ReintegraçÃo cósmica. (Integral dos três livros juntos )



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5. Acompanhamento dos Exilados

Não faz muito tempo - durante as últimas seis centenas de milhares de anos terrestres -, a Terra recebeu espíritos exilados de muitos outros orbes.


Diversas levas de espíritos foram para aqui trazidos por força da lei maior que rege o longo caminho do desenvolvimento espiritual.
Obedecendo a critérios energéticos, muitos aqui chegaram em corpos espirituais, permanecendo nas esferas astrais da Terra, aguardando oportunidades para as reencarnações redentoras. Outros foram para cá trazidos em naves espaciais, com seus corpos físico-materiais dos mundos de origem já adaptados ao ambiente terrestre.
Em tempos passado formou-se, dessa forma, a atual comunidade planetária terrestre que, a princípio, tinha outra destinação no majestoso concerto dos mundos. Essa comunidade planetária passou a ser, na realidade, formada por um conjunto de espíritos que foram expulsos por comportamento inadequado de diversos mundos, mais aqueles espíritos que nativos do orbe terrestre quanto à origem espiritual, tiveram as suas primeiras reencarnações em corpos materiais do homem terráqueo.
A atual comunidade planetária - segundo as informações da Espiritualidade - foi, pois, naquele tempo formada, no seu componente espiritual, pelas individualidades que em espírito vieram para a Terra exilados de outros mundos através de verdadeiros comboios espirituais e mais os espíritos que foram criados pelo Pai para começarem a sua jornada evolutiva reencarnando na Terra.
Quanto ao componente material da comunidade planetária terráquea, ao contrário do que muitos pensam, e como informado anteriormente no livro Reintegração Cósmica, foi formado exclusivamente por individualidades-humanóides de diversas procedências planetárias distintas, que em seus corpos físico-materiais de origem foram para a Terra trazidos em naves espaciais.
Havia, sim, naquela época, um grande número de representantes de certo ramo dos símios. Estes também possuíam, sob certos aspectos, padrão semelhante ao dos humanóides para cá trazidos, porém não eram dotados de inteligência. Em tempos posteriores à chegada dos humanóides propriamente ditos e com a degradação ocorrida nas comunidades por eles formadas por problemas que ainda serão esclarecidos, toda a comunidade de estrangeiros que veio para a Terra terminou por sofrer grande declínio no nível e nas condições de vida, tendo, muitas vezes, que disputar com os símios - que muitos julgam erradamente que deram origem ao homem terrestre -, a própria alimentação, como, também, determinados locais privilegiados ao desenvolvimento da vida física-material.
Imaginemos, pois, a situação ingrata daqueles espíritos que para aqui vieram, já bastante evoluídos, porém empedernidos no orgulho, reencarnando em corpos materiais que com o passar dos tempos e com a própria degradação por eles sofridas, tornaram-se cada vez menos evoluídos e mais e mais adaptados às pobres condições terrestres, tanto no que se refere ao padrão de higiene como também na questão da alimentação.
Imaginemos, também, o choque psicológico-emocional daqueles que vieram com seus corpos materiais e que aqui foram deixados por força do exílio forçado, ao perceberem que teriam que conviver com aqueles símios que os espreitavam a todo momento.
Os que aqui vieram por força do exílio forçado, já encontraram a desolação e a degradação por toda parte. Todo o esforço levado a efeito, quando do grande plano de colonização da Terra, conforme a sua destinação inicial, devido ao grande problema que interferiu no destino de bilhões e bilhões de individualidades cósmicas referente aos equívocos decorrentes da chamada Rebelião de Lúcifer, pouco ou nada conseguiu produzir em termos de melhoramento nas condições existenciais no ambiente terrestre.
Desta forma, os que vieram para a Terra em decorrência do problema luciferiano - e é justamente destes exilados que estamos falando - terminaram por conviver com toda sorte de problemas.
Era aflição e desentendimento por toda a parte. Os Prepostos do Mestre tudo faziam e fizeram por ordem pessoal Dele, para que a coexistência entre tantas origens planetárias diferentes com o habitante nativo da Terra, ou seja, todo o reino animal, se desenvolvesse de forma positiva para todas as partes.
De um lado, espíritos simples, dotados da capacidade da fé até mesmo por força das circunstâncias que àquele tempo imperavam no planeta, seriam ajudados através da convivência com os exilados, ricos que eram em conhecimento e experiência existencial.
Por outro lado, os exilados que tanto pecaram em outros mundos pelo sentimento menor do orgulho que deu base a uma série de distorções do comportamento espiritual, aprenderiam com aqueles seres ainda brutalizados e ignorantes - descendentes dos cruzamentos posteriormente ocorridos - frente as condições existenciais reinantes, o sentimento maravilhoso da humildade que eleva o espírito à condição da convivência amorosa e fraterna.
Com a sua experiência e conhecimento, os exilados daquele tempo ajudavam o progresso da raça humana terráquea. E com o passar dos milênios, através da miscigenação dos diversos tipos de raças que para o nosso planeta foram trazidas e mais outros grupos de exilados que de tempos em tempos chegavam à Terra, ainda por conseqüência da opção de Lúcifer, como também por outros problemas de reciclagem cósmica, formou-se esta comunidade planetária tão maravilhosa e tão diversa nas suas origens e tipologia, respeitando-se sempre, entretanto, o padrão humanóide de todas elas.
Fica, portanto, patente, que na atualidade terráquea, existem espíritos extremamente velhos em termos de quantidade de experiências existenciais e espíritos considerados ainda jovens, segundo os mesmos parâmetros.
Em outras palavras, os exilados respondem pela parte mais experiente da humanidade, enquanto os espíritos nativos desta região cósmica que iniciaram seu ciclo reencarnacionista evolutivo no orbe terrestre, pela parte mais jovem.
Dito isto, vamos escolher o tronco dos espíritos que foram expulsos do Sistema de Capela, para procedermos alguns comentários no que se refere ao acompanha-mento fraterno dos que para a Terra foram trazidos, pois é o que tem relação mais direta com o destino do planeta, já que sua responsabilidade é muito maior que a dos outros segmentos de exilados.
Esta responsabilidade maior deve-se ao fato de que o Sistema de Capela é a sede da Governadoria do Mestre Jesus, e as individualidades que de lá foram exiladas já O conheciam mais de perto e possuíam mais experiência quanto ao conhecimento e a vivência de algumas verdades eternas.
Apenas a título de ilustração, a raça negra terrestre derivou-se de três grandes segmentos específicos de exilados que para aqui vieram, tanto no estado de espíritos desencarnados como, também, de posse dos seus corpos característicos dos seus mundos de origem no fabuloso Sistema de Antares. O que vale dizer que há mundos pelo universo que têm como habitantes seres que possuem corpos de cor negra, como também os há de outras cores.
Não é este o tema central deste capítulo nem mesmo deste livro mas, conforme o que nos é informado, há raças planetárias por todo este universo maravilhoso, que apresentam peculiaridades tais a nível de cor, forma e outros tantos aspectos, que somente em futuro próximo teremos condições - enquanto comunidade planetária - de sermos informados com mais propriedade a respeito de tema tão atraente. Imaginar o contrário é o mesmo que julgar inteligente a suposição de que entre as incontáveis sementes que foram lançadas ao solo do nosso planeta apenas uma poderia germinar. Dessa forma, aceitar o fato de que apenas no mundo terreno a vida se fez presente, é atitude tão inteligente quanto vislumbrar a Terra com apenas uma única árvore.
E o lamentável é que muitos assim pensam e supõem existir na Terra a única expressão criadora do Pai. Alguns até preconizam o "fim da História", como se a expressão neoliberal que vê nas condições reguladoras de mercado o princípio e o fim de todo um esforço evolutivo de uma sociedade planetária, como se a existência transitória de uma individualidade cósmica fosse menos importante que as possibilidades de consumo. É confundir um simples estágio de um processo evolutivo com o seu pretenso final absoluto em termos de conquistas e produção de toda uma coletividade. É distorcer a amplitude da importância existencial do ser cósmico a uma modesta página de uma história planetária tão cheia de exclusões sociais e intolerâncias de toda ordem que, sob a ótica dos que nos observam de fora, além de atestar a cegueira do pretenso saber demonstra, também, a nossa brutal incapacidade de praticar o mais comezinho dos princípios cósmicos que é a prática da solidariedade. Esta tese nada mais é do que um atestado da nossa pouca inteligência em percebermos o que nos rodeia. Tola e pretensa ilusão.
Muitas foram as levas de exilados de diversos orbes para a Terra. Especificamente quanto ao tronco dos capelinos, ocorreram três momentos distintos de grandes grupos que aportaram na Terra. O primeiro chegou há cerca de seiscentos e vinte mil anos. Depois, há cerca de quarenta mil anos, segundo. E, finalmente, há treze mil anos, o último. Quanto a este, o espírito iluminado de Emmanuel, através de um dos mais dignos obreiros do Mestre Jesus - Francisco Cândido Xavier - conta-nos no livro A Caminho da Luz que "há muitos milênios, um dos orbes da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos".
"As lutas finais de um longo aperfeiçoamento estavam delineadas, como ora acontece convosco, relativamente às transições esperadas no século XX, neste crepúsculo de civilização".

"Alguns milhões de Espíritos rebeldes lá existiam no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das conquistas daqueles povos cheios de piedade e virtudes, mas uma ação de saneamento geral os alijaria daquela humanidade, que fizera jus à concórdia perpétua, para a edificação dos seus elevados trabalhos".


"As grandes comunidades espirituais diretoras do Cosmos deliberam, então, localizar aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, o progresso dos seus irmãos inferiores".
"O Mestre Jesus, com a sua palavra sábia e compassiva, exortou essas almas desventuradas à edificação da consciência pelo cumprimento dos deveres de solidariedade e de amor, no esforço regenerador de si mesmas. Mostrou-lhes os campos imensos de luta que se desdobravam na Terra, envolvendo-as no halo bendito de sua misericórdia e da sua caridade sem limites. Abençoou-lhes as lágrimas santificadoras, fazendo-lhes sentir os sagrados triunfos do futuro e prometendo-lhes a sua colaboração cotidiana e a sua vinda no porvir".
"Aqueles seres angustiados e aflitos, que deixaram atrás de si todo um mundo de afetos, não obstante os seus corações empedernidos na prática do mal, seriam degredados na face obscura do planeta terrestre; andariam desprezados na noite dos milênios da saudade e da amargura; reencarnariam no seio das raças ignorantes e primitivas, a lembrarem o paraíso perdido nos firmamentos distantes. Por muitos séculos não veriam a suave luz da Capela, mas trabalhariam na Terra acariciados por Jesus e confortados na sua imensa misericórdia".
Como vemos, o sentimento maior de fraternidade, solidariedade e amor do Mestre e de sua equipe acompanhou os espíritos que foram exilados, através da presença constante de seres maravilhosos que tudo largaram em seus mundos ditosos para acompanhar seus irmãos infelizes.
De cada orbe que forneceu exilados para a continuação do processo de colonização planetária terrestre, vieram várias equipes que, em nome do Mestre, acompanharam seus irmãos degredados durante toda a longa história da Terra, e que, até hoje, nos acompanham, através do anonimato decorrente do baixo poder de percepção do homem terrestre, ajudando a toda comunidade planetária no seu esforço redentor.
Mas como entender a ligação profunda em nível de sentimento pessoal, existente entre essas equipes de trabalho cósmico tão evoluídas, formadas por espíritos desencarnados e por seres extraterrestres, e nós, seres cujos espíritos são ainda frágeis e hesitantes quanto à postura fraterna?
Muito simples. Suponhamos, a título de exemplo, que nesta reciclagem pela qual passa o nosso planeta exista uma determinada família terrestre de quatro pessoas, formada pelo pai (Francisco), a mãe (Telma), o filho (Roberto) e a filha (Ana). E que, devido à reciclagem, Roberto e Ana venham a ser exilados para um orbe inferior, após a morte de ambos. É bom frisar que todos os espíritos que porventura da Terra sejam exilados, o serão, apenas, após o desencarne, ou seja, no estado de espíritos desencarnados. Assim será devido à impossibilidade da tecnologia terrestre de proceder de forma diferente.
Permanecem, portanto, após concluído o processo de reciclagem, Francisco (pai) e Telma (mãe) durante - por exemplo - cerca de aproximadamente dez mil anos terrestres, reencarnando sistematicamente no planeta Terra que, doravante, devido ao seu grande nível de desenvolvimento, propiciará condições especiais no nível de percepção sensorial e extra-sensorial aos seus habitantes, mesmo àqueles que estejam reencarnados, de lembrarem-se de suas vidas passadas, o que será um fato normal e comum nos próximos séculos.
Dez mil anos depois, no nosso exemplo, os terráqueos já estarão viajando para muitas partes do universo e, imaginemos, então, que Francisco e Telma, já com outros nomes e personalidades, mas com a lembrança consciente dos filhos que lhes foram e são tão queridos, resolvam visitá-los no mundo inferior para onde foram exilados.
Imaginemos, agora, Roberto e Ana que, durante muitos milênios nesse mundo inferior para o qual foram exilados, reencarnavam, sistematicamente, e, no momento específico desse conto cósmico, Roberto, já com outro nome, seja um habitante encarnado qualquer desse mundo e que Ana, também com outra personalidade, esteja desencarnada, ou seja, já tenha morrido para a vida física desse planeta, vivendo em estado de espírito desencarnado em uma das esferas espirituais que circundam o planeta em questão.
O próximo passo é fazer com que Francisco e Telma e demais membros da nave proveniente da Terra, ao se aproximarem do planeta, entrem em contato com os mentores espirituais daquele orbe ainda atrasado, solicitando autorização para a visita fraterna, o que lhes é dada.
Ana, no estado de espírito livre do corpo material e já algo desenvolvida para o padrão espiritual daquele mundo, é preparada pelos seus irmãos espirituais sobre a visita de entidades de outros orbes, que em corpos especiais com ela se encontrarão, e que seres foram seus pais queridos em outros tempos do calendário cósmico.
O contato é feito sem maiores problemas, pois o estado de espírito livre do corpo físico-material facilita a aproximação e a interação energética entre os corpos especiais dos seres que viajam em naves e os corpos espirituais das entidades desencarnadas.
Mas, quanto a Roberto, o contato não é um processo fácil, seja pela condição energética da interação entre o corpo físico-material de um habitante encarnado daquele mundo e os corpos especiais dos seres viajores do espaço, ou mesmo pelo esquecimento temporário do espírito reencarnado de Roberto que, no corpo carnal daquele planeta, não se lembra de vidas passadas e nem mesmo sabe, com certeza, se existem vidas passadas e vida em outros mundos.
Imaginemos, pois, as dificuldades que esses seres teriam em contatar Roberto no estado momentâneo do seu espírito eterno mergulhado em corpo carnal, mergulho este que sempre inibe as lembranças e certas potencialidades do espírito.

É, portanto, o mesmo grau de dificuldade que os nossos visitantes de outros orbes têm em relação à nossa pobre condição.


A ilustração é pobre, simplista, podendo, até, tomar-se bizarra para alguns, até mesmo porque tudo isso poderia ser explicado levando-se em conta os muitos fusos horários presentes entre as diversas relações da relatividade tempo-espaço existentes no cosmos. Mas, dentro do que, no momento, podemos apreender, serve para exemplificar o que ora ocorre no planeta Terra, no que se refere aos seres extraterrestres (Francisco e Telma), aos espíritos que nos assistem (Ana), e nós, espíritos reencarnados em corpos fisico-materiais terrestres (Roberto), assustados e ignorantes, não somente em relação aos nossos irmãos espirituais que nos rodeiam, como, também, em relação aos nossos irmãos viajores siderais que ora nos visitam e que nos acompanham desde que para a Terra fomos exilados.
Resumindo, muitos dos seres que formam as tripulações de diversas naves que ora nos visitam, nada mais são do que afetos espirituais de um passado, a respeito do qual pouco ou nada sabemos, sendo todos, entretanto, amigos interplanetários muito desenvolvidos que com permissão do Mestre aqui vêm, em missões de acompanhamento e ajuda fraterna.
Existem, também, em verdade, aqueles que vêm apenas em missão de estudo e reconhecimento, sendo estes muito mais desenvolvidos do que nós terráqueos, alguns, nos campos da tecnologia e da moral, e outros, entretanto, apenas superiores no aspecto tecnológico. Porém, se comparados aos irmãos das diversas equipes de trabalhos do Mestre, esses irmãos encontram-se em estágio intermediário entre o atual nível terráqueo e o dos mundos mais adiantados.
Mesmo esses últimos, somente aproximam-se da Terra com a devida permissão dos mentores do orbe terrestre, e quando assim o fazem e ocorrem problemas, estes são, às vezes, por decorrência das relações de causa e efeito que envolvem este e outros mundos, relações sobre as quais não temos, no momento, condições de nos referirmos de forma mais aprofundada, por tratar-se de assunto extremamente complexo. A seu turno esse tema será desenvolvido.
Concluindo, há diversas formas através das quais, nós, exilados de outros tempos, fomos e somos amorosamente acompanhados por irmãos bem mais desenvolvidos, seja em nível espiritual ou mesmo físico-material de outros orbes.
Se assim foi conosco, assim também será com os nossos irmãos que da Terra serão exilados para um orbe inferior. Verdadeiras equipes de abnegados mentores espirituais acompanharão os irmãos infelizes que também em corpos espirituais serão levados para outro orbe. Essas equipes ficarão coordenando os trabalhos de depuração por milênios e milênios, até que se conclua este longo período que está por ser iniciado.
Quando, na Terra, forem comuns as viagens interplanetárias, daqui sairão, não tenhamos dúvida, diversas tripulações que, em nome do amor fraterno e inspiradas pelo amor do Mestre Jesus, irão visitar e acompanhar os irmãos que foram exilados - e entre eles haverá sempre afetos particulares de todos os que aqui ficarão - e que, em outro orbe, estarão desenvolvendo novas vidas, na busca constante do aprendizado e do amor fraterno para que, após superadas as tendências e inclinações menores do espírito, tornem-se, efetivamente, cidadãos fraternos do universo.

6. Da Expiação à Regeneração

Como informado anteriormente, todo o esforço, levado a efeito pelas equipes que trabalham na tentativa de evitar o doloroso processo de exílio para os irmãos que ainda estão indecisos a respeito de qual caminho seguir, tem em vista, justamente, poupar aos espíritos infelizes todo o processo de sofrimento e de tempo cósmico gasto na longa jornada que levam as individualidades cósmicas para saírem do nível espiritual de provas e expiação e alcançarem o estágio de regeneração espiritual.


Somente para termos idéia, em tempo terrestre, um espírito endividado que para aqui foi exilado desde o início do atual processo de colonização do orbe terráqueo - assunto esse que será detalhado em trabalhos futuros -, reencarnou em condições materiais e espirituais precárias, tendo muitos milhares de oportunidades reencarnatórias, no solo do planeta Terra.
São números tão impressionantes que o senso comum terrestre, somente após algum tempo de estudo e reflexão, poderá ter idéia da magnitude do processo de exílio planetário.
Imaginemos, agora, a angústia e o sofrimento de um espírito razoavelmente desenvolvido, já tendo reencarnado por diversas vezes em mundos mais adiantados e em corpos físico-materiais bem mais sofisticados do que o atual padrão do humanóide terrestre, ao tempo em que estamos nos referindo, ou seja, antes de para a Terra serem exilados.
Essa individualidade, expulsa que foi de um mundo mais adiantado, cuja mente espiritual estava acostumada a uma série de requintes, tanto no nível alimentar como de habitação, hábitos, higiene etc., bruscamente se vê impedida de continuar a usufruir de ambiente tão propício à evolução do espírito imortal.
Ao contrário, encontra-se, agora, por força de seus erros, compulsoriamente ligada a ambientes primitivos, tanto o seu componente físico-material como o espiritual.
Vamos tomar, a título de exemplo, a experiência de uma individualidade que, vivendo em ambientes radiantes em um dos mundos de Capela, para a Terra foi exilada em espírito - sem corpo físico-material -, tendo sido, anteriormente preparada para o novo ambiente que a aguardava, através de operações magnéticas que adaptaram o organismo espiritual às condições terrestres.
Essa individualidade, que estava acostumada a um processo alimentar-nutritivo já bastante suave e evoluído, ao reencarnar nas primeiras centenas de vezes no ambiente da Terra, somente conseguia, em corpo carnal, atingir a idade da infância física terrestre.
O leite materno, a alimentação pesada que reinava e ainda reina em muitos dos agrupamentos terrestres, não ofereciam condições magnéticas para que o espírito com condições energéticas um tanto quanto adiantadas para aqueles corpos físicos _ mesmo com as adaptações sofridas no plano espiritual -, conseguisse uma imantação do corpo espiritual ao corpo físico-material sequer razoável.
Após decorridas múltiplas tentativas reencarnatórias, enfrentando problema energético tão ingrato, esse ser passou a atingir nas reencarnações seguintes a idade média da juventude terrena.
Todo esse processo apenas para equalizar a questão energética entre as vibrações do espírito e do corpo físico-material característico do orbe terrestre àquela altura dos acontecimentos.
Ao mesmo tempo, o sofrimento e a angústia indescritíveis decorrentes da dificuldade de imantação propiciavam condições para que se pudesse purgar carmas pesados ainda presentes à sua consciência culposa pois em nível de aprendizado espiritual, seja no campo intelectual ou no da moral, nada podia o planeta Terra, nas condições de barbárie, desequilíbrio e desarmonia conseqüentes à quarentena cósmica imposta à Terra em decorrência do problema luciferiano, proporcionar aos seus habitantes.
Atente bem o amigo leitor para o que acabou de ler, pois fato é que foram necessários cerca de dezenas de milhares de anos terrestres apenas para que houvesse a adaptação do espírito exilado às condições ambientais locais.
Devido às condições que imperavam no planeta, para que o espírito pudesse proceder com a necessária compatibilização energética entre a sua vibração espiritual e corpo físico local, durante longos dez mil anos esse ser reencarnou apenas para resolver o problema de incompatibilidade vibratória, sem nada, entretanto, acrescentar ao seu espírito eterno em termos de aprendizado espiritual e evolução mais consistente.
Vamos, agora, nos voltar para o futuro e imaginar a Terra daqui há cinco mil anos. Tentemos perceber a grande evolução que os seres terráqueos terão nesses próximos milênios. Comparemos, a partir desse pressuposto de evolução, alguém que, durante o mesmo período, parou de evoluir espiritualmente ao estado daqueles que continuarão a rota evolutiva normal dos padrões de intelectualidade e de moral que caracterizarão a evolução terráquea. É mais ou menos essa a situação dos terráqueos - que permaneceram estacionados durante tanto tempo - comparada aos dos extraterrestres que nos visitam.
Como estará a Terra daqui há cinco mil anos? Se apenas nos dois últimos séculos a comunidade planetária terrena saiu da carruagem para as naves espaciais, o que não acontecerá nesse campo nos próximos milênios?
O ser fica como que desconectado do progresso cósmico e, conseqüentemente, alienado. Estaciona no nível existencial que lhe for afim e chega mesmo a pensar que tudo o que existe é apenas o que ele percebe naquele seu estado transitório.
É exatamente isso que sofre um espírito exilado e, na verdade, muito mais ainda porquanto há todo o aspecto de dor e sofrimento necessário à purgação energética e ao soerguimento espiritual!
Muitos desses seres sequer conseguiam aprender a linguagem humana terráquea porque em certos períodos pós-Lúcifer toda a coletividade terrestre teve que reaprender não só os aspectos pertinentes à comunicação, mas, também, em relação a muitos outros que serão esclarecidos no devido momento.
Esse espírito que tomamos como exemplo, por mais muitos milhares de anos foi evoluindo mais rapidamente no aprendizado dos aspectos primários da vivência terrestre.
Alguns outros grupos de exilados que chegaram na Terra em corpos físicos já adaptados ao ambiente terrestre, durante esses tempos a que estamos nos referindo, conseguiram, aqui e ali, criar o que seria mais tarde a base de novos focos lingüísticos após a derrocada planetária que marcou a Terra como conseqüência do primeiro grande desastre da experiência atlante ocorrido há cerca de sessenta e cinco mil anos -, que logo, com o passar dos tempos, terminou por transformar-se em diversos troncos distintos.
Essa individualidade que falava a linguagem dos anjos nos mundos ditosos de Capela, após muito sofrimento no planeta Terra, conseguiu assimilar e automatizar tal processo.
Continuava a lenta e penosa evolução.
Logo que se apossou dos princípios básicos em todos os campos da existência humana terráquea, as tendências do passado, ainda fortemente registradas na sede consciencial dos exilados, quando no trato com o sentimento de posse e com a disputa pelo poder, voltaram a aflorar inapelavelmente nos atos e atitudes daqueles seres infelizes. E como somente ocorreram pouquíssimas aquisições, a título de aprendizado espiritual, desde a saída dos mundos de Capela, não foi possível, à individualidade em foco, conter, crivar ou mesmo superar-se diante da irresistível tendência íntima, da avalanche de sentimentos e posturas menores e negativas que logo se transformaram em causa de escândalo, contraindo, com isso, mais e mais novos débitos cármicos a serem saldados no futuro.
A partir desses fatos, a vida desse espírito tornou-se um eterno saldar de débitos, com a aquisição de outros tantos a cada experiência na carne, pois as condições ambientais, continuavam a não permitir maiores vôos em termos de aprendizado espiritual às individualidades presas ao orbe terrestre.
Até então as reencarnações que estavam ocorrendo na Terra serviam muito mais para a purgação de débitos dolorosos e o acúmulo de experiências existenciais do que para a aquisição de novos valores e conquistas, seja no campo mental ou moral da evolução do espírito eterno.
Com o passar dos milênios e com a continuada chegada de exilados menos complicados frente as leis cósmicas que, num misto de autopurgação e ajuda àqueles a quem influenciaram negativamente, solicitaram ao Mestre que pudessem ser exilados na Terra, unindo-se, assim, com os infelizes companheiros de tão equivocada opção existencial, como foi o caso da chamada rebelião de Lúcifer. A situação terrestre começa, então, a atingir um ciclo de desenvolvimento, em certos campos, superior ao atual.
Os espíritos começam a ter oportunidades concretas de, efetivamente, evoluírem em conhecimento no campo intelectual, como também em posturas íntimas no campo da sensibilidade e da moral.
Atingimos, agora, nessa narrativa, um dos muitos ciclos - o último e mais importante em termos de conquistas tecnológicas - da grande civilização atlante. Mas isso é assunto para outros trabalhos, como também o será a questão cronológica pertinente aos fatos que marcaram a história atlante, que também será detalhada no futuro mas que, no momento, apenas descrevemos superficialmente por ser outro o objetivo do presente trabalho.
Aparecem, entretanto, mais uma vez, as imperfeições do passado, através dos vícios comportamentais que a tudo conseguem distorcer e corromper por falta de vigilância do homem e mulher terrestres.
De posse de uma tecnologia mais sofisticada, os exilados de muitos sistemas e, em especial, àqueles provenientes de Capela, voltam a errar, contraindo novos débitos gravíssimos frente às leis divinas.
Sabemos todos nós que um débito contraído por um espírito, na época da chamada pré-história, por exemplo, tem peso cármico bem menor do que outro contraído em condições existenciais mais avantajadas. E este foi um dos grandes problemas que marcou inapelavelmente a geração de espíritos que foram exilados dos mundos de Capela com o agravamento dos erros cometidos na época atlante.
Houve acréscimo de tão sérios problemas nas condições cármicas desses espíritos que, para que menos sofressem no futuro, a Espiritualidade Maior achou por bem permitir que o efeito da inconseqüência atlante atingisse os próprios agentes de causa tão infeliz. E, no espaço de algum tempo terrestre, as próprias forças organizacionais do planeta deram um fim, ou um basta, àquela civilização, a respeito da qual tão pouco ficou registrado na história que foi compilada até o presente momento.
Mas tão forte foi o problema e os conseqüentes efeitos cármicos que, até os dias atuais deste fim de milênio, os agrupamentos terrestres ainda se defrontam com certos fantasmas daquelas épocas e é da Lei que nos defrontemos sempre, mais cedo ou mais tarde, com os fantasmas que nós próprios criamos. Seja no nível individual ou coletivo.
Os seguidores de Lúcifer muito contribuíram para tamanho infortúnio. Mas, aqui, nada escreveremos a respeito desse problema que tanta dor e inquietação causaram nesta parte do universo, por não ser esse o objetivo central deste trabalho e porque a questão de Lúcifer será detalhada no livro Carma e Compromisso, que será o próximo da presente trilogia.
A individualidade, cuja história vínhamos utilizando para ilustrar a lenta evolução dos que para a Terra foram exilados, logo após o fim da civilização atlante, encontrava-se, então, com condições espirituais extremamente precárias. Acabara de passar por centenas de experiências reencarnatórias em condições existenciais bastante razoáveis e propícias ao progresso espiritual, tanto no que se refere às condições físico-materiais como também no aspecto espiritual, já, que, durante alguns períodos da história atlante, muitas foram as condições propiciadas ao bom aprendizado dos espíritos que lá reencarnavam.
Novamente, por força dos erros cometidos e dos novos débitos contraídos, essa individualidade voltou a reencarnar em condições precárias, posto que não logrou aproveitamento, mais uma vez, nas reencarnações em corpos mais preparados e em civilizações mais desenvolvidas, repetindo, assim, a longa jornada a que já nos referimos anteriormente.
Dessa vez, com a facilidade de não mais possuir nas suas vibrações espirituais o fator de incompatibilidade energética para administrar ao longo do tempo, porém com o agravamento dos muitos débitos e as incômodas e frágeis reencarnações em civilizações que hoje a História Contemporânea considera razoavelmente civilizadas. Mas, se comparadas a atlante, muito deixariam a desejar.
Referimo-nos aos troncos dos povos indo-europeus, dos israelitas e demais povos da região, dos egípcios e dos hindus.
Iniciava-se, agora, para esse espírito, o penúltimo período de ciclos de reencarnações redentoras que duraria até o advento do Cristo.
Cerca de mais dez mil anos terrestres foram dados para que os espíritos congregados no orbe aprendessem as leis da coexistência fraterna entre todos os seres, no penúltimo período de ciclos reencarnatórios antes da grande reciclagem do futuro que iria ocorrer cerca de dois mil anos após a encarnação do maior dos espíritos que o amor do Pai enviava ao tão sofrido, porém, belo planeta azul.
Tomando apenas um dos troncos citados anteriormente a título de ilustração, lembremo-nos dos vários povos que formaram a chamada Civilização Mesopotâmica e da interação desta com os outros povos da região, a saber os Sumérios, os Acadianos, os Amorreus, os Cassitas, os Assírios que conquistaram o reino de Israel os Cal deus que conquistaram o reino de Judá e das muitas atrocidades e infelicidades cometidas durante esse período de guerras e conflitos podemos imaginar quão penosa e dolorosa foi a jornada evolutiva espiritual nesse período da história da humanidade terrestre.
Recordemo-nos das muitas outras guerras ocorridas em todos os quadrantes da Terra causando sofrimentos inenarráveis em todos os espíritos que na carne viveram aqueles momentos históricos.
Mais um ciclo de aprendizado planetário que deveria ser rico em harmonia espiritual, pois, mais uma vez, após perdido o elo de ligação com a história passada da civilização atlante, a comunidade planetária retomava o caminho do desenvolvimento intelectual e moral. Entretanto, tal período terminou por tornar-se uma época de tristes recordações. Conseguiu-se, mais uma vez, transformar o ambiente terrestre num palco propício a que novamente as paixões menores dos vícios espirituais explodissem, complicando os exilados frente as leis divinas ainda mais.
Nessa altura dos acontecimentos, todos os grupos planetários que para a Terra foram exilados já estavam completamente adaptados em todos os sentidos ao ambiente terrestre. E o pior: tomaram as suas orgulhosas tendências e inclinações herdadas do passado extraterrestre instrumentos de dominação, potencializados nos aspectos da violência animalesca que caracteriza a natureza das vibrações ambientais terrestres.
Em outras palavras, o que antes era somente orgulho e postura inflexível, após a assimilação natural e normal das vibrações que caracterizavam o planeta Terra, transformou-se em violência da força bruta e da dominação sob qualquer aspecto.
A individualidade que usamos como exemplo de jornada evolutiva encontrava-se, próximo ao advento do Cristo, em situação espiritual extremamente complicada em nível cármico.
Começaria, dentro em breve, após a semeadura do amor e do esclarecimento através do testemunho maior do Mestre dos Mestres, o último período de ciclos reencarnacionistas para os espíritos ainda devedores, antes da reintegração cósmica da Terra em futuro próximo. Para isso, era necessário que os espíritos ainda complicados, frente as leis existenciais purgassem todas as suas culpas e não mais contraíssem débitos clamorosos para não sofrerem outro processo de exílio ainda em condições mais dolorosas.
A esse tempo, muitos dos que para a Terra vieram exilados no passado remoto já haviam retomado aos mundos de origem por terem cumprido todos os compromissos espirituais assumidos a título de resgate, de aprendizado e de soerguimento espiritual, ficando, ainda, na Terra, parcela considerável daquela grande família de espíritos que seguiram os postulados de Lúcifer.
A última oportunidade de redenção espiritual que seria levada a efeito no orbe terrestre antes da reciclagem futura - atente bem o leitor para o fato de que, na verdade, jamais existe uma última oportunidade pois o Pai nos deu toda a eternidade para atingirmos a posição espiritual que nos foi legada para aquela geração de espíritos que na Terra fora congregada, estava por ser iniciada.
Para tanto, a Espiritualidade precisava preparar condições para a chegada dAquele que iria diretamente propiciar mais essa oportunidade de redenção.
Atendendo a esse mister, espíritos mais elevados começaram a encarnar com vistas ao programa de educação planetária. Vários trouxeram "a noção de um Deus, através de doutrinas religiosas e filosóficas. Um Deus frio, distante e inatingível, a quem se devia temer. Isto, quando não eram vários deuses.
Grandes mestres do pensamento filosófico e religioso nas figuras amadas de Zoroastro, Buda, Confúcio, Moisés, Pitágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles e tantos outros deram suas preciosas contribuições para a evolução da humanidade.
Dezenas de séculos se passaram com acertos e desacertos dos enviados e, em especial, de seus seguidores. O peso da matéria do corpo carnal, das inclinações e ilusões do mundo, a ignorância das massas, tudo isso dificultou a superação de diversos problemas e, infelizmente, muitas distorções ficaram impregnadas na cultura, nos hábitos, enfim, na história dos povos de então.
Tudo foi dado dentro do que podia ser percebido pelas comunidades humanas da antiguidade. Faltava o aspecto maior, que reuniria todas as partes dispersas já germinadas entre os homens da época, a saber, o senso de justiça e da legalidade, da vida político-social, do sentimento religioso para com a deidade; esta lei maior, que ainda não fora implantada no mundo, mas que viria harmonizar todos os outros aspectos inerentes à coexistência humana, que era a lei do amor ao próximo.
Os princípios da Constituição Universal do Cosmos iriam ser apresentados ao ser terrestre para que este, de posse da lei maior, edificasse na Terra o reflexo do amor fraterno já existente em mundos superiores. Para tanto, era necessário que, em se respeitando as leis normais de nascimento e desenvolvimento humano, aqui viesse um Espírito de Escol, espírito de altíssima vibração amorosa e magnética, espírito perfeito em relação aos padrões terrestres, espírito amantíssimo que tudo suportasse, tudo desse sem nada pedir, enfim, que conseguisse vencer o mundo, superando as tendências e inclinações da carne, as ilusões da matéria, levando a excelente termo toda a Sua missão de testemunhar e ensinar o amor maior entre os homens e mulheres da Terra.
Os espíritos mais velhos sentiam, inconscientemente, a dolorosa angústia de, ao olharem para trás e verificarem tanto desatino e infelicidade em relação à aplicação das leis que regem a coexistência universal, perceberem o quanto erraram com suas posturas inconseqüentes. Sentiam-se, portanto, inseguros e incapazes de, em apenas tão pouco tempo - dois mil anos terrestres -, fazer o que não haviam intentado conseguir em muitas dezenas de milhares de anos, através de tantas reencarnações levadas a efeito em todos os recantos da Terra.
Chega o Mestre Jesus, Pastor deste "rebanho cósmico tão complexo, e com origens planetárias tão marcadamente diferentes. Aquele que era e é o maior entre todos fez-se menor para, pelos menores, poder ser percebido.
Segundo a Espiritualidade que o Mestre poderia, simplesmente, implementar a missão que Lhe fora confiada pelo Pai, sem que fosse necessário ao seu Espírito, passar por todos os processos penosos de uma encarnação. Poderia simplesmente aparecer ou Se fazer perceber em cima de um monte qualquer, cercado por seus acompanhantes divinos e, sem maiores complicações, ensinar aos povos do mundo as lições de fraternidade cósmica. Em nada seria menor o amor do pastor por suas ovelhas se assim o fizesse.
Mas o plano de desenvolvimento dos espíritos presos ao orbe terrestre já estava feito de há muito por seu mestre e governador espiritual. Era da lei que os enviados - mensageiros do Mestre - vivessem e passassem pelas dificuldades normais do homem comum. E Ele também assim o faria. E assim o fez!
Chega Aquele que era e é somente paz, amor e ternura, para registrar com Seu ensinamento e testemunho maior, a maioridade espiritual da comunidade planetária terrestre, transformando, ou melhor, transubstanciando todos os comportamentos, tendências e inclinações menores de parte de Seu rebanho cósmico em amor e compreensão fraternas.
Ele foi, é e será sempre, efetivamente, para todos nós, espíritos ainda congregados ao orbe terrestre, o caminho, a verdade e a vida eterna.
Seus ensinamentos são frutos da moral mais preciosa. Seu testemunho dignifica o maior dos sentimentos amorosos que é o de sofrer por amor ao próximo.
No entanto, não O reconhecemos enquanto entre nós esteve encarnado.
Fizemos com Ele o que sempre fizemos com o próximo, durante muitos milênios, sempre por motivos menores ligados diretamente ao orgulho e ignorância que tão bem caracteriza o espírito terrestre: fizemos sofrer.
Depois do advento do Mestre, as individualidades que estavam reencarnadas naquele período e, em especial, nas terras da Palestina onde se desenrolou todo o trabalho de esclarecimento do Divino Semeador, após o desencarne de cada um, iam chegando aos ambientes espirituais e lá eram efetivamente informados de quem era, na verdade, Aquele Homem chamado Jesus.
Indescritível era o sentimento de desespero e loucura que invariavelmente dominava o íntimo de cada um daqueles personagens dos. muitos momentos da vida de Jesus. Ao saber que Jesus era o mais alto espírito que já passara pelos ambientes terrestres e que Ele ali estivera, em Nome do próprio Pai Amantíssimo, representando Seu Amor e Misericórdia para com todos nós; que Aquele Homem modesto e simples era em todo Seu potencial, a encarnação da vontade da Deidade que assim o fizera para ensinar e testemunhar o amor fraterno à uma legião de espíritos criminosos frente as leis divinas; e que de forma infame O crucificamos, inenarrável era a vontade de deixar de existir espiritualmente, de tudo esquecer, porquanto era impossível conviver com a lembrança de fato tão recente.
Ao saber de tais informações na espiritualidade, o espírito a que vimos nos referindo para ilustrar a longa jornada entre o estágio espiritual de expiação e provação até o de regeneração, foi tocado pelo testemunho amoroso do Mestre.
E o fato é que, grande parte de todos os espíritos que compõem a comunidade planetária terrestre foi tocada na sua sensibilidade espiritual ao ter consciência do sacrifício a que se impôs o Mestre Jesus para poder vir até nós, e ensinar, com Seu testemunho, o amor fraterno entre todos.
Seja na carne ou na erraticidade, a partir do sacrifício pessoal do Mestre, os espíritos tendenciosos ao bem desta comunidade planetária começaram a evoluir de forma lenta, porém constante e progressivamente, em busca do aprendizado cósmico.
O longo percurso nos caminhos da dor e da ignorância dessa individualidade que ilustra a maioria dos espíritos que para a Terra foram exilados, mostra o quanto de suor, dor, sacrifício, angústia e aflição espera o espírito que passa por um processo de exílio.
O exílio, em termos psíquicos, é para a vida eterna de um espírito algo semelhante à sensação psicológica de um homem terrestre que, supondo uma vida longa, passa cerca de 40 a 50 anos de sua curta existência terrena preso a algum sistema carcerário, inibido na sua liberdade, porém, dono do seu livre-arbítrio, dentro dos limites impostos por força do aprisionamento temporário.

É isso, portanto, que todos os espíritos exilados que para aqui vieram de diversos sistemas de mundos, sentiram e sofreram. Alguns, agravando em muito os débitos contraídos. Outros, estacionando durante milênios na acomodação infeliz do não crescimento interior por falta de decisão pessoal quanto à redenção do espírito eterno.


Os espíritos nativos do orbe terrestre - se assim podemos chamá-los - muito devem a esses que para a Terra vieram purgar suas faltas e educar suas consciências criminosas, pois, mesmo com todos os problemas advindos do agravamento da situação terrestre em termos cármicos, a evolução, que por algumas épocas na história do passado terrestre chegou a atingir níveis tecnológicos e sensoriais inimagináveis para o homem que chamamos moderno, teve como berço a mente experiente e criativa dos exilados e isso vale muito mais do que a princípio podemos aquilatar.
Além do que os erros que ficaram registrados na história do homem terrestre, foram cometidos por todos os espíritos na Terra congregados, independente de serem ou não provenientes de outros orbes.
E nada do que foi feito está perdido. No devido momento em que houver o necessário equilíbrio moral e mental do ser terrestre, tal qual lembrança e tendência subconsciencial, todo o arquivo de experiências passadas inapelavelmente terá que aflorar na vivência dos cérebros terráqueos quando não mais existir o peso da baixa condição vibratória que ainda cerca o planeta, que, com o exílio daqueles que ainda produzem tal campo energético, deixará de existir como fator limitante e dificultador do progresso terrestre.
Mesmo não estando registrado na história que o homem moderno conhece, tudo o que foi feito encontra-se presente na memória astral do planeta e na memória espiritual de todas as individualidades que participaram, de uma forma ou de outra, da elaboração e da formação dessa cultura planetária.
E, no momento devido, com o desenvolvimento interior dos terráqueos, que se processará de forma mais rápida a partir do terceiro milênio, todo o conhecimento e experiência que está registrado na memória espiritual, pouco a pouco, virá à tona, aflorando na consciência cerebral da individualidade encarnada.
Imaginemos, agora, todo esse tempo que um espírito exilado foi obrigado - por força das circunstâncias criadas por ele mesmo - a passar, preso a um orbe de expiação, se ele tivesse permanecido no seu mundo de origem, acompanhando o desenvolvimento desse mundo superior e se desenvolvendo ao mesmo tempo, qual o nível de evolução que esse espírito teria alcançado, se não tivesse sofrido o processo de exílio para a Terra? Provavelmente estaria em estado evolutivo tão adiantado quanto os irmãos extraterrestres que ora nos visitam.
Comparemos mentalmente, portanto, como estaria o ser que ilustra o nosso exemplo se lá, nos mundos ditosos, tivesse permanecido, e como ele se encontra hoje, concluindo o longo exílio no orbe terrestre.
Raciocínio semelhante podemos aplicar para procurarmos perceber a diferença de nível entre os que aqui ficarão, pois, a partir do terceiro milênio, é esperado que ocorra um rápido desenvolvimento tecnológico, sensorial e moral, e aqueles que irão reiniciar a longa jornada em mundos inferiores, e que, somente depois de muito tempo, conseguirão atingir o marco espiritual que hoje já começa a caracterizar os chamados eleitos do atual processo de reciclagem terrestre.
Como estarão esses espíritos que terão que enfrentar outras idades da pedra em ambientes planetários ainda mais desfavoráveis que os da Terra, após decorrido o tempo de exílio nesse novo mundo que os espera, e como estarão aqueles que na Terra ficarão, após decorrido o tempo correspondente no chamado fuso horário cósmico?
Os exilados, na sua média global, aqui vieram para reeducar os seus espíritos que estavam dominados pelo orgulho e rebeldia.
Complicaram-se, entretanto, devido às próprias tendências e inclinações ainda decorrentes do problema luciferiano, como também frente às condições do nível existencial da Terra àquele tempo.
Passaram a contrair débitos escabrosos na luta pela sobrevivência e, posteriormente, na disputa pelo poder.
Agravaram a própria condição espiritual que já era bastante grave e complicada, quando, mais uma vez, por orgulho e rebeldia, não aceitaram e/ou não desejaram enxergar as luzes que do alto eram jogadas, para iluminar a longa noite de trevas e ignorância que reinava no planeta.
Hoje, ao final de mais um ciclo da nossa vida espiritual, estamos todos nós, exilados de outrora, porém já naturalizados como seres terráqueos, firmemente irmanados aos irmãos que tiveram como primeira casa mater espiritual o orbe terrestre, para que juntos possamos superar período tão difícil da vida planetária.
Alguns poucos conseguiram atingir a postura interior sublime de dar a vida em obediência aos valores distorcidos de uma época para a ninguém ferir. São os que preferem morrer para não matar. É dar a outra face como nos ensinou Jesus. Ele mesmo, Sócrates, Gandhi e tantos outros ilustram essa falange de verdadeiros heróis da humanidade.
Outros, que representam a grande parte da comunidade terrena, matam para não morrer em momentos de defesa e/ou desespero. Ainda não atingiram condição espiritual de dar a outra face mas, apesar das muitas fragilidades que ainda lhes caracterizam o espírito, são tendentes ao bem e erram por serem imperfeitos.
Diríamos, ainda, que há aqueles que, ligados energeticamente às trevas, matam por matar. Qualquer motivo menor, a saber: dinheiro, poder, paixões, intrigas, disputas e outras coisas mundanas representam motivo bem mais importante que a dor e a desdita do próximo.
A esses irmãos que ainda procedem dessa forma bestial, praticando o mal pelo mal, seja a que nível for, a nossa prece a Jesus, a fim de que eles, inspirados pelo amor do Mestre, se permitam serem ajudados pelos seus guias espirituais, para que tomem, enquanto é tempo, aquela decisão maior a que nos referimos anteriormente, que os livrará de tão tormentoso processo de purgação e expiação espiritual, através do exílio iminente.
É por estes que todo esse trabalho está sendo feito.
É para evitar tamanho sofrimento a esses irmãos infelizes, que todo esse esforço está sendo levado a efeito, por ordem e desejo pessoal do Mestre
Jesus, pois longa, muito longa e penosa, bem mais dolorosa do que pode a atual inteligência do espírito terrestre perceber ou mesmo imaginar, é a jornada ascensional do espírito do estágio de expiação ao de regeneração.
O Mestre convoca a todos nós, espíritos encarnados tendentes ao bem, para trabalharmos nesse mister amoroso.
A um só que consigamos ajudar; a uma só ovelha desgarrada que ajudarmos a voltar para a convivência fraterna do rebanho; a cada ato amoroso nosso, uma árvore de frutos fraternos estará sendo semeada no coração de algum irmão necessitado de apoio e esclarecimento espiritual; façamos, pois, o trabalho que nos pede Jesus: amemo-nos uns aos outros independente de tudo o mais!
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