ReintegraçÃo cósmica. (Integral dos três livros juntos )



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II. PROBLEMAS EM CAPELA

CAPÍTULO DOIS

Os postulados.

Dissemos anteriormente que, o Mestre, a pedido do Pai, deixou a Sua condição de Ser Divino — cidadão do nível existencial-vibratório onde estão congregados os mundos classificados como superiores — e, juntamente com alguns assessores que pertenciam a certos níveis primários da grande hierarquia divina, mas que ainda não estavam investidos da condição crística de união com a Deidade, veio habitar com essa equipe no planeta Orbum.


Esse grupo de assessores era formado por exatos vinte e quatro seres que privavam de unidade psíquica e vibratória com o Mestre. Destes, sete tiveram as suas atenções voltadas para a situação dos mundos rebelados após a deflagração do movimento luciferino. Os outros continuaram a auxiliar o Mestre na administração das demais áreas afeitas a sua jurisdição.
Era missão desses sete acompanhar o problema mais de perto. Assim, eles viriam a ter toda uma história conjunta com os seres que equivocadamente seguiriam Lúcifer.
Como já anteriormente descrito no livro Reintegração Cósmica, após os rebelados terem ultrapassado aquele ponto do qual não mais se retorna, ou seja, quando as hostes da Deidade perceberam que não era mais possível evitar a eclosão do movimento rebelde e as conseqüências dele resultantes, foi determinado que todos eles Seriam congregados em dezenove orbes e mais alguns satélites planetários que, a seu turno, teriam seus circuitos de convivência cósmica cortados, formando uma espécie de ilha cósmica que permaneceria em quarentena até segunda ordem.
Devemos, entretanto, ressaltar, que essa espécie de ilha cósmica não deve ser entendida em termos de proximidades astronômicas pois, na verdade, os mundos rebelados formaram como que um conjunto ou unidade vibratória de mesmo padrão de perturbação que os distinguia dos demais.
Esses sete assessores do Mestre e mais uma grande equipe de seres pertencentes a muitos orbes e diversos níveis existenciais, teriam, a partir daí, a missão de acompanhar esses mundos.
Essa plêiade de seres — que na tradição esotérica terminou por ser conhecida como anjos, arcanjos, etc., — dividida em departamentos de trabalhos distintos, que forma o conjunto global da atuação amorosa do Mestre junto aos mundos problemáticos, nada mais é do que irmãos nossos que vivem em outros ambientes siderais, sendo, portanto, considerados extraterrestres.
Esses seres, ao cumprirem seu ministério amoroso de acompanhamento e ajuda aos seus irmãos terráqueos ao longo da nossa história, sempre que registravam suas presenças pessoais junto à comunidade terrestre, fossem a serviço de divulgação de mensagens — a Anunciação do nascimento de Jesus a Maria, os avisos a José referentes à verdadeira procedência dAquele que iria ser seu filho, como também à orientação de dirigir-se ao Egito durante o massacre dos inocentes que iria ser perpetrado por Herodes — de observação ou mesmo de acompanhamento, eram tidos, pelo pouco ou quase nenhum conhecimento dos que o conseguiam perceber, como anjos que vinham do céu...
Esses irmãos na realidade deslocam-se até o nosso planeta através de naves que, em aqui chegando, permanecem estacionadas em bases próximas à Terra, e dependendo do nível energético ou condição vibratória de que são portadores, potencializam-se até o ambiente terrestre utilizando os seus corpos especiais em projeções de toda ordem que encanta a quem as consegue perceber.
Devemos ressaltar que seres extraterrestres pertencentes a outros níveis evolutivos também se fizeram presentes em algumas páginas da história terrena e, da mesma forma que os assessores do Mestre, foram também classificados de anjos, deuses, etc... A seu tempo esses fatos serão esclarecidos.
E assim que esses irmãos a quem tanto devemos têm nos acompanhado ao longo da nossa história, sem poderem, entretanto, aparecer de todo, em obediência a uma espécie de decreto divino que, por força dos erros dos seus habitantes, isolou a Terra — desde a saída de Jesus do ambiente terreno — de qualquer convivência cósmica direta, até que o conjunto de seres que nela habitavam e habitam conseguisse produzir ambiente energético que propiciasse condições a sua reintegração à convivência cósmica.
Como todos os outros orbes rebelados já foram reintegrados à grande família sideral, à exceção do nosso planeta que, aproximadamente há cerca de cem mil anos terrestres é o único que ainda ostenta a equivocada condição energética de rebelado ante as leis cósmicas, esses seres acompanham diretamente com o Mestre, na atualidade, a situação planetária terrena, por ser o único e último repositório do grande problema cósmico.
É conveniente lembrar que na Terra está congregado o que ainda resta ou o que de pior havia da rebelião de Lúcifer.
Aqueles que na Terra ficaram conhecidos como anjos ou arcanjos Gabriel, Miguel e Rafael, nada mais eram do que três dos sete assessores já referidos.
Bastante diverso é o entendimento das muitas culturas e tradições religiosas a respeito desses seres classificados como anjos. Ao que fomos informados, tudo o que existe na cultura terrena a respeito desse assunto é apenas o vislumbre de uma equipe de trabalho formada por seres de diversos níveis de potencialidade e graduação espiritual.
Tantas foram as notícias perdidas na noite dos tempos quanto a muitos desses trabalhadores celestes que acompanharam Lúcifer no seu equívoco como também em relação àqueles que permaneceram fiéis ao Mestre que, na atualidade, existem heranças culturais e religiosas de diversas ordens, a respeito desses seres.
Os verdadeiros registros, ou melhor, as informações legítimas a respeito deles, sucumbiram com o último e mais recente desastre dos atlantes, restando, em certa página da história dos sumérios, outras notícias de um certo grupo de seres extraterrenos que também foram tomados por deuses, etc.
Desde então, o que se escutou falar ou o que ficou registrado acerca dessas personagens celestes nas muitas escolas iniciáticas e doutrinas secretas ao longo da história da humanidade, deixou a desejar em termos de exatidão, apresentando muitas opiniões diversas e distorções de toda ordem.
Somente para termos idéia, na atualidade terrena existem, aproximadamente, mais de uma dezena de respeitáveis opiniões classificatórias apenas no que se refere à quantidade das chamadas ordens celestiais — grupos nos quais estariam distribuídos essas personagens celestes — e suas denominações.
Apenas a título de informação geral e, para melhor caracterizar as informações que serão prestadas adiante, vamos apresentar algumas dessas classificações.
Conforme Santo Ambrósia nove são as ordens celestiais, a saber: Serafins, Querubins, Dominações, Tronos, Principados, Potestades, Virtudes, Arcanjos e Anjos. Segundo São Jerônimo, seriam sete. Já conforme as tradições do Torá, dez seriam as ordens celestiais.
A Igreja Católica classifica os chamados bons anjos em nove coros de importância decrescente apesar de tal classificação não ser submetida a ato de fé, a saber: Serafins, Querubins, Tronos; Dominações, Virtudes, Potestades, Principados, Arcanjos e Anjos. Dizemos bons anjos porque, segundo o catolicismo, existem os bons (Miguel, Gabriel, Rafael, denominados na Sagrada Escritura) e os maus (Satã, Belzebu).
Outra classificação bastante complexa é a atribuição a diversas personalidades celestes de pertencerem a essa ou àquela ordem celestial.

Para alguns, Satã pertencia à ordem dos querubins, antes de sua queda. Para outros fazia parte das potestades. Já, conforme outras opiniões, ele seria um arcanjo. Da mesma forma Lúcifer também é tido por muitos como um anjo ou arcanjo decaído.


Pouco importa quantas e quais são as ordens ou grupamentos dessa hierarquia celeste e suas respectivas denominações. Também não é relevante para o momento planetário se Gabriel é anjo ou arcanjo ou mesmo se Lúcifer pertencia a essa ou àquela ordem.
Tudo o que precisamos entender é que existe uma verdadeira equipe de trabalho de seres celestes que assessoram o Mestre a que estamos denominando de hierarquia celestial. Esses seres estão distribuídos em diversos grupos afins, como já explicado anteriormente. E que no passado remoto, Lúcifer e Satã, por exemplo, eram individualidades que pertenciam a ordens celestiais elevadas mas que resolveram se rebelar contra o Mestre.
Gabriel e Rafael, por exemplo, eram — como ainda o são — assessores do Mestre pertencentes a uma ordem cósmica elevadíssima se comparada àquelas a que pertenciam Lúcifer e Satã.
E mais ainda: que muitos espíritos que estão no presente momento planetário personificando, através do processo de reencarnação, homens e mulheres do mundo terreno, ao tempo a que nos referimos, eram, também, seres de razoável bagagem cósmica que pertenciam a ordens mais modestas dessa hierarquia celestial, mas que, também por equívoco, resolveram seguir os postulados de Lúcifer.
Para melhor entendimento, devemos ressaltar que nada mais distante da realidade cósmica do que o conjunto de vários conceitos e funções disseminado na cultura terrena da atualidade a respeito desses seres. A realidade da chamada hierarquia celeste está muito distante do que hoje se pretende entender sobre anjos e arcanjos.
- A forma como esses seres vivem e trabalham, as suas funções na grande hierarquia que assessora o Mestre, o relacionamento inerente às suas atividades com as diversas realidades existenciais e, em especial, com os mundos espiritualmente atrasados, como o caso da Terra, a seu turno serão devidamente esclarecidos. Surgirá o momento propício quando o assunto estiver mais amadurecido.
Compreender para crer, ainda é a melhor conduta para a nossa atual situação vibratória. Entretanto, não se deve aniquilar a crença daqueles que crêem cegamente porque seria tirar-lhes repentinamente o chão em que estão apoiados e isso poderia causar"queda" bastante dolorosa em seus padrões psicológicos.
São tantas as obras a respeito de anjos — assunto da moda atual nesses últimos anos do segundo milênio — que não julgamos conveniente dissertarmos mais a respeito. Haverá o tempo certo para tudo.
É de se lamentar apenas que, habitantes de níveis celestiais de tamanha potencialidade cósmica estejam se transformando, ante o consumismo fácil de processos pouco profundos de informações esotéricas, em seres que pouco ou nada têm a fazer a não ser traficar bobagens para atender às tolices dos seus pretensos protegidos. Tola ilusão. Ademais, é vulgarizar uma classe de seres cósmicos com ocupações que nem mesmo certos espíritos necessitados ou brincalhões — de desencarnados — de tais se ocupariam.
O papel de anjo da guarda foi sobejamente explicado pela codificação espírita quando nas referências aos espíritos amigos e protetores que nos cercam o concurso terreno a fim de orientar, ajudar e proteger, conforme orientação do Mais Alto.
Esse papel, na realidade terrena, cabe aos espíritos amigos desencarnados. Jamais a seres extraterrestres, sejam eles denominados de anjos, arcanjos, de extradimensionais, tripulantes siderais, o que seja. Esses seres, eventualmente, podem acompanhar temporariamente — dos ambientes astrais planetários — um ou outro encarnado com vistas a algum tipo de missão.
Gabriel, portanto, foi um dos que, juntamente com Rafael, Miguel e outros, vieram acompanhando o Mestre na missão de governar a parte do cosmos que Lhe foi outorgada. —
Esses seres, por ainda não terem atingido a graduação cósmica do denominado nível crístico, possuem uma espécie de complemento corporal que lhes estão magneticamente imantados às suas formas corpóreas e que, diante da visão alheia, mais se parecem com asas.
São como que milhares de chips interligados uns aos outros que, quando acionados pela própria emissão vibratória da vontade mental do ser, assumem espécie de coloração luminosa diversificada que realmente encanta a quem teve ou tiver a graça de percebê-los.
Os chamados anjos e arcanjos ou seres alados são, na verdade, os assessores mais próximos ao Mestre que, para poderem com Ele conviver e prestar-Lhe a devida assistência funcional, necessitam do concurso dessa majestosa tecnologia que, sob a forma de asas ou o que a tal se assemelhe, congrega um nível de conhecimento e possibilidades que a muitos chocaria.
É importante ressaltar, que na área cósmica em que vivemos, há mais duas outras classes de seres alados — dentro do que nos foi informado — que têm características bastante diversas das que normalmente apresentam os seres que formam a assessoria mais próxima do Mestre.
Superficialmente — esse assunto será devidamente desenvolvido em trabalhos futuros — informaríamos que uma delas é proveniente de três planetas do Sistema de Antares que forneceram exilados para a Terra durante um curto período da rebelião de Lúcifer e que tem relação direta com alguns dos lendários deuses que constam de muitas lendas e histórias de certas regiões planetárias. A outra, também do Sistema de Antares, é característica existencial de um certo planeta onde, literalmente, os seus habitantes possuem, além de outros membros corporais, um conjunto de asas característico dos seus corpos.
Por falar nesse tema, existe um livro chinês, o Shan-haiching, que faz referência a uma raça humana dotada de asas chamada Miao. Essa raça, por volta de 2.500 a.C., teria se desviado dos ensinamentos do Senhor do Alto, sendo castigada com a perda da capacidade de voar, conforme ali narrado. Não seria uma reminiscência do exilo ocorrido em tempos imemoriais?
Voltando aos assessores do Mestre, imaginemos uma mente espiritual ligada a portentosos computadores, numa troca incessante de informações, com a conseqüente elaboração de possibilidades em todos os campos das ciências cósmicas. Agora, uma outra mente, com os seus respectivos arquivos, que tivesse à sua disposição todas as informações das diversas reencarnações de cada um dos bilhões de espíritos congregados na Terra, com a necessária avaliação cármica de todos os atos praticados e as conquistas alcançadas. E por aí vão exemplos dessa tecnologia da qual a humanidade terrena não tem sequer a mais pálida idéia e que caracterizam o potencial desses seres.
Cada ser dos que pertencem a esse quadro de assessoria do Mestre tem a sua função específica quanto a esse mister. A cada um é dado portar uma espécie de maestria referente a assunto ou tema específico da administração cósmica.
Para que um ser se torne habilitado, em termos de condição energética, a fim de que seja possível receber a imantação desse complemento corporal, é assunto que não nos propomos levar adiante por não ser este o tema central deste trabalho.
Tudo o que, por enquanto, podemos afirmar é que tais seres existem, residem temporariamente em Orbum, na companhia do Mestre, assessorando-O em todas as áreas de Sua atuação, deslocam-se em naves mas também podem fazê-lo de forma projecional e que trabalham diretamente ligados aos chamados ministérios de Orbum e aos conselhos diretores intersistêmicos e de mundos específicos.
Foi exatamente entre esses seres que começou uma espécie de desassossego por terem percebido ou antevisto a possibilidade da ocorrência de problemas com a postura de Lúcifer.
Conversaram com o Mestre e Dele escutaram que já havia sido detectado por Aqueles que assessoram diretamente ao Pai, a vibração de inquietude que começava a dominar a consciência cósmica de Lúcifer.
E antes de seguirmos adiante nos obrigamos a algo explicar a respeito dos níveis conscienciais do ser, mesmo que superficialmente, porque será assunto a ser desenvolvido no futuro.
Esclarecem-nos os mentores deste trabalho que há quatro níveis de consciência básicos — entendendo-se por consciência a capacidade potencial de pensar, de estabelecer avaliações morais dos atos praticados e de, por eles, ser responsabilizado ante às leis divinas que regem a evolução cósmica — nos quais estão mergulhados todos os seres em evolução do cosmos:
— cérebro físico temporário: quando a individualidade cósmica encarna em corpos transitórios cuja sede perceptiva somente apreenderá o que por ela for percebido durante a existência temporária do corpo físico. Em outras palavras, os homens e mulheres do mundo terreno apenas podem entender o que pelos sentidos cerebrais — os cinco sentidos básicos do corpo humano — que caracterizam a vida na Terra, puder ser percebido. O conhecimento desse cérebro será apenas aquele que for adquirido em uma encarnação pois esse cérebro nasce e morre com o corpo físico. Tudo o que nele fica registrado é automaticamente registrado na mente espiritual e, por conseguinte, na consciência cósmica do ser.
— mente espiritual: mente atemporal, ou seja, não deixa de existir com a morte do corpo físico-transitório já que, após a morte deste, passa a ser automaticamente a sede consciencial do ser, posto que está contida na essência do próprio espírito. Acompanha-o em todas as encarnações que o mesmo realiza em corpos transitórios, tendo, por isso, o registro próprio de todas as vidas levadas a efeito num dado ambiente planetário. Normalmente vibra com a situação energética do orbe em que está inserida.
Quando o ser que está encarnado dorme, ou seja, quando o cérebro físico-temporário está parcialmente aniquilado durante o sono fisiológico, essa mente espiritual desperta e passa a comandar o espírito durante as suas atividades e vivências que normalmente realiza enquanto o seu corpo transitório repousa durante o sono reparador.
Da mesma forma que toda a água do oceano não cabe em um simples copo, toda a vivência da mente espiritual também não consegue se encaixar no cérebro temporário. Dessas vivências, o ser somente terá sonhos, reminiscências e/ou sensações fugidias do que ocorreu enquanto dormia, porque o seu cérebro somente conhece a presente vida encarnada e nada sabe — através de conhecimento ou vivência própria — sobre a vida espiritual.
Ao desencarnar, já liberto do corpo físico, o ser terá ativada a sua mente espiritual que passará a lhe comandar os passos enquanto estiver nos ambientes espirituais que normalmente envolvem os mundos físicos. Nessas realidades existenciais, ou seja, nos ambientes espirituais, tudo o que aí se passa também fica registrado na consciência cósmica do ser.
— consciência cósmica: quando tudo o que já foi vivido e experimentado pelo ser fica potencializado em uma condição existencial ainda transitória, só que não mais em mundos perturbados e/ou atrasados, mas sim em mundos adiantados onde o ser normalmente já se potencializa com a sua personalidade cósmica.
Essa condição existencial é uma espécie de longuíssimo estágio, pois pressupõe uma série de potencializações do ser — vidas onde o ser não nasce nem morre mas simplesmente acontece em avançado estágio de conquistas mentais e morais — em diversos níveis existenciais adiantadíssimos, se comparados com a situação terrena. Exemplo típico desse caso são as situações existenciais de diversos planetas dos sistemas de Capela, Vega e Tau Ceti.

Ao final dessa etapa existencial o ser está habilitado a atingir a chamada condição crística, ou seja, passa a fazer parte dos níveis existenciais onde todos os que ali vivem tornam-se uno com a Deidade.


— uno com a Deidade: o ser, além de existir na sua própria personalidade cósmica e, portanto, já liberto de situações energéticas comuns aos diversos níveis existenciais em evolução, passa a conviver nos chamados mundos superiores onde todos gozam da convivência direta com o Pai.
É o chamado não-tempo ou, se quisermos, o verdadeiro paraíso.
O incrível é que, conforme nos informam os verdadeiros autores do presente trabalho, não existem dois seres que tenham o mesmo nível de evolução ou, em outras palavras, o mesmo marco evolutivo em nenhum desses estágios da consciência do ser.
A título de exemplificação, no caso mais primário, que é a nossa condição de espíritos reencarnados na Terra, não há duas pessoas que possuam o mesmo padrão vibratório, sendo cada um de nós detentor de uma condição espiritual que o distingue dos demais. Assim é em todos os níveis da vida cósmica.
A diversidade é, realmente, um dos atributos da Deidade plasmada em toda Sua Grande Obra.
O Pai criou a diversidade. Nós criamos as diferenças. Deus nada tem a ver com as diferenças profundas que marcam a existência terrena. Elas foram e são produtos da nossa própria incapacidade de amar ao próximo. Quando não amamos uns aos outros, conseguimos produzir histórias semelhantes às que hoje caracterizam a vida humana na Terra. E muitos ainda dizem que o Pai Celestial foi quem criou as brutais diferenças entre os terráqueos. Onde fica o livre-arbítrio? E as relações de causa e efeito?
As leis constantes nos postulados das ciências exatas dispõem a respeito das trajetórias dos elétrons em tomo do núcleo, dos planetas ao redor das estrelas e tudo mais que existe no universo físico observável. Mas quem ou o quê determina as trajetórias existenciais dos seres pensantes pelo cosmos afora, se não as leis de causa e efeito, ação e reação, conseqüentes ao livre-arbítrio dos mesmos?
Ou será que Deus tem preferência por este ou aquele grupo de filhos e filhas? Se nós, que somos pais e mães imperfeitos, não procedemos dessa forma, será lícito supor que alguém mais inteligente e sábio que nós assim agiria?

Lúcifer e todos os demais personagens dessa história, portanto, estavam inseridos na condição existencial característica dos seres que possuíam ou estavam investidos da chamada consciência cósmica.


Dizíamos que alguns seres que assessoravam a Deidade já tinham, vamos assim dizer, avisado ao Mestre quanto à questão vibratória de Lúcifer.
Toda a equipe do Mestre passou a acompanhar o desenvolvimento das questões cruciais promovidas pela família Yel que estavam sendo avaliadas nas diversas moradas dessa parte do cosmos. Era, por assim dizer, o assunto que estava em foco.
Gabriel tomou a iniciativa de convidar Lúcifer para a conversação fraterna em tomo dos ideais que surgiam como conseqüência das posturas de não aceitação dos limites vibratórios inerentes à condição conquistada por cada ser.
Lúcifer, mesmo sendo possuidor de condição existencial inferior à de Gabriel, tanto no que se referia ao campo da vibração pessoal como também em termos de graduação cósmica, resolveu afrontar quem quer que lhe argumentasse` qualquer coisa e, em especial, quanto à questão de que a humildade era também fator de evolução o que, no caso, era exatamente a componente vibratória que estava a lhe faltar, causando, com isso, uma certa cegueira ou barreira perceptiva que o impelia a tais atitudes.
Mas o problema da rebelião de Lúcifer não ocorreu de uma hora para outra. Se enquadrássemos o que lá ocorreu dentro da psicologia do tempo terrestre, diríamos que esse processo foi se desenvolvendo ao longo de muitos anos dos tempos de Capela.
Por muitos espaços de tempo, no fuso horário cósmico, essas discussões ocorreram, contando sempre com o beneplácito do Mestre que a todos escutava e orientava com o Seu jugo suave. Gabriel havia tentado, em diversas oportunidades, esclarecer alguns pontos que estavam sendo levantados por Lúcifer como sendo carentes de explicação. Não lograra resultado.
Muitos confundem, inclusive, o encontro ocorrido em um dos mundos de Capela entre as hostes do Mestre que, na oportunidade estavam sendo coordenadas por Gabriel, e a falange luciferiana, com o que viria a ser descrito mais tarde no Apocalipse de São João. Este último, na verdade, retratou um problema ocorrido nos ambientes astrais terrenos, logo após a crucificação de Jesus, e que foi entre Miguel —que na época coordenava as equipes do Mestre que estavam trabalhando nos astrais terrenos — e Satã, que se apresentou acompanhado do que restava do exército da rebelião.

Mesmo com todo o esforço desenvolvido pelos assessores do Mestre em todos os mundos por onde Lúcifer semeara a sua inquietação, o problema começava a assumir proporções angustiantes pois, a cada palestra de Lúcifer, nesse ou naquele ambiente planetário, a sua forte condição psíquica impregnava boa parte dos que o escutavam ou que com ele trocassem idéias.


Para que possamos ter uma pálida visão de todo esse processo, é necessário que entendamos o tipo de interação energética que ocorre na convivência entre os seres por todo o cosmos.
Seja na Terra ou em um mundo evoluído, basta que dois seres se olhem para que haja troca de energia. Ao apertarem as mãos ocorre mais ainda o processo de permuta energética, por mais rápida e aparentemente insignificante que possa ser o contato, pois as condições energéticas de ambos sofrerão invariavelmente a influência recíproca. Ao se abraçarem ou terem algum tipo de relação mais íntima, a troca se processará em níveis de influência que a muitos surpreenderia. Nos exemplos aqui citados, todos estão em atitude ativa, ou seja, ambos estão se olhando, se abraçando, etc.
Nos casos em que alguém fala (atitude ativa) e um outro escuta (atitude passiva), o primeiro impregnará o segundo com a sua energia pessoal, através de suas vibrações ou de seu magnetismo, e será inevitável que a condição energética daquele que escuta — desde que este último tenha padrão energético semelhante ou inferior ao de quem está a influenciá-lo — fique muito ou pouco impregnado pelas vibrações do outro. Se o que escuta possuir padrão vibratório superior ao do que está falando, tal influência não se dará necessariamente, podendo ocorrer ou não.
Quando no futuro, a ciência terrena estudar a fundo as potencialidades do Espírito, terminará por perceber os aspectos acima enunciados. Por enquanto, ainda estamos tentando perceber se verdadeiramente temos ou não um espírito animando o corpo terrestre. A bem da verdade, nem com isso ainda se preocupam muitas das boas cabeças dos que vivem na Terra, independente da profissão que abracem, o que é uma pena. Falta-lhes, realmente, espírito para tanto. Mas tudo a seu tempo.
No caso de Lúcifer, decorridos alguns "anos capelinos" desde o início do processo, bilhões de seres que o escutaram e que com ele tiveram contato nas diversas oportunidades em que os temas foram discutidos, encontravam-se impregnados com as vibrações luciferinas. Era uma espécie de contágio energético-mental que até hoje continua a ser avaliado nos laboratórios de diversos mundos da nossa área cósmica.
Em uma das últimas reuniões de que ele participou, foi apresentado o conjunto dos seus postulados que, em linhas gerais, referia-se à aparente injustiça que era praticada com os seres ainda em processo de evolução retardada em relação às conseqüências cármicas pelos mesmos sofridas. Em especial enfocava a dúvida quanto à(s) prova(s) concreta(s) da existência do Pai Universal e de que esse mito fora criado para que, em seu nome, a governadoria celeste pudesse ser exercida.
Quando o processo deflagrado por Lúcifer já estava —tal qual uma espécie de câncer — a penetrar em todas as células das famílias daqueles mundos, o Mestre o convidou para uma conversa pessoal cujo teor até hoje sequer foi registrado nos anais de Orbum.
Após essa conversa Lúcifer não mais se apresentou naquele mundo e, retomando para o planeta Dan, onde era a sede de sua família, isolou-se de todos por longo tempo.
Tal atitude gerou uma série de ocorrências no grupoYel que terminou por fragmentar-se em alguns subgrupos com posturas diversas. Essa crise que se iniciou com a desagregação da famíliaYel, até os dias terrenos atuais não foi resolvida.
Alguns defendiam amorosamente a internação de Lúcifer para os necessários reajustes. Outros achavam que Lúcifer, mesmo estando certo quanto à procedência das dúvidas, não estava conseguindo controlar as suas próprias vibrações e isso estava lhe causando alguma espécie de doença passageira e que ele deveria se submeter aos aconselhamentos da equipe do Mestre. Havia, também, aqueles que achavam que ele estava coberto de razões tanto na questão conceitual dos questionamentos como também no fato de assumir postura mais forte diante da ausência de repostas e demonstrações, por parte do Mestre e de Sua equipe, quanto à existência da Deidade e outros aspectos.
As notícias se espalharam em ritmo veloz.
Havia, realmente, a possibilidade de Lúcifer ser internado ou mesmo proibido de continuar a divulgar as inquietações que traziam consigo a propagação de vibrações deletérias que a muitos estava prejudicando.
Alguns Mentores Cósmicos chegaram mesmo a propor tais medidas. O Mestre contrapôs-lhes os argumentos demonstrando que, se assim fizesse, piores ainda seriam as conseqüências para todos os que já estavam contaminados com os ideários luciferianos.
Se Lúcifer fosse detido ou algo semelhante, além de ser o lider de um movimento, poderia tornar-se também vítima de um processo que em nada ajudaria a resolução do problema. Ao contrário, a tudo pioraria pois o que mais importava — que era esclarecer as dúvidas de Lúcifer e de seus seguidores — ficaria escondido diante da avalanche de sentimentos menores que começavam a brotar do íntimo dos seres rebelados.
O Mestre resolveu, portanto, dar livre curso ao livre-arbítrio de todos. Era o único caminho a ser seguido pela coerência do amor e da justiça que imperam no cosmos.
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