ReintegraçÃo cósmica. (Integral dos três livros juntos )



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III. EXÍLIO

CAPÍTULO DOIS

Opções Equivocadas.

Muitos foram os equívocos cometidos ao longo do problema luciferino. Não só no campo das posturas íntimas, no extravasamento das mesmas, como também nas opções aparentemente estratégicas que foram escolhidas durante o desenrolar do processo.


Se intimamente as posições radicais, inflexíveis e extremadas — beirando o fanatismo mais estéril — que têm por base o orgulho e a vaidade espiritual, povoavam a vida interior daqueles seres, exteriormente as opções equivocadas eram a tônica dos processos decisórios diante dos problemas.
A família Val — por puro orgulho — não quis dirigir-se para um mundo do sistema de Órion que, conhecedor do impasse ocorrido e, acima de tudo, por solicitação do Mestre que havia recorrido a outro irmão Seu na Deidade no campo das administrações celestes, formulara convite fraterno para acolhê-la.

Esse mundo, cujo padrão energético poderia ser suportado pelos membros da família, endereçou singela delegação até a Terra e, dos ambientes próximos ao planeta, contatou os membros do grupo Val ofertando o concurso fraterno que, se aceito, poderia ter posto um fim ao problema, pelo menos para aquela família.



Mesmo tendo sido informados de que a vibração que lhes emanava do íntimo não criaria problemas para as populações daquele mundo, que o próprio Mestre era quem havia solicitado aquela intervenção fraterna e que um curto período de anos daquele mundo devolver-lhes-ia a condição vibratória temporariamente perturbada, ainda assim a oferta solidária não surtiu efeito. Tudo foi tentado mas o orgulho cegara inapelavelmente os já perturbados membros Val.
Outra poderia ter sido a história daqueles seres. Mas terminaram optando pelo que julgavam ser a postura correta diante dos fatos. A partir desse ponto não haveria mais retorno. A Terra serviria de berço planetário para todos até os dias que correm. Belíssima decisão!
Enquanto isso, Lúcifer debatia-se com as conseqüências de uma outra opção equivocada: ter levado e estabelecido o quartel-general da rebelião em Alt'Lam, um dos mundos de Antares.
O sistema de Antares é formado por mais de uma centena de civilizações planetárias que variam de uma para outra de forma significativa na escala evolutiva dos orbes. Dessas, catorze haviam abraçado os ideais rebeldes.
Na verdade, há de tudo em Antares.
Talvez, devido a isso, Lúcifer se viu atraído pela expectativa de influenciar mais e mais o já perturbado sistema planetário.
Paradoxalmente, havia sido em Antares a ocorrência do maior número de mundos rebelados. Entretanto, existia também naquele sistema, a inquietante e desagradável proximidade geográfica de um grande número de planetas que não haviam aderido à rebelião.
O que era vantagem transformou-se em flagrante desconforto. Mas, o que podia ser feito?
Os outros mundos rebelados estavam espalhados em três sistemas distintos:
- dois, no sistema de Tau Ceti, que estavam cheios de indecisos e também perigosamente cercados pelos membros dos mundos-universidade de Tau que não aderiram à rebelião;
- outros dois, pertenciam ao sistema de Epsilon Eridani que, já possuindo seus problemas de ordem genética — independente da questão luciferiana — a serem enfrentados, também estavam cercados por outros mundos que, apesar de estarem enfrentando o mesmo dilema celular, não haviam aderido ao movimento;
- por fim, restava o longínquo planeta azul — em termos de distância astronômica relativa ao sistema de Antares mas, facilmente alcançável pelos deslocamentos feitos através dos túneis ou cones magnéticos que existem no cosmos — que, estrategicamente, nada ou pouco significava para o movimento rebelde.
O Mestre se desloca com sua assessoria pessoal para o sexto planeta em órbita do sistema de Antares, estabelecendo ali, a sede governamental provisória. Por ordem sua, foram potencializadas, a partir daquele orbe, estradas de deslocamentos magnéticos dirigidas a todos os outros mun dos rebelados — já denominadas anteriormente por túneis ou cones magnéticos — que propiciam condições inimagináveis para as viagens intersistêmicas.
Com isso, estabelecendo a sede do que poderíamos chamar de resistência fraterna no sexto planeta de Antares e, a partir dele, acesso rápido e estratégico com os outros mundos problemáticos, foi montada a base de toda assistência necessária para algum tipo de ajuda mesmo àqueles que não desejavam ser ajudados. Essa base, por sinal, funciona até os dias atuais.
Ficava temporariamente determinado o domínio geopolitico do sistema de Antares como centro principal irradiador tanto da rebelião de Lúcifer como do cerco amoroso do Mestre a Suas ovelhas transviadas.
Durante muito tempo essa batalha psicológica — na visão dos rebelados — foi desenvolvida.
Com o desenrolar dos problemas e a inexistência de qualquer remédio ou coisa do gênero que pudesse por um fim à doença vibratória que mais incomodava os rebelados congregados nos mundos de Antares, aumentava cada vez mais a inquietação que se fazia presente no íntimo de todos.

Aquela espécie de câncer energético de poder altamente destruidor era, naquele momento, o grande inimigo da manutenção do movimento rebelde.


A marca indelével da postura equivocada assumida aparecia agora como manchas energéticas de diversas tonalidades que surgiam aqui e ali, nos corpos dos seres rebelados.
Diziam que tais marcas eram a disseminação propositada de certos circuitos vibratórios que estavam sendo semeados nos mundos rebeldes para martirizá-los. Outros afirmavam que o problema era temporário — de adaptação às condições da mistura das energias estelares reinantes no sistema de Antares — e que logo se resolveria.
Durante algum tempo essa foi a tônica do desespero naqueles mundos.
Lúcifer e parte de sua assessoria resolvem se deslocar novamente para o sistema de Tau Ceti, tentando poupar seus corpos daquela doença que imaginavam ser decorrente das vibrações de uma das duas estrelas cujas irradiações dominavam o ambiente.
Ora, aquelas estrelas que formavam o sistema binário de Antares jamais tinham apresentado qualquer tipo de irradiação que pudesse causar aquele tipo de problema. Ainda assim, os rebelados — por não atinarem que o problema estava, sim, nas próprias vibrações íntimas sendo, portanto, gerado de dentro para fora e não por uma causa externa — realmente passaram a aceitar essa opção como a mais provável.
A segunda, era a de que aquilo seria proveniente de algum vírus — no linguajar moderno — ou qualquer coisa do gênero, que teria sido propagado para por fim à rebelião. O fato é que até hoje temos a irresistível tendência a encontrar culpados e causas equivocadas além das fronteiras das nossas próprias responsabilidades.
Enquanto isso, nos mundos rebelados de Antares, se espalhava entre muitos a inquietante notícia da inclemência do Mestre, que permitia que tudo aquilo ocorresse, se é que não estaria Ele próprio a promover toda aquela desgraça vibratória.
A tudo isso Ele acompanhava imperturbável na Sua postura serena de Pastor Cósmico que tudo dá e nada pede às ovelhas do seu rebanho.
Acompanhava pessoalmente a tudo o que acontecia —prática que até os dias atuais é mantida pelo Mestre no que se refere ainda aos efeitos dos problemas decorrentes da rebelião — e determinava providências de diversas ordens a serem tomadas a todo instante.
Entretanto, com o passar dos tempos, começaram a ocorrer em um dos mundos rebelados de Antares processos de decomposição com os corpos já bastante prejudicados de alguns daqueles seres. Em nada erraríamos se chamássemos a esses processos de morte corporal, semelhante ao que conhecemos na Terra. Simplesmente, muitos seres começavam a desfalecer por pura incapacidade dos centros energéticos característicos dos seus corpos de se manterem vivos.
Outra ordem de problemas estava apenas iniciando.
Devido à condição com que os espíritos daqueles seres estavam deixando os seus corpos característicos das suas origens planetárias, os mesmos permaneciam vagando —como se estivessem flutuando de forma inconsciente mas a todo momento apresentando estranhos tremores — à vista de todos.
Quando isso começou a acontecer, mais ainda o Mestre foi acusado de violências de todo tipo, como se fosse por ordem dEle que tudo aquilo estivesse ocorrendo.
Se pudéssemos traçar um paralelo com a Terra, é como se cada pessoa que viesse a morrer ficasse com o seu espírito desencarnado e desacordado voando por aí à vista de todos.
No caso terreno, devido às condições ambientais, quando um espírito larga o seu corpo material na hora do desencarne, normalmente não é percebido visualmente por ninguém.
Naquele mundo de Antares, as características ambientais, ao contrário das terrenas — e isso varia de orbe para orbe —, faziam com que aqueles espíritos libertos dos seus corpos mais pesados permanecessem vagando no espaço próximo à crosta planetária. Doenças de diversas ordens começavam a surgir em todos os recantos daquele planeta.
Começaram a ocorrer processos de fugas desorganizadas para os mundos rebelados mais próximos.
Com o passar do tempo e o aumento dos problemas, alguns desses planetas não queriam mais receber os seres provenientes do mundo problemático.
Lúcifer teve que voltar ao sistema de Antares. Ao chegar, percebeu imediatamente a gravidade do problema.
Seu semblante já não mais lembrava nem de longe o ser agradável e belo de feições, que eram suas principais características exteriores. Era, naquele momento da rebelião, a personificação do desânimo e do desespero íntimo. Simplesmente não sabia o que fazer.
No nosso planeta seria até aceitável — como de fato ocorre — que muitos desenvolvessem a equivocada visão de não entenderem nem aceitarem a aparente inclemência divina diante de tanto sofrimento.
Se nós, que somos imperfeitos, muitas vezes não suportamos conviver com a dor alheia e, se estivesse ao nosso alcance, poríamos um fim à desdita do próximo, como é que Deus, sendo Pai Amantíssimo, permanece impassível permitindo tanta dor? Se nós nos apiedamos de alguém como é que Ele próprio não se permite assim proceder?
Muitos assim pensam por desconhecerem o pano de fundo espiritual das dores que caracterizam a vida terrena. E, enquanto não conhecermos as leis cósmicas de causa e efeito que regem a evolução do Espírito pelas muitas vidas transitórias ao longo da eternidade, estaremos sempre achando que, das duas, uma: Deus não existe ou, se existe, a culpa é d'Ele por tanta loucura e sofrimento na Terra.
Por mais que nos choque a análise mental, foi aproximadamente esse tipo de postura que os rebelados, nas suas elucubrações, passaram a assumir. A partir desse ponto, talvez por não atinar mais com o que seria ou não razoável a título de postura pessoal enquanto líder de um movimento celeste, Lúcifer passou a personificar a própria rebeldia insana. Perdeu-se completamente.
O isolamento cósmico que eles mesmo buscaram, direta e indiretamente, passou a ser, a partir daquele instante, motivo político de acusações gravíssimas à pessoa do Mestre.
Por não saberem o que fazer, os rebelados simplesmente abandonaram aquele mundo, que terminou por ter seus ambientes astrais mais próximos à crosta transformados em espécie de cemitérios de espíritos desligados dos seus corpos materiais que, inconscientes, vagavam a esmo, apresentando estranhas cintilações e tremores, por toda a atmosfera planetária.
Assim que esse orbe ficou entregue a própria sorte, o Mestre — que dentre muitos outros atributos é também médico de almas — pessoalmente, seguido de sua assessoria, foi ajudar recolhendo a cada um daquelas dezenas de milhões de seres que experimentavam, sem o menor preparo, um tipo de suicídio que os fazia permanecer em um constante estado vibratório de terror íntimo inconsciente, espécie de pesadelo inevitável e irremediável.
Foi esse o primeiro mundo rebelde a ser reintegrado à administração amorosa do Mestre. E Ele o recebeu de braços abertos. Até os dias atuais, esse mundo encontra-se inabitado na sua esfera física devido às inquietantes vibrações energéticas que ainda o caracterizam.

III. Exílio

CAPÍTULO TRÊS
Acompanhamento do Mestre.

Eram, agora, dezoito os mundos rebelados.


Lúcifer permaneceu em Alt'Lam liderando o movimento.
O Mestre, após as providências necessárias que teve pessoalmente que tomar no mundo que fora abandonado pelos rebeldes, retomou ao sexto planeta em órbita do sistema de Antares, sede do seu governo provisório.
A partir dali, Ele e alguns dos Seus assessores promoveram verdadeiras missões "disfarçadas" em alguns dos mundos problemáticos.
Sem jamais interferir no ambiente em que se encontrava em missão socorrista — ajudando apenas como um simples "médico" diretamente aos que estavam necessitados e dando "a César o que era de César", ou seja, sem se imiscuir nas disputas daquele mundo — o Mestre procurava ajudar e descobrir, dentro da realidade de cada um daqueles orbes, o que podia ser feito para apressar o fim de tanto sofrimento. Assim agiu por amor às suas ovelhas tresloucadas sem, entretanto, ferir o livre-arbítrio de nenhuma delas.
Talvez algum dia essas histórias sejam contadas. Mas, se no momento sequer entendemos a que Ele promoveu na Terra, como poderemos entender as que foram promovidas em contextos planetários tão diferentes do terrestre?
Somente o tempo e a evolução dos fatos dirão da possibilidade dessas informações serem ou não veiculadas, a curto ou médio prazo ou, simplesmente, não serem levadas ao conhecimento terreno, até que novas gerações mais evoluídas e menos ligadas aos valores equivocados do passado, estejam a caracterizar a vida na Terra.
De toda forma, quer saibamos ou não, entendamos ou não, o Mestre pessoalmente promoveu páginas e páginas de renúncia e amor pelas suas ovelhas transviadas.
Como Ele fez isso? Através das muitas vestes celestes que um ser do seu nível pode assumir por vontade e sacrifícios pessoais, dentro do que é permitido pelas leis cósmicas.
São muitas as vestes do Ser e a quantidade delas terá relação direta com o seu nível evolutivo ou marco espiritual que o caracterize a cada instante cósmico. Como também são muitas as experiências existenciais que cada uma dessas vestimentas corporais pode promover ao Espírito.
Mesmo no caso terrestre, onde o atraso espiritual ainda é a tônica da vida dos seus habitantes, existem milhares e milhares de oportunidades encarnatórias pertinentes apenas ao tipo de vestimenta espiritual que nos caracteriza o ser no presente momento cósmico. E o que dizer de situações existenciais mais evoluídas que a terrena? E no caso dos Espíritos de Escol, como é o do nosso Mestre Jesus?
Pena que nada ou tão pouco saibamos a respeito desse assunto, enquanto comunidade planetária, para que algo mais pudesse ser informado. Mas dia virá em que tudo isso será esclarecido. Vamos apenas torcer para que esse tempo ainda seja o nosso, ou seja, esse em que ainda estamos reencarnados. O problema é que o ser terreno sequer sabe "ao certo" se existe vida após a morte.
Quando esse tema não for mais uma questão de crença pessoal e sim de conhecimento planetário, provavelmente tudo será esclarecido. Até lá, contentemo-nos com o que for possível ser informado.
O fato é que o Mestre jamais deixou de acompanhar a loucura — e os efeitos da mesma — promovida por suas ovelhas.
Até hoje Ele nos olha de forma compassiva e amorosa, aguardando oportunidades geradas pelo nosso próprio livre-arbítrio, para nos proporcionar ajuda e apoio. Não poderia ser de outra forma perante as leis cósmicas. Pena que sequer temos ainda consciência do problema e muito menos das leis que nos regem a existência.
A exemplo de um jogador que entra em campo desconhecendo as regras do jogo e que, fatalmente, desprenderá esforços desnecessários, cometerá faltas comprometedoras, se colocará em posições pouco estratégicas e, seguramente, terá um desempenho sofrível durante a peleja, assim somos nós no jogo da vida terrena, por desconhecermos o verdadeiro pano de fundo das nossas existências transitórias na Terra.
Ao nascermos, ou seja, ao entrarmos em campo existencial transitório, ninguém nos explica — ou nos relembra, já que antes de renascermos estávamos razoavelmente informados quanto às leis que regem a evolução espiritual — as regras de como bem viver na Terra.
Nossos pais, na medida das possibilidades espirituais que lhes caracterizam o marco evolutivo, tentam nos fornecer algum tipo de formação que normalmente pouco diz a respeito das regras existenciais e que mais tem a ver com a ótica de vida que lhes é característica. Como são também necessitados de esclarecimento espiritual tanto quanto os seus filhos...
Já inclinados a seguir os impulsos que nos vêem do íntimo — produtos das tendências de vidas passadas — e embalados pela pouca vigilância educacional dos que nos rodeiam, costumamos caminhar pelas estradas da vida despreocupadamente, sem a menor noção das regras do trânsito espiritual.
Infrações diversas e multas de todos os montantes nos esperam — quando desencarnarmos — na hora de renovar as nossas licenças espirituais para novos períodos de aprendizado, ou seja, novas vidas na Terra. No entanto, tudo isso é ainda, infelizmente, questão de crença para muitos, de descrença para outros tantos e de certeza para uns poucos.

Mas o Mestre não se altera nem se perturba. Ele espera pacientemente a oportunidade e o tempo corretos para tornar a abraçar a cada uma e a todas as suas ovelhas. Mas não nos iludamos, pois Ele mesmo nos avisou que a cada um seria dado conforme as próprias obras.



III. Exílio

CAPÍTULO QUATRO
Roteiro do Exílio.

Os tempos planetários dos mundos de Antares corriam céleres. As diversas famílias de seres rebelados ainda conseguiam promover convivência entre os seus pares de forma a que permanecessem congregados em um mesmo mundo.


Algumas, já desfalcadas de alguns de seus membros que foram acometidos por aquele estranho tipo de doença que terminou por aniquilar seus corpos, continuavam na busca incessante de, juntamente com as demais, encontrar alguma saída para a inquietante ocorrência energética que ainda os vitimava, só que de forma menos danosa.
É como se os que tivessem conseguido sobreviver àquela onda venenosa, mesmo apresentando seqüelas de diversas ordens, não mais fossem sucumbir diante do problema.
Mas o desespero e a incerteza quanto ao futuro ainda eram a tônica da vida dos rebelados.
Aqui e ali, alguns membros de determinadas famílias capelinas começavam a questionar se tudo aquilo não tinha sido um grande erro, uma grande doença vibratória promovida pelo orgulho do que se pensa saber.
Se aqui na Terra - somente para traçar algum tipo de paralelo - quando uma pessoa permanece muito tempo em uma determinada postura mental, como por exemplo o desânimo e a tristeza, termina por entrar em um forte processo de depressão que muitas vezes a leva a beira de diversos abismos existenciais, em outros mundos a permanência mental em certos postulados do que se pensa saber termina, também, por provocar seus problemas.
No caso, não uma simples depressão, mas sim uma espécie de aceleração ou febre vibratória indescritível nos atuais padrões de conhecimento terrenos, que termina por levar os seres que assim se permitem vibrar a condições tais de arritmia energética que desmorona o nível consciencial do ser.
Essa possibilidade estava sendo analisada por muitos rebeldes que não mais conseguiam suportar o tipo de vida que estavam levando, destituída de qualquer razão existencial mais nobilitante. E esse fato terminou por se tornar fator de desagregação entre milhares de famílias que se encontravam espalhadas pelos mundos rebelados.
Com o tempo, e por ordem de Lúcifer - que a essa altura dos acontecimentos passou a agir por puro orgulho - todos os que assim pensassem podiam se reunir onde quisessem e solicitar ao Mestre o devido perdão ou o que mais lhes aprouvessem.
E ocorreu que eram tantos que assim desejavam agir que, sucessivamente, nove mundos rebelados do sistema de Antares foram, pouco a pouco, reintegrados à convivência cósmica, tendo sido os habitantes desses mundos, a partir de então, ajudados pelas equipes do Mestre e por Ele mesmo, no sentido de recomporem seus padrões existenciais.

Aqueles seres, entretanto, que ainda persistiam na postura rebelde foram deslocados ou se dirigiram para os mundos que ainda continuavam a ostentar a bandeira da rebelião.


Enquanto isso, chegava a notícia em Antares que os dois mundos rebelados do sistema de Epsilon Eridani estavam apresentando problemas mais sérios ainda do que aqueles que caracterizaram o que havia sido abandonado à própria sorte pelos rebelados. Era apenas uma questão de tempo aqueles dois orbes serem assistidos pela misericórdia do Mestre.
Lúcifer, percebendo a inevitabilidade da ocorrência, desistiu de desprender maiores cuidados com os mundos de Epsilon Eridani e logo os dois foram religados ao fluxo normal do intercâmbio cósmico, apesar dos seus problemas de ordem singular no campo da genética que lhes é peculiar.
A essa altura dos acontecimentos - em termos de tempo terrestre, duzentos e sessenta mil anos desde o inicio da rebelião - sete eram os mundos ainda rebelados, sendo quatro localizados no sistema de Antares, dois no de Tau Ceti e o planeta azul para onde tinham se dirigido algumas famílias, entre as quais a família Val.
Era essa a situação do movimento rebelde há aproximadamente quatrocentos e trinta mil anos atrás.
Em Alt'Lam, Lúcifer e seu quartel-general continuavam a tentar administrar o que restava das forças rebeldes.
Aparentemente, as coisas estavam mais calmas. Era tanto o trabalho que as hostes celestiais estavam tendo com a reintegração dos mundos antes rebelados à coexistência cósmica que não tinham tempo ou oportunidade de investirem contra a sede do governo luciferiano. Pelo menos é o que pensavam Lúcifer e seus seguidores mais próximos.
Mas, os problemas continuavam.
Muitos seres que habitavam os mundos problemáticos de Tau Ceti começaram a apresentar uma outra ordem de problema vibratório que se assemelhava a uma espécie de demência profundamente perturbadora.
Devido ao isolamento e com o passar dos tempos cósmicos, esses dois mundos haviam perdido a capacidade tecnológica de se deslocarem até o sistema de Antares.
Pediram ajuda a Alt'Lam mas não foram atendidos. O quartel-general da rebelião temia que se Lúcifer e/ou seus principais assessores se ausentassem do sistema de Antares, os quatro mundos ainda rebelados fossem invadidos por algum tipo de estratégia ou mesmo diretamente pelas hostes celestes. O próprio Lúcifer tinha esse receio.
Quando foram informados da decisão dos membros do comando da rebelião de não se ausentarem de Antares, os rebeldes congregados no sistema de Tau Ceti encheram-se de sentimentos de revolta contra o próprio Lúcifer e, mesmo sem maiores tomadas de consciência por parte dos que ali estavam congregados, foi somente uma questão de tempo a reintegração cósmica daqueles orbes.
Os seres ainda empedernidos desses dois mundos, fossem pelos ideais luciferianos ou mesmo por problemas energéticos de outra ordem, foram exilados para a Terra.
A rebelião passou a se resumir, a partir de então - cerca de trezentos e setenta mil anos atrás - aos quatro mundos do sistema de Antares e ao planeta azul e circunvizinhanças.
Por esse tempo, em Antares, os rebelados tiveram um período de relativa calma, sem maiores preocupações quanto a uma iminente invasão ou coisa do gênero, que viesse a ser promovida pelas hostes do Mestre.
Ele mesmo retornara, durante algum tempo, à Orbum, em Capela, com parte de Sua assessoria.
Enquanto isso, começaram a ocorrer problemas dentro do quartel-general da rebelião.
Como o que tende a desagregar parece assumir uma espécie de doença psíquica que faz com que o ser perca as noções de limite. incapacitando-o de fazer uso do discernimento para fazer cessar suas próprias vibrações desarmônicas diante dos acontecimentos da vida cósmica, o movimento rebelde, quando livrou-se temporariamente de um inimigo exterior - o Mestre havia retornado à Capela - concentrou-se na discussão entre os seus próprios pares quanto aos caminhos a serem seguidos pela rebelião.
Quando eles mesmo perceberam, já haviam sido criadas diversas facções dentro do movimento e todas elas cheias da perigosa certeza psíquica - quando edificada sem nenhuma ou pouca base de sustentação moral - do pretenso saber. Era orgulho por todos os lados.
Lúcifer, mesmo sendo o mais orgulhoso e pretensioso de todos, parecia estar ainda possuído por alguma capacidade de discernimento, pelo menos no plano teórico, e concitava a todos os seus principais assessores a trabalharem pela unidade do movimento rebelde.
Len Mion, líder da maior facção, que defendia o uso dos instrumentos que fossem necessários para a manutenção da então chamada causa cósmica dos expatriados da Grande Hierarquia, defendia - e com razão - que se o movimento rebelde não voltasse a disseminar os seus postulados por outros mundos, fazendo com isso crescer novamente o número de adeptos a tão nobre bandeira defendida por eles, seria o fim da rebelião. Defendia mesmo a luta incessante na tentativa de se furar o cerco imposto pelas hostes siderais que não os permitiam se deslocarem além das fronteiras dos mundos rebelados.
Tão grande era o poder de persuasão desse ser que, realmente, algumas tentativas foram levadas a efeito com vistas a esse objetivo mas, todas foram frustradas pela preocupante decadência tecnológica que o isolamento cósmico terminou impondo aos mundos rebelados. Surgiram críticas por todos os lados quanto a Len Mion, em primeiro lugar, e a Lúcifer, por ter permitido tentativas fragilizadas que somente enfraqueciam o movimento.
Yel Liam, que liderava outra facção - estas se contavam às dezenas tanto que, durante algum tempo, foi formado uma espécie de conselho da rebelião formado pelos líderes de cada facção - além de criticar Len Mion, defendia a expedição de um convite diretamente endereçado ao próprio Mestre para que Ele viesse até Alt'Lam para a discussão franca e aberta, até que se chegasse a um bom termo.
Se Ele, recebido o convite não se fizesse presente em Alt'Lam, estaria aparentemente distorcendo a prédica da prática, pensava Yel Liam. Se, ao contrário, Ele viesse, se enfraqueceria porque, das duas, uma: seria obrigado a fazer uso de Sua autoridade e faria cessar o movimento, transformando, com isso, os rebelados em vítimas dAquele mesmo que se fazia passar por representante da Deidade ou tornaria a discutir em torno dos preceitos e postulados já antes apresentados pelos Seus principais assessores quando do início da rebelião.
Na ótica de Yel Liam, qualquer opção terminaria por prestigiar os objetivos da rebelião e desgastaria o Mestre de alguma maneira.
É interessante notar que, no futuro das reencarnações terrestres, o seu espírito viria a assumir a personalidade de Judas Iscariotes, exatamente aquele apóstolo que criou uma certa situação que passou à história como tendo sido a traição à Jesus.
O estranho, para a mentalidade ou ótica terrena, é que o Mestre o escolheu, mesmo sabendo quem havia sido o seu espírito no passado remoto. Diante da ótica cósmica, o mais provável seria que, exatamente por isso o Mestre o tenha escolhido para ser um dos Seus apóstolos. Mas, isso são páginas de uma outra história.
Outros segmentos defendiam opções ou estratégias completamente desarmônicas entre si e, fato é, que não se chegava a nenhum tipo de consenso. Lúcifer, pessoalmente, tudo decidia. Não havia outra alternativa.
E foi mesmo por uma questão de orgulho íntimo que ele não aceitou a proposta formulada por Yel Liam. Não queria voltar a se encontrar com o Mestre, ao menos enquanto o movimento por ele criado estivesse em posição tão desfavorável, pensava Lúcifer. Não se sentiria bem diante dEle por um milhão de motivos. Na verdade, esse encontro somente iria se dar no palco terreno.
Enquanto isso tudo acontecia, as hostes luciferinas se dividiam cada vez mais. Por tendência natural vibratória, em Alt'Lam foram se concentrando os seres mais exaltados quanto aos destinos da rebelião.
Nos outros três mundos rebelados, a característica dos seres ali congregados, com o passar dos tempos, era mais de desespero íntimo frente á incerteza quanto ao futuro e, principalmente. diante do vazio existencial que experimentavam os seus espíritos já profundamente desgastados pelos fatos conseqüentes à rebelião.
Além disso, uma nova onda de problemas vibratórios extremamente perturbadora começava a surgir naqueles mundos: os seres ali congregados não estavam conseguindo descansar. Com isso, alguns órgãos sensoriais característicos dos seus corpos, começavam a apresentar problemas e, em alguns casos, paravam mesmo de funcionar.
Se no caso característico dos corpos terrenos, cinco são os sentidos sensoriais através dos quais percebemos o Universo que nos rodeia, no caso daqueles seres - provenientes de diversas origens planetárias, cada uma com corpos planetários adaptados aos mundos onde viviam antes do exílio - diversos eram os sentidos sensoriais comuns aos seus corpos.
Se na Terra a visão, a audição, o olfato, o tato e o paladar caracterizam o poder perceptivo do corpo biológico planetário, em outros mundos esses e mais uma outra gama de sentidos corporais formam n conjunto dos órgãos perceptivos dos seres.
Mal comparando com a situação terrena, o problema que começava a ocorrer com os rebelados e para eles aquilo era uma desagradável novidade - era semelhante "à perda da visão, porque os olhos simplesmente paravam de funcionar", etc.
Na verdade, estamos incorrendo em processo de grande simplificação comparando o que não e possível ser comparado. Como expressar órgãos e atitudes corporais desconhecidos do ambiente terrestre? Não há sequer vocabulário para isso.
Contudo, para o que queremos expressar, basta entendermos que aquelas individualidades cósmicas estavam sem poder viver naqueles corpos decadentes.
Os procedimentos médicos disponíveis - dentro dos padrões daqueles mundos - não estavam surtindo nenhum efeito quanto a um possível melhoramento ou progresso ante o problema surgido.
Devido a esse fato, surgiu a necessidade desconhecida para eles, até então - de criarem hospitais ou coisas do gênero, que pudessem receber grande número de doentes para serem tratados.
Mas, aquele estado de coisas não durou muito tempo. Piorou.
E por não atinarem com as possíveis soluções para os problemas que iam surgindo a todo momento, atropelando outros já existentes e que também não haviam sido resolvidos, a desagregação penetrou fundo no espírito daqueles seres que estavam um pouco mais distantes do centro do poder da rebelião.
O desespero íntimo, a falta de expectativas quanto à possível resolução de seus problemas, o fato de não terem ninguém a quem se dirigir para exigir ou mesmo pedir algo, a impossibilidade de se comunicarem com afetos do passado que não aderiram à rebelião e que sabiam dos problemas que eles, os rebeldes, estavam passando e, acima de tudo, a desconfiança que principiava a nascer no íntimo já tão cansado daqueles seres de que haviam cometido um grande equívoco, tudo isso levou-os a implorar intimamente ao Mestre, contra o qual haviam se rebelado, o devido perdão e, se possível, algum tipo de ajuda.
Surgia aí, o mecanismo da prece rogativa que tanto nos caracteriza ainda o espírito.
Antes da rebelião, outros eram os tipos de prece que partiam do íntimo dos nossos espíritos em direção ao Mais Alto. Entretanto, com o problema criado por nossa incúria espiritual, outra não poderia ser a expressão amorosa do Pastor que cuida de suas ovelhas e que, desde aqueles tempos, já proferia o chamamento redentor dizendo: "Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração, e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve." (Mateus 11, 28-30)
Ao perceberem as novas emanações fluídicas que passavam a envolver aqueles três mundos, os seres congregados em Alt'Lam passaram a criticar aquela postura covarde que. fatalmente, propiciaria condições energéticas favoráveis à atuação do Mestre e de Suas hostes.
E, realmente, o poder da oração abriu as portas daqueles três mundos para, em momentos cósmicos diferentes, serem reintegrados à convivência cósmica.
Quando mais da metade da população de cada um desses mundos atingia a condição mínima vibratória, necessária ao soerguimento moral e energético de seus habitantes. os demais que ainda permaneciam empedernidos nas posturas luciferinas se deslocavam ou eram deslocados para AIt'Lam.
Esses deslocamentos forçados de seres - pelas circunstâncias vibratórias e de outros aspectos que passaram a existir - dos três mundos antes rebelados para AIt. Lam, por si só já dariam páginas para uma outra história.
Consumada a reintegração cósmica dos três mundos de Antares, Alt'Lam e o planeta azul eram, agora, os únicos orbes sob o poder dos rebeldes, além de algumas bases próximas à Terra.
Nessa altura dos acontecimentos - há cerca de duzentos e dez mil anos - Lúcifer já havia percebido que o longínquo planeta azul seria a sua última e única alternativa, caso Alt'Lam fosse invadido ou submetido a processo semelhante ao que havia ocorrido nos mundos antes rebelados.
Devido a esse fato, ordenou que diversas expedições fossem preparadas para, em momentos diferentes, partirem na direção da Terra. O objetivo era ir preparando o planeta para uma possível vinda em massa de todo o contingente da rebelião.
Centenas de expedições foram, então, idealizadas tendo sido a maior parte delas executada conforme o planejado.
Durante, aproximadamente, cerca de cento e dez mil anos terrestres. Lúcifer e suas hastes congregadas em Alt'Lam conseguiram contrapor-se ao que supunham ser uma verdadeira frente celeste, com diversas equipes preparadas para, a qualquer momento, tomar-lhes o planeta.
Ledo engano, entretanto.
Ao começar a receber, ainda em Orbum, a emanação das preces a Ele endereçadas pelos rebeldes arrependidos e desesperados, e por ser muito grande a quantidade dos que assim procediam, o Mestre deslocou-se novamente para o sexto planeta em órbita do sistema de Antares.
Após as aferições iniciais, resolve deslocar-se pessoalmente aos mundos problemáticos assistindo-lhes, com Sua presença energética, e propiciando condições de melhoramento mais rápido para todos os que sofriam.
Consumada a reintegração daqueles três mundos - processo que foi muito demorado devido aos renitentes - o Mestre permaneceu na base que foi edificada no sexto planeta. acompanhando o desenrolar e respeitando o livre-arbítrio do que restava da rebelião, sem interferir em nenhum momento.
Mas, assim não era visto por Lúcifer.
Informado da presença do Mestre novamente nos mundos de Antares e levando em conta que o seu quartel-general encontrava-se profundamente dividido em contendas de todo tipo, resolve assumir o papel de ditador implacável - o que até então não fizera, pois sempre permitira que todos apresentassem as suas idéias apesar de não abrir mão do poder decisório.
A partir de então, todos tinham que rezar conforme sua cartilha. Mesmo entre os seus principais assessores que lideravam algumas facções, ninguém mais podia discordar do que fosse emanado da cúpula do movimento, ou seja, Lúcifer, Len Mion e alguns poucos.
Yel Liam, sentido-se rejeitado, passou a competir com tudo e com todos e terminou sendo expulso para a Terra em uma das diversas expedições que para aqui vieram. Junto com ele e pelo mesmo motivo, muitos foram banidos para a Terra.
Em Alt'Lam permaneceram apenas os chamados fiéis a Lúcifer, que a todo momento diminuíam.
Antes de sair, entretanto, alguns dos que foram banidos criaram um sério problema em Alt'Lam. Passaram a dizer que estavam sendo violentados nos seus direitos cósmicos pois não queriam ir para o planeta azul, mas, sim, desejavam ser devolvidos às hostes celestes pois não suportavam mais o peso do equívoco cometido que começavam a perceber.
Yel Liam não fazia parte dos que assim pensavam. Len Mion, entretanto, passou a dizer que aquilo era obra dele, pois a maioria dos que estavam para ser banidos pertencia à facção que, durante certo tempo, teve em Yel Liam uma espécie de líder.
Devido a isso, os dois se enfrentam violentamente no campo das acusações mútuas: Yel Liam acusando o outro de ter sido o responsável direto por todas as opções equivocadas de Lúcifer que terminaram por enfraquecer o movimento e Len Mion, de sua parte, acusando-o de ter posto o orgulho pessoal acima dos objetivos da rebelião. Além do mais, o último problema surgido nos três mundos que estavam sendo reintegrados também só podia ser obra dele, acusava Len Mion.
Yel Liam resolveu sair o mais rapidamente possível de Alt'Lam. Nada mais podia ser feito. Enquanto isso, muitos dos que lá ficaram continuavam a perturbar o já inquieto ambiente.
Lúcifer, posteriormente, determinaria que todos os que estivessem cobrando os seus direitos fossem presos e banidos para a Terra, conduzidos nas naves como prisioneiros siderais. E fato é que muitos aqui aportaram nesse estado.
Jamais havia sido cometido tal tipo de violência ao longo da rebelião. Esse fato terminou também por criar uma outra ordem de problemas para Lúcifer.
Muitos outros seres pertencentes à hierarquia celeste e que tinham afetos entre os rebelados em Alt'Lam se dirigiram, então, ao Mestre, solicitando diante da violência ocorrida - que lhes fosse permitido se deslocarem abertamente para o planeta e cobrar de Lúcifer uma postura mais digna porque, se continuassem a ocorrer fatos semelhantes, as leis cósmicas permitiriam que autoridades de nível inferior a do Mestre, interviessem no processo e simplesmente prendessem os seres rebeldes e Lúcifer em especial.
O que até então vinha sendo tratado como uma doença cósmica vibratória de proporções epidêmicas passaria a ser visto não mais como uma doença, mas sim como um crime.
É importante que as irmãs e os irmãos leitores destas páginas percebam esse fato pois, na ótica cósmica, uma questão é diferente da outra. Os remédios e os procedimentos reajustadores correm por conta do discernimento das autoridades cósmicas, pertencentes á chamada hierarquia celeste.
Na realidade, até então, a questão luciferiana havia sido tratada como uma grande doença vibratória. A partir do problema criado, apesar de não deixar de ser observada como uma dolorosa doença, seria mais estrategicamente tratada nas suas questões legais, pois grande era o nível de desatino que se começava a realizar, sabia Lúcifer em nome de que.
O pior é que continuavam a ocorrer loucuras de todos os tipos não mais, necessariamente. promovidas diretamente pelo chefe rebelde. Sob certos aspectos, ele perdera o controle da rebelião O Mestre atende à solicitação dos níveis de Sua hierarquia celeste e é preparada, então, uma equipe para dirigir-se pacífica e abertamente a AIt'Lam.
Lúcifer, entretanto, não queria aquele contato pois sabia não possuir argumentações para fazer frente ao que lhe seria cobrado e, fatalmente, ficaria em posição de desvantagem - mais ainda do que se encontrava - podendo mesmo ter o movimento por ele liderado um fim a qualquer momento.
Não havia mais nada a ser feito.
A única e última opção para os rebelados era o planeta azul Antes que a iminente invasão de Alt'Lam - assim pensavam muitos dos rebelados - fosse procedida deveriam todos se dirigir para o ultimo reduto da rebelião.
Entretanto, foram, também, muitos os que resolveram lá permanecer, seja por desfalecimento energético, desespero, angústia íntima, discreta discordância quanto aos rumos do movimento, enfim, seres que começavam a endereçar no mais recôndito dos seus espíritos algum tipo de pedido de ajuda a quem os pudesse escutar. E o Mestre os escutou. E, dentro de algum tempo, o planeta Alt'Lam teve os seus circuitos religados à convivência cósmica.
Lúcifer e suas hastes partiram, finalmente, para o planeta azul e aqui chegaram há cerca de cem mil anos. Só que, na realidade vibratória da Terra, havia um aspecto que desagregaria por completo as famílias dos exilados: a reencarnação.
Até então, a afinidade era fator maior de ligação entre os membros de cada grupo. Com a chegada no planeta, entretanto, outros seriam os elos que fariam a ligação entre cada ser e aqueles que com ele iriam conviver nas muitas situações existenciais.
O grande problema dos rebeldes ainda estava por começar. Havia um grande preço a ser pago por cada um e por todos.
A Lei Cósmica que rege a vida é sábia, justa e amorosa nos seus muitos mecanismos de aferir causas e dispor conseqüências de forma tal que, muitas vezes, somente em um âmbito maior de análise, podemos perceber como ela é infalível.
A partir da fuga de Lúcifer e de suas hostes para o planeta azul, a questão luciferiana, além de ser considerada como uma doença, seria, também, vista como um movimento criminoso diante das leis cósmicas.
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