Reflexões sobre o estágio Supervisionado e a ação docente



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Reflexões sobre o estágio

Supervisionado e a ação docente

4ª edição

Revista e ampliada








Maria Socorro Lucena Lima

Neste livro A hora da prática – reflexões sobre o estágio supervisionado e a ação docente, autora e colaboradores fazem uma incursão teórica sobre a importância e o significado da prática de ensino/estágio supervisionado/ação docente. Tal esforço reflexivo visa a contribuir para o movimento nacional sobre formação do educador.

Os textos de especialistas procuraram fomentar a discussão acerca dos compromissos políticos, sociais, culturais e históricos da universidade, dos cursos de formação, dos professores e dos alunos. O esforço em demarcar um novo paradigma para a prática de ensino/estágio supervisionado/ação docente mostra-se provocativo e profundamente enriquecedor.
A reflexão teórica trazida por esses textos está voltada para o Estágio Curricular, fenômeno educativo de crescente complexidade da pesquisa no campo educacional.

As idéias trabalhadas apóiam-se em estudos que indicam o “processo reflexivo” como um dos caminhos para a formação docente. Dessa forma, contribuem também para o nosso processo de autoformação enquanto professor.

Compreendemos que o intercâmbio de idéias e a troca de experiências pedagógicas, fundamentados nessa teoria têm estabelecido, direta ou indiretamente, um elo entre os professores de Prática de Ensino em diferentes Licenciaturas ou Programas de Formação de Educadores.

Maria de Jesus de Oliveira

Maria Marina Dias Cavalcante

Rosilmar Alves

(Professores de prática de Ensino na UECE)


APRESENTAÇÃO

Essa coletânea de reflexões retrata diferentes momentos pedagógicos da minha trajetória, na condição de professora orientadora do Estágio Superior e Prática de Ensino nos cursos de formação de professores. São elaborações construídas na relação entre teoria e prática, nas várias aprendizagens que o trabalho de professorar me propicia.

É um tecido composto do entrelace de ensinante-aprendiz, em que a teoria ilumina a prática e esta ressignifica a teoria. É um artesanato elaborado pela relação estabelecida entre mim e meus alunos no decorrer dos anos, numa trajetória docente, que vem da região do Cariri ao litoral. A construção desse conhecimento carrega também as marcas do tempo e das condições objetivas em que esse trabalho se realizou e se realiza. Tento, dessa forma, discutir o argumento tão comum nos cursos de formação do magistério; na minha prática, a teoria é outra. Por outro lado, trago para leitura e debate com os professores do ensino fundamental e médio as reflexões dos estudos e pesquisas que venho realizando no campo de formação de professores contrariando, assim, a premissa de que as dissertações e teses dos pesquisadores são das prateleiras.

Esse caminho, não o faço sozinho. Outros professores companheiros no sentido mais profundo da palavra companheiro (aquele que come junto o mesmo pão), participam dessas reflexões e dessa caminhada. É uma grande alegria estar nesse debate com Patrícia Holanda, da Universidade Estadual do Vale Acaraú; Maria de Lourdes Brandão, da Universidade Federal do Ceará, Meirecele Calíope, da UECE/UFC, e com os amigos Pérsio Nakamoto e Zuleide Ferraz, que estiveram participando comigo de elaborações teóricas e projetos em São Paulo, na época do doutorado.

O fato de estarmos com o pe no chão da sala de aula, de conviver com os mesmos problemas, medo, ousadias e desafios, nos une e nos fortalece. Nossa história poderia ser a história de cada professor que tenha a oportunidade de fazer das nossas idéias e dos nossos textos pretextos para a reflexão.

O lançamento da quarta edição de A hora da prática é para nós motivo de grande alegria. Esse livro tem um caminho próprio para dialogar com as pessoas não apenas os professores e alunos dos Cursos de Licenciatura em vivência de Estágio Supervisionado. Essa aceitação tem ensinado-me uma lição: somos estagiários da vida e aprendizes da prática docente.

Os textos foram escritos em realidades e tempos históricos diferentes. Pense que seria importante contar um pouco sobre a história de cada um, em notas de rodapé, para marcar esta nova edição.

A cada reedição do livro A hora da prática volto a surpreender-me pelo caminho próprio que ele tomou em relação ao público. E me encanto com o movimento que se fez a partir daquela idéia de juntar alguns textos mimeografados e depois digitados, notas, relatos de experiências, reflexões que foram crescendo comigo na trajetória docente em um livro.

Não posso deixar de expressar minha gratidão aos colegas professores, meus companheiros de estrada, que conversam comigo por meio de texto e nas palavras escritas estabelecem o milagre do diálogo pedagógico.

Para esta edição, acrescento mais um texto: “O estágio que tem como fundamento o trabalho como princípio educativo. É outro pretexto para continuarmos nossa conversa em busca de alternativa que possam contribuir para uma formação de professores da melhor qualidade”.



PREFÁCIO

Querida Socorro,

Ao prefaciar o seu livro A hora da prática: reflexões sobre o estágio supervisionado e a ação docente, que trata sobre ação docente do ponto de vista dos formadores e dos formandos, traduzindo suas idéias, práticas, estudos, trocas e reflexões, dei-me conta de que esse público é histórico por vários aspectos: ela é a primeira da parceria de co-edição entre a Universidade Estadual do Ceará - UECE, no seu jubileu de prata, e a Fundação Demócrito Rocha e por estar voltada para programas de formação de professores, consolidando a política do Centro de Educação de incentivar a produção acadêmico no âmbito da educação.

O lançamento da quarta edição constitui-se, portanto, em um incentivo e encorajamento a todo o corpo docente do Centro à criação, produção, pesquisa e publicação de obras.

Refletindo sobre seu trabalho reportei-me a Rubem Alves em conversas com quem gosta de ensinar quando faz referência às “profissões extintas ou em extinção” (1985, p. 11) como os tropeiros, os médicos de antigamente, os boticários, os caixeiros-viajantes e os educadores. Vi em você aquela figura do educador “como fundador de mundo, mediador de esperança, pastor de projetos” (1985, p. 26), na analogia feira do educador com as árvores, que revelam o seu habitat, têm cidadania, seu mundo específico, mistério, personalidade e até alma como acreditavam os antigos.

Podemos encontrar nesta publicação reflexão sobre diversas questões, distribuídas ao longo dos seguintes textos:

No texto “Nosso jeito de caminhar pelo estágio supervisionado”, recorrendo à afirmativa de Pimenta (1994, p. 21) segundo a qual “atividade docente é práxis”, você explica que o estágio é uma espécie de teoria e prática juntas visando à reflexão docente. A seguir, “por que Estágio Supervisionado para quem já exerce o magistério?” evidencia que os profissionais em formação podem ter o estágio, como um lócus de estudo de suas práticas e troca de experiências continuadamente.

O “estágio supervisionado, como mediador entre a formação inicial do professor e a educação continuada”, sabiamente extraído de sua dissertação de mestrado, tem como base teórica o trabalho como categoria fundante de ser social. Valendo-se de revisão bibliográfica sobre formação de professores e de experiências de sala de aula com alunos estagiários, foi trabalhada concepção de estágio que explica a práxis docente na mediação entre a formação inicial do professor e educação continuada. “O professor e o trabalho coletivo” fala da importância do professor sentir-se co-autor da vida da escola para a construção de práticas coletivas, para melhor desempenho da função da escola. Nele você expressa sua rica experiência de educadora que é.

Seguindo “O bom professor nos filmes”, você mostra-nos películas que têm o professor como foco principal e faz uma profícua reflexão sobre o bom professor, valendo-se dos ensinamentos de Maria Isabel Cunha e do grande mestre Paulo Freire.

“O estágio como investigação da prática” é um repasse do estágio em três momentos: a hora da prática, aproximação da realidade e investigação da prática docente. Com maestria, você convida-nos a um passeio pedagógico. “As coisas comuns nem sempre são banais” conduzem-nos a reflexões sobre uma experiência de estágio. Abordam problemas corriqueiros que podem ser transformados em grandes lições pedagógicas e humanas.

Finalizando com o “estágio supervisionado como estratégia de integração entre a universidade e a comunidade: uma reflexão sobre a experiência de minicursos”, você trabalha a importância das atividades do estágio dentro da comunidade, a partir de uma experiência realizada com os alunos da UECE em Quixadá, por meio de minicursos em diferentes localidades e sobre diferentes temáticas. Dessa forma, o estágio não é o único, mas é o espaço por excelência onde o ensino, a pesquisa e a extensão concretizam-se.

Como contribuições ao elenco de reflexões aqui disponibilizadas vamos ainda encontrar as das professoras Meirecelle Calíope Leitinho, Patrícia Helena Holanda e Maria de Lourdes Brandão sobre a temática abordada. O leitor está, pois, convidado a conhecer em profundidade essa obra e acompanhar os olhares sobre um tema de tanta significação para a formação de educadores – o estágio. Tantas e quantas perguntas e dúvidas são levantadas sobre o tema. Concluindo com o pensamento de Rubem Alves que será necessário acordá-los do seu sono por um ato de amor e coragem, pois “acordados certamente repetirão o milagre da instauração dos novos mundos”.


Lúcia Helena Fonseca Grangeiro

DIRETORA DO CENTRO DE EDUCAÇÃO




Catálogo: conteudos
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