Reinaldo Rodrigues Camacho Reinaldo Guerreiro



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Fonte: Guerreiro (1996:53)
Não é objetivo desse trabalho discorrer sobre cada um dos princípios, mesmo porque são auto-explicativos e de fácil entendimento, mas é interessante destacar que no sentido de otimizar a produção, esses princípios apresentados pela Teoria das Restrições estão relacionados com os conceitos de ganho, inventário e despesas operacionais, e objetivam, fundamentalmente, o alcance da meta da empresa.

Tendo discorrido à cerca da Teoria das Restrições o suficiente para entender sua lógica e funcionamento, retoma-se o objetivo desse trabalho: Comprovar a Teoria das Restrições com alternativa válida para tomada de decisões em empresas prestadoras de serviços, mais especificamente, entidades hospitalares.




6. APLICAÇÃO DA TEORIA DAS RESTRIÇÕES A SERVIÇOS HOSPITALARES

De acordo com a teoria de Goldratt, qualquer empresa, desde que tenha uma meta, não importa o setor da economia onde esteja inserida, terá pelo menos uma restrição.Caso isso não fosse verdade, os lucros da empresa seriam infinitos, salienta Goldratt. Diante disso, conclui-se que a Teoria das Restrições, embora tenha surgido em um ambiente industrial, não é exclusividade desse setor.

Portanto, entende-se que a Teoria das Restrições pode ser aplicada com êxito em qualquer tipo de empresa, inclusive em entidades prestadoras de serviços.


6.1 Entidades hospitalares
As primeiras instituições hospitalares surgiram no Brasil na época do seu descobrimento pelos portugueses. A idéia do cristianismo, da caridade, e do amparo às pessoas com dificuldades, estava presente nos primeiros hospitais brasileiros, e desde então, são reconhecidos como recursos indispensáveis à comunidade. Segundo Martins (2002:17), a forma de assistência utilizada teve origem no movimento iniciado na Idade Média na Itália e denominada de Misericórdias, que tinham como propósito amparar as pessoas com dificuldades diversas.

A primeira Santa Casa de Misericórdia do Brasil, foi fundada por Braz Cubas na cidade de Santos, no Estado de São Paulo. A partir daí espalharam-se por muitas cidades brasileiras dedicando-se ao serviço de assistência à saúde.

Do ponto de vista econômico, financeiro e social, o hospital é uma empresa como as demais pertencentes a outros setores da economia. Possuem ativos, passivos, despesas e receitas que precisam ser administrados de forma eficiente para garantir sua continuidade como empresa, gerando recursos que remunerem adequadamente os fatores trabalho e capital do acionista e a comunidade, além de permitir acompanhar os avanços tecnológicos da medicina, e manter ou ampliar suas instalações.

Assim, o sucesso da administração hospitalar reside em aproveitar da melhor forma possível os recursos estruturais, humanos e de clientes, notadamente os restritivos, requerendo para tal intento que cada estratégia operacional seja direcionada no sentido do alcance da meta da empresa que é ganhar mais dinheiro.

O estudo empírico foi desenvolvido em uma entidade prestadora de serviços hospitalares que é caracterizada a seguir. Constituída em 1986, a entidade objeto de pesquisa é uma sociedade anônima de capital fechado com um faturamento anual aproximado de 8 milhões de reais. Possui 8 mil metros quadrados de área construída, 7 salas de cirurgia sendo 2 exclusivamente para obstetrícia e 80 leitos. O corpo clínico é composto por médicos de diversas especialidades, todos acionistas do hospital, além de 270 funcionários distribuídos nas áreas de assistência ao paciente, apoio e administração.

O hospital oferece, dentre outros, os seguintes serviços: centro cirúrgico e obstétrico; UTI; Pronto socorro; Laboratório de anatomia patológica; Laboratório de análises clínicas; Raios-X; Tomografia Computadorizada; Ressonância Magnética; Ultra-sonografia; Psicologia hospitalar; Fisioterapia; Hemodinâmica; e Cirurgia cardíaca.

Tratando-se de um hospital que oferece vários tipos de serviços à comunidade é possível que em muitos deles se encontrem restrições que estejam prejudicando o alcance da meta da empresa. Contudo, com o objetivo de demonstrar a aplicação da Teoria das Restrições, a observação empírica delimita-se à Unidade de Internamentos do hospital.

A unidade de internamentos possui 80 leitos distribuídos em 50 apartamentos categoria Standard e Luxo. A Tabela 1 apresenta a distribuição atual dos leitos por tipo de apartamento.


Tabela 1 - Distribuição dos leitos por categoria de apartamento

Categoria
Apartamentos

Número de leitos

Total de leitos

Standard

15

3

45

Luxo

35

1

35

Total

50




80

    1. Premissas básicas da pesquisa empírica





  • Existe uma demanda de mercado maior que o setor de internamentos pode atender.

  • Os pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) sempre utilizam apartamentos Standard.

  • Os pacientes particulares e os de planos de saúde utilizam tanto apartamentos Standard como Luxo.

  • Os apartamentos Standard possuem 03 leitos cada e não é permitida a permanência de acompanhantes fora dos horários de visita.

  • Os apartamentos luxo possuem 1 leito, além de aposentos para o acompanhante, televisor, frigobar e aparelho de ar-condicionado.

  • Todos os apartamentos possuem área de 20 metros quadrados.


    1. Situação atual da unidade de internamento pesquisada

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