R. Bruce Carlton



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Os obreiros cristãos enfrentam duro sofrimento em vários aspectos (2 Coríntios 1.5-6; 11.23-28; Filipenses 1.29-30; 1 Pedro 1.6-7; 3.14-16)

A perseguição não é a única forma de sofrimento que os crentes enfrentam. O inimigo lança muitos dardos flamejantes contra os eleitos de Deus, na tentativa de deter o avanço rápido do reino de Deus no combate às trevas. Uma coisa é certa – os crentes muitas vezes sofrerão como conseqüência do crescimento da igreja de Deus.

O apóstolo Paulo relatou à igreja de Corinto a respeito de seus sofrimentos:
Dos judeus cinco vezes recebi quarenta açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha raça, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejuns muitas vezes, em frio e nudez (2 Coríntios 11.24-27).
Muitos obreiros cristãos envolvidos na facilitação de movimentos de plantação de igrejas estudados passaram por sofrimentos. Eles freqüentemente pagaram um alto preço espiritual, emocional ou fisicamente falando, por meio de doenças, difamações, perdas pessoais, aflições e outros problemas. O sofrimento chegou antes do início de cada movimento de plantação de igrejas e permaneceu durante e depois dele.
De que modo os obreiros cristãos que servem ao seu grupo-alvo têm enfrentado sofrimento?


Você vê alguma relação entre sofrimento e crescimento da igreja? Caso veja, descreva essa relação.


  1. O Princípio 222 é praticado e seguido (2 Timóteo 2.2)

Desde o início, os plantadores de igrejas aprendam o importante princípio bíblico que se encontra em 2 Timóteo 2.2. Eles aprendam que onde quer que ministrassem devem ter alguém com eles. Deste modo, eles, quer ativa quer passivamente, estõ treinando outras pessoas para o trabalho, por meio do exemplo e do mentoreamento.

No Novo Testamento, pessoas acompanhavam a Paulo quando este viajava, pregava o evangelho e ministrava às igrejas. Paulo pôde multiplicar seu ministério através das vidas de homens como Timóteo, Tito e outros.

A igreja de hoje tem perdido esse conceito de mentoreamento. Todos nós temos dependido muito prontamente de instituições no preparo de pessoas para o ministério. Temos deixado de investir o tempo e a energia necessários para levantar e preparar líderes através do mentoreamento. Precisamos recuperar os métodos e a mentalidade de Jesus e de Paulo. Como diz S. D. Ponraj, fundador da Rede Bihar de Evangelização, na Índia: “Ninguém terá obtido sucesso se não tiver sucessores!” Desenvolveremos sucessores com mais eficácia através do mentoreamento.


Como o princípio de 2 Timóteo 2.2 está sendo aplicado no trabalho entre o seu grupo-alvo?

De que modo esse princípio poderia ser aplicado mais efetivamente?

ATIVIDADE DE FIXAÇÃO



Cite duas ou três coisas importantes que você aprendeu nesta unidade e que, na sua opinião, irão ajudá-lo em seu ministério.

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OBSTÁCULOS A

MOVIMENTOS DE PLANTAÇÃO DE IGREJAS

Sem sombra de dúvidas, os movimentos de plantação de igrejas são o resultado da ação do Espírito Santo no meio de um grupo-alvo. Ao mesmo tempo, os obreiros cristãos podem extinguir a obra do Espírito Santo inadvertidamente – ou, às vezes, conscientemente. A seguir, listamos apenas alguns dos obstáculos encontrados e que podem atrapalhar os movimentos de plantação de igrejas. Esses obstáculos são muitas vezes obra humana. O resultado com freqüência é a extinção da ação do Espírito Santo, que retarda ou detém a multiplicação da igreja de Deus no meio do grupo-alvo.


Excesso de exigências impostas aos novos crentes para que sejam reconhecidos como “igreja”
Em muitas situações, os plantadores de igrejas definem “igreja” em termos e condições muito além da definição bíblica. A atitude mais comum é dizer aos novos crentes que eles precisam ter um pastor de tempo integral e construir um templo para poderem ser considerados igreja. Outros exemplos de condições impostas para se tornar uma igreja oficial podem ser um número mínimo de famílias reunidas ou a assinatura de algum pacto ou declaração. Estas também não são exigências bíblicas.

Precisamos ser cuidadosos para não impor fardos adicionais sobre as novas igrejas, de modo a estorvar o crescimento da igreja de Deus. Incentivar as novas igrejas a terem um templo ou um pastor de tempo integral não é errado, mas fazer disso um elemento indispensável para o reconhecimento como igreja é. Precisamos redescobrir o significado bíblico de igreja como corpo. Igreja não é um lugar aonde vamos; igreja é quem somos onde quer que estejamos!

Precisamos resistir à tentação de trocar a doutrina bíblica da igreja por nossa eclesiologia denominacional. Não devemos impor às novas igrejas as nossas práticas e cultura denominacional. Desde o momento em que virmos grupos de crentes reunidos para adoração, oração, comunhão, estudo da Palavra de Deus, evangelização e cuidado mútuo, devemos reconhecê-los pelo que eles são – a igreja de Jesus Cristo naquele lugar.

Quando outros plantadores de igrejas e eu treinamos novos líderes de igrejas para servir entre o povo de língua khmer, no Camboja, tentamos conservar simples a definição e os requisitos para se reconhecer uma igreja. Em nenhum momento eu tentei impor minha eclesiologia de batista do sul dos EUA sobre os novos crentes. Nem ensinei aquilo que se poderia chamar de uma teologia batista tradicional. Todo treinamento e ensino enfatizavam somente a Bíblia. Os crentes aprenderam a examinar a Bíblia e a confiar no Espírito Santo para lhes dar a sabedoria e o discernimento de que precisavam para crescer na fé e andar com o Senhor.


Quais são as exigências para que um grupo de crentes de seu grupo-alvo seja reconhecido como igreja?
Qual seria uma definição simples de igreja que, na sua opinião, seria aceitável para o seu grupo-alvo?

Tornar-se cristão resulta, para o crente, na perda de sua valiosa identidade cultural
No nordeste da Índia, tive a oportunidade de me encontrar com uma família cristã há quatro gerações. Etnicamente, eles pertenciam a um certo grupo-alvo nativo daquela área. Quando lhes perguntei se eles pertenciam àquele grupo-alvo, sua resposta foi: “Não. Agora somos cristãos.” Eu lhes perguntei o que isso significava, e eles disseram: “Agora, nos vestimos como cristãos, comemos comida de cristãos e agimos como cristãos. Não fazemos mais parte desse grupo-alvo.” Como foi triste ouvir essas palavras!

Em muitas situações, os novos crentes realmente perdem sua identidade cultural quando se tornam seguidores de Cristo. Em muitos lugares, o resultado tem sido a criação de uma espécie de casta cristã. Quando pedimos ou exigimos que os novos crentes mudem seus antigos nomes para os assim chamados nomes cristãos, nós os despimos de sua identidade cultural. Em outras situações, pedimos aos novos crentes que se vistam de modo diferente ou os pressionamos a comer alimentos que tradicionalmente não fazem parte de sua experiência cultural. Isso freqüentemente leva as famílias e comunidades a rejeitar esses crentes ou condená-los ao ostracismo.

Quando vêem isso acontecendo com os novos crentes, as pessoas não-crentes muitas vezes rejeitam a mensagem do evangelho – não por se ofenderem com a mensagem, mas por se ofenderem com os mensageiros do evangelho. A disseminação do evangelho é obstruída quando as pessoas percebem que precisam abandonar sua identidade cultural para se tornar seguidoras de Cristo.

Será que é possível ter uma “igreja vegetariana” para povos como os Lingayats da Índia? Será que um sique tem que cortar seu cabelo para poder ser reconhecido como crente em Cristo? Os novos crentes realmente precisam aprender os hinos de adoração traduzidos do ocidente, depois que aceitam a Cristo, ou poderiam cantar louvores ao Senhor usando seus próprios estilos musicais nativos?


As pessoas em seu grupo-alvo precisam renunciar à sua identidade cultural para se tornarem crentes?

Em caso afirmativo, que coisas eles têm de deixar?


De que maneira isso prejudica o crescimento da igreja entre o seu grupo-alvo?


Como a perda da identidade cultural poderia ser minimizada para aqueles que seguem a Cristo?

As novas igrejas não conseguem superar os padrões cristãos pré-existentes
Na maioria dos lugares, a igreja existente apresenta uma configuração e uma estrutura que tem estado em vigor há gerações. O crescimento de um novo movimento de plantação de igrejas pode ser prejudicado quando os líderes da igreja existente se sentem ameaçados e criticam as igrejas novas por não seguirem o mesmo padrão ou modelo eclesiástico.

No sul da Ásia, os padrões de cristianismo existentes muitas vezes foram impedimento para o rápido crescimento e multiplicação das novas igrejas. Uma razão era que as igrejas que seguiam os padrões pré-existentes de cristianismo desejavam impor seu conceito de igreja para os novos grupos. Além disso, muitas igrejas existentes são conhecidas como sendo compostas de cristãos nominais. A imagem que o mundo não-cristão tem do cristianismo muitas vezes é fortemente influenciada por essas igrejas cristãs nominais. Isso também prejudicou a disseminação do evangelho.

Finalmente, um dos maiores obstáculos à rápida multiplicação da igreja é o denominacionalismo que tem fragmentado a igreja de Jesus Cristo. A presença de diferentes denominações em si não é um obstáculo; o obstáculo consiste no fato de que muitas vezes a percepção que se têm – às vezes justificada – é que essas denominações estão competindo entre si. Muitas vezes existe um espírito divisionista, que resulta na recusa do mundo não-crente em aceitar a mensagem do evangelho.
De que forma as igrejas existentes são um impedimento para o crescimento da igreja entre o seu grupo-alvo?


Como esses impedimentos poderiam ser superados?


Tentar conter o movimento de plantação de igrejas dentro de uma única denominação retarda o crescimento
Em tempos passados, as agências missionárias muitas vezes redigiam acordos que delimitavam um território específico para cada agência, para evitar competição e duplicação de esforços. Embora a intenção fosse boa, o resultado com freqüência foi o impedimento da rápida multiplicação de igrejas. A realidade do mundo de hoje é que nenhuma denominação ou agência possui todos os recursos necessários para a realização da tarefa de evangelizar um grupo-alvo. Quando uma denominação ou agência age como se fosse a única que pode realizar a tarefa, isso é sinal de arrogância.

A divisão e a falta de unidade normalmente desacelera o crescimento da igreja. No sul da Ásia, os grupos populacionais e cidades apresentam populações bem acima de 500.000 ou até mesmo acima de 1 milhão de habitantes. Considerando que a tarefa é tão pesada, as agências missionárias precisam trabalhar conjuntamente, em um espírito de cooperação, para plantar igrejas em número suficiente para levar o evangelho ao grupo-alvo inteiro.



É necessária que as denominações e agências trabalharam cooperativamente para plantar igrejas e iniciar movimentos.. Embora cada agência seja responsável por suas próprias iniciativas de plantação de igrejas, os obreiros cristãos possam cooperar em muitas frentes, tais como a evangelismo e o treinamento de liderança. São necessárias muitas agências diferentes, trabalhando conjuntamente, para plantar igrejas suficientes para alcançar toda a população de um país ou segmento da população.
De que modo você poderia conseguir a cooperação entre obreiros cristãos de várias agências missionárias, para que a igreja pudesse começar a crescer com mais rapidez entre o seu grupo-alvo?


Plantar igrejas que não consigam se reproduzir localmente retarda o crescimento
Plantadores e igrejas com freqüência cometem um grande erro quando usam métodos de evangelização e plantação de igrejas que não podem ser facilmente reproduzidos pelos crentes locais. Isso pode prejudicar ou mesmo bloquear um movimento de plantação de igrejas. Os métodos em geral podem ser reproduzidos, mas os crentes locais nem sempre têm facilidade para fazer isso. O crescimento rápido da igreja nos convida a usar métodos e estabelecer modelos de plantação de igrejas que possam ser reproduzidos pelo povo local sem nenhum auxílio externo. Por exemplo, a utilização de mídias de alta tecnologia entre povos onde não tal tecnologia não está disponível cria um modelo não reproduzível. Construir prédios diferentes dos que o povo local pode construir e manter por sua própria conta cria outro modelo não reproduzível. Num nível mais simples, se impusermos a pregação expositiva a um povo que costuma contar histórias, estaremos criando um modelo que só poderá ser reproduzido por gente de fora, com treinamento específico no método expositivo. Os exemplos poderiam ser multiplicados. Nosso alvo deveria ser nos manter num nível o mais simples possível. Para que as igrejas se multipliquem rapidamente, precisamos nos certificar de que o povo local possa reproduzir os modelos de evangelização, discipulado, treinamento de liderança e plantação de igrejas que empregamos.
As igrejas que você está plantando entre o seu grupo-alvo poderão reproduzir outras igrejas com facilidade?


Se não, o que o impede de plantar igrejas assim?


Como você poderia superar os impedimentos existentes?

Subsídios financeiros criam dependência
O dinheiro em si não é inerentemente mau, porém a Bíblia adverte claramente que o dinheiro é a raiz de todos os males. Os obreiros cristãos muitas vezes usam o dinheiro de modo que cria uma dependência desnecessária. Sim, o dinheiro às vezes é necessário para levar o evangelho a um grupo-alvo que ainda não ouviu falar do amor de Jesus. O dinheiro também é necessário para viabilizar ministérios específicos, tais como programas de rádio, tradução da Bíblia e produção de recursos como o filme Jesus. Estes são exemplos do uso apropriado do dinheiro.

Entretanto, o dinheiro se torna um obstáculo para os movimentos de plantação de igrejas, quando cristãos vindos de fora trazem subsídios financeiros de longo prazo ou criam grandes instituições, cujo sustento exigirá recursos externos. Quando os recursos externos deixam de chegar, essas instituições freqüentemente vão à falência. Ou, no mínimo, elas se tornarão um fardo financeiro tão pesado para o povo local que os recursos que deveriam ser destinados à plantação de igrejas terão de ser desviados para a manutenção das instituições.

O alvo do plantador de igrejas em todos os casos deve ser ajudar a igreja nova a se tornar auto-sustentável o mais cedo possível. Uma vez criada a dependência financeira, retardaremos o crescimento da igreja, pois estaremos oferecendo aos novos crentes um modelo segundo o qual a obra só poderá ser feita através de grandes doações financeiras vindas de fora. Precisamos rogar continuamente a Deus que nos ensine a ser administradores fiéis dos recursos que Ele nos dá.
De que modo o dinheiro pode impedir a reprodução das igrejas entre o seu grupo-alvo?


Como tais impedimentos poderiam ser superados?


As igrejas exigem que os líderes tenham qualificações que vão além das exigências bíblicas para a liderança
Conforme já mencionamos, alguns plantadores de igrejas repetidas vezes definem “igreja” de modo equivocado, em termos e condições muito além da definição bíblica. De modo semelhante, os plantadores de igrejas deveriam ter o cuidado de não impor exigências mais radicais do que as estipuladas no Novo Testamento sobre quem pode liderar a igreja.

Algumas denominações têm permitido que exigências para a liderança que vão muito além daquelas apresentadas na Bíblia se tornem firmemente estabelecidas em suas respectivas culturas. Com muita freqüência, a igreja de nossos dias coloca mais ênfase na necessidade que seus líderes têm de obter elevada titulação acadêmica do que no ensino do Novo Testamento sobre a liderança da igreja. A igreja de hoje também oferece com freqüência demasiada um modelo em que as posições de liderança representam mais posições de autoridade do que de serviço.

Se quisermos que as igrejas locais se reproduzam com rapidez entre um determinado grupo-alvo, devemos redescobrir os modelos bíblicos de liderança em nossas igrejas. Precisamos atentar para o exemplo de Jesus e daqueles que Ele escolheu para seus discípulos. Precisamos atentar para o conselho que Paulo deu a Timóteo e a Tito com relação à liderança da igreja. O Novo Testamento dá mais importância ao caráter moral e à disposição de seguir a Cristo. Além disso, Jesus ensinou que liderar significa servir às pessoas.

Precisamos avaliar se estamos impondo exigências para liderança que não se encontram na Bíblia. Precisamos tomar cuidado para não trazer exigências extras para a liderança nas novas igrejas. Quanto mais exigências impusermos para a liderança das igrejas além do que a Bíblia ensina, mais estaremos prejudicando sua capacidade de reprodução.


Quais são as exigências típicas para que alguém se torne líder nas igrejas plantadas entre o seu grupo-alvo?


Alguma dessas exigências está além das exigências bíblicas? Em caso afirmativo, qual?
Na sua opinião, quais deveriam ser as exigências para que alguém se torne um líder da igreja?
ATIVIDADE DE FIXAÇÃO

Cite duas ou três coisas importantes que você aprendeu nesta unidade e, na sua opinião, poderão ajudar no seu ministério.

34

O PLANO-MESTRE

PARA A PLANTAÇÃO DE IGREJAS

Nós já começamos a desenvolver nossos planos-mestres em todas as áreas, exceto a área de plantação de igrejas. Lembre-se de que o plano-mestre será construído com base em estratégias classificadas em seis categorias: pesquisa, oração, parcerias, plataformas, evangelização e discipulado, e plantação de igrejas. Tudo que planejarmos com relação a esses seis tópicos terá o propósito de nos levar ao cumprimento da visão de futuro.

Até este ponto, já estudamos as lições relacionadas com a plantação de igrejas. Assim, na presente unidade, nos concentraremos em desenvolver listas de alvos, recursos, obstáculos transformados em oportunidades, planos e processos avaliativos para a plantação de igrejas em nossos ministérios.

Se você precisar rever os conceitos e instruções para o desenvolvimento dessas listas, retorne à unidade 9, “Plano-mestre de pesquisa”.



A seguir, dou um exemplo de como desenvolver, no seu plano-mestre, esses alvos e planos na área de plantação de igrejas.
_____________________________________

Plantação de igrejas
Escreva sua declaração de visão do futuro no começo do componente de plantação de igrejas de seu plano-mestre.
Alvos:
Eis alguns exemplos de alvos mensuráveis na área de plantação de igrejas:


  • Plantar 10 igrejas em áreas estratégicas onde o povo mora, nos próximos dois anos.

  • Preparar essas igrejas para se reproduzirem e dar assistência a elas até a terceira geração.

  • Desenvolver e pôr em funcionamento um programa de treinamento em serviço para os líderes das igrejas, no decorrer do primeiro ano.

  • Levar as igrejas simples a criar uma rede para comunhão e encorajamento.


Recursos:
Alguns exemplos de recursos que poderão ser necessários para atingir os alvos de plantação de igrejas acima são:


  • Plantadores de igrejas nativos

  • Igrejas existentes na área

  • Meu grupo de discipulado pessoal

  • Organizações de Educação Teológica por Extensão

  • Grupos cristãos que enfatizam a plantação de igrejas


Obstáculos transformados em oportunidades:
Eis alguns obstáculos que podemos encontrar, relacionados com os alvos mencionados, juntamente com sugestões de como transformá-los em oportunidades.


  • Obstáculos: Existe resistência à idéia de igrejas simples.

Oportunidade: Descobrir crentes e organizações de apoio a igrejas simples e ensinar a outras pessoas sobre a importância dessas igrejas.


  • Obstáculo: As igrejas não estão acostumadas a plantar novas igrejas, pois isso tradicionalmente tem sido feito por plantadores de igrejas.

Oportunidade: Treinar pacientemente as igrejas simples para plantarem outras igrejas.
Planos de ação:
Eis alguns possíveis planos de ação para os alvos acima referidos:


  • Usando o mapa do campo de colheita, identifique as áreas mais estratégicas para a plantação das 10 primeiras igrejas.

  • Treine plantadores de igrejas e evangelistas existentes num método simples de plantação de igrejas simples e prepare-os para treinar os crentes das igrejas simples no mesmo processo – desenvolva uma cadeia de treinamento em plantação de igrejas simples!

  • Desenvolva um sistema de monitoramento para acompanhar a reprodução das igrejas.

  • Solicite a grupos que trabalham com treinamento de liderança em serviço permissão para usar seu material. Caso não obtenha permissão, desenvolva seu próprio processo de treinamento em serviço.

  • Treine todos os líderes de igrejas simples e plantadores de igrejas para usarem os métodos de narrativas bíblicas e o estudo bíblico “Ensinar a obedecer”.

  • Incentive a produção e a introdução de música nativa nas igrejas.

  • Trabalhe com plantadores e líderes das igrejas para contextualizar a igreja.

  • Ajude as igrejas a desenvolver uma rede para comunhão e encorajamento. A cada três meses, planeje um programa conjunto em que as igrejas simples possam se encontrar.


Processos avaliativos:
Seguem abaixo alguns exemplos de processos avaliativos para os alvos de plantação de igrejas:


  • Verifique o número de líderes treinados em plantação de igrejas e as áreas onde eles estão trabalhando, para se certificar de que nenhuma área foi esquecida.

  • Verifique a multiplicação e reprodução das igrejas para assegurar que todo povoado e comunidade tenham uma igreja simples.

ATIVIDADE DE FIXAÇÃO


Na página seguinte, comece a trabalhar em seus próprios alvos, recursos, obstáculos transformados em oportunidades, planos e processos avaliativos para plantação de igrejas. Lembre-se de começar colocando sua declaração de visão do futuro no topo da página. Depois, trabalhe cada área passo a passo. Se tiver alguma dúvida, peça ajuda aos colegas em seu grupo pequeno ou aos instrutores.
Resumo da declaração de visão do futuro


Área Chave de Resultados: Plantação de igrejas




Alvos






Recursos






Obstáculos transformados em oportunidades




Planos de ação






Processos avaliativos





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A DECISÃO QUE LEVARÁ

AOS MOVIMENTOS DE PLANTAÇÃO DE IGREJAS

Hoje é um dia de decisão. Passamos vários dias juntos. Aprendemos muitas coisas e temos sido encorajados tanto pelo Espírito Santo como uns pelos outros. E agora, empregaremos ou não o que aprendemos neste treinamento em nossos ministérios?

Lembre-se de que o assunto deste curso é como pescar com mais eficiência. Aqui, nós desenvolvemos estratégias abrangentes que servirão como roteiros para o nosso ministério. Além disso, os princípios bíblicos e as diversas ferramentas apresentadas neste treinamento ajudarão a facilitar movimentos de plantação de igrejas entre os grupos populacionais enfocados por nós.

Não siga o caminho mais fácil. Após a morte de Jesus, os discípulos fizeram o que era mais fácil e, embora tivessem aprendido muitas coisas com Jesus, retornaram à familiar atividade de pescar apenas peixes. Retornar aos nossos ministérios, mas deixar tudo como está, é o caminho mais confortável, familiar e fácil. Não, não faça apenas o que é mais fácil.

Nosso alvo é estimular movimentos de plantação de igrejas entre os grupos populacionais com que trabalhamos. Reveja a definição de movimento de plantação de igrejas e comprometa-se decididamente a facilitar tais movimentos por causa do povo e para a glória de Deus.
O movimento de plantação de igrejas é um processo controlado pelo Espírito Santo de rápida e múltipla reprodução de igrejas autóctones no meio de um grupo-alvo específico, de modo que cada indivíduo dentro daquele grupo-alvo tenha a oportunidade de ouvir e responder às Boas Novas de Jesus Cristo.
O título deste curso, Atos 29, é uma referência ao capítulo da história da igreja que ainda está acontecendo hoje, os atos do Espírito Santo que testemunhamos diariamente ao servir nos campos de colheita. Você é uma parte essencial deste capítulo da história. Deus o chamou e preparou para levar a mensagem do evangelho até os confins da terra. Então siga em frente e intencionalmente plante igrejas que plantem outras igrejas.

William Carey (1761-1834), missionário batista inglês entre os povos da Índia e pai das missões modernas, disse o seguinte: “Espere grandes coisas de Deus; procure fazer grandes coisas para Deus.” No poder de Deus, siga em frente e experimente esses métodos de pesca comprovadamente eficazes. Siga em frente contando com a bênção de Deus.



Que o Senhor faça arrebentar suas redes com uma pesca abundante! Que Ele conceda a você a alegria de ver o seu grupo-alvo adorando ao Senhor em movimentos de plantação de igrejas.


* Ou socialização [nota do tradutor].

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