R. Bruce Carlton



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Cem opções de ministério:


  • Realizar treinamentos sobre caminhadas de oração e conflito espiritual nas igrejas existentes.

  • Distribuir literatura nas comunidades em que o povo vive.

  • Planejar e fundar um centro de costura para mulheres pobres.

  • Divulgar programas de rádio evangélicos junto às comunidades.

  • Desenvolver metodologias de assistência às pessoas que se converterem pelos programas de rádio.

  • Visitar as residências e orar pelos enfermos.

  • Oferecer cursos de alfabetização para mulheres.

  • Treinar pessoas das igrejas existentes para a plantação de novas igrejas em áreas não alcançadas.

  • Firmar parceria com a Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo para a exibição do filme Jesus em todas as comunidades.

  • Contatar os Gideões Internacionais sobre a possibilidade de distribuição de bíblias nas áreas não alcançadas.

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PLANO-MESTRE PARA

EVANGELIZAÇÃO E DISCIPULADO

Nós já começamos a desenvolver nossos planos-mestres na área da pesquisa, oração, parcerias e plataformas. Lembre-se de que o plano-mestre será construído com base em estratégias classificadas em seis categorias: pesquisa, oração, parcerias, plataformas, evangelização e discipulado, e plantação de igrejas. Tudo que planejarmos com relação a esses seis tópicos terá o propósito de nos levar ao cumprimento da visão de futuro.

Neste ponto, já vimos as lições relacionadas com evangelização e discipulado. Assim, a partir desta unidade, nos concentraremos em desenvolver listas de alvos, recursos, obstáculos transformados em oportunidades, planos e processos avaliativos para evangelização e discipulado em nossos ministérios.

Se você precisar rever os conceitos e instruções para o desenvolvimento dessas listas, retorne à unidade 9, “Plano-mestre de pesquisa”.



A seguir, dou um exemplo de como desenvolver, no seu plano-mestre, esses alvos e planos na área de evangelização e discipulado.
_____________________________________
Evangelização e discipulado
Escreva a sua declaração de visão do futuro no começo do componente de evangelização e discipulado de seu plano-mestre. Isso é importante porque todos os alvos e planos que você estabelecer na seção de evangelização e discipulado devem ter o propósito de ajudá-lo a avançar no cumprimento da visão do futuro.
Alvos:
Eis alguns exemplos de alvos mensuráveis na área de evangelização e discipulado:


  • Exibir o filme Jesus em cada povoado e comunidade onde o grupo-alvo vive.

  • Produzir e distribuir fitas cassete em cada povoado e comunidade em que o povo reside.

  • Criar grupos ouvintes de rádio em cada povoado e comunidade em que o povo vive.

  • Distribuir literatura evangélica em cada lar do grupo-alvo.

  • Preparar cristãos já existentes e novos convertidos através de treinamentos simplificados de discipulado e criar cadeias para o discipulado em andamento.


Recursos:
Seguem-se alguns exemplos de recursos que podem ser necessários para se atingir os alvos de evangelização e discipulado acima mencionados:


  • Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo

  • Igrejas existentes na área

  • Sociedades bíblicas


Obstáculos transformados em oportunidades:
Relacionados com os alvos acima, eis alguns obstáculos que podemos encontrar, juntamente com sugestões de como transformá-los em oportunidades.


  • Obstáculos: Diversos grupos não gostam de compartilhar informações uns com os outros.

Oportunidade: Precisaremos construir relacionamentos e descobrir qual agência está realizando determinado trabalho, e onde está fazendo isso.


  • Obstáculo: O discipulado tradicionalmente tem sido realizado por pastores e outros líderes eclesiásticos.

Oportunidade: Comece preparando alguns crentes para fazer o discipulado. Exemplifique o processo, discipulando algumas pessoas e exortando-as a discipular outras.
Planos de ação:
Eis alguns possíveis planos de ação para os alvos estabelecidos:


  • Utilizar o mapa da força de colheita para identificar a localização de todas as comunidades.

  • Negociar com a direção da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo e busque uma parceria para a exibição do filme Jesus.

  • Treinar obreiros para criar grupos de ouvintes de rádio.

  • Treinar crentes para usarem narrativas bíblicas na evangelização e discipulado.

  • Começar meu próprio grupo de discipulado, prevendo que os meus discípulos discipularão outras pessoas.

  • Criar um sistema de monitoramento para garantir que as cadeias de discipulado se mantenham funcionando.


Processos avaliativos:
Seguem alguns exemplos de processos avaliativos para os alvos de evangelização e discipulados.


  • Nós nos manteremos informados sobre os locais em que existem grupos de ouvintes de rádio, onde o filme Jesus foi exibido, etc., para garantir que nenhuma comunidade fique sem testemunho do evangelho.

  • Monitoraremos as cadeias de discipulado para garantir a continuidade e eficácia do discipulado.

ATIVIDADE DE FIXAÇÃO
Na página seguinte, comece a trabalhar em seus próprios alvos, recursos, obstáculos transformados em oportunidades, planos e processos avaliativos para evangelização e discipulado. Lembre-se de começar pondo a sua declaração de visão do futuro no topo da página. Depois, trabalhe cada área passo a passo. Se tiver alguma dúvida, peça ajuda aos colegas em seu grupo pequeno ou aos instrutores.

Resumo da declaração de visão do futuro




Área-Chave de Resultados: Evangelização e Discipulado




Alvos






Recursos






Obstáculos transformados em oportunidades




Planos de ação






Processos avaliativos







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ATOS DOS APÓSTOLOS

Até agora, temos lido Josué, Neemias e um dos evangelhos. Aprendemos como o povo de Israel seguiu a liderança de Deus e empregou diversas estratégias para conquistar a Terra Prometida. Estudamos Neemias como um dos melhores exemplos bíblicos de coordenadores estratégicos. Lemos um dos evangelhos e estudamos os vários métodos de evangelização e discipulado usados por Jesus durante o seu ministério terreno. Também aprendemos como Jesus descobriu e discipulou seguidores fiéis. Através desses estudos, aprendemos sobre a necessidade de desenvolver uma estratégia abrangente para os nossos ministérios.

Nesta unidade, leremos o livro de Atos para rever passagens referentes à perseguição contra a igreja primitiva, a reação dos crentes à perseguição e se esta ajudou ou prejudicou o crescimento da igreja. Também estaremos buscando os princípios de plantação de igrejas oferecidos pelo livro de Atos. Então, após realizarmos esses dois estudos bíblicos no livro de Atos, examinaremos um modelo de igreja encontrado no mesmo livro – a igreja de Antioquia.
ATIVIDADE DE FIXAÇÃO
Na página seguinte, cite todas as referências bíblicas de Atos sobre perseguição. Descreva cada ato de perseguição, conte como os crentes reagiram a ela e explique o resultado da perseguição para a igreja como um todo.


Como os crentes reagiram à perseguição e qual foi o resultado da perseguição para a igreja como um todo?

Referência bíblica






No espaço abaixo, enumere os princípios de plantação de igrejas que você observou no livro de Atos.

Estudo da igreja de Antioquia
Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra (Atos 1.8).
Estudando no livro de Atos o que aconteceu com a igreja de Jerusalém, podemos aprender muito sobre o que pode ajudar e o que pode atrapalhar os movimentos de plantação de igrejas nos dias de hoje.

Antes do Pentecostes, Jesus tinha dito aos seus seguidores que, após receberem o Espírito Santo, eles deviam levar o evangelho a toda Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins da terra. Depois que receberam o Espírito Santo no dia de Pentecostes, os crentes de Jerusalém aprenderam os elementos básicos da fé cristã – arrependimento, estudo da Palavra, comunhão, partir do pão e oração (Atos 2.38, 42). A igreja de Jerusalém se reunia nos átrios do templo e nas casas uns dos outros, e Deus abençoava a igreja fazendo crescer diariamente o número de seguidores (Atos 2.46-47). A igreja de Jerusalém, no entanto, não estava alcançando as outras áreas abrangidas pelo mandamento de Jesus em Atos 1.8.

Por que a igreja em Jerusalém não saía para alcançar outras pessoas, em outros lugares?

Primeiro, os crentes judeus de Jerusalém tinham uma atitude racista contra os gentios, ou povos não-judeus. Em Atos 10-11, lemos que Pedro foi enviado a ministrar aos gentios. Embora Pedro tenha pregado aos gentios, não parece que ele pretendesse batizar crentes gentios nas águas. Entretanto, Deus queria que os gentios fossem batizados, e os batizou com o Espírito Santo, após o que Pedro percebeu que eles também deviam ser batizados nas águas (Atos 10.44-48; 11.15-18).

Segundo, uma atitude legalista tinha se insinuado na igreja de Jerusalém. Alguns líderes ensinavam que os crentes gentios deviam ser circuncidados e obedecer à Lei de Moisés para poderem ser salvos (Atos 15.1-21).

Terceiro, os crentes de Jerusalém naturalmente se consideravam o centro da igreja. Afinal, Jerusalém era o centro do mundo judaico e o lugar de origem do evangelho. Os primeiros crentes se sentiam confortáveis em Jerusalém, pois a cidade lhes era familiar. Deus estava agindo no meio deles, portanto eles permaneciam em Jerusalém e desfrutavam as bênçãos de Deus.

Esses fatores desviaram os crentes da obediência ao mandamento de Jesus em Atos 1.8. Conseqüentemente, Deus permitiu que a perseguição sobreviesse à igreja de Jerusalém. Como resultado, os crentes de Jerusalém foram espalhados pela Judéia e Samaria (Atos 8.1).

A igreja de Antioquia foi plantada por alguns crentes que dispersos da igreja de Jerusalém (Atos 11.19-26). A igreja de Antioquia rapidamente se tornou uma igreja-modelo. Estudando as características dessa igreja – onde os discípulos de Jesus pela primeira vez foram chamados de cristãos – podemos aprender o que é que faz igrejas fortes, saudáveis e reprodutivas.


A igreja de Antioquia estava fundamentada na Palavra de Deus
A igreja de Antioquia foi plantada por discípulos anônimos que foram dispersos em conseqüência da perseguição. A igreja foi fundada nos princípios do arrependimento e da fé em Deus.
Aqueles, pois, que foram dispersos pela tribulação suscitada por causa de Estêvão, passaram até a Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. Havia, porém, entre eles alguns cíprios e cirenenses, os quais, entrando em Antioquia, falaram também aos gregos, anunciando o Senhor Jesus. E a mão do Senhor era com eles, e grande número creu e se converteu ao Senhor (Atos 11.19-21).
A igreja de Antioquia tinha um líder experiente, Barnabé

Toda igreja precisa de um líder experiente e firme! A igreja de Jerusalém soube do que estava acontecendo em Antioquia e enviou Barnabé.

Barnabé era:


  • Membro da igreja de Jerusalém (Atos 11.22).

  • Um levita bem preparado no serviço do templo (Atos 4.36-37).

  • Um contribuinte generoso (Atos 4.36-37).

  • Um homem de excelente caráter (Atos 9.26-28; 11.24).

  • Um homem cujo ministério resultou em muitas vidas aos pés do Senhor (Atos 11.24).

Chegou a notícia destas coisas aos ouvidos da igreja em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia; o qual, quando chegou e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortava a todos a perseverarem no Senhor com firmeza de coração; porque era homem de bem, e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor (Atos 11.22-24).


A igreja de Antioquia tinha um grupo de líderes como equipe ministerial
A equipe ministerial da igreja de Antioquia era composta de homens descritos como profetas e mestres. Nenhum ministério isolado é suficiente para a igreja. Ela precisa da variedade de ministérios que Deus colocou no corpo de Cristo. Efésios 4.9-16 fala sobre cinco ministros-servos da igreja – apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. O propósito unificado dessas cinco funções é preparar os crentes para fazerem a obra do ministério, de modo que o corpo de Cristo cresça e seja edificado em amor.
Ora, na igreja em Antioquia havia profetas e mestres, a saber: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes o tetrarca, e Saulo. Enquanto eles ministravam perante o Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: Separai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado (Atos 13.1-2).
A igreja de Antioquia ensinava e treinava discípulos
Cada igreja local é responsável por fazer discípulos. Essa responsabilidade não pode ser repassada para ninguém.
Partiu, pois, Barnabé para Tarso, em busca de Saulo; e tendo-o achado, o levou para Antioquia. E durante um ano inteiro reuniram-se naquela igreja e instruíram muita gente; e em Antioquia os discípulos pela primeira vez foram chamados cristãos (Atos 11.25-26).
A igreja de Antioquia adorava ao Senhor
A igreja de Antioquia sabia adorar ao Senhor. Este é o nosso ministério sacerdotal. Todos os crentes devem se reunir com outros crentes para momentos de oração, ação de graças, louvor, adoração e reflexão na Palavra de Deus.
Enquanto eles ministravam perante o Senhor e jejuavam... (Atos 13.2a)

A igreja de Antioquia praticava a oração e o jejum
A oração e o jejum abrandam a carne e intensificam a fome e sede espiritual por Deus. A oração e o jejum deixam a igreja espiritualmente alerta, mais sensível à intenção do Espírito Santo e em comunhão mais próxima com Jesus.
Então, depois que jejuaram, oraram e lhes impuseram as mãos, os despediram (Atos 13.3).
A igreja de Antioquia ouvia e obedecia ao Espírito Santo
Todas as igrejas locais precisam dar lugar à voz do Espírito Santo. “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 3.22).
Enquanto eles ministravam perante o Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: Separai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, depois que jejuaram, oraram e lhes impuseram as mãos, os despediram (Atos 13.2-3).
Naqueles dias desceram profetas de Jerusalém para Antioquia; e levantando-se um deles, de nome Ágabo, dava a entender pelo Espírito, que haveria uma grande fome por todo o mundo, a qual ocorreu no tempo de Cláudio. E os discípulos resolveram mandar, cada um conforme suas posses, socorro aos irmãos que habitavam na Judéia; o que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anciãos por mão de Barnabé e Saulo (Atos 11.27-30).
A igreja de Antioquia cria e praticava a imposição de mãos
A imposição de mãos é uma das doutrinas elementares da igreja, conforme apresentado em Hebreus 6.1-2. A imposição de mãos é feita para identificar os escolhidos de Deus, para confirmar a vontade de Deus e para comunicar o Espírito Santo. Barnabé e Saulo foram enviados pelo Espírito Santo – e pela igreja de Antioquia. A imposição de mãos é usada para abençoar, curar, ordenar, segundo a orientação do Senhor. 1 Timóteo 5.22 nos diz que o ministério da imposição de mãos deve ser levado a sério, não devendo ser feito apressadamente. O coração e as mãos do crente devem estar puros diante do Senhor, antes de desenvolverem este ministério.
Então, depois que jejuaram, oraram e lhes impuseram as mãos, os despediram (Atos 13.3).
A igreja de Antioquia cumpria a Grande Comissão através de evangelização e missões
Muitas igrejas foram fundadas através da obra de Barnabé e Paulo. Essas igrejas ficavam em Chipre, Pérgamo, Pisídia, Icônio, Listra e Derbe. Como plantadores de igrejas, Paulo e Barnabé permaneceram ligados à igreja-mãe em Antioquia. Em seu retorno a Antioquia, eles relatavam à igreja tudo o que Deus estava fazendo através da plantação de novas igrejas.
Quando chegaram e reuniram a igreja, relataram tudo quanto Deus fizera por meio deles, e como abrira aos gentios a porta da fé. E ficaram ali não pouco tempo, com os discípulos (Atos 14.27-28).
Muitas outras igrejas também foram fundadas através do trabalho de Paulo e outro de seus companheiros plantadores de igrejas, Silas. Entre essas, incluem-se Filipos, Tessalônica, Beréia, Atenas, Corinto e Éfeso. Após plantar essas igrejas, a dupla mais uma vez prestou relatório à igreja de Antioquia.
Tendo chegado a Cesaréia, subiu a Jerusalém e saudou a igreja, e desceu a Antioquia. E, tendo demorado ali algum tempo, partiu, passando sucessivamente pela região da Galácia e da Frígia, fortalecendo a todos os discípulos (Atos 18.22-23).
A igreja de Antioquia tinha posto o seu coração na instrução do Senhor através da Grande Comissão. Toda igreja deveria estar plantando outras igrejas como fez a igreja de Antioquia. Para facilitar um movimento de plantação de igrejas no meio de um grupo-alvo determinado, os plantadores de igrejas deveriam fundar igrejas que tivessem as mesmas características da igreja de Antioquia.

Em resumo, igrejas que plantam igrejas:




  • Fundamentam-se na Palavra de Deus.

  • Possuem um líder experiente.

  • Têm um grupo de líderes como equipe ministerial.

  • Ensinam e treinam discípulos.

  • Adoram ao Senhor.

  • Praticam a oração e o jejum.

  • Ouvem e obedecem ao Espírito Santo.

  • Crêem e praticam a imposição de mãos.

  • Cumprem a Grande Comissão através de evangelização e missões.


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DESENVOLVENDO UM CÓDIGO GENÉTICO

SAUDÁVEL PARA A PLANTAÇÃO DE IGREJAS

O DNA se adquire dos pais. Ele é o código genético do indivíduo. Os filhos herdam as características físicas dos pais por causa dos genes que recebem deles. Esse código genético é transmitido de geração a geração.

Assim como os pais transmitem o DNA aos filhos, os plantadores de igrejas repassam um código genético específico para as novas igrejas que plantam. Esse DNA continua sendo transmitido à medida que essas novas igrejas plantam outras igrejas. Então essas igrejas plantam outras igrejas, e o DNA continua sendo transmitido de geração a geração de crentes e igrejas. Por essa razão, o plantador de igrejas deve estar consciente de que o modo como ele planta a primeira igreja afetará a maneira como futuras igrejas serão plantadas, talvez por muitas gerações vindouras.


  • Na plantação de igrejas, transmitimos um código genético através do exemplo.

  • A eficácia do exemplo é diretamente proporcional a sua reprodutibilidade. Se o povo local puder levar a igreja a se reproduzir por sucessivas gerações, então o plantador da igreja imprimiu nela um código genético saudável.

  • Devemos considerar a reprodutibilidade no longo prazo. Ou seja, o plantador da igreja deve considerar se ela será capaz de se reproduzir por muito tempo depois de ele sair de cena. A igreja poderá funcionar independentemente de ajuda ou recursos externos?

  • Quando pensamos em reprodutibilidade, precisamos pensar em termos dos membros de igreja típicos. Precisamos compreender quem são os membros de igreja típicos e avaliar se eles serão capazes de reproduzir o exemplo do plantador de igrejas.

  • Lembre-se que estamos servindo de exemplo para o ministério no que diz respeito a quem, o que, como, quando, onde e por quê. Devemos oferecer o exemplo adequado!

  • O exemplo é um modelo ou padrão. Se queremos plantar uma igreja saudável, frutífera, amorosa, generosa, obediente, humilde, serva e responsável, devemos servir de exemplo nisso!


Dê o exemplo de quem exerce o ministério
Quem será o líder?
O plantador da igreja precisa servir de exemplo para a nova igreja no que diz respeito a quem lidera a igreja. Se o plantador da igreja insiste em que somente pastores de tempo integral, remunerados e treinados em seminários, são capazes de liderar a igreja, então a reprodutibilidade será prejudicada, e tais igrejas demorarão mais a se reproduzir.

Entretanto, se o plantador de igrejas permitir que pessoas comuns provenientes do grupo local assumam a liderança dentro de seu próprio grupo, estará aumentando as chances de que tal igreja possa se reproduzir continuamente. Quando a nova igreja vier a plantar uma outra igreja, eles seguirão o exemplo do plantador de igrejas que eles conheceram.

Em Atos, os apóstolos estavam enfrentando um problema e precisavam de ajuda extra. Então eles disseram ao povo: “Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço” (Atos 6.3).

Paulo designou presbíteros para as igrejas e instruiu Timóteo e Tito a fazer o mesmo. Esses presbíteros provinham do grupo local; não eram gente de fora imposta ao grupo local por causa de suas qualificações acadêmicas ou educacionais.

O plantador de igrejas precisa ter o cuidado de não impor exigências para os líderes da igreja que não sejam as encontradas na Bíblia.
Quem, na sua opinião, pode ser líder na igreja?


Como você exemplificar isso para as novas igrejas?


Quem plantará as igrejas?
Existe um mito, nos dias de hoje, que diz que só crentes qualificados e altamente instruídos podem ser plantadores de igrejas. Assim como as igrejas muitas vezes exigem de seus líderes qualificações inexistentes na Bíblia, elas tendem a fazer o mesmo com respeito aos plantadores de igrejas.

No Novo Testamento, Paulo viajava com companheiros que o auxiliavam na plantação de igrejas. Esses companheiros tinham experiências e nível educacional diversificados. Os novos crentes de hoje precisam saber que podem e devem estar ativamente envolvidos na plantação de igrejas. Eles aprenderão isso se o plantador da igreja servir de exemplo para eles. O plantador de igrejas treinado deve viajar com companheiros que trabalhem ao seu lado no processo de plantação. Esses companheiros devem ser crentes locais de qualquer nível educacional. O plantador de igrejas deseja exemplificar que qualquer pessoa pode se envolver no processo de plantação de igrejas.


Quem pode plantar igrejas?


Como você exemplificar isso para as novas igrejas?
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