R. Bruce Carlton



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O cinto da verdade
Satanás é o pai da mentira, e a verdade derrota a mentira. Muitas mentiras têm sido espalhadas sobre Cristo e seus seguidores. A melhor arma que temos para combater a mentira é a verdade da Palavra de Deus – não somente a Palavra escrita, mas também a Palavra viva. Jesus é a Palavra viva, e Ele é a Verdade. Viver como pessoas que refletem a verdade de Jesus Cristo nos ajudará a vencer as mentiras de satanás. Nossas vidas devem transmitir verdade e integridade. Não deve haver engano em nossas vidas. Como podemos tirar as pessoas das trevas para a luz de Cristo se levarmos vidas enganosas? Se desejamos libertar as pessoas da escravidão das fortalezas para a liberdade encontrada em Cristo, devemos ser pessoas que vivem vidas verdadeiras.

Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim (João 14.6).


e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (João 8.32).
A couraça da justiça
As couraças protegem nossos corações. Ao nos prepararmos para a guerra espiritual, precisamos purificar nossos corações para nos apresentarmos como justos diante de Deus. Se nós mesmos abrigarmos o pecado em nossos corações, nossos esforços na guerra espiritual serão em vão. Antes de entrarmos em guerra espiritual, devemos pedir a Deus que sonde nossos corações e nos purifique do pecado. Desse modo, nossos corações estarão protegidos com a couraça da justiça.
Porque do coração procedem os maus pensamentos, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas as coisas que contaminam o homem (Mateus 15.19-20a).
Chegai-vos para Deus, e ele se chegará para vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de espírito vacilante, purificai os corações (Tiago 4.8).

Pés calçados com a preparação do evangelho
Quando estivermos fazendo a caminhada de oração e entrarmos em batalha espiritual, o Espírito Santo colocará em nosso caminho pessoas prontas a ouvir a respeito de Cristo e talvez até mesmo prontas a aceitá-lo como Salvador. Devemos estar preparados para compartilhar com eles o evangelho da paz e levá-los a entrar no reino de Deus.

Muitas vezes, a equipe de caminhada de oração está tão ocupada em derrotar as fortalezas que se esquece de “desamarrar” o povo. Além de destruir as fortalezas, precisamos libertar o povo de suas garras. Se quisermos que as pessoas saiam da escravidão sob satanás para a liberdade em Jesus, devemos estar sempre prontos a dar razão da esperança que há em nós.


Prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino (2 Timóteo 4.2).
O escudo da fé
Durante a caminhada de oração, ao entrarmos em batalha espiritual, satanás usará de muitas táticas para nos tentar a desistir de nossa fé em Jesus Cristo. Seremos assediados. Experimentaremos oposição e talvez até mesmo perseguição. Na realidade, é possível até que enfrentemos a ameaça de ter que dar as nossas vidas pela causa do evangelho. Mesmo assim, o escudo da fé que temos em Jesus Cristo nos possibilitará permanecer firmes e constantes diante da oposição e perseguição do inimigo.

Devemos sempre nos lembrar de que as pessoas que se opõem a nós e que nos perseguem não são o nosso inimigo. Temos o poder de vencer tudo que o inimigo lançar contra nós – este poder vem de Jesus, que vive dentro de nós. Ter em mente essas verdades nos ajudará a emergir vitoriosamente até mesmo da batalha espiritual mais intensa.


Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem (Hebreus 11.1).
Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas sim nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, enquanto as que se não vêem são eternas (2 Coríntios 4.18).
O capacete da salvação protege a mente. Ao nos engajarmos na guerra espiritual, devemos nos lembrar constantemente de que, como crentes, estamos perfeitamente firmados em Cristo, e ninguém pode nos arrebatar das mãos de Deus. Satanás tentará nos enganar e nos convencer de que não temos direito algum de compartilhar o evangelho com as pessoas. Ele chegará ao ponto de tentar nos convencer de que nós mesmos não somos salvos de verdade. O capacete da salvação nos protege dos ataques que satanás lança contra nossa mente.
Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus (Colossenses 3.2-3).
Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti (Isaías 26.3).

A espada do Espírito (a Palavra de Deus)
A maior parte da armadura que recebemos para a batalha espiritual tem o propósito de nos proteger contra tudo que satanás fizer contra nós durante o conflito. Entretanto, a espada do Espírito é uma arma que usamos proativamente no combate contra o inimigo. Quando satanás tentou a Jesus no deserto, Jesus usou a Palavra de Deus para lutar contra ele. Quando estudamos a Palavra de Deus, estamos afiando nossas espadas e nos preparando para derrotar o inimigo na batalha espiritual.
Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração (Hebreus 4.12).
Oração e batalha espiritual não podem ser vistas separadamente. Quando combatemos o inimigo, nós o fazemos em contínuo estado de oração. Orar sem cessar não é uma simples sugestão ou apenas um bom conselho; é um mandamento bíblico.

Devemos ser perseverantes, tendo o cuidado de jamais negligenciar a oração e lutando nela até que Deus fale.

A passagem de Efésios se refere tanto à “súplica no Espírito” como à “súplica por todos os santos”. Suplicar significa pedir em atitude de humildade. Para orar com súplicas no Espírito, precisamos estar em constante comunhão com Deus, de modo que instintivamente oremos em submissão e de acordo com Sua vontade. Fazer súplicas por todos os santos é reconhecer humildemente que somos um corpo em Cristo, que precisamos de todos os membros desse corpo e que fortalecemos o corpo como um todo quando oramos por um de seus membros. “Todos os santos” – todos os membros do corpo – inclui crentes de todas as origens étnicas, de todos os lugares e denominações cristãs, de qualquer nível educacional e com quaisquer dons espirituais ou naturais.

Estudaremos mais sobre oração e sobre estratégias de oração nas unidades 14 e 15.

Orai sem cessar (1 Tessalonicenses 5.17).
Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que hão de acontecer, e estar em pé na presença do Filho do homem (Lucas 21.36).
Que peças e que armas da armadura espiritual Deus deu a você para lutar na batalha espiritual?

(Enumere e comente sete itens.)
1.

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7.

Amarrar e desatar
Ou, como pode alguém entrar na casa do valente, e roubar-lhe os bens, se primeiro não amarrar o valente? e então lhe saquear a casa. Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha (Mateus 12.29-30).
Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do hades não prevalecerão contra ela; dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares, pois, na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus (Mateus 16.18-19).
Precisamos reconhecer que nós, como crentes em Jesus, temos autoridade para ligar e desligar.

Para plantar igrejas entre grupos populacionais não-alcançados, primeiro devemos compreender que os poderes das trevas precisam ser amarrados e as fortalezas precisam ser derrubadas.

Jesus nos diz que, para destruir fortalezas – ou saquear a casa do valente – primeiro precisamos amarrá-lo. Jesus também promete que tudo que ligarmos na terra será ligado no céu.

Não só precisamos amarrar o valente quando entramos em guerra espiritual, mas também devemos soltar as pessoas de suas garras. Amarrar o valente e soltar as pessoas são ações igualmente importantes.

Lembre-se de que nosso objetivo é plantar uma igreja em cada lugar onde travamos a batalha. Para fazer isso, devemos amarrar o valente, lançar por terra as fortalezas que mantêm o povo na escravidão e liberar as pessoas para experimentarem a verdade de Jesus Cristo.

Devemos nos lembrar de que tudo isso é feito com o propósito expresso de conquistar terreno e plantar a igreja de Deus em todos os lugares. Em cada comunidade onde nos engajamos na batalha espiritual, a intenção deve ser ajuntar aqueles que foram libertos das garras do valente e que estão prontos para aceitar Jesus como a Verdade. Jesus disse em Mateus 12.30 que, se não ajuntamos, como semelhantes aos que espalham.


Ora, havendo o espírito imundo saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. Então diz: Voltarei para minha casa, donde saí. E, chegando, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então vai e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entretanto, habitam ali; e o último estado desse homem vem a ser pior do que o primeiro. Assim há de acontecer também a esta geração perversa (Mateus 12.43-45).
Ilustremos este ponto. Certo evangelista estava trabalhando entre povos tribais em uma região do norte da Índia. Esses povos tribais tipicamente não possuem ídolos nem templos. O evangelista e sua equipe decidiram exibir o filme Jesus em tantos povoados onde os povos viviam quanto fosse possível. A equipe pôde dar seguimento ao trabalho com o discipulado somente em alguns povoados onde tinham exibido o filme. Nesses povoados, a equipe conseguiu estabelecer algumas igrejas simples. Vários meses se passaram até que o evangelista resolveu voltar àqueles povoados em que tinham exibido o filme Jesus mas não tinham dado seguimento ao trabalho. Quando ele voltou aos povoados, descobriu algo desconcertante. Em cada povoado onde o filme Jesus tinha sido exibido, mas não tinha havido a continuidade do trabalho, existiam agora ídolos, santuários e templos. A situação espiritual do povo daqueles lugares estava pior do que antes da chegada dos crentes.

Devemos ter o propósito de ajuntar e plantar igrejas em todo lugar onde entramos em batalha espiritual. À medida que amarramos as fortalezas e libertamos o povo de suas garras, deve ser nossa intenção ajuntar o povo naquilo que eventualmente se tornará a igreja de Jesus naquele lugar.

A caminhada de oração é o momento ideal para entrar em batalha espiritual. Ao passarmos por templos, ídolos e várias outras fortalezas nas comunidades, simplesmente dizemos a essas fortalezas, com calma e autoridade: “Em nome de Jesus, eu te amarro.” Sobre as pessoas perdidas que estão entrando nos templos, adorando ídolos e vivendo em servidão a essas fortalezas, diremos: “Em nome de Jesus, eu os liberto dessas fortalezas.” Devemos estar equipados com nossas armas. Devemos pronunciar essas palavras com fé, reconhecendo que temos essa autoridade de amarrar o valente e destruir as fortalezas. Ao entrar nas comunidades, devemos continuamente amarrar e desatar. Faremos isso até que a igreja esteja plantada naquele lugar. Mesmo depois de plantada a igreja, continuaremos lutando na batalha espiritual até que toda a comunidade seja transformada, todas as fortalezas sejam lançadas por terra e o único Deus vivo e verdadeiro seja exaltado em cada vida e em cada lar naquele lugar.
ATIVIDADE DE FIXAÇÃO
No espaço abaixo, cite duas ou três coisas relevantes que você aprendeu nesta unidade e que você acredita que serão importantes para o seu ministério.

13

A ARCA DA ALIANÇA COMO

UM MODELO PARA A VIDA DO CRENTE

No Antigo Testamento, a arca da aliança representava a presença de Deus no meio do povo de Israel. Como crentes em Jesus Cristo, nós representamos a presença de Deus onde quer que estejamos. A igreja é o próprio “corpo de Cristo” neste mundo.

Nesta unidade, veremos diversas passagens bíblicas a respeito da arca da aliança e sobre nós mesmos como crentes em Cristo. O propósito é nos ajudar a perceber nossa identidade em Cristo. Compreender isso será essencial para uma atuação efetiva na batalha espiritual, pois a nossa identidade em Cristo – e a autoridade e poder que temos como crentes em Jesus – é a prova de que a vitória já é nossa.
Também farão uma arca de madeira ,de acácia; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio, e de um côvado e meio a sua altura. E cobri-la-ás de ouro puro, por dentro e por fora a cobrirás; e farás sobre ela uma moldura de ouro ao redor; e fundirás para ela quatro argolas de ouro, que porás nos quatro cantos dela; duas argolas de um lado e duas do outro. Também farás varais de madeira de acácia, que cobrirás de ouro. Meterás os varais nas argolas, aos lados da arca, para se levar por eles a arca. Os varais permanecerão nas argolas da arca; não serão tirados dela. E porás na arca o testemunho, que eu te darei. Igualmente farás um propiciatório, de ouro puro; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio. Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubim numa extremidade e o outro querubim na outra extremidade; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório. E porás o propiciatório em cima da arca; e dentro da arca porás o testemunho que eu te darei. E ali virei a ti, e de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo a respeito de tudo o que eu te ordenar no tocante aos filhos de Israel (Êxodo 25.10-22).
Ora, também o primeiro pacto tinha ordenanças de serviço sagrado, e um santuário terrestre. Pois foi preparada uma tenda, a primeira, na qual estavam o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; a essa se chama o santo lugar;

mas depois do segundo véu estava a tenda que se chama o santo dos santos, que tinha o incensário de ouro, e a arca do pacto, toda coberta de ouro em redor; na qual estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha brotado, e as tábuas do pacto; e sobre a arca os querubins da glória, que cobriam o propiciatório (Hebreus 9.1-5a).


Descreva a construção da arca da aliança e os itens que foram postos dentro da arca.

O Testemunho ou Lei (Êxodo 20), o maná (Êxodo 16) e a vara de Arão que floresceu (Números 17) foram todos postos no interior da arca da aliança.


Qual era o propósito da Lei, e por que, na sua opinião, a Lei foi posta dentro da arca?


Resuma a história do maná e diga por que, na sua opinião, o maná foi posto dentro da arca?


Qual é o significado da história da vara de Arão que floresceu, e por que ela foi posta dentro da arca?

Arão, pois, apresentará o novilho da oferta pelo pecado, que é por ele, e fará expiação por si e pela sua casa; e imolará o novilho que é a sua oferta pelo pecado. Então tomará um incensário cheio de brasas de fogo de sobre o altar, diante do Senhor, e dois punhados de incenso aromático bem moído, e os trará para dentro do véu; e porá o incenso sobre o fogo perante o Senhor, a fim de que a nuvem o incenso cubra o propiciatório, que está sobre o testemunho, para que não morra. Tomará do sangue do novilho, e o espargirá com o dedo sobre o propiciatório ao lado oriental; e perante o propiciatório espargirá do sangue sete vezes com o dedo. Depois imolará o bode da oferta pelo pecado, que é pelo povo, e trará o sangue o bode para dentro do véu; e fará com ele como fez com o sangue do novilho, espargindo-o sobre o propiciatório, e perante o propiciatório; e fará expiação pelo santuário por causa das imundícias dos filhos de Israel e das suas transgressões, sim, de todos os seus pecados. Assim também fará pela tenda da revelação, que permanece com eles no meio das suas imundícias (Levítico 16.11-16).


O que acontecia no propiciatório no Dia da Expiação, e qual era o propósito daquele sacrifício?

Nas passagens acima, encontramos a construção da arca da aliança. Ela era feita de madeira e revestida de ouro por dentro e por fora. Três coisas foram postas dentro da arca – a Lei, o maná e a vara de Arão que floresceu. Depois, a arca foi fechada e selada com ouro puro. Havia querubins em cada lado da arca, de frente para o propiciatório, que ficava no meio. A cada ano, no Dia da Expiação, o sumo sacerdote devia oferecer um sacrifício, salpicando o sangue sobre o propiciatório, a fim de fazer expiação pelos pecados do povo de Israel. No propiciatório, Deus revelava-se ao sumo sacerdote. A glória de Deus brilhava no propiciatório.

Voltemo-nos agora para o crente, no Novo Testamento. Uma vez que a igreja é um corpo de crentes, o que se aplica ao crente também se aplica à igreja. Lembre-se de que nosso alvo na batalha espiritual é preparar o terreno para que a igreja (corpo de crentes) possa ser plantada no lugar onde o conflito está acontecendo.

Em primeiro lugar, foi posto o maná dentro da arca da aliança. No Novo Testamento, vemos que o crente em Jesus Cristo tem o “Pão da Vida” habitando em sua vida. Assim como o maná trouxe vida e sustento para o povo de Israel no deserto, o Pão da Vida que está com o crente garante que ele terá a vida eterna em Cristo.


Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu. Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo (João 6.32-33).
Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne (João 6.48-51).
Em segundo lugar, o Testemunho ou a Lei foi posta dentro da arca da aliança. Essa Lei foi escrita em tábuas de pedra. No Novo Testamento, vemos que não precisamos mais de uma lei escrita em tábuas de pedra. Somos informados de que, como crentes em Cristo, a lei agora está escrita em nossos corações.
Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens, sendo manifestos como carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne do coração (2 Coríntios 3.2-3).
Em terceiro lugar, a vara de Arão que floresceu foi posta dentro da arca. A vara significava que Deus tinha escolhido aquele homem, e que Deus perdoaria os pecados dos filhos de Israel.
Então brotará a vara do homem que eu escolher; assim farei cessar as murmurações dos filhos de Israel contra mim, com que murmuram contra vós (Números 17.5).
No Novo Testamento, quando alguém crê em Jesus Cristo, ele recebe uma nova vida. Anteriormente, estávamos mortos em nossos pecados, mas ao aceitarmos Cristo nos tornamos vivos nele. Nossas vidas são como a vara de Arão. A vara de Arão era apenas um pedaço de madeira seca, porém Deus a fez florescer. Antes de nos achegarmos a Cristo, somos como um pedaço de madeira seca, mas depois de aceitá-lo Deus faz a nossa vida florescer.
Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus (Romanos 6.11).
Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência, entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus (Efésios 2.1-6).
No Dia da Expiação, o sumo sacerdote de Israel entrava no Santo dos Santos para oferecer um sacrifício em favor de todo o povo. O sangue era salpicado no propiciatório. Quando Deus via o sangue, perdoava os pecados do povo de Israel. Sem derramamento de sangue não há perdão de pecados. O sangue de Jesus derramado sobre a cruz oferece o perdão dos pecados. O pecado separa o homem de Deus. Para aqueles que aceitam a Jesus como seu Salvador, o sangue de Jesus desfaz o abismo de separação entre Deus e o homem. O sangue nos reconduz a um relacionamento apropriado com Deus, à medida que os nossos pecados são perdoados. O propiciatório do crente é o seu coração. Assim como o sangue espalhado sobre o propiciatório era um sinal para Deus perdoar o povo de Israel, da mesma forma, quando Deus vê o sangue de Jesus derramado sobre o coração dos que crêem nele, Deus perdoa seus pecados e os restaura para um relacionamento adequado com Ele.
Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto (Efésios 2.13).
Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado (1 João 1.7).
A arca da aliança foi recoberta com ouro por dentro e por fora. Quando se fechou a arca, ela foi selada com ouro puro. O coração do crente é selado em Jesus Cristo, não com ouro, mas com o Espírito Santo.
No qual também vós, tendo ouvido a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa, o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para o louvor da sua glória (Efésios 1.13-14).
Finalmente, havia querubins em cada lado do propiciatório, olhando um para o outro. Esses dois querubins mantinham vigilância sobre a arca da aliança. O crente em Jesus Cristo dispõe de anjos para servi-lo.
Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos que hão de herdar a salvação? (Hebreus 1.14)
Portanto, podemos verificar uma relação entre a arca da aliança no Antigo Testamento e o crente em Jesus Cristo sob a nova aliança. O que se diz a respeito de um crente individual também se aplica ao corpo de crentes chamado de igreja. A igreja é um grupo de pessoas que recebeu a garantia da vida eterna, cujo sinal é o Pão da Vida que habita nos corações e nas vidas dos crentes. A lei está escrita em seus corações. Eles estavam mortos em seus pecados, mas agora foram vivificados em Cristo. Seus corações foram espargidos com o sangue que Jesus derramou na cruz. O sangue de Jesus não só indica o perdão dos pecados, mas também restaura o crente a um relacionamento perfeito com Deus. Os crentes são selados com o Espírito Santo, como garantia de sua herança na qualidade de filhos de Deus. Os anjos ministram em favor dos crentes.

Agora que vimos as semelhanças entre a arca da aliança e o crente, vejamos o que tudo isso significa para o crente e para a igreja.


Leia 1 Samuel 5.1-12.
Os filisteus, pois, tomaram a arca de Deus, e a levaram de Ebenézer a Asdode. Então os filisteus tomaram a arca de Deus e a introduziram na casa de Dagom, e a puseram junto a Dagom. Levantando-se, porém, de madrugada no dia seguinte os de Asdode, eis que Dagom estava caído com o rosto em terra diante da arca do Senhor; e tomaram a Dagom, e tornaram a pô-lo no seu lugar. E, levantando-se eles de madrugada no dia seguinte, eis que Dagom estava caído com o rosto em terra diante da arca do Senhor; e a cabeça de Dagom e ambas as suas mãos estavam cortadas sobre o limiar; somente o tronco ficou a Dagom. Pelo que nem os sacerdotes de Dagom, nem nenhum de todos os que entram na casa de Dagom, pisam o limiar de Dagom em Asdode, até o dia de hoje. Entretanto a mão do Senhor se agravou sobre os de Asdode, e os assolou, e os feriu com tumores, a Asdode e aos seus termos. O que tendo visto os homens de Asdode, disseram: Não fique conosco a arca do Deus de Israel, pois a sua mão é dura sobre nós, e sobre Dagom, nosso deus. Pelo que enviaram mensageiros e congregaram a si todos os chefes dos filisteus, e disseram: Que faremos nós da arca do Deus de Israel? Responderam: Seja levada para Gate. Assim levaram para lá a arca do Deus de Israel. E desde que a levaram para lá, a mão do Senhor veio contra aquela cidade, causando grande pânico; pois feriu aos homens daquela cidade, desde o pequeno até o grande, e nasceram-lhes tumores. Então enviaram a arca de Deus a Ecrom. Sucedeu porém que, vindo a arca de Deus a Ecrom, os de Ecrom exclamaram, dizendo: Transportaram para nós a arca de Deus de Israel, para nos matar a nós e ao nosso povo. Enviaram, pois, mensageiros, e congregaram a todos os chefes dos filisteus, e disseram: Enviai daqui a arca do Deus de Israel, e volte ela para o seu lugar, para que não nos mate a nós e ao nosso povo. Porque havia pânico mortal em toda a cidade, e a mão de Deus muito se agravara sobre ela. Pois os homens que não morriam eram feridos com tumores; de modo que o clamor da cidade subia até o céu (1 Samuel 5.1-12).
Os filisteus tomaram a arca da aliança e levaram-na para a cidade de Asdode. Lá, eles puseram a arca da aliança no templo do falso deus Dagom. O que aconteceu? Na presença da arca, o falso deus caiu com o rosto em terra. No dia seguinte, vieram os filisteus, puseram o falso deus de volta ao seu lugar e fecharam as portas do templo mais uma vez. O que aconteceu? O falso deus caiu com o rosto em terra novamente, mas desta vez a cabeça de Dagom e as palmas de suas mãos foram quebradas. O falso deus foi despedaçado por Deus, que julgou os pecados do povo filisteu.

Se a arca da aliança é um modelo do crente e, conseqüentemente, da igreja, essa história nos traz uma promessa especial para quando nos envolvemos em batalha espiritual. Quando, na caminhada de oração, nos colocamos diante dos templos e santuários de deuses falsos, podemos crer com muita segurança. Os falsos deuses não têm nenhuma autoridade sobre nós. Como crentes, nós representamos a presença de Cristo. Lembre-se, a igreja é o corpo de Cristo aqui na terra. Os falsos deuses não podem subsistir diante da igreja, nem têm autoridade alguma sobre ela. Se a igreja – o povo de Deus – permanecer fiel a Ele, Deus derrotará todas as fortalezas. O que foi que Jesus disse a Pedro?


Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do hades não prevalecerão contra ela (Mateus 16.18).
Como crentes e como igreja, devemos compreender nossa identidade em Jesus Cristo, se quisermos lutar com eficácia na batalha espiritual. A igreja, como corpo de Cristo, representa a presença de Cristo aqui na terra. Os falsos deuses não podem resistir por muito tempo na presença da arca da aliança. Os falsos deuses de hoje em dia não podem subsistir diante da presença da igreja. Portanto, em cada povoado e comunidade onde nos envolvermos em batalha espiritual, podemos e devemos plantar a igreja naquele lugar!

ATIVIDADE DE FIXAÇÃO


No espaço abaixo, cite duas ou três coisas relevantes que você aprendeu nesta unidade e que você acredita que serão importantes para o seu ministério.

14

A ORAÇÃO COMO ESTRATÉGIA

Gastamos um bom tempo concentrados na questão da caminhada de oração e na batalha espiritual. Contudo, esta não é a única maneira como podemos utilizar a oração no ministério. É necessário orar em favor das pessoas que estamos tentando alcançar com as Boas Novas. Precisamos orar também por aqueles que estão trabalhando com o grupo-alvo. É necessário orar pelas igrejas que serão plantadas no meio do nosso grupo-alvo. Precisamos organizar um sólido sistema de apoio, através do qual possamos facilitar uma variedade de estratégias eficazes de oração.


No espaço abaixo, cite maneiras pelas quais a oração poderia ser usada em seu ministério em favor de sua equipe e do povo que você deseja alcançar. Depois se reúna com alguns colegas de treinamento para compartilhar idéias uns com os outros.

Exemplo: Crie células de oração em pelo menos 10 igrejas existentes para orar pelo grupo-alvo.
Compreendendo a oração como estratégia
Vejamos sinteticamente alguns elementos básicos para a compreensão do uso da oração como estratégia.
Uma estratégia de oração começa pela busca da vontade de Deus
A oração como estratégia abre o coração e a mente da pessoa que ora por orientação divina, revelando como, o que e por quem devemos orar. Devemos tentar discernir o que Deus quer que aconteça e então orar para que isso se realize. Procuramos sintonizar nossos corações com o desejo do coração de Deus, e oramos pela realização desse desejo, que consiste em que todos os povos da terra tenham a oportunidade de conhecer e amar o Seu filho Jesus Cristo.
Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus (Filipenses 4.6-7).
Uma estratégia de oração libera o poder de Deus quando Seu povo ora
Deus realiza seus planos neste mundo em resposta à oração de Seu povo. Ele combina nossas orações específicas com o Seu poder para fazer a diferença na disseminação do evangelho. Através da oração, nós assumimos o papel essencial de parceria com Deus.
Pela meia-noite Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, enquanto os presos os escutavam. De repente houve um tão grande terremoto que foram abalados os alicerces do cárcere, e logo se abriram todas as portas e foram soltos os grilhões de todos. Ora, o carcereiro, tendo acordado e vendo abertas as portas da prisão, tirou a espada e ia suicidar-se, supondo que os presos tivessem fugido. Mas Paulo bradou em alta voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, porque todos aqui estamos. Tendo ele pedido luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas e, tirando-os para fora, disse: Senhores, que me é necessário fazer para me salvar? Responderam eles: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa. Então lhe pregaram a palavra de Deus, e a todos os que estavam em sua casa. Tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes as feridas; e logo foi batizado, ele e todos os seus. Então os fez subir para sua casa, pôs-lhes a mesa e alegrou-se muito com toda a sua casa, por ter crido em Deus (Atos 16.25-34).
Uma estratégia de oração leva a pessoa que ora aos domínios da batalha espiritual
A oração é a estratégia que derrota as trevas e o poder de satanás. Satanás é o inimigo que busca cegar, desanimar e destruir. Quebrar o seu poder é uma tarefa sobrenatural. A única maneira de fazer isso é através da batalha espiritual e da oração intensiva, persistente e extraordinária.
E soltos eles, foram para os seus, e contaram tudo o que lhes haviam dito os principais sacerdotes e os anciãos. Ao ouvirem isto, levantaram unanimemente a voz a Deus e disseram: Senhor, tu que fizeste o céu, a terra, o mar, e tudo o que neles há; que pelo Espírito Santo, por boca de nosso pai Davi, teu servo, disseste: Por que se enfureceram os gentios, e os povos imaginaram coisas vãs? Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma, contra o Senhor e contra o seu Ungido. Porque verdadeiramente se ajuntaram, nesta cidade, contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, não só Herodes, mas também Pôncio Pilatos com os gentios e os povos de Israel; para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho predeterminaram que se fizesse. Agora pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças, e concede aos teus servos que falam com toda a intrepidez a tua palavra, enquanto estendes a mão para curar e para que se façam sinais e prodígios pelo nome de teu santo Servo Jesus. E, tendo eles orado, tremeu o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com intrepidez a palavra de Deus (Atos 4.23-31).
A oração é a única estratégia que pode alcançar todos os povos e nações deste mundo
Em alguns lugares, o povo resistirá e se oporá à presença de obreiros cristãos, mas não poderá resistir à oração e ao poder do Espírito Santo. Às vezes, a oração é a única estratégia que pode ser empregada. Além disso, a oração deve estar por trás de cada estratégia que utilizamos no ministério.
O oráculo que o profeta Habacuque viu. Até quando Senhor, clamarei eu, e tu não escutarás? ou gritarei a ti: Violência! e não salvarás? Por que razão me fazes ver a iniqüidade, e a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há também contendas, e o litígio é suscitado. Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, de sorte que a justiça é pervertida. Vede entre as nações, e olhai; maravilhai-vos e admirai-vos; porque realizo em vossos dias uma obra, que vós não acreditareis, quando vos for contada (Habacuque 1.1-5).
Todo crente pode participar de uma estratégia de oração
Nem todo crente pode contribuir financeiramente para a disseminação do evangelho. Nem todo cristão pode sair para evangelizar ou plantar igrejas. No entanto, através da oração, todo crente pode causar um significativo impacto evangelístico em cada nação.
Exorto, pois, antes de tudo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens, pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e sossegada, em toda a piedade e honestidade. Pois isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual se deu a si mesmo em resgate por todos, para servir de testemunho a seu tempo; para o que (digo a verdade, não minto) eu fui constituído pregador e apóstolo, mestre dos gentios na fé e na verdade. Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda (1 Timóteo 2.1-8).
Uma estratégia de oração levanta obreiros para o campo missionário
Quando o povo de Deus ora, Sua voz é ouvida e obedecida. Deus pode falar àqueles por quem estamos orando. Se o Seu povo orar, Deus irá chamar obreiros para o campo de colheita.
E dizia-lhes: Na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara (Lucas 10.2).
Finalmente, a oração é a ação mais importante que praticaremos em nosso ministério. Devemos saturar nosso grupo-alvo com a oração. Devemos providenciar escudos de oração para todos aqueles que trabalham entre o nosso povo. A oração é a obra mais importante que podemos fazer; e a oração também é um trabalho árduo. O povo de Deus deve estar disposto a laborar em oração pelo grupo-alvo e por aqueles que estão tentando levar as Boas Novas a ele.

ATIVIDADE DE FIXAÇÃO


No espaço a seguir, cite duas ou três coisas relevantes para o seu ministério, que você aprendeu nesta unidade.

15

O PLANO-MESTRE DE ORAÇÃO

Nós já começamos a desenvolver nosso plano-mestre na área da pesquisa. Lembre-se de que o plano-mestre será construído com base em estratégias classificadas em seis categorias: pesquisa, oração, parcerias, plataformas, evangelização e discipulado, e plantação de igrejas. Tudo que planejarmos com relação a esses seis tópicos terá o propósito de nos levar ao cumprimento da visão de futuro.

No ponto em que nos encontramos, já passamos por todas as unidades relacionadas com a oração. Assim, a partir desta unidade, nos concentraremos em desenvolver listas de alvos, recursos, obstáculos transformados em oportunidades, planos e processos avaliativos para a oração em nosso ministério.

Se você precisar rever os conceitos e as instruções para o desenvolvimento dessas listas, retorne à unidade 9, “Plano-mestre de pesquisa”.



A seguir, dou um exemplo de como desenvolver, no seu plano-mestre, esses alvos e planos na área de oração.
___________________________________
Oração
Ponha sua declaração de visão do futuro no início do componente de oração do seu plano-mestre. Isso é importante porque todos os alvos e planos que você estabelecer sob a seção de oração devem ter o propósito de ajudá-lo a avançar no cumprimento de sua visão de futuro.
Alvos:
Eis alguns exemplos de alvos mensuráveis na área da oração:


  • Criar, dentro de 12 meses, uma rede de oração, composta de pelo menos 500 intercessores, em favor do grupo-alvo.

  • Desenvolver um calendário anual de oração pelo grupo-alvo, a ser distribuído para os parceiros de oração.

  • Estabelecer, no ano seguinte, pelo menos 50 células de oração que intercedam pelo grupo-alvo.

  • À medida que igrejas sejam plantadas no meio do grupo-alvo, criar células de oração dentro dessas igrejas, para que intercedam em favor de seu próprio povo e de outros povos não alcançados.

  • Recrutar, treinar e utilizar continuamente equipes de oração na batalha espiritual em cada comunidade onde o grupo-alvo se localiza.


Recursos:
Estes são alguns exemplos dos recursos de que podemos precisar para realizar os alvos de oração mencionados acima:


  • Igrejas locais

  • Material de treinamento para batalha espiritual

  • Minha igreja-mãe

  • Organizações que trabalham com o grupo-alvo

  • A pesquisa do campo de colheita e da força de colheita

  • Cristãos de outros países que adotem o grupo-alvo


Obstáculos transformados em oportunidades
Com relação aos alvos acima mencionados, eis alguns possíveis obstáculos que podemos encontrar, juntamente com sugestões de como transformá-los em oportunidades.


  • Obstáculo: As pessoas não têm consciência das necessidades espirituais do grupo-alvo.

Oportunidade: Compartilhar com elas as informações sobre o campo de colheita e sobre o mapeamento espiritual.


  • Obstáculo: Não existe computador acessível para a confecção e impressão do calendário de oração.

Oportunidade: Recrutar alguém que possua computador para ajudar a fazer o calendário.


  • Obstáculo: As pessoas não sabem como fazer caminhadas de oração nem como travar a batalha espiritual.

Oportunidade: Treinar pessoas nessas áreas.
Planos de ação:
Eis abaixo alguns possíveis planos de ação para os alvos estabelecidos acima:



  • Fazer uma lista dos atuais parceiros de oração.

  • Pedir a esses parceiros que ajudem a recrutar outras pessoas para a formação da rede de oração.

  • Identificar células de oração existentes nas igrejas locais.

  • Distribuir informações sobre o grupo-alvo com as células de oração.

  • Com base no mapeamento do campo de colheita e da força de colheita, decidir em que lugares devem ser criadas novas células de oração.

  • Recrutar e treinar crentes para ajudarem a criar novas células de oração nas áreas carentes.

  • Recrutar crentes junto às igrejas e células de oração locais e treiná-los para caminhadas de oração e batalha espiritual.

  • Manter um controle dos lugares onde as equipes de caminhada de oração estiveram, e onde o trabalho foi iniciado, para que se possa saber para onde novas equipes devem seguir.

  • Treinar plantadores de igrejas e evangelistas locais para caminhadas de oração e batalha espiritual.

  • À medida que novas igrejas são plantadas, formar novas células de oração.


Processos avaliativos:
Seguem abaixo alguns exemplos de processos avaliativos para os alvos de oração mencionados:


  • Manter controle do número de intercessores e células de oração, para poder saber quando o alvo for atingido.

  • Quando começarmos ver vitórias espirituais sendo obtidas, e igrejas sendo plantadas, saberemos que nossos esforços de oração estão surtindo efeito.

ATIVIDADE DE FIXAÇÃO


Na página seguinte, você começará a trabalhar em seus próprios alvos, recursos, obstáculos transformados em oportunidades, planos e processos avaliativos para a oração. Lembre-se de começar colocando sua declaração de visão do futuro no topo da página. Em seguida, trabalhe cada área passo a passo. Se você tiver alguma dúvida, peça ajuda dos colegas no grupo pequeno ou dos instrutores.

Resumo da declaração de visão do futuro




Área Chave de Resultados: Oração




Alvos






Recursos






Obstáculos transformados em oportunidades




Planos de ação






Processos avaliativos







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JOSUÉ

Um componente essencial deste treinamento tem sido o desenvolvimento de nossos planos-mestres, cujo propósito é a realização de nossas visões do futuro, as quais acreditamos que Deus nos deu para alcançarmos nossos grupos-alvos. Deus concedeu uma visão do futuro a Moisés, a Josué e ao povo de Israel com relação à Terra Prometida. Deus lhes disse que eles deviam ocupar uma terra da qual manava leite e mel. Todos os povos que habitavam nessa terra deviam ser expulsos. O povo de Israel deveria viver na terra em obediência a Deus. A conquista da Terra Prometida no livro de Josué está cheia de princípios que podem nos ajudar a aprender mais a respeito de estratégias e de nossos papéis em executá-las.


ATIVIDADE DE FIXAÇÃO
Leia o livro de Josué. Na página seguinte, cite os princípios e idéias mais importantes que você aprendeu acerca de estratégias relevantes para a facilitação de um movimento de plantação de igrejas no meio de seu grupo-alvo. Lembre-se de citar as referências bíblicas:



Princípios do livro de Josué

Referências bíblicas


Exemplo:
Devemos crer que, assim como Deus desejava que o povo de Israel conquistasse a terra, também é a vontade de Deus que alcancemos completamente o nosso grupo-alvo.

Josué 1.2-5





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IDÉIAS BÍBLICAS SOBRE PARCERIAS

Parcerias convencem o mundo descrente de que a mensagem é genuína (João 13.34-35; 17.20-26).
Por duas vezes, no evangelho de João, Jesus disse aos seus discípulos que o mundo creria na mensagem quando visse que os seguidores de Cristo estavam unidos e tinham amor uns pelos outros. O maior obstáculo para o nosso trabalho talvez seja a falta de unidade. Será que o mundo rejeita a mensagem porque se recusa a crer, ou porque aqueles que a transmitem estão divididos e não têm amor uns pelos outros?

Jesus não disse: “nisto conhecerão todos que vocês são meus discípulos quando vocês todos defenderem a doutrina correta”. Jesus não disse: “o mundo saberá que eu vim do Pai quando vocês pregarem uma mensagem inspirativa”. Não, mas Jesus disse: “o mundo se convencerá de minha mensagem quando virem vocês, meus seguidores, caminhando em amor e unidade uns com os outros”. A doutrina correta é uma coisa necessária. Espera-se que o evangelho seja anunciado com eficácia, mas a principal atitude que convencerá o mundo da fidedignidade da mensagem é que nós andemos em unidade e amor uns com os outros.


Parcerias confirmam que “andamos de modo digno da vocação” com que fomos chamados (Efésios 4.1-6, 17-32).
Paulo está se dirigindo à igreja, e não ao mundo descrente. Paulo está relembrando à igreja que procurar “diligentemente guardar a unidade do Espírito no vínculo da paz” é um indicativo do “andar como é digno da vocação” com que fomos chamados. Quando nos dividimos ou toleramos divisões no corpo de Cristo, deixamos de andar conforme a dignidade de nossa vocação.

O principal problema da igreja em Éfeso, bem como da igreja contemporânea, é que os filhos de Deus têm negligenciado o “despir-se do velho homem” e o “vestir-se do novo homem”. Muitas vezes, nossa compreensão é tão obscurecida quanto a do mundo descrente! Nossa conduta atual não tem sido muito diferente daquela que tínhamos antes de aceitar a Cristo, exceto pelo fato de que agora nos revestimos exteriormente de um certo verniz cristão. Somos enganosos em nosso falar e desonestos uns com os outros. Permitimos que a ira fermente e cresça em nossos corações, e não estamos dispostos a perdoar. Nós nos apropriamos daquilo que não nos pertence. Temos negligenciado em nos livrar de toda amargura, cólera, ira, gritaria e blasfêmia. Não falamos e nos comportamos “sem malícia”. Somos culpados de tudo isso. Não temos edificado uns aos outros. Temos destruído ao invés de construir. Em suma, somos culpados de não mais andarmos de modo digno da vocação com a qual fomos chamados. Temos nos esquecido de nossa vocação. Não a vocação para missões, mas a vocação para ser semelhante a Cristo.


Parcerias concentram nossa atenção no “principal” – ou seja, a mensagem da cruz e a pregação do evangelho (1 Coríntios 1.10-17).
A igreja de Corinto estava dividida. Obviamente, os partidos se agrupavam em torno daqueles que tinham batizado os crentes. Qual foi a resposta de Paulo? Ponhamos isso na terminologia dos dias atuais. Alguns dizem: “eu sou batista”, ou “eu sou pentecostal”, ou “eu sou presbiteriano”, ou então “eu sou independente – sou simplesmente seguidor de Cristo”. Estará Cristo dividido? Será que os batistas foram crucificados em nosso lugar? Ou fomos batizados em nome dos pentecostais?

Não estou defendendo o fim das denominações nem advogando em favor do ecumenismo. Entretanto, estamos nos deixando dividir por nossas diferenças em doutrinas secundárias da nossa fé. Ou ainda, permitimos que diferenças pessoais nos separem uns dos outros. Somos atraídos por personalidades carismáticas, em vez de sermos atraídos pela pessoa de Cristo. Traçamos linhas divisórias e estabelecemos limites em torno de questões não essenciais. E isso nos faz desviar a atenção de nosso verdadeiro foco – a mensagem da cruz, a pregação do evangelho de Cristo. Gastamos tanto tempo e energia tentando preservar nossa identidade denominacional, organizacional ou institucional que nos esquecemos de nossa identidade primordial em Cristo Jesus. Reivindicamos nossos direitos acerca de igrejas e de crentes, como se fôssemos seus donos! Que direito temos nós de reclamarmos um grupo de crentes como sendo nossos? Às vezes, a linguagem que usamos nos trai e revela o que realmente está em nossos corações e mentes.

Mais uma vez, eu reconheço que precisamos de uma fé íntegra – ou, alguns dirão, de integridade doutrinária. Entretanto, também creio que, se eu firmar decididamente minha identidade em Cristo Jesus, não precisarei me preocupar com a retidão de minha doutrina. Ela estará correta. Somente quando concentramos nossa identidade primária em uma denominação, agência missionária ou organização, é que começa o colapso de nossa integridade doutrinária. Um dos princípios de minha própria organização é que “a organização não é seu deus (ou sua mãe)”. Eu me pergunto se muitos de nós não temos permitido que a organização através da qual servimos se torne um deus para nós. Teremos esquecido de que existe apenas um único Deus, o Pai de todos nós?
Parcerias se firmam através da humildade (Filipenses 2.1-11).
Paulo lembrou aos crentes de Filipos que a verdadeira unidade começa com a humildade. O orgulho divide o corpo; a unidade o edifica. Um motivo possível da falta de parcerias é o fato de que somos pessoas egocêntricas e egoístas. Cuidamos em primeiro lugar de nossos próprios interesses. Estamos preocupados em solidificar nosso próprio trabalho e nosso próprio ministério. Não estamos dispostos a compartilhar os créditos. Queremos toda a glória. Isso pode não ser algo manifesto, mas se sondarmos verdadeiramente nossos corações, descobriremos que todos nós freqüentemente trabalhamos de acordo com nossos desejos egoístas. Parcerias só podem ser criadas e progredir se houver humildade. Precisamos nos perguntar se o que queremos expandir é o reino de Deus ou o nosso próprio reino terreno. Que Cristo possa ser o nosso modelo.
ATIVIDADE DE FIXAÇÃO
No espaço abaixo, cite duas ou três lições importantes para o seu ministério, que você aprendeu nessa unidade.

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ENSINE-LHES A OBEDECER

Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha. E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu; e grande foi a sua queda (Mateus 7.24-27).


Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade (Mateus 7.21-23).
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos (Mateus 28.19-20).
Somos comissionados para fazer discípulos, batizá-los e ensinar-lhes a serem obedientes a tudo que Jesus ensinou – enquanto estamos “indo”. A marca do verdadeiro discípulo é saber como ser obediente, seguir o exemplo de seu Mestre e imitar Aquele de quem é seguidor. A igreja dos nossos dias tem comunicado muito bem as verdades doutrinárias e teológicas para a compreensão dos crentes; contudo, tem sido bastante limitada em ajudar os discípulos a viverem em obediência à Palavra. A maior parte de nossos esforços de discipulado tem sido direcionada para a comunicação de verdades doutrinárias e de proposições teológicas saudáveis, na esperança de que a compreensão de tais verdades produza discípulos inevitavelmente obedientes. A maioria de nossos programas de discipulado não tem o propósito de preparar pessoas para abrir a Palavra de Deus, buscar a direção do Espírito Santo na compreensão do significado do texto lido e finalmente aplicar de forma prática a Palavra às suas vidas diárias. Não admira que muitos crentes que enchem nossas igrejas vivem de modo semelhante a pessoas não redimidas! Eles ostentam uma forma de religiosidade, mas suas vidas negam o verdadeiro poder do evangelho. Para realmente se tornar sal e luz em sua comunidade, o discípulo deve ser obediente aos ensinos da Palavra de Deus dia após dia.

Além disso, milhões de dólares são gastos anualmente ao redor do mundo no desenvolvimento de métodos sofisticados e na promoção de programas de discipulado. É como se a igreja não conseguisse funcionar sem um desses programas. Porém Jesus não possuía nenhum programa de discipulado elaborado. Ele simplesmente convidava homens e mulheres a segui-lo. Essas pessoas viviam, viajavam e comiam com Ele. Ao longo do caminho, Jesus lhes ensinava sobre a Palavra de Deus (quer dizer, naquele tempo, a Bíblia Hebraica, que nós conhecemos como Antigo Testamento). Enquanto seguiam, Jesus compartilhava com eles parábolas e exemplos da vida diária. Na caminhada, Jesus exemplificava para eles o tipo de vida que o discípulo deveria viver – em oração, perdão, amor, compaixão, perseverança, zelo e obediência à vontade do Pai.

Se tão somente conseguíssemos recuperar a simplicidade do discipulado, isso faria uma significativa diferença em nossas igrejas. O obstáculo parece ser a nossa falta de disposição para investir o tempo e a energia necessários para andar ao lado das pessoas e ensinar-lhes durante enquanto estamos indo. Entretanto, isso foi exatamente o que Jesus fez e o que nos ordenou fazer. A Grande Comissão significa, literalmente: “enquanto vocês estão indo”, ou “enquanto vocês vão”, façam discípulos. Enquanto vocês vão, batizem os discípulos. Enquanto vocês vão, ensinem-lhes a serem obedientes a tudo que Eu lhes ensinei.

O propósito do método de estudo bíblico “Ensine-lhes a obedecer”, descrito abaixo, é duplo. Primeiro, ilustrar que com a Palavra de Deus em nossas mãos e o Espírito Santo em nossas vidas nós temos tudo de que precisamos para fazer discípulos. Segundo, levar-nos de volta ao mandamento de Jesus para ensinar os crentes a obedecer à Palavra. Ao ensinar-lhes a obedecer, nós os estamos ajudando a se tornar verdadeiros discípulos.


Esboço do estudo “Ensine-lhes a obedecer”


  • Selecione uma passagem bíblica qualquer.

  • Peça ao grupo que leia a passagem – várias vezes, se necessário. Se o grupo for analfabeto, você terá que ler a passagem em voz alta diversas vezes até que todos os integrantes dominem o seu conteúdo.

  • Gaste tempo em oração com o grupo. Peça ao Espírito Santo que seja o mestre e que lhes dê sabedoria para compreender a verdade que Deus está apresentando naquela passagem (João 14.26; Tiago 1.5).

  • Faça as seguintes perguntas ao grupo, e deixe que todos participem.


O que a passagem diz?


  • Esta pergunta prepara o grupo para repetir uns para os outros, com suas próprias palavras, o conteúdo da passagem.

  • As respostas devem se concentrar no que é dito literalmente, e não na interpretação da passagem.


Qual o significado da passagem?


  • A ênfase deve ser permitir que o Espírito Santo revele a interpretação do texto aos participantes do grupo.

  • É importante que o líder do grupo não domine a discussão. Cada participante do estudo deve ter a oportunidade de compartilhar o que ele crê que o Espírito Santo está dizendo a ele e ao grupo sobre o significado do texto. Todos os participantes devem ter sua vez de falar, até que todos no grupo tenham dado alguma contribuição.

  • Nesse momento da discussão, o líder do grupo também pode perguntar aos participantes se eles conhecem outros textos bíblicos que tratem do mesmo assunto ou que possam ajudar a esclarecer o sentido da passagem estudada.


O que devo fazer?


  • O objetivo é ajudar o grupo a pensar sobre como eles podem aplicar a verdade ou as verdades encontradas na passagem à prática de suas vidas diárias.

  • Faça as sete perguntas seguintes aos participantes do estudo bíblico – uma pergunta de cada vez – com respeito ao conteúdo da passagem selecionada.




  1. Há na passagem algum louvor a ser dado a Deus?

  2. Há alguma oração a fazer?

  3. Há alguma promessa a reivindicar?

  4. Há algum mandamento a observar?

  5. Há algum pecado a evitar?

  6. Há algum exemplo a seguir?

  7. Há algum conhecimento a obter?




  • Você não poderá responder afirmativamente a todas as perguntas. Na realidade, a maioria das passagens bíblicas conterá apenas uma ou duas das ações acima referidas para serem executadas. Se você fizer a primeira pergunta – se há algum louvor a oferecer a Deus – e a resposta for negativa, simplesmente passe para a questão seguinte.

  • Cada vez que a resposta à pergunta for positiva, proponha ao grupo as duas questões adicionais seguintes:


Qual é – o louvor a oferecer, a oração a fazer, etc.?
Que atitude específica você tomará para obedecer ao ensino do texto no decorrer da semana seguinte?


  • Cabe ao facilitador do grupo a responsabilidade de assegurar de que cada crente expresse claramente como obedecerá ao ensino do texto durante a próxima semana. As pessoas podem ter respostas muito diferentes, dependendo de como o Espírito Santo os esteja orientando. Cada resposta individual deve ser apresentada como um pacto a guardar diante de todo o grupo de estudo.

  • Após cada membro do grupo de estudo definir de maneira clara como irá obedecer ao ensino do texto com relação à primeira pergunta respondida afirmativamente, passe para a próxima pergunta. Se a resposta for negativa, passe para a próxima. Se a resposta for afirmativa, pergunte novamente ao grupo como eles a aplicarão às suas vidas, usando as duas perguntas referidas acima.


No decorrer da próxima semana, compartilhe com outras pessoas as verdades espirituais que você aprendeu.

ATIVIDADE DE FIXAÇÃO



No espaço a seguir, cite duas ou três lições importantes que você aprendeu sobre este método de estudo bíblico e que serão relevantes para o seu ministério.

Nos espaços abaixo, cite duas ou três lições importantes que você aprendeu em seu estudo bíblico a cada manhã. O que o Espírito Santo disse a você? O que você aprendeu com os outros participantes do grupo de estudo bíblico?
Primeiro dia do estudo bíblico:


Segundo dia do estudo bíblico:


Terceiro dia do estudo bíblico:

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O MUNDO DOS CRISTÃOS DA GRANDE COMISSÃO

A maioria dos obreiros cristãos, especialmente os obreiros transculturais, têm um verdadeiro sentimento de lealdade por sua agência missionária, organização, denominação ou igreja. Essa lealdade é previsível. Ao mesmo tempo, os obreiros cristãos devem perceber que o corpo de Cristo é muito maior do que a agência ou organização missionária específica que os enviou!


Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, formam um só corpo, assim também é Cristo. Pois em um só Espírito fomos todos nós batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito. Porque também o corpo não é um membro, mas muitos... Ora, vós sois corpo de Cristo, e individualmente seus membros (1 Coríntios 12.12-14, 27).
Coordenadores estratégicos e plantadores de igrejas devem mobilizar todos os recursos necessários para causar um impacto nos seus grupos populacionais com a mensagem do evangelho e para plantar igrejas autóctones e reprodutivas no meio deles. Nenhuma agência missionária, denominação ou igreja isoladamente possui todos os recursos necessários. Mesmo assim, muitos obreiros desenvolvem seus ministérios na crença de que suas agências são capazes de fazer tudo sozinhas. Quando lemos seus boletins, temos a impressão de que aquela é a única agência que está desenvolvendo algum ministério no meio do grupo-alvo em questão. Ninguém jamais imaginaria que há outros cristãos da Grande Comissão que também trabalham com o mesmo grupo-alvo.

Quer sejamos coordenadores estratégicos ou plantadores de igrejas, precisamos transcender nossas próprias agências missionárias, igrejas e denominações. Devemos estar dispostos a trabalhar cooperativamente com outros cristãos da Grande Comissão e a nos unirmos a eles num espírito de parceria. Devemos reconhecer que diferentes grupos da Grande Comissão possuem visões, chamados e dons diferentes, e que todos esses são necessários dentro do corpo de Cristo para levar o evangelho aos grupos populacionais que desejamos alcançar.


Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixará de ser do corpo. E se a orelha disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; nem por isso deixará de ser do corpo. Se o corpo todo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfato? Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis. E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Agora, porém, há muitos membros, mas um só corpo. E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho necessidade de vós. Antes, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários; e os membros do corpo que reputamos serem menos honrados, a esses revestimos com muito mais honra; e os que em nós não são decorosos têm muito mais decoro, ao passo que os decorosos não têm necessidade disso. Mas Deus assim formou o corpo, dando muito mais honra ao que tinha falta dela, para que não haja divisão no corpo, mas que os membros tenham igual cuidado uns dos outros (1 Coríntios 12.15-25).
Deus tem concedido à igreja de nossos dias uma diversidade de dons com os quais podemos causar um impacto nos grupos populacionais que ainda estão por ouvir a mensagem do evangelho. Temos ministérios de mídia tais como produtores de rádio, vídeo e cinema, distribuidores de produtos fonográficos e editores de material literário. Deus tem dado à igreja pessoas que se sentem chamadas para estar na linha de frente da implantação de igrejas nativas. Existem aqueles que se sentem compelidos a se concentrar mais em aspectos sociais do ministério, tais como desenvolvimento comunitário, alfabetização, cuidados de saúde e ensino. Outros foram postos por Deus dentro do corpo de Cristo para executarem ministérios de desenvolvimento da igreja, tais como discipulado e treinamento de liderança. A outros Deus tem dado o ministério da intercessão no corpo de Cristo. Tais pessoas orarão intensamente por um determinado grupo-alvo e possivelmente também se engajarão na batalha espiritual, por meio de caminhadas de oração nos povoados e cidades. A outros Deus ainda tem dado o dom de contribuir. Esses benfeitores compartilharão seus recursos financeiros abundantemente para ajudar a outros no cumprimento de seus ministérios.

Todos esses recursos dos cristãos da Grande Comissão são necessários para um impacto completo do evangelho de Jesus Cristo sobre um grupo-alvo. Uma agência missionária ou denominação pode tentar executar isoladamente todos esses ministérios, mas inevitavelmente descobrirá suas próprias carências em pelo menos uma, se não em diversas, áreas essenciais. Se todo o corpo de Cristo fosse uma única denominação, onde estaria esse corpo?

Existem muitas agências, igrejas e denominações cristãs da Grande Comissão no país e ao redor do mundo. Quem são elas? O que estão fazendo? Como podem ajudar a alcançar nossos grupos-alvos com o evangelho de Jesus Cristo? Como podem ser usadas para facilitar movimentos autóctones de plantação de igrejas entre nossos grupos populacionais-alvos? Estas são apenas algumas das questões que precisamos tentar responder.

O primeiro passo é identificar aqueles cristãos da Grande Comissão que podem ser usados por Deus para levar o evangelho ao grupo-alvo. Esse exercício de tempestade cerebral dará a você uma sólida lista inicial de pessoas e organizações dentro do corpo de Cristo com as quais você poderia se associar a fim de evangelizar seu grupo-alvo. Na unidade sobre a força de colheita, você já enumerou uma certa quantidade de cristãos da Grande Comissão que estão trabalhando com o seu grupo-alvo. Nesta unidade, você começará a identificar cristãos da Grande Comissão que não estão trabalhando com o seu grupo-alvo, mas que você acha que poderiam ser mobilizados para ajudar. Sua primeira lista, proveniente do estudo sobre a força de tarefa, juntamente com a lista que você fará nesta unidade, fornecerão a você um bom quadro da vasta quantidade de recursos que Deus tem disponibilizado dentro do corpo de Cristo. Lembre-se, os recursos estão na colheita!

Entre as diversas categorias de recursos, podemos incluir:


  • Áudio e videocassetes

  • Plantação de igrejas

  • Teatro e música

  • Desenvolvimento de recursos financeiros

  • Oração intercessória e caminhada de oração

  • Treinamento de liderança

  • Produção e distribuição de literatura

  • Pesquisa de grupos populacionais

  • Evangelismo pessoal

  • Rádio e televisão

O propósito do exercício abaixo é simplesmente ajudá-lo a obter um quadro geral do mundo de cristãos da Grande Comissão que nosso Senhor tem providenciado. Você logo perceberá que há muitas pessoas dentro do corpo de Cristo que podem ajudá-lo a alcançar o objetivo geral de facilitar um movimento de plantação de igrejas no meio do grupo-alvo.

A lista de cristãos da Grande Comissão que você vai criar – juntamente com a lista de maneiras de levar o evangelho ao seu grupo-alvo, que você trabalhará na unidade 28 – será muito importante para você à medida que você desenvolve seu plano-mestre.
Em cada espaço, para cada categoria, comece enumerando os cristãos da Grande Comissão que estão envolvidos no tipo de ministério especificado e as maneiras como eles poderiam ajudar. Para alguns deles, você pode não saber a área específica de ministério que a pessoa, igreja ou agência pode desenvolver. Isso não é problema.

Cada participante do treinamento deve tentar enumerar pelo menos 50 nomes diferentes de pessoas, igrejas ou agências. Não se esqueça dos nomes de pessoas e igrejas, pois eles são tão importantes quanto os nomes de diversas agências.

Áudio e videocassetes

Plantação de igrejas

Teatro e música


Desenvolvimento de recursos financeiros

Oração intercessória e caminhada de oração

Treinamento e desenvolvimento de liderança

Produção e distribuição de literatura

Pesquisa de grupos populacionais

Evangelismo pessoal

Rádio e televisão (produção ou distribuição)

ATIVIDADE DE FIXAÇÃO


No espaço abaixo,cite duas ou três coisas importantes que você aprendeu nesta unidade e que serão relevantes para o seu ministério.

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PARCERIAS

Nós vimos como a Escritura convida os crentes a trabalharem juntos, em unidade. Como cristãos, todos concordaríamos em que este é o ensino bíblico para nós. Entretanto, por causa do orgulho organizacional, dos egos individuais, das finanças ou de nossos próprios objetivos independentes, temos dificuldade em firmar parcerias. Uma vez firmadas, mais difícil ainda é mantê-las. Embora saibamos que a Palavra de Deus nos ensina a viver em unidade, também sabemos que isso na prática é muito difícil. Todos nós já tivemos experiências positivas e negativas com parcerias.

Nesta unidade, você avaliará diversas parcerias com as quais esteve envolvido no passado ou está envolvido agora. Será solicitado a você que reflita sobre as parcerias bem-sucedidas com as quais esteve envolvido. Será pedido a você que escreva e compartilhe com os colegas o que você acha que fez essas parcerias serem bem-sucedidas. Quais foram as características que fizeram essas parcerias funcionarem efetivamente? Também será pedido que você pense sobre as parcerias que não tiveram um sucesso especial. Por que essas parcerias fracassaram ou tiveram dificuldades?
Reflita sobre as parcerias bem-sucedidas com as quais já esteve envolvido. Na sua opinião, por que elas tiveram sucesso? Enumere abaixo as características dessas parcerias.

Pense sobre as parcerias com as quais você esteve envolvido e que fracassaram. Por que elas fracassaram ou tiveram dificuldades? Escreva abaixo de que forma os problemas que levaram essas parcerias ao fracasso poderiam ter sido evitados.

ATIVIDADE DE FIXAÇÃO


No espaço abaixo, cite duas ou três lições importantes que você aprendeu nesta unidade e que, na sua opinião, serão relevantes para o seu ministério.

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PLANO-MESTRE PARA PARCERIAS
Já começamos a desenvolver nossos planos-mestres nas áreas de pesquisa e oração. Lembre-se, o plano-mestre está alicerçado sobre estratégias que se encaixam em seis categorias: pesquisa, oração, parcerias, plataformas, evangelização e discipulado, e plantação de igrejas. Tudo que planejarmos com relação a esses seis tópicos terá o objetivo de nos conduzir à realização da visão do futuro.

Até o presente momento, já passamos por todas as lições sobre parcerias. Portanto, na presente lição, nos concentraremos no desenvolvimento de listas de alvos, recursos, obstáculos transformados em oportunidades, planos e processos avaliativos para parcerias em nossos ministérios.

Se necessário, reveja os conceitos e instruções para o desenvolvimento dessas listas, voltando à unidade 9, “Plano-mestre para a pesquisa”.

A seguir, dou um exemplo de como desenvolver os alvos e planos para a área de parcerias de seu plano-mestre.


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