ReintegraçÃo cósmica. (Integral dos três livros juntos )



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Esforço Atual.

Há um certo mistério que, talvez, jamais venhamos a perceber em toda amplitude.' Referimo-nos ao fato de que, na atualidade, estão reencarnados exatamente aqueles espíritos que, na época em que o Mestre esteve encarnado, O fizeram sofrer, O crucificaram, O traíram, dificultaram o desempenho de Sua missão, estiveram relativamente próximos ou mesmo muito próximos ao Mestre mas nada ou pouco fizeram no sentido de desenvolver algum trabalho missionário ou outra atitude qualquer pró-ativa para ajudá-Lo ou divulgar o Seu testemunho.


Por que, especificamente esses espíritos estão reencarnados e envolvidos no presente trabalho de esclarecimento planetário?
Que laços estranhos reúnem aqueles que tiveram a oportunidade de conviver com Ele em alguns momentos de Sua vida terrena, como se a oferecer uma espécie de última oportunidade de prestarem serviço na Sua seara redentora, neste fechamento de ciclo cósmico que ora se encerra com a chegada do terceiro milênio.
Por que não estão reencarnados neste instante planetário tão importante aqueles que, de forma heróica, deram suas vidas e seus esforços pelo Mestre Amado e Sua doutrina? Por que são esses heróis que hoje formam a equipe espiritual-astral que ajudam, dos ambientes próximos à Terra, os pusilânimes e fracassados de outrora?
Maria, José, João Batista, os evangelistas, os onze apóstolos que realmente se dedicaram às tarefas que o Mestre lhes solicitara, José de Arimatéia, Ananias, Estevão e tantos outros, por que esses espíritos não reencarnaram em momento tão crucial para o planeta?
Por que esses verdadeiros apóstolos e discípulos de primeira hora hoje encontram-se, todos eles, na condição de seres de outros orbes ou de espíritos luminares?
Muito simples: adquiriram o mérito espiritual de conviverem em realidades existenciais bem mais desenvolvidas e de voltarem a conviver com a pessoa do Mestre, inclusive nos ambientes de Capela, de onde um dia sentiram-se obrigados a se afastarem devido ao complicado nível das vibrações espirituais que então os caracterizavam.
Ao que tudo indica, parece existir uma lei evolutiva que dispõe da obrigatoriedade de uma coletividade de espíritos levantar-se por si mesma, ou seja, o soerguimento moral de seus pares - mesmo com a ajuda que recebem de fora - será sempre uma conquista e, portanto, efeito dos próprios méritos.
Mais complicado ainda se torna quando esses espíritos já desperdiçaram inúmeras oportunidades de ação redentora. Nesses casos, é como se perdessem a componente moral de crescer pelos próprios esforços já que tal não conseguem fazer. Assim sendo, são passíveis de serem ajudados por outros seres por pura misericórdia da Deidade e de Seus prepostos que não tinham nem têm a obrigação de saírem de suas moradas luminosas para mergulharem em verdadeiros infernos tendo, ainda, como pagamento, a ignorância e a violência por parte daqueles a quem vieram ajudar.
Por isso, aqueles espíritos que, através do esforço e mérito pessoais, vão conseguindo atingir marcos vibratórios mais elevados após cada reencarnação, chegam a um ponto em que se vêm obrigados a se dirigirem a outras moradas celestes, desligando-se vibratoriamente, do mundo ao qual estavam presos por força do passado. Quando isso ocorre, cabe aos espíritos que ainda não conseguiram limpar as próprias consciências diante das leis e dos padrões evolutivos do cosmos, uma espécie de obrigação moral de desenvolverem os melhores esforços para se libertarem de situação existencial tão degradante.

Se sempre os outros vierem fazer por nós aquilo que nós próprios podemos fazer, que mérito teremos a acrescentar às nossas condições espirituais?


Este é o nosso problema. O que tem que ser feito deverá ter como instrumento dessa ação não os que, por mérito pessoal, já se libertaram dos grilhões cármicos do passado equivocado, mas sim, aqueles que ainda estão a contribuir com o atual estado das coisas do mundo terreno e nele estão inseridos. Assim é em todo o cosmos.
Portanto, esses espíritos não mais reencarnarão na Terra - a não ser em situações excepcionais - mas o trabalho terá que ser feito de todo modo. Mas, por quem?
Dizíamos de um certo mistério pelo fato de estarem reencarnados no presente momento exatamente aqueles que estiveram com Jesus em alguns momentos de Sua vida e que nada fizeram de positivo e que, na atualidade, tentam algo fazer no campo do esclarecimento fraterno. E se afirmássemos que foi exatamente com os membros das famílias Val e Yel, que foram exilados nos tempos luciferianos, que o Mestre escolheu trabalhar como aqueles que lhe estariam mais próximos quando viesse à Terra?
Além disso, após consumada a Sua primeira vinda à Terra na personificação de Jesus, quando viveu entre milhares de membros de centenas de famílias espirituais que vieram exiladas no passado, os quais estavam, naquela oportunidade, reencarnados, sem terem a menor consciência dos fatos - mas Ele tinha - o Mestre resolveu que aqueles que O trespassaram, como escrito no Apocalipse, que O prejudicaram, que O traíram, enfim, que não O reconheceram, estivessem reencarnados para quando Ele aqui retornasse.
E mais ainda, além de estarem reencarnados, foram, desde então, convocados para trabalharem pela Sua doutrina amorosa e participarem ativamente dos preparativos para a Sua Segunda Vinda.
Fato é que, desde o momento em que o Mestre decidiu encarnar na Terra, porque aqui estavam congregados os mais recalcitrantes e tudo o que restava da rebelião de Lúcifer e. para isso. todos os esforços de Sua assessoria convergiram para criar uma estratégia que possibilitasse a Sua encarnação.
Quando, portanto, Abraão - que era um dos membros menos complicados da família Yel apareceu no contexto terrestre, com ele vinha implícita a decisão do Mestre de que, dentre as muitas famílias de exilados, Ele resolvera trabalhar, naquele mister, principalmente com os membros das duas famílias já referidas.
É obvio que em outros trabalhos e diversas oportunidades de ação redentora para os exilados, o Mestre trabalha e convida para a cooperação fraterna em diversos campos da luta existencial terrena, membros de muitas outras famílias de exilados com vistas ao desenvolvimento das tarefas.
Apenas a título de exemplo, a maioria dos personagens que estavam reencarnados no tempo de Alexandre Magno e que trabalhavam nas administrações das cidades do império que se formava; depois, na Roma antiga, ao tempo de Tibério e Calígula, investidos das mesmas obrigações; ao tempo de Carlos Magno, ajudando a reorganizar o mundo disperso e, mais recentemente, em dois episódios atuais, quais sejam, a criação entre a Bélgica, a Holanda e Luxemburgo da Benelux e a unificação européia, são os mesmíssimos espíritos pertencentes a uma outra família de exilados de Zian que, a seu turno, será nominada.
Há ainda uma outra, proveniente do planeta Dan, também no sistema de Capela, formada por alguns milhares de indivíduos que, na sua grande maioria, vem reencarnando no seio da Igreja Católica, desde o século XVIII, doando os seus melhores esforços para cada vez mais dignificá-la e honrá-la nos seus mais nobres objetivos.
Existe outra, no caso proveniente de um dos mundos de Antares, que, estrategicamente espalhada pelo planeta nas diversas reencarnações dos seus membros, trabalha incessantemente pelo fim da intolerância racial. Esse trabalho vem sendo objetivo dos esforços por parte dessa família durante os últimos dois séculos após decisão tomada na espiritualidade pelo conjunto de seus membros.
Sabe-se, também, que um grande conjunto espiritual de seres que foram exilados do sistema de Tau Ceti, desenvolve, desde o início do século XX, trabalhos no campo da medicina, especialmente em países subdesenvolvidos.
A bem da verdade, são milhões de famílias espirituais de diversas origens planetárias que forneceram exilados durante a rebelião de Lúcifer que terminaram por se congregar na Terra.
São, portanto, inúmeros os grupos de trabalho que, quando convocados pelo Mestre ou mesmo por iniciativa própria, resolvem congregar seus membros em tarefas específicas nesse ou naquele campo da luta redentora do gênero humano.
Não há um só homem ou mulher na Terra que não esteja vinculado a um grupo espiritual que normalmente se reúne nos ambientes espirituais ciclicamente para avaliar o andamento dos trabalhos conforme os objetivos pretendidos. Medem-se o esforço e a condição de cada um de seus membros diante do contexto geral da família e as possíveis providências para os ajustes necessários.
Ocorre, entretanto, que certos membros, por se encontrarem em situações existenciais bastante complicadas, às vezes ligados às forças trevosas, não conseguem participar dessas reuniões que fortificam os espíritos de todos os que se fazem presentes. Outras vezes há que, membros de outras famílias são convidados - porque há diversas famílias que possuem afinidades vibratórias desde há muito e, não nos enganemos, o congraçamento e intercâmbio cósmico é ocorrência comum em todos os quadrantes do cosmos - para a troca de experiências e conversação fraterna.
Normalmente nem todos os membros de uma família reencarnam ao mesmo tempo num mesmo instante histórico. Sempre permanecem alguns na espiritualidade para de lá ajudarem os irmãos e irmãs que estão reencarnados.
As reuniões que ocorrem contam, portanto, com a participação dos que estão desencarnados e mais a daqueles que, no estado de reencarnados, quando do aniquilamento parcial do cérebro físico-temporário através do sono, deslocam seus espíritos para os ambientes onde acontecem esses encontros.
Muitas vezes, quando despertos no dia seguinte, alguns têm a sensação de terem estado em uma grande reunião, com pessoas amigas, mas das quais não conseguem se recordar. Isso ocorre porque quem as conhece é a mente eterna do espírito de outros tempos e de vidas passadas e não a mente física-temporária, que nasce e morre com o corpo transitório. Como a lembrança daquela não cabe nesta, ocorrem as sensações e lembranças fugidias que são, normalmente, distorcidas.
Há momentos históricos de grande magnitude em que muitos membros de diversas famílias de exilados participam como personagens. Outras vezes há que, a loucura de um só, quando investido do poder temporal, consegue perturbar a paz de milhões de seres de diversos núcleos de exilados e, tais ligações cármicas, demoram toda uma eternidade - muitas reencarnações - para se ajustarem. Mas, esse é um tema tão complexo que necessita espaço próprio para ser desenvolvido o que, seguramente, ocorrerá no futuro.
No caso específico das famílias Yel e Val, talvez por terem sido, no caso da primeira, foco de propagação de todo um problema que ora se encerra com a reintegração da Terra à vida cósmica e, a segunda, pelo fato de seus membros também terem se complicado bastante, foram as mesmas convocadas para esse mister, quem sabe se numa espécie de misericórdia para diminuir a vergonha e a inquietude que até hoje estão incrustadas no íntimo desses espíritos? Se no passado eles foram fator de desagregação, no presente têm que servir como elo de união. Não há outra maneira de evoluir. Por isso o Mestre os convocou.
Os membros dessas famílias, em diversas oportunidades da história terrena, fracassaram de forma absurda em certos momentos cruciais para toda a coletividade planetária Mas, não foram somente os membros desses dois grupos espirituais que falharam fragorosamente em muitas das diversas oportunidades reencarnatórias que tiveram. Todas as famílias de exilados falharam enormemente até a época do Cristo. Depois do Seu testemunho, ou seja, há apenas dois mil anos, é que, de forma geral, todos os grupos começaram a melhorar, um pouco que fosse, o seu desempenho desde então. E o mundo ainda está do jeito que está. Imaginemos, pois, quanto ainda falta ser feito.
Dessa forma, desde Abraão que membros das famílias Yel e Val, que conseguiram se desvincular de maiores pesos cármicos, vêm reencarnando dentro de programas encarnatórios que objetivam e possibilitam o desenvolvimento de esforços com vistas a tornar possível, um dia, a reintegração cósmica da Terra. E este dia chegou.
De Abraão a Moisés, uma etapa desse trabalho. De Moises à primeira vinda do Mestre, outra. Do Seu testemunho terreno ate a Sua Segunda Vinda, a última e, exatamente com ela, se consuma a reintegração da T erra à convivência com outros orbes.
Desde Abraão, portanto, que os membros de muitas famílias espirituais de exilados e, de forma especial, os das famílias Yel e Val, vêm ciclicamente reencarnando, com seus diversos sucessos e fracassos, procurando algo contribuir para que se encerre esse período de isolamento cósmico que tantos males trouxe para todos nós.
Aquelas individualidades que já conseguiram registrar nos seus currículos espirituais uma folha satisfatória de serviços prestados à causa do Mestre, ao longo das muitas vidas, já consumaram suas participações cármicas e de compromisso no mundo dos encarnados e receberam o grande prêmio da redenção espiritual na época em que o Mestre esteve encarnado entre nós. Desde então, somente em missões especiais ou tarefas de cunho pessoal, essas individualidades encarnam. Normalmente elas ajudam e assistem com a potencial idade dos seus espíritos aos que ainda permanecem congregados no orbe terrestre, dos próprios ambientes existenciais em que estejam inseridos e deles se deslocando, para a Terra, sempre que possível, para ajudar in loco, na medida das nossas possibilidades em receber ajuda.
Apenas a título de observação, podemos afirmar que, muitos dos atuais trabalhadores que estão no meio cristão vinculados ao catolicismo (na Itália e no Brasil de forma especial), ao espiritismo (no Brasil) e em algumas Igrejas Protestantes (no Brasil, nos EUA e na Alemanha); alguns cientistas (no Brasil, nos EUA, na França e na Rússia); alguns políticos (no Brasil, na República Tcheca, na Rússia, nos EUA e em diversos países do Oriente Médio); artistas em geral (no Brasil, na Inglaterra, nos EUA e na Itália); e aqueles que, pouco a pouco, irão se congregar no grande processo de reintegração cósmica do nosso planeta, nos muitos campos da boa luta e do bom combate do esclarecimento ante a ignorância de uns e o fanatismo de outros, pertencem às duas famílias anteriormente citadas.
Entretanto, é bom que seja ressaltado que, muitos membros de outras famílias também já estão trabalhando no processo e outros ainda virão porquanto objetivo de toda comunidade planetária.
O interessante é que normalmente esses esforços eram - até a primeira metade do século XX desenvolvidos no seio de algum movimento doutrinário já em andamento ou, simplesmente, na formação de novos focos de esclarecimento como foram os casos da Reforma Protestante, da Codificação Espírita e de outros.
Entretanto, atualmente, é desejo do Mestre congregar todas as suas ovelhas com vistas a um só objetivo que é o da reintegração cósmica e da Sua Vinda e tudo o que com esse processo se confirma em termos de passado, presente e futuro. Mas, vale lembrar que, cada ovelha que já esteja vinculada a alguma religião nela deve continuar a desenvolver os seus esforços de melhoramento íntimo pois esse é o único fator realmente necessário. Portanto, ninguém precisa mudar de credo religioso ou mesmo arranjar algum. Tudo o que necessitamos é do esforço íntimo para esclarecer e melhorar a nós próprios.
Infelizmente, existe uma postura íntima de caráter primitivo que ainda caracteriza boa parte da raça humana, que é a da intolerância religiosa. Esse veneno faz com que os seguidores de uma determinada religião não possam interagir com os ensinamentos de outra e, tudo o que surge de uma doutrina religiosa é, de pronto, combatido pelas demais.
Diante disso, perguntamos: se é desejo do Mestre congregar a todas suas ovelhas como é que o trabalho de esclarecimento e preparação de Sua Vinda poderia ser feito por membros dessa ou daquela religião?
Por isso que o presente trabalho de esclarecimento está sendo desenvolvido de forma independente com todas as dificuldades próprias inerentes à vida atual, ou seja, sem estar vinculado a esse ou aquele credo para tornar possível, no momento em que o Mestre o desejar, o conhecimento por parte de todos os que se permitirem serem informados do que está para acontecer.
Em outras palavras, diríamos que, devido à intolerância religiosa, os atuais esforços de semear a noticia e os esclarecimentos pertinentes à Segunda Vinda do Mestre Jesus não poderiam estar contidos sob o jugo de algum segmento religioso porque, se assim fosse, somente os fiéis daquele segmento se preparariam para o evento e aquela religião se afirmaria - devido a pouca vigilância moral dos seus pares - como sendo a única verdadeira sendo, as demais, destituídas de qualquer significado e todo aquele proselitismo que não mais cabe no atual momento planetário.
Se o Mestre escolhesse qualquer segmento religioso terreno - em detrimento de outros - para fazer esse trabalho Ele estaria acabando com a base psicológica da crença de muitos e estes ficariam sem cheio para pisar ocorrendo, com isso, quedas morais e implosões espirituais gravíssimas. Ele jamais faria isso E, portanto, para não enaltecer a um só segmento religioso e não derrubar os demais - até porque todos foram encomendados pelo seu Coração Augusto de Pastor Cósmico - é que foi tomada a decisão de que, os que fossem reencarnar para dar os passos iniciais no processo de esclarecimento, deveriam beber de todas as fontes da sabedoria religiosa terrena sem, no entanto, estar vinculado a nenhuma delas. Era a única maneira possível diante da desagregada realidade espiritual terrestre.
Se fosse feito por algum segmento religioso, de pronto seria rechaçado pelos demais no que concorda o autor terreno da presente obra de esclarecimento. Mas, da forma como está sendo feito, corre o risco de ser rechaçado por todos e isso sempre foi motivo de angústia para o aflito escrevente destas linhas. Mas, segundo a Espiritualidade, mesmo que isso venha a ocorrer, será apenas até enquanto o Mestre assim o permitir porque, depois que Ele chegar, a estratégia escolhida pelo Mais Alto surtirá os efeitos pretendidos. Até lá, é aguardar com a convicção íntima de não estar fazendo mal ou prestando algum desserviço a quem quer que seja. Um pouco mais e tudo será esclarecido. Isso é o que nos conforta.
Atualmente, pelo que nos foi informado, da família Val estão reencarnados 248 membros e da família Yel, 957. Desse total de encarnados, até o presente momento em que estas linhas estão sendo escritas - junho de 1996 - apenas 56 dos acima referidos têm conhecimento do que já está ocorrendo e do que está para ocorrer. Espera-se que pelos estranhos caminhos da vida a presente mensagem encontre guarida nos corações de alguns que lerão estas páginas se sentindo surpresos porque, por mais estranhas que possam parecer algumas informações aqui veiculadas, não surpreenderão àqueles espíritos para os quais nada disso é novidade.
É sempre bom recordar que a mente espiritual sabe de coisas que o cérebro físico não conhece. Porém, quando este último entra em contacto com certas informações que já são de conhecimento daquela, o espírito, como um todo, vibra de forma a se afinar com amigos e sensações provenientes de outros ambientes existenciais.

Apenas a título de finalização deste capítulo com o objetivo de dar continuidade à história espiritual dos quatro personagens referidos desde o início do livro, Val Ellieh, Val Elliah, Val Ellam e Yel Liam estão, no momento, encarnados como homens do mundo, com suas dificuldades e hesitações normais em qualquer ser humano, mas, todos já plenamente cientes dos fatos e trabalhando - além de suas atividades profissionais de sobrevivência material - nos primeiros passos que estão sendo dados com vistas ao processo de reintegração cósmica da Terra.

VI. redenção espiritual
CAPÍTULO TRËS

Trabalhos Futuros

Tendo, portanto, como pano de fundo, um cenário de muitos erros, equívocos e distorções e, somente alguns poucos acertos, frente ao que de nós era esperado pela espiritualidade Maior, o grupo de exilados de Zian - a exemplo dos demais - está mais uma vez envolvido no trabalho que visa a espiritualização planetária.


Reencarnados no seio de alguns segmentos religiosos, dentro de algumas correntes filosóficas, realizando trabalhos no campo científico e desincumbindo-se de algum mandato ou função política, estão os membros desse grupo em esforçado trabalho de regeneração interior com a conseqüente postura fraterna de bem servir à comunidade na qual estão inseridos.
Alguns poucos, numa postura mais abrangente, trabalham na tentativa de sensibilizar e demonstrar aos demais irmãos e irmãs que se encontram no orbe terrestre, a importância estratégica de percebermos a nova ótica que doravante servirá de ponto de apoio para o entendimento de tudo o mais que nos cerca, que é a ótica cósmica.
Dos ambientes espirituais, aqueles do grupo que não estão reencarnados no momento, fornecem, fraternalmente, no papel de espíritos desencarnados, apoio concreto e estratégico a nível de acompanhamento, apoio, este, essencial ao bom desenvolvimento de qualquer trabalho, por mais simples que seja, a ser realizado no mundo dos encarnados.
Independente do ambiente existencial em que estejam congregados, nesse ou naquele momento, todos os membros dessa grande família capelina - à exceção de uns poucos que ainda estão profundamente envolvidos com questões cármicas bastante complexas - trabalham, na medida de suas possibilidades, visando ao progresso do orbe terrestre.
Nesses esforços estão envolvidos apenas aqueles espíritos que já estão mais ou menos libertos de grandes débitos espirituais diante das leis de causa e efeito. Explicando melhor, chamamos, nesta obra, de "grupos de trabalho", apenas aqueles cujos membros não reencarnam apenas para saldar dividas passadas que envolvam grande monta de energia espiritual frente aos atos infelizes praticados no pretérito. Os membros ativos desses grupos com missões de esclarecimento e alavancagem do progresso terreno, recentemente já terminaram de saldar as suas grandes contas frente à Contabilidade Divina.
O que estamos, portanto, afirmando, é que, no atual momento planetário, há milhares de grupos específicos de pessoas que têm origem nos mundos que para a Terra forneceram exilados, que trabalham em todos os campos da sociedade humana, na sua grande maioria ainda sem terem conhecimento de sua origem celeste. E que esses espíritos, apesar de já razoavelmente desenvolvidos a nível espiritual, são ainda bastante passíveis de erros, em especial de distorções que cometem quando no desempenho de funções políticas e religiosas.
São, na realidade, os espíritos mais velhos e experientes - portanto, os mais complicados - dos bilhões de espíritos que estão congregados no orbe terrestre.
Complementando as informações, diríamos que todos os espíritos que reencarnam no ambiente terrestre, atuam, basicamente, com vistas a atingir resultados em cinco campos vibratórios distintos, tendo maior ênfase num ou noutro, conforme o seu marco evolutivo e a sua capacitação espiritual. São eles:
1. Pagamento de débitos e expiações.
2. Desenvolvimento melhoramento e reforma interior, ou seja, conquistas espirituais.
3. Provas e testes das conquistas espirituais realizadas.
4. Trabalhos específicos e localizados.
5. Missões de caráter regional e global.
Há espíritos que devido a sua baixa condição vibratória e ao grande número de débitos a serem saldados em muitas vidas, mal conseguem realizar incursões encarnatórias fora do primeiro campo vibratório. Isso ocorre, até porque, devido as muitas tendências e inclinações inferiores das quais ainda são portadores, normalmente contraem novos e perigosos débitos a cada tentativa reencarnatória.
São exatamente esses irmãos infelizes que não mais estarão congregados no orbe terrestre, nos próximos séculos, porquanto sofrerão processo de exílio.
Outros, mesmo ainda tendo débitos mais suaves a serem saldados, conseguem atuar positivamente em diversos setores da luta planetária, realizando ao longo de cada reencarnação, trabalho redentor no campo das expiações menos dolorosas, melhorando-se intimamente. E, por já possuírem certas conquistas em vidas passadas, põem-se em prova, nessa ou naquela situação específica e, quando obtêm sucesso, chegam a desenvolver trabalhos de extrema utilidade para a comunidade em que estão inseridos. Estes formam, no atual momento terrestre - mesmo que distribuídos em diversos subníveis de consecução das tarefas espirituais -, a grande maioria da população do orbe.
Mas, quem desliga, há de ligar. Quem desfaz, há de fazer. Quem desagrega, um dia há de unir.
As famílias Val e Yel, muito mais que as outras, se sentem responsáveis por tudo o que ocorreu. Existem ainda diversas famílias dos mundos de Capela que, se comparadas com as de outros orbes, também tinham a graça e o privilégio de conviverem mais de perto com o Mestre, e da mesma maneira se sentem, também, responsáveis por muito do que aconteceu.
Pena que não possamos, no momento, descrever as histórias de algumas outras famílias capelinas e de outros sistemas que, sob outros contextos, tiveram também a graça de com Ele conviver. Cada página dessas narrativas cósmicas são verdadeiras lições que mostram o quanto erramos no passado e a inexorabilidade dos acontecimentos que hoje enfrentamos.
Pertence, de fato, a todas as famílias capelinas muito mais que as de outros sistemas de mundos - a responsabilidade pelo ocorrido nos tempos de Lúcifer. Por isso, todos os membros desses grupos espirituais, esforçam-se, no presente, para estarem aptos a edificar, no futuro terrestre, o que destruíram no passado: diversos colegiados planetários que governavam os mundos.
Por onde os rebelados iam passando na sua longa e penosa rota de exílio espiritual até chegarem à Terra, deixavam, indelevelmente, registradas as marcas do orgulho e da desagregação, levando, com isso, diversos mundos à derrocada.

Destruíram governos planetários; semearam a discórdia; criaram disputas onde antes existia a concórdia; acabaram diversas unidades da política celeste em nome dos mais tresloucados valores.


Se destruíram, é da lei que agora construam.
No próximo século, a partir de um determinado momento em que, o jugo amoroso do Mestre decidirá o início do processo de visitação das delegações de outros orbes ao nosso planeta, a Terra não mais poderá apresentar a marca política que hoje ainda a caracteriza diante do cosmos: uma coletividade planetária de seres sem a devida consciência da unidade cósmica que representam.
Na atual situação geopolítica do nosso planeta, a qual dos governos terrenos deveria se dirigir uma delegação de seres de outros orbes? Com quem falar e negociar projetos de ajuda mútua se os interesses dos atuais governos da Terra estão mais próximos da mesquinharia do que da fraternidade? Não, necessariamente, por maldade. Mas, simplesmente, por ignorância e atraso espiritual. Ou achamos que cada raça extraterrena deveria escolher um dos países para com ele trocar experiências? Os nossos irmãos de outros orbes jamais se submeteriam a processo tão primitivo que nenhum saldo positivo traria.
Os governos das diversas nações terrestres existirão durante muito tempo. Não se espera nem se pretende que esses deixem de existir. Ao contrário. Espera-se, sim, que além deles, exista uma verdadeira União Organizacional das Nações que, realmente detenha a necessária legitimidade para representar a Terra diante das civilizações cósmicas.
A Organização das Nações Unidas poderá muito bem vir a ser esse órgão colegiado mas, não da forma como ela hoje se porta, apesar do esforço de muitos dos que nela labutam.
Enquanto a ONU for apenas o reflexo do jogo de poder das elites mundiais ela jamais terá a necessária capacidade de, enquanto colegiado maior do planeta, influenciar os caminhos do nosso mundo, servindo não só como ponto turístico aos que vão à Nova York ver o seu belo prédio. Por fora, realmente, é muito bonito. Mas, e por dentro?
Até quando, o que era para ser um foro político-humanístico, com autoridade moral para dirigir os esforços mundiais para a boa luta dos direitos humanos, da mediação política em momentos críticos, do bom combate contra todo tipo de intolerância que viesse a ferir os direitos por ela defendidos, advogar a diminuição dos efeitos da miséria decorrentes do processo de concentração de renda nos países mais ricos em detrimento dos mais pobres, será mais um sepulcro caiado arquitetado pelos interesses farisaicos da política mundial?
Onde a luta pelos direitos da mulher? Qual o papel da ONU diante das migrações descontroladas, dos novos assentamentos humanos que estão ocorrendo, enfim, diante do número de refugiados que cresce a cada dia? E quanto à questão ambiental, como a ONU está participando desse processo de discussão? Será que consegue coordenar ao menos as conversas preliminares em torno do assunto ou o mesmo está sendo negociado de forma unilateral? E o desarmamento nuclear, o que pode a ONU fazer, da forma como hoje se apresenta, para levar adiante a consecução dos passos que já foram dados e a edificação de outros novos que urgem serem acordados?
Ou os novos tempos invadem os espíritos dos governantes terrestres para que permitam que a ONU se prepare para o século XXI ou, simplesmente, o futuro virá, lenta, porém, seguramente, com ou sem a ajuda dos que muito poderiam fazer para fortalecer o único colegiado superior que temos na Terra.
Precisamos, todos, fortalecer a ONU ou algo que a ela se assemelhe porque, a diversidade terrestre é de tal ordem que é impraticável a expectativa, a curto prazo, das diversas nações terrestres confiarem num governo único pondo fim às administrações locais. Isso não ocorrerá. O que precisa, sim, ser criado é um novo espírito para a ONU ou, em última instância, um outro colegiado que, além de refletir os diversos agrupamentos terrestres, possa, também, influenciá-las e bem representar toda essa diversidade que nos caracteriza, diante do cosmos.
As famílias capelinas, que se sentem responsáveis por parte dessa questão, já começam a se envolver, de forma estrategicamente planejada, com outras famílias de exilados, para preparar o planeta para os tempos que virão.
É objetivo maior e expectativa de todos que, em futuro breve, todas as correntes de exilados se façam representar nesse grande corpo que ora se forma para lutar por um mundo melhor.
Sem lutas revolucionárias, porque dessas já estamos todos cansados. É possível que não haja, em nenhum recanto do cosmos, uma coletividade planetária que, ao longo de sua história, tenha promovido tantas revoluções e guerras como o caso da terrestre. E erramos sempre. Mesmo quando o objetivo era nobre os instrumentos utilizados diziam do nosso estado de barbárie espiritual. Derrubamos vários monstros e terminamos por entronizar outros tantos. O nosso objetivo de luta quase sempre esteve equivocado:
lutávamos para modificar os sistemas políticos reinantes, as leis, as estruturas sociais, esquecidos de que, nada disso funciona a contento, se não houver um melhoramento do próprio ser humano.
As grandes revoluções ocorrem no íntimo das pessoas, exatamente onde Jesus e tantos outros semearam os tempos do porvir com toda a suavidade e sabedoria dos Seus espíritos maravilhosos.
Caberá, portanto, às famílias provenientes dos mundos de Capela a responsabilidade dos primeiros passos para a realização desse grande sonho que é a edificação do grande Ideal de Fraternidade Planetário para que possamos abrir as portas dos nossos corações para a convivência com irmãos e irmãs de outras realidades existenciais.
O trabalho futuro que espera a todos nós que, conseguirmos atravessar este momento de transição entre um passado equivocado e um futuro dadivoso, será exatamente o de produzir condições para que exista um colegiado planetário legítimo na sua autoridade de representatividade cósmica e forte na sua convivência com os problemas da retaguarda evolutiva dos povos da Terra.
Os que já estão reencarnados e outros que ainda virão, na eterna entrada no campo de luta terrestre, serão aqueles mesmos de outrora que, em outros tempos, desligaram a luz dos seus espíritos e agora têm de reacendê-la no íntimo porque somente esta pode iluminar os próprios passos; desfizeram todos os laços fraternos que uniam bilhões de seres em torno de uma coexistência ordeira e fraterna e, no momento, procuram refazer as afinidades de outrora; atuaram como fator de desagregação em todas as comunidades pelas quais passaram e hoje têm que construir a maior das convergências que é a criação de uma unidade planetária diante do cosmos.
É trabalho redentor que espera a todos nós, exilados do passado. Entretanto, é razoável que não esqueçamos que, quem pretende reformar o mundo, deve antes reformar a si mesmo.

VI. redenção espiritual


CAPÍTULO QUATRO
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