ReintegraçÃo cósmica. (Integral dos três livros juntos )



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Marco Evolutivo

Havia um homem entre os fariseus, chamado Nicodemos, que era membro do sinédrio. Certa noite este foi ter com o Mestre e disse-lhe: "Rabi, sabemos que és um mestre vindo de Deus. Ninguém pode fazer esses milagres que fazes, se Deus não estiver com ele". Jesus replicou-lhe: "Em verdade, em verdade te digo, quem não nascer de novo. não poderá ver o reino de Deus". Nicodemos perguntou-lhe: "Como pode um homem renascer, sendo velho? Porventura pode tomar a entrar no seio de sua mãe e nascer segunda vez?" Respondeu Jesus: "Em verdade, em verdade te digo, quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no reino de Deus. O que nasceu da carne é carne, e o que nasceu do Espírito é espírito. Não te maravilhes de que eu te tenha dito:. necessário vos é nascer de novo" (João 3,2-7).


Há dois grandes aspectos nas entrelinhas desse ensinamento do Mestre: o primeiro, refere-se ao processo de reencarnação; o segundo, ao fato de que ninguém evolui espiritualmente se não se melhorar através do esforço pessoal nas muitas oportunidades que ocorrem durante a(s) vida(s).
A resultante de todo os esforços, das conquistas realizadas, dos aprendizados efetivamente praticados, é como espécie de voltagem energética a iluminar cada vez mais a individualidade espiritual.
Da mesma forma que uma lâmpada de 20 velas ilumina pouco e atinge com sua radiação luminosa um ambiente bastante limitado, assim um espírito encarnado que apresenta modesto marco de conquistas no campo da evolução espiritual. Diante do contexto terrestre, possuir essa condição vibratória já é fator de glória e redenção pois demonstra que o espírito já é tendente ao bem, mesmo apresentando um baixo potencial vibratório. O importante é que ele já consegue iluminar a si mesmo e, portanto, iluminar, também, um pouco que seja, o ambiente a sua volta. Nas trevas, a luz desse espírito brilhará como milhões de sóis para os que nela se encontram.
Imaginemos, "agora, uma lâmpada de 100 velas. Iluminará fortemente ambientes bem mais espaçosos. Assim, também, um espírito razoavelmente evoluído que já conseguiu plasmar em si mesmo o brilho das conquistas do esforço pessoal da boa luta e do bom combate consigo mesmo nas muitas oportunidades de aprendizado. Além de já razoavelmente iluminado, sua vibração pessoal atingirá de forma bem mais abrangente o que está ao seu redor, sejam pessoas ou situações. Quando em contato com os umbrais, um espírito desse porte obriga-se a diminuir a sua própria vibração para não cegar ou ofuscar os que lá habitam temporariamente devido à afinidade energética com a desarmonia e o sofrimento.
Elevemos o padrão para uma lâmpada fosforescente com alto poder de radiação luminosa que consegue iluminar um vastíssimo ambiente em torno de si mesma. Assim um espírito bastante evoluído que, por já possuir tão magnífico porte vibratório, dificilmente se deixará perturbar diante das situações desagradáveis. Mesmo vivendo na Terra, seguirá imperturbável na busca do seu próprio caminho de bem servir aos seus irmãos e irmãs em rota evolutiva. Esse espírito consegue mesmo quando encarnado - com sua emanação energética pessoal - iluminar grandes regiões de um planeta envolvendo a muitos dos que ali vivem com suas próprias vibrações. Gandhi fez muito mais do que isso.
Como não será a vibração luminosa do Mestre Jesus? Ele que é uno com o Pai, na Sua condição, por excelência, de Preposto Maior da Deidade, investido da condição majestosa inerente ao estado vibratório do Seu Espírito de Escol, consegue envolver amorosamente a todos os seres que vivem na Terra bastando, para isso, que Ele simplesmente vibre com essa intenção.
A simples presença de Sua pessoa cósmica em ambientes próximos à Terra - desde que Ele assim o deseje - já seria suficiente para que todas as Suas ovelhas sentissem no íntimo de seus espíritos o chamamento do Pastor amado, tão grande é o poder amoroso da Sua condição espiritual.
Assim acontece conforme as conquistas evolutivas empreendidas pelo próprio esforço pessoal da individualidade. Ninguém ilumina nada ao seu redor se, em primeiro lugar, não consegue iluminar a si mesmo. E o processo de auto-instrução, de auto-iluminação requer superações intimas a todo momento na vida do espírito.
O esclarecimento, a instrução, o melhoramento intimo com a conseqüente melhoria da condição vibratória pessoal, somente virão com o dispêndio de muito esforço. Não nos enganemos. Dar vazão a tudo o que nos vem lá de dentro - sem nenhum tipo de controle - é a melhor maneira de continuarmos a ser o que sempre fomos, ou seja, espíritos orgulhosos que se permitem irradiar sobre os que estão ao seu redor, toda a sua triste e equivocada herança do pretérito espiritual, que vem à tona, sempre que nos defrontamos com situações que nos despertem essas tendências e inclinações que nos caracterizam a vida espiritual de há muito.

Quem assim procede, estaciona, e o pior: cria em torno de si mesmo uma espécie de crosta vibratória que impede tanto a luz de fora penetrar no seu íntimo quanto começar a se auto-iluminar, um pouco que seja. E, onde não há luz ocorre a escuridão porque, o que são as trevas se não a simples ausência da luz?


Realmente não nos maravilhemos com o que Jesus nos ensinou pois é necessário que venhamos a renascer tantas vezes quantas sejam necessárias até que conquistemos um estado mínimo, que seja, de aquisição vibratória, que nos permita, tanto a auto-iluminação como a capacidade de influenciar e envolver amorosamente, por pouco que possa ser, o ambiente em que estivermos inserido. Além disso, em cada oportunidade encarnatória, devemos procurar renascer intimamente em cada ocasião de aprendizado que nos for dada ao longo da vida terrena. Quem não procurar fazer isso, simplesmente não conseguirá sequer iluminar-se, um mínimo necessário, para se diferenciar das trevas.
Portanto, cada um de nós tem um marco espiritual ou vibratório que diz respeito a nossa condição evolutiva do momento em que estamos vivendo.
Se a nossa mente se fixa, equivocadamente, em certos aspectos da existência transitória, em detrimento de certos valores eternos que valem em todos os mundos do cosmos, será difícil provocar em nossos próprios espíritos, a condição vibratória tão necessária ao momento presente, para que o entendimento de muitas coisas que estão para ocorrer flua mais suavemente no íntimo de todos nós.
Precisamos melhorar, a todo instante, a nossa própria vibração pessoal, até porque, vamos começar a conviver com pessoas mais evoluídas, vibratoriamente falando, e, para que a convivência se tome mais fácil e proveitosa é mister que o façamos.
Afinal de contas, nós que ainda nos dividimos em brasileiros, alemães, senegaleses, argentinos, angolenses, russos, americanos, judeus, franceses, chineses, etc., vamos começar a conviver com seres que têm a consciência maior da chamada cidadania cósmica.
Por ser um dos assuntos do próximo livro a ser editado não nos aprofundaremos nesse tema que nos é tão atraente. Disso diremos apenas que, qual deve ser a cidadania de uma individualidade espiritual que durante um certo tempo cósmico vive em um determinado planeta; depois, em outro; mais tarde, desloca-se para viver em mais outro mundo e assim sucessivamente? Só existe uma resposta: cidadania cósmica.
Agora, qual a situação de cidadania de um espírito que, por força das leis encarnatórias, encontra-se preso a um determinado planeta e nele reencarna diversas vezes em muitas das suas regiões geográficas, a saber: uma vez no Japão, outra, no Chile, depois no Sudão, mais tarde na Suécia, etc.? Somente se admite uma resposta: cidadania planetária.
Mas, qual o nível de consciência de cidadania que carregamos no íntimo?
Modificar essa situação vibratória de puro equívoco e ilusão é luta incessante que deve nortear o caminho evolutivo de todos nós.
Não faz muito - sideralmente falando - éramos cidadãos cósmicos que, devido aos erros cometidos, fomos congregados, temporariamente, em um planeta que ficou isolado do resto do cosmos. Hoje, continuamos a ser cidadãos cósmicos sem que disso tenhamos, entretanto, o menor vislumbre de consciência. Sequer conseguimos nos imaginar como cidadãos planetários, quanto mais, cósmicos. Mas, essa percepção mudará exatamente na mesma proporção em que venhamos a despir os nossos espíritos de certos valores transitórios profundamente equivocados que ilusoriamente cultuamos como se fossem belos padrões de conduta. Puro atraso de vida espiritual.
Realmente não faz muito que, no planeta Zian, em Capela, o velho mestre codificador, na sede do seu departamento de pesquisa. recebeu um relatório, em placas magnéticas, ainda inacabado, de uma equipe que estava em missão em um belo planeta azul.
Recordava-se, sempre, com carinho, dos seus alunos na arte de codificar. Orientava a muitos grupos de estudantes, entre os quais, um que era formado por cinco membros da família Val. Em especial, lembrava-se de um deles, com quem trocava costumeiramente informações acerca da vida cósmica e dos aspectos evolutivos.

Nunca é demais se refletir a respeito do tempo de vida útil dos diversos tipos e categorias de corpos comuns a cada planeta ou grupo de planetas.

No caso terrestre, a componente celular do corpo humano suporta em média cerca de oitenta giros em torno do Sol. Em 2.030, aproximadamente, a ciência espera que essa expectativa de vida passe a ser de 130 anos. Mas, para o que queremos significar, vamos tomar a média de vida terrena diante das condições reinantes como sendo a de 100 anos ou cem períodos completos de translação do nosso planeta ao redor do Sol.

Extrapolando, agora, essa tese sobre o tempo de vida na Terra para outros mundos, vamos também supor que a vida de um ser em qualquer planeta, duraria, em média, cerca de cem anos no fuso horário de qualquer orbe.


Dessa forma, Netuno, nosso vizinho próximo, para completar um giro orbital completo em torno da nossa estrela, leva cerca de 165 anos terrestres. Se houvesse, portanto, a título de exemplo, vida em Netuno, e supondo um tempo de vida útil para os netunianos de cem giros ao redor do Sol da mesma forma com que fizemos para com os seres terrenos, em termos de nosso tempo, um ser que lá residisse viveria cerca de 16.500 anos terrestres, ou seja, cem anos netunianos. Dez anos em Netuno corresponderiam a 1.650 anos terrestres. Ou seja, sob a ótica do tempo netuniano, o Mestre esteve na Terra há, aproximadamente, doze anos. E sob a ótica do tempo capelino? Pode ter sido ontem.
Vamos, agora, imaginar, que o período de uma órbita completa do planeta Zian ao redor de um hipotético centro gravitacional no sistema múltiplo de Capela, correspondesse ao período de tempo no qual a T erra daria cerca de quatro mil e trezentas voltas ao redor do Sol.
Vamos, também, supor, que em Zian, devido ao avançado nível energético e tecnológico lá existente, o tempo de vida útil de um corpo comum a esse mundo, não fosse, como no caso terrestre, de cem períodos de translação, mas sim, de mil.
Explicando melhor, um ser terráqueo suporta viver cem anos ao redor de sua estrela enquanto que um ser de Zian conseguiria viver mil anos, ou seja, mil voltas planetárias ao redor do hipotético centro gravitacional do sistema múltiplo de Capela.
Da mesma forma como, aqui na Terra, estamos hoje ainda nos referindo, por exemplo, à queda do muro de Berlim, ocorrida há tão poucos anos, lá em Zian, também nos tempos atuais, o chefe do departamento de pesquisa e codificação, ainda aguarda que uma certa família retome para complementar uma tarefa que foi interrompida há algum tempo pois, para ele, o problema que terminou por atrapalhar a consecução dos trabalhos, ocorreu há poucas dias daquele mundo.
Através de um determinado instrumento que na T erra pareceria uma potente "tela de vídeo tridimensional" passa a observar o seu aluno, na atualidade planetária do mundo azul, em pleno ano de 1996, conforme a marcação do calendário terrestre depois do aparecimento de Jesus.
O velho mestre codificador ri consigo mesmo, lembrando-se que, agora, aquele aluno com quem tanto se afinava, estava justamente reencarnado no mundo para o qual, inicialmente, havia se dirigido, atendendo à solicitação do Mestre que objetivava pesquisar a influência de certas vibrações sobre alguns seres aquáticos que ali existiam.
O interessante - pensava ele - é que mesmo sem ter concluído o aprendizado de todas as matérias necessárias à arte de codificar, assim mesmo o seu aluno estava desenvolvendo trabalho de caráter codificador no mundo azul, conforme as circunstâncias ali reinantes. Ah! Como deveria ter experiências para contar, pensava consigo mesmo.
Como são interessantes os caminhos evolutivos, continuava a refletir o codificador de Zian. A equipe Val poderá completar o relatório daqui a mais algum tempo e, agora, com muito mais conhecimento de causa.
Aciona um mecanismo que fecha os registros do relatório inacabado, lembrando-se dos membros Vai com carinho. Recorda-se, também. de Yel Luzbel, seu antigo aluno e parceiro de algumas pesquisas científicas, que estava, agora, trabalhando com todo afinco pela reintegração daquele último planeta rebelado ao circuito da convivência cósmica.
Talvez, pensou ele, tudo o que o Luzbel e os que o seguiram deveriam ter percebido, naquela época, é que o Pai é intraduzível. Suas obras, criações e atributos, estes sim, são passíveis de serem traduzidos porquanto expressões exteriores da Deidade e que são, justamente, os meios e estímulos dos quais se serve o Seu amor, para fazer evoluir, através dos evos, todos os filhos e filhas espalhados pelo cosmos.

Mas, o velho codificador de Zian precisava terminar outros trabalhos pois, dentro de um pouco mais, a família Val retomaria e solicitar-lhe-ia o relatório inacabado para pôr fim a um infeliz incidente que ocorrera e impedira a realização da tarefa.


Ah! Lembra-se, de repente, observando a atmosfera naquele momento algo esverdeada, produto da mistura das emanações das estrelas que formam o sistema: não havia ainda sequer descansado desde que começara o problema.

Cronologia de Eventos

♦ antes de 3.000.000 anos a.C. outras experiências existenciais que no futuro serão explicadas.


♦ ≈ 3.000.000 anos a.C. chegada das primeiras levas de humanóides (seres especialmente preparados para a vida na Terra, possuidores de grande nível instintivo mas ainda não dotados da luz da razão).
♦ ≈ 1.000.000 a 950.000 anos a. C. quatro grupos distintos, já bastante melhorados, porquanto resultantes das múltiplas experiências ocorridas ao longo do tempo, foram deixados na Terra, para uma espécie de teste final quanto à adaptação climática e, em especial à questão gravitacional. Ao final do período de testes e ajustes, seria decidido se um, alguns ou todos os grupos permaneceriam no planeta. O que desse processo resultasse, seria a base de humanóides que, juntamente com os seres mais evoluídos que chegariam em um segundo momento, formariam a humanidade futura. Cerca de quarenta mil humanóides se dividiam entre os quatro grupos, cujos portes variavam entre sessenta centímetros e dois metros de altura, possuindo, todos, pele acinzentada. A essa altura, mais uma leva de espíritos simples e ignorantes mas com a herança maior da luz do raciocínio com a conseqüente responsabilidade cármica, estava apta a iniciar a jornada evolutiva de ascensão espiritual na Terra, encarnando nos corpos resultantes dos cruzamentos desses humanóides.
♦ ≈ 800.000 anos a.C. chegada de equipes de seres mais evoluídos de diversas origens planetárias, para conviverem, diretamente, com os já existentes. Esses irmãos passaram por toda uma série de adaptações nas suas condições energéticas e, em especial, nos seus corpos, para tomar possível a permanência na Terra. O objetivo era a edificação do portal cósmico.
♦ ≈ 742.000 anos a.C. início da inquietação de Lúcifer nos sistema de Capela.
♦ ≈ 687.000 a.C. começa a rebelião de Lúcifer. Durante os próximos 68.000 anos, vários seguidores de Lúcifer visitam a Terra e outros orbes, propagando os postulados da rebelião.
♦ ≈ 619.000 a.C. a Terra e outros mundos rebelados têm seus circuitos de convivência cósmica cortados. Início do período de isolamento cósmico. Começam a chegar os primeiros exilados de expurgos planetários conseqüentes à rebelião. Muitos vêm no estado de espíritos desencarnados. Outros, entretanto, aqui aportam em naves espaciais.
♦ ≈ 100.000 anos a.C. a Terra passa a ser o último e único planeta rebelado. A partir de então, tudo o que restava das forças conscientes da falange revolucionária estava congregado no nosso planeta. Lúcifer desloca-se para a Terra e desembarca na base Atlan que, na atualidade, é a cidade de Natal, capital do Estado do Rio Grande do Norte.
♦ ≈ 63.000 anos a.C. primeiro grande desastre atlante. Decadência total da civilização planetária. A Terra entra em um período de impasse energético jamais percebido pelas hostes da Deidade que perdurou por cerca de 23.000 anos.
♦ ≈ 40.000 anos a. C. chegam outros exilados cerca de 5 bilhões de individualidades, sendo, alguns poucos, em suas próprias naves, e a grande maioria no estado de espíritos desencarnados - que foram remanescentes de processos expurgos retardados, ainda provenientes da rebelião de Lúcifer, como, também, de reciclagens vibratórias de alguns mundos, com vistas a outros objetivos evolutivos. Por essa época, a Terra já contava com uma população de cerca de 20 bilhões de individualidades cósmicas, entre encarnados e desencarnados. A partir de então, a população planetária passou a ser de, aproximadamente, 25 bilhões de seres.
♦ ≈ 12.000 anos a.C. fim da civilização atlante. A partir da confusa mistura de um cataclismo, dos efeitos decorrentes de experimentos e problemas com alguns artefatos herdados das gerações atlantes do passado remotíssimo e mais um evento astronômico, a grande civilização atlante ficou reduzida a cinco núcleos principais que se espalharam pela Terra.
♦ ≈ 11.000 anos a.C. chegada de algumas dezenas de milhares de exilados, todos no estado de espíritos desencarnados, provenientes, também, de alguns expurgos retardados de Capela e Antares. Essa foi a última leva de exilados que veio para o nosso planeta.
♦ ≈ 8.000 anos a.C. os remanescentes dos atlantes começam a sucumbir por problemas diversos. Alguns grupos de ex-atlantes se espalham ainda mais pela Terra. Na Índia, por exemplo, entram em confronto com a população local sendo eles - os ex-atlantes - uma das partes envolvidas nos conflitos descritos nos Vedas.
♦ ≈ 4.000 anos a.C. Jeová assume a coordenação dos trabalhos das equipes do Mestre no planeta Terra.
♦ ≈ 300 anos a. C. Jeová dá por concluída a sua missão e retira-se do ambiente terreno. A partir de então os extraterrestres passam a acompanhar, discretamente a evolução planetária.
♦ 27 d.C. consumada a crucificação do Mestre, Lúcifer é retirado do ambiente terreno. Satã, seu principal companheiro de desdita, assume o comando do que restava da rebelião.
♦ 1940 d.C. os extraterrestres começam a, novamente, se fazerem percebidos, obedecendo ao plano de preparação planetária, para a reintegração cósmica da Terra.
♦ 1993 d.C. em trabalho desenvolvido pela Espiritualidade Maior, Satã é assistido fraternalmente, sendo, desde então, retirado dos ambientes astrais terrenos.

Passado e Presente

Há cerca de, aproximadamente, dois mil anos, estava, o espírito do autor terreno da presente obra, personificando o então centurião romano que executou a crucificação do Mestre.


Recorda-me, agora, a Espiritualidade, que, em certo momento após a morte do crucificado do meio, já depois de ter ajudado - com certa má vontade - a um grupo comandado por José de Arimatéia a levar o corpo de Jesus até determinada propriedade que lhe pertencia, localizada relativamente próxima ao local da execução, voltei ao alojamento da guarda pretendendo colocar um fim ao "fatigante dia de trabalho".
Concluídas as últimas obrigações, dirigi-me a um certo local bastante agradável que, desde que chegara à Jerusalém. costumava freqüentar e, buscando a solidão, quedei-me pensativo a respeito do futuro. Mas, àquele momento presente, como espécie de denso nevoeiro a dificultar a visão, convergiam todas as recordações e a capacidade de refletir para uma série de acontecimentos singulares que haviam ocorrido apenas há algumas poucas horas. Era como se não houvesse futuro. Tudo convergia para aquelas horas.
Profundamente marcado pela forma estranha e pacífica daquele crucificado portar-se até o último momento, perguntava a mim mesmo o significado da vida e da morte. Nem uma coisa nem outra fazia muito sentido naquele momento.
Pouco ou nada consegui concluir na apressada tentativa de reflexão mas, interiormente, o desassossego era enorme e, tão envolvente era a inquietação íntima, que a sensação de não existir - vislumbrada rapidamente naquele instante perdido - parecera-me mais alentadora e menos complicada que a vida.
Problemas e mais problemas. Era só o que conseguia conquistar, agisse certo ou errado, pensava naquele instante, enquanto me retirava daquele local, sempre agradável, mas que, naquela hora, parecia o próprio onde ocorrera a crucificação, tamanha era a herança das sensações vividas há pouco.
Retirei-me procurando ambiente mais movimentado pois, de repente, a solidão que tanto apreciava parecia a mais desagradável das companheiras.
Caminhando por entre as ruas encontrei um outro centurião que estava acompanhado por um homem de certa idade, com aparência muito distinta, que julguei ser de origem grega.

Convidado a acompanhá-los a uma aprazível noitada demos início a uma agradável prosa, apesar de notar a insistência com que o grego me observava.


Depois de um certo tempo, falou-nos, então, que havia me visto no comando da crucificação do homem a que ele chamou de grande mestre. E, de forma fraterna, sem nenhuma agressividade, disse-nos, também, que viera até aquelas terras apenas para conhecê-Lo pois Ele deveria conhecer a tão buscada verdade posto que a pregara e testemunhara até na hora de Sua morte.
Observei o perfil do grego que falava olhando para "canto nenhum" fixo no espaço e perguntei a sua opinião a respeito da vida e da morte. Ele, sem mudar a direção do seu olhar, disse-nos que a vida era trabalho e desenvolvimento interior e a morte, nada mais do que passagem renovadora para outras vidas e novos trabalhos.
Sorrimos - eu e meu companheiro centurião - à moda superior dos romanos e, o grego - que depois soube ser discípulo dos ensinamentos de Pitágoras pois pertencia a uma certa escola iniciática que também era freqüentada por um outro conhecido do centurião que me acompanhava - olhou-me de frente e afirmou que a morte era, na realidade, a chave do infinito pois as portas da eternidade somente se abriam para nós quando morríamos.
Sorri novamente e o grego, que não havia deixado de me encarar fraternalmente, sorriu também de forma suave e, chamando-me pelo nome, afirmou que trabalhos futuros, em vidas futuras que não podia sequer sonhar, aguardavam o meu espírito e, dizia ele, somente esperava que com a mesma eficiência com que havia me dedicado ao cumprimento das leis de Roma crucificando aqueles homens, me dedicasse, também, no futuro, ao trabalho do cultivo e adubação das sementes da Verdade Maior que aquele mesmo homem que acabara de crucificar, havia nos legado, através do Seu sacrifício pessoal.
Não notei, nenhum tipo de incriminação nas entrelinhas das palavras daquele grego cuja postura fraterna e respeitosa conquistara minha simpatia. Também nada entendi do que ele disse, se é que ele havia dito alguma coisa além das bobagens que, de vez em quando, escutava, tão comuns àqueles que se achavam vinculados a alguma crença ou qualquer outro tipo de tolice, pensava comigo mesmo.
Conversamos um pouco mais sem retomar ao assunto enfocado e despedimo-nos fraternalmente logo depois.
Fomos todos em busca do sono reparador. Entretanto, antes de adormecer, pensei o que seria aquilo tudo de vidas e trabalhos futuros. Voltei a sorrir intimamente - com aquele senso de superioridade que me caracterizava a então alma romana - e adormeci para acordar, quase dois mil anos depois, desenvolvendo, no momento presente, trabalhos que envergonhariam profundamente a espada, e todos os valores que com ela eram exaltados, quando empunhada, no passado, pela glória de Roma.
Sentir-se em paz frente ao que se está fazendo foi sensação que aquele centurião romano jamais conseguiu conquistar enquanto cumpria as leis do mundo, empunhando a espada em nome do poder dos Césares.
O marco evolutivo que caracterizava o seu espírito naquele tempo era incompatível com a conquista da paz interior.
Muitas espadas teve que deixar ao largo para tentar evoluir na busca da paz imorredoura.
Da ignorância da força bruta para o orgulho não menos ignorante da razão. Desta para a crença. Da crença para a fé raciocinada. Hoje, a certeza humilde de que, o único aspecto meritório do espírito reside em harmonizar-se com o Pai, o Mestre e os demais irmãos e irmãs de caminhada cósmica, ou seja, tudo resume-se ao que o Mestre de há muito já nos ensinou como sendo o maior dos mandamentos: o "amai-vos uns aos outros".
A conquista dessa certeza humilde, porém, inquebrantável, de que tudo o que precisamos é amor e tudo o que devemos fazer é amar incondicionalmente mesmo que não o consigamos em potenciais mais elevados - fornece o equilíbrio mínimo para que, espíritos ainda tão imperfeitos como o que ainda me caracteriza a existência, se permita servir de instrumento, mesmo que tosco, para expressões informativas tão amorosas.
Esses trabalhos eram sonhos que não podiam ser sonhados, pelo meu espírito, àquela época. A misericórdia do Mestre permitiu que, através de um sonho alheio, de um companheiro de momento que somente mais tarde voltaria a encontrar, a semente fosse plantada no meu espírito.
Hoje, decorridos dois mil anos, os trabalhos futuros que nos aguardam neste novo milênio também não podem ser percebidos, no presente, pelos nossos espíritos.

O grupo Val de Zian - como os demais que atualmente pertencem às hostes do Mestre - após a conclusão do atual processo de transição pelo qual passa o orbe terrestre, ou seja, de planeta de expiação para o estado de mundo regenerado, se reunirá na segunda metade do primeiro século do terceiro milênio para uma tomada de posição conjunta e a conseqüente divisão de trabalhos e tarefas redentoras, concernentes ao programa de espiritualização planetária e suas conseqüências cósmicas.


Se alguém se pusesse a desenvolver, mesmo que a título de ficção, os possíveis campos de tarefas e as múltiplas necessidades que surgirão, a partir de agora, no dia a dia da vida planetária, como conseqüência da elevação do nível de vida terrestre e convivência com os irmãos e irmãs de outros orbes, seguramente veria sorrisos de aparente superioridade diante de si.

Mas, pouco importa. Que a caminhada dos que, porventura, lerem essas páginas, rumo ao futuro planetário, seja mais amena e suave do que a deste escrevente, até os dias atuais.


Que os nossos amigos - gregos ou não - nos encontrem nas estradas da vida e nos façam sonhar novos sonhos no caminho da redenção espiritual, para que possamos conquistar, com o trabalho realizado, paz para as nossas consciências e benefícios existenciais para aqueles que nos rodeiam a jornada evolutiva.
J. V. Ellam.
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