R. Bruce Carlton



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Leigos em posição de liderança (Romanos 16.3-16; 1 Coríntios 16.15-18; Colossenses 4.15; 2 Timóteo 4.19-21; Tito 3.12-13)

As igrejas batistas cambojanas têm poucos pastores e líderes de tempo integral. Muitas vezes, a liderança leiga foi o instrumento através do qual as igrejas existentes plantaram novas igrejas. Os plantadores de igrejas foram incentivados e ensinados a levar consigo crentes locais quando viajavam para plantar igrejas em novos povoados. Agindo assim, em todos os lugares serviam de exemplo para os novos crentes no que diz respeito à responsabilidade de se envolver ativamente no ministério. Deus concedeu dons a cada crente local. Uma simples leitura de 1 Coríntios 12 mostra que o corpo é composto de muitos membros, e cada membro deve ser incentivado e ter a oportunidade de exercer o seu dom.

Deus confirmou essa verdade em minha vida através de uma mulher cambojana analfabeta, plantadora de arroz e fabricante de cestos. Ela se tornou crente quando ensinava a um grupo de mulheres de uma das igrejas locais cambojanas em um curso de fabricação de cestos. Após retornar a sua casa, em outra província do Camboja, Deus lhe apresentou um jovem que também era crente, e os dois juntos plantaram a igreja na casa dela. Nos meses seguintes, outras igrejas brotaram na mesma área.

Quando ela contou sua história, eu imediatamente me senti humilhado. Deus me fez lembrar das palavras do apóstolo Paulo aos crentes de Corinto:


Ora, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos. nem muitos os nobres que são chamados. Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas ignóbeis do mundo, e as desprezadas, e as que não são, para reduzir a nada as que são; para que nenhum mortal se glorie na presença de Deus (1 Coríntios 1.26-29).
estava eu, um homem formado na universidade e no seminário e também com um título de mestre. Lá estava eu, um homem com vários anos de experiência na direção de uma igreja e no trabalho em contextos transculturais. Lá estava eu, ouvindo a história de uma mulher analfabeta que só sabia cultivar arroz e fazer cestos, contando como Deus a tinha usado para plantar uma igreja. Eu me sentia terrivelmente humilhado. Deus, através de sua Palavra, me fez recordar novamente que eu precisava lembrar de minhas raízes. Eu não era uma pessoa poderosa. Eu não nasci em berço de ouro. Nem era considerado sábio por muitas pessoas neste mundo. Quem era eu para pensar que era melhor que aquela mulher? Eu não tinha o direito de determinar que somente pessoas temporalmente treinadas, educadas e qualificadas é que podiam plantar ou liderar igrejas. Deus pode escolher quem Ele quiser. Se eu tivesse desencorajado aquela mulher dizendo que ela não estava qualificada para organizar uma igreja, eu seria culpado de pecar contra ela e contra Deus.

Se queremos o povo todo evangelizado, se queremos que as igrejas se multipliquem no meio do povo, devemos estar abertos para permitir que simples crentes, pessoas comuns, se envolvam no ministério e na liderança das igrejas plantadas na localidade. Foi o imperador Constantino que introduziu a idéia de um clero profissional, de tempo integral, e não o próprio Deus. A idéia de Deus era muito diferente do modelo tão freqüentemente utilizado em nossas igrejas.


Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós que outrora nem éreis povo, e agora sois de Deus; vós que não tínheis alcançado misericórdia, e agora a tendes alcançado (1 Pedro 2.9-10).
Quem são as pessoas que servem como líderes na maioria das igrejas no meio do seu grupo-alvo?


Quais são as exigências para ser um líder?


  1. Igrejas simples e células são os modelos de igreja predominantes (Atos 2.42-47; 5.42; 8.3; 10.24-27; 12.12; 16.40; 20.20; 28.30-31; Romanos 16.3-5; 1 Coríntios 16.19; Colossenses 4.15; Filemom 2)

Embora em alguns casos templos sejam construídos, os movimentos de plantação de igrejas, de modo característico, são predominantemente movimentos de igrejas simples ou em células. Em relação aos movimentos que têm acontecido ao redor do mundo, poucas igrejas estão estruturadas em edifícios próprios. Em certos locais na África, movimentos começam com grupos de crentes que se reúnem debaixo de árvores. Em dois estados do norte da Índia, onde aproximadamente 10.000 igrejas foram plantadas, o modelo mais típico é o de igreja simples.

Existem 600.000 povoados na Índia. Algumas pessoas têm dito que a Índia precisa de mais de 10 milhões de igrejas. Quanto tempo isso demandaria se exigíssemos que cada igreja tivesse um templo antes de poder ser reconhecida como igreja? De quanto dinheiro precisaríamos para construir 10 milhões de templos? Isso é impossível e desnecessário!

Alguns dizem que os novos crentes devem se reunir em templos cristãos porque eles precisam de um substituto para os templos em que costumavam adorar. Quando lemos o livro de Atos, compreendemos que, embora os judeus tivessem a sinagoga e o templo, não era necessário providenciar um outro templo para eles, quando eles se tornavam seguidores de Cristo. A questão não é encontrar um substituto. A igreja simples foi o padrão através de todo o Novo Testamento. Deus não ordenou que as igrejas tivessem templos, nem nós deveríamos fazer isso.

A rápida multiplicação do corpo de Cristo virá quando formos capazes de deixar de lado a exigência de que a igreja tenha um terreno e um prédio antes de ser reconhecida como igreja. Onde quer que o povo de Deus se reúna, ali está uma igreja de Deus – quer seja numa casa, loja, escola ou templo.

Quero deixar bem claro que não sou contra a existência de templos. No entanto, é fato comprovado em vários lugares ao redor do mundo que a rápida multiplicação da igreja se torna mais fácil quando as igrejas são plantadas nos lares ou quando se usa um modelo de células. Existem templos cristãos em quase todos os países do mundo. Todavia, o rápido crescimento da igreja na China, Índia e outros lugares tem sido possível através de redes sempre crescentes de igrejas simples.

Em suma, a Bíblia não exige que a igreja possua um templo, e nós também não devemos exigir. Devemos, com abertura de mente e boa disposição, reconhecer qualquer grupo de crentes como sendo uma igreja, quer eles se reúnam numa casa, debaixo de uma árvore, em um prédio alugado ou em um templo.
Qual é o modelo de igreja típico em seu grupo-alvo?

Eles utilizam o modelo de células ou igrejas simples?

Se não, o que pode ser feito para se chegar a esse tipo de modelo?


  1. Igrejas plantam igrejas (1 Tessalonicenses 1.6-8)

Uma breve definição de movimento de plantação de igrejas são igrejas plantando novas igrejas. Quase sempre num movimento de plantação de igrejas, esse fenômeno começou a ocorrer bem cedo.

O estudo sobre “DNA – Desenvolvendo um código genético saudável para a plantação de igrejas”, no capítulo 31, resume como as igrejas podem plantar igrejas que sejam capazes de plantar outras igrejas.

O movimento de plantação de igrejas no Camboja não ocorreu apenas enquanto eu estava lá. O progresso mais notável foi que o crescimento aconteceu em minha ausência. Em 1995, eu voltei aos Estados Unidos por cerca de seis meses. Quando deixei o Camboja, havia 42 igrejas batistas lá. Nos meus seis meses de ausência, o número de igrejas cresceu para 76. Atualmente, o movimento de plantação de igrejas no Camboja já deu origem a cerca de 250 igrejas batistas. Por volta do quarto ano, as igrejas – e não profissionais plantadores de igrejas – estavam plantando a maioria das novas igrejas.

Em uma região da China, milhares de igrejas simples têm sido plantadas como igrejas que captaram a visão de cumprir a Grande Comissão. O crescimento tem ocorrido à medida que igrejas simples existentes assumem essa visão e vão aos povoados e cidades vizinhas para plantar outras igrejas simples.

Em certo distrito de um estado da Índia, um homem treinou outros para plantarem igrejas. Em poucos anos, eles tinham plantado cerca de 175 grupos domésticos. Após aprender o conceito de igrejas plantando igrejas, aquele homem o ensinou aos outros. Dentro de aproximadamente seis meses, as igrejas existentes começaram a se reproduzir e o número total de igrejas quase triplicou.


As igrejas existentes estão plantando novas igrejas entre o grupo-alvo?


Em caso positivo, como isso está acontecendo?

Se não, como fazer para que isso aconteça?



  1. A autoridade das Escrituras é respeitada (Atos 2.14-47; 4.23-25; 7.1-53; 8.26-35; 13.13-43; 17.10-12)

Outra característica vista nos movimentos de plantação de igrejas é a centralidade da Palavra de Deus na vida dos crentes e da igreja. Em muitos países, às vezes acontecem grandes debates teológicos sobre a respeito da inerrância das Escrituras – se a Bíblia é completamente verdadeira e desprovida de erros. Nos movimentos de plantação de igrejas, as novas igrejas felizmente não estão preocupadas com a questão, porque a Palavra de Deus é ensinada e aceita pelo que ela é – a Verdade.

O método de ensino bíblico geralmente difere do que é adotado em muitas das principais denominações. O estudo bíblico participativo é um método comumente utilizado. Esse método consiste em reunir um pequeno grupo de crentes, ler uma passagem ou narrativa bíblica e discutir com o grupo a verdade que eles encontram na referida passagem ou narrativa. No presente curso, aprendemos um estudo bíblico participativo chamado “Ensinar a obedecer”.

As narrativas bíblicas são outra ferramenta excelente para o ensino da verdade escriturística, especialmente para pessoas analfabetas ou semi-analfabetas. No modelo de células, os membros do grupo estudam a Palavra juntos e depois compartilham uns com os outros como aplicarão a passagem bíblica às suas vidas no decorrer da semana seguinte. Quando se reúnem na semana seguinte, eles compartilham com o grupo a experiência de aplicação da passagem. Neste treinamento, também aprendemos como usar as narrativas bíblicas para discipular os crentes nas doutrinas básicas da Bíblia.

Independentemente do método utilizado para comunicar a verdade da Palavra de Deus, aqueles que exercem o ministério no meio do grupo-alvo devem crer de todo o coração na autoridade da Escritura.
Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça (2 Timóteo 3.16).
Lembre-se de que a ênfase é ensinar a Bíblia – e não ensinar sobre a Bíblia – e mostrar aos crentes como obedecer a ela.
De que modo as igrejas que ministram ao seu grupo-alvo ensinam e mostram que a Bíblia é autoridade para as suas vidas?


  1. A rápida reprodução das igrejas (Atos 2.41; 2.47; 4.4; 8.4; 13.49)

O livro de Atos mostra claramente que Deus está tão preocupado com a quantidade como com a qualidade. Deus espera que Sua igreja cresça numericamente, e devemos fazer o mesmo. Quando o Espírito Santo se move, novas igrejas são plantadas rapidamente. A reprodução rápida, dinamizada pelo Espírito Santo, é uma característica dos movimentos de plantação de igrejas. Devemos crer como o apóstolo Paulo, que escreveu à igreja de Tessalônica: “Finalmente, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada, como também o é entre vós” (2 Tessalonicenses 3.1).

Em certo lugar do norte da Índia, aproximadamente 5.000 igrejas simples foram plantadas em cerca de 15 meses. O crescimento foi rápido. Esse movimento de plantação de igrejas foi iniciado e sustentado através da oração. Através do poder do Espírito Santo, foram principalmente pessoas leigas que plantaram essas igrejas, indo aonde a igreja jamais tinha ido antes para organizar igrejas entre pessoas profundamente necessitadas de Jesus.
Com que freqüência igrejas novas são organizadas entre o seu grupo-alvo?

A rapidez de reprodução das igrejas pode ser aumentada? Se pode, como?



  1. Sinais e maravilhas divinas são evidentes (Atos 2.43; 5.12; 19.11-12)

Sinais e maravilhas são evidentes onde encontramos movimentos de plantação de igrejas. Esses sinais e maravilhas servem para confirmar a mensagem do evangelho. Jesus disse aos seus adversários: “As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas dão testemunho de mim” (João 10.25b). Os sinais e maravilhas também indicam o mover do Espírito Santo enquanto a igreja se espalha.

Em um estado do norte da Índia, os plantadores de igrejas testemunham que estão expulsando demônios e curando enfermos, enquanto seguem proclamando as Boas Novas. Essas pessoas plantaram aproximadamente 4.000 igrejas simples nos últimos anos. Eles testificam que em quase todo povoado onde proclamaram as Boas Novas, pessoas foram curadas e espíritos malignos foram expulsos. Eles dizem que isso serve para confirmar o evangelho de Jesus pregado por eles. Às vezes, através desses sinais e maravilhas, povoados inteiros aceitam a Cristo.

Devemos tomar cuidado com duas atitudes falsas e extremas, mas muito comuns, com relação a sinais e maravilhas.

Primeiro, muitos dizem que sinais e maravilhas são a prova de uma experiência genuinamente cristã. Ou seja, deve haver sinais e maravilhas como evidência da presença e atuação do Espírito Santo. Caso contrário, essas pessoas dirão que o Espírito não está presente. Isso é perigoso porque tenta o plantador de igrejas a se ver como um “mago cristão”, cuja magia simplesmente é mais forte do que a magia dos não-crentes do povoado.

Segundo, muitos cristãos evangélicos têm uma atitude extrema, oposta a esta. Eles com freqüência argumentam que sinais e maravilhas não são mais um elemento válido na disseminação do evangelho. Simplesmente rejeitam os sinais e maravilhas, relegando-os à época da igreja do Novo Testamento e dizendo que eles não têm mais lugar no mundo atual.

Ambas as atitudes são errôneas. Sinais e maravilhas não devem ser nem diminuídos nem explorados. Eles servem para ministrar aos necessitados e confirmar a mensagem do evangelho.
Sinais e maravilhas são evidentes no meio de seu grupo-alvo?

Em caso positivo, quais são os sinais e maravilhas mais comumente testemunhados?


  1. A adoração normalmente é feita na língua nativa das pessoas (Atos 2.1-13)

Na maioria dos movimentos de plantação de igrejas estudados, um fator que contribuiu muito foi que o povo podia adorar em sua língua nativa. Toda pessoa tem o direito de ouvir as Boas Novas de Jesus em sua língua nativa. Muito da beleza do milagre de Pentecostes, apresentado no livro de Atos, consiste em que os presentes puderam ouvir o evangelho em sua língua materna. O Espírito Santo concedeu aos discípulos a habilidade de falar em línguas, e os presentes ouviram a mensagem em seu próprio idioma. Porque ouviram a mensagem em sua própria língua, muitos creram em Jesus naquele dia.


Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se distribuíam, e sobre cada um deles pousou uma. E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem. Habitavam então em Jerusalém judeus, homens piedosos, de todas as nações que há debaixo do céu. Ouvindo-se, pois, aquele ruído, ajuntou-se a multidão; e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua... Nós, partos, medos, e elamitas; e os que habitamos a Mesopotâmia, a Judéia e a Capadócia, o Ponto e a Ásia, a Frígia e a Panfília, o Egito e as partes da Líbia próximas a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes-ouvímo-los em nossas línguas, falar das grandezas de Deus... De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas (Atos 2.1-6, 9-11, 41).
Que língua as pessoas em sua área normalmente usam para adorar? Ela é a língua nativa do povo?

Que obstáculos impedem o povo de adorar em sua língua nativa? Como superar esses obstáculos?

  1. Os novos crentes suportam perseguição (Atos 5.17-41; 6.12-15; 8.1-4; 12.1-19; 16.16-24)

A perseguição é tão antiga quanto o livro de Atos. Desde o início da história da igreja, os seguidores de Jesus têm sido mal compreendidos e perseguidos por causa de sua fé. Porém, ao mesmo tempo, a perseguição tende a estimular o rápido crescimento da igreja. Isso foi o que aconteceu no livro de Atos e ainda acontece em nossos dias!

A perseguição contra os cristãos no mundo se intensificou significativamente em anos recentes. A escolha de seguir a Cristo muitas vezes implica pagar um preço, à medida que o mundo se torna crescentemente hostil ao evangelho.

Informações sobre crentes asiáticos presos, molestados, espancados e mortos são recebidas diariamente. Prédios de igrejas são reduzidos a cinzas.

Todos os cristãos têm de suportar servir de alvo para pessoas hostis ao evangelho, e os obreiros cristãos, especialmente, devem estar preparados para enfrentar perseguição. Os seguidores de Jesus sofrerão perseguição em meio a um mundo hostil à Sua mensagem.

Tal perseguição geralmente é um resultado direto da ação de dedicados obreiros cristãos no sentido de estimular movimentos de plantação de igrejas, compartilhando o evangelho de Jesus Cristo. No entanto, Deus transforma em bem o mal que os perseguidores pretendem fazer, e muitas vezes se mostra que o resultado da perseguição é um movimento de plantação de igrejas.


De que modos os crentes de seu grupo-alvo estão sendo perseguidos por seguir a Cristo?


  1. Os líderes das igrejas são treinados em serviço (Atos 16.4; 18.11; 19.10)

A fim de seguir o modelo de igreja do Novo Testamento, a liderança deve sair de dentro do corpo local de crentes.

Líderes em potencial devem ser treinados preferencialmente através de métodos contextualizados em seu próprio lugar de origem. Em muitos grupos populacionais não alcançados, os crentes são analfabetos e semi-analfabetos. Eles também dispõem de escassos rendimentos. Esperar que deixem seus lares para freqüentar uma instituição de ensino teológico em um lugar distante é pedir demais deles. Esses crentes não têm recursos para viajar, nem condições de aprender por meio das metodologias cultas que a maioria das instituições usa.

Exigir certas qualificações acadêmicas para os líderes das igrejas muitas vezes significa que esses líderes precisarão ser trazidos de fora, pois os crentes locais não serão capazes de atendê-las. Além disso, os institutos bíblicos e seminários tradicionais não poderiam produzir com bastante rapidez o número de líderes necessários para as igrejas novas e emergentes no meio dos movimentos de plantação de igrejas.

Enviar crentes para longos períodos de estudo fora de casa também pode prejudicar os esforços de plantação de igrejas. Os crentes precisam estar presentes para compartilhar as Boas Novas com suas famílias, amigos e vizinhos. Treinar líderes o mais próximo possível de suas casas ajuda a facilitar a rápida multiplicação das igrejas. Programas de treinamento de curto prazo desenvolvidos em ou próximo às áreas onde os líderes vivem e trabalham são eficazes em atender as demandas de novos líderes para sustentar um movimento. Geralmente são cursos de treinamento intensivo com a duração de uma a três semanas.

A rápida multiplicação de novas igrejas, bem como a ênfase em liderança leiga, exigem que o treinamento seja feito em serviço, e não em instituições de ensino formal. Com o amadurecimento e crescimento das igrejas, institutos bíblicos e seminários às vezes são criados, mas tal treinamento não é a norma durante o crescimento rápido de movimentos de plantação de igrejas.


Como são treinados os líderes de igreja que servem entre o seu grupo-alvo?

Como você poderia iniciar ou expandir os treinamentos em serviço?


  1. Os pastores são bivocacionais (Atos 18.1-3)

Em movimentos de plantação de igrejas, pastores bivocacionais são mais comuns do que pastores remunerados de tempo integral.

Quando a igreja amadurece e se torna capaz de sustentar um pastor de tempo integral, não há problema em fazer isso, se for o desejo da congregação. Entretanto, a igreja deverá avaliar cuidadosamente se e quando deve convidar um pastor de tempo integral.

A exigência de pastores para servir em regime de tempo integral tem prejudicado o rápido crescimento da igreja. Alguns pensam que todas as verdadeiras igrejas devem ter pastores de tempo integral. Muitas igrejas novas são incapazes de sustentar pastores de tempo integral, e aí os membros levantam recursos de fora da congregação. Isso cria um ciclo de dependência que não se rompe facilmente.

Além disso, uma vez instalado um pastor de tempo integral, pode surgir uma divisão artificial entre clero e leigos, e essa divisão pode impedir o envolvimento de leigos no ministério. Esse fato pode ser verificado repetidamente pelo mundo afora.

A maior parte dos pastores e líderes num movimento de plantação de igrejas é bivocacional. A maioria das igrejas plantadas jamais poderia seguir o modelo ocidental de ter pastores de tempo integral, pois os membros não poderiam sustentá-los financeiramente. Além disso, a maioria dos líderes de igrejas precisam trabalhar para sustentar suas famílias. De modo semelhante, na China, Índia e outros lugares em que a igreja cresceu rapidamente, a maioria das igrejas plantadas têm pastores bivocacionais.


A maioria dos líderes de igrejas que servem entre o seu grupo-alvo são de tempo integral ou bivocacionais?


De que forma o despertamento de líderes bivocacionais poderia ajudar a reproduzir a igreja com mais rapidez?

  1. A liderança reflete o perfil comum do povo (Atos 6.1-7; Romanos 16.3-15)

Em movimentos de plantação de igrejas, a liderança normalmente vem do perfil comum do povo, e não dos membros excepcionais da comunidade. Isso é verdade com relação à igreja do Novo Testamento (1 Coríntios 1.26) e também com relação à igreja de hoje.

As pessoas que surgem como líderes nos movimentos de plantação de igrejas são incomuns primeiramente pelo fato de que são obedientes e fiéis seguidores, dispostos a arriscar suas vidas por causa do evangelho. Todavia, elas normalmente são pessoas simples, que se encaixam no perfil comum do grupo-alvo.
Quem pode ser líder nas igrejas plantadas entre o seu grupo-alvo?

Os líderes são pessoas comuns?

Como você pode começar a levantar líderes com o perfil comum do povo?


  1. Significativamente, há mais obreiros cristãos locais do que “estrangeiros” servindo diretamente nos campos (Atos 13-20)

Se quisermos que a igreja se expanda rapidamente, os “estrangeiros” – sejam eles de outro país, de outro grupo-alvo ou de outro estado – devem estar dispostos a permitir que os crentes locais se levantem como líderes e assumam a liderança das igrejas. Na verdade, se pessoas de fora, com mais treinamento ou melhor qualificação, dominarem a liderança da igreja, e líderes locais não forem levantados, o crescimento da igreja provavelmente será lento.

Por todo o sul da Ásia, nos últimos anos, o povo local tem facilitado a ocorrência de movimentos acelerados de plantação de igrejas. Pessoas de fora não lideram as igrejas nem os movimentos de plantação de igrejas. Em vez disso, os de fora exercem um papel mais catalítico, servindo aos líderes locais através de treinamento e mentoreamento.
Qual é a proporção de pessoas de fora para líderes locais no serviço entre o seu grupo-alvo? (Lembre-se de que “pessoas de fora” não significa somente estrangeiro, mas também pessoas de outro estado ou de outro grupo-alvo)

O que você deve fazer para aumentar o número de líderes locais?

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