ReintegraçÃo cósmica. (Integral dos três livros juntos )



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I. PRIMÓRDIOS DE UMA ÉPOCA

CAPÍTULO DOIS

Capela - Sede Sistêmica

Novo conclave é marcado para ser resolvida a questão do mundo-plataforma a ser escolhido. Todas as equipes de trabalhadores siderais deslocam-se para um dos planetas do sistema de Vega, local onde ocorreria o novo encontro.


Novamente se reuniam os diversos grupos de trabalho para apreciação dos temas em pauta.
Todos aguardavam com muita expectativa a chegada do Mestre e de sua equipe pessoal de assessoramento pois, qual a ovelha que não se embevece se é iminente o encontro com o seu Pastor?
Além do que, ter a oportunidade de conviver, por alguns instantes que seja, com seres do chamado naipe crístico, é tido para todos como uma graça da Deidade.
Esses seres, que são verdadeiros prepostos do Pai, que na graduação cósmica encontram-se no primeiro patamar da hierarquia divina daqueles que são uno com a Deidade, têm nessa característica — que os distinguem em termos energéticos de todos os outros que ainda tal não conseguiram lograr — o majestoso marco de evolução cósmica que os tornam espécies de quase-deuses, se assim podemos nos referir.
Mas eles mesmos são quem informam ao resto do cosmos que, Deus mesmo, somente existe um: o Pai Amantíssimo.
Várias abordagens preliminares já estavam em andamento. Algumas hipóteses foram apresentadas para averiguação inicial, antes da chegada do Mestre.
Eis que Ele chega e traz consigo um outro ser do Seu mesmo padrão vibratório-crístico que superintendia outra associação de mundos da nossa galáxia. Essa associação, dentre as centenas que existem apenas na Via Láctea — a galáxia em que vivemos como é conhecida na Terra — era uma das poucas que já havia alcançado a condição de deslocamento intergaláctico. E ali se encontrava presente, com Seu Irmão na Deidade, para a cooperação fraterna.
A título de explicação, a forma — ou veste, como Eles preferem chamar — com a qual o nosso Mestre se apresenta na Sua vida cósmica é bastante aproximada daquela que Lhe foi plasmada na sua experiência terrena.
Dizem mesmo os mentores destes trabalhos que não poderia ser diferente porquanto a condição genética da cápsula que foi inserida em Maria, para possibilitar Seu nascimento entre nós, era, na verdade, espécie de clonagem adaptada às condições terrenas da própria condição cósmica-pessoal do Mestre, limitada à forma e ao condicionamento humano herdado de sua mãe. Em outras palavras, podemos dizer que a forma física da pessoa de Jesus é uma espécie de retrato aproximado ou moldagem terrena da Sua forma cósmica.
Esse outro ser crístico, ao contrário do Mestre, apresentava-se, naquela oportunidade, se comparado com o padrão das formas terrestres, como sendo homem de idade algo superior àquela que tinha Jesus quando terminou o Seu testemunho amoroso. Mesmo sendo extremamente simples, a exemplo do que o é o próprio Mestre, a presença de ambos enternecia e silenciava a todos devido às altíssimas vibrações que partiam dos seus Espíritos.
Dizem os cronistas da Espiritualidade que um ser crístico, apenas em Sua forma cósmica, já consegue envolver todo um orbe com a energia decorrente de sua vibração pessoal; tentemos imaginar o que não significa para um ser menor em evolução encontrar-se presente em ambiente onde estão dois desses seres maravilhosos.
Ao fim do conclave foi escolhido um pequeno e belo planeta azul que, naquele momento encontrava-se desabitado na sua esfera existencial física. Mesmo já tendo ocorrido levas de vida pensante no passado remotíssimo daquele mundo de um sistema planetário de um único foco estelar, o mesmo havia sido escolhido porque atendia completamente a todos os critérios da abordagem técnica.
Estava decidido. O planeta azul do sistema de mundos próximo à borda da galáxia iria ser palco, dentro em breve, de um complexo sistema operacional interplanetário para edificação de uma base-plataforma intergaláctica.
Após tomada a decisão, a notícia foi transmitida para todos os sistemas associados e, de forma especial, para os mundos que formavam o sistema de Capela.
Nesses mundos residiam os seres que tinham a graça de privarem de maior e mais próxima convivência com o Mestre que, normalmente, deslocava-se repetidas vezes em visiLação fraterna.
Em Orbum congregavam-se os seres mais evoluídos dos sistemas que compunham, numa analogia com a situação governamental terrena, os "ministérios" dos diversos campos específicos da vida cósmica. Eram, na verdade, os seres que formavam o que poderíamos chamar de primeiro escalão. Residiam nesse planeta não mais que duas dezenas de milhões de entidades.
Nos outros mundos de Capela, como também nos demais sistemas planetários dessa parte da galáxia, congregavam-se os demais seres que formavam os diversos departamentos técnico-operacionais ligados aos chamados ministérios de Orbum.
É sempre importante frisar que, independente da posição funcional que o ser ocupe na grande organização intersistêmica, ele terá sempre que desenvolver atividades comuns e peculiares a sua própria sobrevivência no mundo que lhe serve momentaneamente de berço planetário.
Não nos iludamos. O trabalho existe em todos os níveis existenciais do cosmos e é importante fator de evolução. "O Pai trabalha incessantemente", nos disse Jesus. Ele também!
Todos esses ministérios, departamentos e outras subdivisões encontram-se harmoniosamente distribuídos dentro de um certo conjunto organizacional a que denominaremos de hierarquia celeste, de caráter bem diferente daquela a que nos referimos anteriormente — hierarquia divina —quando da abordagem dos mundos superiores.
Nesta última não ocorre distinção de autoridade e/ou marco espiritual dos seres que a compõem porque todos são uno com o Pai, enquanto que na hierarquia celeste, além dos aspectos funcionais e operacionais que são diversos e distribuídos pelas diversas classes de seres que a formam, também se agrupam níveis de autoridade e desenvolvimento espiritual das individualidades, formando um conjunto extremamente complexo e diferente de tudo o que existe nas formas organizacionais terrenas.
Especialmente nos outros mundos do sistema de Capela, poderíamos dizer que neles encontravam-se comunidades planetárias que, nas suas especificidades, formavam a parte operativa de Orbum ou, em outras palavras, eram espécies de mundos de apoio à sede da governadoria celeste localizada no planeta Orbum.

Se pudéssemos traçar algum tipo de correlação com a situação terrena — o que não deveríamos intentar, mas seremos obrigados a fazê-lo para melhor entendimento, mesmo que venha a prejudicar um pouco a verdade dos fatos — diríamos que, em Orbum ficariam simplesmente o palácio ou casa de governo, as centrais ministeriais e a assessoria mais direta. E nos outros planetas do sistema, as partes de apoio, execução, controle operativo e demais órgãos departamentais pertinentes à organização de nível tão complexo.


Orbum seria a capital da área cósmica governada pelo Mestre com toda uma vida peculiar riquíssima em atividades diversas, além da função de governadoria, inerente à capital de uma associação de sistemas de mundos. Apesar de ter como população uma quantidade modesta de seres — se comparada com a situação da Terra — a vida naquele mundo é expressa em um nível de intensidade, beleza e multiplicidade de aspectos jamais desconfiado pelos padrões terrenos.
Assim também os demais planetas de Capela que, além das características funcionais de apoio a Orbum que lhe são pertinentes, têm, nos seus aspectos existenciais, todo um outro conjunto de atividades que ocorrem no cotidiano daqueles mundos.
Enfim, podemos afirmar que todo o sistema de Capela com seus diversos mundos é, na realidade, a sede governamental da parte da galáxia onde vivemos.
Não nos alongaremos nas exposições acerca das características funcionais dos outros sistemas de mundos — dentre outros — ligados à situação terráquea, a saber, Vega, Tau Ceti, Antaris, Epsilon Eridani e Próxima Centauri porque serão assunto para trabalhos que, no momento oportuno, serão publicados.

I. PRIMÓRDIOS DE UMA ÉPOCA

CAPÍTULO TRÊS

Proximidade ao Mestre

Entre os mundos de Capela haviam dois nos quais residiam os seres menos evoluídos de todo o sistema. Assim dizemos comparando-os aos residentes em Orbum. Entretanto, se os comparássemos aos demais mundos da associação intersistêmica, seríamos obrigados a dizer que os mesmos possuíam marco espiritual — leia-se bagagem existencial — já considerado bastante elevado.


Na vibração da linguagem terrena, os nomes desses planetas seriam algo próximo a Dan e Zian.
Neste último, especificamente estavam congregados desde há muito, seres que, nos últimos tempos cósmicos, tinham sido convidados a lá residirem, com o objetivo de desenvolver certas atividades necessárias àquela parte do cosmos, já sendo, por toda comunidade sideral, considerados cidadãos capelinos.
Esses seres, além das atividades normais pertinentes à vida em Zian, realizavam tarefas no campo da busca, codificação e repasse de informações gerais do resto da Via Láctea — nossa galáxia — para o ministério que, novamente utilizando algum padrão comparativo com a situação terrena, poderíamos chamar de Relações Exteriores.
Esse ministério que tinha e ainda tem a sua sede central em uma das regiões de Orbum, dentre muitas outras prerrogativas, relacionava-se com as diversas associações intersistêmicas da galáxia e estava se habilitando a começar o relacionamento funcional com associações de outras galáxias.
Dessa maneira, havia algumas equipes de trabalhos de Zian que tinham que se deslocar constantemente em busca de informações e aferições in loco de certos aspectos da vida cósmica em muitos lugares.
Uma dessas equipes se caracterizava por, constantemente, além dos deslocamentos normais às regiões de pesquisa, dirigir-se também à sede do ministério em Orbum, onde normalmente encontrava-se com o Mestre porque certas informações peculiares resultantes das pesquisas realizadas eram do seu interesse pessoal.
Essa equipe, formada à época da narrativa por 736 indivíduos — conhecida naqueles tempos como a famíliaVal ou o grupo Val — deslocava-se em três grandes naves e, com o tempo e os trabalhos desenvolvidos, tornou-se uma espécie de equipe especial.
Devido ainda à característica dos trabalhos desenvolvidos, como também por outros aspectos que talvez no futuro sejam melhor explicitados, passou a ser constantemente solicitada pelo Mestre para contatos, sejam pessoais ou através de certos canais de comunicação característicos àquela tecnologia, para a troca de informações e/ou orientações.
É importante frisar que dentre os costumes daqueles mundos havia o de se acrescentar o nome da equipe de trabalho ao próprio nome cósmico da individualidade.
Assim, todos os membros do grupo de trabalho a que nos referimos tinham o "Val" antecedendo o nome cósmico. Dessa forma, todos os seres do sistema de Capela estavam identificados pelo próprio nome cósmico, antecedido de uma espécie de prenome que caracterizava o tipo de trabalho que desenvolviam como também à própria família a que pertenciam. Lá, diferentemente da Terra, as famílias já formam os próprios grupos de trabalho das diversas comunidades planetárias.
Na Terra definimos a família como sendo uma reunião de pessoas aparentadas que vivem próximas umas das outras, afetiva ou fisicamente falando. São pessoas que têm mesma ascendência, o mesmo sangue.
Por ter sido o nosso planeta durante tanto tempo um mundo de purgação e expiação, as famílias que nele se formam são, na verdade, reunião de espíritos compromissados e que, normalmente se encontram em débito espiritual uns para com os outros, não possuindo, necessariamente, afinidade entre si.
A bem da verdade, quase sempre são adversários de vidas passadas que, sob o domínio da inevitabilidade consangüínea, são obrigados a conviver a duras penas. Com isso, quando conseguem um mínimo de sucesso, aprendem a se perdoar reciprocamente nascendo daí laços amorosos e de gratidão que promoverão no futuro, melhores condições reencarnatórias. Esse é, infelizmente, o pano de fundo espiritual da maioria das famílias terrenas.
Há uma outra característica muito representativa dessas mesmas famílias que é o fato de, espíritos já razoavelmente evoluídos, receberem como parentes companheiros de situações infelizes do passado espiritual e que ainda se encontram em condições perturbadoras, para tentar ajudá-los.
Muito mais poderia ser dito sobre esse tema mas, por não ser esse o objetivo do presente trabalho, diríamos, a título de conclusão, que, poucas são as famílias terrenas que se reúnem sob a benção da afinidade entre os espíritos que as compõem. Esse fato é emblemático em mundos atrasados. Em contrapartida, nos mundos mais evoluídos, as famílias se congregam pela afinidade entre os seus pares que professam os mesmos ideais, têm os mesmos interesses e normalmente desempenham funções profissionais dentro de um mesmo campo de trabalho.
Assim é nos mundos de Capela e em muitos outros.
No caso dos quatro personagens espirituais presentes nesta narrativa, três eram da mesma família: Val Ellieh, Val Elliah e Val Ellam. O quarto pertencia a uma outra que será descrita mais adiante.
Obriga-nos o assunto em questão, a desenvolver sucintamente um tema que é motivo de muita discussão entre diversas correntes de estudo terrenas. Refere-se ao fato de que, segundo os mentores do presente trabalho, somente o ai é onisciente e onipresente, ou seja, sabe tudo e está ao mesmo tempo em toda parte.
Quanto aos demais seres da hierarquia divina que compõem as hostes da Deidade — do chamado nível crístico para cima — da qual faz parte o Mestre Jesus, podem estar em qualquer lugar e saber qualquer coisa mas não podem estar em todos os lugares ao mesmo tempo ou saber de tudo a todo momento.
Esses seres independem do tempo mas têm que se deslocar porque não podem estar em todos os lugares. Assim sendo, podem harmonizar-se com o circuito de informações que desejarem mas não sabem de tudo.
Se estiverem ocorrendo fatos em muitos recantos cósmicos que Eles não saibam, é necessário que sejam informados. A partir daí, com uma simples expressão de uma das múltiplas potencialidades dos Seus corpos cósmicos, podem interagir com qualquer ambiente ou situação que desejem.
Portanto, a família Val privava de uma convivência direta com o Mestre. Sejam pelos deslocamentos constantes até Orbum, pelas visitas que o Mestre fazia a Zian ou mesmo pelos contatos que mantinham com Ele quando em missões pela galáxia.

Tão próxima era essa relação que alguns representantes dessa equipe eram chamados para algumas reuniões em Orbum.


Outro detalhe deve ser ressaltado, mesmo que também venhamos, a título de usar alguma imagem ilustrativa terrena, a distorcer algo da conceituação que queremos expor.
Refere-se ao fato de que, devido à necessidade imperiosa de permanecer muito tempo em Orbum, procedendo às tomadas de decisão quanto aos assuntos e problemas diversos sob Sua tutela, o Mestre convidava, em renovadas oportunidades, alguns membros dessa equipe para que O visitassem, a fim de conversar a respeito dos muitos aspectos que envolviam as viagens pelos recantos da Via-Láctea.
Quando isso ocorria, um dos personagens pertencente à família Val, citado anteriormente, sempre levava consigo o eu velho mestre codificador, responsável por uma espécie de departamento no planeta Zian, para onde convergiam todas as informações coletadas, não só pela familiaVal como também por todas as outras que trabalhavam nos diversos campos da pesquisa cósmica.
Esse ser -- pertencente a uma outra família cósmica —era muito respeitado e mesmo venerado por todos os cape-limos. Era Um dos poucos que o Mestre convidava para acompanhá-Lo, quando de suas incursões por mundos ainda mais adiantados que o próprio planeta Orbum.
Nunca se soube exatamente o porquê dele se apresentar com a forma de um ser venerável, aparentando bastante idade capelina. Ele era mestre de alguns membros da família Val — como também de membros de outras famílias —no campo da chamada arte da codificação cósmica.
Tal matéria tinha como base lógica a premissa de que, o todo da Deidade — e Seus atributos potencializados e perceptíveis — jamais seria inserido em alguma de suas partes, necessitando, com isso, alguma metodologia de estudo que o simbolizasse ou o registrasse em padrões resumidos, diante dos muitos níveis evolutivos existentes nos orbes espalhados pelo cosmos. Daí o imperativo da arte da codificação. Para tal mister, o atributo das conquistas morais e mentais era fator essencial para aqueles que pretendiam iniciar os seus espíritos nesse aprendizado.
O velho codificador de Zian, de sua parte, era exemplo não só desses atributos como de muitos outros. A todos enternecia com sua presença simples e amiga. Seu conhecimento era notável. Dizia-se mesmo que ele era um ser já possuidor da unidade com o Pai, mas que escolhera, voluntariamente, trabalhar nos mundos em evolução, sem ocupar qualquer cargo ou função de mandatário celeste.
Foi com ele o último contato da família Val antes de se dirigir para o planeta azul com vistas ao atendimento da solicitação do Mestre. Foi dele o último abraço que alguns poucos Wembros Val receberam antes de se deslocarem em mais uma missão de pesquisa pelo cosmos afora, aspecto ue tanto caracterizava os membros dessa família.
Coincidência ou não, quatro dessas entidades viriam a ser, no futuro longínquo das encarnações terrenas, já após exilados na Terra, exatamente aqueles espíritos que reencarnaram como dois dos membros da família Polo, um comerciante que ajudou a financiar a empreitada pelas terras do Oriente e um dos magistrados do Grande Conselho que overnava Veneza.
Laços estranhos, os do destino cósmico que, sempre reescrevendo os muitos caminhos conseqüentes às opções do livre-arbítrio do espírito, termina por colocar atores e situações a se repetirem em novos personagens e atos da grande peça existencial que é a vida cósmica do espírito eterno.
Nos tempos a que vimos nos referindo no sistema de Capela, eram, portanto, esses seres, observados com carinho e especial atenção pelos demais, por privarem da graça da intimidade com tão majestoso Ser.
Eram dias capelinos de muito trabalho e pesquisa.
Após a decisão tomada de estabelecer no longínquo planeta azul a tão sonhada base-plataforma para deslocamentos futuros, o Mestre solicitou a essa equipe que fizesse um estudo paralelo aos demais que já estavam sendo desenvolvidos por outros grupos de trabalho.
A solicitação do Mestre prendia-se a estudo específico quanto às conseqüências energéticas da instalação da base-plataforma para certo ramo de mamíferos marinhos que foram resultantes de experimentos realizados em tempo remotíssimo nos oceanos da Terra por uma outra civilização do sistema de Capela — os Ardenyanos — e que existiam, como ainda existem, nos mares do nosso planeta.
Esses experimentos visavam a semeadura de vida animal inteligente no meio aquático terrestre, já que este, diante das condições da época — há mais de cento e cinqüenta milhões de anos atrás —, era o mais propício ou, sob outra ótica de análise, o menos complicado para que esta se desenvolvesse. Começava a existir, à época dos fatos, o domínio dos dinossauros que passaram a imperar nos continentes e mares terrenos, o que tornava a existência em terra firme bastante complicada.
Mesmo já tendo existido levas de vida material pensante vindas de outros planetas que chegaram a coexistir, durante alguns períodos com aqueles animais — a muito custo aceitamos essa informação dos mentores do presente trabalho — não havia, diante das possibilidades de análises de então, condições de grandes desenvolvimentos e expectativas quanto à vida pensante nos continentes.
Apesar de também existirem membros da família dos dinossauros que viviam no meio aquático era, entretanto, principalmente nos continentes que residia a maior variedade dos grandes representantes daquela família que dominou a Terra por várias dezenas de milhões de anos. O domínio que os membros dessa família exerciam no ar e na terra tomavam insuportável a permanência das equipes, mesmo que somente em bases, durante muito tempo, no ambiente terrestre. Restava, portanto, somente o meio aquático como ambiente propício à tentativa de se potencializar algum tipo de vida pensante.
Essa era a missão dos ardenyanos que, na verdade, são seres aquáticos que habitam um planeta praticamente dominado por oceanos, no sistema de mundos de Capela.
Os estudiosos e apaixonados pelos golfinhos, baleias e outros mamíferos marinhos até hoje se intrigam diante de algumas características que eles apresentam. Não é a toa. Tempo virá em que todo esse processo será esclarecido.
Com esse objetivo a equipe deslocou-se até a Terra, estabelecendo, conforme planejamento adrede preparado, espécies de pequenas colônias em dois dos satélites de Júpiter —como também no planeta Marte onde já existira vida em um passado ainda mais remoto — para servir de base de apoio a futuras missões.
Não imaginando aqueles seres, à época dos fatos em questão, que em futuro breve estariam todos implicados em grande equívoco e, exatamente naquele belo mundo azul que estavam pesquisando, iriam eles terminar a sua longa e infelicitada rota de exílio.
II. PROBLEMAS EM CAPELA

"E o menor pretendeu conceber o maior, como se uma pequeníssima parte udesse conter o todo".


Das Crônicas de Dan.



II. PROBLEMAS EM CAPELA

CAPÍTULO UM

As inquietações de Lúcifer

Há cerca de um milhão e duzentos mil anos atrás aportavam às bases próximas à Terra as três grandes naves e toda sua logística para o início do desenvolvimento dos trabalhos solicitados pelo Mestre.


Aproveitando-se de uma base operacional que já existia em Marte e que passou a ser a principal — servindo as outras duas que também já existiam, localizadas nos satélites de Júpiter, Europa e Ganimedes, como apoio para entrada e saída no palco operacional do sistema — a equipe se preparava para travar contato com fauna e flora tão ricas na sua diversidade.
Constantemente se deslocando até a Terra para a realização dos trabalhos nos seus oceanos, toda a equipe deliciava-se com a beleza natural presente em toda parte.
Mergulhando com suas naves de apoio em diversos mares da Terra procediam os grupos de trabalho às verificações que haviam sido encomendadas tendo em vista o carinho do Mestre por todas as formas existenciais porquanto emanadas da fonte eterna do amor do Pai.
Quanto há ainda para ser esclarecido a respeito de levas existenciais, tarefas de equipes siderais e outras ocorrências que tiveram como palco os planetas Terra, Marte, e alguns satélites, como, por exemplo, os dois de Júpiter referidos anteriormente, tendo tudo isso ocorrido durante o espaço de muitas dezenas de milhões de anos atrás.
A seu turno, toda essa história de lutas e conquistas incessantes durante a longa jornada evolutiva do espírito eterno que ocorreram no nosso sistema planetário — sistema solar — será devidamente esclarecida. Até lá, contentemo-nos com a presente e modesta narrativa de apenas um milhão e duzentos mil anos atrás.
Enquanto isso, em Capela, a vida cósmica desenvolvia seu curso normalmente. As diversas comunidades planetárias continuavam nas suas lutas ascencionais, tendo, na pessoa do Mestre, o foco irradiador dos estímulos e orientações necessárias.
Entre as diversas equipes de trabalho distribuídas na grande hierarquia que assessorava o Mestre, havia uma que possuía entre os seus pares, um ser que a todos encantava com sua capacidade pessoal de desenvolver assuntos e temas dos mais diversos, abordando muitos dos aspectos da vida cósmica.
Essa equipe era especializada, por assim dizer, no estudo e desenvolvimento de padrões mentais de percepção ,— que poderíamos denominar de paradigmas da Mente Espiritual em evolução ou qualquer outro conceito que disso se aproxime —, tanto no campo consciencial como no instintivo.
Em outras palavras, estudava a forma de se ver e perceber os aspectos exteriores da grande obra da Criação Universal, tanto da parte dos seres pensantes como também daqueles em escala existencial inferior, ainda desprovidos da luz do raciocínio mas que, através do instinto ou de outras formas perceptivas, interagiam com os ambientes que os rodeavam.
Se a equipe a que vínhamos nos referindo anteriormente — o grupo Val — era formada por 736 seres, essa possuía um número de membros bem maior. Na época dos fatos em questão era formada por 5.420 individualidades. Seus membros normalmente residiam no planeta Dan. Essa equipe era denominada por uma expressão que, aproximando-a das características terrenas, seria algo próxiio aYel.

Se levarmos em consideração que na Terra não há dois seres humanos iguais e que cada um tem uma percepção distinta das demais quanto a tudo que nos cerca, imaginemos o cosmos que palpita de vida em todos os seus recantos.


A exemplo do que aqui ocorre, podemos, também, afirmar que não existem dois seres cósmicos iguais — a não ser casos raríssimos de certo padrão de clonagem e outras experiências ainda carentes de serem entendidas pelo atual nível da percepção terrena — e que cada um, de forma singular, tem seu marco evolutivo, com suas conquistas e problemas distinto dos demais, tendo, portanto, a sua forma pessoal de ver e perceber o universo que o rodeia.
Era esse, como ainda é, o campo maravilhoso de atuação dessa equipe à qual pertencia o irmão cósmico que na Terra ficou conhecido como Lúcifer. Nos tempos de Capela, esse ser era chamado deYel Luzbel.
A essa mesma família cósmica pertencia também aquele que futuramente encarnaria na Terra como um dos apóstolos de Jesus cujo nome nos registros de Dan eraYel Liam.
Estudar, entender, catalogar e daí inferir os padrões do pensamento cósmico dos seres em evolução, de forma simplista, diríamos ser esse o objetivo maior dessa equipe.
A codificação pretendida era e é de vital importância para que haja a justiça das leis cósmicas de causa e efeito nos mundos transitórios.
Há um sentido gradualístico nas leis do carma que não foi possível, até então, ser explicado à comunidade terrena — ainda não havia chegado o momento, segundo os mentores espirituais do presente trabalho — mas que, dentro em breve, será esclarecido.
Essa graduação vibratória cármica necessita do padrão de raciocínio e percepção de cada ser para que, somente sobre suas condições conquistadas, possam versar as exigências, no campo das realizações pessoais, das leis evolucionistas presentes em todo o cosmos.
Apesar da individualidade que caracteriza qualquer ser na maioria dos padrões existenciais do cosmos — assim nos referimos porque há casos que fogem à compreensão terrena — , qualquer ser cósmico está situado dentro de uma certa faixa evolutiva onde os padrões de percepção, os obstáculos evolucionistas e as possibilidades de conquistas são comuns a todos que ali estão inseridos.
Sem o trabalho desenvolvido por essa equipe, outra haveria de ser a solução encontrada pelo Mestre para que o caos e a desarmonia não fossem a tônica do padrão existencial na parte do cosmos sob a Sua jurisdição amorosa. Sem a contribuição da família Yel não haveria a chamada base legal e legítima da qual tudo o mais referente às leis de causa e efeito é conseqüente.
É com base nesse trabalho que as marcações energéticas que, indelevelmente se plasmam na condição espiritual do ser a cada postura íntima assumida e/ou ato por ele praticado, são caracterizadas por um certo quantum de energia vibratória.

Essa equipe, que era bastante numerosa, possuía diversos grupos que tratavam de assuntos específicos pois Muitos eram os aspectos envolvidos na questão em estudo.


Lúcifer, de toda a equipe, era o ser que mais se dedicava à pesquisa no campo específico da percepção da Deidade pelos menores em evolução.
Na medida em que, através da simples utilização das potencialidades da mente, os seres em evolução não podiam perceber diretamente a Deidade, restava a um certo processo no campo da sensibilidade espiritual presente no íntimo de cada ser, o complemento perceptivo para que o mesmo pudesse construir uma idéia mais segura acerca da existência do Pai.
Esse certo processo sensorial — perdoe-nos o leitor pela utilização das palavras mas é muito grande a dificuldade para definir, na linguagem terrena, padrões e fatos de outros mundos que não têm similar no nosso — ou postura íntima, se comparássemos com a situação terrena, seríamos obrigados a observar sua semelhança com os sentènentos de cre,nça e fé que caracterizam aqueles que vivem na Terra.
Fato é que, estudar esse sentimento, que na verdade era uma espécie de complemento às potencialidades da mente para que se tornasse possível a percepção da Deidade, era tema central e preocupação constante do grupo específico de trabalho a que pertenciamYel Luzbel eYel Liam.
Inquietava a Lúcifer a grande diversidade de níveis perceptivos dos seres em evolução espalhados pelos muitos níveis existenciais do cosmos. E, quanto mais estudava e refletia a respeito do assunto, passava a se questionar por que seres do seu nível vibratório tinham praticamente as mesmas dificuldades dos demais que lhe eram inferiores, em termos de escala evolucionista, quanto à percepção dos seres da hierarquia divina e, em especial, a de Deus.
Percebia o Mestre porque Este, a pedido do Pai, deixou a sua condição normal de Ser Divino — cidadão e habitante de mundos superiores pertencentes ao chamado não-tempo, que nada mais é do que o nível mais elevado de existência cósmica, ou ainda, nível existencial onde se potencializam os chamados seres que já se encontram na unidade com o Pai — e veio habitar em Orbum para governar a parte da galáxia que lhe foi outorgada pelas potências celestes.
Percebia, também, alguns poucos assessores diretos que com Ele vieram para Orbum. Além desses, nenhum outro ser da chamada hierarquia divina era percebido pelos seres que formavam a hierarquia celeste e nem por aqueles outros que evoluíam nos incontáveis tempos ou realidades transitórias espalhados por todo o cosmos.
Perceber o universo e seus muitos níveis onde ocorriam os esforços evolutivos de muitos seres não era problema para Lúcifer. Entretanto, perceber Aquele que tudo criou e Seus Prepostos na grande hierarquia divina lhe era fator de inquietação.

Aceitar que as suas poderosíssimas potencialidades mentais não podiam sequer notar a existência de certos seres de porte divino, vamos assim dizer, intermediários entre o Mestre e a Deidade, angustiava-lhe o íntimo.


Por que tinha que ser daquela maneira? Se esses seres lhe eram superiores em vibração, por que não se potencializavam de forma a serem percebidos por todos ou, pelo menos, àqueles que, como ele — a seu juízo — já tinham condições para tanto?
Lúcifer até pensava entender aspecto imperioso da questão energética que agrupa em níveis existenciais distintos — por capacidade e mérito vibratórios — os diversos seres do cosmos. Entretanto, com o passar dos tempos, não conseguia aceitar que assim fosse. Plasmava-se no seu próprio íntimo, a postura equivocada de não perceber o limite prudente da própria imperfeição e estava muito próximo de confundir o direito de questionar e solicitar esclarecimento com a atitude equivocada de exigir que seus questionamentos e solicitações fossem atendidas e, o pior, dentro de suas possibilidades de compreensão.
Muitos foram os encontros promovidos pelo grupo,.de Lúcifer em diversas comunidades planetárias para a discussão de tema tão complexo.
Praticamente, ao longo de um certo período do tempo cósmico, esse assunto foi levado a todos os conselhos locais, planetários e siderais, para a necessária avaliação já que, promovido pelo grupo Yel, que era bastante respeitado e estimado por toda a comunidade da associação de mundos coordenada pelo Mestre.
A essa altura dos acontecimentos, não havia ainda sequer o menor indício de que aquela simples e edificante discussão acadêmica viesse a se transformar em rebelião ou em ocorrências do gênero.
Os debates que aconteciam em todos os lugares eram tidos honestamente por aqueles que deles participavam —inclusive pelo próprio Lúcifer — como um assunto a mais a ser estudado como fator de evolução para todos.
É importante frisar que a aceitação das diretrizes dos Prepostos da Deidade, incluindo as do próprio Mestre, são baseadas na convivência fraterna, no esclarecimento íntimo e na adesão espontânea de cada ser. Jamais alguma coisa ou fato tem que ser aceito por qualquer tipo de imposição.
As leis que existem nos sistemas mais evoluídos da associação de mundos a que pertence a Terra têm por base a aceitação livre e consciente, por parte dos cidadãos, de seus preceitos, e, por conseguinte, o enquadramento de suas posturas e atitudes, de forma espontânea, dentro dos critérios dessas mesmas leis.
Os que muito amam jamais impõem qualquer tipo de jugo a não ser o do próprio sentimento amoroso — elo maior entre todos os seres do cosmos e entre esses e o Pai Amantíssimo.
Por isso Jesus dizia e ainda nos diz: "Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração, e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve"(-Mateus, 11: 28-30).
Não havia ainda, portanto, nenhum tipo de preocupação com o assunto enfocado pelo grupo Yel. Os diversos aspectos da questão exteriorizados pelos membros do grupo e, em especial, pelo próprio Lúcifer, durante as muitas oportunidades em que o assunto foi avaliado, estavam longe de se transformar em fator de contaminação psíquica ou deletéria para os que delas participavam porquanto de bom grado e com os melhores propósitos é que essas reuniões eram conclamadas.
Os próprios assessores diretos do Mestre delas participavam fornecendo as suas opiniões e versões outras que eram ofertadas pelo próprio Mestre, visando o esclarecimento de todos.
Ainda reinava a paz na mente e nos espíritos de todos os seres que formavam o rebanho cósmico que tinha na pessoa do Mestre o grande preposto do amor do Pai. Mas, por pouco tempo!
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