ReintegraçÃo cósmica. (Integral dos três livros juntos )



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IV. missão "planeta azul"
CAPÍTULO QUATRO

Sucessos e Fracassos.

Desde há muito. tudo o que existe na Terra encontra-se convencionalizado e definido de acordo com interesses e ambições inconfessáveis que, sem nenhum tipo de escrúpulo e de forma criminosamente insensível, se sobrepõem aos direitos legítimos do ser humano.


Ainda assim, não se deveria impor limites às possibilidades, até porque essas são infinitas e finito é o pretenso conhecimento terreno. Contudo, muitos agem dessa forma, demonstrando com isso, que de infinito temos apenas o próprio orgulho.
As forças trevosas - por viverem em plena ilusão dos sentimentos pervertidos - sempre se organizaram no sentido de distorcer a visão do homem e da mulher terrenos quanto a certos aspectos da realidade existencial. Tamanho foi seu intento e aparente sucesso que, durante muitas épocas, tornou-se praticamente impossível perceber as macroforças que nos governam. Além disso, mergulhados no próprio campo de batalha e profundamente comprometidos com os vícios do sistema político vigente, as elites dominantes facilmente se permitiam ser controladas por espíritos desencarnados altamente treinados na técnica de obsessão sendo, a partir daí. ávidos e cruéis instrumentos de dominação alheia.
Não é à toa que o valor da vida humana na Terra sempre foi zero, ou melhor, abaixo dessa marca, porque seria até generosa a indiferença pressuposta na ausência de qualquer unidade mensurável, fosse negativa ou positiva. Fato é que, durante muito tempo e ainda hoje, se mata por prazer. Tal estado de espírito não pode ser classificado - numa escala - na marca zero. Tem que estar, necessariamente, abaixo disso.
E foi, como ainda é, essa a principal característica que nos fragiliza a caminhada evolutiva. Sobre ela caíram pesadamente os esforços das trevas desde o advento da Revolução Francesa.
Forças libertárias de algumas famílias de exilados provenientes de Capela e Tau Ceti haviam sido as responsáveis pela tentativa levada a efeito na França.
Por esse tempo, todas as famílias de exilados começaram a fazer uma espécie de balanço das reencarnações de cada um de seus membros pois sabiam estar próximo o momento da reintegração cósmica do planeta.
Com estranho senso de surpresa e gratidão, perceberam que todas individualidades espirituais congregadas no orbe terreno tiveram - de forma relativa e proporcional ao tempo em que estão presos à Terra - as mesmas quantidades de chances e oportunidades reencarnacionistas.
Aqueles espíritos que, entretanto, estavam ainda com alguma dificuldade de plasmarem nas suas próprias organizações espirituais a vibração inerente às posturas de amor e fraternidade, entraram em uma espécie de "depressão" por perceberem como era difícil para eles realizarem em tão pouco tempo o que não lograram realizar após milhares ou centenas de reencarnações.
E o número desses que ainda estão por escrever o seu roteiro evolutivo mais imediato se conta aos bilhões. O problema imediato para esses irmãos e irmãs é - os que ainda não são tendentes ao bem e à fraternidade permanecer ou não na Terra. Ser o trigo ou joio, quando da separação entre os que aqui permanecerão e os que terão que ser levados para mundos mais atrasados, quando da reintegração do nosso planeta à convivência cósmica. Afinal de contas, como poderemos conviver em paz com nós mesmos e com seres de outros mundos se ainda estiverem vivendo entre os terráqueos espíritos violentos, potenciais assassinos, etc.?
Foi, realmente, impressionante o encontro ocorrido - lá pela metade do século XVIII - nos céus americanos dos representantes das muitas famílias de exilados que estavam com esse problema para resolver, ou seja, tinham entre seus pares, alguns ou muitos membros que ainda não haviam atingido a condição vibratória mínima para permanecerem na Terra.
Espíritos luminares de todas as correntes religiosas, de movimentos filosóficos e políticos, enfim, de tudo o que havia composto até então a história terrena, se fizeram presentes nos ambientes espirituais próximos ao continente americano, naquela oportunidade.
Não se conseguiu chegar a grandes conclusões quanto ao que podia ser feito para ajudar aos que se encontravam ainda vibrando equivocadamente. Foi inevitável a percepção comum de que havia muito pouco ainda a ser tentado que pudesse modificar a situação angustiante de tantos.
A cada um segundo as próprias obras nos alertou Jesus. E, de fato, assim o é. E não há nada que modifique esse preceito cósmico que rege a evolução cósmica. Se fosse diferente, a deidade teria preferências o que, convenhamos, não estaria à altura nem mesmo de uma modesta autoridade judicial do mundo terreno, quanto mais do Pai Amantíssimo.
Entretanto, a Sua misericórdia cai amorosamente sobre todos os filhos e filhas por Ele criados. Muitas das dificuldades que enfrentamos - resultado de nossa própria incúria - já nos chegam "suavizadas" pela misericórdia do Pai. Porém, deixar de enfrentá-las, não nos é dado solicitar. Suavizá-las, encurtá-las, diminuí-las, tudo isso compõe o objeto das nossas preces, vamos assim dizer, mais educadas.
E tudo o que aqueles espíritos puderam endereçar ao Mais Alto, naquela oportunidade, foi um impressionante conjunto de preces rogando ao Pai Amantíssimo a única componente administrativa das forças evolutivas do cosmos que ainda cabia na realidade terrena: a misericórdia divina.
E é sob os auspícios dessa misericórdia divina e do amor incansável do Mestre que estamos todos "ainda de pé", tentando a própria redenção espiritual.
Precisamos entender que "sob a ótica cósmica" nós - espíritos criminosos congregados na Terra não temos direito a muita coisa, se é que temos direito a algo.
Entretanto, somos peritos. e muito bem versados quanto aos direitos humanos. É bom que o sejamos. Mas, e quanto aos deveres?
As nossas características espirituais são deprimentes. Atestamos em nós próprios uma condição vibratória inferior a dos nossos irmãos ainda desprovidos da luz da razão que conosco fazem parte da cadeia evolutiva da natureza terrena.
Se algum "cientista extraterrestre'", através de aparelhagem própria, fosse fazer alguma aferição quanto à resultante e às características vibratórias do envoltório energético - aura ou qualquer outra denominação que a isso se assemelhe - de um homem mediano, de um macaco, de um golfinho, de um cão, de um boi, etc., seguramente, o nosso representante não estaria entre os primeiros classificados, no que se refere à "beleza ou qualidade vibratória".
Não esqueçamos que tudo o que sentimos, pensamos e fazemos, terminamos plasmando na nossa própria aura e de lá somente saem tais marcações energéticas quando realmente nos modificamos intimamente.
De fato, somos tais quais aqueles que vivem de favor, da misericórdia alheia e dificultamos até a vida dos que querem nos ajudar. E, o incrível de tudo, é que somos bastantes orgulhosos. De quê?
Tivemos todos as mesmas oportunidades e enfrentamos os mesmos problemas - apenas com tonalidades culturais diferentes - ao longo da história humana na Terra. Por isso, não é conveniente, e nem procedente, analisar a existência cósmica de um espírito com base na vida presente: esta é só uma das incontáveis páginas que compõem sua jornada cósmica.
Enquanto isso, as nações do Oriente que durante tanto tempo enraizaram suas culturas começavam a ser dominadas por um outro veneno semeado pela estratégia de Satã: o colonialismo das potências ocidentais emergentes.
Quanta loucura foi promovida pelo colonialismo estéril e criminoso nas terras da África, da América e da Ásia?
Utilizar as ambições do colonialismo, das conquistas criminosas e das guerras fratricidas foi a terceira grande estratégia de Satã com vistas ao domínio planetário.
Se não era mais possível espalhar as suas intrigas através da "desculpa da necessidade de evangelizar" que levava os jesuítas a todas as nações, Satã aproveitava-se agora das ambições políticas e comerciais das elites dominantes para fazer valer o seu jugo sobre a Terra.


VI. redenção espiritual
"Razão, conhecimento, fé, e crença religiosa.

Mas, onde o amor?"

Ainda por ser escrito.

VI. redenção espiritual


CAPÍTULO UM
O Século XIX

Muitas pistas do passado planetário não são percebidas por pura cegueira e orgulho científicos. No campo da Paleoantropologia - que estuda a evolução do homem - por exemplo. muitas questões que, a princípio, deveriam ser formuladas com base nos fatos e nas evidências, tornaram-se dogmas tão ou mais fortes que os de ordem religiosa. Alguns postulados nesse campo não cedem sequer diante de novos fatos.


Ainda bem que a inquisição acabou. Porém, restou a vaidade intelectual - sua herdeira mais primorosa - que sorri de forma pretensamente superior diante de qualquer novidade e que, do alto de sua notoriedade, aniquila moralmente sem, entretanto, matar o objeto de seu desafeto. Contenta-se com a humilhação dos vivos em vez de produzir mortos. Menos mal.
No entanto, quantas páginas do passado não estão - a exemplo dos icebergs - com suas pontas emersas entre as ondas da poeira dos tempos e que, muitas vezes, por puro orgulho do que se pensa saber e devido a outras conveniências menores do espírito humano, delas não tomamos conhecimento e, mesmo espalhadas por todo o planeta, é como se não existissem.
Sobra a impressão de que todo esse conjunto forma uma espécie de elo perdido que nos separa do passado. Mas, na realidade, o que de fato perdemos foi a sensibilidade cósmica.
Imaginemos um pássaro que, por ter cerceada a sua liberdade, passa a viver - como se livre estivesse - dentro de uma gaiola. Ali, ele vai para onde quiser, só que não pode sair. Com isso, perde a noção do resto do mundo. Assim somos nós que, presos à condição existencial terráquea, desconectamos a nossa percepção do resto do cosmos. Assim, mentalmente distorcidos, chegamos até a supor que a Terra era o centro de tudo e o homem, a maior ou a única das criações inteligentes do Pai.
Tantos foram os erros e tamanho foi o orgulho que caracterizou esses equívocos que, inevitavelmente, cegamos a nossa sensibilidade perceptiva e passamos a ver apenas o mais cômodo, o mais conveniente, dentro da ótica terrena. É como se o resto do universo tivesse sido criado a partir da Terra e não ao contrário.
Mas, a esperança de que em breve a humanidade terrena alcançaria uma certa maturidade para produzir um mínimo de base filosófica, científica e moral para as grandes realizações do futuro, jamais deixou de nortear os esforços da Espiritualidade Maior.
O século XIX caracterizou-se por ser a época prevista pela Espiritualidade - após os movimentos libertadores e o esclarecimento das consciências ocorridos nos séculos anteriores - para ser o início da preparação do futuro processo que iria reintegrar a Terra à convivência cósmica.

O que fora tentado ao longo dos séculos II a.C. e I a.C., quando a cultura grega terminou por fundir-se com a do Oriente Médio e passou a ter em Alexandria o principal centro propagador de desenvolvimento da época, estava, novamente, sendo ensaiado na Europa, tendo a Inglaterra e a França, como principais focos dos eventos, alguns já ocorridos, como a Revolução Industrial, e outros, que iriam ocorrer dentro em breve.


No passado, antes de Cristo. a personalidade de Alexandre Magno havia sido, juntamente com seu pai, Felipe II, o alicerce da formação do maior império conhecido até então. No século XIX, aquele mesmo espírito retomaria às lides carnais na personalidade de Napoleão Bonaparte para, através da diplomacia e não da força bruta, unir as nações européias em torno de uma identidade política.
Alexandre Magno construiu o seu império no intervalo entre as chamadas duas grandes civilizações ocidentais da antiguidade que foram a grega, na Península Balcânica e a romana, na Península Itálica. A primeira teve o seu apogeu entre os séculos V a.C e IV a. C. enquanto que a segunda, nos séculos I e II já depois de Cristo.
Se bem observarmos, perceberemos que, exatamente entre o apogeu desses dois grandes surtos civilizatórios, estabeleceu-se o período histórico conhecido como Helenístico, onde houve a união da cultura grega com a do Oriente Médio, principalmente a persa e a egípcia.
Nesse mesmo período, aquela região planetária conheceu um avanço em algumas ciências notadamente a matemática - nas artes e em muitos valores existenciais que, se não fosse a atuação das forças trevosas, teria formado a base sobre a qual a filosofia do Cristo iria inundar o mundo romano que nasceria no futuro. Outra teria sido a história da Terra.
Se na época de Alexandre o objetivo era semear no império por ele conquistado, noções básicas de cultura, hábitos e costumes, além do natural progresso que ficou registrado no cotidiano de Antioquia, Pérgamo e Alexandria e nas centenas de milhares de volumes da grande biblioteca desta última, quando esse torrencial de progresso estava prestes a se espalhar pelo planeta, as trevas conseguiram implodir o intento da Espiritualidade Terrestre.
O espírito de Napoleão estava imbuído do mesmo propósito, mesmo que inconscientemente - no que se refere a sua consciência de espírito reencarnado investido pelos mentores do mundo terreno como o instrumento possível para propiciar condições de unidade com vistas à propagação futura de um novo foco luminoso para os terráqueos: a codificação de caráter espiritualista que apareceria mais tarde já sob a égide de uma doutrina filosófico-religiosa espírita, única maneira encontrada de fazer jorrar "luzes do céu" sobre a Terra, após a loucura napoleônica.
Aparecia, pois, Napoleão, com o compromisso espiritual de unir todos os povos europeus em torno de ideais comuns que poderiam propulsar todo o planeta em direção a um futuro fraterno.
Grandes espíritos - rebelados já conscientes do equívoco cometido porém ainda frágeis em termos de postura espiritual - reencarnavam com missões nos diversos campos do desenvolvimento terreno.
Naquela época, a França ocupava posição de vanguarda diante do mundo dito civilizado. A Revolução Francesa havia colocado os ideários de liberdade, igualdade e fraternidade nela nascidos como centro da atenção do mundo. Tudo o que de lá pudesse vir era motivo de preocupação e análise, regozijo ou desespero, para o resto do planeta.
Entretanto, tantos foram os problemas promovidos pelas trevas que Allan Kardec somente pôde desenvolver os princípios básicos da doutrina redentora quase no fim de sua vida física. Não era esse o plano da Espiritualidade. Mas, foi assim que ocorreu.
De toda forma, surgiam o Espiritismo, a Teosofia e com isso, reascendiam-se as luzes também do catolicismo e do protestantismo pois, qual o cômodo de uma construção que não sofre interferências quando os "engenheiros responsáveis pela obra" resolvem fazer alguma reforma melhoradora no ambiente?
Se no século XVI havia sido instituído o Index Librorum Prohibitorum, pelo papa Pio V, que consistia em um índice de livros proibidos com as obras que os católicos não poderiam ler, sob pena de serem expulsos da igreja através da excomunhão, surgia o espiritismo no século XIX defendendo a tese prudente de que antes de crer, era necessário compreender.
O espiritismo e a teosofia abriam as mentes das pessoas para a busca da lucidez e da liberdade de análise.
Entretanto, novamente as forças ignorantes atacam e surge no próprio seio do catolicismo a infabilidade papal, instituída em 1870 pelo papa Pio IX, que traria sérias conseqüências para o futuro.
De toda forma, o século XIX foi um período riquíssimo em aquisições existenciais para a humanidade terrena. A ratificação planetária quanto à generalização do trabalho assalariado e da mecanização das indústrias que surgiram com a Revolução Industrial iniciada na Inglaterra modificava o panorama das mercadorias e do consumo. Os súditos efetivamente começam a se transformar em cidadãos. Os regimes absolutistas se enfraquecem. Rompe-se a estéril união entre Igreja e Estado.
Diversos países conseguem as suas independências, como por exemplo, o Brasil (1822), Chile (1818), Bolívia (1825), Peru (1824), EI Salvador (1821), Equador (1830), Argentina (1816), Venezuela ( 1821), Uruguai (1827), dentre outros.
Modernos processos de produção industrial são desenvolvidos também fora da Inglaterra atingindo a França, Holanda, Bélgica, Itália, Rússia, Alemanha, Estados Unidos da América, Japão e Brasil.
Surgem as noções do liberalismo que defendiam a propriedade privada, a idéia de progresso e as liberdades individuais sendo a burguesia o seu meio social propagador; do nacionalismo que congrega as massas populares e as classes médias para a constituição dos estados nacionais; e do socialismo que reunia a crescente classe operária em torno dos ideais igualitários.
Os movimentos liberais se sucedem em Portugal, Espanha, França, Estados italianos e alemães que seriam unificados ainda no decorrer do século, Hungria, Prússia e Áustria.

Surge, também, o neocolonialismo que, devido à disputa por matérias-primas e por novos mercados consumidores, termina por provocar a colonização da África e da Ásia pelas nações européias.


Toda essa corrida fez com que as potências de então se armassem e convergissem seus interesses para perigosas alianças comerciais e políticas.
As forças da Luz e das Trevas se alternavam por trás dos acontecimentos terrenos.
Influenciando e "pegando carona" nas boas e más tendências da humanidade encarnada, as hostes do Mestre e de Satã buscavam, a seu modo - dentro dos limites impostos pela ética e caridade cristãs, por parte da uma e da ausência de qualquer critério, da outra parte - o melhoramento vibratório ou a deterioração do já fragilizado astral terreno.
Não foi muito difícil para Satã e suas hostes provocarem a Primeira Guerra Mundial, trabalhando sutilmente nas entrelinhas das pobres paixões humanas.
Mas, em 15 de abril de 1919 - dia negro da história planetária -. o mundo assistiu à aparente derrota da postura nobre do presidente dos estados Unidos da América, Woodrow Wilson, que galhardamente vinha se recusando a assinar o acordo da chamada paz dura em vez da paz justa.
O mundo saía estupefato de uma guerra que ninguém entendia, porém todos viviam as suas absurdas e horrendas conseqüências, através da dor, do sofrimento e da morte de tantas pessoas.
Dentro do desespero planetário. o grito dado pelo Presidente Wilson de "não mais guerra" foi prontamente absorvido, entendido e aceito por todos os terráqueos.
Os conflitos que até então levaram a uma luta fútil e inconseqüente por matérias-primas, mercados e territórios, adquiriam um significado maior, como se o sofrimento de toda uma geração tivesse ao menos servido para que jamais outra guerra infame tornasse ao ambiente terrestre.
O pagamento das indenizações ou reparações de guerra, a discriminação das novas fronteiras, eram, no entender do homem Woodrow, assuntos para peritos e comissões que trabalhariam conforme os critérios acordados no pós-guerra. O que os dirigentes das nações tinham a fazer, era criar e estabelecer a paz perpétua, ou seja, a paz justa e não a paz dura.
O mundo torcia para que a causa de Wilson encontrasse guarida na postura política dos demais líderes mundiais. Se assim fosse feito, a estrada da paz não mais passaria através do terror e da guerra, porque ela seria garantida por acordo entre as partes e pela fé no grande reino da lei.
Mas as dificuldades e os melindres das conveniências políticas dos detentores do poder temporal prevaleceram sobre a lucidez daquele homem invulgar que queria que o direito prevalecesse sobre o poder, o ideal sobre o real, as expectativas do futuro sobre as conveniências menores do presente.
Acusado de sacrificar o mundo real a uma utopia particular, Wilson recuou com o coração pesado e a consciência inquieta. A paz verdadeira fora relegada a outros tempos.
Uma nova e desesperada estratégia das trevas estava em curso com vistas ao futuro próximo. Os mais empedernidos dos espíritos que no passado atlante haviam promovido as hecatombes que levaram os seres terrenos a recomeçarem praticamente tudo de novo, estavam começando a se congregar nos ambientes espirituais próximos a Europa, que era o centro do mundo à época dos fatos.
A região da Alemanha havia sido escolhida - por questões de afinidade vibratória com o passado recente dos que ali haviam vivido - para receber aqueles espíritos que, intimamente, sempre desejaram e ainda esperavam a graça de serem liderados por um "supermandatário", no caso, um super-líder que os guiasse, para onde ninguém havia chegado: ao sonhado e perseguido domínio planetário.
Teriam, portanto, o seu "Fuher" - pai da nação alemã, pois foi assim que ele foi visto no princípio - que nada mais era do que a personificação humana dessa vontade. Em outras palavras, como descrito nas tradições secretas de certa codificação, "o verbo da dominação se fez carne e entre os homens habitou e exerceu o seu jugo até onde lhe foi permitido". O seu espírito havia sido habilmente treinado para isso durante muitas encarnações por um professor muito eficaz que desejava, a qualquer custo, manter a Terra dominada dentro dos padrões vibratórios impeditivos à reintegração. Satã.
Com a Segunda Guerra veio uma das maiores estratégias organizadas pelas trevas visando a desagregação total de certas forças planetárias e a tentativa de concentração de poder temporal em torno de um núcleo que pretendia exercer - através de reencarnações programadas para tal fim - o controle vibratório da Terra por muito tempo.
Tempos depois, as hostes satânicas se aproveitaram de um profundo instante de rebeldia planetária e da pouca vigilância de muitos e semearam a quarta e última estratégia com vistas à perturbação geral planetária: o chamado sexo livre e inconseqüente quanto à possível reprodução e o uso de drogas como uma "coisa moderna".
Foi, verdadeiramente, um caos vibratório jamais observado nos ambientes astrais terrestres. Não fora os bolsões de luz e de amor emanados do trabalho de Mahatma Gandhi, do Espiritismo, tendo como foco maior a obra esclarecedora através do amor e esforços inigualáveis de Francisco Cândido Xavier, da expansão da consciência do reto proceder budista pelo planeta, a atuação precisa e amorosa de João XXIII desfazendo muitos grilhões trevosos em tomo da cultura religiosa cristã, da firme e desconhecida - para muitos no Ocidente - componente vibratória gerada por um emissário do Mais Alto às terras da Índia, o irmão Sai Baba, e tantos outros trabalhadores das hostes da Luz, congregados em muitos segmentos do mundo, alguns conhecidos, a maioria anônima, a situação terrestre teria piorado a tal ponto que, simplesmente, o isolamento cósmico continuaria por muito mais tempo.
Assim que o astral planetário novamente atingiu uma condição mínima de equilíbrio energético que possibilitasse o incremento de uma nova programação melhoradora, as hostes extraterrenas do Mestre se posicionaram na órbita de um dos planetas do sistema solar. De lá, acompanham e se deixam perceber por outras poucas equipes siderais que ainda buscavam convidadas pela perigosa situação vibratória planetária - se aproveitar da pouco edificante condição energética dos habitantes terrenos para dominar-lhes certas emanações psíquicas como, também, a realização de experimentos desagradáveis e doações de alguns componentes biológicos à revelia da vontade "dos escolhidos".
Ao perceberem o "estacionamento estratégico" de diversas naves capelinas próximas à Terra, essas equipes se retiraram pouco a pouco dos ambientes terrenos.
É como se o nosso planeta tivesse algumas estradas que o ligassem às rodovias cósmicas mais próximas e, em cada um dos entroncamentos desses caminhos, as frotas capelinas tivessem simplesmente estacionado algumas naves, mesmo sem nada fazer. Entretanto, quem quer que se aproximasse ou se afastasse da Terra, obrigatoriamente perceberia a presença da maior força sideral existente nesta parte do cosmos.
Talvez pelo fato de não saberem exatamente o que pretendem essas hostes luminosas e, em caso de dúvida e para evitar problemas para eles mesmos, esses seres extraterrenos - que poderíamos chamar de "aproveitadores" de certas fragilidades da humanidade aqui congregada - resolveram se afastar de vez do complicado mundo terrestre.
Para termos idéia do problema, somente em 1989 o controle foi estabelecido. A partir de então, apenas as equipes autorizadas, com raríssimas exceções que ainda ocorrem pelo simples fato da Terra ainda não ter sido oficialmente reintegrada ao circuito da convivência fraterna, podem se aproximar do planeta.
Por volta do ano de 1992, eram, aproximadamente, noventa equipes distintas que interagiam discretamente com a vida terrena, todas elas sob a coordenação amorosa das forças capelinas. Apenas duas outras se atreviam, até pouco tempo atrás, a se imiscuírem em certas atividades terrenas com vistas a objetivos próprios.
Ao que julgamos estar informados, em termos de potências extraterrestres, todas as que no momento estão próximas à Terra são seres congregados em torno da ajuda cósmica a seus infortunados irmãos terráqueos.

VI. redenção espiritual


CAPÍTULO DOIS
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