder de Deus para salvação - Rm 1.16 – “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego”.
4 - Para que creiam em Cristo - JO 7.38 – “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”.
5 - Para provocar sede espiritual - JO 7.37 – “No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba”.

O mundo sofre uma hidrofobia espiritual, o que o faz não almejar a água da vida - Cristo.

A presença da igreja no mundo e sua pregação é o elemento que provoca sede (somos o sal da terra) - MT 5.13 – “Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens”. CL 4.6 – “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um”.

O crente deve influenciar o meio em que vive sem ser influenciado. Provocar nas pessoas com quem se contatar, o anseio de conhecer e se saciar em Cristo.


6 - Ganhar almas eleva a espiritualidade do crente - LC 6.38 – “dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também”.
7 - É uma tarefa a cumprir - MT 24.14 – “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim”.
8 - Quem ganha almas sábio é –Pv 11:30- “O fruto do justo é árvore de vida,e o que ganha almas sábio é”.

IV - COMO EVANGELIZAR?
1 - Através do diálogo (João 4)
A - Como iniciar no diálogo?

Por meio de uma pergunta - Você é feliz? Você é crente? Você já ouviu falar de Cristo?

Pedindo um favor - Jo 4.7.

Por meio de assunto comum (água - Jo 4.13).


B - Atitudes negativas num diálogo.

  • Pressa.

  • Polêmica.

  • Ofensa.


C - Atitudes positivas no diálogo.

Educação (com licença, por favor, obrigado, não há de quê, Pois não).

Respeito (coloca o evangelista em pleno campo de ação, sem nenhum problema, principalmente quando for do sexo oposto. A ética nos ensina a respeitar os direitos alheio).

* Respeito à vida alheia.

* Respeito à liberdade alheia.

* Respeito ao pensamento alheio.

* Respeito à reputação alheia.

* Respeito à propriedade alheia.

* Respeito ao trabalho alheio.

Atenção (As suas respostas e gestos dependerão da reação de seu ouvinte).

Partir do conceito para o desconhecido (Não usar palavras desconhecidas, trabalhe dentro da concepção do ouvinte no que diz respeito a Deus).

Contar sua experiência com Cristo.

Orar com a pessoa mesmo que ela não aceite Cristo como Senhor e Salvador.
2 - Usando todos os meios lícitos e possíveis (1 Co 9.22-23).


  • Os meios de transporte.

  • A imprensa.

  • O telégrafo.

  • O rádio.

  • A cinematografia, discos e cassetes.

  • O teatro.

  • A música.

  • A retórica em geral.



V - ONDE EVANGELIZAR?


  • Nos templos.

  • Nas ruas.

  • Nos lares (Mc 2; At 28.30-31, 5.42).

  • Nas praças (At 17.17).

  • Nas escolas (At 17.18-19).

  • Nas praias.

  • Nos locais de trabalho.

  • Nos hospitais.

  • Asilos, creches e orfanatos.

  • Nas cadeias.

  • Nos quartéis.

  • Nos meios de transporte.

  • Por todos os lugares (o campo é o mundo, ide por todo mundo, a toda criatura, até os confins da terra (At 1.8)).


Uma visão do mundo

Durante o primeiro século, a igreja fez mais do que nos 20 séculos consecutivos.

No tempo dos apóstolos, a população mundial era de 250 milhões. Os meios de transporte eram subdesenvolvidos, poucas estradas; não tinham imprensa, discos ou cassetes. O mundo era muito atrasado em questão de tecnologia e comunicação, mesmo assim, Paulo nos dá a entender que grande parte do mundo havia sido evangelizado.
Um desafio do campo - Explosão demográfica

Em 1650, o mundo atingiu quinhentos milhões de habitantes (1500 anos levaram para dobrar a população). Em 1850, redobrou, atingindo um bilhão. Em 1930, chegou a dois bilhões e em 1975, aos quatro bilhões e meio. Hoje, somo mais de oito bilhões de habitantes.


Quadro espiritual

Dos oito bilhões de pessoas no mundo, só três bilhões são cristãos entre verdadeiros e nominais. Um bilhão e meio vive entre cristãos, três bilhões e meio vivem isolados de qualquer contato com os cristãos, são os que nunca ouviram falar de Cristo.

Cada geração de cristão é responsável por sua geração. A igreja atual terá que responder a Deus por estes três bilhões e meio, que vivem isolados. Somos privilegiados com os meios de transporte atuais, avanços científicos e tecnológicos, meios de comunicação desenvolvidos, temos os recursos técnicos, temos os recursos divinos, mas faltam-nos recursos humanos, isto é, homens disponíveis à Deus.

EZ 22.30 – “Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei”. MT 9.37 – “E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos”.

Levantai os olhos... Vedes os campos... estão brancos para a ceifa... e se não houver colheita haverá perda. Cada geração é uma seara madura. Portanto, ide e ceifai antes que seja tarde.

Talvez, não iremos pessoalmente aos confins da terra, mas poderemos ir por meio das orações, contribuições financeiras (Mt 9.37-38), fortalecendo a igreja local, para que esses o alcance. Fomos tirados do mundanismo, e não do mundo (Jo 17.24).



VI - QUANDO EVANGELIZAR?
1 - A tempo e fora de tempo.

Embora para tudo haja “o seu tempo determinado” (Ec 3.1), contudo, para a salvação de almas temos que pregar mesmo fora de tempo (1 Tm 4.2).


2 - Hoje (Hb 3.13; Rm 10.14).
3 - Agora (2 Co 6.2).

O dia é hoje, o momento é agora... (Mt 20.1, 3, 5, 6, 8; At 16.31-33).


O desafio do tempo

O tempo é um dos maiores desafios da igreja. Os discípulos disseram: “ainda faltam quatro meses”... Replicou-lhes Jesus: “as terras já estão brancas para a ceifa”...



O tempo é um desafio com relação à duração da vida humana, que é de 70 anos (Sl 90.10) – 70 anos = 804 meses = 2 bilhões de segundos.

Reafirmando o que fora dito, que há no mundo mais de três bilhões e meio de pessoas que nunca ouviram o Evangelho. Quanto tempo levaríamos para evangelizar este povo? Levaríamos 87 anos evangelizando uma pessoa por segundo e com o crescimento populacional parado. Cremos que nesses lugares a igreja não está evangelizando uma pessoa por segundo. Elas vivem aonde não há presença de crentes.

O tempo nos desafia com relação à morte. Morrem no mundo 240 mil pessoas por dia, 10 mil por hora, 120 pessoas por minuto e 02 por segundo.

O tempo é um desafio em relação à natalidade. Nascem, aproximadamente, 120 milhões de pessoa por ano, um milhão por mês e 300 mil por dia.

Há um índice de 60 mil conversões por dia, mas isso é muito pouco em relação aos 300 mil nascimentos diários.

Devemos pedir a Deus que nos ajude há remir o tempo.


VII - A PESSOA DO EVANGELISTA
1 - Suas convicções.
A - Do novo nascimento.

Convicção é uma persuasão íntima; certeza adquirida por demonstração.

O evangelista deve possuir uma certeza íntima e profunda de uma experiência pessoal com Cristo.

A salvação é uma obra consumada por nós, em nós e através de nós. Só estamos credenciados a pregá-la se a estivermos recebido.

A salvação tem um tempo no passado, no presente e no futuro. Passado: Fomos salvos da condenação do pecado (Justificação). Presente: Estamos salvos do domínio do pecado (santificação). Futuro: Seremos salvos do corpo e da presença do pecado (Glorificação).
B - Do seu bom testemunho.

1 TM 3.7 – “Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo”.

Pregue aquilo que você crê e viva aquilo que você prega. O pecador não será liberto pela beleza do seu sermão, mas pela beleza que transformou sua vida. Cristo não disse para darmos testemunho apenas, mas para sermos testemunhas. AT 1.8 – “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”.
C - Convicção de sua vida exemplar.


  • As mulheres (1 Pe 3.1, 2).

  • Elizeu (2 Rs 4.9).

  • Abraão (Gn 26.9).

  • João Batista (Mc 6.20).

  • Os crentes primitivos (At 5.13).

  • Fomos chamados para anunciar as virtudes de Cristo (1 Pe 2.9).



D – Convicção da perdição.

Convicção da perdição do homem descrente, e que somente pelo evangelho se salvará.


2 - Seus cuidados.

“Tem cuidado de ti mesmo...” “...porque fazendo isto, te salvará tanto a ti mesmo, como aos que te ouvem”.


2.1 - Cuidado espiritual.

O pregador deve ter afinidade com Cristo, com a bíblia e com oração, pra manter sua espiritualidade firme.

Deve reconhecer que a tarefa de levar almas à Cristo é uma obra espiritual e o cultivo da espiritualidade é a fonte de energia de quem evangeliza. Horas e mais horas de oração, é necessário antes de sair à luta.

Fale com Deus a respeito dos homens, antes de falar aos homens a respeito de Deus” (Wesley Duwell).

Ser cheio do Espírito Santo. É o Espírito Santo que capacita o crente a trabalhar, é o Espírito Santo que convence os pecadores. Nossa afinidade é imprescindível ao êxito.

Todo crente que evangeliza deve ter a certeza de que sua vida é cheia do Espírito Santo.

O Espírito Santo nos prepara: Guia-nos em toda a verdade (Jo 16.8-11); ensina-nos o que falar (Lc 12.12); lembra-nos da palavra (Jo 12.26); ajudá-nos em nossas fraquezas (Rm 2.26; 2 Co 3.5-6); ajudá-nos a orar como convém (Rm 8.26; Ef 6.18); dá-nos autoridade para falar (At 4.33); capacitá-nos a falar com convicção (At 2.37).
2.2 - Cuidado intelectual.

“Persiste em ler”...

“São inexplicáveis os danos sofridos pelo evangelista e pela obra de Deus em geral, por causa da falta de cultivo intelectual. Temos que acompanhar o desenvolvimento intelectual do mundo”.

É indispensável um bom conhecimento da bíblia. Ler, meditar e falar. “Não se aparte da sua boca...” (Js 1.8).

O evangelista deve ler não somente a bíblia, mas também é recomendável que se prepare intelectualmente com a leitura de bons livros, revistas, jornais.

Se for possível, adquirir conhecimento da natureza humana em geral, história geral, psicologia, sociologia, antropologia cultural, ética, filosofia, e estar informado acerca do que se passa no mundo.


2.3 - Cuidado físico.

Quem evangeliza deve cuidar de sua aparência, saúde, higiene etc. (exercícios físicos, cuidados médicos, boa nutrição).

Nosso corpo é o templo do Espírito Santo, e por isso deve ser mantido cuidadosamente, “se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá”.
2.4 - Cuidado com as atitudes.

Atitudes são normas de proceder e o crente deve atinar para suas atitudes ao tratar com as pessoas que evangeliza.

Atitudes indispensáveis ao evangelista:

* Controle emocional.

* Cavalheirismo, diplomacia.

* Sensatez (cuidado para não ser motivo de zombaria, sofrer por amor a Cristo é uma coisa sofrer por tolice e mediocridade é outra).

* Alegria (expressão facial fala tão alto quanto as suas palavras).

* Desinibição, intrepidez (não mostre acanhamentos).

* Humildade (não se faça arrogante).

* Calma, segurança e coragem.


3 - O evangelista e a distribuição de folhetos.

Conhecer o folheto e sua mensagem.

Entregá-lo com a atitude de interesse.

Não insistir para que alguém o tome.

Mostre-se calmo, em atitude de alerta.

Não discuta com ninguém.

Se alguém jogar fora o folheto torne a apanhá-lo.

Oferecer o folheto com um sorriso e com as seguintes palavras: “Boa tarde quero lhe oferecer uma mensagem importante; uma palavra de Deus para a tua vida; algo importante para sua vida”.

Dar o folheto carimbado, com o endereço da igreja local.

Ocasiões próprias para entrega de folhetos:


  • Cultos ao ar livre.

  • Trabalhos nas ruas e nas praças.

  • Deixá-los nos carros e portões.

  • Em viagens de ônibus e de trem.

  • Nas cartas de evangelização.



Textos bíblicos a serem usados no evangelismo pessoal.
- Mostrando que todos são pecadores:

RM 3.10 – “como está escrito: Não há justo, nem um sequer”.

RM 3.23 – “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”.

IS 53.6 – “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos”.

IS 64.6 – “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam”.
- Mostrando o amor de Deus para o homem:

IS 53.4-5 – “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”.

JO 3.16 – “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

RM 5.8 – “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”.

1 TM 1.15 – “Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal”.
- Mostrando o amor e perdão de Jesus ao pecador:

LC 19.10 - “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido”.

JO 5.24 – “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida”.

RM 10.13 – “Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”.

1 JO 1.9 - “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.

INTEGRAÇÃO E DISCIPULADO

Introdução

A integração e o discipulado são duas áreas do ministério cristão que caminham juntas, exercem papel preponderante na permanência do novo convertido em sua nova vida.

O crescimento espiritual saudável do novo convertido na fé cristã está relacionado ao discipulado e a integração do mesmo. Não há integração sem discipulado, como também não há discipulado sem integração.

A falta de empenho por parte da igreja em discipular os novos convertidos, tem sido a causa destes não permanecerem na sua nova vida, chegando assim até o batismo.



Segundo as estatísticas, 95% dos novos convertidos não permanecem na igreja. A razão desta deficiência está na falta de sustentação da fé do novo convertido em seus primeiros dias de vida cristã.

I - O QUE É INTEGRAÇÃO?
É o ato de incluir, juntar ou incorporar. Este processo começa antes da conversão e se prolonga até que o novo crente esteja, de fato, integrado ao serviço cristão, e possa ele próprio conduzir outras pessoas aos pés de Cristo.

É criar condições para a chegada e a permanência do novo convertido. As condições aqui referidas têm a ver com a maneira pela qual o novo convertido é recebido na igreja, mesmo antes da conversão.

É o exercício de amor para com os perdidos. Não basta amar por palavras. As ações falam mais altas e, quando o fruto das motivações são corretas, indicam o grau de amor que se tem pelo próximo. Em relação aos perdidos, só um coração apaixonado, tudo fará para vê-los integrados ao corpo de Cristo.

É estabelecido o elo de confiança entre o novo convertido e a igreja. Esta confiança é estabelecida a partir do momento em que o novo convertido vê sinceridade no ambiente em que se encontra. Uma atitude hostil, por menor que seja, quebra este elo.
II - ONDE COMEÇA A INTEGRAÇÃO?
A - Com os introdutores: Chamados também de acomodadores ou porteiros. Os introdutores são as relações públicas da igreja, responsáveis pela recepção não só aos crentes, mas principalmente aos visitantes. São os introdutores, que estabelecem o primeiro contato com os que estão chegando, e ainda não estão familiarizados com o ambiente.

Os introdutores devem ser pessoas: espirituais, maduras, acessíveis, cordiais, e, sobretudo interessada na conversão dos pecadores.
B - Com a hospitalidade do ambiente: Além dos introdutores, é preciso que os crentes também estejam imbuídos da mesma expectativa em relação aos não crentes. Oferecer o lugar que está assentado para os visitantes é de extrema importância para o processo de integração.
C - Com o propósito do culto: É necessário que a filosofia do culto, tenha como propósito a proclamação do evangelho para a salvação dos pecadores.
D - Com os conselheiros: Os conselheiros são as pessoas responsáveis a acompanhar as pessoas à frente, na hora do apelo, anotar os seus nomes e endereços, oferecendo-lhes as boas vindas ao rebanho de Cristo e dirigindo-lhes as primeiras palavras de orientação espiritual.

III - COMO INTEGRAR O NOVO CONVERTIDO?
A - O poder da atração: A atração é o efeito que a igreja exerce sobre a comunidade. A melhor atração é aquela que se opera através do bom relacionamento, estabelecido através do bom testemunho do crente, de sua postura cristã diante de sua vizinhança.
B - A importância da atração: A vida é construída à base da atração. Nada se faz sem ela. A criança é atraída pelo brinquedo, o matrimônio é o resultado da atração mútua, enfim, não há nenhuma área em que a atração não esteja presente. O próprio Jesus declarou: “... a todos atrairei a mim”.
C - Os métodos de atração: Os métodos variam de acordo com as circunstâncias. É preciso encontrar o ponto de contato, como fez o apóstolo Paulo no areópago, para que se exerça a atração. O problema é que os métodos usados no momento pelas igrejas, muitas das vezes tem descaracterizado a fé cristã. O ponto fundamental nos métodos de atração é mostrar o poder de Jesus, como o maior atrativo para quem está no mundo.
Pontos a serem considerados:

  • A relevância da igreja na comunidade.

  • O serviço de recepção da igreja.

  • O aconselhamento após o apelo.

  • A literatura apropriada.

  • A carta pastoral.

  • O início do discipulado.



IV - O QUE É DISCIPULADO?
A - O discipulado é a continuidade da integração. É o processo em que o novo convertido recebe todas as instruções indispensáveis ao crescimento de sua fé.

Quando a igreja queima etapas, não proporcionando alimentação adequada para o novo convertido, deixando de lhe ensinar os rudimentos da fé, propiciará um crescimento anômalo.


B - O embasamento bíblico do discipulado: A ordem de Cristo foi bem mais ampla do que simplesmente levar pecadores à conversão. MT 28.19 – “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.

O trabalho do ganhador de almas só será concretizado quando Cristo for gerado em cada novo crente através do discipulado. Paulo recomendou: 2 TM 2.2 – “E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros”.


C - A importância do discipulado: É o que está faltando hoje em nossas igrejas. Os pecadores se convertem e são abandonados à sua própria sorte.
V - COMO FAZER O DISCIPULADO?
A - O discipulado individual: Neste ponto, o crente adota um novo convertido e o acompanha até que ele ande com os seus próprios pés.
B - O discipulado coletivo: Neste caso, o discipulador se responsabiliza por um grupo, que pode ser a classe de novos convertidos, a escola dominical, ou um núcleo de estudo bíblico nos lares.
C - O uso de uma literatura específica: É necessário usar uma literatura apropriada para o discipulado.
D - Qualidades do discipulador: O discipulador é alguém preparado e vocacionado para esta tarefa. Bebês espirituais têm de ser tratados da mesma maneira que os pais físicos tratam seus bebês. Com disciplina, mas com amor, graça e cercado de todas as atenções necessárias.

Eis algumas qualidades dos discipuladores:

  • Profunda convicção do chamado.

  • Paixão pelos perdidos.

  • Preparo espiritual.

  • Preparo bíblico.

  • Facilidade de relacionamento.


VI - OS FRUTOS DO DISCIPULADO.
A - Colheita mais produtiva: As pessoas que forem ceifadas permanecerão na igreja, e logo mais, estas pessoas também estarão produzindo para o crescimento do reino de Deus.
B - Crentes enraizados: Os crentes terão raízes profundas, o que permitirá que os mesmos resistam a todas as tempestades da vida.
C - Redução do número dos desviados: As pessoas criarão vínculos com a fé que agora professam, e assim sendo, a “porta dos fundos deixará de ser maior que a porta da frente”.
D - Avivamento permanente: Avivamento é a vida dinâmica da igreja em crescimento, no poder do Espírito Santo.
E - Obreiros bem preparados: Sabe-se, através da experiência, que os melhores obreiros são os que receberam boa formação quando novos crentes, através da escola dominical.
F - Antídoto contra as heresias: Quantos crentes que caem nas armadilhas das seitas e heresias, porque não estão fundamentados na fé.


VII - O QUE PRODUZ A FALTA DE INTEGRAÇÃO E DISCIPULADO?
A - Aumento dos desviados: Este é o cenário atual da igreja. A falta de sustentabilidade da fé leva os crentes a se desviarem da igreja.
B - Crentes enfraquecidos: Muitos do nosso meio não sabem a razão da vossa fé.
C - Presas fáceis das heresias: Se não tem como explicar as razões de sua fé, eles serão enganados pelas heresias que estão a vossa volta.
D - Obreiros inconsequentes: Obreiros inconsequentes são resultados de uma desnutrição espiritual, no seu período de infância.
E - Igrejas sem paixão pelas almas: A insensibilidade por parte da igreja moderna, em relação às almas perdidas, com certeza é o reflexo de uma igreja, que não foi bem instruída a respeito dos verdadeiros valores celestiais.
A integração e o discipulado é a força motriz do crescimento da igreja.

VIII - INTEGRAÇÃO DOS NOVOS CONVERTIDOS
O grande problema na área de evangelização na igreja, hoje, é a falta de integração e discipulado. Isto é, ganhamos as almas, depois não mais as encontramos na igreja. Nós batizamos 20% das pessoas que se decidem na igreja. Quais as causas deste tão grande prejuízo?
A - Massificação: Pregamos para as multidões, somamos os números de convertidos e pronto, depois, onde eles estão?
B - Falta de visitação: Os novos convertidos, na maioria das igrejas são esquecidos e nunca recebem uma visita, e acabam seguindo outros caminhos.
C - Falta de integração: Os novos convertidos são imaturos espiritualmente falando, não tem uma visão nítida da obra, de seus privilégios e deveres cristãos, não se integram na igreja, ficam raquíticos, não crescem por falta de alimento espiritual e a igreja não cresce apesar de muitas decisões.

A integração deve ser feita pelos cristãos mais experientes através do diálogo, do ensino, do acompanhamento, da oração e da visitação.


Exemplos bíblicos de integração:

Natanael, integrado no grupo dos primeiros discípulos (Jo 1.45-51).

Os crentes judeus planejaram a integração dos gentios, novos convertidos (At 15.13; 20.33).

Paulo fez a integração dos crentes de Efésios que até então, ignoravam as bênçãos do Batismo com Espírito Santo (At 19.1-7).

A integração de Onésimo (Fl 1.8-17).
Necessidades básicas dos neófitos:


  • Amor.

  • Alimentação.

  • Ensino.

  • Sobretudo certeza da salvação.

  • Experiências práticas na vida cristã.


COMO DEVE SER A INTEGRAÇÃO?

A – Visitação.

Deve haver uma equipe de visitação de pelo menos duas pessoas, algumas vezes por semana. Deve ser constante, rápida e objetiva. Deve estar preparada biblicamente para responder às perguntas do neófito. Deve ler a bíblia e orarem juntos.

A equipe deve acompanhar o neófito até o batismo. Deve haver alguém responsável para anotar os nomes dos novos convertidos em fichas ou caderno próprio.
B - Classe de novos convertidos.

Escola bíblica dominical com lições apropriadas.


C - Através de cultos para ensino para os novos convertidos.

1 - Lições antes do batismo:

  • Certeza da salvação.

  • A bíblia sagrada, nosso manual de ensino.

  • Deus tem um propósito para cada ser humano.

  • A oração tem que manter um mastro firme de oração.

  • A trindade e a função de cada pessoa da trindade.

  • A salvação (inclusive antropologia e a hamartiologia).

  • Confissão de pecados.

  • Questões do certo ou errado (noções sobre ética cristã).

  • A igreja (Inclusive batismo e ceia).

  • A mordomia cristã (inclusive dízimo).

  • A profissão de fé. Rompimento total com as coisas do mundo.

  • O batismo com o Espírito Santo, para revestimento de poder.


2 - Lições pós-batismo:

  • Os princípios bíblicos para uma vida eficaz.

  • O princípio da valorização pessoal.

  • O princípio de meditação bíblica.

  • O princípio do trabalho cristão (dons espirituais).

  • Perdão, submissão às autoridades.

  • Finanças.

  • Consciência limpa.

  • Interpretação bíblica.

  • Apologia.


IX - COMO DISCIPULAR
Discipular era a palavra favorita de Cristo, para aqueles cuja vida estava ligada estranhadamente com a dele.

A palavra grega traduzida como discípulo é usada 269 vezes nos Evangelho e em Atos.

Significa pessoa ensinada e treinada para tal:

1 – Discipular - é propiciar à igreja local, líderes maduros, leigos centralizados em Cristo e orientados para a palavra de forma sistemática.

2 – Discipular - é uma das maneiras mais estratégicas para se ter um ministério pessoal ilimitado. Isso pode ser feito em qualquer tempo, por qualquer pessoa, em qualquer lugar e entre qualquer faixa etária.

3 – Discipular - é o mais flexível dos ministérios, visto que não precisa ser executado dentro de qualquer esquema cronológico ou estrutura organizacional, o fazedor de discípulos pode ser extremamente flexível.

Toda pessoa nascida de novo é um milagre da graça de Deus. É da vontade de Deus que todo o novo crente cresça até chegar à plenitude de Cristo. Um nascimento espiritual sadio é essencial para o crescimento no discipulado.

A falta de um discipulado, ministrado por pessoas que realmente foram geradas por Cristo, e tiveram a experiência da conversão genuína, tem sido a causa de um retardamento espiritual, por parte dos novos membros da igreja.

O novo crente é uma criança espiritual, e precisa ter cuidados especiais e imediatos maternos e paternos. Um bebê necessita de carinhos e alimentos essenciais para o seu crescimento.


O que é um discípulo?

É alguém que aprende de um mestre.


Discípulo é alguém que está envolvido com a palavra de Deus de maneira contínua.

JO 8.31 – “Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos”.


Discípulo é alguém que doa a sua vida pelo outros.

JO 13.34-35 – “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”.



Discípulo é alguém que permanece diariamente em uma união frutífera.

JO 15.4-5 – “permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”.


Discípulo é alguém que renuncia tudo por amor de Cristo.

LC 14.33 – “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo”.


Discípulo é alguém que ama a Cristo acima de todas as coisas.

LC 14.26 – “Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo”.



HERESIOLOGIA

Introdução

O aumento crescente das seitas e heresias da atualidade tem sido notório, isto nos leva a acreditar na necessidade de estar fundamentando o novo crente a respeito deste assunto.

Além dos ensinamentos heréticos disseminados fora da igreja de Cristo, por movimentos pseudo-cristãos, existem também aqueles que são ensinados de maneira controvertida pela igreja cristã evangélica, os quais são necessários que sejam identificados.

A necessidade que temos de conhecer estes ensinamentos é justamente para combatê-los à luz da palavra de Deus.

A bíblia além de prever a proliferação do falso no seio da igreja, é o único antídoto eficiente contra os falsos ensinamentos.

1 CO 2.12-13 – “Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais”. 1 CO 11.19 – “Porque até mesmo importa que haja partidos entre vós, para que também os aprovados se tornem conhecidos em vosso meio”.

GL 1.6-9 – “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema”.

2 PE 2.1-3 – “Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme”.

JD 1.3 – “Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos”.
Definindo o termo heresias.

Heresia: Doutrina contrária aos dogmas estabelecidos pela igreja cristã.

Herege: Pessoa que propaga, segue ou defende ou pratica doutrina religiosa contrária à verdadeira.

Heresiarca: Pessoa fundadora de uma seita herética.

Toda doutrina extra-bíblica (Gl 1.8; 2 Pe 1.16).

Os ensinamentos que torcem os ensinamentos bíblicos (Gn 3.1 - serpente).

Os ensinamentos que negam as orientações divinas (Gn 3.1).

Os ensinamentos de homens, que deturpam as doutrinas bíblicas (Tt 1.14; Lc 11.37-54).

As doutrinas de demônios (1 Tm 4.1).


Como podemos nos imunizar contra os falsos ensinamentos?

Recebendo e guardando os ensinamentos de Deus (Gn 2.16-17; Sl 119.1-176; 2 Tm 2.1).

Buscando a revelação do Espírito Santo no estudo da palavra de Deus (2 Pe 1.20-21; 2 Tm 3.16;1 Pe 1.13).

Considerando toda a bíblia como a revelação da vontade de Deus aos homens (2 Tm 3.16-17).

Crendo na verdade como meio de combater a mentira (Jo 8.31-32).

Ensinando a palavra de Deus (Dt 11.13-32, 38.1-68; Pv 22.6; Mt 9.35).

Praticando a palavra de Deus (Mt 11.29; 9.35; Tg 21.27).

Rechaçando as falsas doutrinas com a palavra: Eva (Gn 3.1-3); Jesus (Mt 4.1-11); Paulo (At 23.1-11; 2 Tm 4.2) e o livro de Gálatas.


Definições

Para entendermos as religiões e as seitas é necessário algumas definições:
Religião: O termo religião, religio e religioris, significa fidelidade ao dever, lealdade, consciência do dever, escrúpulo religioso, práticas religiosas. Cícero (106 - 43 A.C.) ligou esse termo ao verbo latim relegere, que quer dizer retomar o que tinha abandonado, tornar a revisar, reler, considerar cuidadosamente. Agostinho, identificou o termo religio com o termo religare que significa ligar, apertar, atar. Os estudiosos modernos preferem esta segunda opção.

Seita: (do latim secta ) - 1 - Doutrina ou sistema que diverge da opinião geral e é seguido por muitos. 2 - Conjunto de pessoas que professam a mesma doutrina. 3 - Comunidade fechada, de cunho radical. 4 - Teoria de um mestre seguida por vários prosélitos. 5 - Facção, partido.

Heresia: Do grego hairesis. Opinião, dogma, partido, partidarismo, grupos, diversões, intrigas partidárias, facções - crença contrária a ortodoxia e a sã doutrina.

Apostasia: Esta palavra relaciona-se com rebelião contra Deus, descreve a grande apostasia que ocorrerá anterior à revelação do homem da iniquidade (Mt 24.10-12). A apostasia é um perigo contínuo para a Igreja, e o Novo Testamento contém advertências repetidas contra a mesma. A apostasia pode surgir: 1 - quando faltam líderes espirituais para dirigir o rebanho (Ex 32.1-8); 2 - quando há comunhão com pessoas hereges - mistura (1 Rs 11.4; Am 3.3); 3 - quando a vida espiritual do cristão é superficial (Lc 8.13; Jo 6.63-65; 1 Tm 5.15); 4 - quando há amor ao mundo (2 Tm 4.10). A apostasia consiste em afastar-se de Deus (1 Rs 11.89), desviar-se do Deus vivo (Hb 3.12), deixar a simplicidade do Evangelho (2 Co 11.3; Gl 3.1-3; 5.4-7).

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