ReintegraçÃo cósmica. (Integral dos três livros juntos )



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4. Orgulho Espiritual

Após a saída de Lúcifer dos ambientes terrenos, o resto de sua falange confundiu-se completamente com o grande grupo de individualidades espirituais ligadas aos comportamentos menores da postura terrena.


O psiquismo luciferiano que tinha como características as posturas ligadas ao orgulho, à prepotência, à rebeldia e à arrogância, terminou por misturar-se de vez com as tendências e inclinações violentas de grande parte dos espíritos ainda comportamentalmente doentes da comunidade planetária terrestre.
O certo e o errado passaram a confundir-se perante os valores transitórios de uma época. Os ensinamentos eternos, válidos em qualquer tempo e lugar no cosmos, foram relegados a utopias religiosas e filosóficas apenas possíveis de serem praticadas por santos e anjos. Como na Terra tais individualidades eram raras ...
A possibilidade evolutiva era minada pelo orgulho que a tudo destruía, temperado pelas paixões mundanas por si só já envenenadas pelas inclinações inconfessáveis da então condição vibratória que caracterizava o espírito humano terrestre, a tudo destruía. Longo e doloroso foi, portanto, o período evolutivo, algo estacionado em termos de aquisição espiritual, do primeiro milênio pós Cristo.
O orgulho espiritual era a base sobre a qual as demais características dos homens e mulheres da Terra se assentavam. O que um dia fora sentimento de orgulho estrategicamente posicionado tornara-se a base de muitos comportamentos criminosos e equivocados.
Mas, em verdade, com o advento do Mestre e a saída de Lúcifer dos ambientes terrenos, estava iniciada a última etapa possível de recuperação para os espíritos congregados no orbe, antes da reintegração cósmica da Terra, ou em outras palavras, antes do tão propalado "Juízo Final" que nada mais é do que fato de comum ocorrência de tempos em tempos nos mundos em evolução em todo o cosmos, espécie de reciclagem espiritual que ocorre ao final de cada ciclo ou período evolutivo.
Terminada a rebelião, um novo prazo - promovido pela iniciativa do Mestre em vir à Terra semear o esclarecimento redentor - seria dado para que as individualidades espirituais pudessem administrar os seus currículos existenciais situando-os em melhor contexto vibratório a cada reencarnação empreendida, para habilitarem-se novamente à convivência cósmica em futuro próximo.
Cada família de espíritos traçou os planejamentos necessários ao melhoramento de seus pares com vistas a serem aprovados na reciclagem que inapelavelmente haveria de vir para viabilizar a reintegração da Terra ao contexto sideral. .
Miríades de trabalhadores da seara redentora do Mestre encarnavam a todo momento nas mais diversas regiões planetárias em tentativas educacionais e enobrecedoras ao tão desnorteado espírito humano.
O orgulho, porém, grassava em todos os quadrantes e organizações do mundo terreno e a intolerância e o desamor tudo e todos estacionavam em ambientes vibratórios de pesada e baixa característica comum aos ambientes trevosos.
Mesmo com o esforço de muitos, quase que a Terra era novamente dominada por grupos ligados às trevas da ignorância e do orgulho, que tudo faziam para permanecer na inércia que lhes era aparentemente tão agradável. Mas isso se dá até com alguém que, acostumado durantes anos e anos a viver em cavernas e subterrâneos longe da luz do sol, assusta-se com a possibilidade de ser expulso ou sair daquela condição existencial a que já se acostumou e terminou por gostar, mesmo que seja para uma melhor condição de vida. Tal processo se dá com quem se encontra afinado com as vibrações trevosas.
Nada mais era feito sob os auspícios de Lúcifer, que tinha seu nome utilizado aqui e ali pelos mais baixos padrões da atuação das trevas em idéia completamente distorcida em relação à original.
O nome de Lúcifer passou a ser uma espécie de padrinho dos mais pesados e primitivos comportamentos humanos sem que tivesse para isso contribuído direta e conscientemente. Mas tal era e é a herança daquele que indiretamente foi o foco propagador da situação trevos a que cercou a Terra até os dias atuais.
Lúcifer, de certa forma, sente-se responsável por tudo o que aconteceu e sua paz interior, como já informado anteriormente, somente será possível quando o último dos envolvidos, e obrigamo-nos a dizer, direta ou indiretamente, com todo esse processo, regenerar a sua consciência espiritual, obtendo, assim, a necessária redenção.
Entretanto, corria célere a experiência planetária pós Cristo. E na análise dos mentores do mundo terrestre, o que a falange de Lúcifer não conseguira, estava prestes a ser conquistado por um amontoado de grupos de espíritos ligados às trevas decorrentes e conseqüentes à atitude humana terráquea, que era o processo de envolvimento total, a título de aparente domínio, de todo o orbe terrestre pelas camadas sofredoras e necessitadas das formas-sentimento e formas-pensamento emanadas pelos espíritos trevosos que, encarnados ou desencarnados, formavam, à altura dos acontecimentos, a grande maioria da população do orbe terrestre.

5. Novos Débitos

A título de melhor compreensão, antes da chegada ao mundo dos encarnados de grupos de espíritos trabalhadores bastante evoluídos que começou a ocorrer no primeiro século do segundo milênio pós Cristo, a população do orbe (espíritos encarnados e desencarnados) em termos de desenvolvimento espiritual, estava dividida em três grandes grupos :


- a grande maioria das individualidades encontrava-se inapelavelmente ligada aos comportamentos e posturas trevosas, onde dominavam as tendências espirituais às posturas da intolerância, do ódio, da intriga, do culto às paixões desenfreadas, da violência, da maledicência, da inveja, da vingança, do orgulho e, acima de tudo, à arrebatadora inclinação de permanência em estados de estacionamento mental e moral;
- em número bem menor, porém considerável, aquelas que, dependendo das circunstâncias, tanto podiam tender aos comportamentos trevos os ou permanecerem numa certa inércia existencial, sem consagrarem grandes esforços no campo do progresso evolutivo;
- em pequeno número, as que sempre tendiam à prática do bem e do progresso mas que, por não serem perfeitas, de vez em quando, ao se defrontarem com situações típicas da história da convivência e das paixões humanas com suas intrigas e discórdias, e muitas vezes a título de defesa pessoal ou dos seus afetos, terminavam por assumir comportamentos menores e equivocados ligados à tendência trevos a que tanto complicam a evolução espiritual.
O quadro era bastante complicado.
Aquele que viera ao mundo terreno esclarecer e dar seu testemunho de amor, terminou por ter Seu legado amoroso vinculado a certas necessidades mundanas das organizações religiosas do passado que, irresponsável e inconseqüentemente em Sua memória e em Seu nome, praticavam os mais hediondos crimes contra a sensibilidade espiritual e o progresso evolutivo planetário.
A cada disputa, a cada intriga, a cada discórdia, todas as paixões inferiores cheias de interesses inconfessáveis explodiam nos corações nas entrelinhas do jogo do poder e do orgulho, fazendo valer a força do mais forte, do mais esperto, tornando praticamente impossível, a existência digna desenvolvida em padrões de atuação nobilitante.
A cada episódio, fosse em âmbito familiar, de vilas, cidades, reinos e, em especial, aqueles mais abrangentes em termos de geopolítica, contraíam-se novos e clamorosos débitos ante as leis divinas de causa e efeito, ação e reação.
A ignorância e a tendência do espírito humano terrestre ao estacionamento mental e espiritual, dominavam as capacidades da quase totalidade dos espíritos congregados no orbe. O progresso terreno, tal qual a onda do mar que avança para depois recuar sobre as areias da praia, estava preso ao eterno ir e vir da instabilidade dos padrões de atuação do homem e da mulher da Terra.
Como promover, ou mesmo programar para curto prazo, a possível reintegração da Terra à convivência cósmica, com tão baixas e pesadas condições vibratórias dos seres nela congregados e, por conseguinte, da própria condição astral do planeta?
Como poderiam equipes de trabalhadores siderais muito evoluídos penetrarem no campo energético terreno, seja no nível físico ou astral, para poderem promover a ajuda tão necessária ao soerguimento da condição vibratória da comunidade planetária? Tal não era possível, à altura do início do segundo milênio.
Se imaginarmos um corpo celeste físico-material, um asteróide ou meteoro por exemplo, penetrando na atmosfera da Terra provocando o conseqüente atrito e combustão molecular através das ondas de choque isotérmico e/ou nuclear, tendo normalmente como conseqüência a destruição do seu próprio corpo celeste, poderemos, em analogia simples, imaginar, agora, que naves interplanetárias de civilizações muito evoluídas cujas vibrações atômicas ou moleculares fossem de padrão completamente diferente do normal terrestre ao adentrarem o ambiente planetário, com a ocorrência da interação de energias tão díspares, fatalmente provocariam ocorrências graves e até mesmo fatais, não só para os que estivessem na nave como também para o conjunto da população terrestre.
Por isso naves de seres muito evoluídos, cujas vibrações estejam em padrão energético-vibratório completamente diferenciado e dissociado das pesadas vibrações que cercam a Terra, dificilmente podem adentrar física e materialmente falando, os ambientes terrenos. Somente assim o poderiam fazer, no tempo em que estamos nos referindo, naves provenientes de civilizações pouco mais adiantadas que a nossa, de padrão vibratório harmônico ou semelhante ao terrestre.
O nosso planeta, enquanto possuir carga astral muito pesada envolvendo-o não suporta, como não suportava, a entrada de várias naves de seres de naipe espiritual-vibratório muito elevado. Seria um verdadeiro desastre energético se eles chegassem para algum tipo de contato mais direto aos sentidos terrenos.
Mesmo nos ambientes astrais, equipes de trabalho de seres muito evoluídos que estacionando as suas naves próximas à Terra aí se potencializam com seus corpos especiais através de projeções cujos níveis ainda são completamente incompreendidos e inimaginados pelo maior dos ficcionistas da Terra. Esses seres se defrontam com toda sorte de problemas e dificuldades, o que torna normalmente impraticável tais missões. Somente a custo altíssimo de ordem energético-pessoal é que alguns seres, em gesto de amor e para servir aos seus irmãos cósmicos, se propõem, a exemplo do que fez Jeová e sua equipe, a trabalhar em tais condições.
A título de exemplo e ilustração, representaria para esses seres se potencializarem, seja em ambientes astrais ou em físico-materiais de mundos inferiores e problemáticos, o mesmo que significaria para um ser humano passar anos e anos vivendo em cavernas de odor desagradável sem nenhum conforto ou assistência, em ambiente cheio de fumaça e gases pesados que muito dificultam o processo respiratório e de visão, em condições precárias de alimentação e higiene, correndo risco de adquirir doenças de toda sorte. Da mesma forma que um ser terrestre, após tal empreitada, necessitaria passar muito tempo em recuperação hospitalar se é que o mesmo não fosse precisar de operação reparadora em algum de seus órgãos, assim, também, os irmãos de outros orbes necessitam de verdadeiras recomposições energéticas e magnéticas em processos que não são nada agradáveis, após cumprirem missões em mundos de vibrações pesadas.
Dessa forma, devido ao constante registro na condição energética dos espíritos reencarnados de seus próprios erros e crimes, causando o conseqüente contágio na atmosfera em que respiram, ou seja, no astral planetário, das formas-pensamento e formas-sentimento doentias resultantes dos seus atos e posturas, a Alta Espiritualidade não tinha como promover a chegada de irmãos de fora, o que impedia a reintegração da Terra aos circuitos de intercâmbio e tráfego cósmicos.
Não havia como promover semelhante processo até porque fatores impeditivos do crescimento mental a nível das ciências em geral imperavam nos principais centros produtivos e nas principais organizações e centros de poder do mundo àquela época.
Tais fatores, completamente ligados ao estacionamento das idéias e ao ortodoxismo estéril, dominavam a evolução das mentes promovendo o atraso e a ignorância orgulhosa, a título de estarem fazendo a vontade de Deus.
Era tanto orgulho, ignorância e violência no coração dos homens e mulheres da Terra que tornava impossível qualquer tipo de convivência com outras realidades mais evoluídas.
Através do passar do tempo planetário, dádiva maior do Pai para os mundos transitórios onde se congregam espíritos em diversos níveis de evolução antes de atingirem certas conquistas espirituais que os qualifiquem à coexistência fraterna no chamado não-tempo, faria com que as individualidades congregadas no orbe terrestre limpassem as suas mentes e corações através da purgação e expiação de tanta energia de padrão vibratório cármico baixo e pesado, que lhes caracterizava a existência.
Somente através da chegada de muitos trabalhadores espirituais evoluídos, conforme permitissem as condições planetárias, é que a situação poderia melhorar. A Terra necessitava urgentemente de corações que vibrassem sentimentos de paz, mansuetude, carinho, amor, e acima de tudo, retidão moral, para melhorar as condições energéticas do planeta, que nada mais são do que a resultante direta das emanações fluídicas dos seres ali congregados.
Nasceram no mundo terreno valorosos trabalhadores da seara do Mestre para tentar algo com vistas a melhoria da situação planetária. A grande maioria permaneceu, durante toda a vida, no anonimato e somente alguns poucos conseguiram projetar o seu testemunho a âmbitos maiores.
Mas onde não se torna possível o esclarecimento fraterno somente a dor e sofrimento podem ensinar.
E assim foi com a nossa comunidade planetária, mesmo com a chegada de espíritos tão evoluídos e compromissados com o processo de esclarecimento planetário, como o nosso amado irmão Francisco de Assis e tantos outros que desceram às lides carnais para muito contribuírem com o progresso planetário. Mas como tudo o mais na Terra, a semeadura necessitava de tempo para a realização da boa colheita.

6. Persiste O Isolamento

Continuava a Terra na ilusão de sua solidão cósmica. Seus habitantes, de forma descuidada e inconseqüente, terminaram por pensar que eram o centro do universo e que Deus não tinha mais a fazer a não ser cuidar de trajes e formas de culto dos diversos segmentos culturais dos terráqueos.

Constrange ao autor terreno da presente obra a lembrança de um fato amplamente noticiado pela mídia internacional: um certo oficial que mesmo após o fim de uma guerra e por ter se perdido e permanecido longo tempo no meio da selva sem contato algum com a civilização, pensava e agia ainda como se em estado de guerra estivesse, quando, em verdade, a guerra já havia acabado muitos anos antes. Imaginemos o que esse nosso irmão não deve ter pensado e passado ao longo desse período em que viveu brutal e equivocada ilusão.

Tal é o caso e/ou estado de todos nós, espíritos congregados no orbe terrestre desde há muitos milênios.


Devido ao longuíssimo período em que estamos de forma isolada vagando pelo cosmos, sem nenhum tipo de contato direto educativo e elucidativo com as civilizações siderais, sem delas sequer termos notícias, vivemos completamente iludidos com o que podemos perceber através da pobre e limitada ótica terrena.
Isolemos um grupo de dez pessoas, por exemplo, de toda e qualquer possibilidade de convivência e intercâmbio com a sociedade durante quarenta anos e, ao final desse período, verifiquemos qual o estado mental e psicológico dessas pessoas.
O processo de isolamento provoca, inexoravelmente, um encurtamento no horizonte mental perceptivo e reflexivo do ser. O senso de realidade torna-se distorcido simplesmente porque o seu cérebro não recebe as influências estimulativas e progressistas do meio do qual foi isolado. E a tendência normal e natural desse ser é permanecer com postura mental estacionária, em estado de alienação enquanto durar o isolamento ou, em hipótese mais generosa, evoluir muito lentamente com o pouco que possa dispor o seu cérebro no campo da percepção e análise. No caso terrestre, o longo processo de isolamento cósmico junto com a singular tendência à postura orgulhosa e às explosões temperamentais provocadas pela incapacidade cerebral de controle pessoal que provoca, na condição energética da individualidade, campo fértil para a atuação das forças trevosas que invariavelmente imperam nesses casos, terminaram por criar processos de indução mental equivocados de tal porte que os mais tresloucados valores transitórios conseguiam sobrepor-se ao mais primário dos valores eternos que é o respeito ao ser! Tal valor eterno, que vale em qualquer recanto do cosmos, passou a ser uma espécie de quimera ou utopia frente aos ilusórios e equivocados valores transitórios terrenos.
A crença religiosa, cega e irrefletida, subproduto da ignorância e do medo, não podia gerar nenhuma postura diferente daquela que gerou, ou seja, o fanatismo. O fanatismo, processo doentio de indução mental que aniquila na condição cerebral todo e qualquer obstáculo a nível de escrúpulo e reflexão, terminou por promover no espírito humano terrestre, posturas extremadas no campo da violência e do desamor e, o pior, sempre iludindo-se na criminosa afirmativa de que assim se age - ou agia em nome da Deidade, como se Esta de tal loucura necessitasse.
Esse inconseqüente processo de conduta das massas humanas da Terra terminou por criar em torno do orbe, uma condição energética decorrente das formas-pensamento e sentimento emanadas de seus habitantes de caráter vibratório altamente distorcido e desarmônico que somente o passar do tempo e muito sofrimento existencial seriam os fatores que conseguiriam apagar, diminuir ou suavizar tal condição energética planetária.
Nenhum dos principais núcleos dos diversos segmentos do progresso terreno conseguia promover, por mínimo que fosse, esforço conjuntural que persistisse algum tempo no confronto energético com a triste condição vibratória que imperava por todo o planeta, para algo compensar em termos da situação astral do orbe que tendia ao caos.
As aglomerações religiosas, a título de tratarem dos interesses do Alto, feriam frontalmente tais interesses através da prática invertida e distorcida dos ensinamentos dos seus fundadores.
Aqui e ali, a verdade era buscada nobremente por uma teimosa minoria que, no entanto, pouco durava na condição de vivos pois a única luz que as trevas conseguiam suportar era a das fogueiras inquisitórias que calavam a voz dos que queriam fazer brilhar um pouco de esclarecimento.
A fé cega e irrefletida era campo fértil e propício à manipulação pelos mais espertos ou menos escrupulosos para a desdita de todos. Quanto de mal foi feito em nome da fé! Quantos crimes cometidos a título de defender a Deus ou a idéia de um Deus que podia até desejar qualquer coisa, menos que se cometessem crimes em Seu Santo Nome.
Tudo isso produto do isolamento e da incrível inclinação da humanidade terrena à prática das explosões temperamentais via postura fanática que a tudo cega.
O que sabíamos ou sabemos nós das verdades eternas para julgarmos com tanta segurança o próximo? Que tipo de imbecilidade mental ou idiotice espiritual conseguimos nós agregar aos nossos próprios espíritos para cometermos tantos crimes em nome de Arquétipos Cósmicos que nada tinham a ver com tanta loucura?
Infelizmente, para todos nós, não havia a menor condição de sermos ajudados de forma mais efetiva, a título de apressarmos, ou melhor, não retardarmos tanto assim a evolução planetária.
Nada podia ser feito. Persistia o isolamento.

3. Reintegração Cósmica

1. Esforço e Aprendizado

Para promover a reintegração cósmica da Terra, a Espiritualidade Maior defrontava-se com vários níveis de dificuldades que, se analisadas à luz da ótica terrena, concluiria-se por ser impossível a sua consecução.


Enquanto houvesse as intrigantes condições de afinidade entre as pesadas nuvens de astral problemático decorrentes das emanações fluídicas dos habitantes que rodeavam a Terra e à tendência desses mesmos habitantes, numa espécie de pré-disposição consciencial, à manutenção de tal padrão vibratório, nada podia ser feito em termos de religação planetária à coexistência cósmica.
Como promover o intercâmbio de uma comunidade de espíritos orgulhosamente doentes e completamente ignorantes quanto a tudo mais com seres de elevado padrão consciencial? Além de não ser lógico nem racional, se essa aproximação acontecesse, teria como conseqüência direta um verdadeiro desastre para todas as partes envolvidas.
Não havia como promover semelhante processo sem antes modificar a atmosfera energética que envolvia o planeta em suas camadas espiritual-astral mais baixas, vamos assim dizer, próxima ao mundo dos encarnados.
Primeiro, era necessária a promoção de eventos esclarecedores e renovadores, nessa ou naquela região da esfera dos encarnados, para provocar, ao menos, pequenas mudanças no padrão energético planetário, tal qual uma pequena e suave mancha em enorme nuvem de cores fortes e pesadas, e depois, em processo continuado de doação de bons fluidos psíquicos e energéticos por parte dos habitantes, o estímulo ao crescimento dessa suave mancha para que a mesma avançasse mais e mais sobre a escuridão das vibrações magnéticas de baixa qualidade espiritual.
Muitas tentativas foram feitas, mas os bons ideais, os novos estímulos à reeducação da postura espiritual e as tentativas de esclarecimento, quase sempre morriam com os seus criadores através do fogo inquisitorial que ajudava a manter o baixo padrão energético reinante no planeta.
Aqui e ali eram semeadas esperanças de bons frutos em colheitas futuras pelo esforço hercúleo de alguns verdadeiros heróis do progresso humano mas, quando do retorno destes ao mundo espiritual, seus seguidores, por não disporem da mesma fortaleza interior dos mestres missionários da luz e traídos nas forças íntimas, permitiam ou mesmo provocavam a já tão conhecida peste das ervas daninhas dos comportamentos equivocados dos homens e mulheres da Terra junto aos grãos de luz anteriormente semeados.

Novos movimentos filosóficos-religiosos na Terra aportavam, através de novas tentativas da Espiritualidade, para retificar os níveis comportamentais das posturas equivocadas do Espírito terrestre, mas que, por invigilância de um ou de muitos, terminavam por ratificar justamente o que antes pretendeu-se combater. Modificavam apenas a roupagem, a aparência. No entanto, o germe do orgulho, da intolerância, do desamor e do descontrole espiritual ante as paixões psiquicamente dominantes e avassaladores do mundo terreno, continuava intacto no coração do ser humano terrestre e de forma imperiosa continuava a produzir o caos energético na vida planetária.


Todo espírito encarnado, dentro de um contexto episódico e histórico qualquer, ao ser investido de algum tipo ou nível de poder terreno, numa espécie de autofagia, destrói o equilíbrio de sua própria condição espiritual através da prática de delitos e desmandos no uso ilusório dos valores temporais. Eram poucos os que conseguiam se equilibrar entre a ilusão transitória e a questão consciencial do próprio espírito necessitado de evolução.
Ao contrário, se afastado do poder e das facilidades do mundo, sofrendo na carne e no espírito a experiência da miséria material, da solidão e do anonimato em mundo tão perverso, menos ainda conseguiam o equilíbrio da humildade e da postura da não agressão por inveja ou inconseqüência ante os mais favorecidos. Aí também o processo de autofagia da própria condição espiritual herdada do Pai pelas posturas de rebeldia estéril que termina por promover erros muitas vezes de maior porte ainda do que aqueles contra os quais se motivou a combater.
No jogo das muitas vidas do processo reencarnatório terrestre, ia a individualidade espiritual, por entre as experiências múltiplas e diversas da beleza física e da ausência desta, da riqueza e da miséria, do sucesso e do fracasso, da exaltação e da humilhação, do poder e da escravidão, enfim, de todos os contrastes que o ser terreno conseguiu promover na sua própria condição existencial, provocando, dessa forma, a sua própria complicada evolução e, consigo, a do seu berço planetário.
Espíritos nobres quando encarnados, conseguiam aqui e ali, deixar obra acabada de sinalização e esclarecimento fraternos com vistas ao melhoramento da caminhada evolutiva da existência terrena. Um pouco de luz foi finalmente surgindo por entre o equivocado domínio dos cultos à ignorância e ao orgulho que grassavam nos diversos segmentos da vida planetária.
Era preciso educar a boa crença de muitos que, manipulada pelo poder e esperteza mental negativamente aglutinada de poucos em alguns centros do poder temporal, terminavam sempre por se alinhar ao desserviço da boa causa do esclarecimento e do melhoramento do nível consciencial terrestre.
A crença, por si mesma, era uma boa semente presente no interior de espíritos que, congregados em um mundo inferior e sem tecnologia disponível, pouco podiam se desenvolver a nível mental e, por conseguinte, necessitavam trabalhar e melhorar a sua componente moral-espiritual através da fé ou crença em algum padrão superior de postura existencial.
Onde pouco a mente pode produzir, a fé íntima promove o estímulo ao melhoramento pessoal. Se o meio em que se vive não permite ou não consegue promover as condições básicas ao necessário padrão de reflexão mental com vistas ao progresso, somente algo que venha do íntimo do ser pode estimulá-lo à renovação e ao melhoramento.

Preso e limitado à modesta percepção dos sentidos próprios aos corpos terrenos que durante milênios viveram em condições organizacionais políticas de nível primário e, destituídas de qualquer padrão tecnológico, sobrava para a vivência do Espírito terrestre encontrar na fé e na crença o grande fator de motivação comportamental.


Era com base na crença ou na falta desta, que o ser humano baseava a sua atitude consciencial. Em uma situação, com o alinhamento e adesão totais através de comportamentos extremados ao que era determinado pela manipulação dos poderes estabelecidos, se assim podemos dizer. Em outra, através da forte contraposição que é sempre provocada pelas posturas radicais e inflexíveis que se pretende confrontar, que termina, também, por causar seus horrores.
Se era no fator crença que estava localizado o germe das posturas conscienciais do ser terrestre, para ali, também, deveriam convergir os esforços renovadores do Mais Alto. E se nos permitirem a paciência e compreensão dos amados irmãos e irmãs, leitores destas modestas páginas, verem aqui reproduzi da a repetição do óbvio, diríamos que aquele que sabe e conhece, não necessita crer. Aquele, entretanto, que não conhece e não poderá fazê-lo por falta de condições para tanto devido às condições ambientais reinantes que o rodeiam, somente lhe resta a atitude consciencial da crença, ou em última análise, de sua negação.
Essa era a grande característica espiritual dos homens e mulheres terráqueos durante muitos séculos dos milênios passados. É sempre bom recordar que desde a implosão da tecnologia atlante, somente nas épocas atuais é que o mundo terreno está novamente desenvolvendo níveis tecnológicos complexos e sofisticados. Entre uma época e outra, o espaço vazio da percepção dos processos mentais foi propício à propagação da crença e da fé, ou da negação de ambas, como fator de evolução.
Até o fim do século XVIII, tal era a situação do orbe terrestre.

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