ReintegraçÃo cósmica. (Integral dos três livros juntos )



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2. Acompanhamento Cósmico

1. Exílios Interplanetários

Denominamos ajuda direta o processo de aterrissagem de espaço naves com o conseqüente contato com suas tripulações. Esses tipos de contato propiciam condições ímpares de ajuda ao desenvolvimento e progresso dos mundos e são ocorrência comum entre os mundos tendentes à fraternidade cósmica.


Os irmãos que chegam de fora em suas naves de inimaginada sofisticação e potencialidade têm condições de esclarecer, ensinar, informar, estimular, acompanhar e trocar experiências para o engrandecimento de todas as partes envolvidas no concurso cósmico.
Ocorre, entretanto, de forma sutil e discreta, no que se refere à capacidade de discernimento e percepção dos mundos inferiores, o que chamamos de ajuda indireta. Esse processo é desenvolvido através de reencarnações de espíritos missionários, de inspirações proféticas etc., que permitem o esclarecimento e o estímulo à evolução moral.
Esse processo de ajuda e acompanhamento é característica comum dos mundos inferiores com baixas e pesadas vibrações, que não permitem a chegada direta e objetiva diante dos sentidos do homem e da mulher terrestres, dos irmãos cósmicos que, se assim chegassem, teriam concentradas em si próprios toda a carga negativa dos aspectos mentais e emocionais da coletividade terrena, o que seria fatal para muitos deles e muitos de nós porquanto a interação enérgetico-psíquica daí decorrente seria tal qual tormenta magnética a penetrar e destruir as defesas espirituais que possui cada ser. Esse era o grande problema da Terra há cerca de aproximadamente quarenta e dois mil anos atrás.
A essa altura, alguns outros mundos de sistemas planetários irmãos, a saber, Capela, Antares, Epsilon Eridani, Vega e Tao Ceti estavam expurgando os últimos remanescentes de processos retardados ainda provenientes da rebelião de Lúcifer, como, também, de reciclagens vibratórias com vistas a outros objetivos evolutivos que sempre ocorrem em todos os orbes em evolução.
O produto desse processo de reciclagem espiritual - cerca de meia dezena de bilhões de individualidades - que eram, em verdade, seres de extensa bagagem existencial e com grandes progressos no campo mental, mas pouco evoluídos no campo moral-espiritual, deveriam ser levados a mundos inferiores em rota evolutiva.
As hostes do Mestre Jesus reúnem-se nas mansões celestes e resolvem numa só medida corretiva os dois problemas cruciais constantes na pauta daquela reunião: alocar os seres exilados em mundos compatíveis com suas vibrações perturbadas e ao mesmo tempo promover oportunidades de surto desenvolvimentista aos mundos que iriam receber aqueles seres.
Dessa forma, mundos com outra sorte de problemas, mas já libertos da questão luciferiana receberam parte dos seres a serem exilados.
A Terra, dada a sua condição especial de último mundo rebelde e estagnado nas forças evolutivas, foi escolhida para receber a maior parte desses seres infelizes que viriam juntar-se aos quase vinte bilhões de individualidades planetárias que aqui já estavam congregadas.

Em reencarnações rapidíssimas no tempo terrestre - que serão descritas em trabalhos futuros - esses seres tiveram que passar por um longo período de equalização energética no planeta, reencarnando nos agrupamentos terrestres mais primitivos à época dos fatos, até que seus corpos espirituais estivessem adaptados à vida planetária.


Mas nem todos foram transportados em espírito para os ambientes astrais-espirituais da Terra. Muitos aqui vieram em suas próprias naves pois talo era objetivo da Espiritualidade Maior. Já que não era possível diante das leis cósmicas promover a visita de seres evoluídos que à Terra pudessem vir em suas naves para o contato e ajuda direta com o ser terráqueo, foi permitido que esses seres rebeldes e inquietos nas suas posturas morais, porém detentores de alto nível de conhecimento tecnológico, viessem nas suas próprias naves para promover o que fosse possível em termos de alavancagem planetária.
Durante o tempo de vida que restasse a esses seres, após a chegada à superfície e atmosfera terrestres, e normalmente esse período era muito mais longo do que o normal terreno, não só pela organização fisiológica mais complexa que eles possuíam como também devido às adaptações sofridas, eles deveriam promover e propiciar muitos ensinamentos e fornecer um novo padrão de alavancagem tecnológica aos principais e mais desenvolvidos núcleos terrenos, àquela época, quase todos situados na Atlântida.
Estava a história da Terra, por esse tempo, registrando o início da segunda tentativa atlante - a mais recente que realmente chegou a atingir níveis de desenvolvimento impensáveis para o terráqueo do século XX.
Os seres que aqui chegaram conseguiram promover na segunda grande civilização atlante, um surto desenvolvimentista que muito superou certos campos das conquistas sociais da atualidade e ultrapassou em níveis extraordinários o que hoje conhecemos por progresso tecnológico.
As naves atlantes desta época conseguiam sair do ambiente terrestre e alcançar alguns pontos do sistema solar. Era o máximo que conseguiam fazer.
A tentativa de sair e viajar além dos limites do sistema solar estava em pleno desenvolvimento quando ocorreu a grande e última catástrofe da história atlante. Mas isso é assunto para outros trabalhos.
O que de fato ocorreu na época é que, apesar dos muitos progressos alcançados por aquelas comunidades, as tendências e inclinações belicosas e de dominação daqueles espíritos traíram as suas forças mais íntimas, e toda a experiência atlante sucumbiu ante a renovação necessária que sempre sucede às experiências criminosas e inconseqüentes que dominam de forma aparentemente irreversível o destino planetário, impedindo o progresso rumo à fraternidade cósmica.
Do mesmo modo como extirpamos as células cancerosas de um organismo doente para salvá-lo, a experiência e a irreversibilidade da postura exclusivista, inconseqüente e orgulhosa do povo atlante precisava ser extinta para que o planeta pudesse sonhar com algum futuro mais nobilitante e estimulador.

A não comunhão com os demais povos terrestres e a alta discrepância entre a potencialidade atlante e o resto da humanidade terrena foram fatores altamente decisivos na reprogramação evolutiva planetária por parte das hostes do Mestre.


Mais uma vez, o orgulho do que se pensa saber colocara tudo a perder.
Inserido no jogo das leis de causa e efeito que a tudo rege, a experiência atlante que poderia e deveria a tudo renovar, terminou por complicar mais ainda a situação terrestre devido à inclinação criminosa e à tendência dominadora que caracterizam os espíritos participantes de tal empreitada.
Com o desaparecimento da civilização atlante, a Terra voltava à estagnação tecnológica e moral.
Para melhor entendimento, há cerca de doze mil anos a população do orbe estava distribuída em três grandes grupos ou falanges que assim se ajuntavam, conforme as leis de afinidade vibratória, que, de certa forma, disputavam o domínio do orbe terrestre:
- a falange de Lúcifer e dos que com ele se congregavam de forma consciente e ainda com recordações precisas a respeito dos postulados que deram origem à rebelião, ainda bastante organizados, que tentava desesperadamente manter o controle sobre a Terra porquanto era o último refúgio e espécie de quartel general do combate contra as forças da Deidade;
- a falange de individualidades profundamente presas às próprias tendências primitivas no campo da violência, das necessidades mate rias e das posturas pouco dignas que põem por terra a fraternidade e a solidariedade que deveriam nortear a coexistência pacífica entre os seres pensantes, tudo isso decorrente da própria experiência terrestre extremamente infeliz nas suas expressões de energia psicosexual e de explosões psíquicas violentas e animalescas.
Esses seres, longe de terem qualquer tipo de ideal, equivocado ou não, simplesmente estavam presos às paixões tresloucadas do cotidiano nos diversos campos da existência humana terrena, contraindo mais débitos a cada passagem pelo palco planetário. Eram circunstancialmente utilizados pela falange de Lúcifer, a seu bel prazer e conveniência, porquanto ligados vibratoriamente à desarmonia e ao desamor.
Formavam o grupo que detinha o maior número de individualidades congregadas sendo que estas não apresentavam o menor grau de consciência do processo em que estavam envolvidos. Atuavam, portanto, de forma desorganizada, contribuindo energética e inconscientemente, com a falange luciferiana.
- a falange dos seguidores do Mestre, cujos membros, inseridos e mergulhados nos diversos níveis existenciais terrestres, procuravam sensibilizar e esclarecer, recrutando aqui e acolá, novos adeptos para a causa da boa luta contra as trevas da ignorância e do orgulho.

Duas falanges negativas não necessariamente organizadas e harmônicas entre si, digladiavam-se contra os representantes da corrente fraterna sustentada pelo testemunho e sacrifícios constantes dos seguidores do Mestre.


Bilhões de individualidades distribuíram-se por estas três correntes vibratórias que, presentes nos ambientes físico, astrais e espirituais do orbe, 1 testemunhavam a grande inconseqüência do orgulho e a infelicidade dos que para a Terra foram exilados e da influência destes sobre o elemento nativo terrestre.
1 - Planeta = ambiente físico-material.

Orbe = ambientes físico-material + astrais + espirituais, ou seja, todos os níveis existenciais que envolvem o planeta.

Desaparecia da superfície terrestre o que restava do grande continente da Atlântida, mas a experiência daqueles seres iria ser a base de um outro grande projeto de espiritualização planetária.
Grande era - como ainda é - o peso da responsabilidade moral de todos os que para aqui vieram como produto dos processos de exílios de outros orbes planetários.
* * *

Com a derrocada da civilização atlante, o que dela sobrou, ou seja, os seres que estavam em viagens nos outros continentes ou mesmo em missões pelo espaço e que conseguiram escapar à grande tragédia, iriam necessariamente se espalhar por toda a Terra levando, dessa forma, um pouco de conhecimento e desenvolvimento aos diversos recantos planetários.

O que fora negado ao resto do planeta pelo orgulho exclusivista dos atlantes, que não queriam se misturar com os outros povos terrestres era, agora, propiciado a todos pela desdita da experiência atlante e pela própria necessidade de sobrevivência dos que escaparam ao grande desastre.

Aproveitando essa oportunidade, a Espiritualidade Superior decide iniciar mais um ciclo de experiência e aprendizagem para toda a comunidade de espíritos congregados no orbe terrestre.




2. Desvio de Rota

As diversas origens planetárias dos exilados, os múltiplos acasalamentos ocorridos e as experiências genéticas dos atlantes, contribuíram para que na Terra, à altura de nossa narrativa, existissem vários grupos de aparência racial distintas.


Com o fim da experiência atlante, outros focos de desenvolvimento foram se formando ao longo do tempo terrestre e estes núcleos distintos resultantes da história da Terra até então, passaram a servir de berços para as novas investidas da Espiritualidade Maior.
Grandes emissários reencarnavam nos principais núcleos terrestres, trazendo consigo as mensagens e ensinamentos possíveis ao entendimento da época.
Entre os egípcios, hindus, chineses, gregos, celtas, hebreus, sumérios e outros povos mesopotâmicos, e em outros agrupamentos, em especial no oriente, as sementes do amor do Pai e da vigilância e acompanhamento fraternos do Mestre eram plantados no seio da comunidade planetária.
O que restara do poderio tecnológico da grande civilização atlante estava agora sucateado entre as civilizações nascentes na índia e no Egito em maior grau, e nos agrupamentos gregos em menor escala de importância e potencialidade.
As hostes luciferianas haviam distribuído estrategicamente os seus soldados por todos os agrupamentos terrestres. Lúcifer sabia que, devido às condições energéticas planetárias, o verdadeiro campo de luta onde ocorreria o confronto com os seguidores do Mestre, era no ambiente dos encarnados e não nos níveis astral e espiritual. Por isso mesmo, a título de estratégia pessoal, ele jamais teve uma encarnação sequer na Terra, permanecendo sempre nos níveis astrais mais próximos ao ambiente físico terreno de onde pretendia dominar todo o processo sem correr maiores riscos de desgaste. Com esse procedimento tencionava preservar e proteger a si mesmo.
Explicando melhor, diríamos que a luta entre a luz e a ignorância, era travada em especial no ambiente físico planetário entre os espíritos reencarnados, mesmo que inconscientes quanto ao processo devido ao esquecimento temporário que a encarnação provoca na memória espiritual da individualidade, como também nos ambientes astrais e espirituais do planeta entre os espíritos desencarnados e outros seres que, com total ou parcial consciência dos fatos, desenvolviam seus esforços a serviço do Mestre ou a serviço de Lúcifer.
A situação astral-espiritual de um orbe primariamente evoluído decorre sempre decorre dos atos e atitudes praticados pelos espíritos nele encarnados. Em mundos inferiores ou em estágios de evolução ainda primitivos, a vida física em corpos densos e pesados representa os fatores causais da situação vibratória do orbe.
As situações nos ambientes astrais e espirituais mais imediatos à vida encarnada são sempre conseqüência do que lá ocorre. Diante dessa ótica de análise, os espíritos encarnados vivem no mundo das causas e os desencarnados, no dos efeitos. Por isso, o verdadeiro palco do confronto era no mundo dos encarnados.
Cientes das leis vibratórias do processo reencarnacionista terrestre, o quartel general de Lúcifer comandava do ambiente astral planetário as reencarnações dos seus pares nos núcleos dos povos da Terra observando as antigas e remotas atividades do passado interplanetário.
Entretanto, os seguidores de Lúcifer, ao mergulharem na matéria densa e pesada dos corpos carnais através de reencarnações, por estarem inapelavelmente inclinados à negatividade, mas pareciam componentes da falange formada pelos representantes das tendências viciadas da existência carnal planetária, do que propriamente seguidores dos ideais luciferianos. De toda forma, através de posturas tresloucadas, contribuíam mais e mais para a desorganização do mundo terreno, como também para a estagnação vibratória que tanto interessava a Lúcifer.
Esse aspecto, com o decorrer dos tempos, foi descaracterizando a postura luciferiana, que passou a ser vista muito mais como uma tendência comportamental violenta e animalesca do que como uma postura mental de orgulho e rebeldia.
O próprio quartel general de Lúcifer passou a perder-se nas incursões pelas leis reencarnatórias do planeta.
Uma louca e desordenada mistura entre as duas grandes correntes que se afinavam com as trevas e a ignorância compunha agora o quadro existencial planetário. A contrapor-lhes, apenas o esforço heróico dos emissários e seguidores do Mestre.
A aparente lucidez luciferiana estava sucumbindo ao caos provocado pelo desamor, pela intolerância, pela luxúria, pelo ódio, enfim, por todos os aspectos animalescos da vivência corporal sem a devida base de sustentação espiritual.
O que fora apenas uma postura equivocada a nível mental e moral de um grande espírito estava reduzido, à altura do ano 3.000 a.C., a um simples e monstruoso amontoado de débitos e crimes espirituais de um grupo infeliz de seres que seguiam Lúcifer.
Devido às condições energéticas reinantes, decorrentes do desvario do livre-arbítrio da coletividade planetária, estava definitivamente afastada a possibilidade de ajuda direta através da chegada do Mestre e de sua comitiva em naves que para a Terra deveriam vir, se tudo tivesse corrido a contento.
O grande plano sonhado pelos mentores espirituais para aquela altura do tempo terrestre era a religação do planeta ao circuito da convivência cósmica. Mas tudo deu errado, e mesmo as sementes das possibilidades dessa reintegração tão desejada, não fecundaram entre os povos terrestres que àquela época estavam sendo preparados para a convivência fraterna com os nossos irmãos de outros orbes. Alguns passos, inclusive, haviam sido dados neste sentido, mas tudo voltou à estaca zero pois não havia condições vibratórias para tal.
Grande era o peso dos registros cármicos dos crimes cometidos pela experiência existencial no astral planetário, e tais condições agravantes da situação energética do orbe impediam os irmãos que outros mundos penetrassem com seus corpos materiais especialíssimos, bem mais sutis e sofisticados que o terrestre, nos ambientes existenciais da Terra.
O Mestre e sua comitiva não mais viriam à Terra com seus corpos eternos e suas naves maravilhosas para, através de um processo de ajuda direta, abraçar, esclarecer e estimular a todos aqueles espíritos infelizes e equivocados.
Outra seria a solução encontrada pelo pastor amoroso, que jamais descuida do seu rebanho.

3. Ajuda Fraterna

Com a encarnação do grande espírito missionário que na terra ficou conhecido como Abraão, começava a ser desenvolvida nova possibilidade de redenção terrestre. Muito mais do que pai de uma prole bem mais numerosa do que aquela descrita na Bíblia, Abraão era e é, em verdade, uma espécie de padrinho espiritual dessa geração de espíritos que desde aproximadamente 2.000 a.C. até o presente momento formam a população do orbe Terra, incluindo as duas grandes parcelas que a formam, ou seja, os espíritos encarnados e desencarnados.


Um novo planejamento atualizado e adequado às condições reinantes da época estava agora sendo levado a efeito no seio de um pequeno agrupamento que havia sido escolhido para servir de base à nova tentativa do Mestre.
Ele tomara a inabalável e inarredável decisão de vir até a Terra, que era o último planeta rebelado àquela altura, não mais pela luta consciente em torno dos princípios e preceitos da causa luciferiana, mas sim pela própria atitude inconseqüente do livre-arbítrio da coletividade planetária e disso aproveitava-se estrategicamente Lúcifer para manter o aparente domínio daquilo que considerava ser a sua última trincheira.
Se não mais era possível a ajuda direta por parte do Mestre e Suas hastes, Ele próprio se submeteria ao processo indireto da ajuda fraterna aos mundos inferiores para esclarecer e remover no íntimo de todos, as lembranças e a certeza do amor do Pai e da existência eterna do espírito. Ele, que tudo era, e será sempre porquanto UNO com o Pai, liberou-se por livre e espontânea vontade de todos os atrib4tos e potencialidades inerentes e pertinentes a Sua excelsa condição espiritual e como um ser exilado terráqueo qualquer, preparou-se para mergulhar no nível físico-material mais pesado e atrasado dentre todos os mundos daquela época.
Por absoluta decisão pessoal - e essa história um dia será contada -, esse Espírito Maravilhoso fez questão de passar por todos os processos de encarnação como qualquer uma de suas ovelhas, enfrentando e sofrendo na própria carne a ignorância do seu próprio rebanho.
Tomada, entretanto, a inabalável decisão, tudo que a Espiritualidade 2 e os Mentores Cósmicos - assessores do Mestre - podiam fazer era tomarem as providências necessárias para a encarnação de tão alto espírito. Começavam, aí, os problemas.
2 - Espiritualidade = conjunto de espíritos trabalhadores da hoste do Mestre Jesus.

Espiritualidade = ambientes espirituais.
Segundo a Espiritualidade, quando um espírito vai encarnar, ou seja, assumir um corpo físico, logo após a fecundação do óvulo materno pelo espermatozóide mais forte, vencedor da majestosa corrida da vida, espermatozóide este empurrado magnética e estrategicamente para a frente e selecionado pelos mentores espirituais, para fazer face às condições cármicas e magnéticas do espírito encarnante, torna-se necessário que haja afinidade vibratória magnética total entre o conjunto celular resultante da fecundação e o espírito que irá encarnar, a fim de que possa haver a necessária imantação deste à matéria. É, assim, dizem-nos os bons amigos espirituais, que se processa a encarnação.

* * *


No caso em foco, havia, efetivamente, entre as bilhões de individualidades espirituais congregadas no orbe terreno, um espírito em condições magnéticas e vibratórias de receber tão nobre espírito no seu coração, fornecendo um óvulo materno, pois grande era o desenvolvimento espiritual e méritos daquele Espírito-mãe tão amado por todos nós. Havia, enfim, uma mulher em condições energéticas de receber em seu interior tão augusto filho. Entretanto, não havia entre os demais, nenhum capacitado energeticamente para fornecer a componente masculina, ou seja, não havia entre os varões daquele tempo, apesar do grande desenvolvimento espiritual do já tão nobre espírito que desposaria Maria, nenhum homem em condições magnéticas de fornecer um espermatozóide que propiciasse condições vibratórias de, junto com o óvulo materno, permitir a imantação necessária à encarnação de tão elevado espírito.
Frente ao impasse, os mestres siderais acharam por bem, com o consentimento do próprio Mestre, proceder a uma espécie de "inseminação artificial cósmica" para que assim fosse cumprida Sua própria vontade e decisão pessoal. E assim foi feito.
Nascia Jesus, filho de Maria e José, espíritos profundamente comprometidos e treinados para a missão maior de propiciarem condições para que E Jesus derramasse Seu Espírito amoroso por toda a Terra; espíritos aos quais tanto amamos e somos eternamente gratos. Mas como explicar isso ao entendimento do mundo de então?
Apesar de a esse processo chamarmos didaticamente de indireto, a bem da verdade é nesses casos que ocorrem os verdadeiros sofrimentos para os altos espíritos que mergulham em ambientes inferiores e àqueles se submetem completamente. Não custa ressaltar que, nos casos de ajuda direta, o ser desloca-se em seu meio de transporte - nave -, se fazendo presente onde bem lhe aprouver, com toda sua condição energética-pessoal, e nada pode lhe acontecer de negativo porquanto muito superior em relação ao padrão do ambiente em que se potencializa. Nos casos indiretos, o ser se despoja dos seus atributos e conquistas cósmicas e diminui a si mesmo para poder encarnar em corpos menos sofisticados, submetendo-se completamente ao ambiente e às condições que o rodeiam. Esse último aspecto era o que mais inquietava as altas hierarquias celestes ao perceberem a decisão do Mestre de assim proceder.
Para viabilizar a Sua decisão, todo um processo de preparação para a vinda do Mestre teve início com o esforço de Abraão cuja história e origem ainda estão por ser contadas.
No decurso do tempo e ao longo da história do povo hebreu, muitos avisos proféticos foram veiculados pelos profetas do antigo testamento que muito tempo antes da chegada do Mestre, já avisavam a todos da iminente e eminente visita.
Todo o processo preparatório da chegada do Mestre foi entregue ao comando de um ser ímpar que do astral planetário a tudo coordenava, sendo muitas vezes confundido com o próprio Deus. Referimo-nos ao veguiano Jeová, cuja história também está ainda por ser contada.
Aqui, basta deixar registrado que o trabalho iniciado por Jeová com Abraão foi fundamental para a formação de um grupo humano fundamentalmente comprometido com uma religião monoteísta, apoiada em valores morais bastante positivos para a época e avessa às manifestações mais baixas de idolatria, e outras desse tipo, tão comuns então.
Mas, sem a possibilidade, como vimos, da ajuda direta a toda coletividade terráquea, os contatos de Jeová e sua equipe ficaram restritos a alguns encarnados de melhor nível vibratório, escolhidos a dedo. Esses encontros privados se deram, ora fisicamente, como com Moisés (a sarça ardente, a entrega dos Mandamentos no Monte Sinai, etc.), Ezequiel (a visão das naves, a famosa descrição da roda grande entrando dentro da menor), Elias (o carro de fogo), o próprio Jacó (o sonho da escada e da luta com o anjo, em verdade, é a lembrança onírica de sua abdução) e outros, ora por meio de projeções, sonhos, e intuições, consoante aconteceu com boa parte dos chamados Profetas, ora ainda pela ativação, nos cérebros ou corpos desses terrenos, de algumas habilidades que quase todos possuem potencialmente, mas que o atraso planetário não deixa desenvolver (assim a estupenda força de Sansão, a lírica habilidade de Davi, insuspeitada num guerreiro inculto, a prodigiosa capacidade intelectual de Salomão, etc.).
No entanto, malgrado isso tudo, a história dos hebreus - e mesmo a vida de quase todos os grandes nomes como os acima citados - foi permeada, entre atos de heroísmo e de valor espiritual magníficos, de outros tantos erros, inerentes ao atraso da Terra, e conseqüentemente, dos povos e dos seres aqui viventes. Os textos, hoje considerados sagrados, sobre o assunto, mesmo com tantos disvirtuamentos e traduções, não podem esconder esses fatos. A Bíblia relata das hesitações de Moisés à luxúria criminosa de Davi, com as respectivas conseqüências. Mostra o caráter materialista de uma sociedade sempre em busca dos bezerros de ouro, prenhe da hipocrisia farisaica, e que, não obstante seu orgulho nacional, chegou, em alguns pontos de sua história, à venal subserviência aos que a dominaram.
O que importa é que o terreno, embora agreste, foi semeado, e a idéia do Deus Único vingou em seu aspecto essencial, embora cheia de defeitos em suas face tas acidentais, como a constituição de um corpo sacerdotal eminentemente preocupado com o poder e a conservação do status quo, a mercancia da fé, os sacrifícios sangrentos, ainda que de animais, as superstições ditas religiosas, o formalismo e a valorização do templo como edifício acima do ato de oração nele praticável. É a marca do fator humano no trato com as verdades celestes.
E, mesmo sem aprofundar no tema, é necessário dizer que o nível cultural do povo hebreu desse tempo e suas condicionantes históricas, geográficas e culturais, não só provocaram interferências nas mensagens, que já eram passadas, com alguma distorção aos chamados Profetas, como - e aí muito mais - deturpavam francamente a divulgação delas ou das notícias dos encontros diretos já referidos. Ou seja, modulavam todos os fatos importantes ao propagá-las, com os intentos mais mundanos possíveis.
Não foram outros os motivos de o registro dessas notícias e dos outros grandes acontecimentos ocorridos nessa fase da vida terrestre ter sido marcado, entre os hebreus, por duas idéias-mestras absolutamente divorciadas da verdade transmitida pelos Mentores Celestes: primeiro, a de que eram o povo eleito, tese que findou por estigmatizá-los, séculos afora pelo amargar do racismo e da intolerância; depois, principalmente a partir de quando perderam sua independência política para outros povos, como os babilônicos e os romanos, a de que o Espírito Elevado que se esperava era um Messias, capaz de recuperar a hegemonia hebraica dos áureos tempos da Casa de Davi.
Em tudo isso, é claro, além do natural primitivismo planetário, andava a mão obscura das forças luciferinas e dos que a serviam, conscientemente ou pela entrega às baixezas quase que irresistíveis da carne.
Mas esses equívocos todos tinham sido já previstos pela Espiritualidade, e quanto aos dois últimos, ambos especialmente o derradeiro - eram mesmo essenciais à consumação da missão crística entre nós.
Realmente, desde que a atuação de Jeová principiara, vendo ser fecundado um dado meio político, social' e religioso com a idéia do Deus Único, de início, e depois com os avisos da chegada de alguém muito especial para reunir a todos sob uma única bandeira, o que restava no plano astral, da parcela consciente das tropas de Lúcifer concluiu que ali certamente estava próxima a encarnação de uma entidade muito próxima do Mestre, já que sabia não ser possível Sua visita para ajuda direta, não havendo, de outra parte, sequer cogitado que Ele próprio resolvera encarnar, submetendo-se às agruras da condição terrena.

Foi, portanto, graças à acurada capacidade de observação estratégica de Lúcifer e seus assessores, identificado, por volta de 2.000 a.C., o núcleo hebreu como aquele, dentro da humanidade encarnada, que estava sendo preparado para uma nova investida das forças crísticas. E isso levou o exército da Rebelião a buscar de todos os modos extinguir o povo hebreu, inviabilizar a estratégia do Bem, ou ao menos perturbá-la de tal modo que a tornasse inviável.


Diga-se de passagem que Lúcifer chegou até a imaginar que fosse Jeová que encarnaria entre o povo que estava preparando. E de tal modo bombardeou esse alvo, que chegou mesmo a abalá-lo, tendo necessitado esse Preciosíssimo Irmão de energia extraordinária para superar o ataque, fornecida em altíssima voltagem pelos Conselhos Celestes, o que o revestiu de uma como que couraça magnética e armas tão características, de aspecto exterior, físico ou espiritualmente perceptível, tão forte, que chegou mesmo a atemorizar os encarnados que com ele tiveram contato direto ou indireto, fazendo-os pensarem tratar com o próprio Deus.
Não é outra a razão que provocou narrativas como aquelas chegadas ao Antigo Testamento, as quais, supondo em Jeová a Divindade, o chamaram de Senhor dos Exército, falaram de sua cólera implacável, da força do seu braço, etc.
Esse envolvimento no combate direto com Lúcifer foi tal que fez o próprio Jeová, em algum momento, extrapolar um pouco, no calor da luta, afinal não se pode pelejar só com o escudo, mas também com a espada. Isso o desgastou enormemente, ao ponto de forçá-lo, depois a afastar-se do contexto terrestre, porque saiu espiritualmente maculado, até ele, dos embates que travou.
Algum exagero, porém, que tenha cometido, já estava plenamente perdoado pelo muito que fez: abaixo de Jesus, talvez a nenhum espírito, como a Jeová, deva tanta gratidão nosso planeta Terra. E o papel que desempenhou, de certo modo até antipático e severo, inconcebível para um ser do seu porte, mas necessário naquele momento, foi o sacrifício que o guindou às Elevadas Alturas onde hoje se acha, já plenamente recuperado.
Daí se imagine a força de Lúcifer, embora acuado em seu último bastião - a Terra. A Jeová é aplicável, como a ninguém, a paráfrase de um conhecido bordão guerreiro: nunca tantos deveram a um só...
Enquanto Lúcifer combatia pessoalmente a Jeová, seus generais levavam a cabo os projetos por ele traçados para resistir à nova investida da Luz Verdadeira, que embora sem compreender em detalhes, sabiam estar sendo desenvolvida junto aos hebreus. Desencadearam um processo de encarnação de espíritos ligados a Lúcifer em diversas comunidades judaicas especialmente escolhidas objetivando, de todas as formas ao seu alcance, perturbar e/ou inviabilizar o desenvolvimento e a estabilidade do povo hebreu para tentar impedir ou atrapalhar o que estava planejado pelo Mestre e Sua equipe, e que iria ser posto em prática dentro em breve.
Esses espíritos, mesmo perdendo a lucidez, a lembrança e a ciência dos objetivos luciferianos, porquanto nascidos em novos corpos físicos, mantinham a afinidade vibratória equívoca que permitia a seus mentores influenciá-los para provocarem toda sorte de intrigas, perseguições, traições e guerras, se possível até para varrer da Terra o povo hebreu.
Assim, conforme os verdadeiros autores destas linhas, todo o pano de fundo da história de sofrimentos e dificuldades dos judeus começou no interesse das tropas de Lúcifer em tentar obstar, a qualquer preço, o que ele julgava ser o plano de Mestre. Além das antigas guerras, desavenças políticas, exílios, sujeições de toda sorte a que foi submetida a comunidade hebraica, valeram-se os rebeldes das mais negras paixões e fraquezas humanas para se contrapor ao planejamento que a equipe de Jesus desenvolvia naquele momento.
Grandes guerreiros do passado, intrigas políticas, casos de amor que terminavam por envolver comunidades em verdadeiros conflitos sangrentos, enfim, todas as fraquezas e paixões humanas serviam como campo de ação da influência luciferiana.
Tanto se valiam de aliados que faziam encarnar no seio do povo hebreu, conforme antes foi dito, como do fomento de todas as formas de conduta negativa, entre os que, embora indiferentes à disputa entre a falsa e a Verdadeira Luz, mantinham baixos níveis vibratórios, decorrentes de suas tendências materiais pesadas, da lascívia animalesca à violência bestial, da concupiscência tresloucada à avareza, à vaidade, ao egoísmo e à fonte de dinheiro e poder terreno.
Entre sectários e inocentes úteis, portanto, colhiam as forças da Rebelião a negatividade que as alimentava na renitência, no ódio, e na cegueira à Verdade, pouco se importando se jogavam com o destino de milhões de espíritos, encarnados ou não, principalmente os ligados à esfera hebraica de então, que foram arrastados nesse turbilhão luciferino, contraindo débitos que até hoje não foram completamente saldados.
Lúcifer fez, ainda, encarnar seus pares entre os outros povos que disputavam o domínio geopolítico com os hebreus, para também dos ambientes astrais e espirituais, influenciá-los ao bel prazer dos seus interesses estratégicos. Não é demais dizer que, mesmo após a chegada do Mestre e dos desdobramentos que a ela se seguiram, o povo judeu seguiu purgando seus erros, porque, envolvido nesse conjunto de causas negativas, foi obrigado a sofrer seus efeitos posteriores, eis que essa é a lei universal. Daí a Diáspora, as perseguições religiosas e a Inquisição medievais, o preconceito, o holocausto da Segunda Guerra, e a falta de sossego em que até hoje vivem os filhos de Israel.
Ressalte-se, por necessário que a Lei Divina não poderia ser mais injusta que a humana: se nesta, a pena não pode passar da pessoa do delinqüente, é claro que os judeus, como povo, não iriam pagar, através da história, pelo erro de alguns indivíduos - embora muitos - que encarnaram em seu seio, em uma dada época, principalmente se até esses erros tinham seu lugar no Plano Maior que o Mestre Jesus preparara para este orbe.
O que de fato ocorreu é que um grande grupo de espíritos que, na época que descrevemos, serviram conscientemente à Rebelião, e se arrependeram, tornou a reencarnar. Ao voltar, trouxeram, além do carma a cumprir, compromissos, que adquiriram na espiritualidade, por livre e espontâneo arbítrio pessoal, de retornar como judeus.
Por isso, reencarnaram para sofrer novamente no seio desse povo, e o fizeram várias vezes, muitos o fazendo ainda hoje, o que explica parcialmente porque se concentrou nessa Nação - que numericamente não é expressiva no cômputo da população terrestre - tanto flagelo e tanta dor.
O número de judeus não é tanto, mas dentre eles muitos são espíritos com sérias questões cármicas e, principalmente, de compromisso espiritual. Com efeito, os mais comprometidos são justamente os que, havendo sido, por convicção, vassalos de Lúcifer, e hoje espíritos que reconhecem a Jesus, timbram em purificar-se da forma mais completa.
Já a maior parte daqueles que, como judeus, foram apenas instrumentalizados pelos rebeldes, naquele tempo, em decorrência de suas paixões humanas, só reencarnaram entre os filhos de Abraão ocasionalmente, sem qualquer compromisso especial nesse sentido, seguindo seus respectivos carmas, desvinculados da questão judaica.
É preciso assinalar que tanto sofrimento não poderia deixar de resultar em admirável evolução dos espíritos que se dedicaram a purgar, como judeus, os seus carmas e a cumprir, como bons filhos de Israel, seus compromissos espirituais: mais uma vez afirmamos que o número de judeus não é grande em termos de população terrestre, mas que povo, como este, fez florescer, só nos últimos séculos, gigantes - vamos ficar só no plano físico-mental, pois a avaliação dos méritos espirituais é muito complexa - da filosofia, das artes, das ciências, como Spinoza, como Mendelssohn, como Freud, como Marx, como Einstein? Muitos se perguntam como podem as trevas arrebatar da Luz o controle do processo encarnatório terreno. É mesmo difícil para o senso comum aceitar tal hipótese, pois sendo a reencarnação um mecanismo governado pelas leis divinas, como poderia uma força qualquer, contrária ao Legislador Supremo, adulterar tal mecânica?
Acontece que a sistemática reencarnatória não é alterada, e as suas leis antes se cumpriam do que se revogavam, cada vez que encarnava um servidor da Rebelião, como o Código Penal não se derroga, mas ao contrário, se aplica, cada vez que alguém comete um crime.
Imagine-se a luta travada neste orbe, entre a Luz e as trevas, como um jogo cujo troféu, então disputado, era o controle do povo hebreu. A equipe do Mestre tinha melhores jogadores - veja-se que Jeová, nas disputas com Lúcifer saiu-se melhor - e tática mais consistente. A equipe luciferina, sem qualidade de jogo, buscava quebrar a regra fazendo mais jogadores entrar em campo, para tentar obter vantagem quantitativa, já que qualitativamente não tinha como vencer.
Em outras palavras, cada ser que nasce no mundo terreno é um jogador a mais que chega para a peleja. Se seu nascimento foi conseqüência de uma relação sexual amorosa e responsável, é muito provável- ressalvadas as hipóteses de interferência específica para ajudar espíritos ainda inferiores, precisando reencarnar em famílias bem estruturadas para obter condições de progresso - que o espírito encarnante, nesse caso, seja tendente ao bem. Assim, é como se, pela regra do jogo, se permitisse o ingresso de mais um atleta, que, na hipótese, iria defender, por sua boa condição energética (formas-pensamento e formas-sentimento) o time da Luz, melhorando a situação vibratória geral (do planeta).
Ao contrário, se o nascimento que foi proveniente de uma relação sexual irresponsável, não-amorosa, violenta, onde o nível mental de sentimentos e pensamentos do casal deixa a desejar, ainda mais se ocorrida sob o efeito de drogas, alteração da consciência, ou envolta em interesse material direto (por dinheiro, por posição, etc.), toda essa gama de energias desarmônicas, ainda mais alteradas por fluidos energéticos de diversas origens vibracionais, todas baixas, repercute negativamente na imantação do espírito, pois tenderá a promover o encontro de gametas afinizados com o patamar rasteiro da vibração, e, no ovo assim fecundado, não favorecerá a imantação de um espírito razoavelmente desenvolvido, cuja energia, de diapasão mais alto, não se coadunará com aquela que o formou; atrairá, assim, um outro, que a ela se atraia por ser também desarmônico e de pequeno alcance vibratório. Desse jeito, é quase certo o time das trevas receber mais um atleta, que vai piorar a situação geral.
Antes de seguirmos adiante, é de boa prudência ressaltar que não estamos afirmando que em hipótese nenhuma pode um casal de espíritos perturbados e em condições de acasalamento mais perturbadoras ainda produzir o nascimento de um espírito evoluído. Efetivamente é possível através do concurso de equipes especialíssimas de trabalhadores espirituais. Tudo o que estamos dizendo é que normalmente tal não ocorre. E na estatística de nascimentos terrenos, informam-nos os mentores deste trabalho, a cada 100 imantações (encarnações) de espíritos nos óvulos fecundados em situações de baixas e pesadas vibrações, em mais de 90% desses casos ocorre a reencarnação de espíritos problemáticos, seja a nível de necessidades ou de qualquer perturbação moral ou mental. As exceções a esse processo são casos especiais que a Espiritualidade Maior sempre administra fora do que poderíamos chamar de rotina, pois nesses casos, entram no mérito da questão os créditos espirituais da individualidade que deseja de toda forma encarnar naquele meio e naquela situação com o objetivo amoroso de ajudar.
Apenas a título de complemento esclarecedor, é óbvio que também pode um casal de espíritos evoluídos receber um espírito necessitado ou perturbado como rebento, porquanto não há problema algum na imantação e absorção por parte de uma organização celular energeticamente desenvolvida, de um espírito problemático ou pouco evoluído em suas vibrações. Por vezes, alguns casais já em pleno caminho de redenção espiritual solicitam aos mentores e mestres da Espiritualidade que tal seja permitido com vistas do cumprimento de promessas e compromissos do passado. O contrário, sim, é problemático. Basta lembrarmos de tudo o que teve que ser feito para possibilitar a imantação de um espírito do naipe do Mestre Jesus à organização celular terrena de Maria, Sua mãe. Em níveis, é claro, bem mais simplificados e menores, encarnações de espíritos evoluídos em organizações celulares desarmônicas também necessitam de uma série de providências especialíssimas, o que torna raro tais casos.
Seja lá, entretanto, que tipo de processo reencarnatório for, mesmo aqueles aparentemente dominados pelas trevas, todos eles, em verdade, são administrados pelos espíritos de luz que assim o permitem para que todos possam ser ajudados porque, em mundos de expiação e provas como o terrestre, onde a maioria dos espíritos congregados tem problemas cármicos a administrar, somente através da reencarnação em corpos materiais transitórios, com o conseqüente esquecimento do passado criminoso, é que se renovam as oportunidades de crescimento e restabelecimento espiritual, não sendo, portanto, desejo da equipe do Mestre, que somente encarnem na Terra espíritos superiores. O que essa equipe amorosa tenta administrar, é o equilíbrio qualitativo e quantitativo entre os que são tendentes ao bem e aqueles perturbados, permitindo a reencarnação de toda a sorte de espíritos conforme as leis imutáveis de causa e efeito que regem a vida cósmica, para que um dia todos se tornem espíritos superiores.
Durante muito tempo desse processo que estamos chamando de peleja somente para facilitar o entendimento dos irmãos e irmãs encarnados, processo esse que já se prolonga desde há muitos milênios do tempo terrestre, as trevas sempre conseguiram ganhar pela quantidade de jogadores em campo. Coube invariavelmente à equipe da luz, sempre em menor número, atuar com qualidade, ou seja, com amor, para compensar a situação vibratória.
As gerações atuais e as que irão sucedê-las hão de modificar mais e mais, inclusive no aspecto quantitativo, a situação terrestre a fim de que lá pelo ano 2050, somente permaneçam no planeta os atletas da luz para outras pelejas mais sutis da evolução espiritual.
Voltemos, entretanto, à questão luciferiana ao tempo dos hebreus.
Como dizíamos, até mesmo no próprio seio do povo hebreu, vários soldados de Lúcifer foram colocados para serem mais facilmente obsidiados pelas trevas. Praticamente ao longo de toda a história do povo hebreu, as forças obscuras atuaram de todas as formas com vistas a obstacular o que julgavam ser o plano da Luz.
Frente aos fatos, o Mestre e Seus prepostos convocam o iluminado espírito de Jeová para, em se tornando uma espécie de padrinho espiritual daquele povo, desenvolver junto à comunidade terrestre, o plano de esclarecimento e de preparação à vinda futura do próprio Mestre que àquela altura dos fatos - 2.000 a.C.- já estava decidida.
Entretanto, antes mesmo de começar o confronto com a falange luciferiana, Jeová e sua equipe tiveram que dedicar-se a resolver um problema que poderia por fim a todo o processo de desenvolvimento espiritual que estava sendo levado a efeito no orbe, pois tal problema poderia simplesmente acabar com toda a vida humana terrena. Referimo-nos à questão de Sodoma e Gomorra.
Ao tempo de Abraão, foi detectado pela equipe de Jeová na região das cidades citadas, um estranho e poderosíssimo vírus que, segundo informações dos autores espirituais da presente obra, com capacidade letal infinitamente superior ao próprio vírus da AIDS, se não fosse controlado e/ou destruído, a qualquer momento poderia propagar-se ainda mais causando um verdadeiro caos planetário.
Após consulta aos mentores cósmicos e, diante da impossibilidade de controle, fosse por falta de conhecimentos científicos por parte da comunidade terrena ou devido à falta de instrumentação adequada da equipe de Jeová, como também pela impossibilidade de esperar-se por outras naves com os devidos instrumentos, a opção drástica e única foi a destruição através de uma espécie de explosão nuclear limpa de toda a região infectada.
Segundo os nossos amigos da Espiritualidade, foi essa a razão da destruição de Sodoma e Gomorra. Muito mais ainda será desenvolvido em relação a esse tema tão fascinante em trabalhos futuros.
Resolvido o problema, mesmo que de maneira extremamente dolorosa para todos os envolvidos, Jeová voltou a dedicar-se à questão do povo hebreu.
Jeová e sua equipe fariam também a necessária confrontação energética e estratégica diante da falange luciferiana. Muitas das atitudes e decisões que Jeová viu-se obrigado a tomar, mesmo complicando-se pessoalmente frente às leis de causa e efeito, tinham em vista o cumprimento do único plano possível de ser executado dentro das possibilidades terrenas para propiciar condições por nós sequer imaginadas, necessárias à chegada de um espírito do porte energético-vibratório do Mestre Jesus que, não mais podendo vir, devido às condições energéticas do orbe, em Seu estado normal de Ser Cósmico Preposto da Deidade, em toda a Sua Glória e Poder pessoais juntamente com Suas hostes de assessoramento, com suas múltiplas naves siderais para abraçar e contatar objetivamente a toda comunidade planetária através do processo de ajuda direta, resolveu escolher e preparar um dos segmentos humanos para, em se despojando de toda a Sua condição majestosa de Preposto do Pai, ali mergulhar como um ser em evolução qualquer, possibilitando, assim, a única maneira disponível de ajuda à comunidade terráquea.
É provável que em futuro próximo, possamos, todos nós, entender o sacrifício e a grandeza amorosa do ato do Mestre em Sua decisão de aqui vir nas condições em que veio. O incrível é que, ao juízo do autor terreno da presente obra e, salvo engano deste, e também dos mentores espirituais, o Mestre não tinha que proceder dessa forma, mas assim Ele o fez para diminuir o sofrimento coletivo de todos e apressar o processo de redenção dos seguidores de Lúcifer.
Confrontando o exército luciferiano, com isso, compensando um pouco da energia destrutiva que do astral era dirigida ao povo hebreu, Jeová terminou por ser tido como uma espécie de Deus daquele povo como já referido anteriormente.
Muitos foram os confrontos energéticos ocorridos nos ambientes astrais da Terra entre Jeová e Lúcifer e suas equipes de apoio. As estratégias de uma e de outra equipe eram executadas nas entrelinhas e nas circunstâncias dos fatos terrenos.
Jeová, e é importantíssimo que o afirmemos, atraiu conscientemente para si próprio, muitas situações constrangedoras a nível cármico, com o objetivo maior de fazer cumprir, mesmo às custas de sua própria condição energética, o único plano possível de salvar a Terra de muitos milênios ainda sob a dominação das trevas e da ignorância equivocada do orgulho luciferiano.
Ah! Como devemos a esse verdadeiro herói que tanto diminuiu a si próprio para poder ajudar a tantos! Seguramente, no futuro, isso será percebido pela comunidade planetária terrena.
Sem Jeová, o Mestre teria demorado muito mais a por em prática o Seu plano pessoal de encarnar na Terra. Talvez não tivesse vindo até os dias atuais porque seguramente a situação astral terrestre ainda estaria sob o domínio de Lúcifer. Com Jeová, houve, acima de tudo, o enfraquecimento da falange luciferiana que viu todos os seus planos e projetos virem abaixo quando da chegada dAquele que encarnou como um homem qualquer, na personificação de Jesus e que, como homem menor da Terra e despojado de toda a Sua condição majestosa e celeste de Preposto Maior da Deidade, enfrentou amorosa e pessoalmente a Lúcifer, apenas com a arma que trazia consigo no coração capaz de destruir o orgulho e o equívoco presentes no Espírito de Lúcifer: o amor!
Entretanto, antes de tal encontro se dar, Lúcifer tentava de todas as formas manter o que julgava ser o seu último e único domínio e, percebendo Jeová como uma espécie de guerreiro ou representante do Mestre dos Mestres na Terra, enviado especialmente para derrotá-lo, tratou de procurar vencê-lo a qualquer custo, para isso utilizando o povo hebreu como fator de luta contra Jeová.
A cada insucesso do povo hebreu, segundo o raciocínio de Lúcifer, uma questão crítica a mais para a fé nascente e crescente em um único Deus, Aquele mesmo contra o qual Lúcifer lutara e ainda lutava no seu íntimo. A cada queda da psicologia religiosa daquele povo, um esforço a mais de compensação a ser desenvolvido por Jeová e sua equipe.
Durante muitos séculos travou-se essa batalha cujo pano de fundo estava longe de ser percebido. Às vezes o contexto real fica tão escondido por trás das limitações dos sentidos do homem e da mulher terrestres que a verdade, em seus muitos aspectos, terminava por não se fazer perceber. O contexto cósmico, nos seus aspectos e valores, vai tão mais além do que o percebido pela pobre capacidade terráquea que muitas vezes tomamos o aparente pelo real, o menor pelo maior, o errado pelo certo.
Se, acertadamente, Lúcifer percebera a relação de afinidade entre Jeová e o Mestre, equivocou-se, entretanto, quando pensou que era o fator Jeová o grande plano e última cartada do Mestre.
Quando, durante a disputa entre Lúcifer e Jeová, alguns profetas no seio do povo hebreu, por estarem vinculados à verdadeira Luz, anunciavam a chegada de um certo Messias que haveria de vir, Lúcifer e sua equipe pensavam tratar-se de uma espécie de alarme falso para fazer com que o seu exército poupasse as suas forças e seus membros, para melhor enfrentar aquele que ainda viria e, com isso, enfraquecesse as próprias potencial idades na contenda mantida com Jeová.
Lúcifer achava que se assim agisse estaria dando tempo e condições a que Jeová se fortalecesse. E na sua tola presunção, passou a por em risco muitos dos membros de sua falange para fazer valer o que tinha em mente, ou seja, enfraquecer Jeová e o povo hebreu a qualquer custo.
Consumida pelo grande desgaste da luta empreendida a qualquer ônus contra os seguidores do Mestre, a falange de Lúcifer, por volta de três séculos antes de Cristo, encontrava-se bastante fragilizada no que se referia à consciência dos fatos e à lembrança do que um dia havia sido o movimento contestatório que desandou em rebelião. Apenas Lúcifer e não mais que algumas poucas centenas de individualidades de sua falange tinham a devida consciência e recordação de todo o processo decorrido.
A essa altura do tempo terrestre, Jeová dava por concluída a missão que realizara com todo zelo e amor possíveis mas que esbarrara nas limitações de uma época e no confronto com verdadeiros exércitos das trevas, e retirava-se do ambiente terreno juntamente com sua equipe, deixando os trabalhadores espirituais da hoste do Mestre continuarem o trabalho de esclarecimento e ajuda fraterna. Acabaram-se aí as últimas intervenções dos seres de outros mundos no contexto terreno.
É importante destacar que os extraterrestres permaneceram sem dar mostras de sua presença durante cerca de dois mil e duzentos anos. Somente a partir de certo momento do século xx: é que eles voltaram a se apresentar, ainda que discretamente, obedecendo ao planejamento de reintegração da Terra à convivência cósmica.

A partir de então, os mesmos passaram apenas a acompanhar a evolução dos fatos, cabendo, doravante, às equipes espirituais congregadas no orbe, a continuidade mais efetiva dos trabalhos.


Ao perceber a retirada da equipe da Luz contra a qual guerreara tanto tempo, Lúcifer sentiu-se vitorioso e glorificado como uma espécie de príncipe terrestre, até porque o que restava do que um dia havia sido o povo hebreu, estava esfacelado e espalhado pelas muitas culturas distintas existentes na Terra.
Lúcifer passou, então, a dedicar-se a influenciar essas outras culturas para não diminuir a pressão sobre o que restava do povo hebreu a título de precaver-se contra os insistentes avisos que a veia profética hebréia continuava a repetir sobre a chegada do tal Messias no seio do segmento da humanidade terrena escolhida para receber Aquele que era e é somente amor pelas suas ovelhas desgarradas, presas ao orbe terrestre.
Aos olhos de Lúcifer, que do astral planetário a tudo acompanhava com a sua pequena equipe, a situação estava bastante satisfatória. Aqui e ali percebia uma ou outra incursão de emissários do Mais Alto, mas não chegava a perturbar-se com tais fatos. A seu juízo tudo estava sob o seu controle.
Foi, portanto, com profunda surpresa que percebeu a condição energética de um homem chamado na Terra de João Batista que, ao encontrar-se, em determinado momento, com outro homem de condições energéticas muito mais avantajadas ainda chamado Jesus, promoveu tal ordem de vibração no astral planetário que terminou por atrair Lúcifer e seus principais seguidores ao momento do batismo no rio Jordão. Lá chegando, não gostaram muito do que ainda puderam perceber porquanto viram em toda plenitude, do plano existencial em que se encontravam, o que poucos olhos humanos apenas puderam superficialmente perceber e ficaram chocados e inquietos com a majestosa energia de altíssimo padrão vibratório que dominou o ambiente durante alguns momentos.
Desde que estavam congregados ao orbe terrestre, a falange luciferiana jamais tinha percebido tamanho porte energético.
Preocupado, Lúcifer passou a acompanhar pessoalmente, dos ambientes astrais terrenos, aquele homem estranho chamado Jesus.
Para sua total surpresa, aquele homem conseguia olhá-lo nos olhos, mesmo sendo um simples humano terrestre. "Como pode ser?" perguntava-se Lúcifer. Quem seria aquele espírito encarnado como um ser terreno qualquer que, ao perceber e sentir a sua aproximação, procurava-lhe os olhos, rompendo todas as barreiras interdimensionais, numa atitude que era misto de compreensão e amor? Que superioridade era aquela que emanava daquele homem simples que o fazia sentir-se tão mal e inquieto diante dele? Como podia Ele, sendo um simples homem terráqueo, percebê-lo no nível astral?
Alguma coisa no seu íntimo dizia que já havia visto aquele homem antes. Mas, como? Somente havia percebido e sentido tais sensações e inquietações diante do Seu ex-comandante que, ao seu juízo, sob nenhuma hipótese, poderia imantar o Seu espírito às condições reprodutivas terrenas. E se Ele não podia vir de forma direta com todo seu exército porque as condições astrais-vibratórias do planeta não o permitiam, de forma indireta, através de uma encarnação naqueles corpos de baixas e pesadas vibrações, é que não seria mesmo possível. Portanto, não podia ser Ele que estava ali, e sim, alguém de Sua hoste, pensava Lúcifer.
Aumentando ainda mais a sua surpresa, aquele homem largou ainda o pouco que dispunha e , sozinho, sem nenhuma companhia e nenhum tipo de provisão diante das necessidades normais do corpo físico terreno, dirigiu-se ao mais insólito dos ambientes da geografia terrestre, que era o deserto, e lá permaneceu em estado tal de comunhão íntima aparentemente consigo mesmo pensava Lúcifer - que, enquanto tal situação energética durou, Lúcifer e sua falange não conseguiram dEle se aproximar.
Decorridos alguns dias terrenos, Lúcifer percebeu que seja lá o que aquele homem estivera fazendo, terminara,porquanto não mais percebia o inquietante campo vibracional que o impedia de aproximar-se. E ao fazê-lo, percebeu que mesmo sem aquele campo energético rodeando-O, aquele homem continuava a fitá-lo nos olhos. Lúcifer, completamente inquieto, nada entendia. Pelejara tanto tempo com Jeová e jamais o vira desacompanhado de seus assessores e naves de apoio nas poucas oportunidades que teve de percebê-lo diretamente. E agora, aquele homem, ali, de pé, parado, olhando-o nos olhos, tranqüila e suavemente, sem nada a Seu redor, nenhum nível ou tipo de apoio logístico, nenhum grupo de seguidores, nada, a não ser Ele mesmo como um simples homem da Terra.
"Quem és e a que te propões", perguntou Lúcifer a Jesus que, a partir daquele momento, foi bombardeado, testado e avaliado por Lúcifer que tentava de todas as maneiras subjugá-Lo, procurando descobrir algum comportamento ou postura psíquica que se assemelhasse ao que poderíamos chamar de ponto fraco.
Terminado o embate e diante da postura imperturbável e suave daquele homem estranho, Lúcifer resolveu afastar-se um pouco porque grande era a inquietação que grassava no seu íntimo.
Passou a acompanhá-Lo de mais longe mas sempre sentindo que Jesus lhe percebia a presença. E durante todo o ministério público de Jesus, Lúcifer e seus seguidores acompanharam dos planos astrais a atitude suave, a postura fraterna e os ensinamentos dAquele homem que aconselhava até o perdão aos adversários e inimigos.
Em posição privilegiada de observação, a falange luciferiana incomodava-se cada vez mais com o magnetismo que dele fluía e abraçava a todos que O escutavam, fossem os homens e mulheres do mundo terreno, espíritos desencarnados que em número muito maior que os encarnados acorriam sempre que o Mestre fazia vibrar a Sua oratória edificante e vibrante, ou mesmo os seres que dos ambientes astrais O observavam e acompanhavam.
Como força anestesiante e renovadora os ensinamentos e o testemunho do Mestre penetravam as almas inquietas e perturbadas das individualidades que ao Seu redor se congregavam. O jugo suave, os gestos fraternos, os ensinamentos morais esclarecedores e, acima de tudo, a autoridade e o amor que dEle emanavam, atraiam irresistivelmente tantos quantos se acercassem de Suas vibrações.
Ao final de certa tarde, quando o Mestre descansava em casa de amigos juntamente com alguns familiares, percebeu que Lúcifer O aguardava em campo próximo dali e, retirando-se discretamente, dirigiu-se ao seu encontro.
Lá chegando, Lúcifer, em atitude respeitosa porém desafiadora, solicita-Lhe novamente explicações quanto a Sua procedência e intenções e, em especial, quanto a certa história que se espalhava referente ao fato de que Ele, Jesus, seria o Filho do Deus vivo encarnado como um simples homem terreno.
"Que Deus?" perguntava Lúcifer atordoado pela mansidão e poder inerentes Àquele homem. Seria Ele alguma espécie de irmão cósmico do seu ex-comandante que também falava da Deidade? Até quando esse Deus ou o Seu anúncio iria persegui-lo? A que hierarquia Jesus pertencia e por que Ele não se potencializara diretamente sem ter que assumir um corpo modesto e pesado como aquele? Se era emissário divino e desejava tomar-lhe o domínio da Terra, onde estavam os exércitos celestiais para dominá-lo, prendê-lo, e a seus seguidores?
O Mestre em atitude de respeito pleno à posição de Lúcifer, a tudo escutou e ao final disse simplesmente:
-"Irmão amado, vim abraçar-te, não prender-te! A autoridade da qual me invisto repousa apenas no amor que trago comigo. Se investido da capacidade cósmica de acompanhar os meus irmãos em evolução não usei de nenhuma postura que fugisse à Vontade Amorosa de Meu Pai, como posso, agora, como um simples homem mortal, render-me ao culto equivocado do domínio mental? Por quem sou, devo e posso apenas amar. Nada mais posso e, entre os que se amam, não há vitórias e derrotas. Acompanha, pois, amado Lúcifer, o meu testemunho, porque despi-me de tudo para nada poder posto que aqui sou igualou menos que qualquer um. Segue-me! Acompanha-me ao momento em que devo finalizar em mim mesmo um processo por ti iniciado. Honro o teu livre-arbítrio e postura pessoais. Honra-me da mesma forma, na condição de homem menor terrestre. O que faço, faço por amor. Faze tu o mesmo. Ama, em especial, aqueles que o seguiram, e honra-me no esforço de a todos abraçar como irmão cósmico"!
Lúcifer, não suportando as vibrações do Mestre e muito menos o fato que começava a vislumbrar e admitir de que Aquele homem era, em verdade, a expressão menor terrena, despojada de toda condição de poder celeste, do Filho Dileto da Deidade contra o qual rebelara-se em ambientes existenciais superiores, mas que mesmo assim, na personificação temporária de um simples homem terrestre, era ainda muito maior do que ele próprio em condições energético-vibratória, retirou-se atordoado e, a partir daquele momento, não mais voltou ao convívio dos seus pares que passaram a procurá-lo desesperadamente. Desde aquele instante, Lúcifer isolou-se e não mais comandou a sua falange ou o que dela restava.
Chega o doloroso dia do calvário. Lúcifer seguia de longe os passos de Jesus, não aceitando, entretanto, que aquele homem fosse a encarnação terrena do Seu ex-comandante.
Seja lá quem fosse, pensava Lúcifer, aquele homem tinha poder pessoal suficiente para ter se livrado de todos aqueles problemas que terminaram por levá-Lo à brutal crucificação. Por que não o fizera?
Misturado com os personagens terrenos que fizeram parte dos flagelos sofridos, da Via-Crucis e da crucificação, Lúcifer, do plano astral em que se encontrava, a tudo acompanhava sem ser percebido por ninguém, à exceção do próprio Mestre que em estado de oração íntima e constante ao Pai, apesar de percebê-lo por perto, não mais o fitara nos olhos.
Apenas quando uma certa autoridade romana, antes do início da caminhada para o calvário, Lhe perguntara o que era a verdade, o Mestre havia voltado os olhos para ele como se lhe repassando a pergunta. Depois dessa ocasião, Jesus não mais lhe voltara a atenção até o momento em que, preso ao madeiro do sofrimento e em instante de inigualável e majestosa beleza, rogou a Seu Pai que perdoasse a todos porquanto não sabiam o que faziam pois desconheciam a Verdade cósmica do Amor do Pai.
Ombreando com antigos seguidores agora encarnados como alguns daqueles personagens que cercavam Jesus naquele instante supremo, Lúcifer observava, inquieto, o Seu sofrimento. Alguns instantes antes de expirar, o Mestre voltou suavemente os seus olhos para Lúcifer e dirigiu-lhe uma rápida mensagem em língua diferente do padrão terrestre.
Somente ali, e apenas naquele instante, após perceber a mensagem que Jesus lhe endereçara em linguagem apenas conhecida nos mundos de Capela, Lúcifer quedou-se sobre o chão próximo à cruz e em pranto desesperado e silencioso, compreendeu, finalmente, quem era Aquele que se deixara crucificar como o mais modesto e humilde dos seres e, em nenhum momento, deixando de amar a todos.
Percebeu-Lhe a majestosa condição espiritual de Preposto Maior da Deidade, não mais por simples nomeação ou escolha do Mais Alto, mas, também, e acima de tudo, pelo merecimento pessoal e união íntima demonstrada e testemunhada com o mais alto padrão de amor e compreensão jamais potencializado através de um ser. Percebeu, ainda, os diversos níveis da hierarquia celeste que, em atitude de amor, admiração e respeito, sem promoverem nenhum tipo de interferência, aguardavam dos diversos ambientes energético-vibratórios que cercavam o palco terrestre, o desfecho do testemunho inigualável de amor ao próximo jamais ocorrido em qualquer recanto da Grande Obra da Criação Universal.
Lúcifer, talvez, continuasse a não perceber e/ou aceitar a questão da Deidade. Mas, independente da existência de Deus ou não, adquirira a consciência de que era muito, ainda muito inferior em condição existencial vibratória ao Mestre dos Mestres que testemunhava de forma impensável para a Sua excelsa condição cósmica, o mais alto padrão de amor. E isso, por si só, aniquilava em seu íntimo, o confronto equivocado ao Mestre, por ele praticado. Percebera, finalmente, que independente do que ele julgava ser a figura ou mito do Pai Universal, o Mestre deveria ser a expressão maior do que porventura existisse em termos de Deidade, para seres do seu padrão vibratório. O Mestre dos Mestres que tudo podia fazer nas Suas atribuições de autoridade celeste, nada fez nesse sentido. E, realmente, em vez de prendê-lo, veio abraçar-lhe amorosamente o Espírito cansado de tanta luta íntima, angústias e inquietações.
Ali estava, ao lado do corpo terreno tão sofrido e já aniquilado, o Espírito de escol de Jesus que de braços abertos ao lado da cruz, mais uma vez convidava a todas as suas ovelhas a empreenderem o caminho da redenção espiritual.
Como que aniquilado diante de tanta vergonha que lhe ia no íntimo, Lúcifer rogou a Jesus o Seu perdão. E o Mestre, aconchegando junto a Si o corpo astral algo desfigurado de Lúcifer, elevou-se em direção a ambientes outros cercado pelas Suas hostes.
Terminara a rebelião de Lúcifer ou, pelo menos, o que restava da rebelião, que não mais tinha na sua figura o seu comandante. O irmão Lúcifer necessitava fortalecer a sua condição energética pessoal para poder voltar a trabalhar em benefício da própria paz interior. Precisava restabelecer em si próprio a condição vibratória para poder ajudar a todos que terminaram por segui-lo e que ainda se encontravam perdidos nas posturas estacionárias e criminosas do orgulho que pensa tudo poder. Enquanto um só daqueles que o seguiram estiver em situação espiritual de padrão vibratório semelhante ao que poderíamos chamar de trevas (ausência de luz e esclarecimento), Lúcifer não sossegará pois imprimiu na sua própria organização espiritual consciencial a condição de resgatar a todos que o seguiram para poder sentir-se em paz consigo mesmo.
Anteriormente referimo-nos aos luciferinos arrependidos. Agora, algo comentaremos sobre os renitentes.
Em toda parte há gente mais realista do que o rei, e essa expressão tem correspondentes em todas as línguas. Rendendo-se Lúcifer, cabeça da Rebelião não se entregaram outros rebelados. Ou creram que a rendição era mera encenação do chefe, ou o desprezaram por causa do gesto. De todo modo, persistiram, e ao fazê-lo chegaram a praticar - embora não com as repercussões cósmicas do que Lúcifer fizera - em termos terrenos, atos mais negativos e mais negros do que os do seu inspirador.
Um dos ex-generais de Lúcifer em particular, Satã - nome atribuído a deuses e espíritos malignos de diversas religiões de povos antigos da Terra, o que lhe dava muito gosto - prosseguiu liderando as falanges das trevas e influindo em seus afins, arrebanhando todas as vibrações pesadas e influindo em todos os baixos estratos existentes na população terrena, encarnada ou desencarnada.
Por bom tempo esperou a volta de Lúcifer ao comando da Rebelião, cuja chefia assumira em caráter interino; ao ver que a capitulação deste fora sincera, empederniu-se de acendrado ódio contra o próprio Lúcifer e contra todos os que desertaram da trilha do engano, voltando aos braços amorosos de Jesus. Passou a considerar a todos esses como traidores e renegados, comprazendo-se em persegui-los com mais força do que àqueles que sempre tinha combatido.
Onde enxergou traidores, Satã baixou, implacável, seu gládio: contra os primeiros cristãos, nas grandes perseguições; contra os cruzados, quando voltaram escravos da África Negra na América; e, com requintes de perversidade, entre os judeus, onde sempre os houve e há em grande número.
Foi Satã o oculto mentor astral de todo o obscurantismo havido na Terra depois da encarnação do Mestre; esteve por trás da divisão e da queda do Império Romano, das violências dos bárbaros, da Inquisição e de todas as guerras religiosas da Europa, que retalharam o cristianismo. Intrigou reis e papas, envenenou o catolicismo, fomentou divisões étnicas, teve, com seus asseclas, influência em todas as gigantescas mortandades havidas na Ásia, muitas desconhecidas no Ocidente; mexeu com hunos, mongóis, chineses, indianos, japoneses, etc.
Utilizou as paixões e vícios da matéria para fazer dos encarnados massa de manobra e bucha de canhão. Desvirtuou a Revolução Francesa, atuou pessoalmente para mudar os rumos - essa uma de suas grandes vitórias da obra de Napoleão que, terminou por muito enfraquecer o nascente Espiritismo francês pois, a partir de então, tudo o que saísse da França era prontamente antipatizado pelo resto da Europa. Instigou um número incrível de guerras no século XX, sendo o maior responsável pelos erros das Revoluções Comunistas, cujo materialismo ideológico facilitOu-lhe a atuação vibracional contrária à obra do Mestre; de outra parte, junto ao poder capitalista, o imperialismo econômico, o apego ao dinheiro e à competição, a exploração da miséria e a falta de solidariedade social lhe deram idênticas facilidades.
Das sementes venenosas plantadas no fim do século XIX, colheu a Primeira Guerra; das conseqüências desta, fez a Segunda, quando reinou soberano, através de títeres como Stálin, Mussolini e Hitler - e por meio deste perseguiu, o quanto pôde, os judeus e outros segmentos dos povos terrestres. A ação da Luz impediu-lhe o domínio planetário. Mas ele conseguiu, levando o mundo à guerra fria, deixar a Terra à beira da destruição nuclear, que teria sido sua vindita final.
Só recentemente foi vencido, por um novo trabalho da Espiritualidade Crística que um dia será esclarecido. Sua sanha, que nos parece, pela proximidade dos fatos, mais virulenta que a de Lúcifer, decorre do fato de que este lutava por uma idéia - conquanto enganada e desvirtuada pelo orgulho e a auto-suficiência. Lúcifer era um líder, era um rebelde, digamos, um guerrilheiro político do cosmos, equivocado nos meios porque falto de visão dos fins, que avaliou de modo completamente errado. Já Satã tOrnou-se meramente um chefe de bandidos, um criminoso inveterado, que não lutava por nada mais, senão por vingança e desespero.
Muitas religiões confundiram Satã com Lúcifer, pensando serem o mesmo ente. Nada mais longe da verdade. E a Bíblia, cujos textos anteriores e posteriores a Jesus, misturavam tudo isso com lendas babilônicas de demônios, versões e traduções eivadas de misticismo, identificou-os com o Diabo, o Mal, o Inimigo, um ser irrecuperável, quase tão poderoso como Deus, com quem travaria uma luta eterna desde o início dos tempos. Isso criou, principalmente no mundo ocidental, um verdadeiro bloqueio para o correto entendimento do tema.
Desde a revelação espírita, porém, ficou claro - aliás, isso já tinha sido revelado muitas vezes aos homens, mas a verdade perdeu-se na noite dos tempos - que não pode existir o Diabo, da forma como posto na literalidade do texto bíblico: um ser que é o mal em si, e que por isso não tem recuperação nem possibilidade de evoluir para um dia caminhar no rumo ascensional para o encontro com a Deidade, merecendo desta, somente, a condenação eterna, o inferno, junto com todos os que o seguirem. Essa tese leva a duas hipóteses, ambas inaceitáveis:
Por uma se tem que Deus, embora havendo criado o Diabo e seus seguidores, não os perdoa, por tantos erros que cometeram, exilando a todos, inapelavelmente, de qualquer chance de obter novamente seu amor; é Deus, assim, um Pai menos amoroso que os pais terrenos, que sempre oferecem aos filhos, por piores que sejam os atos por estes praticados, mais uma oportunidade de perdão, e que, mesmo quando os sabem errados, continuam a amá-los, às vezes até com maior fervor.
Pela segunda se tem que, como isso não pode ser, o Diabo não é filho de Deus, não foi por ele criado. Ora, se Deus não criou tudo, o Diabo é um Deus à parte, um Anti-Deus, e essa conclusão colide com o princípio monoteísta fundamental que embasa toda a Bíblia, Antigo e Novo Testamentos.
Aliás, até o Zoroastrismo, que supostamente admitia dois deuses, Ahura-Mazda, ou Ormuzd, do Bem, e Arimã, do mal, pregava que no fim dos tempos haveria a vitória do primeiro sobre o último, mas a condenação deste não seria eterna, pois Mazda, como expressão perfeita da bondade, não deixaria Arimã eternamente excluído desse reino da perfeição, até porque, se assim fizesse, não demonstraria a superioridade intrínseca do Bem sobre o mal.
Portanto, nem Satã nem Lúcifer são inconciliáveis com a Verdade. Na condição de filhos de Deus, o Pai os ama incondicionalmente. Os erros que cometeram são débitos que adquiriram e que certamente irão purgar, pelo labor e pelo sofrimento, conforme a lei cósmica. Sendo, como são, espíritos de grande saber, poder e energia, uma vez desviados da rota errada, certamente tomarão com vigor o caminho ascensional e poderão fazer, em prol das forças do Bem, muito mais do que contra elas puderam praticar.

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