Reforma Protestante



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Reforma Protestante
Ruptura ocorrida no interior da Igreja Católica, levando a Constituição de novas religiões, genericamente chamadas de protestantes.
*Antecedentes: Ocorriam abusos no clero. A burguesia se fortaleceu e apoiava a reforma devido á economia católica do “preço justo” que era um obstáculo para o comércio. Surgiu uma nova mentalidade ( renascimento cultural) e, além disso, a formação dos Estados Nacionais enfraqueceu a igreja.
* A Reforma: John Wycliff, professor da universidade de Oxford, na Inglaterra, lançou uma série de ataques contra a igreja, denunciando a imoralidade e o poder do Clero. Vários seguidores de Wycliff propagaram suas idéias pela Europa, destacando-se Johan Huss, que tentou associar as idéias da reforma com a autonomia política de Boêmia.

Outro fato contra a Igreja foi a influência do pensamento humanista, principalmente com a obra de Erasmo (Elogio da Loucura), que criticava a luxuosa vida do Clero e combateu a cultura escolástica propondo uma verdadeira reforma.

- Rei queria poder, nobreza queria as terras da Igreja. Burguesia queria mais liberdade comercial. Camponeses queriam retorno ao primitivo cristão.
Martinho Lutero
Com o apoio de alguns príncipes alemães, Lutero passou a pregar que a salvação da alma dependia apenas da fé, e não das práticas religiosas ou donativos á Igreja. No inicio do século XVI, o Papado iniciou a venda de indulgências em toda a Europa. Na Alemanha o papado encarregou o monge Tetzel para esse comércio. Martinho Lutero foi contra esse abuso, elaborou as 95 Teses e as fixou na porta da Igreja. Nelas, denunciava publicamente as irregularidades do Clero.

Em pouco tempo, Lutero conquistou inúmeros adeptos á sua causa entre todas camadas sociais, como os burgueses, os homens livres das cidades e os camponeses e principalmente a nobreza alemã, que cobiçava a terra da Igreja na Alemanha.

Em 1520, a Igreja Romana excomungou Martinho, que mais tarde acabou condenado a prisão, da qual somente escapou graças á ajuda do Príncipe de Saxe, que o abrigou em seu castelo. Neste período de exílio, Lutero traduziu a Bíblia para a língua alemã e delineou os princípios que levariam a formação da nova igreja. Entre os principais pontos da Doutrina Luterana podemos destacar: livre interpretação da Bíblia, Bíblia e culto no idioma local, fim do celibato, preparação dos pastores e manutenção do batismo e casamento.

Os princípios de Lutero atingiram toda a sociedade alemã, gerando uma série de revoltas. As agitações levaram o Imperador Carlos V a admitir a prática do Luteranismo na Alemanha, que limitou a nova religião, que limitou a nova religião nos estados onde já existiam, proibindo a sua propagação para os Estados Católicos. Cinco príncipes e 14 cidades protestaram. Para não romper o cristianismo europeu ocidental, o Imperador Carlos V convocou Lutero para a Dieta de Augusburgo. Na impossibilidade de um acordo o Imperador decidiu pela luta armada, porém ele foi derrotado e substituído por Fernando I, que assinou a paz de Augusburgo, que determinava que a religião do príncipe seria a religião do principado.



Calvinismo
Inspirado no Luteranismo alemão, o francês João Calvino publicou uma obra chamada Instituição Cristã. As criticas que fazia a Igreja levaram sua família a excomunhão, obrigando-o a refugiar-se na Suíça.

Suas pregações obtiveram rápido sucesso em Genebra, onde conquistou a posição de chefe político e religioso. O culto e as praticas religiosas estabelecidas pelos calvinistas eram simples, resumindo-se apenas no comentário da Bíblia, preces e cantos. Não se admitiam imagens e só se aceitavam os sacramentos da eucaristia e do batismo. Os pastores não eram tidos como intermediários entre Deus e os homens, mas simples fiéis encarregados da pregação e das preces.

Defendendo o Principio da Predestinação, Calvino via no sucesso econômico a indicação divina dos escolhidos para a salvação eterna. Defendia a burguesia e o comércio e dizia que o homem rico era escolhido por Deus.
Anglicanismo
Henrique VIII não permitiu a adoção de idéias calvinistas ou luteranas. Porém, solicitou ao Papa o divorcio de Aragão para desposar-se com Ana de Boena.

Diante da negativa do Papa, rompeu com Roma e formou a Igreja Anglicana, onde o chefe supremo era o próprio rei. Anulou seu casamento, casou-se mais 7 vezes e perseguiu católicos e calvinistas. O Anglicanismo resultou de uma mistura do culto católico e da doutrina calvinista. Conservou a hierarquia episcopal e as cerimônias do catolicismo, juntamente com as idéias luteranas da salvação pela fé e da livre interpretação da Bíblia.



* Confiscou as terras e riquezas católicas.


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