ReintegraçÃo cósmica. (Integral dos três livros juntos )



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2. A Rebelião do Orgulho

As diversas classes de seres que assessoravam o Mestre distribuíam-se, por sua vez, em muitos outros níveis hierárquicos que relacionavam agrupamentos afins, seja por nível espiritual e/ou pela característica de trabalhos específicos a serem realizados dentro dos muitos campos da atividade cósmica.


Dentre essas classes havia uma na qual estavam congregados muitos seres de nível adiantadíssimo e, por conseguinte, detentores de grandes responsabilidades frente às altas hierarquias do cosmos.
Nesta classe a que nos referimos, havia uma entidade detentora de evoluidíssimo nível de conhecimento que, mesmo muito amando Àquele que na Terra viria a ser conhecido como Jesus, seu comandante e Senhor, e que, embora sabendo de sua condição hierárquica e espiritual inferior à do Mestre, no decurso dos últimos tempos da escala cósmica, vinha, em algumas oportunidades, contrapondo-se ao Mestre e Sua equipe de auxiliares diretos, em relação a alguns aspectos administrativos e outros referentes à vida cósmica.
Com paciência e fraternidade, o Mestre e Seus assessores mais graduados concitavam ao maravilhoso porém inquieto ser que se chamava Lúcifer, à reflexão e à humildade no campo do que se pensa conhecer e saber. Lúcifer cada vez mais se inquietava e passou a não mais observar o limite de sua vasta e portentosa bagagem existencial, pensando tudo saber e tudo poder.
Começou a congregar em torno de si próprio um ambiente energético-vibratório de tal porre que todos os que dele se acercavam, eram envolvidos por posturas e influenciações psicológicas que iam da inquietação à rebeldia.
O Mestre Jesus que, como preposto maior do Pai naquela área do universo, podia simplesmente isolar o irmão rebelde ou mesmo interná-lo em alguma mansão cósmica de repouso e reflexão, ao perceber que muitos outros seres de porre elevado em termos de graduação espiritual-mental também comungavam das posições algo perturbadoras de Lúcifer, passou a permitir e dar livre curso às inquietações de todos, para que de forma fraterna e transparente, todos pudessem ser esclarecidos sem que com isso o livre-arbítrio daqueles seres inquietos fosse atingido ou contrariado de alguma forma.
Por orgulho do que pensava saber, Lúcifer ultrapassou o nível de convivência hierárquica e fraterna existente entre os componentes dos diversos níveis de assessoramento do Mestre.
Influenciada e fortificada pela aceitação e disseminação de sua inconseqüência junto aos mais desavisados, a liderança de Lúcifer cada vez mais crescia junto àqueles que, invigilantes nas suas posturas mentais, esqueciam e/ou distorciam tudo o que já haviam apreendido nas suas experiências existenciais e passavam a seguir o equivocado espírito de Lúcifer que, a essa altura dos acontecimentos, já afrontava abertamente o Mestre e toda Sua equipe de auxiliares diretos.
Cada vez mais adubado pelo próprio orgulho e incentivado pelo estímulo inconseqüente dos que o rodeavam, Lúcifer resolve ter a si próprio como líder de um movimento que passou a pedir contas ao Mestre Jesus de uma série de aspectos da administração celeste.
Em linguagem simples diríamos que, em especial, Lúcifer questionava e cobrava do Mestre explicações quanto à figura do Pai. Por que ele, Lúcifer, não conseguia concebê-Lo? Se Deus não era a Sua própria obra, onde estava Ele? Por que o Mestre Jesus havia sido escolhido pelo Pai para ser o Seu preposto? Como esse decreto divino podia ser provado e comprovado? Onde e como conferir a assinatura de Deus nessa concessão de governança de parte do Universo ao Mestre Jesus?
Por que confiar simplesmente nos altos mandatários do Pai que, de tempos em tempos cósmicos vinham até os mundos-sedes dos sistemas governados pelo Mestre atestando e confirmando a excelsa origem e nível espiritual ímpares do Mestre Jesus?
A autoridade moral e espiritual nos mundos superiores e nas esferas espirituais é sentida de modo irresistível. Lúcifer e todos os que ao redor dos seus postulados se congregavam sentiam no íntimo de seus espíritos, de forma irresistível, a autoridade amorosa do Mestre Jesus. Mas motivados pelo orgulho da distorção do que pensavam saber, atropelaram o que no íntimo lhes estava tão claro, e que era uma conquista de seus espíritos no plano do desenvolvimento moral-espiritual, e passaram a exigir no plano do desenvolvimento mental que todas as suas indagações e questionamentos fossem plenamente atendidos, justificados e explicados.
Como demonstrar fatos, planos, mundos e individualidades de um padrão vibratório mais evoluído a um ser que somente atingiu o condicionamento energético de percebê-los até um nível mais baixo de componentes dimensionais? Esta questão era colocada pela equipe do Mestre aos aflitos e inquietos seres que se agrupavam em torno de Lúcifer.
Como propiciar ao inseto a condição necessária para entender a inteligência do homem? Como colocar em um simples copo toda a água do oceano? Como fazer com que aqueles seres perturbados entendessem que o Pai pode ser sentido, até mesmo percebido, jamais deduzido, concebido ou equacionado?
Não podendo contraporem-se ao óbvio da argumentação por parte dos representantes da Deidade, os revoltosos simplesmente postulavam que, se Deus tudo podia e se Ele existisse realmente, poderia facilmente tudo esclarecer.
Não sabiam todos aqueles espíritos inquietos que o desenvolvimento da individualidade se dá em dois grandes campos da jornada evolutiva do ser cósmico, a saber, o campo moral-espiritUal e o campo mental-intelectual. E que cada um desses campos sensório-vibratórios, compostos de diversos aspectos e múltiplos níveis de aprendizado e conquista pessoal, e em não havendo como derrogar a inviolabilidade das Leis Cósmicas, não seria possível ao menor em evolução, entender, equacionar e conter na sua pobre e ainda incompleta condição perceptiva, o Todo da essência do Pai?
O Universo com seus múltiplos níveis existenciais e a Deidade não se modificam para que os percebamos. Nós é que temos de modificar a nós próprios através do renascimento interior, da renovação íntima, para, então, melhorados na nossa condição vibratória e perceptiva, passarmos a perceber mais e mais o que nos rodeia e o que está dentro do nosso próprio Espírito.
Entretanto, diante do postulado radical e do posicionamento inflexível de Lúcifer e seus seguidores, os representantes da Deidade e do Mestre Jesus nada mais podiam fazer à luz do esclarecimento fraterno.
Os seguidores de Lúcifer passaram a visitar diversos mundos levando a todos quantos pudessem alcançar a competente propaganda e a conseqüente propagação da sua inquietação.
Ainda assim, o Mestre permitiu que Lúcifer e seus seguidores propagassem livremente os seus postulados para que o livre-arbítrio de todos pudesse ser potencializado à luz do entendimento e discernimento pessoal de cada individualidade.
Por não terem sido atendidas as reivindicações apresentadas à equipe do Mestre, Lúcifer e os que o seguiam passaram a propagar que Deus não existia e que simplesmente tal mito fora criado para que em Seu nome alguns pudessem exercer a governadoria celeste.

A partir daquele momento o grupo rebelde não mais via no Mestre Jesus - apesar de no íntimo perceberem a Sua superioridade ímpar - o governador celeste nem muito menos o preposto do Pai, porque, simplesmente, para eles o Pai não existia.


Estava decretada a rebelião de Lúcifer, com conseqüências extremamente danosas para muitos mundos e, em especial, para o nosso planeta.
Muito já serviram de reflexão ao autor terreno destes escritos as informações até aqui abordadas. No início, não foi sem dificuldade que aceitamos o fato de, mesmo um anjo ou espécie de anjo ser tão cego em relação à existência ou não de Deus, tanto quanto nós, espíritos reencarnados e fortemente limitados nas nossas noções e percepções.
É como se a distância de nível existencial e de percepção entre um quase nada a uma simples célula, desta a um inseto, deste ao homem, do homem a um anjo, deste a um Ser Crístico, do Ser Crístico a um quase-Deus e de um quase-Deus ao Pai Amantíssimo, fosse inconcebível e efetivamente impossível de sequer ser sonhada ou imaginada pela pobre mente humana. E assim o é, nos dizem os nossos bons e pacientes amigos espirituais, pois há incontáveis níveis e subníveis existenciais na hierarquia celeste.
Não temos a menor condição de imaginar a dificuldade de percepção que um ser angélico tem em relação à distância que o separa do Pai em termos de níveis existenciais, e nisso reside a nossa tentação em achar algo primário e simplista o fato de um anjo não perceber a existência de Deus de forma segura e objetiva. Entretanto, é o que nos informam os mentores deste trabalho: somente com o passar dos tempos cósmicos, a humanidade terrestre perceberá a sutileza de certos aspectos da longa jornada de evolução espiritual das individualidades cósmicas.
Não é propósito desta obra informar e analisar as diversas componentes e os múltiplos aspectos que caracterizaram a rebelião de Lúcifer. Isto, a seu tempo virá.
Temos, portanto, a consciência de que apresentamos de forma reduzida e simples o problema luciferiano, que nem novidade é, porquanto já explorado por outros autores. Cremos, entretanto, que para o propósito do presente trabalho, o pouco que foi abordado é suficiente.

Cumpre-nos ainda informar que, ao ser decretada a rebelião luciferiana, os outros sistemas de mundos que eram e ainda são administrados por outros seres do nível Crístico, de comum acordo com o Mestre Jesus, cortaram e/ou interromperam os circuitos de convivência e deslocamentos siderais com o objetivo de que a loucura de Lúcifer não ultrapassasse o limite de atuação dos mundos rebelados.


Quando da iminente eclosão da rebelião, muitos observadores de outros sistemas planetários vizinhos aos sistemas comandados pelo Mestre vieram para o sistema de Capela a título de observação e estudo, até porque, segundo os autores espirituais desta obra, a rebelião de Lúcifer não foi a primeira neste gênero a ocorrer. Afirmam eles que outros problemas semelhantes já ocorreram em outros sistemas comandados por seres de porte espiritual semelhante ao do Mestre Jesus.
Se mal podemos ainda entender a questão luciferiana, supomos não ser conveniente nem de boa estratégia nos referirmos a esses outros problemas. No devido tempo, nem que seja para outras gerações, tais informações deverão ser veiculadas. Até lá, procuremos entender Lúcifer e seus equívocos, que terminaram por ser motivos de queda para todos nós, que um dia o seguimos.
Grande foi a inquietação daqueles dias. Se pudéssemos imaginar naquele tempo as pesadas e dolorosas conseqüências da equivocada opção de seguir a Lúcifer, outra teria sido a história da Terra, a dos seus habitantes e de muitas outras comunidades planetárias.
O Mestre Jesus, imperturbável na Sua postura fraterna e amorosa, convidava a todos à mansuetude, à reflexão e à observância das leis existenciais.
Cegos e surdos, os seguidores de Lúcifer enxergavam e escutavam apenas o que lhes fosse conveniente ao posicionamento rebelde.
Tudo o que era possível ser feito dentro das leis do amor ao próximo foi feito pelo Mestre e Sua assessoria. Mas o espírito luciferiano, na sua inconseqüente propagação, manchara e perturbara inapelavelmente parte da criação universal. Algo precisava ser feito!

3. Decisão do Mestre

Tudo fora tentado no campo do esclarecimento fraterno junto às individualidades revoltadas. Nada, entretanto, surtia efeito.


Respeitando o livre-arbítrio de todos, o Mestre propiciou todas as condições necessárias para que o processo decisório de cada ser fosse o mais transparente possível e que todos tivessem a devida noção da responsabilidade daquela opção.
Após consumada a rebelião, o Mestre Jesus, em concordância com as altas hierarquias celestes, resolve reunir nos mundos rebelados todos os que se apresentavam irremediavelmente perturbados pela postura luciferiana.
E assim foi feito. Todos os espíritos rebelados foram agrupados naqueles mundos que tiveram a maior parte de suas populações atingidas pela idéia doentia de Lúcifer.
Quando todos os mundos rebelados já tinham congregado em torno de suas esferas existenciais (físico espirituais-astrais) todos aqueles espíritos infelizes na sua postura inflexível e orgulhosa, tiveram os seus circuitos desligados da convivência cósmica.
Cada conjunto de seres rebelados havia sido agrupado conforme a afinidade vibratória dos seus corpos em relação à situação energética dos mundos planetários que deram guarida ao sentimento luciferiano.
A fim de que a loucura do orgulho de Lúcifer não perturbasse a paz de espírito daqueles que nos mundos que permaneceram ao lado do Mestre e que desejavam viver em paz, foi decretada uma espécie de quarentena que isolava pelo tempo que fosse necessário os mundos rebeldes do intercâmbio cósmico.
A partir de então, o conjunto dos mundos rebelados passou a ser uma espécie de ilha cósmica entregue às próprias condições de capacidade tecnológico-científica e nível moral dos seres ali congregados por força da rebelião.
As condições existenciais nesses mundos sofreram, a princípio, profunda estagnação em nível de desenvolvimento, tanto no campo da evolução moral-espiritual quanto nos aspectos referentes ao progresso mental nas áreas da tecnologia e ciências em geral.
Seus habitantes começaram a perder a noção de padrão evolutivo da vida cósmica devido ao isolamento que lhes foi imposto, o que os tornou ainda mais revoltados.
Mergulhando cada vez mais em ambientes energéticos densos e de vibração pesada, aqueles seres, acostumados à vivência em ambientes magnéticos de altíssimo nível, comum aos mundos que freqüentemente habitavam, perturbavam-se mais e mais na convivência com apetites e necessidades grosseiras que passaram a caracterizar o triste cotidiano reencarnatório nos mundos rebelados.
Alguns desses mundos perderam até a condição de se comunicar uns com os outros, dentro da ilha cósmica a que estavam inapelavelmente confinados.
A decadência desses mundos, com o passar dos tempos cósmicos, verificava-se de forma avassaladora. O Mestre Jesus contemplava tudo isso com um misto de tristeza e esperança no futuro.
O mundo terrestre, que estava destinado a ser importante centro estratégico para muitos sistemas de mundos, por ter a maioria de seus habitantes, à época da rebelião, aderido à idéia luciferiana, passou a ser um dos mundos decadentes desse triste processo de estagnação espiritual.
Por ser um dos mais atrasados e por somente há pouco tempo cósmico possuir população própria nos seus níveis físico-material, astral e espiritual, o mundo terrestre passou a ser uma espécie de último dos últimos do grupo dos mundos rebelados.
Decorrido certo tempo da escala cósmica, de vez em quando, um ou outro agrupamento de seres, nesse ou naquele mundo rebelado, concluía pelo equívoco da opção luciferiana. Tais posturas, ao serem detectadas pela vigilância amorosa do Mestre e de Seus prepostos, eram prontamente cercadas de todo estímulo possível através da chegada de emissários do amor do Mestre, seja através de reencarnações ou mesmo através de missões disfarçadas entre os habitantes dos mundos rebelados.
Com o passar do tempo, pouco a pouco, quando mais da metade da população de um ou outro mundo rebelde percebia conscientemente o erro cometido e apresentava ao Mestre a renovação do reconhecimento e respeito a Sua postura amorosa, esses mundos arrependidos passavam por processo semelhante ao que a Terra está passando nestes últimos tempos do segundo milênio terrestre pós-Cristo, ou seja, por uma reciclagem energética de todos os seus habitantes.
Dizemos semelhante, mas, em verdade, o processo de exílio das minorias empedernidas daqueles mundos, que se renovavam na rota evolutiva, em nada se parecia com o caso terrestre.
Conforme as características de cada mundo e o nível dos habitantes que ali se congregavam, o exílio daqueles que ainda insistiam na postura luciferiana para os outros mundos ainda rebelados e que ainda não apresentavam condições de regeneração processou-se de diversas formas em nível de tecnologia e ocorrências diversas.
De fato, muitos mundos, que a princípio se rebelaram contra os representantes da Fraternidade Cósmica, passaram a se reintegrar à convivência cósmica. À medida que tal processo se sucedia, as minorias empedernidas na teimosia e no orgulho passavam a ser reagrupadas em mundos ainda rebelados cada vez mais atrasados.

A boa luta do esclarecimento fraterno, entre as forças cósmicas que representavam o amor do Mestre Jesus e as hostes luciferianas, cada vez mais se concentrava nos mundos rebeldes mais atrasados.

Lúcifer, tal como general em plena batalha, vendo-se acuado pelo avanço da luz do esclarecimento, não podendo avançar, cada vez mais concentrava todo seu esforço e resistência nos mundos de vibração mais pesada para dificultar a penetração das mensagens de luz e renovação espiritual.
E não iremos longe no abuso da paciência da capacidade dedutiva dos irmãos e irmãs, leitores destes escritos, para dizer que a Terra foi, ou melhor, está sendo o último mundo a passar pelo processo de reciclagem espiritual para que possa ser reintegrada à vida cósmica.
Os seres que ainda nos dias atuais insistirem na postura do desamor, do ódio e da violência sob todas as formas, não mais pela influência luciferiana, mas por efeito de suas próprias inclinações e tendências, serão exilados para mundos inferiores em rota evolutiva para, ali, aprenderem a observar o valor da postura fraterna, propiciando ao planeta terrestre, as condições necessárias ao progresso espiritual de seus habitantes.

4. Isolamento Terrestre

Nosso modesto relato atinge, a esta altura dos acontecimentos, a marca de 100.000 a.C.. Durante os últimos setecentos mil anos do calendário terrestre antes desta marca é que ocorreram todos os fatos narrados nos capítulos anteriores e muitos outros que provavelmente deverão ser informados no futuro. Imaginemos, apenas, se a história que a humanidade atualmente conhece, de alguns poucos milênios, já é tão rica e ilustrativa nas suas muitas versões, o quanto não deve ter ocorrido em muitas centenas de milênios e que ainda está por ser informado e esclarecido à comunidade terráquea.


Mas, voltando à marca do tempo terrestre por volta de 100.000 a.C., tudo o que restava da rebelião de Lúcifer estava congregado e concentrado no orbe terrestre.
Há somente alguns poucos milhares de anos do calendário terrestre, antes da marca anteriormente citada, os dois últimos orbes rebelados além da própria Terra, acabavam de ser reintegrados ao circuito cósmico da convivência fraterna, restando apenas ao mundo terrestre a triste e equivocada característica de ainda ostentar a bandeira da infelicidade e do orgulho luciferianos.
Por determinação do Alto e por ser a Terra o último mundo rebelde, a partir aproximadamente da marca dos cem mil anos antes de Cristo, as individualidades que ao longo do tempo terrestre cumprissem com os seus programas reencarnatórios atingindo os objetivos traçados com o devido mérito espiritual, poderiam, se assim o quisessem, deixar o ambiente terreno e retornar aos seus orbes de origem, conforme as condições energético-vibratórias de cada um.
Não precisariam, portanto, aguardar o final do ciclo existencial terrestre de purgação, onde haveria - como já está ocorrendo - o processo de reciclagem espiritual com o conseqüente exílio daqueles espíritos que não lograram sucesso após tão longo e desgastante ciclo reencarnatório.
Muitos espíritos e grupos de espíritos, ao longo da história terrestre, cumpriam com méritos o que deles era esperado e retornavam com suas consciências limpas e regeneradas a mundos mais evoluídos, espalhados pelo cosmos.
Durante toda a história atlante, no final do apogeu do período egípcio, no tempo dos personagens descritos nos Vedas, entre os gregos e em muitos outros agrupamentos da história humana no planeta, encontramos esses espíritos maravilhosos que após purgarem as suas faltas pretéritas e darem a sua edificante e regeneradora contribuição ao mundo terrestre, retornaram às suas origens planetárias.
Mas, a Terra continuava isolada do circuito cósmico-universal e em acelerado processo de decadência de suas condições existenciais.
A ajuda que vinha de fora potencializava-se na vida planetária de maneira bastante discreta.
De vez em quando um ou outro agrupamento de espíritos, mesmo já libertos dos compromissos que os prendiam à Terra, decidia aqui permanecer para ajudar o desenvolvimento planetário.
Muitos seres de outros orbes solicitavam ao Mestre Jesus a oportunidade de reencarnarem na Terra para ajudar os seus afins- companheiros e afetos do passado - que ainda estavam presos ao orbe rebelde.
Tudo estava sendo feito para que, no menor espaço de tempo possível, a ajuda e o esclarecimento necessários chegassem até a Terra dentro das possibilidades planetárias.

Foram programados vários estágios de possibilidades propulsoras de progresso através do surgimento de várias civilizações ao longo da história terrestre. Muitas dessas sequer chegaram ao conhecimento moderno. Outras, chegaram até os dias atuais, como lendas.

Através de inúmeras reencarnações de espíritos com extensa bagagem e experiência em alavancagens de progresso planetário, começavam a surgir em diferentes pontos do ambiente terrestre, diversos líderes que, quando lhes permitiam as condições de época, lugar e mentalidade reinante, promoviam grandes surtos de desenvolvimento.
Porém, devido ao isolamento cósmico pelo qual passava a Terra, muitas vezes as sementes plantadas pelos espíritos missionários morriam logo após a semeadura pois não eram adubadas pelo esforço das comunidades espalhadas pelo planeta devido ao desconcertante atraso mental e moral-espiritual que caracterizava a população terráquea.
Novos e graves débitos espirituais eram contraídos a todo momento. Grande era o peso do passado criminoso para todos aqueles espíritos que estavam congregados na Terra.
Com o passar dos dias e a renovação das épocas, novas civilizações surgiam em diferentes regiões planetárias, já que era essencial - conforme o planejamento da Espiritualidade Maior - preparar diferentes focos de possibilidades de desenvolvimento com vistas ao futuro da humanidade terrestre.
Civilizações sequer sonhadas e/ou imaginadas pelo conhecimento moderno surgiam e desapareciam ao longo dos séculos e milênios terrestres, formando as páginas de uma história planetária ainda por ser contada.
Atingimos agora, nestes despretensiosos comentários narrativos, a marca de aproximadamente 40.000 anos terrestres a.C.
A Terra não estava entregue à sua própria sorte, pois grande era o acompanhamento e o esforço de todas as hostes do Mestre Jesus na ajuda constante a todos os congregados no orbe.

Entretanto, e tal fato é sempre de caráter inexorável em todo tempo e lugar devido às leis cósmicas, o mundo terrestre estava, em realidade, entregue à sua baixa e pobre capacidade de discernimento coletivo decorrente do livre-arbítrio planetário.


Assim sendo, todas as tentativas da Espiritualidade Maior esbarravam sempre nas posturas viciadas e tendenciosas do meio terrestre, com o conseqüente sacrifício dos emissários do Alto como, também, com os desvios de rota e distorções do que fora anteriormente planejado pelos mentores terrestres frente aos objetivos desejados e propostos para as missões renovadoras.
Resumindo, o mundo terreno não estava conseguindo alavancar.
Presos ao passado criminoso e às tendências e inclinações conseqüentes ao mesmo, os espíritos congregados no orbe não estavam conseguindo sair do ciclo vicioso que as condições do astral coletivo do planeta impunham ao ambiente terráqueo.
A Terra estava em uma espécie de impasse energético jamais observado pelas hostes da Deidade.
Não propiciava condições vibratórias para receber ajuda direta de irmãos mais adiantados de outros orbes e, ao mesmo tempo, sem essa ajuda, a evolução terráquea permaneceria estagnada durante centenas de milhares de anos, dentro da penosa e interminável relação de causa e efeito das vibrações pesadas dos mundos inferiores.
Em outras palavras, não poderia prescindir da ajuda direta vinda de fora, mas, ao mesmo tempo, não criava condições para que tal ajuda pudesse vir.
Mas, o que devemos entender por ajuda direta?

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