ReintegraçÃo cósmica. (Integral dos três livros juntos )



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3. Mecanismos Existenciais

1. Diversos Níveis

Segundo a Espiritualidade, o Mestre Jesus é uma espécie - aqui, decisivamente, começam a falhar as palavras, seja pelo mau uso que delas faço ou mesmo pela ausência de padrão comparativo e vocábulos que consigam exprimir, efetivamente, a idéia ou conceito intencionado - de co-Criador com o Pai Amantíssimo, de parte da Criação Universal. E como Ele, ou seja, Espíritos de Escol que governam, em Nome do Pai, partes específicas da Grande Obra da Criação, existem muitos outros Filhos Diletos que são espécies de pastores dos muitos e diversos rebanhos existentes e espalhados por todo o Grande Universo da Criação Divina.


Um desses Filhos Diletos co-Criadores com o Pai, plasma na parte da Criação que Lhe compete administrar os diversos níveis existenciais, através dos quais os seres em evolução, deverão passar em busca do aprendizado cósmico.
Os Arquitetos do Espaço que, coordenados pelo Governador ou Pastor dos chamados Grupos de Sistemas de Mundos ou Associações Sistêmicas, trabalham em todos os níveis de experiências existenciais. criando, desenvolvendo e acompanhando os diversos tipos de seres criados momentânea e especificamente para aquela parte do grande universo.
Os Prepostos do Filho Dileto co-Criador, Pastor ou Governador, como queiramos chamá-Los, organizam, portanto, todos os tipos de experiências existenciais em todos os níveis ou meios vibratórios distintos, por onde os seres criados desfilarão, durante a manifestação infinita do chamado tempo cósmico, em busca da perfeição, sem jamais perder a individualidade como a entendemos, ou seja, da comunhão maior com o Pai Universal onde todos são UNO com Ele.
Existem, pois, diversos níveis existenciais em cada uma das associações sistêmicas que formam a Grande Obra da Criação Universal.
Na associação sistêmica de mundos a que pertencemos - a qual abrange apenas pequena parte da nossa galáxia - no atual momento do tempo cósmico, que é governado por Aquele que na Terra ficou conhecido como Jesus Cristo, existem diversos níveis através dos quais as experiências existenciais são levadas a efeito para que a individualidade possa progredir em desenvolvimento espiritual.
Não é objetivo deste trabalho explicar e identificar esses níveis distintos uns dos outros, mas que se integram em seus pontos de contato e através da capacidade de comunicação e percepção sensorial dos seres que neles habitam. No presente momento, tudo o que nos compete é afirmar que, efetivamente, assim o é.
O assunto é muito complexo e difícil de ser desenvolvido dado, em primeira instância, à incapacidade de escrita deste aflito escrevente desses apontamentos que chegam, e à inexistência de palavras que possam significar, com clareza, as coisas e fatos pertinentes a esses outros níveis vibratórios como já o dissemos anteriormente. Esses níveis não têm padrões semelhantes ou correspondência com o nosso nível físico-material, que possa servir de parâmetro ou termo comparativo, para que se torne possível a expressão, em palavras, do que os Mentores Espirituais gostariam de transmitir. Tenho consciência de que são os meus fatores limitantes que dificultam maiores e melhores explicações. Seguramente. em futuro breve, tais virão, através de aparelhos terrenos mais qualificados e preparados para tal mister.
Vamos, portanto, apenas ratificar o que de há muito vem sendo informado por tantos autores através de diversas obras magníficas a respeito dos diversos planos, níveis ou dimensões existenciais, como são chamados os diversos estágios energéticos-vibratórios da Obra do Mestre Jesus. Somente podemos afirmar é que tudo o que até o momento foi descrito ou imaginado intuitivamente por diversos autores é pouco frente o que ainda virá.
Ele que já existia antes da criação da Terra e de seus habitantes - "Agora, pois, Pai, glorifica-me junto de ti, concedendo-me a glória que tive junto de ti, antes que o mundo fosse criado" (João 17,5) juntamente com o Pai Amantíssimo foram os Divinos Autores de tão magnífica obra que é a expressão maior do Amor do Pai e de um de seus Filhos Diletos.
No caso específico da parte universal a que pertencemos e, mesmo no caso de grande parte da Criação, podemos, com segurança de não estarmos muito longe da verdade dos fatos, afirmar que existem, pelo menos de forma distinta, os níveis existenciais que exporemos a seguir. O problema, ou melhor, o fantástico é que cada um desses níveis tem seus diversos sub-níveis vibratórios. cada um com suas características existenciais específicas sobre os quais, infelizmente, encontro-me incapacitado para ir mais além nas descrições e informações a respeito dos mesmos.

Especificamente no caso dos níveis existenciais principais referidos anteriormente, podemos, pobremente, descrevê-los da seguinte maneira:


- astral ou cósmico: individualidades espirituais muito adiantadas de espíritos encarnados libertos durante o sono do corpo físico-material que assumem magneticamente os seus corpos especiais ou astrais, ou ainda cósmicos, como alguns os chamam, e com estes mundos interagem, além dos espíritos desencarnados já bastante evoluídos também possuidores dos chamados corpos astrais ou cósmicos que, juntamente com extraterrenos que também em corpos astrais ou cósmicos se manifestam neste nível consciencial vibratório penetrando nos seus muitos níveis existenciais.
Como podemos imaginar, é neste nível que ocorre o grande congraçamento cósmico entre as diversas entidades que, independentemente do estado existencial momentâneo em que se encontrem suas individualidades, por já possuírem magneticamente a assunção dos fantásticos corpos astrais podem, por conseqüência do elevado fator evolutivo que as caracteriza, potencializar as suas individualidades nesta faixa vibratória de caráter bem especial. As leis energéticas pertinentes a este nível são comuns em quaisquer recantos do universo.
É o chamado e imaginado "não tempo"! Qualquer ser, em qualquer local do universo, independente da situação existencial momentânea, desde que evoluído, poderá penetrar nesse circuito, bastando, para isso, a inatividade e/ou aniquilamento momentâneo do veículo (corpo transitório) que estiver utilizando para que seja possível a assunção do corpo astral que abre todas as portas dimensionais e existenciais, se assim podemos dizer. Nesses níveis, o ser penetra e lá potencializa a sua personalidade cósmica. Lá o ser é chamado e tratado pelo nome que recebeu quando de sua criação pela Deidade, ou seja, o seu nome cósmico eterno e não pelos nomes de suas existências temporárias e transitórias como, por exemplo, as que efetua em planetas tipo a Terra.
- espiritual: onde vivem as individualidades não possuidoras de corpos físicos-materiais, ou seja, espíritos desencarnados que já morreram para os corpos transitórios daqueles mundos. As leis energéticas pertinentes a este nível, como também aos seus diversos subníveis, variam de acordo com as condições de cada orbe, apesar dos princípios morais que norteiam as vibrações decorrentes da postura íntima do espírito serem os mesmos em todo o cosmos.
Muito relutei em aceitar tais informações referentes às variações do nível espiritual de orbe para orbe. Mas, exatamente dessa forma me foi comunicado e constantemente confirmado e demonstrado posterior-ente. Não poderia mesmo ser diferente na medida em que as condições das chamadas esferas espirituais que circundam os planetas físicos-materiais dependem das emanações vibratórias e mais outras circunstâncias decorrentes e conseqüentes ao mundo físico-material.
- físico-material: onde nós vivemos, ou seja, espíritos encarnados em corpos físico-materiais característicos do planeta Terra Aqui também se encontram os outros planetas de condição vibratória próxima à da Terra, ou seja, nesse nível vivem todos os irmãos extraterrenos que vibram materialmente porquanto encarnados em corpos físicos-materiais específicos em outros planetas. As leis energéticas pertinentes a este nível, como também aos seus diversos subníveis, variam de acordo com as condições de cada planeta apesar dos elementos da química cósmica serem os mesmos em todo o universo físico-material.
- mundos paralelos: onde ocorre o complemento, a título de aprendizado e vivência pessoal da individualidade como se encarnada estivesse, de certas experiências existenciais que foram interrompidas por uma série de fatores nos mundos físico-materiais. Esses níveis formam um conjunto de ambientes onde tais experiências podem ocorrer, e são intermediários e se interpenetram com os níveis físico-materiais, espiritual e astral. São mundos que convivem, no nosso caso, com a Terra, e que com ela se assemelham sendo, entretanto, independentes desta. Outro aspecto é que nós não temos consciência da existência desses mundos. Eles, ao contrário, têm conhecimento do nosso. De vez em quando as civilizações de mundos paralelos mais adiantados têm contato conosco.
- não edificados: individualidades até certo ponto consideradas primitivas, dotadas de muito instinto e sentimento, porém com pouca capacidade de raciocínio, se é que tal podemos dizer. As leis energético-vibratórias pertinentes a este nível e subníveis também variam de acordo com as condições de cada orbe.
De cada um desses e de outros níveis - insisto que não há a menor pretensão de ter descrito todos os níveis existenciais - desdobram-se inúmeros planos existenciais que, por mais que nos esforçássemos, não conseguiríamos jamais transmitir sequer uma pálida idéia das muitas e incontáveis moradas que existem na Casa do nosso Pai Universal.
Tudo o que descortinamos é que o ser, criado em sua expressão mais simples por vontade da Deidade, herdou, de pronto, imantada no seu íntimo mais profundo toda a potencialidade do Pai, expressa poeticamente nos registros religiosos como "criados a Sua imagem e semelhança".
A partir da criação o ser começa a percorrer um longuíssimo caminho preparatório, ainda no campo evolutivo que podemos chamar de instintivo-sensório não-pensante. Após essa etapa aflora em seu íntimo, como se uma espécie de hálito divino o envolvesse, a condição pensante-racional que lhe é outorgada pela Deidade juntamente com um de Seus Filhos Criadores que, a partir daquele momento, terá aquela ovelha recém-admitida ao rebanho dos seres dotados de responsabilidade cármica sob Sua tutela de Pastor Amoroso.
Percorrerá, agora, o ser já dotado de inteira responsabilidade pelos seus atos e posturas íntimas, outra longa etapa da evolução do Espírito eterno, que é a desenvolvida nos muitos circuitos existenciais dos mundos físico-materiais, das esferas espirituais ligadas a esses mundos e, se for o caso, dos mundos paralelos cujos caminhos energéticos tenham a necessária interação com as realidades transitórias do nível físico-material. Muitas e múltiplas experiências existenciais são levadas a efeito nesses tipos de circuitos. E eles existem em quantidades inimagináveis por todo o cosmos.
Após esse longuíssimo percurso, quando o seu espírito atingir condição vibratória de porte elevadíssimo, desabrochará no seu íntimo ou, em outras palavras, lhe será investida pela Deidade e Seus Prepostos uma espécie de corpo cósmico-astral permanente que lhe abrirá todas as portas ascensionais e existenciais do grande universo.
Quando concluída essa etapa, o ser estará atingindo o chamado nível crístico e, somente a partir daí, terá contato direto com a Deidade, porquanto tornar-se-á uno com o Pai, sendo, doravante, uma espécie de preposto do Mais Alto para os mundos ainda em evolução na retaguarda espiritual.
Como o Pai cria incessantemente, sempre será necessária a existência de prepostos e trabalhadores do Pai pois, como nos disse Jesus, "grande é a messe, mas poucos são os operários". (Lucas 10, 2)
Enfim, a vida do ser é eterna porquanto eterna é a evolução do Espírito. Mesmo quando atingirmos o estágio de sermos uno com o Pai, ainda aí haverá um longo e infindável caminho a ser percorrido no seio das potencialidades infinitas da Deidade, caminho esse que, por si só, já se percebe infinito porque infinito é o caminho da Deidade e eterna é a Sua existência. Por isso somos, também, eternos, e infinito é o nosso caminho ascensional.
No futuro, seguramente, informações mais claras e objetivas chegarão inapelavelmente ao conhecimento do homem e mulher encarnados a respeito desses e de outros aspectos da Verdade Maior refletida na Obra da Criação Universal.
O objetivo deste capítulo pode ser considerado por alguns como simplista, pois estamos longe de conseguir demonstrar o que afirmamos por sabermos que o raciocínio absoluto não possui elementos, frente ao assunto em foco, para a prova concludente e necessária. Até mesmo porque certas coisas pertinentes a níveis existenciais superiores em vibração à nossa condição existencial atual não se consegue demonstrar. Ou evoluímos vibratoriamente para percebê-las ou simplesmente delas apenas teremos notícias. Elas são percebidas ou não!
Mas, ainda assim, o amigo leitor sabe que a realidade e os fatos a ela pertinentes não existem ou deixam de existir pelo simples fato de nós, espíritos encarnados e pobres em conhecimento e capacidade sensorial, podermos ou não demonstrá-los ou mesmo percebê-los.
O universo, efetivamente, é bem mais maravilhoso, fantástico, belo e complexo - como já dizia o grande astrônomo francês Camille Flammarion _ do que o percebido pelos sentidos do homem e da mulher terrestres.
Aproveitando-nos do fato de termos tido - por acréscimo de misericórdia do Pai e do Seu Filho Dileto - a graça de convivermos com tal processo de esclarecimento vindo do alto estamos, a pedido da Espiritualidade Maior, afirmando, simplesmente, que há, em verdade, muitas moradas distintas em diversos níveis existenciais na Casa do Pai.
Demonstrá-las e explicá-las conforme a necessidade dos sentidos do ser terrestre não nos cabe fazê-lo. Outros já fizeram o possível nesse sentido e outros virão e o farão ainda com mais propriedade, competência e conhecimento de causa.
Cabe, sim, aos homens e mulheres da Terra purificarem a condição moral e sensorial para melhor poderem enxergar e perceber a grandeza e a beleza do Poema Infinito da Criação Universal. Como já foi dito, não é o universo que se transforma para que nós o percebamos. Nós é que temos que nos transformar intimamente melhorando, assim, as nossas vibrações energéticas, para que possamos perceber mais e mais o grande, maravilhoso e complexo universo que nos rodeia com os seus múltiplos níveis existenciais.

2. O Sistema Solar

Cada sistema estelar, seja ele formado por uma ou mais estrelas, com seus respectivos planetas, tem uma realidade existencial que lhe é peculiar.


Seguramente, ao que nos é informado, nenhum sistema de mundos existe entre os incontáveis sistemas planetários do universo físico-material que não tenha a vida pensante potencializada em, pelo menos, seu correspondente, em termos vibratórios, ao nível cósmico-astral que lhe for inerente. A grande maioria dos sistemas de mundos tem, além do nível cósmico-astral, a vida também potencializada em esferas ou mundos espirituais. Esse conjunto de níveis existenciais, normalmente, envolvem ou estão ligados energeticamente a certos ambientes do universo físico-material apesar de, deles, independer completamente. Na verdade, esses níveis existenciais estão interligados, porém independem uns dos outros, até porque os mundos cósmicos-astrais e espirituais sempre existiram. O que não se pode dizer o mesmo em relação aos mundos do universo físico-material. Mas, isso é outra história.
Fato é que alguns sistemas de mundos - e tais se contam em números que assustariam a desavisada mente terrena - têm, também, a vida pensante potencializada em sua expressão vibratória mais baixa, pesada e grosseira que é essa referente aos mundos físico-materiais que possuem, agregados à suas naturezas físicas, os níveis dos não-edificados e dos ambientes existenciais paralelos. Tal é a situação do nosso planeta.
Abstraindo-nos de comentários mais complexos frente a assunto tão grandioso, já levados a efeito nas correntes da Teosofia e na Doutrina Espírita, podemos afirmar com tranqüilidade, que há vida espiritual em quase todos os planetas que circundam o nosso Sol; vida cósmico-astral em alguns deles; e vida física-material no planeta Terra e base comunitária em pelo menos um dos satélites de Júpiter.
Há, também, bases ou espécies de aeroportos interplanetários em diversos planetas e satélites do Sistema Solar que servem como espécies de pousadas transitórias para os viajantes siderais.
Houve tempos em que o quadro era outro e haverá um futuro em que, seguramente, outra será a situação, em termos existenciais, nos mundos do nosso sistema planetário.
Pouco nos foi informado a respeito de detalhes quanto aos diversos modus-vivendis que caracterizam as existências nos outros orbes do sistema. E se assim foi feito é porque, talvez, ainda não seja o momento propício para que este assunto seja aprofundado.
O pouco mais que poderíamos dizer já o foi informado em outras obras do gênero.
Vamos, pois, calar a respeito, na esperança de que no mais breve espaço de tempo possível os mentores espirituais forneçam mais informações para que melhor possamos compreender e perceber quão grande e belo é o nosso berço sistêmico.

3. O Caso da Terra

De há muito já o sabem os espiritualistas e, em especial, os espíritas, que a Terra encontra-se envolvida por diversos ambientes espirituais distintos ou esferas espirituais como comumente chamadas, cada uma com seus planos existenciais conseqüentes e específicos, formando um todo chamado orbe terrestre.


Distribuídos por todos esses ambientes, conforme a condição vibratória (marco espiritual) que emana de suas mentes, estão todos os espíritos que por força das leis existenciais que imperam em todo o Cosmos, aqui foram congregados desde tempos imemoriais, e que, sempre que possível, encarnam ciclicamente em corpos físico-materiais em busca da retificação de atos infelizes e da ratificação dos valores morais e éticos já apreendidos em lutas anteriores, com o propósito maior de vencer a horizontalidade do mundo e envolver-se na sublime vertical idade que Jesus propõe.
Cada um desses planos funciona como uma espécie de degrau da longa escala evolutiva e, cada um de nós, espíritos no momento encarnados, irá para aquele ambiente espiritual que lhe for próprio e compatível, conforme a afinidade vibratória entre a nossa mente e os ambientes já existentes após o desencarne.
É como se a vida carnal na Terra fosse o laboratório das principais experiências do espírito (mundo causal) e, quando desencarnado na espiritualidade (mundo dos efeitos), ocorreria a necessária depuração energética, a revelação dos resultados dessas experiências e o conseqüente preparo para as próximas experiências no mundo dos encarnados. Mas, na verdade, o mundo causal é o de vibração cósmico-astral. Assim nos referimos apenas para melhor tentar explicar as relações entre a vida do espírito encarnado e deste, quando desencarnado.
Da mesma forma que pisamos o chão da crosta terrestre, os espíritos desencarnados pisam o chão do plano ou ambiente espiritual em que estejam inseridos.
Na medida em que temos a liberdade de nos movermos na crosta, os espíritos desencarnados dispõem da capacidade - inclusive bem mais fácil do que quando na condição de encarnados - da livre movimentação dentro do plano vibratório que os rodeiam, como também têm fácil acesso aos que lhes são inferiores em condição energético-vibratória.
Se não podemos ascender naturalmente a planos superiores, os espíritos ligados às esferas mais próximas à crosta terrestre também não o podem fazer. Se aqui é necessário o concurso de médiuns para a comunicação entre dois planos existenciais diferentes, lá, ou seja, nas esferas mais próximas, quando na tentativa de comunicação com esferas mais elevadas ocorre processo semelhante, sendo, a bem da verdade, bem mais simples e facilitado, devido à ausência do corpo material-carnal.
De forma inversa, os espíritos mais desenvolvidos que habitam as esferas mais altas têm livre acesso a todos os planos que lhes estão abaixo em termos de escala e posicionamento vibratório-energético. Como nós, espíritos encarnados, por estarmos vivendo na base dessa escala vibratória, ou seja, no nível mais baixo e mais pesado, podemos facilmente deduzir que convivemos com todos os níveis de espíritos desencarnados pois todos eles têm acesso ao plano físico terrestre.
Não mais iremos adiante com este assunto pois seria repetir tudo o que já foi amorosamente revelado e explicado na Doutrina Espírita e em alguns postulados da Teosofia.
Concluímos este capítulo, pedindo ao Mestre Jesus que ilumine e inspire a todos os cidadãos terráqueos para que possam ver e enxergar além das tolas e frágeis fronteiras das diversas culturas religiosas do mundo terrestre. Tudo o que foi realizado pelo Mais Alto para somar, não pode dividir. Deus, nosso Pai, é Um só! Seus Prepostos, mesmo que na Terra tenham se dirigido a uma ou outra comunidade regional específica, por força da diversidade terrestre, estão todos congregados no esforço de bem informar e espiritualizar a todos os seus irmãos presos energeticamente ao orbe terrestre.
Não é conveniente, no atual momento da História Terrestre, que um católico deixe de estudar as informações espíritas devido à aparente intolerância religiosa; não pode um protestante deixar de encontrar nos ensinamentos do Tao reflexões sábias que alimentam e enternecem o espírito; não mais é aceitável que um islamita feche os olhos à beleza dos ensinamentos presentes no Judaísmo, no Catolicismo, onde for que se encontre uma semente de sabedoria fecundada pelo Amor do Pai e semeada pelos Seus Prepostos.
Os espíritas não podem pensar que tudo está contido no Espiritismo, quando aquele mesmo que o codificou informou que muito mais estava por vir; não devem os religiosos de qualquer segmento pensar que toda a verdade está contida em apenas uma das partes de uma cultura religiosa planetária de um mundo atrasado e ainda tendente ao primitivismo do espírito; se esta não se insere no todo religioso terrestre quanto mais em uma de suas partes. Tola é a pretensão daqueles que assim pensam e afirmam tudo saberem. Em realidade, assim o fazendo, apenas atestam o quanto ainda não perceberam ou demonstram, simplesmente, que o orgulho e a ilusão conseqüentes a tão pobre forma de expressão do raciocínio os impedem, no momento, de perceberem algo mais.
Qualquer um que queira seguir adiante com o seu desenvolvimento espiritual deve procurar superar a longa lista de sentimentos antipáticos e intolerantes existentes entre os diversos segmentos das filosofias religiosas, tão longamente cultivados por todos nós no passado terrestre. Não há como ir adiante preso aos grilhões do passado!
Tentemos, pois, aprender mais e mais tudo o que pudermos dos múltiplos e diversos ensinamentos sejam eles de caráter católico, protestante, budista, espírita, teosófico, islâmico, judaico e tudo o mais que tiver relação com a busca do entendimento da Filosofia Cósmica do Deus-Pai e da Eternidade do Seu Amor. Se. porventura, tudo isso já soubéssemos, ainda assim seria muito pouco o que pensaríamos saber frente o contexto cósmico. Proceder diferente é estacionar dentro de uma crença que se supõe absoluta e conclusiva como se o todo ali estivesse contido. É a total ausência de bom senso. É estar desconectado com o presente e o futuro.
Lembra-nos o Mestre Jesus que todos nós precisamos renascer interiormente para que possamos entrar nos Reinos dos Céus, ou seja, adentrarmos regiões celestes mais desenvolvidas. Ora, o Reino dos Céus é acima de tudo um estado de espírito - um marco espiritual - que nos propicia condições de sermos acolhidos em ambientes espiritualmente muito evoluídos, sendo, portanto, aspecto menor da questão se a roupagem dos que lá chegam é de modelo católico, islâmico, espírita ou qualquer outra, religiosa ou não. O que importa é termos amor no coração e amarmos a todos os que nos rodeiam na grande obra da Criação Universal. Esse é o grande ingresso para a evolução espiritual. O amor é o único passaporte seguro para o espírito nas muitas viagens evolutivas que terá de fazer por todos os níveis existenciais do grande universo.
Lembremo-nos sempre de que o "amai-vos uns aos outros" é a constituição cósmica para todos os cidadãos do universo. Devemos, pois, nos preocupar bem menos com a roupagem e muito mais com a essência do que somos, pensamos e sentimos, posto que é o resultado energético disso que plasmamos indelevelmente na nossa própria condição cósmica, porquanto é nessas possibilidades e na conseqüente responsabilidade de possuí-Ias e praticá-las que reside a nossa semelhança com o Pai.
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