ReintegraçÃo cósmica. (Integral dos três livros juntos )



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Trilogia:
Queda e Ascensão Espiritual

É senso comum que, normalmente, a verdade termina por se tornar vítima de toda situação onde a tônica seja o choque de interesses diversos. Ocorrem casos em que ela simplesmente permanece escondida porque a aparente realidade não consegue aceitá-la, transformando, dessa forma, o que tomamos por real em tola ilusão. Mas disso não nos apercebemos. Em certas ocasiões ela está sempre por ser descoberta. É assim no campo da fé religiosa, da crença fanática, das ocorrências políticas, enfim, no nosso mundo.


Outros há em que, por ser a verdade um conceito de grande magnitude em relação à pequenez humana, o melhor que se pode pretender é afastar o ser terreno da mentira e da ignorância. Bem ou mal, devemos àqueles que se dedicam às ciências, a instrumentalização do caminho mais seguro de se procurar a evolução com bases sólidas. É no campo dos postulados científicos que se assenta a grande mola propulsora do progresso humano. Estes, somente são assumidos como verdades, depois de serem demonstrados. E é bom que seja assim pois, mesmo com outros problemas decorrentes dessa metodologia - não da ciência em si, mas, de certos cientistas que fazem da ciência um campo limitado as suas próprias percepções, às vezes fortemente dogmáticas - o conhecimento científico é caminho seguro de evolução desde que iluminado pela luz da ética e da moral humanas.
A ciência jamais se permite ser processo acabado - seja diante da nossa atual condição ou mesmo de outros níveis existenciais - e o fato dela estar sempre por ser concluída, estimula o ser terrestre a caminhar sem se deter em posturas estacionárias estéreis que entronizam as tolas ortodoxias.
Não podemos e nem devemos mudar de paradigmas pura e simplesmente através da fé. Até porque foi isso que a humanidade terrena fez durante muitas etapas de sua trôpega história e o triste resultado todos conhecem. Entre os campos da perquirição humana deverá ser sempre a ciência a dar o primeiro passo nesse sentido. Só que ela não pode assumir papel de juiz quanto ao que se pode ou não pesquisar, quanto ao que se deve ou não ser tomado como probabilidade de perquirição humana. Ela não pode relegar certos temas - somente por envolverem questões de fé e crença religiosa - ao equivocado culto do menosprezo de alguns de seus postulantes quanto àqueles que, talvez possuidores de espíritos mais abertos, se lançam a certas pesquisas de vanguarda. Estes, por sua vez, passam a afrontar a ciência como se fosse possível chegar a algum resultado sem o seu concurso.
Existe uma grande quantidade de proto-ciências como querem alguns, ou de pseudo-ciências, como preferem outros, surgindo a cada dia que passa em um dos campos da existência humana onde a ciência clássica, talvez, tenha negligenciado com a atenção necessária, para que os temas a ele pertinentes fossem estudados com os devidos critérios: aqueles que se relacionam com a vida após a morte, o espírito, a reencarnação, métodos das ciências dos povos do passado de se prever possibilidades futuras, enfim, diversas tradições esotéricas em geral.
Apenas para exemplificar, às vezes me pergunto quanto a. medicina ocidental não perde por sequer se dignar a olhar a metodologia e os procedimentos com os quais se praticam a arte médica no Oriente. Qual é a mais antiga? Qual a cultura que, há mais tempo, pratica e vivencia a medicina? A ocidental ou a oriental? Se a oriental tem muito mais "tempo de vida e aprendizado" do que a ocidental, por que esta não procura ao menos estudar as características daquela? Será porque a cultura médica oriental parte do pressuposto de que o ser humano tem um corpo sutil e, como tal, os diagnósticos referentes apenas ao seu corpo biológico, deixam algo a desejar diante de certos problemas que o Ocidente não consegue resolver?
Mas, perguntemo-nos ainda, e se esse tal de corpo sutil existir mesmo e tiver uma anatomia e fisiologia próprias e se for ele, realmente, a base sobre a qual está constituído o corpo material, o que estará fazendo a medicina ocidental a não ser tratar de efeitos sem a menor noção das causas de certos problemas que pretende atacar? E esse corpo sutil existe. Tal conclusão não é uma questão de fé. É um simples resultado de um processo observacional.
Não sei se o uso de certos poderes inerentes à constituição cósmica do ser humano, quando utilizados para o fim de curar e ajudar o próximo, não iria contra interesses financeiros de certos grupos.
De toda forma, jamais o homem prescindirá da medicina ocidental nos moldes em que ela hoje é praticada. Isto é um fato. Entretanto, a prática médica do Ocidente, pensa que pode prescindir do grande arcabouço de experiências e conhecimentos da medicina oriental e, tal fato se dá ou por orgulho, ignorância ou interesses inconfessáveis. Seja lá pelo que for, é um desserviço à humanidade. Isto, também, é um outro fato.
Sem a ciência não iremos a lugar nenhum. Porém, ciência sem alma é o mesmo que o sepulcro caiado do qual nos alertava o Mestre.
Sem a ciência para esclarecer a atitude íntima da boa fé e da boa crença religiosa sabe Deus onde ainda estaríamos. Da mesma forma, sem o devido conteúdo moral das atitudes humanas diante das potencialidades científicas, nem precisamos recorrer a Deus para descobrir: seria o fim da experiência existencial terráquea. Daí a importância da fé esclarecida e da ciência espiritualizada.
Pena que muitos cientistas estejam vinculados e, por força disso, obedientes a interesses muitas vezes inconfessáveis, o que faz com que alguns confundam o essencial com o acessório, ou seja, passam a criticar a ciência em vez de a alguns cientistas merecedores da corrigenda quanto à postura assumida. Assim, muitos vendem a alma, não da ciência, mas deles mesmos, em nome de objetivos altamente danosos à dignidade humana.
Mas, com esses dois alicerces envolvendo a ciência e a moral humanas solidamente plantados na Terra, os céus fariam chover luzes de esclarecimento e estímulo para a eterna busca da verdade - ou para o eterno afastamento da ignorância e das trevas conforme as possibilidades da comunidade planetária.
Sem que possamos obter respostas ou ao menos formular questões inteligentes a respeito do significado da existência e de suas variáveis circunstanciais não seria conveniente, diante do que entendemos por racionalidade, dogmatizar a respeito de assuntos tão complexos que, por enquanto, se encontram além dos limites das possibilidades da ciência e percepção humanas.

Alguns desses tópicos sequer foram adequadamente propostos enquanto questões a serem solucionadas. Mesmo sem sequer termos equacionado razoavelmente o que se pretende descobrir temos tendência a apresentar respostas que, como novos paradigmas, norteiam os esforços de pesquisa e, se não estiverem de acordo com o que for conveniente ao modelo criado, serão execrados ou tidos como coisas menores ou ilusórias.


Se, devido ao impasse criado pela própria humanidade terrena, outros níveis existenciais tentam, de alguma maneira, fornecer alguns padrões de pesquisa e de reflexão para ajudar - já que estamos presos a um modelo estéril de viver, cheio de dogmas, preconceitos e intolerâncias de toda ordem - tudo o que de lá vem podia ao menos ser examinado criteriosamente antes de ser relegado à vala comum do que se considera como sendo mistificação barata ou ficcionismo de segunda categoria.
Por enquanto - mas, por pouco tempo - o que de lá vem, continua a não ser examinado por certas correntes científicas porque o racionalismo estabelece a aceitação apenas do que pode ser demonstrado, como se os atuais cinco sentidos e a inteligência dos seres terrestres pudessem abarcar todos os níveis da grande obra universal.
Esse mesmo racionalismo, na sua versão clássica, sonhava no passado e hoje pretende atingir o que alguns chamam de conhecimento completo. Muitos homens e mulheres de ciência intentam produzir uma espécie de fórmula final que explicaria tudo. Será que isso é possível? Será que percebemos o cosmos de forma apropriada para termos tal pretensão? Será que esta é cabível e procedente em termos de análise racional?
Algum dia alguém vivendo na condição terrena terá condições de apreender o todo? É razoável esperar que isso ocorra? Ou não seria mais sábio refletirmos a respeito de que podemos, sim, ter um sentido do todo mas jamais apreender a totalidade. Será que não está se pretendendo transformar uma onisciência que, se existir - e de fato existe pelo que nos é informado - será sempre um atributo da Deidade, em mera conquista consciencial terrena? Não estamos repetindo Lúcifer com esse tipo de postura?
Somos parcelas incorporadas ao universo, ou seja, vivemos dentro ou no meio dele, nos seus muitos níveis existenciais que, segundo a ciência clássica, podem, realmente existir, apesar de que, deles, não se tem ainda maiores evidências. Assim sendo, somente podemos perceber o cosmos como parcelas incorporadas ao que estamos tentando descrever. Pergunto-me: será que esse fato não limita a racionalidade e a percepção do ser terrestre? Temos que levar em conta a nossa própria incorporação ao mundo que tentamos descrever. Isso faz com que a percepção científica caminhe apenas até um certo ponto. É o próprio limite da imperfeição e da condição humanas.
O racionalismo, por sua vez, não convive bem com o empirismo - que admite a origem do conhecimento como sendo este provindo unicamente da experiência.
A maioria dos homens e mulheres de ciência é tendente ao racionalismo o que, não é em si mesmo, nenhum problema ou solução pois, a nosso ver, é apenas um dos muitos caminhos para se buscar a verdade ou seus muitos aspectos ou, em última análise, afastar o ser humano da crendice barata e da ignorância. Entretanto, dependendo do que se queira pesquisar, há de se ter a noção de limite das potencialidades científicas do momento, como também, dos da percepção humana.
Simplesmente porque Deus não cabe ou não pode ser equacionado pela ciência terrena é inteligente que, por processo de inferência tão simplificada, afirmemos que Ele não existe? Desde quando a ciência da Terra atingiu nível tão elevado que se possa permitir pontificar a respeito do que existe ou deixa de existir? O que sabe a ciência atual a respeito do Espírito ou o que sabemos nós da realidade da vida? O que é mesmo realidade?
Para alguns realidade é o que pode ser observado e medido. Obviamente, isso é correto. Mas, existem coisas que ainda não nos foi dado percebê-las e conhecê-las. Por isso não fazem parte da realidade, pelo simples fato de não as conhecermos? Mas, se existem e, mesmo não sendo percebidas, exercem algum tipo de Influência - que também não pode ser medida ainda - sobre a humanidade, como pontificar a respeito com tanta segurança e pretensão?
É claro que somente podemos ter consciência do que pode ser medido e observado. A percepção consciente é o processo mais imediato de convivência com o que nos rodeia. Se não temos consciência não podemos agir inteligentemente diante do que não é ou tunda não foi percebido. Mas, se o que não é ou ainda não foi percebido pelas limitações humanas, realmente, existir e influenciar certos fatores da vida terrena, como se comportar diante dessa questão?
Esse é o grande dilema comportamental da humanidade nos dias de hoje ante os novos tempos que já se anunciam. E isso tudo ou parte do que ainda não se percebe objetivamente a qualquer momento vai se fazer perceber, como se o véu que a tudo cobrisse, fosse, rasgado por mãos misericordiosas. Todo o contexto cósmico que nos rodeia se fará perceptível em seus muitos níveis de complexidade e a todos surpreenderá.
Mas, e quanto à maneira de pensar e agir do ser terreno? O que o homem está fazendo com o seu semelhante? E com a Terra? E o que ele já fez no passado? Será que sempre produziremos resultados que Jamais foram pretendidos? Ou foram? O ser humano ainda tem capacidade de lidar com essa situação que ele mesmo produziu? A raça humana tem consciência do que fez e ainda está fazendo? Afinal de contas, a humanidade terrena tem consciência de alguma coisa? Será que não estamos confundindo consciência com conhecimento e inteligência? É bom não esquecer que a maioria dos homens e mulheres da Terra tem conhecimento e inteligência mas não tem consciência. Sabem de certas coisas mas não têm consciência do que sabem.
Mas, o que é consciência? Qual a origem da consciência? De onde ela surgiu? Se houve uma época em que não existia na Terra, de onde, como, por quê e quando ela surgiu? Se a consciência não surge ao longo do tempo ou por efeito deste, como apareceu? Se o homem fosse, realmente, descendente dos primatas ou de um ancestral comum a ambos - seria inteligente supor que outros exemplares deste ramo estariam, nos dias de hoje, se transformando em homens, adquirindo consciência? Convenhamos, isso não está ocorrendo e tal suposição não encontra sustentação mesmo no pouco que já se pensa conhecer a respeito da origem da consciência e da origem humanas.
Se não concluímos nada a respeito de assunto tão complexo, como é que pretendemos estabelecer certezas científicas quanto ao que não pode existir ou ter existido no passado terrestre?
Diz-se que a ilusão somente pode ser percebida através da incoerência. Se desta não nos apercebermos daquela também não daremos conta. E o que é mais incoerente do que o atual modelo de vida terrena?
Guerras, assassinatos, drogas, inveja, desamor, calúnias públicas irresponsáveis, interesses mesquinhos, etc., e achamos tudo isso muito normal. Se não percebemos a própria incoerência, de que forma estamos, pois, vivendo, a não ser num estágio mental de brutal ilusão?
Nos relacionamos com tudo o que nos rodeia através de processos íntimos de percepção e coexistência com o ambiente externo e não através de processos exteriorizados que vêm de fora para dentro. A consciência é produto da relação interna com o todo. Assimilamos o todo que conseguimos perceber e agimos em relação a ele dentro das nossas limitações de percepção. E, o que assimilamos, determina, basicamente, o que somos. Se assimilamos tão pouco o que devemos pensar a respeito do que somos ou pretendemos ser?
Será que realmente existe a consciência de que precisamos de uma nova ordem mundial? De enfocar a vida na Terra sob uma outra ótica?

Um outro grande problema é que as doutrinas filosóficas são, muitas vezes, excludentes, o que toma o mundo científico, às vezes, tão ou mais dogmático do que o religioso.


O Espiritismo é um bom exemplo disso. Por ser uma doutrina filosófico-espiritualista e ter como foco de origem para a existência do ser e seus efeitos inteligentes o Espírito e, mais ainda, por ter definido o caminho de evolução dos postulados científicos inerentes ao fator espiritual como sendo experimental - sendo esta a única forma de procedimento possível diante dos fatos - somente, nos dias atuais, começa a ser estudado por corajosos cientistas que buscam a verdade ainda que criticados por muitos.
São, na realidade, homens e mulheres com brilho próprio e que intuem os caminhos do porvir e com eles interagem de forma esclarecida e dignificante.
Assim o dizemos porque a presente trilogia não se enquadra em nenhum dos campos doutrinários do conhecimento e nem pertence a qualquer doutrina religiosa até porque, provavelmente, não seria aceita por nenhuma, pois, onde existe sistema fechado de crenças e de informações, qualquer aspecto novo termina por perturbar a inércia do pensamento. É normal que assim seja; é da própria condição humana. Em assim dizendo, estamos simplesmente afirmando que, as informações aqui constantes, não devem ser bem aceitas por qualquer um que esteja radicalmente vinculado a qualquer tipo de credo ou método científico.

A bem da verdade, nem mesmo precisam ser aceitas porque, se forem procedentes, o futuro se encarregará de demonstrar, a curto prazo, dentro mesmo da psicologia do próprio tempo terrestre. Portanto, não é preocupação do autor terreno da presente trilogia que se acredite se aceite ou não, o que está sendo informado. Seguramente, os olhos que puderem perceber, perceberão. Os que tiverem sensibilidade espiritual potencializada por estímulos do Alto para sentir, sentirão.


Também não nos intimida o patrulhamento e a desqualificação pessoal que, nos dias atuais, muito têm limitado o exercício do pensamento.
Mas é importante que, tudo o que aqui foi informado, seja analisado, pesquisado e refletido criteriosamente, antes de ser admitido pelo menos como lima possibilidade. Mais do que isso não se pretende, pois entrar-se-ía no campo da crença e da fé, o que não é o caso.

Perguntamo-nos, apenas, como seria possível à Espiritualidade, esclarecer algo que não possa estar contido dentro dos padrões científicos da atualidade? Ou o que se pretende esclarecer é possível de ser encaixado dentro dos critérios dos atuais modelos de percepção, ou então, talvez fosse melhor, sequer tentar algum tipo de procedimento com esse objetivo.


Mas, e o passado terrestre? É possível que o conhecimento humano tenha caído numa espécie de armadilha criada pela sua própria ignorância? Ou serão o orgulho e a tendência assassina de a tudo destruir, de parte da família terrena, que tornaram impossível o "olhar para trás e perceber alguns aspectos básicos da nossa história"?
Quantos registros históricos foram barbaramente destruídos pelo proselitismo assassino de certas posturas religiosas ou mesmo de mentes enlouquecidas quando do trato com o exercício do poder temporal?
Isto, apenas para lembrar algo do pouco que ficou registrado no conhecimento humano das loucuras feitas no passado por muitos dirigentes que terminaram por privar a coletividade planetária de esclarecimentos e informações que poderiam ter modificado em muito os caminhos que a humanidade terminou por seguir.
Durante séculos, qualquer agente do poder católico, onde percebesse qualquer tipo de informação de caráter religioso ou não, que fosse promovido ou proveniente de qualquer outro sistema de idéias ou de crença que não o católico, deveria destruir tais fontes diabólicas. Verdadeiras obras de arte, registros arqueológicos, escritos diversos e tudo o mais que não fosse promovido. pela Igreja Católica foram destruídos em nome dAquele que veio justamente para amar e esclarecer.
Papas e outras autoridades do clero, em nome da intolerância - que pode até ter sido ensinada por alguém, jamais por Jesus que era e é exemplo maior de tolerância para com todos pois que pregava e testemunhava o amor até aos próprios inimigos destruíram verdadeiros tesouros da antiguidade referentes às religiões chamadas primitivas, tendo, inclusive, delas copiado muitas coisas travestindo-as apenas com a roupagem católica.
Recuando no tempo, na Babilônia, um rei tresloucado ordenou que se destruíssem todas as bibliotecas e todos os registros de tudo o que se referisse a períodos anteriores ao seu reinado.
Na China, em 213 a.C., foram queimadas todas as bibliotecas que detinham o conhecimento dos últimos vinte e cinco séculos.
Será que com tudo isso - e muito mais que aconteceu nesse campo de queima de registros que podiam ter modificado a história da Terra - não perdemos o elo com o nosso verdadeiro passado?
Por que, na atualidade, certas verdades históricas estão sendo questionadas por novas evidências? Porque, simplesmente, a História jamais será um produto acabado. Ela evoluirá sempre com os fatos. O mínimo de bom senso, de lógica e de racionalidade, indicam que, se a História se escreve na medida em que ela é percebida, sobre suas páginas não se deveriam formar dogmas imutáveis. Mas, dentro das culturas históricas das nações quanto de dogma não existe? E o pior, gerados a partir de distorções históricas.
Afinal, quem descobriu a América: Colombo ou Leif Erickson, o viking, muito tempo antes do primeiro? Mas, e antes do próprio Leif Erickson?
Quantas verdades históricas como essa não estão sendo contestadas nos dias atuais? E no futuro, quantas não o serão? O passado será inevitavelmente revisto porque a marcha da evolução humana assim impõe. Mas, e nos dias atuais? Como se proceder em relação ao passado? O que dele podemos dizer se é que, alguma coisa mais podemos conhecer, além do que já se pensa saber?
Por que dele estamos deserdados como órfãos, separados de forma irreversível das origens de nossa própria existência? Será que estamos inapelavelmente destinados a jamais conhecer o passado em toda a sua plenitude?
Alguns pretendem mesmo desvalorizar a História como se esta não nos pudesse mais oferecer lições. Pensam esses que o progresso tecnológico promoveu mudanças e transformações de tamanha magnitude que, examinar o passado, seria perda de tempo e, na mais generosa possibilidade, uma excentricidade ou mesmo uma postura científica anacrônica.

Já se diz, em relação ao habitante da Terra, que ele não sabe quem é, de onde veio e para onde caminha, e que o maior mistério que existe no planeta é ele mesmo, ou seja, o próprio homem - na verdade ele é o maior mistério porque em relação a outros aspectos que compõem a vida planetária a ciência já percebeu muitas das diversas procedências ao longo das eras geológicas. Ainda assim, querem desvinculá-lo da única fonte capaz de comprovar e/ou fornecer indícios para as respostas a essas indagações que é o seu próprio passado.


Realmente formamos uma raça cósmica bastante estranha. Dividimos e terminamos por desagregar tanta coisa que talvez tenhamos perdido a noção do conjunto que representamos ou, sob outra ótica de análise, da unidade que, queiramos ou não, representamos para o cosmos que nos rodeia.
Devemos nos perguntar ainda: perdemos o rumo? Será que os atuais padrões filosóficos da política, da religião e da própria ciência se tornaram impotentes para reverter essa prolongada estagnação quanto à resolução dos problemas da humanidade? Felizes da ciência e da política que, mesmo com certas hesitações normais à atual condição humana, se abrem para receber novos valores e postulados. Mas, e quanto às religiões? Enquanto estas não aceitarem novas verdades, outras tantas estarão sempre surgindo, como se tudo não emanasse de uma única fonte cósmica. Com quantas religiões terminará a trajetória da humanidade na busca do Pai?

Será que, realmente, o passado somente será aceito pelo presente, se nele couber ou se a ele se limitar? Como a ciência pode se voltar para o passado remoto com os seus atuais padrões de pesquisa e percepção? E se, de fato, em certos aspectos, tiver acontecido um retrocesso histórico? Uma espécie de involução em alguns campos da luta humana? Como poderá o presente perceber o passado se este foi muito, muito mais complexo - não necessariamente mais evoluído em alguns campos - do que pode a vã filosofia atual perceber?



Quando a ciência e os demais procedimentos considerados por esta como não científicos se abraçarão no mesmo objetivo de evolução?
Enquanto isso não ocorrer permanecerá a verdade escondida por trás do baixo poder de discernimento do ser terreno ou mesmo sendo vítima constante de estratégias pouco esclarecidas, porém, eficazes, no seu objetivo maior de desinformar e gerar desagregação.
Mas, onde os fatos se registram para que sejam, depois, percebidos e avaliados, a fim de que algo se possa concluir a respeito? Como é que, sendo a Providência tão sábia e perfeita nas Suas atribuições, esquece de criar instrumento para o competente registro das ocorrências? Qual, entre as ciências conhecidas, aquela que poderia servir de base para o registro exato e absoluto dos fatos?
Seriam, porventura, somente a imprensa, os registros literários e a memória humana que serviriam de base aos registros que hoje formam o grande banco de dados sobre a humanidade nos seus computadores?
Mas, e quando não havia imprensa e o analfabetismo era o estado natural das mentes humanas em muitos períodos históricos? Será que é forçoso reconhecer que a memória humana é a única testemunha e observadora dos fatos que a cercam posto que os mecanismos criados foram sempre destruídos por cataclismos, sejam eles de ordem natural ou provenientes da desarmonia mental dos seres humanos?
Onde, na natureza, alguma coisa ou processo, que possa fazer esse papel de buscar a verdade e registrá-la de forma irretorquível? É o próprio homem o único agente responsável pela ação, aferição e registro de sua própria vida? Será ele personagem e historiador, réu e juiz, criador e criatura de suas próprias histórias e atos?
Vamos elevar um pouco as nossas expectativas de análise!
Seriam os espíritos desencarnados e/ou os extraterrestres os responsáveis pelo acompanhamento e registro competente dos atos da humanidade? Como eles fariam isso? Através da imprensa de lá? Dos registros literários e de outros tipos que já lhes são comuns? Das fixações memoriais do que acompanham aqui na Terra? Ou será que eles teriam algum instrumento ou processo que a tudo e a todos acompanhasse, marcando, inapelavelmente, o que acontece em circuitos por nós desconhecidos? Mas, de outra parte, quem acompanharia a vida deles? Quem registraria e avaliaria os seus atos?
Existirá, em algum recanto do cosmos, alguma organização, circuito energético ou processo, que tenha a capacidade de a tudo registrar, aferindo de pronto as atitudes e razões, atenuantes e motivações, de cada ser cósmico?
Se existe, ótimo. Se não existe, é bom que a Deidade realmente exista para disso se encarregar pois, onde a justiça das condições existenciais e da diversidade espiritual por todo o cosmos, se tudo não estiver registrado de alguma forma em algum canto? Se Deus não providenciar essa tarefa quem terá condições de fazê-la? Se o próprio Mestre afirma que "perfeito somente o Pai", será que Deus é o único possuidor de toda a verdade ou, como preferem alguns, de todas as verdades que existem?
Retornando a nossa realidade existencial, podemos concluir que, os fatos - e suas verdades não são percebidos nas suas justas variáveis ou de forma absoluta por nenhum processo humano, porquanto a mente humana e os processos e instrumentos que ela possa criar, serão sempre uma parte diante do todo e, uma parte, somente perceberá partes, jamais o todo.

A ciência terrena, esta sim, caminha em trajetória segura para produzir processos e instrumentos que possam prever as leis e pontificar acerca dos demais aspectos pertinentes à parte não pensante do cosmos, ou seja, das trajetórias dos planetas e das galáxias, no macrocosmo, dos elétrons em redor do núcleo atômico, no microcosmos.


Mas, quanto à trajetória dos seres cósmicos, como perceber as suas órbitas transitórias e seus possíveis deslocamentos se nascemos onde não queremos, temos que morrer, mas, sequer sabemos ao certo se existe vida após a morte do corpo transitório, o que é que vai acontecer, se é que realmente alguma coisa acontece com o nosso espírito depois da morte? Será que, na realidade, temos um espírito? Se temos, o que é um espírito?
Mesmo sabendo tão pouco sobre si próprio e, talvez, menos ainda, a respeito do que o cerca, o ser terreno, no entanto, sabe afirmar com toda segurança que é impossível tal coisa ter acontecido ou ocorrer, simplesmente, porque, o fundador desse ou daquele credo ou doutrina tal, diz o que é e o que não é possível?
Muitos afirmam que é impossível ter existido isso ou aquilo no passado. Outros, que não pode existir vida espiritual e reencarnação; muitos até aceitam a possível existência de vida extraterrestre mas acham improvável eles se deslocarem até a Terra. Que seja. Entretanto, se simplesmente, porque, o fundador desse ou daquele credo ou doutrina tal, diz o que é e o que não é possível?
Muitos afirmam que é impossível ter existido isso ou aquilo no passado. Outros, que não pode existir vida espiritual e reencarnação, muitos até aceitam a possível existência de vida extraterrestre mas acham improvável eles se deslocarem até a Terra. Que seja. Entretanto, se a existência do nosso passado e do todo que nos rodeia fosse depender da opinião da humanidade terrena...
Houve tempos em que achar a Terra redonda era motivo de morte. Depois, situá-la no seu simples contexto de planeta orbitando ao redor de uma estrela, a mesma punição era aplicada, até porque era a máxima - ou pior - que se conhecia para punir alguém.
Há alguns poucos anos atrás se alguém fosse falar ,sobre televisão, fax, computador, etc., como não seriam as feições daqueles que escutassem essas prédicas? Será que semelhantes a dos que torcem o nariz quando, na atualidade, escutam alguém falar sobre espíritos e extraterrestres? E aqueles que já acreditam ou sabem que os espíritos existem e que com a humanidade encarnada podem se comunicar, mas que não aceitam a existência de seres de outras moradas planetárias, serão eles mais modernos que os monges da antiguidade que não aceitavam nada além do que estava previsto nos seus cânones?
O que seria possível hoje ser feito no campo do esclarecimento, tanto em relação ao nosso passado como, em especial, ao que rodeia a coletividade terrestre no presente momento e, também, quanto ao iminente futuro que ocorrerá e a muitos surpreenderá, sem que os sorrisos de superioridade intelectual ou os espasmos do orgulho e da vaidade dos que pensam muito saber, caiam dolorosamente como pedras na sensibilidade dos que tentam alguma coisa esclarecer?
Na filosofia pitagórica e dentro dos postulados da tradição esotérica existe a referência a uma espécie de quinto elemento, ou estado da matéria - assim o dizemos conforme definido nos postulados esotéricos - denominado de Akasha. É um estado vibratório singular de partículas formadoras do chamado éter celestial que ocupa todo o espaço.
Seria, conforme tais princípios, este arquivo akáshico, uma espécie de circuito cósmico de tudo o que foi produzido pelos seres pensantes ao longo de todas as experiências evolucionárias, além daquelas que ainda serão vivenciadas. Defendem, os esotéricos, que este arquivo pode ser consultado por videntes que percebem o passado e orientam quanto ao futuro, tudo isso com o objetivo de equilibrar os débitos cármicos diante das leis evolucionistas do cosmos.
Quanto ao que nos é informado pelos mentores do presente trabalho, tudo o que podemos dizer é que existe, sim, um circuito vibratório inimaginável para a mente terrena onde, literalmente, tudo está registrado conforme a ponderação de leis energéticas emanadas da Deidade dentro dos padrões de justiça e ternura que caracterizam Seus atributos.
Fora dos controles dos interesses menores e transitórios de sociedades planetárias atrasadas ocorrem, queiramos ou não, entendamos ou não, possamos percebê-los ou não, os registros cármicos de todas as páginas da história, seja individual ou coletiva, de todos os seres viventes cujas almas já possuam a capacidade de pensar e discernir, sendo, assim, completamente responsáveis pelos seus próprios atos, aqui e alhures.
É como se ondas luminosas eternas espalhadas por todo o Cosmos tivessem o prodigioso poder de a tudo e todos fotografar e registrar nos arquivos e atributos da deidade todos os acontecimentos, sejam na Terra ou em qualquer outro recanto cósmico. Assim sendo, todas as histórias planetárias estariam indelevelmente registradas.
Desse circuito da Deidade, sob a vontade Desta e de Seus Prepostos, emanam vibrações que tornam vivas as histórias lá registradas através dos evos. Dele também se irradiam as possibilidades do futuro. Todo esse conjunto de informações é trabalhado por equipes especialíssimas tanto de ordem espiritual como de outros orbes, encarregadas desse mister e, através desses grupos de trabalho, as notícias maiores dos céus chegam até as realidades transitórias, como é o caso da Terra. Mas, para que aqui possam ser percebidas, torna-se, necessário, o concurso de médiuns, sensitivos, canais, profetas - como se queira chamá-los - para que as mensagens de lá possam ser escutadas pelos que vivem aqui.
Ao que nos é dado entender, o processo de informação é sempre de lá para cá. Jamais o inverso. Mas, isso não tem muita importância para o que, no momento, desejamos expressar.

O que fazer se esse processo ainda não e procedimento científico dentro dos atuais padrões da Terra? Chamá-lo de quê? Enquadrá-lo, simplesmente, como religiosidade ou ficção quando, no presente caso, não é uma coisa nem outra?


Pouco importa e assim o dizemos porque o futuro é inevitável. E com ele virá o esclarecimento do passado já que, no presente, essa tarefa cairá sempre, para muitos, em campos e classificações impróprias.
Talvez, somente a convivência clara e objetiva com os irmãos de outros orbes nos permita a isso tudo esclarecer. Quem sabe, também, se certos engenhos que estão soterrados pelo passado terrestre não serão encontrados dentro em breve. Por enquanto, tudo o que podemos fazer é o que está sendo feito.
O combustível maior que move o autor terreno da presente obra é a tentativa de, mesmo incorrendo em erros e imprecisões, acreditar estar contribuindo para afastar o ser terreno da ignorância e da crendice primitiva.
Apesar do que, tudo o que aqui foi afirmado, deverá se cumprir em algumas décadas. Pelo menos é o que dizem os autores destes escritos e o que também foi demonstrado - pela Espiritualidade - ao autor terreno.
É importante ressaltar que, durante mais de cinco anos, várias obras ficaram engavetadas por hesitação pessoal diante de tanta informação e, em especial, pela responsabilidade dos temas enfocados. O problema era: conviver com esses seres de outros orbes e com os irmãos espirituais desencarnados, percebê-los nas suas posturas fraternas cujas vibrações enternecem o espírito de qualquer um. deles receber todas essas notícias e não querer publicá-las. Mas, foi exatamente isso que ocorreu durante cinco longos anos.
Somente após alguns acontecimentos promovidos pela Espiritualidade Maior, como se, para fortificar a convicção íntima de um homem tão hesitante é que, a partir desses fatos, transformou a sua própria convicção em certeza inabalável, decidindo, portanto, atender às solicitações de divulgar as informações recebidas, mesmo com todos os problemas que poderiam advir.
Não foi e não está sendo fácil. Tratar do imponderável na condição de espírito encarnado é tarefa que, se por um lado desperta o aprendizado e melhoramento íntimos, por outro, angustia devido à pequenez diante de temas tão elevados.
Agradecemos, por fim, a paciência dos que passaram a vista pelas páginas desta trilogia e novamente nos desculpamos pelos erros cometidos. No futuro deverão ser corrigidos pelos reais autores. Fica, entretanto, a nossa convicção inabalável de que, um pouco mais, e tudo será devidamente esclarecido, não por instrumentos terrenos tão pequenos e frágeis como o caso deste aflito escrevente, mas sim, por quem, realmente, tem autoridade para tal mister.
J. V. Ellam.
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