R. Bruce Carlton



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IGREJAS SIMPLES

Que fazer, pois, irmãos? Quando vos congregais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação (1 Coríntios 14.26).


Falando entre vós em salmos, hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, sempre dando graças por tudo a Deus, o Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo (Efésios 5.19-21).
Através deste treinamento, teremos a oportunidade de conhecer diversas maneiras como uma igreja simples pode funcionar quando se reúne. Aprenderemos um estudo bíblico indutivo que permite a participação de cada membro da igreja. Aprenderemos a ensinar doutrina através da narração de histórias bíblicas, um método que também é altamente interativo e permite a participação de todos. Primeiramente, entretanto, aprenderemos o que é uma reunião “aberta” da igreja simples.

A reunião aberta de uma igreja simples baseia-se na convicção de que, quando o corpo de Cristo se reúne, os crentes devem ter a oportunidade de usar seus dons para a edificação do corpo. Todos os crentes devem poder participar da experiência de adoração. Alguém pode ter recebido um discernimento especial da Palavra de Deus na semana que se passou. Um outro pode ter um testemunho a compartilhar sobre algo que Deus fez em sua vida depois do último encontro do grupo. Outros podem simplesmente desejar levantar suas vozes em adoração e louvor ao Senhor. E alguém pode ter uma necessidade especial de oração a compartilhar com o grupo.

Alguns chamam esse modelo de “adoração sem liderança”. Nada poderia estar mais longe da realidade. Trata-se de uma experiência de adoração em que todos são encorajados a participar, mas não é adoração sem liderança. O Espírito Santo é o líder da experiência de adoração. Poderia haver um líder melhor? Haveria um mestre mais excelente?
Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito (João 14.26 – itálicos meus).
Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras (João 16.13).
A igreja tem privado os crentes da oportunidade de participar ativamente na adoração. A adoração se tornou apenas o momento em que o ministro de louvor e o pastor exibem seu talento. É como se somente o pastor e o ministro de louvor pudessem receber uma palavra da parte de Deus. Sua tarefa passa a ser então transmitir aquela palavra para um grupo passivo de espectadores crentes.

Um dos objetivos da reunião “aberta” da igreja simples é permitir que os crentes recuperem aquilo que por direito pertence a eles – a responsabilidade de participar ativamente da adoração ao nosso Senhor Jesus Cristo. A reunião aberta da igreja simples tem o objetivo de permitir que o Espírito Santo ensine ao grupo aquilo que Ele deseja que aprendam.

Lembre-se que este é apenas um modelo de adoração que pode ser praticado no âmbito de uma igreja simples. Para tudo há o tempo certo; para tudo há um momento. Há tempo de ensinar. Tempo de pregar. E há tempo para a adoração aberta. Esta não é a única maneira de se dirigir uma reunião de igrejas simples, mas é uma maneira que permite a total e livre participação de todos.

Nos próximos quatro encontros deste treinamento, você tomará parte de uma reunião de igreja simples. Durante o momento de adoração, espera-se que você participe ativamente do culto. Antes de você ser designado para o seu grupo de igreja simples, esse método participativo será demonstrado.

ATIVIDADE DE FIXAÇÃO

No espaço abaixo, escreva suas observações sobre a demonstração de como funciona a igreja simples.

Nos espaços a seguir, escreva uma ou duas das experiências mais significativas de cada reunião de igreja simples de que você participou. O que o Espírito Santo falou a você? O que você aprendeu com os outros participantes de seu grupo em casa?

Primeiro Dia:

Segundo Dia:


Terceiro Dia:

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O QUE É UM COORDENADOR DE ESTRATÉGIA?

O papel do coordenador de estratégia é uma idéia recente na área de missões. Poucas pessoas, ao ouvirem a expressão “coordenador de estratégia”, têm uma compreensão bastante clara sobre o seu significado. Alguns pensam que coordenador de estratégia é apenas um título. Entretanto, trata-se mais de uma função na área de missões do que apenas um título. É uma função que tem como objetivo o cumprimento da Grande Comissão. É um papel que procura facilitar a rápida multiplicação de igrejas no meio de um grupo-alvo.

O mais significativo é que o coordenador de estratégia tem um foco definido. Esse foco pode ser um grupo-alvo, uma cidade, estado, distrito ou outro tipo de região geográfica. Seja qual for a composição do grupo-alvo, o coordenador de estratégia tem o seu foco, e está comprometido em desenvolver e implementar uma estratégia abrangente visando a um movimento de plantação de igrejas autóctone e que se reproduz constantemente.

O coordenador de estratégia é uma pessoa que tem os pés em dois lugares simultaneamente. Ele lida com o campo de colheita (pessoas que precisam ser alcançadas) e com a força de colheita (cristãos da Grande Comissão, chamados por Deus para trabalhar naquele campo de colheita). Isso significa que o coordenador de estratégia precisa aprender a trabalhar com uma diversidade de grupos e pessoas cristãs. Ele não pode simplesmente promover seu próprio ministério. O coordenador de estratégia não pode esquecer de que o foco é o grupo-alvo que precisa ser alcançado pelo evangelho, e não um ministério, igreja ou organização quaisquer. Deste modo, o coordenador de estratégia trabalha em cooperação com outras denominações, agências e pessoas cristãs com a finalidade de estabelecer o reino de Deus no campo de colheita em que está servindo.

O coordenador de estratégia permanece comprometido com o seu grupo-alvo alvo, buscando fielmente, em tempo e fora de tempo, iniciar um movimento autóctone de plantação de igrejas, até o dia em que a evangelização daquele grupo-alvo esteja completa e o seu povo seja capaz de buscar a Cristo independentemente de esforços externos. Quer dizer, o compromisso do coordenador de estratégia é facilitar o surgimento de um movimento autóctone de plantação de igrejas que seja capaz de alcançar todos os membros do grupo-alvo e ir além.

À medida que são trazidos para o reino de Deus, os que fazem parte do campo de colheita passam a pertencer, por sua vez, à força de colheita que Deus deseja empregar para implementar a colheita. A força de colheita entra no campo para fazer a colheita que foi prometida por nosso Senhor Jesus Cristo. O processo é cíclico.

O diagrama abaixo tenta ilustrar esse processo cíclico, bem como mostrar as áreas de responsabilidade que o coordenador de estratégia tem em relação ao campo de colheita e à força de colheita, respectivamente.


DESENVOLVER PLANO ESTRATÉGICO
Pesquisa FORÇA DE COLHEITA

Plataformas Mobilização para oração

Evangelização e discipulado Recrutamento

Plantação de igrejas Parcerias

CAMPO DE COLHEITA Treinamento de pessoal
PREPARAÇÃO DO PESSOAL




Com relação ao campo de colheita, o coordenador de estratégia estará comprometido com pesquisa, plataformas, evangelização e discipulado e plantação de igrejas.


Pesquisa – significa mapear as localidades em povoados ou comunidades, grupos populacionais e baluartes espirituais. Isso inclui também compreender a cosmovisão do grupo-alvo, de forma que o evangelho possa ser compartilhado de modo adequado e efetivo. O coordenador de estratégia descobrirá que uma visão abrangente do campo de colheita e da força de colheita será útil para realizar essa pesquisa.
Plataformas – Envolve a criação de projetos de desenvolvimento comunitário enfocando necessidades específicas das pessoas e ajudando a criar relacionamentos essenciais que possam permitir o testemunho efetivo. Alguns exemplos seriam: cursos de corte e costura para mulheres, alfabetização ou educação em saúde pública. As plataformas também atendem a outra necessidade crescente em muitos lugares do mundo – apoio financeiro para plantadores de igrejas e pastores. Ajudar no estabelecimento de pequenos negócios ou outras plataformas para plantadores de igrejas não só gerará renda, de modo que eles possam cuidar bem de suas famílias, mas também abrirá o acesso necessário para que eles possam interagir com seu grupo-alvo alvo.
Evangelização e discipulado – O trabalho do coordenador de estratégia é estabelecer ministérios evangelísticos pioneiros, tais como o filme Jesus, pequenos grupos, narração de histórias bíblicas, fitas cassete, evangelismo pessoal, programas de rádio e teatro, no meio do grupo-alvo alvo. Discipular as pessoas alcançadas por meio desses esforços também deve fazer parte de todo impulso evangelístico. O primeiro objetivo é semear o evangelho amplamente, de modo que todas as pessoas do grupo-alvo tenham a oportunidade de ouvir a mensagem. O segundo é assegurar que todos os que responderem às Boas Novas entrem num relacionamento discipulador que não só os discipulem, mas também os equipe para discipular outros.
Plantação de igrejas – Uma vez que o objetivo é um movimento autóctone de plantação de igrejas, o coordenador de estratégia deve concentrar-se no treinamento de líderes locais e na plantação de igrejas. Contudo, não se trata apenas de plantar igrejas. O coordenador de estratégia deseja ver as igrejas se reproduzindo continuamente ou, em outras palavras, igrejas plantando igrejas. Tudo que o coordenador de estratégia faz é para promover um movimento autóctone de plantação de igrejas. O movimento de plantação de igrejas é a melhor maneira de se assegurar que todas as pessoas do grupo-alvo tenham a oportunidade de ouvir o evangelho.

Em relação à força de tarefa, o coordenador de estratégia está envolvido com a mobilização de oração, o recrutamento, as parcerias e o treinamento de pessoal.


Mobilização para oração – um objetivo do coordenador de estratégia é criar e manter uma rede efetiva de intercessores para orar pelo grupo-alvo. Numerosos intercessores orando em favor da terra e do povo, vencendo fortalezas e libertando o povo da escravidão dos espíritos malignos, são indispensáveis. Além disso, equipes de caminhadas de oração devem se engajar em combates espirituais em tantas comunidades quanto possível nos lugares em que vive o grupo-alvo. Este é um componente essencial de toda a estratégia para a evangelização do grupo-alvo.
Recrutamento – A fim de mobilizar os crentes para orar e servir entre pessoas de um grupo inalcançado, o coordenador de estratégia deve ensinar a cristãos da Grande Comissão a respeito das necessidades e da situação do grupo. Isso pode ser feito através de jornais de oração, folhetos e encontros pessoais com indivíduos, organizações e igrejas. Deus tem dotado a igreja de uma variedade de dons, e todos esses dons devem ser mobilizados para um ministério efetivo e frutífero em favor do grupo-alvo.
Parcerias – O coordenador de estratégia deve levar igrejas, pessoas e organizações missionárias a adotar o grupo-alvo. A adoção ajuda as igrejas a canalizar seus recursos – tempo, talentos e dinheiro – de modo concentrado, para que igrejas autóctones reprodutivas possam ser plantadas. O propósito é desenvolver parcerias cooperativas com outras agências, igrejas e organizações comprometidas com a Grande Comissão.
Treinamento de pessoal – O coordenador de estratégia não está interessado apenas em recrutar e organizar, tanto a curto como a longo prazo, pessoas para trabalhar entre o grupo-alvo; ele deve se assegurar de que essas equipes organizadas sejam também treinadas adequada e efetivamente.
A fim de coordenar todos os esforços mencionados acima, necessários para a evangelização efetiva daquele grupo-alvo, o coordenador de estratégia desenvolverá um plano estratégico abrangente. Esse plano se chama “plano-mestre”. O objetivo geral do plano-mestre é facilitar o surgimento de um movimento autóctone de plantação de igrejas no meio do grupo-alvo. O plano-mestre é como um mapa rodoviário. Ele orienta o coordenador de estratégia e sua equipe, garantindo que todos os ministérios necessários sejam implantados entre o grupo-alvo alvo.

Além de um plano-mestre, o coordenador de estratégia deve ter uma preparação específica. Ele deve tentar aprender a língua e a cultura do grupo-alvo. Este é um requisito necessário para a compreensão e a comunicação com o grupo-alvo. Para que se reproduza com eficácia e rapidez, a igreja deve ser contextualizada. Aprendendo a língua e a cultura do grupo-alvo, o coordenador de estratégia se tornará mais preparado para ajudar as pessoas que trabalham ali a plantar igrejas culturalmente contextualizadas.

Outro aspecto da preparação pessoal do coordenador de estratégia é o seu desenvolvimento espiritual, bem como o estudo de princípios missiológicos e de conflitos espirituais. Quando a igreja de Deus é estabelecida no meio de um povo que nunca ouviu o evangelho, o inimigo resiste. O coordenador de estratégia deve ser maduro em Cristo e estar preparado para as batalhas espirituais que virão.
Em resumo, o coordenador de estratégia:


  • Visa a um determinado grupo-alvo negligenciado ou a um conjunto de grupos populacionais em uma área específica;

  • Relaciona-se tanto com o campo de colheita como com a força de colheita, por meio de pesquisa, mobilização para oração, recrutamento, parcerias, plataformas, treinamento de obreiros, evangelização e discipulado e plantação de igrejas;

  • Colabora com muitos cristãos envolvidos com a Grande Comissão;

  • E assume a responsabilidade de desenvolver e implementar um plano-mestre abrangente com o propósito de facilitar o surgimento de um movimento autóctone de plantação de igrejas.

ATIVIDADE DE FIXAÇÃO


Em suas próprias palavras, diga qual é o papel do coordenador de estratégia.


No espaço abaixo, defina o alvo geral do plano-mestre.
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VISÃO DO FUTURO

Depois destas coisas olhei, e eis uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e em presença do Cordeiro, trajando compridas vestes brancas, e com palmas nas mãos (Apocalipse 7.9).

Uma das maiores lutas que muitos enfrentam no ministério é a tentativa de responder a esta pergunta: Por onde devo começar? Muitas pessoas hoje não têm clareza sobre a finalidade de seu ministério. Não possuem verdadeiros objetivos. Com muita freqüência, as pessoas simplesmente se lançam no ministério sem muita ponderação, planejamento ou preparação. Não têm idéia de para onde estão indo e, conseqüentemente, não sabem por onde começar ou nem sempre começam pelo melhor lugar. Não têm uma visão realista do que será preciso para alcançar todo o grupo-alvo com o evangelho. Certa vez, ouvi alguém dizer que, se não soubermos para onde estamos indo, qualquer caminho nos levará até lá. Outra pessoa disse que, se não soubermos para onde vamos, jamais chegaremos lá!

Em Apocalipse 7.9, lemos as palavras do apóstolo João. O Senhor levou João até o céu, deu-lhe uma visão do fim e depois lhe disse para escrever sobre o que tinha testemunhado. A visão que Deus concedeu a João dizia respeito ao que acontece quando a palavra de Deus se cumpre. João viu que haverá pessoas de todas as nações, tribos, povos e línguas diante do trono, todos louvando Àquele que ali está assentado! Este registro da visita de João ao céu nos mostra que Deus já sabe como será o fim. Ele já sabia como seria tudo antes mesmo da criação do mundo. Tudo que aconteceu neste mundo desde a criação o levará àquele momento em que multidões se reunirão diante do trono e adorarão a Deus para todo o sempre.

No momento em que começamos a nos concentrar em nossos grupos-alvo, precisamos começar desde já a formar um quadro mental do que acontecerá quando cada um deles for completamente evangelizado. Como será quando cada pessoa dentro de um grupo-alvo tiver a oportunidade de ouvir as Boas Novas de Jesus Cristo? Deus não deseja que ninguém se perca; portanto, devemos iniciar nossos ministérios pedindo a Ele que nos conceda um vislumbre do “fim”, um quadro de como será quando a tarefa for realizada. Sem esse quadro, sem saber para onde estamos indo, jamais chegaremos ao nosso destino.

É como quando saímos de nossas casas pela manhã. Precisamos comprar pão; conseqüentemente, sabemos que temos de passar na padaria. Não basta saber que devemos ir até a padaria para comprar pão; precisamos saber também onde fica a padaria. Se não soubermos, vagaremos sem destino. Talvez até cheguemos ao nosso destino, talvez não. Se não sabemos onde fica a padaria, talvez precisemos de um mapa, ou de alguém que nos dê o endereço ou nos mostre o caminho.

Repito, Deus não deseja que ninguém se perca. Portanto, devemos alinhar nossos ministérios com a vontade de Deus para as pessoas que queremos alcançar. Precisamos formar um quadro de como será o futuro. Deste modo, tudo que fizermos terá o propósito de nos ajudar a realizar essa “visão do futuro”. João recebeu uma visão, e pôs essa visão por escrito. Devemos fazer a mesma coisa. Precisamos rogar ao Espírito Santo que nos dê uma visão do fim. Precisamos perguntar a Deus como será se todas pessoas em nossos grupos-alvo tiverem a oportunidade de responder às Boas Novas. Então, devemos pôr essa visão por escrito, como fez João.

Primeiramente, precisamos definir nossos grupos-alvo, isto é, os grupos que cada um de nós desejamos alcançar com o evangelho. Um grupo-alvo pode ser um grupo-alvo da mesma etnia ou que fale a mesma língua, podendo estender-se por mais de uma área geográfica. Um grupo-alvo pode ser constituído também pelas pessoas de uma certa região ou área geográfica. Neste caso, você deve considerar as diferentes tribos, grupos populacionais e comunidades lingüísticas naquela área específica.


No espaço abaixo, escreva o nome de seu grupo-alvo e descreva brevemente as características que o distinguem como grupo (etnia, tribo, língua, área geográfica, etc.).
Meu grupo-alvo é:

Após identificar o seu grupo-alvo, você precisa determinar dois fatores descritivos centrais que o ajudarão a desenvolver sua visão do futuro e a esboçar as tarefas que devem ser realizadas para que essa visão seja alcançada.

Primeiro, você precisa determinar quantas igrejas devem ser plantadas para que cada pessoa em seu grupo-alvo tenha a oportunidade de responder às Boas Novas. Não pense que você, pessoalmente, é que deve plantar todas as igrejas. Apenas decida quantas igrejas precisam ser plantadas para que a tarefa seja realizada.

No Camboja há, atualmente, mais de 250 igrejas batistas. Eu só ajudei a plantar a primeira delas. Em um estado da Índia, um grupo de pessoas decidiu que precisavam de um milhão de igrejas simples. Eles não estavam pensando em quantas igrejas plantariam pessoalmente. Estavam pensando em quantas igrejas precisavam ser plantadas – quer fosse por eles ou por outras pessoas – para que cada pessoa naquele estado ouvisse e tivesse a oportunidade de aceitar o evangelho.

Para determinar quantas igrejas são necessárias, você precisa ter uma idéia do número de povoados ou comunidades em que o seu grupo-alvo reside. Pode ser que você não tenha um número exato agora, mas deve ter pelo menos uma boa estimativa. Escolha um número baseado na informação de que você dispõe agora. Ele poderá ser modificado quando você aprender mais sobre o seu grupo-alvo.

Se o seu alvo é uma área geográfica determinada, você também precisará avaliar quantos grupos populacionais diferentes existem em cada povoado. Se houver diversos grupos populacionais em cada povoado, pode ser que apenas um grupo em casa por povoado não seja suficiente para que cada pessoa tenha a oportunidade de ouvir o evangelho.


No espaço abaixo, escreva o número de povoados ou comunidades em que o grupo-alvo habita.

Número de povoados ou comunidades:


Agora, no espaço abaixo, escreva quantas igrejas novas você acredita que serão necessárias para alcançar o grupo-alvo com o evangelho.

Número de igrejas que serão necessárias:
A segunda pergunta que precisamos responder quando estabelecemos nossa visão do futuro é quais serão as características das novas igrejas.

Todas elas terão edifícios com uma cruz no topo e pastores de tempo integral? Serão grupos pequenos? Onde essas igrejas se reunirão? O que farão quando se reunirem? Com que freqüência se reunirão? Quem serão os seus líderes? Como os líderes serão treinados? Como as igrejas se relacionarão umas com as outras? Precisamos pensar nessas questões agora mesmo. Isso nos ajudará a saber como começar nossos ministérios. Não podemos deixar para pensar nisso depois, pois nosso destino final determinará como devemos iniciar a obra.

Lembre-se que este treinamento se concentra em movimentos de plantação de igrejas. Devemos pensar no rápido crescimento e reprodução de igrejas. Devemos pensar em igrejas que plantarão igrejas. Portanto, as características das igrejas a serem plantadas são extremamente importantes. Queremos plantar igrejas que possam ser reproduzidas facilmente pelas pessoas dessas mesmas igrejas. Precisamos pensar em quantas igrejas devem ser plantadas, e precisamos começar desde já a considerar quais devem ser as características dessas igrejas.
No espaço abaixo, comece a traçar as características que, segundo você, as igrejas precisam ter.
Onde as igrejas se reunirão?
O que farão quando se reunirem?

Com que freqüência se reunirão?
Quem serão os líderes dessas igrejas? Que qualificação os líderes deverão ter? como serão treinados?
Como os crentes serão discipulados?
Como as igrejas se relacionarão entre si?

Agora que você respondeu a essas questões, é necessário escrever uma declaração de visão do futuro que incorpore e combine as informações em suas respostas. Abaixo, há um exemplo de declaração de visão do futuro para alcançar o povo “Sul” com o evangelho.


Para facilitar um movimento de plantação de igrejas entre as 15 milhões de pessoas do povo “Sul”, precisamos plantar uma igreja reprodutiva em cada povoado.

Essas igrejas tipicamente se reunirão nos lares, tantas vezes quantas acharem necessário, mais provavelmente várias vezes por semana.

Essas reuniões de crentes se caracterizarão pelo estudo da Palavra de Deus (discipulado), treinamento de liderança, adoração, comunhão, celebração da Ceia do Senhor, batismo, testemunho, cuidado e encorajamento mútuo e plantação de igrejas. O discipulado se realizará nos grupos locais utilizando métodos didáticos familiares às pessoas, tais como narração de histórias e pequenos grupos de estudo com discussões interativas. A adoração também será contextualizada, utilizando instrumentos locais e formas tais como histórias contadas através da música.

As igrejas terão diversos líderes. Eles serão voluntários, e procederão do próprio grupo local. Serão escolhidos com base em seu caráter espiritual – utilizando 1 Timóteo e Tito como guias – e não em sua escolaridade formal. Discipulado e treinamento de liderança serão feitos em serviço e acontecerão especialmente nos grupos em casas. O método de treinamento preferido tanto para o discipulado como para o treinamento de liderança serão os pequenos grupos, que utilizarão um estilo participativo e interativo.

Essas igrejas não precisarão de dinheiro para construção ou para o sustento de pastores, podendo, assim, usar seus recursos para os ministérios de evangelização e plantação de igrejas.

Essas igrejas simples se relacionarão entre si, reunindo-se de tempos em tempos para celebrações conjuntas e para comunhão. Elas serão ensinadas a encorajar e apoiar umas às outras, formando associações de acordo com a necessidade e da forma que acharem melhor.

Inicialmente, gostaríamos de plantar 100 igrejas simples nas localidades estratégicas em que o povo Sul mora. Essas 100 igrejas se reproduzirão até além da terceira geração, de modo que cada uma das igrejas simples originais dê origem a outras 150 igrejas. O resultado será a realização do objetivo final de mais de 15000 igrejas plantadas, ou uma igreja para cada 1000 pessoas.
ATIVIDADE DE FIXAÇÃO
No espaço abaixo, escreva sua própria declaração de visão do futuro, com base nas respostas que você deu às perguntas acima.

6

FORÇA DE COLHEITA E CAMPO DE COLHEITA

MAPEAMENTO E PESQUISA

A pesquisa da força de colheita e do campo de colheita é fundamental para nossos ministérios. Para que todos no grupo-alvo no meio do qual estamos trabalhando tenham a oportunidade de ouvir e responder às Boas Novas, devemos saber onde eles vivem. Precisamos saber também de onde virão os recursos necessários.

No estudo sobre a visão do futuro, foi pedido que você escrevesse o número de povoados ou comunidades nos quais seu grupo-alvo reside. A maioria das pessoas inicialmente tem de fazer uma estimativa desse número, pois nunca tinham pensado na necessidade de ter essa informação desde o início. Contudo, você precisará de um número de povoados e comunidades o mais exato que puder desde o princípio. Lembre-se, Deus não deseja que ninguém se perca. Assim, você precisa saber onde vivem todas as pessoas que devem ser alcançadas, para assegurar-se de que todas elas tenham a oportunidade de ouvir e responder ao evangelho.

Uma das primeiras ferramentas de que você precisará lançar mão é um ou mais mapas. Se o seu alvo é um distrito, você precisa do mapa daquele distrito. Se é uma cidade, você precisa de um mapa daquela cidade. Se o seu alvo for um grupo-alvo que abrange mais de uma área geográfica, você precisará conseguir um mapa ou mapas de cada área conhecida em que o grupo-alvo reside.

Você poderá desejar obter várias cópias dos mesmos mapas, porque há três itens que precisam ser mapeados. Você poderá assinalar esses itens no mesmo mapa, ou poderá usar mapas diferentes para cada categoria, como preferir. O mapa ou mapas se mostrarão um recurso importante para seu ministério.

Primeiro, você deve mapear cada povoado ou comunidade onde seu grupo-alvo reside. Isso assegurará a plantação de igrejas em cada um desses lugares. Sem essa informação, povoados ou grupos de pessoas poderiam ser esquecidos. Lembre-se, Deus não deseja que ninguém se perca.

Em seguida, mapeie as igrejas e organizações cristãs existentes nas áreas em que o seu grupo-alvo reside. Elas são recursos potenciais para mobilizar esforços para a evangelização e plantação de igrejas no meio de seu grupo-alvo. Além disso, saber onde estão localizados as igrejas e grupos cristãos permitirá saber onde as novas igrejas devem ser plantadas; ou seja, essa informação permitirá a você saber onde estão as lacunas.

Por último, você precisa mapear todas as fortalezas inimigas que você possa identificar nas áreas em que seu grupo-alvo reside. Isso inclui templos, mesquitas, santuários, lojas de bebidas, lugares de prostituição, etc. Essas fortalezas mantêm o povo preso nas trevas. À medida que os esforços de plantação de igrejas começam no meio de seu grupo-alvo, os obreiros precisarão vencer essas fortalezas e libertar as pessoas de suas garras. Saber onde estão essas fortalezas servirá como um importante guia para as caminhadas de oração, em que os participantes irão ao próprio local para batalhar na guerra espiritual em favor do grupo-alvo. Além disso, à medida que se entra nas comunidades e igrejas são plantadas, as fortalezas começarão a vir abaixo e as comunidades começarão a ser transformadas. O mapeamento das fortalezas espirituais servirá para o seu ministério como um indicador de transformação. Posteriormente neste treinamento, voltaremos a discutir sobre caminhadas de oração e guerra espiritual.

Em resumo, você precisará mapear:


  • Cada povoado e comunidade,

  • A localização de igrejas e organizações cristãs e

  • As fortalezas espirituais.

Essas três coisas fornecerão lhe um quadro visual à medida que você ajuda a facilitar a plantação de igrejas em cada lugar onde o povo reside.

Outras informações sobre a força de colheita e o campo de colheita ainda precisarão ser coletadas. No próximo estudo, discutiremos mais sobre a pesquisa do campo de colheita que precisa ser feita. Entre as informações adicionais que precisam ser reunidas sobre a força de colheita, estão incluídas:


  • O número total de crentes.

  • O número total de crentes batizados.

  • O número total de pastores e líderes de igrejas.

  • O número total de lugares cristãos de adoração.

  • O número total de escolas cristãs.

  • O número total de clínicas e hospitais cristãos.

  • As Escrituras estão disponíveis na língua ou línguas nativas?

  • As Escrituras estão disponíveis na forma oral, escrita, ou em ambas?

  • Que outras literaturas cristãs estão disponíveis?

  • Que tipo de gravações (áudio e vídeo) cristãs estão disponíveis?

  • Quais são os programas radiofônicos cristãos disponíveis e quando são transmitidos?

  • O filme Jesus está disponível na língua ou línguas necessárias?

  • Quais sãos os nomes das outras organizações que trabalham no meio do grupo-alvo? Qual é o ministério de cada organização? De quantos obreiros cada organização dispõe?

  • Qual é o retrospecto histórico do Cristianismo no meio do grupo-alvo?


No espaço abaixo, cite mais algumas coisas que você acha que deveriam ser incluídas nas informações sobre a força de colheita.

Uma das primeiras tarefas que você precisa realizar é identificar todos os cristãos da Grande Comissão que estão trabalhando no meio do seu grupo-alvo. Cristãos da Grande Comissão são igrejas, organizações ou pessoas que acreditam que a tarefa da igreja é cumprir a Grande Comissão. A simples listagem de todas as igrejas, organizações e pessoas que você sabe que estão trabalhando no meio de seu grupo-alvo já será o começo de sua pesquisa da força de colheita. À medida que você lista esses grupos e pessoas, você deve começar a perceber a quantidade de recursos já disponíveis para lhe ajudar a realizar sua visão de futuro.


No espaço abaixo, escreva o nome das igrejas, organizações e pessoas que você sabe que estão trabalhando no meio de seu grupo-alvo.

ATIVIDADE DE FIXAÇÃO


No espaço abaixo, escreva duas ou três coisas importantes que você aprendeu neste encontro e que você acredita que serão úteis em seu ministério.

7

CAMPO DE COLHEITA

PESQUISA E COSMOVISÃO

Outro passo inicial que devemos tomar é tentar conhecer as pessoas que desejamos alcançar com o evangelho. Fazemos isso principalmente através da pesquisa do campo de colheita. O aspecto central da pesquisa é formar o perfil do campo de colheita, ou seja, reunir informações demográficas e de outros tipos a respeito do grupo-alvo.

O perfil de um grupo-alvo é uma ferramenta útil quando se desencadeiam esforços para estimular um movimento de plantação igrejas. Geografia, história e cultura influenciam evangelização e missões. Se quisermos maximizar nossas oportunidades de ministério, devemos entender as características importantes de nosso grupo-alvo. O perfil do grupo-alvo nos ajuda a adquirir uma compreensão de como contextualizar a apresentação do evangelho e dar início à plantação de igrejas autóctones que sejam capazes de evangelizar o próprio povo.

Uma parte integrante do perfil do grupo-alvo é a descrição cuidadosa de sua cosmovisão. Para realizar essa pesquisa do campo de colheita, precisamos ir além das informações demográficas e estatísticas. Caso esperemos comunicar o evangelho com eficácia, precisamos nos esforçar para entender a cosmovisão do grupo-alvo alvo.

A cosmovisão ajuda a modelar a cultura de um povo. A cultura, por sua vez, exerce uma influência profunda sobre o comportamento humano. A cultura não é geneticamente transmitida. Ela é adquirida depois do nascimento, através da aprendizagem por associação com outros membros da sociedade. Esse processo se chama enculturação*. A aprendizagem acontece através do convívio com outros membros daquela cultura, por meio de educação, imitação deliberada, observação e assimilação inconsciente. Todo membro da sociedade passa por um processo de enculturação pelo qual adquire as características daquela sociedade, tanto as positivas como as negativas. Essa aprendizagem adquirida, bem como o comportamento relacionado com ela, pode ser modificada.

Se compreender a cosmovisão de um grupo-alvo permite uma comunicação do evangelho mais efetiva, também ajuda a plantar igrejas autóctones. Lembre-se de que o objetivo maior é facilitar a rápida multiplicação de igrejas autóctones plantadas no meio do grupo-alvo, de modo que todo o grupo venha a ser evangelizado. Se o coordenador de estratégia e os plantadores de igrejas não compreenderem a cosmovisão das pessoas que esperam alcançar com as Boas Novas de Jesus Cristo, a pregação do evangelho terá, para o povo, uma aparência “estrangeira”.

Uma das críticas mais severas feitas à obra missionária por seguidores de outras religiões é que o evangelho vem envolvido pela cultura ocidental. Conseqüentemente, muitos povos não-cristãos acreditam que se tornar cristão é tornar-se ocidentalizado. Temos prestado um grande desserviço ao reino de Deus, ao envolver a mensagem do evangelho em vestimentas ocidentais. Precisamos estudar a cosmovisão de nosso grupo-alvo. Existem diferenças significativas entre as visões de mundo de um hinduísmo tribal, popular, e um hinduísmo ortodoxo, um islamismo popular e um ortodoxo, bem como entre espíritas e católicos. O perfil do grupo-alvo nos ajuda a saber como contextualizar a apresentação do evangelho e desencadear a plantação de igrejas autóctones que possam evangelizar aquele povo.

Em 1999, eu tive a oportunidade de liderar um grupo de cristãos na realização de entrevistas sobre o perfil de um grupo-alvo no sul da Ásia. Havia um segmento desse grupo-alvo específico que tinha se convertido ao hinduísmo, enquanto outros continuavam a praticar sua religião animista tradicional. O segmento desse povo que era convertido ao hinduísmo tinha uma singularidade: eles eram hindus “sem ídolos”. Referiam-se aos seus lugares de adoração simplesmente como “a casa do Senhor”. Eles adoravam a um Deus – Vishnu – e tinham um livro – o Baghavad-Gita. Quando o povo se reunia para adorar, o culto geralmente era realizado através da música e do teatro – cantando, recitando e re-encenando as estórias do Baghavad-Gita.

Eu viajei com dois jovens evangelistas indianos para uma das áreas onde esse povo habita. Um dos jovens era um crente que pertencia ao grupo-alvo cujo perfil estávamos pesquisando. Nós três visitamos várias comunidades e povoados. Em uma tarde quente, após viajarmos em um pequeno ônibus e na carroceria de um caminhão por várias horas, chegamos a um povoado hindu onde reside aquele grupo-alvo. Ao entrar no povoado, passamos pelo lugar de adoração deles. As paredes e o teto eram de palha e bambu, e o chão era sujo. O tambor que era usado para convocar o povo para a “casa do Senhor” estava em um lugar visível, perto da porta. Não havia nenhum ídolo; apenas o tambor e a estante em que o Baghavad-Gita seria posto quando o povo chegasse para adorar.

De repente, percebi uma segunda edificação, erigida a uns vinte metros da “casa do Senhor” hinduísta. Como o local estava aberto, nós três decidimos dar uma olhada. O que descobrimos foi algo no mínimo interessante. No interior dessa bela edificação de paredes de madeira, havia bancos de madeira muito bem organizados em fileiras. Em frente aos bancos, havia um belo púlpito de madeira. À direita do púlpito, havia um teclado, e à esquerda, um bonito armário de madeira, onde estavam guardados hinários e bíblias. Estávamos dentro do prédio de uma igreja do povoado! Que estivéssemos dentro do prédio de uma igreja não me surpreendeu. O que me surpreendeu foi a diferença gritante entre o prédio da igreja e a “casa do Senhor” hindu local. Antes de se tornarem crentes, essas pessoas se reuniam em seu lugar de adoração, assentavam-se no chão e cantavam músicas sem nenhum acompanhamento ou com instrumentos tradicionais. Agora, os que se tornaram seguidores de Cristo tinham aprendido a sentar-se em bancos e a cantar músicas tocadas em um teclado eletrônico.

Depois de examinar todo o prédio da igreja e gravar em minha mente as diferenças que vi, eu e os dois jovens evangelistas indianos saímos para procurar o pastor ou missionário. Perguntamos a vários habitantes do povoado e logo nos ensinaram o caminho para a casa daquele homem. Então, nós três pudemos encontrar esse obreiro cristão e sua família.

O homem era de uma tribo vizinha e tinha vindo para o meio daquele grupo-alvo como obreiro transcultural. No decorrer de nossa conversa, o jovem evangelista que pertencia a esse grupo-alvo específico perguntou ao obreiro transcultural: “Qual é o dia em que vocês se reúnem para adorar?” A resposta foi imediata: “Nós nos reunimos aos domingos, é claro.” Então o jovem evangelista perguntou: “Quando vocês se reúnem, há algum problema?” “Sim”, respondeu ele. “Os hindus muitas vezes vêm e jogam pedras no teto metálico, fazendo tanto barulho que fica muito difícil cultuar.”

Ao viajar de volta à casa em que estávamos hospedados, já à noitinha, os dois jovens evangelistas e eu conversamos sobre o que tínhamos visto no povoado. “Por que o obreiro construiu um templo como aquele no povoado? Não surpreende que os novos convertidos e ele sofram perseguição”, disse um dos jovens. Ficou muito claro para nós que aquele obreiro não dera muita atenção à cultura local do povoado. Ele não entendeu a cosmovisão deles. Haverá alguma exigência de que os crentes se assentem em bancos ou cadeiras para adorar a Cristo? Que mensagem estamos passando quando o lugar de adoração local é feito de bambu e de palha, enquanto o templo da igreja é feito de madeira e de folhas de metal? Será que usar o teclado para acompanhar a adoração, em vez de usar instrumentos locais, é algum tipo de pré-requisito? Nós três discutimos essas questões durante vários dias depois de nossa visita ao povoado.

Devemos compreender a cosmovisão dos grupos populacionais que queremos alcançar com o evangelho, de modo que plantemos entre eles igrejas contextualizadas. Somos chamados para levar o evangelho a essas pessoas, e não para levar a eles uma nova cultura. Entretanto, isso é exatamente o que tem acontecido nessas centenas de anos de esforços missionários. Os missionários freqüentemente são insensíveis à nova cultura em que estão entrando. Tendem a pré-julgar a nova cultura, racionando que, porque esses povos não são crentes, então sua cultura deve ser necessariamente má. Dessa forma, muitos missionários cristãos são vistos como “invasores culturais”, e não como comunicadores das Boas Novas. Quando traçamos o perfil de nosso grupo-alvo, estamos procurando coisas que podem nos ajudar a contextualizar a mensagem e a plantar igrejas autóctones. Estamos procurando pontes que nos ajudem a comunicar a mensagem.

No exemplo acima, será que o adequado seria o plantador de igrejas deixar o povo adorar a Jesus sentado no chão, com as histórias da Bíblia em formato musical e representando essas histórias bíblicas através do teatro? Sim. A igreja estaria mais bem contextualizada se agisse assim? Sim. Deve causar surpresa o fato de que os hindus daquele povoado vejam a igreja como uma realidade alienígena – uma invasão de sua cultura? Não.

As páginas seguintes nos ajudarão a compreender por que precisamos identificar as visões de mundo de nossos grupos populacionais, bem como os processos pelos quais se desenvolvem essas visões. Veremos o tipo de perguntas que precisam ser feitas e respondidas a fim de traçar as efetivas visões de mundo de nossos grupos-alvo.

O perfil do grupo-alvo nos ajudará, e a quem quer que esteja trabalhando com nossos grupos populacionais, a orar de modo mais inteligente, a comunicar o evangelho com mais eficácia e a plantar igrejas autóctones que se multipliquem dentro e além do grupo-alvo.

O perfil do grupo-alvo nunca está concluído; cada pessoa que encontramos deve nos ajudar a aumentar o nosso conhecimento sobre nossos grupos populacionais. A lista de Categorias e perguntas fornecida abaixo nos ajudará a começar a traçar o perfil de nosso grupo-alvo.


Sete fatores que influenciam a cosmovisão
Crenças religiosas refletem a ideologia, os sentimentos sobre a vida e a compreensão de Deus de um grupo-alvo.

O que precisamos descobrir:



Quais são as suas concepções básicas a respeito da vida e de Deus?
Processos cognitivos dizem respeito ao modo como as pessoas na sociedade processam a informação que recebem.

O que precisamos descobrir:



Como eles processam as informações?
Formas lingüísticas são a maneira como as pessoas se comunicam e se expressam entre si.

O que precisamos descobrir:



Como eles se expressam e se comunicam entre si?
Padrões comportamentais realçam os costumes, tradições, hábitos, atitudes e estilo de vida de um grupo-alvo.

O que precisamos descobrir:



Como as pessoas nessa sociedade realmente se comportam?
Estruturas sociais envolvem os relacionamentos dentro da família imediata, da família mais ampla e da comunidade como um todo, bem como com figuras de autoridade e pessoas de comunidades diferentes.

O que precisamos descobrir:



Como e com quem eles interagem?
Influência da mídia é o modo como a informação é compartilhada na sociedade e como as tecnologias são usadas.

O que precisamos descobrir:



Como eles recebem a informação?
Recursos motivacionais definem valores tais como o que é o bem e o mal, certo e errado, etc.

O que precisamos descobrir:



Como as pessoas nesta sociedade decidem o que é certo?


Crenças religiosas

Quais são as suas concepções básicas a respeito da vida e de Deus?
As crenças religiosas geralmente são as lentes através das quais os membros de uma cultura percebem e interpretam a realidade. Em muitas sociedades, a cosmovisão é determinada principalmente pelas crenças religiosas. Uma vez que são passadas de geração a geração – através de estruturas e sistemas religiosos, na maioria das vezes - as concepções que formam a base da cosmovisão de uma sociedade normalmente não chegam a ser questionadas. Quanto mais adaptada estiver a essa cosmovisão, menos probabilidades a pessoa terá até mesmo de reconhecer que ela existe. As principais áreas em que as crenças religiosas precisam ser compreendidas dizem respeito às concepções das pessoas quanto a Deus, homem, pecado, salvação, vida após a morte, criação, divindades a serem adoradas, lugares e rituais sagrados, ritos de iniciação, líderes e autoridades espirituais, objetos sagrados e atitudes em relação a outras religiões.

Entre as questões a serem respondidas, com respeito às crenças religiosas do grupo-alvo, incluem-se:



  • Qual é o sistema religioso dominante naquele grupo?

  • Qual é a sua concepção de Deus e da posição que Ele ocupa?

  • Quais são as características de Deus dentro da religião do grupo?

  • O que eles crêem sobre a criação, a humanidade, a vida, a origem da vida, as doenças, a morte, vida após a morte e eternidade?

  • Quais são as suas crenças básicas sobre o bem e o mal? O que pensam sobre erro, pecado, culpa e salvação?

  • Em que se apóia a autoridade e o poder religioso? Qual é a fonte desse poder e dessa autoridade?

  • Quem são os líderes religiosos? Como são escolhidos? Sob quais condições e por quais regras eles são escolhidos? Como são reconhecidos e legitimados?

  • Quais são os principais livros ou documentos da religião?

  • Quais são os rituais e eventos religiosos?

  • As pessoas acreditam em milagres ou em magia? São supersticiosas?

  • As pessoas usam amuletos para repelir o mal? Elas praticam rituais mágicos?

  • Qual é a relação entre o mundo visível e o invisível? Qual o papel dos espíritos e dos ancestrais na religião? Há algum contato entre vivos e espíritos, ou entre vivos e mortos?

  • Como é que a pessoa se liga à religião? A escolha pessoal é respeitada?

  • Como são encaradas as demais religiões?

  • O que eles pensam sobre a perseverança de convertidos e seguidores? Como reagem a pessoas que se desviam da religião predominante?

  • De que forma a religião se relaciona com a sociedade? Como religião e sociedade se relacionam entre si? Que lugar a religião ocupa na sociedade?

  • Como a religião se relaciona com a família?

  • Como as mulheres são vistas e tratadas nos contextos religioso e social?


Há outras perguntas sobre religião que você considera necessário fazer? Escreva-as no espaço abaixo.
Processos cognitivos

Como eles processam as informações?

O processo cognitivo é composto por três partes: conceitual, intuitiva e relacional. O componente conceitual pergunta: essa informação é lógica? O componente intuitivo pergunta: como me sinto diante dessa informação? E o componente relacional indaga: qual é a origem dessa informação? Toda cultura utiliza esses três componentes, mas a ordem pode variar de cultura para cultura. Algumas geralmente processam informações em primeiro lugar através do componente conceitual, depois através do relacional e finalmente do intuitivo. Outras culturas processam informações primeiro relacionalmente, depois intuitivamente e, por último, conceitualmente. E ainda, outras culturas primeiro processam as informações pelo componente relacional, depois pelo conceitual e finalmente pelo intuitivo.

Precisamos saber como as pessoas processam informações, para que possamos apresentá-las naquele domínio que é o mais importante para elas. As quatro leis espirituais podem ser universais, porém, se uma determinada sociedade não enfatiza muito a lógica ocidental, a apresentação dessas leis não terá significado algum.

Entre as perguntas que devem ser feitas, com relação aos processos cognitivos do grupo-alvo, destacam-se:



  • Quando se deparam com informação nova, como as pessoas decidem entre o que é verdadeiro e útil e o que consideram ser falso e nocivo?

  • Sua ênfase principal é posta no lógico concreto (conceitual)?

  • Até que ponto eles decidem sobre o que é verdade com base no relacionamento que têm com a pessoa que está apresentando a informação (relacional)?

  • Em que situação eles tomam suas decisões sobre a verdade com base nas sensações que a informação produz neles (intuitivo)?


No espaço abaixo, descreva o que você acredita que seja o processo geral que o seu grupo-alvo usa para determinar se a informação que estão recebendo é verdadeira:

Formas lingüísticas

Como eles se expressam e se comunicam entre si?
O estudo das formas lingüísticas é bem mais do que simplesmente aprender a compreender e falar uma língua. Significa tentar captar como a língua é usada para comunicar a verdade e adaptar as pessoas à sociedade.

A língua é básica para a comunicação. Todas as pessoas têm o direito de ouvir o evangelho em sua língua nativa (Atos 2.1-12). Uma pessoa só terá realmente ouvido o evangelho quando o ouvir em sua própria língua.

Uma comunicação que não seja na língua nativa perde em eficácia e em credibilidade. Muitas vezes se pressupõe que as pessoas são capazes de compreender a apresentação do evangelho numa língua “comercial” só porque eles usam essa língua em ambiente público. Conseqüentemente, em alguns lugares do mundo, os cristãos locais são imaturos e superficiais, pois nunca entenderam realmente a mensagem que os missionários tentaram comunicar.

Entre as perguntas que devem ser feitas, com relação às formas lingüísticas do grupo-alvo, incluem-se:




  • Qual é principal língua falada pelo povo, quer dizer, que língua eles normalmente falam dentro de casa?

  • As Escrituras, em forma escrita, estão disponíveis nessa língua?

  • As Escrituras estão disponíveis em algum formato oral, tais como o filme Jesus, programas de rádio e fitas cassete?

  • Qual é o percentual de homens alfabetizados? E de mulheres?

  • Algum termo religioso especial é usado na língua nativa? Por exemplo, que palavra ou palavras são usadas para Deus? Que sentido essas palavras têm para o povo?

  • As pessoas falam uma segunda língua, comercial ou pública? Em caso positivo, qual? As Escrituras estão disponíveis nessa língua?


Há outras perguntas sobre formas lingüísticas que você considera necessário fazer? Escreva-as no espaço abaixo.

Padrões comportamentais

Como as pessoas nessa sociedade realmente se comportam?
Observe o comportamento das pessoas e tente entender por que elas agem assim. Os padrões comportamentais, mais do que os livros, oferecem uma boa compreensão dos valores essenciais das pessoas. Os livros falam sobre o que as pessoas deveriam considerar importante, enquanto o comportamento mostra o que elas realmente acreditam ser importante. No que diz respeito aos padrões comportamentais, diversas áreas devem ser examinadas. Entre elas, incluem-se formas de arte, rituais de nascimento, celebrações, vestimentas, rituais funerários, energia, festas, alimentos, cuidados de saúde, sistema jurídico, costumes matrimoniais, puberdade, recreação e refúgio.

Entre as questões que devem ser respondidas, com relação aos padrões comportamentais do grupo-alvo, incluem-se:




  • O que as pessoas fazem quando nasce uma criança na família ou na comunidade?

  • Acontece alguma cerimônia especial quando um rapaz ou uma moça chegam à puberdade?

  • O que eles fazem quando há um casamento?

  • Como agem quando acontece uma morte? O que essa forma de agir diz sobre suas crenças na vida após a morte?

  • Descreva os rituais religiosos importantes que são realizados. Qual é o sentido por trás desses rituais?

  • Que festividades religiosas especiais o povo comemora? Qual é a finalidade de cada festividade?

  • O povo mantém algum tabu específico, como não comer carne de porco? Por que eles mantêm esses tabus?

  • Descreva as práticas cultuais típicas desse povo.

  • Que tipo de roupas o povo usa?

  • Que tipo de comida eles comem ou evitam comer?

  • Como eles agem quando adoece na família ou na comunidade?

  • O que isso revela sobre sua cosmovisão?

  • Que tipo de moradia eles têm?

  • Quais são as principais formas de lazer para homens, mulheres e jovens?

  • Eles praticam algum estilo musical especial? Que instrumentos eles normalmente usam?

  • O povo pratica algum tipo particular de atividades artísticas?


Há alguma outra questão importante, relacionada com padrões comportamentais, que você gostaria que fosse respondida? Escreva-a no espaço abaixo.

Estruturas sociais

Como e com quem eles interagem?
A maneira como o indivíduo e as relações entre as pessoas são vistos influenciam a comunicação numa sociedade. As pessoas ignoram essas influências porque já nascem dentro delas. Por exemplo, em muitas culturas americanas, as pessoas apertam as mãos quando se encontram. Os hindus ajuntam as palmas das mãos, levantam-nas até o rosto e dizem “namaste”. No Japão, as pessoas trocam cartões de visita antes de travar uma conversação. Assim, saberão como se dirigir adequadamente uns aos outros.

As estruturas sociais fornecem um padrão organizacional para as relações dentro das sociedades. O grande leque de relações humanas pode ser desconcertante. Em conseqüência, as sociedades estabelecem categorias amplas para ajudar seus membros a se relacionarem mutuamente. Como resultado, as pessoas já não precisam desenvolver um relacionamento pessoal com cada estranho que encontrarem. Cada indivíduo tem o seu lugar na sociedade, e cada membro recebe um mapa mental que o ajuda a compreender onde as pessoas se encaixam naquela sociedade.

Para cada nova estrutura social em que desejamos penetrar, devemos ter um fiador, uma pessoa de paz. O fiador é uma pessoa do grupo que nos apresenta e nos empresta sua credibilidade. Em algumas sociedades, ele pode ser o líder do povoado ou um ancião respeitado.

Entre as perguntas que precisam ser respondidas, com respeito às estruturas sociais do grupo-alvo, incluem-se:




  • O povo pratica a monogamia ou a poligamia? Com quem podem se casar? Com quem não podem?

  • A família é patriarcal ou matriarcal? Descreva o “cabeça da família”.

  • Quais são as linhas de autoridade na família? Quem toma as decisões e como elas são tomadas?

  • Quais são as relações entre os membros da família?

  • Identifique as linhas e padrões de parentesco da família estendida.

  • Quais são as regras e expectativas para o recebimento de permissões?

  • De que modo diferenças e mágoas são tratadas dentro das famílias?

  • Como os jovens escolhem sua vocação e seus papéis na comunidade?

  • Por quais mudanças estão passando as famílias nesta sociedade?

  • De que forma se organiza a sociedade?

  • Como as famílias se relacionam entre si?

  • Como se determina o lugar das pessoas na comunidade? Existe um sistema de castas ou alguma outra forma de estrutura social vigente?

  • Como os membros da sociedade se relacionam com pessoas de fora?

  • Como são escolhidos os líderes? Que autoridade têm esses líderes na sociedade?

  • Quais são os valores básicos que conferem coesão a essa sociedade?

  • Há algum outro grupo-alvo com o qual essa sociedade tem estado tradicionalmente em conflito? Em caso positivo, qual? Descreva a natureza e os motivos do conflito.


Há alguma outra questão importante que você acha que deveria ser respondida, com respeito à estrutura social? Escreva-a no espaço abaixo.
Influência da mídia

Como eles recebem a informação?
Cada meio de comunicação tem suas próprias peculiaridades, que exercem influência sobre a comunicação da mensagem. Certas mídias podem distorcer a mensagem desejada. Por exemplo, a resposta de um grupo tribal à exibição do filme Jesus pode ser uma reação à “magia” que faz aparecer pessoas na tela.

Além disso, tenha em mente que o evangelho deve ser comunicado através de métodos reproduzíveis. Se o evangelho for transmitido através de métodos que o povo local não tem condições de repetir, isso pode dar a idéia de que somente missionários ou plantadores de igrejas itinerantes são capazes de compartilhar o evangelho.

Eis algumas questões que devem ser respondidas com relação às influências da mídia sobre o grupo-alvo:


  • Que espécie de mídias estão disponíveis nos lares? De que mídias a comunidade em geral dispõe?

  • Que meio de comunicação as pessoas geralmente utilizam para obter informações sobre o mundo lá fora?

  • As pessoas são alfabetizadas?

  • Que línguas e dialetos as pessoas falam e lêem?

  • Trata-se de uma cultura oral (de narração de estórias)?

  • Qual é o nível educacional médio de homens e mulheres?

  • Qual o percentual de lares com rádios? São rádios de ondas curtas ou de outro tipo? Com que freqüência eles ouvem o rádio?

  • Qual o percentual de lares com televisão?

  • Qual o percentual de lares com videocassetes?

  • Qual o percentual de lares com gravadores?

  • As pessoas têm acesso a computadores?


Há alguma outra questão importante, relacionada com as influências da mídia, que você acha que deve ser respondida? Escreva-a no espaço abaixo:


Recursos motivacionais

Como as pessoas nessa sociedade decidem o que é certo?
Este processo de tomada de decisões varia muito de cultura para cultura. Algumas culturas enfatizam que qualquer decisão é melhor que decisão nenhuma. Outras dizem que não tomar uma decisão é melhor que tomar a decisão errada.

Eis algumas questões que devem ser respondidas com relação aos recursos motivacionais do grupo-alvo:




  • Quem toma as decisões na família? Quem toma as decisões na comunidade em geral?

  • Quem administra as finanças na família?

  • As famílias dão aos seus membros a liberdade de mudar de religião? A comunidade permite a famílias inteiras a liberdade de mudar de religião? O que normalmente acontece quando alguém muda de religião?

  • Quando há conflitos na comunidade, quem é que lida com eles?

  • Os líderes governamentais são a verdadeira autoridade na comunidade? Se não, por quê?

  • Qual é a relação entre religião e política na comunidade?

  • Que espécie de pressões sociais são evidentes?


Há alguma outra questão importante, com relação a recursos motivacionais, que você acha que deve ser respondida? Escreva-a no espaço abaixo:

ATIVIDADE DE FIXAÇÃO


Escreva abaixo as coisas importantes que você aprendeu neste estudo e que você crê que serão úteis em seu ministério.

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NEEMIAS

No começo deste treinamento, aprendemos sobre o papel do coordenador de estratégia. Lembre-se de que não há nada novo debaixo do sol. O papel do coordenador de estratégia está baseado em ensinos e modelos bíblicos. Um dos melhores modelos de coordenador de estratégia que encontramos na Bíblia é a pessoa de Neemias. Lendo o livro de Neemias, descobrimos que ele esteve envolvido em muitas das mesmas tarefas que foram descritas como tarefas do coordenador de estratégia.

Antes de ler o livro de Neemias, pode ser útil rever o que aprendemos sobre o papel do coordenador de estratégia.
No espaço abaixo, escreva tudo que você lembra sobre o papel do coordenador de estratégia, como descrito anteriormente neste treinamento. Depois, reveja suas anotações sobre o Estudo 4 e acrescente todas as características do coordenador de estratégia que você possa ter esquecido.

ATIVIDADE DE FIXAÇÃO


Leia o livro de Neemias e escreva, no espaço abaixo, as características que você encontrou na vida de Neemias e que tenham relação com o papel de um coordenador de estratégia. Lembre-se de incluir as referências bíblicas.


Características da vida de Neemias

Referências bíblicas

Exemplo:
Neemias tinha um objetivo:

Ele foi enviado para reconstruir o muro de Jerusalém

2.3-5; 2.17




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INTRODUÇÃO AO PLANO-MESTRE

E PLANO-MESTRE DE PESQUISA

Uma das maiores tarefas que o coordenador de estratégia deve empreender é o desenvolvimento de um plano-mestre abrangente. O plano-mestre se apóia em estratégias que se encaixam em seis (áreas chaves de resultados): pesquisa, oração, parcerias, plataformas, evangelismo e discipulado, e plantação de igrejas. Tudo que o coordenador de estratégia planeja dentro desses seis tópicos tem o propósito de alcançar o objetivo geral do plano-mestre – realizar a visão de futuro, ou a evangelização de todo o grupo-alvo por meio de igrejas autóctones reprodutivas.

Na conclusão de cada sessão de treinamento sobre essas seis estratégias, trabalharemos no desenvolvimento do plano-mestre para aquela área específica. Por exemplo, já concluímos os estudos sobre pesquisa; portanto, agora vamos trabalhar no componente do plano-mestre para a pesquisa. Em cada área, desenvolveremos listas de alvos, recursos, oportunidades a partir de obstáculos, planos de ação e processos avaliativos.

Segue-se abaixo um exemplo do desenvolvimento desses alvos e planos em cada área de nossos planos-mestres.



Área Chave de Resultados: Pesquisa
Escreva sua declaração de visão de futuro no começo do componente de pesquisa do seu plano-mestre. Isso é importante porque todos os alvos e planos que você estabelecer na seção de pesquisa devem ter o propósito de ajudá-lo a realizar essa visão de futuro.


Alvos:
Alvos devem ser mensuráveis. Algumas pessoas preferem estabelecer prazos para seus alvos.

Eis alguns exemplos de objetivos mensuráveis na área da pesquisa:




  • Realizar o mapeamento de todos os povoados da região dentro dos próximos três meses.

  • Realizar o mapeamento de todas as fortalezas espirituais da região dentro dos próximos seis meses.

  • Realizar o estudo da cosmovisão do povo dessa região dentro dos próximos seis meses.

  • Realizar o mapeamento e a pesquisa da força de colheita dentro dos próximos seis meses.


Recursos:
Na lição sobre o levantamento da força de colheita, começamos a listar alguns dos cristãos da Grande Comissão que já trabalham com nossos grupos-alvos. Esses contatos podem ser recursos. Outros recursos envolvem as coisas que de fato precisaremos para alcançar os objetivos que estabelecemos.

Eis alguns exemplos de recursos que podemos precisar para alcançar os alvos de pesquisa mencionados acima:




  • Mapas da região

  • Dados do censo oficial

  • Formulário de levantamento da força de colheita

  • Bibliotecas

  • Pessoas crentes locais

  • Igrejas locais

  • Outras organizações cristãs


Oportunidades a partir de obstáculos
Após ter traçado nossos alvos e identificado os recursos que precisamos para realizá-los, agora precisamos identificar os principais obstáculos que enfrentaremos ao tentar fazer isso. Entretanto, ao pensar nos obstáculos que podemos enfrentar, devemos pensar também em como podemos transformar esses obstáculos em oportunidades. Ou seja, devemos começar a imaginar como remover um obstáculo em potencial antes de encontrá-lo realmente. Esse tipo de planejamento é chamado de “proativo”. Pensar proativamente ajuda-nos a evitar responder aos obstáculos reativamente.

Eis abaixo alguns possíveis obstáculos que podemos encontrar, relacionados com os alvos acima, seguidos de sugestões sobre como transformar eventuais obstáculos em oportunidades.




  • Obstáculo: Pode ser difícil encontrar mapas que alistem todos os povoados.

Oportunidade: Enviar crentes locais para localizarem pessoalmente os povoados.


  • Obstáculo: Não há ninguém treinado para coletar informações sobre a cosmovisão do grupo-alvo.

Oportunidade: Recrutar e treinar crentes locais para ajudar nessa tarefa.


  • Obstáculo: Outras igrejas e organizações podem não querer compartilhar informações conosco.

Oportunidade: Construir com eles um relacionamento baseado em confiança mútua, e estar disposto a compartilhar informações, para que também eles se sintam à vontade para fazer o mesmo.


Planos de ação:
Após concluir o componente de transformação de obstáculos em oportunidades, em nossos planos-mestres, devemos começar a enumerar passo a passo os processos que realmente precisam ser efetivados para que alcancemos os alvos estabelecidos. Traçar esses planos de ação nos ajuda a pensar em todos os passos específicos que devem acontecer, e eles nos ajudarão a ter certeza de não esquecer nada. Lembra-se: planos de ação devem especificar data inicial, data final e pessoa responsável.

Seguem abaixo alguns possíveis planos de ação para os alvos estabelecidos anteriormente:




  • Adquira mapas e suprimentos em papelarias ou outros tipos de lojas.

Iniciar__/__/__ Terminar__/__/__ Pessoa. Resp._______________________

  • Recrute obreiros das igrejas locais para ajudar no mapeamento.

Iniciar__/__/__ Terminar__/__/__ Pessoa. Resp._______________________

  • Comece a mapear os povoados, as fortalezas espirituais e a força de colheita.

Iniciar__/__/__ Terminar__/__/__ Pessoa. Resp._______________________

  • Defina que informações precisam ser incluídas no levantamento da força de colheita, bem como no estudo da cosmovisão.

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  • Desenvolva um formulário para o levantamento da força de colheita.

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  • Recrute e treine obreiros para a coleta de informações.

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  • Mantenha todas as informações em um notebook ou em um computador pessoal.

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  • Avalie toda a informação coletada.

Iniciar__/__/__ Terminar__/__/__ Pessoa. Resp._______________________

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