ReintegraçÃo cósmica. (Integral dos três livros juntos )



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III. Exílio
CAPÍTULO CINCO
Opção: Terra.

Por esse tempo, a vida na Terra já estava bastante confusa independente de quaisquer outros aspectos advindos de outras partes do cosmos.


Certos grupos de rebelados já haviam começado a chegar há cerca de seiscentos e vinte mil anos, através de diversas levas em processo completamente desordenado, que resultou no fato do planeta terreno ter recebido espíritos exilados de diferentes orbes.
A princípio, diversas levas de espíritos foram para aqui trazidas por força da lei maior que rege o longo caminho do desenvolvimento espiritual, em decorrência de problemas ocorridos em alguns dos mundos rebelados.
Obedecendo a critérios energéticos, muitos chegaram em corpos espirituais, permanecendo nas esferas astrais da Terra, aguardando oportunidades para as reencarnações redentoras. Seus sofrimentos e todas as dificuldades enfrentadas quando aqui chegaram foram descritos no segundo livro da presente trilogia, Caminhos Espirituais.
Outros foram transportados em naves espaciais, com seus corpos físico-materiais dos mundos de origem, já adaptados ao ambiente terrestre.
Em tempos passados formou-se, dessa forma, a atual comunidade planetária terrestre que, a princípio, tinha outra destinação no majestoso concerto dos mundos.
A população espiritual terrena passou a ser, na realidade, formada por um conjunto de espíritos que foram expulsos de diversos mundos por comportamento inadequado, mais aqueles outros que, nativos do orbe terrestre quanto à origem espiritual, tiveram as suas primeiras reencarnações em corpos materiais do homem terráqueo.
A atual comunidade planetária foi, portanto nos tempos imediatos à deflagração do movimento rebelde - formada na sua componente espiritual pelas individualidades que em espírito vieram para a Terra, exilados de outros mundos através de verdadeiros comboios espirituais e mais os espíritos que foram criados pelo Pai para começarem a sua jornada evolutiva reencarnando na Terra.
Quanto a sua componente material e, contrariamente ao que muitos pensam, foi formado exclusivamente por humanóides de diversas procedências planetárias distintas, que em seus corpos físico-materiais de origem. vieram para a Terra em naves espaciais, com o objetivo de edificar o grande portal cósmico.
Depois, após a deflagração do problema luciferiano, chegaram também outros seres - já sob o estigma do exílio - que aqui aportaram com suas próprias naves. Do cruzamento resultante de toda essa diversidade floresceu o atual contexto populacional terreno.

É bom não esquecer que, naquela época, havia realmente um grande número de representantes de certo ramo dos símios. Esses também possuíam. sob certos aspectos, padrão semelhante ao dos humanóides, porém, não eram dotados de inteligência.


E da mesma forma que o homem moderno - por exemplo, numa expedição no meio de uma floresta a título de exploração - pode lutar com as feras, disputando território ou alimento, naqueles tempos os estrangeiros e seus descendentes tiveram que disputar muitas vezes com os símios a própria alimentação além de determinados locais privilegiados ao desenvolvimento da vida física.
Sem entrarmos em grandes detalhes - por não ser o objetivo central do presente trabalho - seríamos obrigados a afirmar que muitas foram as espécies pré-históricas tidas como ancestrais do atual homo sapiens que foram completamente dizimadas pela geração mais próxima do que entendemos por homem moderno.
Se é que de fato o gênero humano terreno deixou de ser antropóide bípede e se transformou em homo sapiens - concordo com os que pensam que poucos conseguiram atingir o estágio de seres humanos na plenitude desse conceito - muitos dos nossos ancestrais que foram produtos de experiências e acasalamentos ocorridos ao longo da "colonização terrena" foram, na verdade, extintos do panorama terrestre, fosse por problemas viróticos provenientes das chegadas de exilados com suas naves ou por conseqüência mesmo de verdadeiros extermínios praticados contra eles.
Se bem observarmos, normalmente as espécies do reino animal possuem parentes próximos como, por exemplo, no gênero dos felinos, o gato, o tigre, o leopardo e o leão. No gênero humano, somos nós os únicos representantes. Os parentes mais próximos são os macacos.
Ao longo da nossa historia, terminamos por exterminar os familiares mais próximos, a saber aqueles a quem chamamos de homem de neandertal, de cromagnon e outros.
Tanta foi a loucura que imaginamos ter evoluído a partir dos macacos. Até que nos faria justiça. Não sabemos, entretanto, o que os nossos parentes mais próximos pensariam a respeito da responsabilidade de terem gerado uma horda de seres tão problemática.
Não é demais recordar a situação ingrata e desesperadora daqueles espíritos que para aqui foram trazidos, já bastante evoluídos, porém empedernidos no orgulho e tendo que reencarnar em corpos materiais muito aquém de suas potencial idades espirituais.
Com o passar dos tempos e com a própria degradação por eles sofrida, tornaram-se cada vez menos evoluídos e mais e mais adaptados às pobres condições terrestres, tanto no que se refere ao padrão de higiene como, também, quanto à questão da alimentação.
De fato, muitos chegavam em suas próprias naves, de posse de seus corpos originais que tinham que passar por diversas séries de verdadeiras operações - com o passar dos tempos - para poderem sobreviver em ambiente tão diverso e diferente do que estavam acostumados.
Outros, tinham que operar seus corpos - para a necessária adaptação - antes mesmo de aportarem no planeta, sob pena de não resistirem desde à questão gravitacional como em relação a outros aspectos.

Entretanto, a grande maioria havia chegado - e iria inevitavelmente continuar a chegar - no estado de espíritos desencarnados. Esses últimos iam sendo congregados nos ambientes espirituais próximos à Terra, sob o acompanhamento amoroso de diversas entidades que, atendendo a solicitação do Mestre, tudo largaram para vir dar assistência àqueles seres tão infelizes.


Na medida em que havia corpos disponíveis resultados dos cruzamentos dos que estavam vivendo em corpos físicos, nessa altura dos fatos, já característicos da vida terrena - começavam a encarnar no palco planetário.
Ao longo do tempo, foram surgindo agrupamentos em diversos recantos e regiões. Seres muito experientes, ainda na posse de seus corpos originais, estavam, dessa forma, convivendo com outros ainda brutalizados, resultado das experiências anteriormente ocorridas.

O isolamento cósmico, que havia impedido a continuidade do processo evolutivo programado para aqueles seres - quando se pretendia fincar na Terra o portal cósmico que permitiria vôos extragalácticos terminara, também, por causar o mergulho da comunidade planetária nos mais profundos níveis de bestialidade e ignorância.


O que escondem ainda hoje as camadas geológicas do nosso planeta quanto a essa época a que estamos nos referindo é questão que somente o próprio tempo poderá elucidar, quando essa poeira tão longamente sedimentada nos tecidos mais exteriores da crosta terrena for levantada pelos eventos do futuro.
Como já informado, diversas famílias haviam apol1ado no planeta nas suas próprias naves. Entre elas estava a família Val que, desde que fora considerada traidora pelo quartel-general de Lúcifer, resolvera para cá se dirigir.
Ao chegar nas suas naves, durante os primeiros momentos, ainda conseguiam voar para os planetas e satélites vizinhos. Entretanto, com a decadência provocada pelo isolamento e, em especial, pela barbárie e atraso que caracterizavam a vida na Terra, logo perderam a condição de manter em estado, ao menos razoável, a tecnologia que dispunham. Mesmo que assim não tivesse ocorrido, para onde eles iriam se deslocar se a Terra estava dentro de um circuito de navegação sideral restrito apenas aos mundos rebeldes?
Após a chegada, com as adaptações nos seus corpos originais do mundo de Zian, terminaram por desenvolver uma longa vida física, se comparada à possibilidade atual do corpo terrestre em sobreviver aos ciclos orbitais ao redor do Sol.
Inevitavelmente todos foram, mais cedo ou mais tarde, morrendo e seus espíritos eram levados, pela bondade de abnegados trabalhadores espirituais, para os ambientes energéticos que lhes fossem afim. Reencarnavam, e o pior, sem mais se recordarem enquanto estavam na posse transitória dos corpos materiais terrenos - dos problemas vividos por decorrência da rebelião.
Esse processo ocorreu com todas as outras famílias que terminaram por chegar à Terra.
O tipo de vida e as características dos corpos terrestres impediam a lembrança do passado e dividia, inapelavelmente, os membros das famílias que, separados pelas injunções das leis de causa e efeito devido às atitudes praticadas principalmente enquanto encarnados, passavam mesmo a se combater uns aos outros dentro das diversas paginas desconhecidas e conhecidas da história terrena.
Em resumo: a reencarnação espalhou e dividiu os membros das diversas famílias.
Muitas foram as civilizações que surgiram e desapareceram sem que deixassem maiores vestígios passíveis e possíveis de serem ainda encontrados - em número inimaginável - pelos procedimentos arqueológicos modernos. Outras deixaram vários tipos de registros ainda não adequadamente entendidos pela conhecimento atual.
Na altura em que começaram a chegar à Terra as expedições provenientes de Alt'Lam - há aproximadamente cento e cinqüenta mil anos - uma das comunidades mais evoluídas das que compunham, naquele momento, a realidade resultante dos agrupamentos terrenos que foram se desenvolvendo ao longo do tempo, começou a ser o centro estratégico preferencial do pouso das naves dessas migrações interplanetárias.
Dizemos preferencial porque vamos nos referir apenas à civilização terrena que deu guarida principalmente aos rebelados de Capela. As outras que existiram também serviram de berço redentor para diversas famílias de rebelados.
As populações que viviam nessa região começaram a ter, portanto, contatos diretos com seres que chegavam de posse de uma tecnologia que assombrava a todos. Falavam, também, de uma rebelião da qual não somente eles faziam parte como também os que estavam na Terra.
Assustados, aqueles terráqueos não se lembravam, é obvio, de que há não muito tempo, eles mesmos também haviam chegado na Terra da mesma forma.
Com o passar dos anos, criou-se uma cultura, naquela região planetária, de que a Terra era um mundo rebelado contra a dominação de um Senhor Cósmico que agia em nome de um certo Deus.
Já que a vida nos corpos terrestres era bastante curta - no tempo a que estamos nos referindo - os espíritos reencarnavam e desencarnavam sob o jugo de duas situações distintas, a primeira, no lado dos reencarnados, já dominada pela cultura desenvolvida pelos rebeldes que aportavam a todo momento: a segunda, no lado dos ambientes espirituais que ainda continuavam a ser assistidos por trabalhadores espirituais que tentavam, a todo custo, informar aos espíritos desencarnados a verdade dos fatos e ajudá-los para futuras reencarnações em ambiente já tão complicado.
Dentro dessa cultura que começava a vigorar, tanto o nome do planeta onde estava localizado o grande líder da rebelião como o dele próprio passaram a ser basicamente venerados.
E, em uma espécie de homenagem psíquica inconsciente, aquela região planetária começou a ser conhecida como a dos fiéis de Alt'Lam ou de Aztlan, ou de Atlatlán, ou ainda da Atlântida. como queiramos.
Essa civilização seria a principal base que daria sustentação ao movimento rebelde durante muito tempo Foi no decorrer das páginas dessa história ainda não contada que começaram muitas das causas cármicas que até hoje acompanham a humanidade em muitos dos seus efeitos que, até o presente, ainda abraça a sua caminhada evolutiva tornando mais difícil o que, por si só, já era penoso e desesperador.
Paralelamente a Atlântida, existiam outras grandes civilizações, notadamente uma que ficava espalhada por centenas de ilhas no que hoje conhecemos por Oceano Pacífico mas, sobre a qual nada falaremos por pertencer a uma outra ordem de análise e que diz respeito direto a famílias de rebelados do sistema de Antares.
Por enquanto, centralizemos a nossa atenção na região planetária que serviria de centro das atenções do que estava ainda por acontecer.

IV. missão "planeta azul"
"Ao longe, um suave ponto azul.

Como morada tão bela transformou-se

em prisão para os párias do cosmos?"
Das Crônicas de Orbum.

IV. missão "planeta azul"
CAPÍTULO UM

Chegada dos Exilados.

Como já anteriormente informado, muitas foram as civilizações que surgiram e desapareceram antes mesmo do domínio planetário dos atlantes.


A própria cultura terrena da atualidade tem em seus campos de estudo diversas notícias a respeito de possíveis continentes e/ou civilizações que desapareceram.
Nas lembranças e registros culturais de diversos povos europeus temos as lendas nórdicas a recordar o Hiperbóreo, o Lyonnesse dos francos, Tyno Helig dos gauleses, além dos escandinavos que nos falam do Tule.
Nos cultos americanos, encontramos o Toyan dos contos dos maias, Aztlán dos astecas e Atlatlán ou Azatlán dos nahoa.
Nas tradições teosóficas temos notícias da Lemúria. Diversas tradições culturais da Índia nos falam do continente de Mu. Hawaiki é o nome da lenda do continente perdido dos polinésios existindo ainda o de Hiva, dos pascoenses.
Por fim a Atlântida, presente na Teogomia de Hesíodo, nas tragédias de Eurípedes, e nos Diálogos de Platão e na República.
Como seria possível a tantos povos distintos, que viviam em regiões geográficas específicas e muitas deles em épocas diferentes, falarem de um mesmo tema se nào houvesse uma procedência lógica e real a respeito dos fatos?
Já que ainda não se pode provar a existência atlante diante dos atuais padrões científicos, o que fazer? Calar-se diante de revelações que vêm de outras fontes que não as terrenas ou continuar com os aparentes devaneios? Continuemos, pois. É mister que assim o façamos.
Surgia, portanto, a grande civilização atlante que daria guarida em um de seus muitos grupos de poder durante muito tempo - às hostes de Lúcifer.
A Atlântida não foi somente o que hoje se imagina, os seja, uma ilha continental localizada em certa região do Oceano Atlântico. Na verdade, essa civilização se distribuía por diversas ilhas - a grande maioria localizada no Atlântico - além de dezenas de bases espalhadas pelo planeta, que também tiveram suas histórias, muitas delas confundidas com a do seu centro político principal.
Quanto a este, não esteve localizado sempre em um mesmo local. Variava conforme as deliberações e conseqüências advindas de certas disputas entre as diversas facções atlantes.

Sob outro aspecto, a história dessa civilização nas muitas e milenares etapas de desenvolvimento e decadência que a caracterizaram - é tão complexa e mais rica do que a própria história terrena, ao menos como está codificada e aceita na atualidade.


Se esta última somente possui registros que se inserem, dentro dos atuais padrões científicos, e que permitem um recuo no tempo de nove a dez milênios, a atlante tem, aproximadamente - mesmo que sob outras denominações no passado remotíssimo -, cento e oitenta mil anos de páginas de uma história que ainda não foi contada mas que, a seu turno, será.
Contudo, com o continuado ciclo de pousos das naves que vinham de Alt'Lam no seio da civilização atlante, esta terminou por desenvolver-se a níveis tecnológicos surpreendentes para os padrões atuais.
Há aproximadamente cento e trinta mil anos, atingiu um dos seus muitos ápices evolutivos, em termos de conquistas tecnológicas.
Mesmo formada por muitas facções e até mesmo por tipologias corporais diversas pois, os seres que chegavam a todo momento tinham origens planetárias distintas, aquela civilização conseguiu construir uma espécie de unidade, enquanto povo terreno, baseada no orgulho de "'serem de fora".
Devido a isso, muitos que já haviam chegado anteriormente mas que não estando mais na posse de seus corpos originais e já reencarnados como homens e mulheres, foram tratados, em certas épocas, como seres de uma casta inferior.
Dessa forma, os que haviam chegado mais recentemente exerciam sempre o poder temporal sob os demais que já se encontravam na Terra há mais tempo. Esse ciclo gerava também os seus problemas.
Era como se, a toda hora, deuses e mais deuses estivessem chegando para substituir àqueles que já haviam anteriormente chegado e sucumbido à realidade terrena.
Esses últimos - os que porventura nasciam nas regiões atlantes - como já o dissemos, tornavam-se cidadãos de um outro segmento social menos poderoso que os governantes recém-chegados de Alt'Lam. Diversos ciclos se sucederam tendo como pano de fundo político essa situação.
Por aquele tempo, no que se refere a seus aspectos político e sociais, a civilização atlante se caracterizava pela estratificação de sua sociedade em três grandes classes principais: a dos governantes, a dos nascidos na Atlântida e a dos chamados nativos que nada mais eram que outros agrupamentos humanos espalhados pelo planeta que, quando subjugados - e o eram facilmente - tornavam-se parte da classe trabalhadora, quase escravos, daquela civilização. Muitas espécies hoje extintas do gênero humano foram exterminadas ao longo desse processo e de outros que serão descritos mais adiante.
Mesmo com toda essa diversidade, o conjunto desses povos esperava, em estranha unidade vibratória, a possível chegada de seu líder, àquela altura dos fatos julgado pela cultura atlante como um semi-deus já que para eles, não existia Deus. Se assim não fosse, Lúcifer poderia ter sido considerado como o próprio A bem da verdade. para o resto da população terrena que vivia além das fronteiras dos diversos agrupamentos atlantes, ele passou a ser tido como um deus.
Uma espécie de culto de caráter devocional começou a surgir em todas as classes da sociedade atlante quanto à figura daquele que viria.
Quando de sua chegada, há cerca de cem mil anos, indescritível foi a emoção de todos os que com ela interagiram direta ou indiretamente.
A grande capacidade tecnológica dos atlantes promoveu em todos os céus da Terra efeitos luminosos numa saudação a Yel Luzbel, o Senhor da Luz, que com sua frota de naves aproximava-se do planeta numa espécie de cortejo celeste.
Especificamente no local onde ocorreria o pouso da nave principal e, é necessário que se esclareça, esse local não foi na sede central do então governo atlante localizado em uma das muitas ilhas que formavam o grande arquipélago da Atlântida - uni pouco maior do que o Indonésio - mas, sim, em uma das muitas bases que existiam espalhadas pelo planeta.
No caso, devido a um conjunto de questões referentes à vibração, fatores climáticos, segurança e, principalmente, à necessidade de transformar em grande e majestoso, diante dos olhos dos habitantes terrenos, o que fora puro fracasso em Alt'Lam. uma certa base localizada praticamente no que poderíamos chamar de esquina do continente sul-americano, foi o local escolhido para a recepção e estadia durante algum tempo, para Lúcifer e demais assessores. Essa base, ao tempo em que nos referimos, era chamada de Atlan.
Por mais estranho que possa parecer, muitos milênios depois, surgia próximo a esse local que hoje está submerso a poucos quilômetros do litoral, a cidade de Natal, capital do Estado do Rio Grande do Norte. Se bem observarmos, Atlan tem as mesmas letras de Natal, apenas dispostas de uma outra forma.
Esse anagrama esconde bem mais do que aparentes casualidades. O futuro é que esclarecerá o que, no presente, somente pode ser tratado como uma certa coincidência.
Posteriormente é que Lúcifer se deslocou para a sede do governo central da Atlântida.
De toda forma, muitas foram as delegações que vieram para Atlan prestar as homenagens ao seu grande líder.
O culto a sua figura tornara-se então prática constante e com um grau de fidelidade que faria inveja a muitos líderes contemporâneos.
Surgia ali o estranho hábito da humanidade terrena em prestigiar os aspectos exteriores em detrimento dos interiores que contam, realmente, para o bem-estar espiritual. É como se, por faltar a devida sustentação íntima emocional ou realidade intrínseca do psiquismo do ser, este procurasse apoio no exagero dos processos exteriores ao seu próprio espírito.
A chamada medicina científica dos dias atuais procura - a exemplo do que era feito naquela época produzir uma espécie de remédio ou pílula miraculosa que possa proporcionar um estado imutável de felicidade para o ser humano, como se esta dependesse de aspectos ou produções exteriores ao próprio Espírito.

Realmente os laboratórios farmacêuticos iriam ficar bastante felizes com tal descoberta e, esperemos que daqui a alguns anos, a felicidade não esteja a venda nas farmácias. Seria doloroso para o que resta da nossa dignidade de espíritos eternos.


O fato é que não conseguimos ainda apreender que a chamada felicidade é uma conquista íntima do espírito, através do esforço redentor, das reformas interiores, da automação das posturas de humildade e simplicidade de coração, da capacidade de perdoar, de amar, de instruir a si mesmo, enfim, de crescer espiritualmente, jamais produto que se compra em algum canto. Não há remédio que preencha o vazio interior que acompanha a humanidade desde aqueles tempos e que, nos dias atuais, parece atormentar de forma mais profunda os homens e mulheres desse fim de milênio. Lúcifer não sabia disso naquela época e parece que até hoje também não aprendemos processo tão simples das leis evolutivas. Não foi à toa que o seguimos.
Pompas, aparatos suntuosos, fausto, cultos, venerações, ritos e ostentações de toda ordem que beiram a esquisitice mental caracterizaram aqueles dias. Triste herança de posturas extravagantes que carregamos até a atualidade. E. lembrar da simplicidade de Jesus diante dos fatos que teve de enfrentar... Ele que era e é o maior de todos se fez menor e conviveu com tudo isso se submetendo amorosamente às leis do mundo terreno porque a "Cesar o que era de César".
Em contrapartida, convivendo com o farisaísmo das posturas dos poderosos daquele época, outra não podia ser a expressão para designar a preocupação extremada com o culto exterior: verdadeiros sepulcros caiados.
Finalmente, uma espécie de príncipe terrestre estava, agora, de fato mas sem nenhum direito, a exercer o jugo do poder temporal sobre todo o planeta.
Mesmo nas regiões mais distantes e empobrecidas, sem nenhuma tecnologia disponível de certa forma semelhante ao que ainda hoje ocorre em certas regiões planetárias por questões aparentemente bem diferentes das daquela época - a notícia da importante chegada era fator comum na conversação de todos.
Outras regiões mais desenvolvidas mas que não pertenciam necessariamente ao império atlante viam, também, em Lúcifer o seu príncipe planetário.
É bom não esquecermos que, à época dos fatos em questão, a convivência com seres de outros orbes na sua grande maioria provenientes de mundos rebelados com raríssimas exceções - era acontecimento comum e corriqueiro, mesmo que isso possa chocar a sensibilidade de muitos.
Nossa herança existencial é toda extraterrestre e não há melhor prova documental desse fato do que as próprias narrativas bíblicas, védicas, etc. Pena que a ótica das análises atuais esteja ainda presa a um pretenso orgulho de, mesmo partindo de uma premissa profundamente equivocada e que não encontra ressonância nos fatos e nem nos próprios registros históricos, eliminar por completo a possibilidade da interferência extraterrestre no passado remoto.
O problema é que as gerações do presente estão sempre predispostas a se acharem possuidoras das verdades enquanto as demais, civilizações distantes e em épocas passadas, nada mais eram que do que tolas e ignorantes.

As elites estão sempre ofuscadas pelo brilho do próprio poder e das conveniências transitórias para se permitirem pensar o contrário. O remédio é fechar os olhos para certos aspectos intrigantes da história e mitificá-los ou mistificá-los ao sabor dos interesses equivocados, quando não, inconfessáveis.


Será que não se percebe que o período histórico mais recente da história da humanidade - da era cristã - caracterizou-se por uma involução em alguns dos campos da existência humana?
Utilizemos o caso da invenção da máquina a vapor. Quando foi inventada? Na Revolução Industrial, pelo inglês James Watt, entre 1776 e 1782, ou terá sido Thomas Newcombe, também inglês, em 1712? Mas, e o que dizer de um certo Hero de Alexandria que, em seu livro Pneumático, descreve uma máquina chamada aelopilha que funcionava a vapor e cujo modelo foi exposto no ano 264 a.C. no museu daquela cidade?
O mais interessante é que não só houve esse período de aparente involução. Ocorreram muitos outros. Centenas deles. Dia virá em que saberemos com boa dose de aproximação - quantas vezes o ser terreno teve que recomeçar tudo, renovando sempre o seu esforço evolutivo na face da Terra.
De onde remonta, finalmente, o nosso conhecimento ou, a partir de que ponto referencial partimos, para afirmar isso ou aquilo como verdade?
Não há olho que possa enxergar se a visão está viciada sob certos aspectos. Será observado ou percebido apenas o que for conveniente às premissas de análises.
É mais ou menos como enquadrar uma história que é cósmica numa realidade planetária e, a partir disso, inverter o que é causa e o que é efeito, transformando os aspectos terrenos - simples efeito das marés criadoras do cosmos - em princípios criadores, em detrimento do oceano cósmico que nos cerca. É como se, a partir da Terra, todo o cosmos tivesse sido criado e não ao contrário. É um antropocentrismo tão anacrônico quanto inconseqüente, ridículo até pela sua pretensão.
O pior é que muitas elites mundiais se sentem orgulhosas desse grande feito: julgar que o homem e o princípio pensante que o habita nasceram na Terra e que, a partir da nossa morada é que o universo que percebemos será povoado.
Muitos cientistas ainda dizem que não acreditam em mágica - porque não haveria uma maior do que crer que o ser humano é produto terreno. Até criaram um elo perdido quanto a um antepassado irracional, como se o princípio da irracionalidade pudesse gerar a razão.
Criar teorias, estudar possibilidades, questionar sempre, procurando com isso afastar o ser terráqueo da ignorância é fator evolutivo que edifica a todos os que buscam. Entretanto, insistir com algumas teses, mesmo contra uma série de evidências é atraso evolutivo, é estacionamento estéril. É, enfim, um tipo de inércia mental que, quando praticada com orgulho, produz exatamente o atual quadro que caracteriza o mundo terreno: miséria, desagregação e vaidades intelectuais por todos os lados. Sequer as religiões escapam.
Certas posturas científicas se assumem como sendo "a boa luta" contra as crendices, os exageros, pretendendo fazer frente às idéias arrojadas e desprovidas de qualquer embasamento, segunda a ótica que as norteia. Que seja.
Entretanto, não perceber evidências é pura cegueira. E o que fere mais o bom senso do que a absurda certeza científica de que o homem é produto da Terra. Onde a nossa faculdade de discernir entre o verdadeiro e o falso?
Ou o homem é produto da Terra ou foi posto aqui. Ou veio de um antepassado terreno irracional ou veio do cosmos que nos rodeia. Qual das duas proposições é a correta?
Será que é mais inteligente supor que ele veio do macaco?
A Teoria da Evolução, nas suas premissas e pressupostos básicos, é conjunto de idéias que enobrecem o pensamento humano. Porém, assumir como certeza científica regras que corretamente são aplicadas à parte não pensante da natureza terrena, como se elas também valessem para explicar o processo evolutivo da parte pensante dessa mesma natureza mesmo sem a menor demonstração - é postura acadêmica tão passível de crítica quanto os dogmas, sejam de ordem religiosa ou científica.
Ainda bem que a Física, nos seus postulados astronômicos, cosmológicos e cosmogônicos, já colocou a Terra no seu devido lugar diante do cosmos. Falta apenas à população deste planeta perceber também o seu.
Com a chegada de Lúcifer, entretanto, outros seriam os caminhos terrenos a partir da fixação do seu quartel-general na principal facção do poderio atlante. Como uma espécie de império central, os principais seguidores de Lúcifer que formavam a cúpula decisória - ainda na posse de seus corpos extraterrenos – eram tidos, além do próprio Lúcifer, como verdadeiros semideuses.
Nas suas naves, deslocavam-se livremente por todo o planeta que, durante certa época da história atlante, estava dividida em espécies de províncias, sendo cada uma delas administrada por um preposto de Lúcifer, apesar deles não se preocuparem muito com isso. Assim faziam, apenas para manter o domínio e evitar algum desconforto político.
Devido à vibração energética característica do nosso Sol, muitos dos que chegaram com Lúcifer e ele próprio, apesar das adaptações anteriormente já feitas nos seus corpos, precisaram passar por uma outra série de processos com o mesmo fim.
De tempos em tempos algum tipo de problema atingia os seres que ainda estavam investidos de seus corpos extraterrenos. Os cientistas atlantes passaram, então, a desenvolver em laboratórios novos tipos corporais para os quais fosse possível transferir os espíritos dos principais personagens da rebelião. Visavam com isso diferenciar mesmo a nível corporal os membros do quartel-general rebelde do resto da humanidade.
Em outras palavras, não queriam que Lúcifer e alguns outros passassem pelo que inapelavelmente a maioria já havia sofrido e que, em tese, os demais também sofreriam: a morte do corpo extraterreno com o conseqüente desenlace do espírito que ficaria a mercê das leis reencarnatórias comuns à situação energética terrena.
Se o conhecimento atual da humanidade ao menos imaginasse o que foi feito naqueles tempos, de testes laboratoriais, experiências bizarras, corpos de diversas cores e mesmo multicoloridos, corpos com mais capacidade sensorial do que os cinco sentidos que nos caracterizam, outros com mais membros e órgãos responsáveis por certos sentidos, enfim, eram tentativas de todo tipo para preservar a casta dominante.
A cada tentativa - e muitas delas realmente tiveram sucesso parcial mas jamais conseguiram o que intentavam - havia, como conseqüência, um expurgo a ser feito dos produtos dos testes realizados nos laboratórios atlantes. Com isso, muitos seres estranhos foram espalhados por todo o planeta para verificar a resistência e capacidade de adaptação dos mesmos diante da natureza terrena.
Naquela época, havia muitas incursões dos atlantes que, com suas naves, capturavam homens e mulheres considerados por eles como inferiores por não pertencerem ao império. Subjugados, esses seres eram levados para servirem como cobaias para todo tipo de experiência. Aí, também, se serviu o fator evolutivo da triste história terrena, para eliminar as mais recentes espécies que eram parentes da humana. Por isso ficamos sozinhos no gênero humano a ostentar orgulhosamente nossa posição evolutiva.
Não há muita diferença entre os famosos casos de abdução - não são tantos como apregoados, mas que, de fato, existiram até pouco tempo - ocorridos na atualidade, e aquelas incursões atlantes pelas regiões terrestres mais distantes de suas bases.
Na verdade, a relação de causa e efeito entre passado e presente tem, naqueles tempos, o princípio causal de muitos escândalos que inexoravelmente ocorreram e ainda ocorrerão. E da lei que assim seja. Mas ainda continua o aviso do Mestre que nos alertava quanto às responsabilidades cármicas daqueles que se tornassem agentes desses escândalos.
Esse assunto ainda está por ser entendido pelo conjunto da humanidade terrena e, por ser bastante complexo e não fazer parte do objetivo central de esclarecimento do presente trabalho, não nos estenderemos a respeito.
Apesar de todas as tentativas, o objetivo maior não era atingido. Alguns dos que chegaram com Lúcifer começaram a morrer.
Diversas metodologias de pesquisa foram, então, iniciadas com vistas a um outro objetivo: já que não era possível preservar de forma consciente os espíritos dos chefes rebeldes nos seus corpos extraterrenos ou em outros que porventura fossem criados, a única alternativa era teletransportá-los para o nível astral. Com isso, Lúcifer e os demais não perderiam a consciência quanto as suas identidades e nem quanto aos objetivos da rebelião.
O problema era que, caso Lúcifer morresse e tivesse que reencarnar em um corpo terrestre comum, ele fatalmente perderia a consciência de quem era e do que significava para tantos. E se isso ocorresse, eles não poderiam precisar onde, quando e em que novo corpo ele nasceria. Por isso, a única alternativa era desmaterializar os corpos extraterrenos já adaptados ao ambiente terreno porém muito desgastados, e materializá-los em um nível astral mais inferior, ligado vibratoriamente à condição existencial dos que vivem encarnados na Terra.
Dessa forma, Lúcifer e seu séquito poderiam continuar a desenvolver os seus objetivos e liderar a rebelião pois, desse nível energético, com as fortes expressões mentais que ainda os caracterizavam, eles poderiam influenciar diretamente o mundo terreno. Poderiam mesmo aparecer e desaparecer quando quisessem, materializando seus corpos ou através de projeções diante da visão comum terrena. Pelo menos é isso que pensavam e, de fato, durante certo tempo, conseguiram proceder dessa maneira.
Mas, fato é que, por não encontrarem outra alternativa, duzentos e sete seres passaram por aquele tipo de procedimento tecnológico que permitia a cada um, por vez, a passagem para outro nível existencial. Era, na verdade, um processo de lenta preparação e planejamento pois não podiam ocorrer falhas. E o pior é que ocorreram algumas, mas com infelizes cobaias.
Quando tudo estava delineado, o ser que iria ser teletransportado ou algo que o valha, obrigava-se a passar por um longo processo de preparação energética. Depois de adquirida a aptidão vibratória necessária, já desfalecido e inconsciente, o mesmo era colocado naquela espécie de portal energético.
A partir de então, Lúcifer, Len Mion e outros, tornaram-se seres potencializados no nível astral inferior terreno e jamais tiveram uma encarnação sequer na Terra. De muitos deles foram feitos clones e, os de Lúcifer, em especial, ficavam vivendo em espécies de retiros até atingirem a condição corporal propícia para serem energeticamente envolvidos pelo próprio que, dos ambientes astrais, procurava dominar a tudo e a todos.
Foram momentos difíceis pois, pode-se clonar os corpos terrenos, jamais a alma ou o espírito que os animam. Mas, Lúcifer, na sua inquietação, atropelou até os seus mais íntimos preceitos básicos de respeito ao próximo.
Somente a história dessas experiências no campo da clonagem forneceriam muitas páginas de dor e de idiotice da inimaginada capacidade espiritual da humanidade terrena de ultrapassar certos limites da ética e do bom senso na busca de sua própria desdita. Todos esse detalhes poderão formar, futuramente, um outro grupo de trabalhos a ser publicado.
Por que duzentos e sete seres e não quinhentos ou mesmo dez mil ou mais? Simplesmente, a partir de certa etapa do processo, começaram a ocorrer problemas que terminaram por impedir a continuação do mesmo.
Desde o desgaste de certos materiais e a impossibilidade de substituí-los - naquela altura dos fatos, muitas das naves já estavam por demais sucateadas - como também um forte cataclismo que se abateu sobre a sede central do império atlante. Mas, até isso já estava previsto, pelo menos no que se referia à primeira ordem dos problemas que ocorreram.
Quanto à segunda, um grande sismo destruiu o local tecnologicamente preparado onde Lúcifer e os demais, sem nenhum esforço ou desgaste para suas faculdades energéticas, apareciam regularmente para o quartel-general dos encarnados.
É bom ressaltar que os membros do grupo que comandava a Atlântida a essa altura dos fatos, no lado de cá, ou seja, dos encarnados, já eram, também, seres que haviam morrido e se encontravam reencarnados. Lúcifer, do astral, era quem escolhia aqueles que, mesmo encarnados, continuavam fiéis a sua liderança, pois a tudo acompanhava sem dificuldade de nenhuma ordem.
Com o desmantelamento da sede de potencialização astral dos senhores da rebelião, os mesmos teriam que se valer das próprias faculdades energéticas para se fazerem perceber e influenciar o curso dos acontecimentos.
Não era mesmo possível construir outra base porque não havia material e nem mais mão-de-obra qualificada ou engenharia disponível para tal fim.
É interessante notar que o passado terrestre é mais fantástico do que qualquer ficção do presente. E, observemos que, somente em tempos mais recentes, ele começou a ser desvendado.
Qual não seria a surpresa se de repente descobríssemos que os lendários deuses do Olimpo - e outros de algumas culturas específicas da história terrena - nada mais eram do que alguns desses duzentos e sete seres que, dos ambientes astrais próximos à Terra, interferiam em muitos momentos no desenrolar dos acontecimentos? E eram mesmo.
A história de fundo daqueles fatos era real. Sobre os mesmos é que foram criadas diversas lendas. Mas, quanto à existência daqueles deuses, com paixões e comportamentos semelhantes aos dos humanos, realmente alguns dos que foram descritos nas páginas mitológicas existiram, por mais que isso possa chocar a sensibilidade de muitos. A começar pela do próprio autor terreno do presente trabalho que, somente após anos de relutância é que percebeu, por fim, a possível procedência real de tais fatos.
É claro que muito houve também de invenção e crendice quanto àqueles dias. Diversas foram as situações heróicas como também os deuses inventados através dos tempos. Mas, na verdade, muitos desses seres existiram, fossem eles membros da equipe da hoste de Lúcifer que se projetavam do astral ou mesmo se materializavam temporariamente ou outros seres de outras origens que chegavam com suas naves e eram tido como tais. Entretanto, isso é assunto para outros trabalhos.
Por aquele tempo, Yel Liam e os membros da família Val já estavam perdidos e espalhados, alguns como bem-nascidos cidadãos atlantes e outros com a sina de terem nascido além das fronteiras do império, o que os tornava simples seres terrestres.
Especificamente, a partir de determinado momento há cerca de setenta mil anos, a sociedade atlante encontrava-se profundamente dividida em diversas facções, inclusive dentro de uma mesma casta, ou seja, no próprio seio da que ficou conhecida como a dos fiéis a Lúcifer - de onde ele escolhia os que iriam governar - existiam diversas correntes com posições ideológicas e crenças distintas.
Era uma sociedade completamente desagregada, semelhante a que vemos na atualidade terrena.
Coincidência ou não, essa desagregação terminou gerando diversas disputas, intrigas e conflitos de toda ordem que perduraram por cerca de cinco milênios, ate que explodiu uma grande guerra indescritível para os atuais padrões de conhecimento.
Junto com ela ocorreu um outro grande evento sismológico e, há cerca de sessenta e cinco mil anos, aconteceu o primeiro grande desastre atlante que aniquilou por completo, não só o padrão tecnológico daqueles dias como também milhões de seres que eram, na altura dos acontecimentos, os mais desenvolvidos da Terra. Além do mais, esse cataclismo levou consigo parte de uma outra grande civilização que existia no Pacífico. Nada se compara ao que ocorreu naqueles dias.
Devido a esse problema, o que restava da comunidade planetária mergulhou no mais profundo caos. Lúcifer, dos ambientes astrais terrenos, havia tentado de todas as maneiras, impedir o confronto entre as diversas forças que se digladiavam. Mas não obteve sucesso.
A partir desse fato, perdera momentaneamente o controle sobre o que se passava na vida material. Resolveu espalhar a sua hoste por toda a Terra para tentar a dominação de certos locais, nem que fosse através do terror dos que sobreviveram ao grande desastre ao enxergarem fantasmas, deuses ou do que quer que fossem chamados.
Dezenas de regiões planetárias foram delimitadas dentro da estratégia de domínio luciferiano. Ele próprio, junto com Len Mion e outros, permaneceram atuando no que ainda era considerado o núcleo remanescente dos atlantes pois existiram alguns poucos que haviam sobrevivido à primeira grande loucura bélica terrena.
Muitos membros da família Yel, da Val, e de outras do sistema de Capela e Tau Ceti principalmente, haviam sido os grandes responsáveis pela desdita planetária.
Se soubéssemos que ainda na chamada Segunda Guerra Mundial recentemente ocorrida, os principais personagens eram os mesmos espíritos que na antiga Atlântida disputaram o poder temporal terreno!
Muitos deles provenientes dos mundos do sistema de Tau Ceti - o mesmo do qual era originário Len Mion, que no futuro terreno ficaria conhecido como Satã - estavam reencarnados no meio nazista. Foram, então, envolvidos por uma estranha energia vinda dos seus próprios pares no astral, fornecendo, dessa forma, campo propício ao surgimento de todo tipo de sentimento desarmônico.
A partir de então, Satã, em nome de Lúcifer, era quem agia mais diretamente para tentar impedir a todo custo a reintegração cósmica da Terra, como descrito no primeiro livro desta trilogia.
Entretanto, no principal núcleo sobrevivente à tragédia, todos os esforços eram desenvolvidos com o objetivo de soerguer algum tipo de civilização.
Mesmo com toda a derrocada, aquela região planetária continuava a ser a menos subdesenvolvida ou, sob ótica mais generosa, a mais adiantada das que haviam no planeta.
Mas, a Terra continuava a receber, mesmo que esporadicamente, um ou outro grupo de exilados de expurgos retardados ainda conseqüentes da rebelião, que chegavam nas suas naves e que, mesmo não tendo mais a antiga sofisticação e capacidade tecnológica, ainda eram produtos da mais pura magia para a condição terrena.
Com isso, pouco a pouco, não só a civilização atlante mas também outras que existiam por esse tempo espalhadas pelo planeta, foram se reestruturando.
Entretanto, especificamente quanto aos atlantes, jamais conseguiram novamente atingir níveis de desenvolvimento semelhantes aos do seu início. Mesmo assim, se comparados aos atuais, eram ainda bem mais adiantados.
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