Quinta Parede a quarta parede é o termo que, por convenção se define em teatro o lado do palco virado para o público, aquela linha ideal de demarcação que separa o lugar da representação do espaço reservado aos espectadores



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Encontro25.07.2016
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Quinta Parede
A quarta parede é o termo que, por convenção se define em teatro o lado do palco virado para o público, aquela linha ideal de demarcação que separa o lugar da representação do espaço reservado aos espectadores.

A Quinta Parede é um projecto que pretende realizar com o seu jovem público um intenso atravessar desta metafórica zona de fronteira colocada entre o palco e a plateia, na convicção de que só a continuidade de tais “passagens” consinta a iniciação de uma eficaz relação teatral com as novas gerações e a criação de um público mais crítico e culto.


Com residência no norte de Portugal desde 1997 sonhamos envolver-nos com a comunidade. Desde a infância a procura de um público multietário que venha desejar o teatro e aprender a ama-lo. Teatro que se quer como direito democrático e cívico.

Constatamos que entre as razões mais subtis e mais complexas que as pessoas têm para ir ao teatro é o seu desejo de testar, de ampliar e de explorar a sua necessidade de sociabilização. De provar o sentimento de pertença a uma comunidade e de combater o sentimento de solidão e isolamento que as sociedades ocidentais tendem a suscitar e acentuar. Porque, talvez, no teatro, esses espectadores estejam ligados de maneira imprecisa, mas perceptível aos outros membros do público.



Assim, queremos que esta experiência teatral, embora vaga e indirecta nos proporcione a saudade do teatro, embelezada por uma aura mítica, onde o prazer estético se entrelaça com o prazer social.

Breve historial da associação

1997 – Exposição “20 anos de teatro e miscigenação” – Teatro Nacional São João do Porto e Teatro da Trindade / Lisboa. Lançamento do livro com o mesmo título – Edição Quinta Parede/Fundação Gulbenkian. Recriação de “O Rouxinol” a partir de Andersen – TNSJ – Coprodução “Festival dos 100 dias” – Expo 98 Lisboa. Edição da “Sebenta de Criação” do espectáculo. Criação do Projecto “Descobrir o Teatro e a Dança” com Câmara Municipal do Porto.
1998 – Criação de “Adamubies – Música Cénica” músicas criadas para os espectáculos de José Caldas e musicados por Tilike Coelho. Participa no “Ciclo de Música Brasileira” – ACARTE – Lisboa. Continuação do Projecto “Descobrir o Teatro e a Dança”. Criação de “Cordel – histórias de uma escrita falante” a partir de cordéis portugueses e brasileiros. Criação da “Promethea” – Núcleo europeu de reflexão e acção para o teatro para a infância e juventude / Portugal, Itália, França e Suiça.
1999 – Participa na “Biennale Théâtre Jeunes Publics” – Lyon – França com « O Rouxinol » e no Marché International de Théâtre. Faz parte da programação da Saison 1999/2000 Théâtre Jeune Public – Le Havre. Organiza a publicação do livro “Teatro na Escola – A nostalgia do inefável” – sobre a experiência nas escolas secundárias do Porto. Edição Quinta Parede/Ministério da Cultura.
2000 – Cria a animação teatral para o Projecto “A escola e os média” IIE – Instituto de Inovação Educativa – Parque das Nações. Recria “O Rouxinol” em coprodução co o Teatrão de Coimbra e participa no “VII Festival de Théâtre Portugais” – Paris. Participa no Projecto “Il piacere dell’ arte” Congresso de teatro na escola, Turim – Itália. Presença no “IX Festival Internacional de Marionetas do Porto” com o espectáculo “Cordel – Histórias de uma escrita falante”. Criação do CD áudio de “o Rouxinol”
2001 – Organiza com a Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação o “1º Encontro Europeu de Teatro/Escola” – Porto. Participa da Biennale Théâtre jenes Publics .
2002 – Co-Produção de “O Rouxinol” com o Teatro do Noroeste; participação na Saison do Théâtre pour Enfants de Lausanne – Suiça; do Festival de Artes para o pequeno público “Sementes” – Almada e do “Fazer a Festa” – Porto.
2003 – Desenvolve projectos europeus de Teatro/Escola coma Itália – Projecto Mangiafuoco e com a Bélgica L’autre Antigone. Cria o espectáculo “Nojo” com texto de Robert Shneider – Teatro da Cornucópia – Lisboa e “Ou isto ou aquilo” a partir dos poemas de Cecília Meireles – Coimbra Capital da Cultura.


  1. - Participa do Festival do Oriente Venezuela e Festival Internacional de Teatro Africano – Togo, com o espectáulo “Nojo”.


2005 – Recriação de “O Rouxinol” em co-produção com o Teatro Experimental de Cascais, para acompanhar a exposição 30 anos de teatro e jovem público – Teatro Mirita Casimiro e lançamento do livro com o mesmo título, edição Quinta Parede/Fundação Gulbenkian. Em criação “O medo azul” a partir de “O Barba Azul” de Perraut.


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