ReintegraçÃo cósmica. (Integral dos três livros juntos )



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IV. missão "planeta azul"
CAPÍTULO CINCO

Preparação do Caminho.

Corria, aproximadamente, o ano 693 a.C.


Nos ambientes espirituais próximos à Terra, em recanto de indescritível beleza e singularidade que se encontrava protegido por certa energia vinda de fora, um importante encontro ocorria. Estavam presentes muitos espíritos de ex-atlantes que se sentiam responsáveis pela derrocada, apresentando um mínimo de consciência quanto aos erros cometidos; diversos outros que haviam labutado até então nas culturas chinesa, egípcia, hindu, hebréia, dos povos mesopotâmicos e em muitas outras regiões planetárias e que apresentavam alguma lucidez diante do problemático quadro planetário.
Todo esse conjunto encontrava-se acompanhado por uma plêiade de espíritos mentores do mundo terreno. Era o que de melhor existia em termos de condição vibratória no planeta. Sob outra ótica, era o conjunto de seres menos complicado diante das leis cósmicas.
Para encontrar-se com esse grupo, um outro formado por seres que estavam chegando - no estado de espíritos desencarnados - de outros ambientes planetários para passar a conviverem com os seus infelicitados irmãos terrestres, também já se fazia presente naquela verdadeira fortaleza energética de luz e beleza. Na verdade, eram ex-rebelados que já haviam se reintegrado à convivência cósmica e que agora, já plenamente recuperados, se ofereciam para ajudar os seus ex-companheiros de desdita.
Faziam parte desse grupo muitas personalidades espirituais que acabaram personificando diversos mestres da evolução terrena. Sidarta Gautama - o Buda -, Lao Tsé, Orfeu, Confúcio, Pitágoras e outros famosos pensadores gregos, Elias e vários profetas do povo hebreu, sacerdotes anônimos de muitos cultos do passado, cientistas que o mundo não conheceu e outras ilustres figuras que muito contribuíram com o progresso terreno.
Todos aguardavam a chegada nos níveis astrais da Terra do próprio Mestre dos Mestres e Sua equipe de assessores. alguns dos quais já havendo mesmo encarnado no palco terrestre no passado remoto. Entre eles. encontravam-se as lendárias figura de Hermes Trismegisto, Rama, Krishna, e aquele que ainda iria encarnar como Zoroastro.
Logo que se fez noite naquela região planetária o recanto espiritual onde ocorria o encontro era próximo ao atual Tibete - a comitiva sideral adentrou o ambiente causando profunda sensação em todos os presentes. Era tanta luz e energias concentradas que, enquanto durou aquele congraçamento cósmico, as hostes trevosas tiveram que se afastar o máximo que lhes fosse possível pois não podiam suportar a vibração decorrente. Além disso, Jeová e sua equipe terminaram por afastar mais ainda o que porventura restasse de elemento perturbado r do encontro.
O Mestre anunciou a Sua irrevogável decisão de encarnar como um homem qualquer terreno para dar Seu testemunho pessoal e tentar ajudar aquela situação desesperadora de tantos irmãos e irmãs cósmicos de há muito congregados no planeta.
Para isso explicou que já estava em curso há algum tempo a única estratégia possível de criar condições para que fosse possível a Sua vinda, referindo-se ao trabalho de Jeová e sua equipe.
Explicava que teria que vir como um simples homem, para que, no futuro, pudesse retornar no Seu estado normal de Autoridade Celeste a fim de presidir a reintegração da Terra. Era uma questão intima do Seu próprio Espírito além de atender a outras nuances e aspectos da administração sideral. Como Preposto do Pai, não poderia agir de outra forma. Dizia Ele que tamanha era a diferença - vamos assim dizer vibratória entre a situação terrestre e a do Pai, que Ele, um de Seus Filhos Diletos, posto que uno com a Deidade, viria em nome do Pai Amantíssimo abraçar a todos.
Afinal de contas, somente Ele teria condições de ressuscitar a Si mesmo ante os olhos do mundo e prometer voltar.
Para a situação terrena, dizia o Mestre, não fazia diferença entre Ele e o Pai. Ambos eram como Um só. Como haviam tantos outros que, como Ele, quando unidos intimamente ao Pai, formavam, também, uma só Unidade.
No silêncio que se seguiu a longa exposição do Mestre, duas individualidades espirituais que estavam ainda presas à condição terrena - ex-atlantes que eram - pediram permissão para falar, o que lhes foi concedido.
Aquele que viria a ser no futuro a Rocha Simão Pedro, o apóstolo - sobre a qual o Mestre ergueria as bases da fé renovadora do orbe, roga ao seu Mestre Amado contra quem se rebelara nos tempos idos de Capela, que não viesse à Terra naquelas condições pois, fatalmente, não daria certo. Sofreria demasiadamente e não atingiria o resultado pretendido. Em palavras simples, foi exatamente isso que aquele espírito quis dizer.
O outro, que viria a ser no futuro breve a personificação de Alexandre Magno, roga, também, ao Mestre que não se permitisse tal intento pois não encontraria ressonância no ambiente terreno.
Depois desses dois, alguns outros se sentiram mais à vontade e também expressaram as suas opiniões que, no seu grande conjunto, concordavam completamente com as duas que foram descritas. No entanto, tudo já estava decidido.
O que restava fazer era preparar a Sua vinda.
Para esse mister, muitas individualidades cósmicas ali presentes ofereceram os seus concursos fraternos para algo ajudarem o Mestre na Sua difícil jornada por entre as trevas que abraçavam o orbe terreno.

Todo um planejamento estratégico de encarnações de emissários do Mestre foi levado a efeito. Por todos quadrantes terrestres eles encarnariam levando os seus ensinamentos, conforme as suas próprias possibilidades e as condições de cada época e lugar.


Após a saída do Mestre dos ambientes terrenos, começou o grande trabalho de preparação D'aquele que havia de vir. O caminho precisava ser ajustado à modesta condição de percepção dos seres terráqueos. A partir daquele momento - que na história espiritual do orbe foi considerado como principal marco antes da vinda do Cristo - estava fincado inexoravelmente o primeiro instante da reintegração cósmica da Terra.
Após a encarnação do Mestre, depois de um certo período cuja duração ainda não havia sido decidida, Ele voltaria para presidir pessoalmente o grande acontecimento esperado por todas as hostes do cosmos. Afinal, a Terra era o único mundo ainda completamente enquadrado na condição de rebelde.
Com a energia conseqüente ao encontro, Lúcifer, finalmente, conscientizou-se que alguma coisa muito séria estava ocorrendo. Só que pensou, equivocadamente, ser obra de Jeová. Não foi à toa que o mesmo se potencializou, junto com sua equipe, diante dos olhos das hostes trevosas durante a presença do Mestre nos ambientes terrenos atraindo para si a atenção das trevas.
Entretanto, pensava Lúcifer, nas outras contendas com Jeová, jamais experimentara aquela sensação íntima e sentira vibrações daquele porte. Mas não conseguiu atinar com o que estava acontecendo.
Mesmo escutando os avisos proféticos que eram veiculados entre os encarnados de que alguém muito especial viria para tentar a redenção do gênero humano terrestre, ainda assim, não percebeu de fato o que ocorria.
E assim surgiram nesse período as grandes religiões e outros movimentos esclarecedores por toda a Terra. Se bem observarmos, foi concentrada em praticamente uma mesma época histórica o surgimento, primeiro de grandes religiões e movimentos filosóficos - o Zoroastrismo, o Budismo, o Taoísmo filosófico, a doutrina confucionista, e outros cultos distintos espalhados pelo planeta, além das que já existiam, como por exemplo, o Judaísmo - e, depois, de muitos movimentos esclarecedores concentrados principalmente no mundo europeu.
Estranhamente, a convergência de todas essas influências caminhariam, no futuro, para o império romano pois "todos os caminhos levavam à Roma" e, principalmente, para uma de suas províncias que era o centro das principais rotas comerciais do mundo de então: a Palestina, onde nasceria Jesus.
Afinal, a terra outrora prometida, estava fincada no centro do mundo e qualquer império que se estabelecesse iria tentar dominar aquela estratégica faixa de terra. Por isso Jesus nasceu ali, para que o Seu testemunho pudesse ser, ao menos, no futuro, conhecido por muitos.
Todo um planejamento havia sido feito para que o desenvolvimento dos fatos produzisse a única opção viável. Entretanto, houve uma outra alternativa que poderia ter modificado completamente o curso dos fatos e facilitado em muito a tarefa do Mestre: o papel de Alexandre Magno e a herança que do seu império deveria ser deixada para todo o planeta nas conquistas morais e nas evoluções técnicas que um dia fervilharam no cotidiano de Alexandria e tantas outras cidades do mundo de então.
Fazia parte do plano de intenções a concentração de uma grande plêiade de espíritos mentalmente desenvolvidos e que iram concentrar as suas reencarnações naquela região planetária. O objetivo era criar, naquela época, o que somente ao tempo da futura revolução industrial ocorrida no século XVIII na Inglaterra, foi finalmente desenvolvido, dando possibilidade aos processos tecnológicos que evoluíram nos séculos seguintes.
Simplesmente estamos afirmando, diante do que nos foi informado pelos mentores do presente trabalho, que a evolução tecnológica que hoje caracteriza o mundo moderno poderia ter ocorrido a partir de Alexandria. É como se aquela região planetária pudesse ter representado naquele tempo o que a Inglaterra representaria cerca de vinte e um séculos depois. É o mesmo que imaginar que o avião e o computador já pudessem ter surgido há muitos séculos atrás.
Sabemos da reação íntima que essas informações causam. Nós mesmos fomos surpreendidos com as demonstrações fluídicas de como poderiam ter sido certas páginas da história terrena e ainda temos um mínimo de discernimento para saber o que estamos provocando com os esclarecimentos aqui veiculados. Somente podemos dizer que também não é fácil para nós escrevermos tais coisas. Por sinal, muito relutamos. Discordamos mesmo de muito do que nos foi informado mas, como esclarecido nas páginas iniciais do livro Reintegração Cósmica - o primeiro desta trilogia - a opinião do autor terreno conta muito pouco.
Aos que tiverem um mínimo de paciência analítica tudo o que podemos sugerir é que pesquisem sobre certas invenções que existiam no tempo de Alexandria mas que desapareceram e que somente decorridos mais de vinte séculos, voltaram a ser reinventadas na Inglaterra do século XVIII.
Não nos aprofundaremos na demonstração e na análise dos fatos que serviriam de argumentação ao que está sendo exposto por não ser o tema central do presente trabalho. E também porque não estamos tentando convencer ninguém de coisa alguma. No futuro, seguramente, este assunto tão fascinante, será abordado com mais profundidade.
Era isso o que poderia ter ocorrido à altura dos séculos que antecederam a encarnação do Mestre mas que, infelizmente, não logrou sucesso. Ao contrário, Lúcifer investiu forte para que houvesse mesmo uma involução para dificultar qualquer plano que, ao seu juízo, estivesse em curso para reintegrar a Terra à convivência cósmica, o que conseguiu com muito sucesso.
Portanto, foi com esse objetivo que as forças trevosas trabalharam na obsessão de alguns líderes de então para que, dando vazão ao desavisado orgulho íntimo - campo altamente propicio à atuação de espíritos obsessores - queimassem ou dessem fim a todas as informações registradas antes deles.
Fosse por motivações de ordem religiosa, vaidade política ou outra loucura qualquer, uma falange de seres obsessores altamente treinada para tal mister envolvia a todos que se enchessem de orgulho doentio. E foram muitos os que se permitiram, com suas tresloucadas posturas íntimas, ser instrumentos dessas forças trevosas.
Realmente, uma época que era para ser de luz foi dominada pelas trevas. A única luz de porte que se acendeu foi a do próprio Mestre que, por sinal, brilha nos seus reflexos luminosos até os dias atuais, como uma espécie de propagação luminosa de uma explosão de amor ocorrida há muito tempo. O foco luminoso esteve cerca de trinta e cinco anos entre nós na pessoa de Jesus. Entretanto, o efeito luminoso dessa presença, nos ilumina até o presente. E será essa mesma luz promovida por Ele mesmo quando aqui esteve - que fará com que haja o mínimo de luminosidade e campo vibratório para que Ele mesmo possa retornar. Se o Mestre não tivesse vindo antes, não poderia retornar agora. Mas, poucos são os que entendem isso.
De fato, evoluímos um pouco. Mas, seguramente, não o suficiente para proporcionarmos energia suficiente para que um Preposto do Pai aqui compareça. Mesmo que não o percebamos, tudo de bom que está acontecendo com a comunidade planetária, ocorre quase que exclusivamente, por conta do esforço de verdadeiros heróis do progresso humano e, especialmente, porque hoje existimos sob os auspícios do amor do próprio Mestre.
Mas, infelizmente, o plano que envolvia o espírito daquele que personificou a Alexandre Magno e muitos outros que reencarnaram naquela oportunidade não deu maiores resultados. As paixões terrenas sempre falaram mais alto, o que propiciava as melhores condições possíveis às incursões das trevas.
De toda forma, se não fosse o brilho pessoal do espírito de Alexandre, a Europa teria sido conquistada pelos persas em 331, o que teria dado um outro rumo à história terrena e, ao que entendemos, muito pior ainda do que aquele que terminou por ocorrer. Se os persas tivessem dominado a Europa talvez não tivesse existido a cultura greco-romana que, bem ou mal, deu livre curso à herança espiritual do testemunho do Mestre e de outras conquistas.
Lúcifer, é claro, estava por trás da movimentação persa com o intuito de dominar a Europa.
Jeová a tudo assistiu, por volta do ano 331 a.C., quando Alexandre derrotou Dario, rei dos persas, e nesse mesmo período, deu por terminada sua participação na história terrestre. Não porque assim o quis. Mas, simplesmente, porque não houve outra alternativa. Ele e sua equipe não saíram dos ambientes terrenos. De tão fracos e necessitados de refazimento energético e espiritual que estavam, foram literalmente retirados por uma missão "de socorro" comandada por Miguel, um dos assessores mais próximos do Mestre.
Tanto haviam pelejado e se desgastado que não tinham mais forças para saírem de moto próprio da Terra. Tiveram que ser retirados da mesma forma que, após um grande desastre, as equipes de socorro chegam e levam os doentes em macas e ambulâncias. Foi mais ou menos dessa forma, que Jeová e os anônimos membros de sua equipe conseguiram sair dos ambientes terrenos. Verdadeiros heróis da humanidade mas, por sabermos tão pouco, enquanto comunidade planetária, não temos ainda a menor idéia a respeito dos fatos ocorridos naquele tempo.
A partir da saída de Jeová, o mundo terreno não mais viu incursões diretas de extraterrestres no cotidiano planetário até o século XX.
Entretanto, quase que ocorria uma exceção ao tempo da encarnação do Mestre dos Mestres. Mas Ele não permitiu.

IV. missão "planeta azul"
CAPÍTULO SEIS

Inclinações do Passado

Nasce Jesus.



Homem estranho que falava e agia amorosamente em um mundo que não O compreendia. Seu reino realmente não era daquele instante terreno. O mundo de então não podia servir de base para que fosse edificado o Reino de Amor do Pai Celestial. O Mestre o sabia. Mas, teimosa e amorosamente, veio semear o Seu amor como um homem qualquer do mundo.
"A luz resplandece nas trevas e as trevas não a compreenderam." (João 1,5).
Realmente, o Verbo Divino se fez carne e permitiu que Sua luz brilhasse iluminando as trevas mas, o mundo terreno, de fato, não O reconheceu.
Ao tempo de Jesus, reencarnou todo o grande conjunto dos membros das famílias Val e Yel - como de outras famílias capelinas que não foram citadas - obedecendo às injunções cármicas individuais e da coletividade.
Estranhamente, todos aqueles espíritos que um dia foram rebeldes, estavam agora ainda mais complicados diante das leis divinas principalmente por força dos erros cometidos na Terra do que pelo fato de terem se rebelado contra a Deidade, nos tempos idos de Capela. Encontravam-se, dessa forma, ainda espalhados nas entrelinhas dos efeitos cármicos terrenos.
Almas afins de outrora, estavam, naquela oportunidade, em lados opostos no que se referia aos interesses religiosos e políticos de então.
A Espiritualidade Maior recebera ordens do próprio Mestre para não interferir de maneira nenhuma no que pudesse ocorrer.
Lúcifer, que somente percebeu a presença daquele homem estranho quando chegou o momento do batismo do Mestre, ocorrido no rio Jordão, passou a acompanhá-Lo mais de perto.
Tamanha havia sido a conseqüência energética do fato, tão grande foi a explosão luminosa nos ambientes terrenos na hora em que Jesus aceitou o que até há pouco vinha tendo certa reticência íntima em aceitar: de que era Ele aquele a quem todos esperavam.
Sempre soube, desde uma certa fase da Sua adolescência, que quando se tornasse adulto - se assim podemos nos expressar - seria iniciado nos mistérios religiosos e se tornaria um mestre ou rabi. Quando empreendeu certas viagens e foi recebido por outros iniciados daquele tempo, foi avisado de que tinha importante missão pessoal. Mas, mesmo aqueles avisos Lhe foram repassados de forma equivocada quanto ao verdadeiro sentido e significado de Sua missão entre nós.
Quem pensa que Jesus sempre soube ser Ele o Enviado do Pai deve refletir um pouco, pois, ao que tudo indica, os fatos não se deram dessa forma.
Com a encarnação, mesmo sendo Ele um Espírito de Escol, processou-se, inexoravelmente, como de sorte ocorre com todo espírito que assume um corpo carnal transitório, o esquecimento de tudo o mais. Não foi diferente com Jesus. Na verdade, o processo magnético sobre Seu espírito foi bem mais forte do que o que normalmente ocorre com espíritos de vibração comum ante o padrão terrestre.
Crescera acostumado sim, com certas visitas que constantemente se repetiam de pessoas de outras terras - magos, sacerdotes e outros iniciados em certos mistérios orientais - que, informados por seus estudos de que aquele por quem se esperava nascera naquelas terras e para ali se dirigiam. Facilmente localizavam José e Maria pois alguns amigos e familiares sabiam "da notícia" que corria quanto a graça daquela família em ter recebido como filho o possível enviado do Mais Alto. Nada mais que isso. Óbvio que muitos não acreditavam. Para outros, o assunto era motivo de ironias.
De toda forma, muitos eram os comentários a respeito. Na verdade, José e Maria tentavam evitar tanto a propagação do assunto como também a exposição da criança para não criar problemas, porque eles já o tinham em boa monta.
Aos poucos, devido a própria curiosidade do menino e, em especial, porque, de fato, as vezes ocorriam estranhas e surpreendentes posturas na criança para a idade que tinha, Maria decidiu - com o consentimento de José - contar, pouco a pouco, o que ela conscientemente julgava entender e saber.
Explicou-Lhe quanto aos sonhos que tivera com seres belíssimos que anunciaram o Seu nascimento e o fato de que também falaram de uma grande missão que O esperava no futuro. Nada mais.
Ao redor de Jesus - entre os amigos da família e familiares - muitos sabiam que alguma coisa estranha envolvia aquele menino, desde o Seu nascimento até a forma como Ele, às vezes surpreendentemente, se comportava. Alguns poucos tinham mesmo postura jocosa diante dos comentários que corriam no ambiente familiar.
Maria procurava poupá-Lo a todo custo do inevitável desgaste psicológico. Mas, de fato, o menino não se perturbava com pouca coisa.
Na verdade - como nos informam os mentores espirituais - mesmo sendo uma criança como outra qualquer, Ele dificilmente se deixava perturbar. Às vezes, encarava a quem quer que fosse com uma simplicidade travestida de estranho senso de autoridade moral. Na maioria das vezes, envolvia suavemente aos que O rodeavam, fossem com boas ou más intenções. Informam-nos mesmo que era inevitável e irresistível o doce envolvimento com a expressão pessoal daquele rapazote. Afinal de contas, mesmo sendo um simples ser terreno, o Seu espírito, ainda que diminuído em força e potencialidade de expressão, era de um naipe vibratório completamente diferente e superior ao normal terreno.
Mas, enfrentou não só as mesmas dificuldades que qualquer pessoa como também outras mais sutis que somente seres de sensibilidade espiritual muito evoluída sentem quando encarnam na Terra.
Teve que estudar muito para fazer vibrar o seu cérebro físico terreno (transitório) à altura da sua mente espiritual (eterna). Preparou-se de forma impar e singular para que fosse possível, dentro da situação existencial de um simples homem terreno, ser investido pelo Espírito do Pai Celestial.
Mesmo Ele sendo quem era, ao encarnar como qualquer espírito, jogou a Si mesmo no concurso das leis evolutivas dentro do padrão terrestre e, teve que se esforçar e atingir certas conquistas como todo mundo, para poder habilitar-se a servir unido intimamente ao Mais Alto.

A descoberta de quem Ele era, enquanto homem terreno, ocorreu, na verdade, com o passar dos tempos. Sempre soube ser possuidor de certas características intimas e potencialidades perceptivas que não observava nos demais. Sempre percebeu o poder pessoal que Dele emanava e procurava disciplinar-se com o próprio senso moral que dispunha para bem administrar aquelas forças que Lhe vinham suavemente do íntimo. Mas, realmente, desconhecia o que estava por trás de Sua própria existência. Isso se deu vagarosamente.



Quando a consciência de tudo o que estava por trás de Sua excelsa pessoa se fez presente de forma plena e absoluta Ele já não mais tinha a graça da bondosa e equilibrada companhia paterna de José pois o mesmo já havia desencarnado. Contou, entretanto, a Sua mãe o que pouco a pouco foi percebendo a respeito de si mesmo.
Ao que julgamos estar informados, isso se deu por volta dos Seus vinte e cinco anos. Começou, também, a perceber, todos os aspectos referentes a Lúcifer e os motivos pelos quais resolvera encarnar daquela maneira.
Por esse período de Sua vida, já estavam também reencarnados todos os ex-rebeldes espalhados entre as muitas situações existenciais daquela época, a saber, os soldados romanos que serviam na Palestina, diversas personalidades judaicas e romanas, o povaréu que O seguia e escutava quando de Suas prédicas, membros de algumas seitas judaicas, todos os membros do Sinédrio, apóstolos, discípulos e seguidores, famílias e conhecidos próximos, enfim, todo o conjunto de pessoas que, de uma ou de outra forma, interagiram com a vida de Jesus.
Val Ellieh e Val Elliah, respectivamente, reencarnaram como judeus e pertenciam à seita dos zelotes que defendiam a luta armada contra a dominação romana. Entretanto, ao conhecerem Jesus, passaram a seguí-Lo durante algum tempo. Mas, abandonaram-No quando concluíram que jamais aquele homem lideraria algum tipo de luta contra Roma. Voltaram a encontrar-se com Ele somente no dia da crucificação pois haviam sido presos e terminaram sendo crucificados ao lado do Mestre. Não eram ladrões, mas sim revolucionários que às vezes roubavam certas caravanas para juntar recursos para a causa dos zelotes.
O primeiro, na hora da crucificação, entendeu, de fato, que o reino daquele homem - se é que havia mesmo algum, pensava na sua dor - não era efetivamente do mundo terreno. Por isso, o respeito sincero ao crucificado do meio, pois como mesmo disse, ele e o outro haviam feito muito mal e, provavelmente, mereciam o sofrimento. Mas, Jesus, jamais havia cometido qualquer ato que ferisse a alguém.
O outro, mais revoltado que o primeiro, cobrava do crucificado do meio o tão propalado poder pessoal para livrá-los daquela hora.
Yel Liam, também reencarnado como judeu, personificou Judas Iscariotes. Seguramente o mais brilhante em termos de inteligência e conhecimento entre os que seguiam a Jesus. Jamais O pretendeu trair da forma barata como passou à História. Na verdade, tudo isso será esclarecido no futuro.
Val Ellam, reencarnado como legionário romano, personificou o centurião que comandou a crucificação do Mestre.
Lúcifer, que passou a acompanhar pessoalmente Jesus desde o momento do batismo, procurava a todo custo observar alguma fragilidade naquele homem estranho para que pudesse exercer o seu jugo obsessivo. Não encontrou.
Satã, entretanto, reconheceu de pronto na pessoa de Judas Iscariotes o antigo companheiro de rebelião Yel Liam - e com o consentimento de Lúcifer, passou a atuar vibratoriamente junto aos pontos fracos do orgulho e vaidade pessoais de Judas, os quais, por sinal, conhecia muito bem.
Procurou, portanto, de todas as maneiras, encontrar alguma forma de atrapalhar e mesmo pôr fim à incômoda presença daquele homem estranho ao padrão existencial terreno. Incomodava também a Satã o fato Dele olhá-lo nos olhos o que, na sua análise, era impossível pois se encontrava no astral.
Fosse quem fosse, pretendesse o que pretendesse, pensava Satã, aquele homem precisava ser impedido de ir mais além. Começava a incomodar falando que pertencia a "um reino que não era desse mundo", de um Pai que estava no céu e, portanto, não podia ir adiante com aquelas idéias que começavam a influenciar muitas mentes.
Em Judas terminou encontrando o campo propício a sua atuação obsessiva. Mas, de fato, Satã influenciou todas as principais personalidade judaicas e romanas envolvidas naquela fatídica decisão de crucificar o Mestre.
Lúcifer, na verdade, estava tão concentrado e inquieto com a pessoa de Jesus que praticamente abandonara a função de "mente pensante" do movimento. Satã e outros mais próximos é que, a partir daqueles acontecimentos, assumiram, de fato, o que restava da rebelião.
Era tanta pressão sobre o Mestre que os Seus assessores - quando perceberam o desdobramento inevitável da movimentação das trevas e da ignorância planetária que culminaria com o sofrimento pessoal de quem não merecia sofrer - solicitaram "um encontro pessoal" com Jesus. Estavam a ponto de interferir na história planetária.
De suas naves estacionadas próximas à Terra, acompanhavam profundamente perturbados o desenrolar dos acontecimentos. A todo momento, entretanto, recordavam-se da ordem que lhes fora dada pelo próprio Mestre antes de encarnar de que, em hipótese nenhuma, interferissem nos acontecimentos. Mas, tanta era a aflição que lhes ia no íntimo que praticamente invadiram os espaços mais próximos à Terra e estacionaram uma pequena nave no alto de um monte.
Jesus foi ter com eles acompanhado de alguns poucos apóstolos. Estes, não suportando o magnetismo reinante, foram adormecidos para que não testemunhassem diretamente o que não poderiam compreender. O Mestre, elevando as Suas próprias vibrações para poder interagir com os ocupantes da nave, "transfigurou-se" e, informado da intenção do comando da frota capelina de interferir de uma vez por todas naquela história, tornou a ordenar que, sob nenhuma alegação, fosse promovido qualquer ato por parte de Suas hostes.
Ele tinha que cumprir a vontade do Pai e que era também a Sua própria vontade. Somente o amor poderia ter o condão de fazer frente ao ódio e à ignorância. Se outra fosse a atitude a ser seguida, poderia até mesmo terminar a rebelião mas não resolveria o problema intimo dos rebeldes. Naquela altura dos fatos, a rebelião era somente um efeito. A causa era que precisava ser tratada e Ele e o Pai sabiam disso. Se, simplesmente, o movimento rebelde fosse acabado por alguma causa externa - e não pela própria redenção das consciências envolvidas - o efeito é que estaria sendo tratado e não a verdadeira causa.
A chamada Transfiguração, portanto, nada mais foi do que uma tentativa das hostes celestes de impedirem o escandaloso sofrimento pelo qual Jesus iria passar. Pedro - um dos poucos apóstolos presentes acordando do "desmaio", ainda chegou a perceber a presença de alguns seres estranhos falando com o Seu Mestre que, sob sua ótica, naquela ocasião, era "só luz".

Lúcifer percebia a preocupação de Jesus em fazer cumprir em si mesmo todas as profecias a Ele referidas pelos antigos profetas. Não entendia. entretanto, porque aquele homem agia daquela maneira.


Sob a ótica humana, pouco se pode perceber quanto ao que Lúcifer sentiu naqueles momentos em que acompanhava - dos ambientes astrais - as movimentações de Jesus. Passou a evitar maiores aproximações pois, a exemplo de Satã, inquietava-lhe o fato daquele homem olhá-lo diretamente. Aquilo não podia ser possível, pensava Lúcifer. Mas, se de fato acontecia, era porque aquele homem não pertencia ao padrão vibratório terreno. No entanto, Ele era um simples homem e isso provocava profunda inquietação no íntimo já tão cansado do grande líder rebelde.
Quando, em determinada noite, Lúcifer sentiu, dos ambientes astrais onde estava, a profunda angústia daquele homem chorando - o Mestre estava passando por momentos de suprema angústia pois sabia que logo seria feito prisioneiro - percebeu-Lhe a energia decorrente do desespero avassalador que o abrasava naquele instante de natural fragilidade humana. E, tamanha era a sua própria, que, em respeito até mesmo pelo que não podia entender, afastou-se o mais que pôde do local - o horto de Getsêmani – onde encontrava-se Jesus. Os seus companheiros olhavam-no com preocupação pois não entendiam o que estava acontecendo.

Por essas horas, Satã já havia envolvido completamente Judas e outros membros do Sinédrio judaico e, em questão de poucos momentos, Jesus se permitiu aprisionar.


Tudo o que Judas queria era que o Mestre assumisse a Sua condição de superioridade - ele sabia, pela própria convivência. que Jesus era superior, em termos de poder pessoal, aos demais homens que conhecia - e comandasse de uma vez por todas o movimento que levaria os judeus a dominarem as outras nações. Sabia que isso era o que de melhor podia acontecer para as nações pois tinha absoluta certeza da retidão, sabedoria e bondade que emanavam do seu Rabi amado. E, pensava ele, não poderia haver maior e melhor rei que o seu Mestre.
Sob sua ótica, Jesus sempre apresentara muita relutância quando ele e outros que O acompanhavam mais de perto insistiam para que assumisse a liderança já que Ele era o grande messias tão esperado. Judas não tinha nenhum tipo de dúvida a respeito disso e depositava toda a sua boa fé e intenções nesse projeto. Honestamente, ele acreditava naquilo tudo. Apenas, sob a influência de Satã, passou a achar que cabia a ele - já que Jesus não se definia - criar uma situação que provocasse inevitavelmente na pessoa do Mestre alguma reação no sentido esperado.
Conversou com os seus pares no conselho judaico e, alguns membros do Sinédrio - também sob o envolvimento de Satã - incentivaram-no a levar adiante o plano que tinha em mente. O incrível é que alguns agiram de boa fé. E mesmo a entrega das moedas de ouro a Judas foi ti da equivocadamente como se o mesmo tivesse se vendido para atraiçoar a seu Mestre, o que não foi verdade.
Da mesma forma que as organizações modernas oferecem certas comendas a determinadas personalidades que desejam homenagear, o Sinédrio, na época, ofertava as tais moedas de ouro como uma espécie de comenda aos que prestavam seus relevantes serviços e se punham em risco pessoal pelo bem da nação judaica.
De boa fé Judas agiu e na sua boa fé foi traído pela pouca vigilância íntima. Sob a influência de Satã, os fatos se desenrolaram completamente à revelia de sua vontade. O desespero, a partir de então, cravou-lhe na alma o mais profundo dos sentimentos que um ser humano pode sentir e, não suportando a convivência consigo mesmo, mergulhou o seu espírito no inferno do suicídio desesperado Desse estado de sofrimento somente saiu porque a misericórdia do Cristo o abraçou e muito trabalhou e vem trabalhando pela redenção de si próprio e dos que o cercam.
Na verdade, os demais apóstolos nada ou pouco sabiam do plano de Judas e do que estava por trás de suas intenções. Por isso, ele passou à história das crônicas judaicas como um traidor barato. Mas, não foi.
De fato, ele foi um dos poucos que conseguiam perceber o muito que estava por trás da pessoa do Mestre. Apenas observou equivocadamente sob sua ótica orgulhosa o que poderia ter sido visto através de outros aspectos. Em suma, viu o que quase ninguém chegou a ver. Entretanto, enxergou o que quis ou o que pôde enxergar, conforme os valores de então e suas próprias inclinações de poder e grandeza.
O Mestre várias vezes tentou explicar-lhe que estava equivocado quanto ao aspecto messiânico de Sua missão. Mas, com o passar dos tempos e diante da insistência radical de Judas, quando o assunto era abordado, apenas o olhava com um misto de tristeza e suavidade. Em dados momentos, conseguia até mesmo sorrir diante da insistência do apóstolo.
No dia em que Judas conduziu os soldados para prendê-Lo, foi também com tristeza e suavidade que o Mestre o olhou.
Dia virá em que a história de Judas será devidamente esclarecida.

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