Reinaldo Rodrigues Camacho Reinaldo Guerreiro



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O resultado negativo de $(1.657) é a contribuição da Unidade de Internamentos, que somado à contribuição das demais áreas do hospital, e deduzidos os custos e despesas estruturais, formarão o resultado global da empresa.




    1. Aplicando a Teoria das Restrições



1º Passo: Identificar as restrições do sistema
A tarefa de identificar as restrições do sistema requer um estudo detalhado de todo o sistema. O caso em questão, num primeiro momento, pelo fato de existir demanda de mercado maior que o número de leitos disponíveis, pode deixar transparecer que o recurso restritivo seja o número de leitos. No entanto, analisando mais detalhadamente o caso, percebe-se que isso não é verdade.

Nesse caso, a seguinte análise deve ser feita: Uma diária particular em um apartamento luxo contribui com uma margem líquida de $84,70. Por outro lado, uma diária particular em um apartamento Standard contribui com $31,50 individualmente, porém, como são três leitos no apartamento, a margem total do apartamento é de $94,50. Portanto, embora individualmente, a margem líquida do apartamento Standard seja menor que o luxo, é mais vantajoso para a empresa priorizar as diárias dos apartamentos Standard tanto particulares como planos de saúde.

Dessa forma, quanto mais leito por apartamento melhor. Entretanto, como existe um limite no número de leitos por apartamento, e considerando-se que todos possuem a mesma área, ou seja, 20 metros quadrados, conclui-se que o recurso restritivo é o número de apartamentos.

Contudo, se priorizar um produto que possui a maior margem líquida individual não garante um melhor resultado geral para a empresa, e se o gargalo é o número de apartamentos, surge a seguinte questão: Qual categoria de apartamento contribui de forma mais positiva para o alcance da meta global da empresa?

A resposta a essa questão é respondida no passo 2 através da margem de líquida por fator limitativo.

2º Passo: Decidir como explorar as restrições do sistema

A Tabela 4 demonstra a margem líquida por fator limitativo, ou seja, por apartamento:

Tabela 4 – Margem líquida por fator limitativo – por apartamento

 

SUS

Plano de Saúde

Particulares
Tipo de apartamento

Standard

Luxo

Standard

Luxo

Standard

Leitos por apartamento

3

1

3

1

3

Margem liquida unitária

(6,80)

52,00

19,35

84,70

31,50

Número de leitos

3

1

3

1

3

MLu gargalo (*)

(20,40)

52,00

58,05

84,70

94,50

Priorização











(*) Multiplicar a Mlu pelo número de leitos do apartamento

 

 

Analisando novamente as margens líquidas, agora por fator restritivo, o SUS que já apresentava margem negativa continua em último lugar, evidentemente. No entanto, houve alterações nas demais posições, a saber: O Luxo/Particular passou de 1º para 2º; o Standard /Particular passou de 3º para 1º; o Luxo/Plano de Saúde passou de 2º para 4º e finalmente o Standard/Plano de Saúde passou de 4º para 3º.

Percebe-se que o fator que faz a diferença é o número de leitos por tipo de apartamento. Nessa mesma linha de raciocínio, admita-se, apenas como hipótese, que uma diária do SUS apresentasse margem positiva de $20, e admita-se ainda que fosse possível colocar até 4 leitos em um único apartamento. Nesse caso, um apartamento Standard/SUS teria uma margem líquida de $80, ($20 x 4 leitos) e passaria a ser o 3º do ranking, Se isso fosse verdade, com base na Teoria das Restrições, a empresa deveria priorizar o SUS em detrimento do plano de saúde, pois assim, estaria otimizando seu resultado global.

Portanto, nesse passo de número 2, fica comprovada a eficiência da Teoria das Restrições na tomada de decisões em entidades prestadoras de serviços, em particular, a entidades hospitalares, pois as decisões tomadas a partir da margem líquida por fator limitativo, contribuirão para otimizar o resultado global da empresa.

Nesse sentido, a administração do hospital decidiu de imediato não fazer nenhum tipo de investimento, haja vista ter outros investimentos prioritários em andamento. Entretanto, decidiu-se romper o convênio com o SUS, pois não se justificaria manter um produto que oferece margem líquida negativa.

A idéia então, seria utilizar-se da melhor maneira possível dos 80 leitos disponíveis. Considerando que a categoria de apartamento que o SUS utilizava é Standard, e que não existe disposição por parte da administração do hospital em proceder reformas, transformando-os em apartamentos de luxo, as vagas deixadas pelos pacientes do SUS deverão ser destinadas a pacientes particulares e de planos de saúde que utilizam apartamentos Standard.

Assim, devem ser priorizados os pacientes particulares, pois oferecem margem líquida de $31,50 por diária, e $94,50 por apartamento (vide Tabela 4) respeitando-se seu potencial de mercado. As vagas excedentes devem ser destinadas aos pacientes com planos de saúde, que contribuem com $19,35 por diária e $58,05 por apartamento.

Dessa forma, sem aumento no número de leitos, apenas com a melhor utilização dos mesmos, o lucro mensal passou para $19.953 contra um prejuízo de $(1.657) da situação anterior, conforme é demonstrado no Quadro 3 e Tabela 5:



Quadro 3 - Média mensal de ocupação por tipo de usuário e apartamento (Sem o SUS)

Número de leitos

80

Capacidade teórica mensal de diárias (80 leitos x 30 dias)

2400

Capacidade prática - 90%

2160

Categoria de

Percentual
1   2   3   4   5


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