ReintegraçÃo cósmica. (Integral dos três livros juntos )



Baixar 1.88 Mb.
Página24/29
Encontro29.07.2016
Tamanho1.88 Mb.
1   ...   21   22   23   24   25   26   27   28   29

V. meta espiritual
"Como obter a alforria ante a própria

consciência vivendo em pleno inferno?

Alcançar a redenção: meta de todos".
Das crónicas de AlfLam.

IV. missão "planeta azul"
CAPÍTULO UM
Compromisso de um Grupo

Com a saída do Mestre dos ambientes terrenos acompanhado de suas hostes e de Lúcifer que finalmente percebera a loucura de suas atitudes e se rendera ao pé da cruz - Satã passava, agora, a ser aquele que seria chamado de diabo, demônio, a besta, etc.


Como já se sabe, não existe a personificação do mal em um ser ou mesmo em um grupo. Se antes da presença do Mestre na Terra o diabo era Lúcifer, a partir da sua saída, a alcunha maldita foi herdada por Satã. Entretanto, nem Lúcifer, nem Satã e nem ninguém jamais foi a personificação do mal se por isso entendermos o contrário ou a antítese do Pai que, realmente, personifica o amor cósmico.
O interessante é percebermos que podiam ser outros seres no lugar de Lúcifer e Satã. Mas, o caminho por eles escolhido terminou por levá-los a um destino jamais imaginado por ninguém e, principalmente, por eles mesmos. Mas, que podiam ser outros a serem considerados como diabólicos é tão óbvio quanto imaginar a possibilidade de que a história do mundo podia ter \ido outra se não fossem as decisões estratégicas tomadas por Carlos Martel quando da iminente dominação européia por parte dos árabes. Se os árabes tivessem de fato dominado a Europa como teria sido a história mais recente do mundo? Melhor ou pior do que a que conhecemos?
Como poderia, portanto, ter sido toda essa história se algumas das milhares de decisões que Lúcifer tomou - ou permitiu que fossem tomadas em seu nome - tivessem sido diferentes ou tomado cursos diversos dos que terminaram ocorrendo?
E se numa certa confrontação ocorrida entre Len Mion e Yel Liam no passado remoto, onde este último caiu em desgraça, quem teria ficado como principal assessor de Lúcifer caso o desgastado fosse Len Mion? No caso, seria Yel Liam pois na época do problema entre os dois, ambos pretendiam ser uma espécie de primeiro-ministro da rebelião ou algo semelhante. Se assim tivesse sido, o "diabo" da história terrena seguramente teria sido Yel Liam e não Len Mion.
Ao contrário do que de fato ocorreu, será que o último ato organizado da rebelião ainda sob a tutela de Lúcifer - que foi a chamada traição de Judas contra o Mestre - que possibilitou a Sua crucificação e a rendição do líder rebelde teria realmente acontecido? Ou, em outras palavras, quem teria sido o instrumento do escândalo que deveria vitimar o Mestre?
Todos nós fomos - durante certo tempo dessa história infeliz - tendentes ao desamor, à intriga, à desagregação, à rebeldia, ao comportamento orgulhoso tanto quanto foram Lúcifer e Satã. Nada mais que isso. Podia ser qualquer um de nós no lugar de Satã. Mas, foi ele. Com suas artimanhas, estratégias, força e desespero comuns a qualquer soldado em pleno furor de uma batalha, a comandar o que restava do movimento rebelde a partir de então.

Foi dessa forma que, logo após a crucificação de Jesus. Satã e as hostes das trevas se enfrentaram com Miguel e alguns membros da assessoria do Mestre em determinado ambiente astral ligado à Terra.


Satã exigia que lhe fosse informado a respeito de Lúcifer que, segundo ele, havia sido raptado ou mesmo destruído, por forças que ele mesmo não percebera.
Miguel explicou-lhe que Jesus era, na verdade, a personificação terrena do Mestre Cósmico contra o qual ele, Satã, se rebelara no passado e que, por amor a todos, Ele havia se submetido a tudo para poder vir ter com os seus irmãos e irmãs amados, apenas trajando a veste amorosa de um homem terreno que deu tudo o que tinha sem nada pedir em troca. Simplesmente amou a tudo e a todos. E foi diante desse amor que Lúcifer se arrependera e, por pura incapacidade energética de se manter de pé, sucumbira diante do Mestre e da percepção do seu erro.
Mas por que, perguntava Satã, Lúcifer não se dirigia diretamente a eles? Miguel explicava-lhe a impossibilidade de tal fato pela simples questão que Lúcifer estava passando por uma espécie de desmaio ou implosão energética e necessitaria de algum tempo para refazer-se minimamente.
E houve guerra nos céus, como nos conta o Apocalipse (12. 7-9): "Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate, mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles. Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos".
Satã, de fato, enlouquecido no que julgava ser uma traição diante das regras do jogo cósmico, passou, então, a agir como o mais cego dos generais em pleno desespero quando percebe a iminência da derrota. Nessas horas, ou ocorre a rendição ou tudo se torna mais confuso ainda. Foi o que ocorreu com a história da Terra, a partir de então.
Como general acuado na sua última trincheira, Satã partiu para o desenvolvimento de estratégias que lhe permitissem o controle energético planetário. Fez cair seu jugo sobre os povos e as nações.
Traçou todo o seu planejamento investindo principalmente na divisão porque, sob a sua' ótica, o grande perigo seria a criação futura de uma espécie de unidade planetária, o que facilitaria a reintegração cósmica do planeta.
E, realmente, dividimos e desagregamos tanto que perdemos a noção de conjunto. A cidadania planetária diante do cosmos inexiste. Somos, sim, detentores de cidadanias regionais nacionalistas em detrimento de uma global que nos identificasse verdadeiramente como terráqueos. O Terceiro Milênio seguramente nos devolverá a visão do conjunto que, em verdade, formamos.
Dividir para enfraquecer. Essa foi a primeira grande preocupação de Satã.
Tão bem feita foi a sua implementação que a necessária conscientização diante do problema somente está se dando nos dias de hoje. E o pior: a nível individual e não coletivo. Mas, já é alguma coisa. Na verdade, para o ponto em que chegamos, é muita coisa. Até porque, não há outra maneira de sairmos dessa situação estagnante.
De fato, é difícil perceber as macroforças que nos governam vivendo inserido dentro do próprio sistema.
Tudo na Terra está convencionalizado e definido conforme interesses ideológicos e ambições megalomaníacas que, insensivelmente, se sobrepõem aos direitos e às necessidades legítimas do ser humano.
As elites dominantes também desconhecem o verdadeiro sentido das coisas e do pano de fundo da existência humana terrena pois foram também condicionadas desde há muitas gerações resultando em escravos de suas próprias ambições, limitações e debilidades.
O ser humano somente transcenderá se estiver disposto a um confronto, a um questionamento sincero, honesto e puro, em que a imagem de si mesmo, do mundo, do sistema que o cerca, suas crenças, seus objetivos atuais de vida, conhecimentos e bases, forem passíveis de revisão, reflexão, análise e reformulação.
Ainda bem que uma das grandes características do mundo atual é o fato de que não há mais ninguém que consiga dizer o que todos devem pensar. E isso é irreversível.
Entretanto, costumamos nos preocupar com grandes calamidades que possam ocorrer quando o verdadeiro perigo para a humanidade não são as catástrofes que ocorrem repentinamente tipo explosões vulcânicas, terremotos, etc., porque essas têm efeitos locais. O grande problema são aquelas que ocorrem e são formuladas lentamente ao longo do tempo. E, Satã era mestre em formular tais processos e semeá-los entre a humanidade terrena desavisada de maiores objetivos existenciais. E fê-lo com muita propriedade e eficácia. Até os dias atuais, estamos todos tentando desarmar uma grande bomba espiritual que pairava sobre a Terra, cujo arquiteto foi a mente de Satã.
Ele sempre trabalhou muito bem sobre as elites dominantes. É difícil, durante esses dois últimos milênios, ter havido algum grupo de poder temporal encarnado em qualquer quadrante da Terra que não tenha sido minuciosamente estudado e posteriormente envolvido - nem que em parte dos seus membros pela mente de Satã e suas estratégias de desagregação e dominação energética.
Após o desesperado debate com Miguel no astral terreno e, por não se ver respeitado nos seus questionamentos, Satã caiu sobre o Império Romano - então, o mais importante do planeta - e penetrou fundo nas entrelinhas do poder temporal de então.
Calígula, Nero e outros daquele tempo, serviram a seus propósitos mesmo que inconscientemente. A morte de cristãos nos circos romanos, guerras, intrigas e tudo o mais que desagregasse foi primitivamente orquestrado por Satã. Mas, tamanhas eram as paixões humanas que ele somente precisava incentivar o início. O resto, corria por conta da nossa pouca vigilância. Na verdade, simplificamos e facilitamos demais o esforço das hostes trevosas.
Contudo, após a crucificação de Jesus, pouco a pouco, os membros das diversas famílias capelinas que estavam reencarnados iam retornando aos ambientes espirituais e, quando possível, eram informados a respeito de quem, na verdade, era Jesus.
Com a consciência dos fatos, o conjunto desses espíritos infelizes adquiriu uma espécie de trauma consciencial do qual ainda não conseguiu se libertar.
Pela segunda vez os membros dessas famílias haviam afrontado orgulhosamente o Mestre dos Mestres. E, tamanha foi a carga energética dessa conscientização, que resolveram assumir um compromisso conjunto de redenção planetária.
Todos tiveram, a partir de então, reencarnações com grande peso cármico até se libertarem dos grilhões conscienciais.
Por esse período, os quatro personagens enfocados ao longo do presente trabalho, tiveram reencarnações como aleijados, leprosos, escravos e outras situações existenciais comuns à dura realidade terrena, purgando, assim, um pouco de suas faltas.
Tudo isso ocorreu ainda sob a égide da Roma Imperial.

IV. missão "planeta azul"
CAPÍTULO DOIS

Ainda no Império Romano.

Com a queda do Império Romano do Ocidente, uma profunda estagnação cobriu o mundo europeu. O analfabetismo e a ignorância dominavam em toda parte. Somente com Carlos Magno (742-814), é que ocorre uma certa reorganização do mundo disperso, pois foi posto um fim na anarquia social e política que se estabelecera. Houve a promoção, enfim, do renascimento da civilização e da cultura.


As hostes trevosas, entretanto, investiam duramente contra os principais centros desenvolvimentistas pós-Cristo e da nascente Idade Média.
Satã, por esse período, atuava pessoalmente procurando provocar - na contrapartida terrena outro importante aspecto energético que, quando produzido nos corações menos vigilantes, deixava todos a sua mercê: o fanatismo religioso.
Na verdade, uma nova versão - mais moderna - dessa postura íntima tresloucada pois, de há muito, desde os tempos atlantes, vinha sendo praticada nas entrelinhas da história terrena. Não poderia mesmo ser diferente pois, onde falta a razão, Impera a crença descabida.
Um novo vento renovador varria aqueles momentos em que a Reforma começava a se fazer presente no cotidiano europeu. Muitos tentavam melhorar e dignificar o culto religioso mas tudo o que conseguiam era ter as suas vidas aniquiladas pelo fogo inquisitório.
Finalmente surge Lutero. Ele bem que tentou devolver aos cristãos um mínimo de dignidade e, de fato, retirou do seio da Igreja Católica o exclusivismo do culto ao Cristo.
A sua luta pessoal, entretanto, serviu de base para que se cumprisse uma das profecias constantes no Apocalipse. Esse livro, por sinal, deverá, em breve assim que as circunstâncias o permitam - começar a receber diversas interpretações "mais modernas e atualizadas" dos seus muitos mistérios. Muitas já foram feitas e, algumas poucas, com nível satisfatório de acertos, apesar de que, nenhuma surgiu que interpretasse o todo do livro profético.
Várias se referiram à figura do Papa como sendo a da Besta predita por João. O que não era o caso pois, mesmo com todas as fragilidades do processo religioso terrestre, as massas sempre necessitaram de algum tipo de liderança que as encaminhasse para algum sentido de vida. Óbvio que ocorreram muitos descaminhos. Mas, não se pode debitar um problema geral nas costas de poucos.
A Igreja Católica, com seus acertos e erros, foi, dentre as organizações terrenas na época a que nos referimos, a única a promover algum tipo de organização no caos que imperava no mundo. Perfeita ela não podia ser pelo simples fato de ser formada por homens e mulheres imperfeitos, como de sorte, assim é tudo o mais que existe no nosso mundo e que tenha a mão do ser humano terreno.
Não se pode, portanto, estranhar, que Satã tenha atuado com muita ênfase no meio católico para enfrentar os grandes missionários que, iluminados pela misericórdia do Cristo, davam o melhor dos seus espíritos encarnados ao avanço da fé daqueles que acreditavam ser a Igreja de então, a grande ponte mística que os ligaria ao amor do Pai.
Fez reencarnar naquele meio espíritos que lhe fossem de fácil domínio vibratório para que exercessem, sob seu comando, do astral, o seu doloroso jugo. E é sobre esse aspecto que certas páginas do Apocalipse nos falam. Por enquanto, concentremos a nossa atenção em capítulo específico que se refere "as Duas Feras".
Dizia, João, no capítulo treze do Apocalipse, "vi, então, levantar-se do mar uma fera" (a Igreja, tempos depois de Francisco de Assis e Antônio de Pádua).
"Deu-lhe o Dragão (Satã) o seu poder, o seu trono e grande autoridade. Uma das suas cabeças estava como que ferida de morte (Lutero e o advento da Reforma), mas essa ferida de morte fora curada (advento da Contra-Reforma católica). E todos, pasmados de admiração, seguiram a fera e prostaram-se diante do Dragão (começaram a praticar os seus desejos através de ódios, perseguições e fanatismos de toda ordem dentro da própria Igreja), porque dera seu prestígio à fera, e prostaram-se igualmente diante da fera, dizendo: Quem é semelhante à fera, e quem poderá lutar com ela?" (quem poderia enfrentar a força da Igreja na época?).
"Foi-lhe dada a faculdade de proferir arrogâncias e blasfêmias, e foi-lhe dado o poder de agir por quarenta e dois meses" (um certo período de tempo).
"Foi-lhe dado, também, fazer guerra aos santos (espíritos de luz reencarnados no seio da Igreja) e vencê-los. Recebeu autoridade sobre toda tribo, povo língua e nação (a Igreja interferia em todos os governos de então), e hão de adorá-la todos os habitantes da terra, cujos nomes não estão escritos desde a origem do mundo no livro de vida do Cordeiro imolado" (aqueles espíritos que, ao desencarnarem, depois da crucificação de Jesus, se comprometeram com a Sua causa fraterna de libertar a Terra das forças trevosas).
"Vi, então, outra fera (o Jesuitismo) subir da terra. Tinha dois chifres como um cordeiro (os inquisidores jesuítas pareciam estar agindo em nome de Jesus, o Cordeiro de Deus), mas falava como um dragão" (mas, agiam de forma diabólica e odienta, como era a vontade de Satã que, procurava a todo custo, manter o baixo padrão vibratório terrestre).
"Ela (os jesuítas inquisidores) exercia todo o poder da primeira fera, sob a vigilância desta já que os jesuítas eram protegidos pela Igreja), e fez com que a terra e os seus habitantes adorassem a primeira fera, cuja ferida de morte havia sido curada" (quem não adorasse a Igreja era considerado herege e, portanto, exterminado pelos tribunais inquisidores).
"Foi-lhe dado, também. comunicar espírito à imagem da fera, de modo que essa imagem se pusesse a falar, (os vereditos dos tribunais da inquisição inspirados por Satã e seus assessores do astral) e fizesse com que fosse morto todo aquele que não se prostasse diante dela" (os considerados hereges que não se submetiam ao jugo inquisidor).
"Conseguiu que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, tivessem um sinal na mão direita e na fronte, e que ninguém pudesse comprar ou vender, se não fosse marcado com o nome da fera, ou o número do seu nome" (quem não estivesse vinculado à Igreja era sumariamente amaldiçoado tendo seus bens familiares roubados não podendo, portanto, viver nas sociedades da época dominadas pelo poder inquisitório ).
Mesmo possuindo entre os seus membros espíritos maravilhosos como os de Antônio Vieira, José de Anchieta, Manoel da Nóbrega, dentre muitos outros, os jesuítas terminaram por servir como principal instrumento - junto com membros de outras ordens como os dominicanos e franciscanos - ao jugo satânico.
Foi, dessa forma, que Satã implantou um outro grande veneno na obra redentora do Mestre: através do fanatismo, que nada mais é do que uma doença psíquica de difícil cura pois estabelece um intercâmbio entre posturas mentais desordenadas e doentias com a respectiva produção, no organismo biológico, de certas substâncias químicas que, por sua vez, dão livre expansão aos atos tresloucados. Cometido o ato violento, destituído de qualquer sentimento fraterno, mais vibrações deletérias produzidas para facilitar o domínio das forças trevosas. Esse sempre foi o jogo do quartel-general do que restava da rebelião.
Tornar o fanatismo a atitude mental determinante daqueles dias para facilitar a consecução dos seus próprios objetivos, foi, portanto, a segunda grande preocupação de Satã, desde que assumiu o comando em substituição a Lúcifer.
O livro profético do Apocalipse bem que avisou, mas não foi devidamente compreendido. Além do que, foi muito manipulado em diversas épocas históricas.
Dia virá, entretanto, em que tudo isso será devidamente esclarecido.
Na verdade, outros avisos importantíssimos ali presentes referem-se, de forma singular, ao tempo presente. Pena que também pouco ou nada se perceba. Mas, não tarda a "soar a sétima trombeta" porque, com ela se cumpre o mistério do Pai, de acordo com a boa nova que confiou a seus servos, os profetas.
Na época da inquisição, diversos membros da família Val e Yel - além de muitas outras solicitaram ao Mais Alto a oportunidade de encerrar o longo descaminho espiritual que vinham até então cursando e muitos foram os que reencarnaram para morrer nas fogueiras inquisitórias purgando assim as faltas pretéritas. Mas, dentro de suas possibilidades, permaneceram, dessa vez, fiéis aos nobres objetivos do Mestre, mesmo quando o fogo da ignorância de então consumia seus corpos transitórios, libertando seus espíritos para novos aprendizados no porvir.


IV. missão "planeta azul"
CAPÍTULO TRÊS

Tentativas Recentes.

Corria o tempo terrestre na altura do século XVIII.


Guerras e conflitos de toda ordem marcavam o cotidiano planetário. Satã, sequer precisava dedicar-se a esse mister com mais propriedade porque era o próprio ser terreno que, independente de maiores influências vindas de fora, promovia de moto próprio a desdita e o terror, através do culto desenfreado das paixões que ainda lhe caracterizam a vida íntima.
Em meio ao caos vibratório, espíritos de diversas famílias de exilados reencarnavam, agora, com objetivos renovadores nos campos da música, filosofia, religião, ciência e política do mundo terreno.
Era preciso suavizar, um pouco que fosse, a cansada sensibilidade humana para estimulá-la a novos vôos do espírito.
Foi também época de esclarecimento e libertação política.
Muitas foram as nações que iniciaram os seus processos de independência para, no século seguinte, alcançarem a tão almejada autodeterminação.
A independência dos Estados Unidos aconteceu no ano de 1776. Esse fato, terminou por gerar no resto do mundo, efeitos renovadores que iriam provocar, mais tarde, a Revolução Francesa e diversos processos de lutas libertadoras nacionais.
Muitos foram os membros de uma outra família de exilados de Capela - família Ulsh - a reencarnarem à frente desses movimentos revolucionários.
Estrategicamente distribuídos nas terras de Portugal e Espanha, alguns deles e, a grande maioria, nas terras do novo mundo, descoberto através das grandes navegações.
Essa família espiritual que era formada, nos tempos de Capela por, aproximadamente, 7.800 individualidades, tinha como objetivo maior - dentro de uma grande estratégia de evolução planetária elevar o nível de vida no continente latino-americano.
Por essa época, cerca de mais da metade dos seus membros, ainda se encontravam presos ao orbe terreno. Foram eles que, durante quase três séculos, se dedicaram às causas libertacionistas. Outras famílias de exilados também participaram desse processo mas sem a expressão e importância que os irmãos e irmãs Ulsh tiveram.
Nos dias atuais, várias são as famílias que se dedicam a esse mister com vistas à elevação da dignidade existencial dos povos africanos.
Se a história da Terra um dia fosse contada sob a ótica de cada uma dessas famílias...
Mas, outros objetivos específicos eram abraçados pelo esforço e atenção de diversos grupos de trabalho.
Era necessário diminuir a influência deletéria que certos focos organizacionais ainda espalhavam no mundo. Algo precisava ser feito pois a Terra teria que preparar-se para a futura reintegração.
Alguns membros das famílias Val, Yel e Ulsh, reencarnam obedecendo a objetivo estratégico nas terras de Portugal, Espanha, Itália e França.
Tempos depois, em 1767, Carlos III, rei da Espanha, ordena a expulsão dos jesuítas de todos os territórios espanhóis. Os soberanos da França, Portugal e vários estados italianos seguem o exemplo.
Mais tarde, em 1773, ante a pressão das principais cortes católicas, Clemente XIV (Val Ellieh) decreta a dissolução da Companhia de Jesus, cuja parte dos membros, ainda insistia de forma inconsciente, nos antigos ideários satânicos de impedir o progresso planetário.
Pouco se sabe da importância que teve para o futuro da Terra o fim do jesuitismo nos moldes praticados até então. Mesmo, mais tarde, tendo as suas fileiras recompostas, o importante é que não mais estava a serviço vibratório de forças trevosas.
O que importa é que, a partir de 1773, Satã perdeu o controle sobre um organismo altamente disciplinado que tinha penetração na maioria das nações - os jesuítas se espalharam por todo o mundo já que, sob o respaldo da Igreja, tinham livre acesso entre a maioria dos povos - e. nesse aspecto, residia a principal componente de sua força pois podia facilmente interferir em todos os governos promovendo intrigas e conflitos, além de bloquear o avanço das forças renovadoras.
Há uma certa tendência a se qualificar alguns segmentos religiosos e filosóficos como sendo a "encarnação" disso ou daquilo, como se uma determinada organização, sistema de idéias e/ou de cultos pudesse ser, por si só, responsável por alguma coisa. É óbvio que o conjunto de idéias, das formas de procedimento, de ideais e expectativas, formam um conjunto vibratório que atrairá ou repelirá certas energias.
Devemos, entretanto, aprofundar a análise e perceber que o problema não está - e nem estava - na Igreja Católica, no Espiritismo, ou em qualquer outra forma de religião, no Capitalismo, no Comunismo, na Monarquia, na República, nas ditaduras e democracias, apesar de que, convenhamos, alguns desses processos facilitam o progresso individual e coletivo enquanto outros atrasam ou mesmo impedem o avanço evolutivo. O problema, na realidade, está no elemento que forma a base de qualquer processo organizacional: o ser terreno.
É, simplesmente, impossível que qualquer um dos sistemas anteriormente citados - ou quaisquer outros - funcione a contento se o próprio ser humano não der a sua contrapartida.
Estamos, a todo momento, tentando melhorar os sistemas que nos rodeiam - e é ótimo que o façamos - mas não podemos esquecer de melhorar a nós próprios sob pena de vivermos como o fizemos até hoje.
No final do século XVIII, surgiu o maior dos movimentos libertadores com profundo senso idealista, que foi a Revolução Francesa, mas que, por não encontrar a devida contrapartida no elemento básico do processo de mudança - o próprio homem - terminou por criar, durante certo tempo, uma situação existencial tão ruim ou pior que aquela que pretendia combater.
Sonhou-se em modificar os sistemas sem, entretanto, modificar o homem. Imaginou-se - como ainda equivocadamente imaginamos - melhorar o mundo exterior sem que houvesse um mínimo de melhoramento no íntimo do ser humano.
Jesus conhecia em profundidade a "mania dos terráqueos" em procurar fora de si mesmos remédios para os males íntimos como se isso fosse possível.
Muitos até hoje chamam-No de revolucionário político que desejava interferir no poder temporal do tempo em que viveu. Ledo engano. Quando Ele disse: "dai a César o que é de César", é porque já sabia que, qualquer poder temporal da Terra não seria bom ou ruim, por pertencer aos homens dessa ou daquela nação. Ele sabia que o problema não estava em Roma, na Judéia, na Grécia ou em qualquer grupo étnico.
Imaginemos, mesmo, se os judeus de então, com sua postura religiosa radical, tivessem formado um grande império, a exemplo do que Roma fez. Será que não teriam imposto o seu jugo religioso a todas as nações, proibindo através da violência, a liberdade de culto individual e coletivo de cada povo? O poder de Roma ao menos permitia que os povos conquistados exercessem com certa liberdade - desde que não interferisse no poder administrativo do império - o culto religioso que lhes distinguia.
Sabendo de tudo isso e de muito mais, o Mestre centralizou todo o Seu testemunho exatamente no remédio capaz de curar a profunda doença espiritual dos terráqueos: o amor. Único sentimento capaz de ser gerado no íntimo de cada um e, a partir daí, melhorar tudo ao redor do ser humano, sejam os sistemas religiosos e políticos como a própria coexistência entre os membros de uma sociedade planetária tão diversa nas suas características existenciais.
Fez mais. Ensinou e testemunhou até o perdão aos adversários na jornada terrena, os aparentes inimigos. Assim fez porque, sabedor de que, enquanto existisse um só sentimento de ódio no espírito do ser humano este não evoluiria, permitiu-se ser Ele mesmo o maior exemplo de perdão ao próximo e amor até pelos que O estavam crucificando, como também, aqueles que causaram diretamente a Sua morte.
Fez ainda mais. De forma maravilhosa, externou no sermão das bem-aventuranças, toda a sinalização necessária para aqueles que herdariam a Terra - após a reintegração cósmica do planeta - e o reino dos céus.
Exortando a simplicidade de coração, as dores terrenas porque sabia Ele servirem de fator evolutivo, a mansuetude, os que buscavam incessantemente o melhoramento planetário, a misericórdia, o perdão e a pureza de sentimentos, o Mestre sinalizava a todos a única maneira de progredir e nos livrarmos de uma vez por todas do estigma luciferino.
Por isso ofertou Seu próprio sofrimento porque sabia ser aquela a única maneira de evitar muito mais dores ainda, para suas ovelhas desgarradas.
Pena que continuemos a procurar fora de nós próprios o remédio que não existe. Como ainda não o encontramos, colocamos a culpa do insucesso terráqueo nos sistemas políticos e religiosos criados pelo homem. Tão doentes somos que, até fazemos guerras para defender o capitalismo, o comunismo, o catolicismo, o protestantismo e, como dizia John Lennon, é tanto "ismo prá cá, ismo prá lá", que esquecemos de dar chance à paz.
A Igreja, por fim, com a dissolução do jesuitismo, estava livre da poderosa interferência das trevas. Renovou-se nas suas fileiras e grande foi a quantidade de espíritos esclarecidos que reencarnaram no seio católico a partir de então. As trevas não mais conseguiriam dominar o organismo religioso do catolicismo, como de sorte, de nenhum outro dos que formam a cultura religiosa terrena.
Infelizmente, ainda conseguiriam envolver temporariamente alguns membros desse ou daquele segmento religioso. É inevitável que assim seja pois, enquanto trevas houver, existirá sempre alguém entre os encarnados que servirá de instrumento aos equivocados objetivos dos que temem e tentam, a todo custo, impedir o processo de reintegração cósmica da Terra.
Assim procedem porque são conhecedores de que, com a reintegração cósmica, aqueles que ainda vibram harmônicos com os ideais trevosos de desamor, inquietação, angústia, posturas violentas, etc., não permanecerão na Terra. E está próximo o momento em que não mais teremos as trevas como força organizada a nos impedir o progresso planetário. E o que dela restar, será amorosamente tratada porque, é bom não esquecermos que, não há um só ser humano, dos que atualmente vivem na Terra, que um dia não esteve enfileirado nas suas hostes e foi ajudado por alguém ou por alguns em certos momentos da jornada evolutiva. É hora, portanto, de procurarmos ajudar aos que ainda lá deixam quedar os seus espíritos nessa inércia existencial.
Já que a Igreja estava começando a perder a sua capacidade de interferir nos interesses das nações, o quartel-general da rebelião resolveu dedicar-lhe apenas certas estratégias específicas. Voltou-se, então, para o campo da existência humana em que pouco tinha atuado até porque o ser humano era mestre em promover a sua própria desdita: as guerras.
Começou com o advento da Revolução Francesa desvirtuando os seus mais nobres ideais. Todo o trabalho dos pensadores iluministas - ilustres espíritos pertencentes a diversas famílias de exilados que reencarnaram com o objetivo de esclarecer e renovar foi, durante certo tempo, atropelado pela avalanche de ódios, intolerâncias e ambições de toda ordem que serviram de ambiente propício à ação de Satã e de seus assessores.
De toda forma, a Revolução Francesa transformou muito das circunstâncias existenciais terrenas: acabou o regime absolutista, com as criminosas obrigações feudais, com os privilégios de nascimento, com a união entre a Igreja e o Estado e, transformou, por fim, os súditos em cidadãos. Os ideais revolucionários espandem-se por toda a Europa a partir de Napoleão. E todo esse conjunto de novos valores e posturas terminou por, direta ou indiretamente, modificar o ambiente político a sua volta.

Desde os tempos da Atlântida que aqueles seres não se dedicavam com tanto afinco a uma questão de ordem política, sob a ótica terrena, e estratégica, sob a ótica deles. Mesmo com todo esforço das trevas, o movimento renovador ainda conseguiu produzir muitos frutos. Mas, realmente, conseguiram minar a base de todo o esforço de renovação no que se referia ao aspecto do solidariedade, do perdão ao próximo, enfim, do amor. Na verdade, minou o que mais importava. E até os dias atuais, diversos espíritos que participaram daqueles instantes históricos não se perdoam por certas opções que se permitiram seguir.


1   ...   21   22   23   24   25   26   27   28   29


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal