Rasto de sangue



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19. Lembremo-nos que os católicos não consideram a Bíblia como a única regra de fé e prática. Eles a admitem como verdadeiramente infalível, mas há duas outras coisas igualmente certas para eles: os "Escritos dos Pais" e os decretos da Igreja (Igreja Católica) ou as declarações infalíveis do Papa.

Desse modo, nunca poderia haver um debate satisfatório entre católicos e protestantes, ou entre católicos e batistas, como também nunca seria possível haver uma base de acordo final. A Bíblia, para os católicos não pode sozinha decidir coisa alguma.


20. Tomemos corno exemplo a questão do "Batismo" e autoridade final para o ato e para a forma. Eles admitem que a Bíblia indiscutivelmente ensina a imersão como única forma. Mas entendem ao mesmo tempo que a infalível Igreja teve perfeito direito de mudar a forma de imersão para aspersão, mas que os outros não têm esse direito ou autoridade que pertence somente à autoridade infalível do Papa.
21. O leitor estará notando por certo, e com surpresa talvez, que eu esteja fazendo muito poucas citações. Estou esforçando deveras por dar aos leitores em pequeno espaço o que houve de importante e essencial em 20 séculos de história religiosa.
22. Cabe justamente aqui uma palavra com referência à Bíblia, durante esses séculos tenebrosos. Lembremo-nos que a Bíblia não era ainda impressa e mesmo não havia papel onde pudesse ser escrita, ainda mesmo que a imprensa tivesse sido inventada. O material usado para escrever constava de pergaminhos, que era extraído de peles de cabras ou de carneiros, e papiros, que constava de polpas te algumas espécies de madeira. Assim, para se imprimir um livro do tamanho da Bíblia nesse material em caracteres de punho escritos com estiletes em lugar de penas (como usamos hoje) seria por certo um enorme volume, talvez maior do que o que algum homem pudesse carregar. Não havia, então, mais do que 30 Bíblias completas em todo o mundo. Eram encontradas muitas porções ou livros da Bíblia, como Mateus, Marcos, Lucas, João, Atos ou algumas das Epístolas ou Apocalipse ou mesmo livros do Velho Testamento. Sem dúvida que um dos maiores milagres em toda a história do mundo - segundo o meu modo de pensar - é a união de pensamento e crença do povo de Deus, no que respeita aos princípios essenciais e vitais do Cristianismo. Naturalmente, que a única explicação para isso está em Deus. Isto nos faz sentir agora como é glorioso o fato de possuirmos um exemplar completo da Bíblia, cada uma na sua própria língua.
23. Seria igualmente proveitoso que pensássemos de um modo especial, sobre um outro fato vital em relação à Bíblia. Ele já foi ligeiramente mencionado em capitulo anterior a este, mas é de tal maneira vital que julgamos prudente repeti-lo aqui. Referimo-nos à atitude tomada pelos católicos no concilio de Toulose, realizado em 1229 A.D., quando decidiram recusar a Bíblia, a Palavra de Deus, aos "leigos", que constituíam a vasta maioria dos católicos. Estou apresentando aqui exatamente o que eles decidiram no seu grande concílio. Recentemente um católico disse-me em particular: "Nosso propósito nisto é impedir a interpretação privada dela". Não é realmente interessante, que Deus tenha escrito um livro para o povo, mas que o tenha feito de tal maneira que ao próprio povo seja vedado le-lo: E, ainda mais, sabendo-se que no dia do juízo a justificação ou condenação do povo será baseada na obediência aos ensinos desse livro. Não se maravilhe, pois, da declaração contida no livro: "Examinais as Escrituras porque vós cuidais ter nelas a vida eterna e são elas que de mim testificam. João 5:39). Tremenda é a responsabilidade assumida pelos católicos.

CAPITULO IV


17o , 18o , e 19o Séculos

1. Este capitulo começa com o inicio do século 17o A.D., ano de 1601. Temos passado rapidamente sobre muitos fatos importantes da história, mas a necessidade nos obrigou a isto.


2. Este período de 300 anos começa com o levantamento de urna denominação inteiramente nova. Podemos asseverar com certeza que alguns historiadores dão o inicio da Igreja Congregacional (primeiramente chamada Independente) como tendo sido em 1602. No entanto, Schaff-Herzogg, na sua Enciclopédia coloca o seu inicio bem antes do século 16, fazendo-o coincidir com o aparecimento dos luteranos e presbiterianos, na grande onda reformatória, quando muitos dos que saíram da Igreja Católica não estavam satisfeitos com os resultados da reforma de Calvino e Lutero. Esses decidiram repudiar o governo eclesiástico e a idéia democrática, conforme o Novo Testamento, e como tinha sido sustentado nos 15 séculos precedentes por aqueles que recusaram entrar na grande hierarquia de Constantino.
O esforço determinado dessa nova organização em uma reforma particular colocou em perigo a cabeça dos seus aderentes, por parte dos católicos, luteranos, presbiterianos e Igreja da Inglaterra - todas igrejas oficializadas. Por outro lado, mesmo os independentes retiveram muitos erros da Igreja Romana, tais como a prática do batismo infantil, aspersão ou ablução por batismo e mais tarde adotaram e praticaram num grau extremo a idéia da igreja ligada ao Estado. Depois de se refugiarem na América, eles mesmos se tomaram cruéis perseguidores.
4. O nome "Independentes" ou como agora chamados "Congregacionalistas", é derivado do tipo de governo que adotam para suas igrejas. Alguns dos pontos distintivos da Igreja Congregacional são dados na Schaff-Herzogg Enciclopédia, como se segue:

(1) Que Jesus Cristo é o único cabeça da Igreja e que a Palavra de Deus é a única regra de fé.

(2) Que as igrejas visíveis são assembléias distintas, de indivíduos piedosos, separados do mundo por puros propósitos religiosos, não se conformando com ele.

(3) "Congregacionalistas", é derivado do tipo de governo que adotam para escolher seus próprios oficiais e manter sua própria disciplina.



(4) Que em relação ou seu regime interno, cada igreja independente da outra e independente do controle do Estado.
5. Quão diferentes são esses princípios daqueles que o Catolicismo, o Luteranismo, o Presbiterianismo ou o Episcopado da (Nota do Trad. - No Brasil a Igreja Congregacional perdeu a sua identidade e forma democrática de governo. Também sofreu várias alterações quanto às doutrinas e praxes, diferenciando-se de outros grupos congregacionais de outras partes do mundo.) Igreja da Inglaterra, sustentam. E, por outro lado, como se assemelham aos batista, de hoje, bem como aos ensinamentos de Cristo e seus Apóstolos!
6. Em 1611 apareceu a versão da Bíblia conhecida como a versão do Rei Tiago. Nunca antes a Bíblia fora tão espalhada entre o povo. Iniciada a disseminação geral da Palavra de Deus entre o povo, começou rápido o declínio do poder papal e o inicio, pelo menos depois de muitos séculos, da idéia de "liberdade religiosa".
7. Em 1648 veio a "Paz de Westfália". Entre outras coisas resultantes deste pacto de paz ressalta-se o a tríplice acordo firmado entre as grandes denominações - Católica, Luterana e Presbiteriana - de não mais perseguir uma à outra. As perseguições entre essas denominações significavam guerra com os governos que as protegiam. Não obstante, todos os demais cristãos, especialmente os Anabatistas, continuaram a receber deles o mesmo e duro tratamento, uma persistente perseguição.
8. Durante todos os 17 séculos as perseguições aos Waldenses, Anabatistas e Batistas (em alguns lugares o Ana começou a ser deixado) continuaram severamente duras. Na Inglaterra, João Bunyan e muitos outros, poderiam testificar das perseguições da Igreja da Inglaterra; na Alemanha a perseguição vinha pelos luteranos; na Escócia pela Igreja da Escócia (Presbiteriana); na Itália, na França e em todos os lugares onde o papado exercia domínio, os perseguidores eram os católicos. Não havia, agora, paz em nenhum lugar para aqueles que não concordavam com as Igrejas que tinham feito o acordo com o Estado, ou ao menos com uma delas.
9. É um fato fora de dúvida, e que parece na história verossímil, que um retrospecto através da História, mesmo até o 4o século, nos há de mostrar que eram chamados Anabatistas, todos aqueles que recusavam aceitar como válido o batismo daqueles que tinham sido batizados na infância! e que recusavam aceitar como válido o batismo daqueles que tinham sido batizados na infância, e que recusavam aceitar a (Chamamos a atenção dos leitores ao fato de que a forma Congregacional acima descrita já não existe entre as Igrejas Congregacionais brasileiras.) doutrina da "Regeneração Batismal" e que rebatizavam todos aqueles que vinham da Hierarquia. Não obstante tendo sido apelidados com outros títulos, agora eram conhecidos somente como "Anabatistas". Já no limiar do seculo 16 o prefixo "Ana" caiu e o nome encurtado para "Batista", caindo gradualmente todos os outros nomes. Evidentemente, se Bunyan tivesse sido chamados "Bunitanitas" ou "Anabatistas". Provavelmente teriam sido chamados por ambos os nomes, como aconteceu a outros que os precederam.
10. 0 nome batista é um apelido e lhes foi dado por seus inimigos. (Se é que não o fora dado legitimamente pelo próprio Salvador, quando Ele se referiu a João, como o "Batista"). Até o dia de hoje o nome batista nunca foi oficialmente adotado por qualquer grupo de batistas. 0 nome, entretanto, se fixou e foi voluntariamente aceito e orgulhosamente recebido. Ele se ajustou perfeitamente. Este foi o nome distintivo do precursor de Cristo, o primeiro a ensinar a doutrina que os batistas agora mantêm.
11. Vou citar um mui significativo parágrafo sobre a "História dos Batistas na Europa", extraído da Enciclopédia de Schaff-Herzogg, vol. 1, pág. 210: "Os batistas apareceram primeiro na Suíça em cerca de 1523, onde eles foram perseguidos por Zwingli e pelos romanistas. Nos anos seguintes, de 1525, eles são encontrados com grandes igrejas inteiramente organizadas, no Sul da Alemanha, Tirol e Alemanha Central. Em todos esses lugares as perseguições os fizeram sofrer amargamente".
(Nota: - Tudo isto é anterior à fundação, das igrejas protestantes - Luterana, Episcopal, e Presbiteriana).
Continuamos a citação:
"A Morávia prometeu um lar com maior liberdade e para lá muitos batistas emigraram, se bem que para serem decepcionados. Depois de 1534 os batistas eram numerosos no Norte da Alemanha, Holanda, Bélgica e nas províncias onde os celtas predominavam. Eles cresceram ainda durante o governo de Alba (refere-se o autor ao tirano que conhecemos como Fernando Alvares de Toledo - Nota do Trad.) governador dos países baixos onde desenvolveram um maravilhoso zelo missionário". (Note a "Zelo missionário". E há quem diga que os "Hardshells" são os primitivos batistas).

De onde pois, esses batistas vieram? Não saíram da Igreja Católica durante a Reforma. Eles tinham grandes igrejas, antes da Reforma.


12. Como uma matéria de considerável interesse, notemos as mudanças religiosas na Inglaterra com o passar dos séculos: E O Evangelho foi levado à Inglaterra pelos apóstolos e o selo apostólico permaneceu na sua religião até depois da organização da Hierarquia no início do quarto século até depois da organização da Hierarquia no início do quarto século, e realmente, por mais um século. O Evangelho foi sendo absorvido pelo poder da Hierarquia a qual ia rapidamente se desenvolvendo na Igreja Católica. Assim permaneceu corno a religião do Estado, até o cisma que ocorreu entre 1534-35, durante o reinado de Henrique VIII. Neste tempo foi chamada a Igreja da Inglaterra. Dezoito anos mais tarde, (1553-58), durante o reinado da rainha Maria (Maria Sanguinária) a Inglaterra voltou a prestigiar os católicos, correndo o sangue nos 5 anos deste período. Subiu ao trono Elizabete, que era meio-irmã de Maria, filha de Ana Bolena, a qual subiu ao trono em 1558. Os católicos foram novamente derrotados e novamente a Igreja da Inglaterra tornou ao poder. Assim a situação permaneceu por quase um século, até que a Igreja Presbiteriana tomou por um pouco de tempo a ascendência, quando pareceu que ela poderia bem se tornar a Igreja do Estado da Inglaterra, como na Escócia. Todavia, seguindo ao tempo de Oliver Cromwell, a Igreja da Inglaterra tornou a seu próprio lugar e continuou então como Igreja oficial até hoje.
13. Notemos o gradual abrandamento das condições religiosas na Inglaterra, das difíceis e terríveis perseguições por parte da Igreja Oficial, por mais de um século.

(1) O primeiro ato de tolerância veio em 1688, 154 anos depois do início dessa Igreja. Este ato permitiu o culto por parte de todas as denominações existentes na Inglaterra, com exceção de duas: - os católicos e os Unitarianos.


3 Nota do Tradutor - Os "Hardshells" constituem um grupo de crentes que se dizem batistas, mas que não apoiam o trabalho de missões estrangeiras. (2) O segundo ato de tolerância veio em 1778, 89 anos mais tarde. Nesse ato foram incluídos como livres para o exercício do culto, também os católicos. Todavia, os Unitarianos ainda continuaram impedidos.

(3) O terceiro ato de tolerância veio em 1813, isto é, trinta e cinco anos mais tarde. Por este ato, foi dada liberdade aos Unitarianos.

(4) Entre 1828-29 foi promulgado o que é conhecido como "Test Act' (Ato de prova) o qual deu aos dissidentes (todos os grupos religiosos que estavam em desacordo com a Igreja da Inglaterra) acesso aos cargos públicos, bem como ao Parlamento.

(5) Em 183647 e também em 1844, vieram os atos de "Registro" e "Casamento", pelos quais foram considerados legais os batismos e casamentos feitos pelos dissidentes.

(6) A "Reform Bill" (ato de libertação) veio em 1854. Por esse edital foram abertas as portas das Universidades de Cambridge e Oxford a todos os estudantes dissidentes. Até esse tempo os filhos dos dissidentes não possuíam o direito de acesso em nenhuma das grandes instituições.
14. Desse modo, foi a marcha do progresso da idéia da liberdade Religiosa na Inglaterra. Mas cremos ser perfeitamente correto afirmar-se que a liberdade religiosa não pode vir em qualquer país, enquanto nele houver uma igreja oficial. Na melhor das hipóteses, pode haver nesses países tolerância religiosa, o que certamente está ainda bem distante da verdadeira liberdade religiosa. Enquanto uma denominação entre várias, num determinando país, é amparada pelo governo com exclusão de todas as outras, este favoritismo e proteção elimina a possibilidade da absoluta liberdade e igualdade religiosa.
15. Muito próximo do início do século 18, nasceram 3 membros na Inglaterra, os quais estavam destinados a deixar no mundo uma profunda e indestrutível impressão. Esses rapazes eram João e Carlos Wesley e George Whitfield. João e Carlos Wesley nasceram em Epworth (e daqui vem a sugestão para a expressão "Confederarão de Epworth"), o primeiro em 28 de junho de 1703 e o segundo a 29 de março de 1708.

George Whitfield nasceu em 27 de dezembro de 1714 na cidade de Gloucesester. A história dessas três vidas não pode ser narrada aqui, se bem que sejam dignas de serem contadas e recontadas. Esses três jovens tornaram-se os pais e fundadores do Metodismo. Eram todos três, membros da Igreja da Inglaterra e todos três estudavam para o ministêrio, se bem que não houvessem sido ainda convertidos (o que era muito comum entre os elementos do clero inglês. Lembremos, todavia, que nesse tempo os pais freqüentemente, se não usualmente, decidiam sobre a profissão ou linha de vida a ser seguida pelos filhos). Aqueles jovens se converteram mais tarde, genuína e maravilhosamente.


16. Eles não parece terem tido o desejo de fundar uma nova denominação. Porém se nos afiguram cheios de desejo e realmente empenhados num revivamento da pura religião e uma genuína reforma espiritual na própria Igreja da Inglaterra. Por esse ideal lutaram na Inglaterra e na América. As portas de suas próprias igrejas logo foram fechadas a eles. Seus serviços eram freqüentemente realizados ao ar livre, ou em casas particulares ou especialmente quando dirigidos por Whitfield, nas casas de reunião das outras denominações. A eloqüência de Whitfield atraía grandemente a atenção por toda parte onde ele ia.
17. A data definitiva da fundação do Metodismo é difícil de ser determinada. Indubitavelmente o Metodismo é mais velho do que a Igreja Metodista. Seus três fundadores foram chamados metodistas, antes que deixassem o Colégio. As primeiras organizações criadas por esses homens, eram chamadas "Sociedades". Sua primeira conferência anual foi realizada na Inglaterra em 1744. A igreja Metodista Episcopal, foi organizada definitivamente na América em Baltimore no ano de 1784. Seu crescimento tem sido realmente maravilhoso. Mas, quando eles saíam da Igreja da Inglaterra, ou da Igreja Episcopal, trouxeram um grande número de erros da Igreja mãe e da Igreja avó. Por exemplo, o governo episcopal da Igreja (governo exercido por bispos). Este é o ponto de base para muitas guerras internas e divisões havidas no seio da igreja, e por causa dele estão destinados a enfrentar ainda outras tantas. O batismo infantil e a aspersão com forma de batismo etc. mas há uma outra grande coisa que eles trouxeram de lá e possuem - uma genuína concepção da religião espiritual.
18. Em 12 de setembro de 1788, nasceu em Antrium, Irlanda, um menino que havia de criar nos anos seguintes, uma completa transformação religiosa em algumas partes do mundo, tendo se tornado o fundador de uma nova denominação religiosa. Este menino chamava-se Alexandre Campbell. Seu pai era um ministro presbiteriano. Chamava-se Thomaz Campbell e veio para a América em 1807. Alexandre, o filho, que estava então no colégio, veio mais tarde. Tendo mudado de ponto de vista eles deixaram os presbiterianos e organizaram um corpo independente, ao qual chamavam a "Associação Cristã", conhecida como "The Brush Run Church". Em 1811 eles adotaram a imersão como batismo, tendo conseguido persuadir um pregador batista de os batizar, se bem que o tivessem feito entender que eles não estariam unidos por isso à Igreja Batista. O pai, mãe e Alexandre foram todos batizados. Em 1813 essa igreja independente uniu-se à Associação Batista de Red Stone. Dez anos mais tarde, por causa da controvérsias continuaram a se levantar e eles deixaram essa segunda associação. É de direito dizer-se que eles nunca foram batistas, nem tenho visto documentos que digam terem eles em algum tempo se mostrado batistas ou dito que o eram.
19. Seríamos injustos à história cristã e, especialmente à historia dos Batistas, se não disséssemos algumas palavras a respeito de João Bunyan. Em muitos aspectos é o pregador batista João Bunyan um dos mais célebres homens da história inglesa e mesmo da história do mundo. João Bunyan, que esteve preso 12 anos em Bedford, Inglaterra. João Bunyan, que enquanto preso escreveu o mais famoso e o mais lido livro depois da Bíblia - "O Peregrino". João Bunyan, um dos mais notáveis exemplos de sofrimento e perseguição por amor do Cristianismo.

E a história de Maria Bunyan, filha cega de João Bunyan, que deveria estar na biblioteca de cada Escola Dominical. Há muitos anos que ela estava fora de circulação. Mas creio que agora foi impressa novamente. Eu quase posso desafiar a qualquer homem ou mulher, menino ou menina, a ler essa história e

conversar os olhos enxutos!
20. Uma outra coisa que mereceria ao menos algumas poucas palavras nestas linhas, é o que diz respeito a Gales e aos batistas de lá. Uma das mais sensacionais histórias na literatura cristã é a história dos Welsh Baptists (Os Batistas de Gales). Os Batistas dos Estados Unidos devem mais aos Batistas de Gales, do que eles próprios pensam. Algumas igrejas batistas completamente organizadas, emigraram de uma vez de Gales para os Estados Unidos. (Orchard p. 21-23; Ford Chap. 2).
21. A História do começo do Cristianismo em Gales é extremamente fascinante, e dela isto parece ser verdade. Começa no Novo Testamento (At. 28:30-31; II Tim. 4:21). A história de Cláudio e Pudens, sua visita a Roma, sua conversão depois de ouvir uma pregação de Paulo, trazendo na volta o Evangelho a Gales, sua Pátria, é altamente interessante. Paulo estava pregando em Roma em cerca de 63 A.D. Logo depois, Cláudio, Pudens e outros, entre os quais os dois pregadores, trouxeram o mesmo Evangelho para a Inglaterra, especialmente para Gales. O quão poderosamente os Batistas de Gales têm ajudado aos Batistas da América, dificilmente poderá ser avaliado.

CAPÍTULO V

A Religião nos Estados Unidos

1. Através do Espanhol e de outras raças latirias, que professam o catolicismo, vieram os primeiros representantes da religião cristã, nas Américas Central e do Sul. Na América do Norte, a exceção do México, o catolicismo nunca conseguiu dominar. No território atualmente ocupado pelos Estados Unidos, exceto em algumas partes que eram no tempo da colonização pertencentes ao México, os católicos nunca conseguiram se tornar bastante fortes, não obstante tem tido sua religião estabelecida por lei.


2. O início do período colonial data do princípio do século 17, quando os primeiros grupos de colonizadores se estabeleceram na Virgínia e um pouco mais tarde no território hoje conhecido como "Estados de Nova Inglaterra". As religiosas, ou melhor dizendo, as irreligiosas perseguições na Inglaterra e no Continente, estavam, ao menos entre as principais razões que motivaram o estabelecimento das primeiras colônias nos estados Unidos. Dentre os primeiros grupos de emigrantes, não se incluindo o "Jamestown" (1607) e os emigrantes conhecidos como "Puritanos" que eram "Congregacionalistas". O Governador Edicott dirigia aquela colônia. O outro grupo era dos Presbiterianos. Entre esses dois grupos existia, todavia, um grupo de cristãos com pontos de vista diferentes, os quais buscavam abrigar-se da perseguição.
O RASTO DE SANGUE

NA AMÉRICA DO NORTE



3. Os refugiados Congregacionalistas e Presbiterianos estabeleceram colônias diferentes e dentro desses territórios criaram leis próprias e peculiares a seus pontos de vistas religiosos. Em outras palavras, o Congregacionalismo e o Presbiterianismo mantinham, pela lei, seus pontos de vista. Isto trazia a exclusão absoluta de todas as demais religiões. Eles que havia fugido de Mãe Pátria com as marcas sanguinolentas da perseguição, buscando estabelecer um lar de liberdade para si mesmos, logo depois de se estabelecerem em suas próprias colônias e de receberem a autoridade na nova terra, negaram a liberdade religiosa aos outros, e praticaram contra eles os mesmos métodos terríveis de perseguição, ESPECIALMENTE PARA COM OS BATISTAS.
4. As Colônias de Virgínia e Carolina do Norte e do Sul foram povoadas em sua maior parte por aderentes da Igreja da Inglaterra. Os pontos de vista religiosos da Igreja da Inglaterra foram estabelecidos nessas colônias. Assim, na nova terra da América, onde havia muitos Congregacionalistas, Presbiterianos e Episcopais os quais vieram ali em busca do privilégio de adorar a Deus conforme os ditames da sua própria consciência, havia desde cedo três Igrejas Oficiais. Não existia liberdade religiosa para qualquer exceto para aqueles que haviam conseguido o poder governamental. Os filhos de Roma estavam seguindo as pegadas sanguinolentas de sua mãe. Sua reforma estava ainda longe de ser completa.
5. Entre e os imigrantes da América vieram também muitos I batistas que se achavam dispersos (alguns deles ainda chamados anabatistas). Havia provavelmente, em cada um dos navios que ] vinham da Europa para a América, alguns batista. Eles vieram j em grupos relativamente pequenos e nunca em grandes grupos. Não teria sido permitido a eles virem desta forma. Todavia eles continuavam vindo. Antes das colônias se estabelecerem definitivamente, os batistas eram numerosos e espalhados por toda parte. Logo, entretanto, começaram a sentir o peso de mãos das ' três igrejas oficiais. Por causa da terrível ofensa de "pregar o Evangelho" e de "rejeitar o batismo para suas criancinhas", por "combater o batismo infantil" e coisas parecidas que a consciência batista rejeitava, por causa disto, foram eles intimados, presos, multados, chicoteados e até banidos de suas propriedades. Tudo isto aqui na América do Norte. De muitas fontes darei umas poucas ilustrações.
6. Antes que a Colônia de "Massachussetts Bay" atingisse 20 anos, tendo a Igreja Congregacional como Igreja do Estado, já haviam sido estabelecidas leis contra os batistas e outros. O exemplo que segue é a amostra de uma dessas leis: "É ordenado e aceito, que qualquer pessoa ou pessoas desta Jurisdição, que abertamente condene ou se aponha ao batismo infantil ou que secretamente induza outros que o aprovem a negá-lo, ou que propositadamente saia da congregação, durante o ato de administração da ordenança, depois de determinado tempo de condenação - cada uma dessas pessoas ou pessoa será banida da colônia". Esta lei foi legislada especialmente contra os batistas.

7. Roger Williams, e outros foram expulsos desta colônia pelas próprias autoridades. Uma expulsão na América, por aquele tempo, significava algo de desesperadamente sério. Significava ser lançado no meio dos índios. Uma vez expulso Williams foi recebido gentilmente no meio dos índios e viveu muito tempo entre eles. Depois de ser expulso ele trouxe uma grande bênção à colônia que o banira. Salvou-a da destruição planejada por aquela tribo que o acolhera. Desta forma ele retribuiu o mal com o bem.

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