ReintegraçÃo cósmica. (Integral dos três livros juntos )



Baixar 1.88 Mb.
Página5/29
Encontro29.07.2016
Tamanho1.88 Mb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   29

2. Preparação Necessária

Tudo o que havia sido realizado até então, em termos de tentativas progressistas e renovadoras, tinha como base o sentimento de fé que vinculava energética e indelevelmente os indivíduos a este ou aquele conjunto de preceitos religiosos, limitando sempre a possibilidade de esclarecimento às próprias fronteiras das conveniências, fossem elas honestas e de boa fé ou não.


O poder religioso, que tinha como base a fé, confundia-se a todo instante com o poder político que tinha no jogo de interesses a base sobre a qual assentava as suas ações. No meio desse jogo de paixões desenfreadas a boa fé de muitos foi criminosamente manipulada ao longo dos contextos históricos.
A crença ou descrença, nisso ou naquilo, era a preciosa moeda do mundo e fator de união ou desagregação entre muitos. Tudo era feito com base na crença e na fé. Porém se estas eram manipuladas e, além disso, eram subprodutos de um meio extremamente atrasado em termos de percepção e esclarecimento ...
Algo precisava ser feito porque o sofrimento, tal qual processo evolutivo e reparador, já havia preparado e arado a boa terra do interior de muitas individualidades espirituais através dos séculos, para novas semeaduras no porvir.
Boa parte da humanidade terrena já estava cansada dos mesmos erros conscienciais longamente repetidos através das múltiplas reencarnações e já se encontrava apta a receber o vislumbre de novos aspectos e possibilidades outras de crescimento interior.
Repentinamente, ao olhar mais desavisado, aparece a Codificação Espírita dizendo que antes de crer era necessário compreender. Estava lançada a chamada fé raciocinada.
Para os segmentos do mundo que queriam simplesmente a crença, sem o raciocínio e a necessária perquirição que promovem as possibilidades de esclarecimento e renovação, aquela nova doutrina não surgia em boa hora conquanto afrontava nos seus preceitos, alguns pressupostos básicos que norteavam certas posturas filosóficas e religiosas.
Compreender para crer! Com a compreensão, a interiorização da crença. Com a interiorização da crença, a convicção íntima e fé inabaláveis. Assim sendo, livres de quaisquer possibilidades de manipulação no campo de jogo dos interesses materiais porquanto os atores desse processo, os mentores e trabalhadores espirituais, estavam fora do controle das autoridades terrenas e completamente livres para atuarem conforme o plano da Espiritualidade.
Como foco renovador e esclarecedor e, conscientes da necessidade de promover possibilidades de crescimento interior a nível planetário, os Mentores da Codificação planejaram o seu aparecimento organizado para a comunidade francesa que à época dos fatos, era centro irradior de novidades e fatos de vanguarda para todo o planeta, como ainda o é.
Era objetivo do Mais Alto espiritualizar todas as correntes e segmentos filosóficos e religiosos do planeta com vistas ao melhoramento vibratório de toda a comunidade terrestre. Além disso, pretendia a Espiritualidade, chamar a atenção para a vida após a morte do corpo físico como também para a possibilidade de comunicação com os espíritos dentro de padrão ético de candura fraterna.
Conscientes da estranha tendência humana terráquea em antipatizar qualquer coisa ou novidade que seja produzida por outrem, numa espécie de fobia a tudo que for promovido por outra pessoa, outra equipe, outra religião, outro segmento ideológico qualquer ou por outro país, os mentores sabiam que se a Codificação Espírita fosse transformada em mais uma religião, o objetivo pretendido demoraria mais a ser alcançado. Tudo isso devido à brutal ignorância que se esconde nos sentimentos de qualquer tipo de intolerância, em especial, a de caráter religioso, como se houvessem vários deuses e cada qual com o seu segmento terrestre preferido.
Apenas em última análise e possibilidade de realização conforme as condições históricas de tempo e lugar é que a grande codificação de esclarecimentos espiritualistas deveria se limitar ao papel de mais um credo religioso mas que, mesmo se ainda assim, deveria desenvolver importante e estratégico trabalho, nem que fosse a título ou rótulo de religião, de assistência fraternal e limpeza energética nos ambientes espirituais mais próximos à esfera dos encarnados.
Se transformado em mais uma religião, de pronto as outras religiões não aceitariam os preceitos esclarecedores espiritualistas, porquanto perdida no jogo dos interesses menores a humanidade muitas vezes confunde o juízo de valor entre os aspectos transitórios e aqueles que são eternos das múltiplas faces da Verdade, ou como preferem alguns, das muitas Verdades Cósmicas. Normalmente, tomamos o menor pelo maior, o certo pelo equivocado, e sempre o fazemos com o espírito cheio de orgulho como se estivéssemos agindo genialmente ou coisa do gênero. Costumamos ainda subestimar os menos esclarecidos que tomam posições diferentes das nossas com sorrisos de superioridade. Tola ilusão.
Mas, como tudo o mais que aportou à Terra com o objetivo de esclarecer, a Codificação Espiritualista, por força das circunstâncias, tornou-se um conjunto de preceitos filosóficos-religiosos que terminaram por compor a Codificação Espírita que, independente de tudo o mais, deveria ter seus preceitos e postulados estudados por toda humanidade porquanto manancial de ensinamentos cósmicos e esclarecimentos fraternos.
Como anteriormente indicado, o Espiritismo surgiu porque era chegado o momento de esclarecer a fé e a crença das pessoas.
O Universo e seus múltiplos níveis existenciais que nos envolvem são passíveis de serem percebidos e entendidos. Porém, tais percepções e entendimentos acontecem no devido tempo em que podem ocorrer conforme as condições de época e lugar. Além do que, muitos pensam que o Universo é que tem de se diminuir ou simplificar-se para se fazer perceptível quando, em verdade, nós é que temos de desenvolver em nós próprios uma melhoria nas condições vibratórias pessoais para que possamos, a partir desse crescimento ou renascimento interior, perceber cada vez mais a complexidade dos muitos e diversos níveis existenciais presentes no Cosmos, e é importante que talo repitamos.
Diante desse contexto e por ser a comunidade terráquea um verdadeiro ajuntamento de grupos étnicos siderais de origens distintas que terminaram por gerar, após muitas gerações, os atuais povos formadores do presente contexto planetário, como poderia a Espiritualidade promover um só ensinamento, um só segmento filosófico e/ ou religioso para todos se sempre existiu a intolerância nos níveis religiosos, raciais e políticos?
Havia, somente, duas opções: a primeira era não espiritualizar e esclarecer através de processos específicos e esperar, durante muitos séculos e milênios, que o próprio sofrimento humano fosse promovendo o necessário ajustamento, com vistas à consecução do ideal planetário, para somente depois fazer derramar sobre todos as sementes de esclarecimento moral e espiritual. Em verdade, se assim tivesse ocorrido, a comunidade terrena teria sido abandonada pelos seus irmãos cósmicos e entregue a sua própria sorte, e simplesmente acompanhada de longe.
A segunda, seria tentar semear em regiões e povos distintos, focos de esclarecimento objetivando o entendimento planetário futuro, possibilitando, assim, a consecução do ideal planetário para a reintegração cósmica da Terra. Dessa forma, os nossos irmãos espirituais e de outros orbes mais evoluídos, jamais deixaram de participar do longo processo de desenvolvimento terrestre, mesmo à custa de sacrifícios pessoais. E assim foi feito.
E somente no século XIX é que boa parte da coletividade terrestre havia atingido e conquistado os marcos espirituais necessários e suficientes para se permitirem o vislumbre do contexto cósmico que cercava a Terra. Tal processo viria através da apresentação das hostes espirituais que trabalham na seara redentora do Mestre. Diversos acontecimentos nos campos da filosofia e do sentimento religioso tiveram que ocorrer ao longo do segundo milênio para que o esclarecimento prometido por Jesus pudesse ser derramado sobre a Terra.
O pano de fundo de todo esse longo e penoso processo foi sempre o amor do Mestre e o trabalho dedicado de planejamento e execução de muitos espíritos trabalhadores.
Porém, a Espiritualidade Maior jamais pretendeu transformar todos os homens e mulheres do planeta em espíritas porque, conhecedora profunda da tendência intolerante do ser humano a sempre refutar o que surge através de segmento e postulados distintos do seu próprio, os mentores espirituais não seriam ingênuos e inconseqüentes de tal pretenderem.
A grande intenção e objetivo era e é espiritualizar e esclarecer todos os seres através do chamamento da atenção planetária para as verdades que se escondiam por trás da limitação dos sentidos sensórios do corpo humano terreno. Se para tal, os preceitos esclarecedores da nova doutrina de idéias teriam que, para bem sobreviverem, cercarem-se dos cuidados e sentimentos religiosos dos homens e mulheres, que assim fossem.
De alguma forma, a semeadura da Espiritualidade tinha que prevalecer com vistas ao processo geral de esclarecimento de todos os povos que seria a base da mudança de mentalidade de toda a comunidade planetária para a conseqüente reintegração cósmica.
Mas não foi somente com a intenção dirigida de esclarecer que o Espiritismo surgiu há aproximadamente cerca de um século e meio antes da época prevista para a reintegração. Havia o objetivo estratégico de se assistir fraternalmente a milhões de individualidades espirituais desencarnadas que se congregavam nos ambientes espirituais mais próximos ao mundo dos encarnados.
Esses irmãos e irmãs infelizes, cuja grande maioria sequer tinha consciência do novo estado espiritual, após a morte do corpo físico, estavam inexoravelmente congregados nas chamadas regiões trevosas onde ajudavam e contribuíam para o inquietante processo de perturbação da situação astral-energética que envolvia a Terra, com suas emanações deletérias a nível de explosões mentais e sentimentais que excediam aos níveis mínimos aceitáveis da existência digna do espírito, ainda que liberto da carne. Vendo-os na prática cotidiana do destempero mental e emocional, outra conclusão não se podia chegar a respeito da Terra a não ser a angustiante conclusão que a nossa casa planetária, estava, em verdade, servindo aos propósitos misericordiosos da Alta Espiritualidade como uma espécie de planeta-hospício e planeta-hospital para individualidades espirituais perturbadas e doentes.
Enquanto esses irmãos ali permanecessem, como se entocados em profundíssimas regiões dominadas pelas trevas, a situação energética terrena não se modificaria. Era preciso desentocá-los, primeiro, para depois assisti-los, ajudá-los ou alocá-los em nível existencial paralelo próximo à Terra, para posterior exílio, conforme permitisse a situação vibratória de cada uma das individualidades ligadas às trevas.
Queiram ou não alguns segmentos religiosos do mundo, o intercâmbio entre os vivos e os mortos existe e o Espiritismo é o que de mais moderno e ético existe em termos de padrão de procedimento responsável para esse processo.
No caso específico dos espíritos que, após a morte do corpo físico, ficavam indelevelmente presos às vibrações trevosas e se congregavam em ambientes muito próximos à esfera dos encarnados, somente poderiam ser ajudados de forma direta, através das chamadas incorporações mediúnicas para serem assistidos e esclarecidos quanto à atual situação de seu espírito para posterior ajuda a ser recebida nas casas de recuperação da espiritualidade.
Estes fenômenos mediúnicos para ocorrerem dentro do mais alto padrão de respeito e solidariedade para com os espíritos sofredores era, em verdade, o grande fruto, dentre outros, ofertado pelo esforço e dedicação de muitos médiuns que no anonimato do mundo, através de horas e horas de trabalho e sacrifícios pessoais, se dedicavam amorosamente à assistência fraterna aos irmãos e irmãs sofredores desencarnados.
A cada espírito assistido, correspondia, na realidade, um foco a menos de produção de emanações deletérias que tanto complicavam o ambiente terrestre. Para cada um que parava de vibrar com as trevas ou que não mais por elas se deixava dominar, era um soldado a menos do exército inconsciente e inconseqüente que pretendia ainda fazer com que a Terra permanecesse no estado de vibração trevosa.
Assim foi trabalhada durante anos e anos frente ao descrédito e incompreensão de muitos uma verdadeira falange de milhões de espíritos sofredores que foram fraternalmente amparados. Assim mesmo, se processou a limpeza energética do nosso orbe com o objetivo maior de preparar e adequar a situação terrestre às possibilidades de reintegração cósmica.
A equipe de espíritos trabalhadores que participou das primeiras etapas da codificação e propagação dos ideários espíritas achou por bem desenvolver a idéia religiosa em torno do Espiritismo, até porque não havia mesmo outra alternativa, para melhor promover os trabalhos de assistência fraterna aos espíritos sofredores e necessitados. Não fora esse trabalho de assistência fraternal direta aos mortos do planeta Terra, e ainda estaríamos sentindo o peso doloroso daquela condensação energeticamente envenenada que envolvia a Terra que, somente a partir dos anos oitenta, foi efetivamente dispersada através do trabalho de muitos heróis anônimos do mundo terrestre. Sem o concurso dos processos medianímicos ajustados e adequados à prática da postura fraterna pelo Espiritismo não haveria reintegração cósmica da Terra no prazo em que esta ora se estabelece. Da mesma forma, sem o concurso de outros segmentos religiosos e filosóficos que foram de importância capital durante a longa e lenta evolução do entendimento e percepção planetárias, não teriam sido criadas as condições necessárias para o advento das últimas etapas preparatórias para a reintegração.
Quanto à importância da Codificação Espírita esta se confunde no processo global do pano de fundo do surgimento de cada foco filosófico-religioso que surgiu nos ambientes do mundo terreno, sempre atendendo a objetivos estrategicamente planejados pelo Mais Alto.
Todas as expressões religiosas e filosóficas que surgiram na Terra, tiveram e têm a sua importância ímpar e específica como um instrumento a mais de trabalho da Deidade no grande concerto do Ideal Fraterno. Estudar, portanto, a importância de cada uma e de todas, abordando os aspectos das possibilidades de entendimento e percepção das épocas em que surgiram, o legado herdado pelo mundo moderno de todas elas, e o papel e a contribuição de cada uma para o futuro dadivoso do nosso berço planetário é objetivo específico de outro grupo de trabalhos literários que a seu turno virá.
Não iremos, entretanto, mais além na análise da importância do surgimento da codificação espírita e do papel da medi unidade até mesmo porque esta sempre existiu. É só recorrer aos exemplos históricos perceptíveis através das pitonisas, oráculos, profetas e outras tantas personagens de muitos episódios distribuídos nas muitas culturas religiosas do passado terrestre. O Espiritismo, dentre muitas outras coisas, tornou ética e fraterna a prática da medi unidade que sempre existiu.
Foi essa, portanto, a chamada fase de preparação necessária e ajustamento das condições terrenas ao futuro processo de reintegração à convivência cósmica.
Buscar a compreensão dos fatos e dos postulados para exercitar a crença e a fé em bases mais sólidas, ainda é imperativo que deve atrair a todos os homens e mulheres que desejam a evolução interior através da paz e maturidade de espírito.
Estudar e pesquisar, compreendendo também e acima de tudo os limites inteligentes do processo mental dessa busca, conforme o estágio em que se encontre o espírito, é atitude prudente e sábia no campo do desenvolvimento espiritual.
Esqueçamos, pois, as barreiras criadas pela intolerância e invigilância da atitude consciencial humana terráquea no trato dos movimentos filosóficos e religiosos porque cada um teve e tem o seu papel e importância específicas e todos ainda têm muito a contribuir com o atual momento planetário.
Bebamos de todas as fontes sem perdermos a identidade filosófica e/ou religiosa que mais nos gratifique o espírito. Esclareçamos acima de tudo a nós próprios para melhor professarmos a fé que nos caracteriza o íntimo. Procuremos ser bons e fraternos, amando-nos uns aos outros como nos recomendou e recomenda o Mestre Jesus, e tudo o mais se resolverá no seu devido tempo.
Assim é um planeta livre de emanações energéticas infelizes e pesadas. Trabalhemos todos por este ideal.

3. Prelúdio da Unidade Planetária

Não seria um grande exercício para a nossa mente imaginar que ao longo do processo histórico terrestre a Espiritualidade Maior sempre tentou, conforme as condições e possibilidades apresentadas pela humanidade encarnada, semear a idéia de unidade, de comunidade fraterna, fosse a nível local, regional ou continental, conforme as opções históricas promovidas pelo livre arbítrio terreno.


Mesmo em estágios inferiores da evolução das posturas políticas dos homens e das mulheres da Terra, quando muitos chefes guerreiros e ditadores quase dominavam o mundo, ainda assim, os mentores espirituais tentavam promover o que possível fosse em termos de aprendizado e preparação para uma futura possibilidade de unidade planetária.
Somente havendo uma espécie de acordo planetário é que a Terra poderá ser efetivamente reintegrada à convivência cósmica.
Mas, o que é unidade planetária? E o que seria um acordo planetário?
Unidade planetária é a idéia de que somos uma só família cósmica congregada na Terra pois é assim que somos percebidos pelo universo. Nenhum viajante sideral pode eleger este ou aquele governo dos muitos que existem na Terra como sendo aquele que deverá representar o planeta nos intercâmbios, por assim dizer, oficiais entre as civilizações espalhadas pelo cosmos.
É normal e natural que devido à forma como o ser terráqueo surgiu e ao conjunto da nossa história evolutiva, ainda existam muitos governos espalhados pela Terra. E estes devem continuar a existir porquanto a parte organizacional do mundo será sempre produto da capacidade de discernimento e de agir da comunidade terrestre. Os governos a nível municipal e regional existirão sempre, enquanto vida houver no planeta. Não há nenhum problema. Problema existirá se os governos existentes não conseguirem criar ao menos uma espécie de acordo político quanto à forma da coletividade terráquea se fazer representar frente ao cosmos.

Não se pretende, nem jamais se pretendeu, acabar com as características ímpares e específicas deste ou daquele grupamento étnico dos muitos que compõem a população terrestre.


A riqueza da diversidade em todos os campos da vida planetária é, talvez, a principal característica nossa ante as demais civilizações siderais que se sentem amorosamente atraídas pela beleza dessa multiplicidade de padrões em um só planeta. Já se sabe que somos, em verdade, uma espécie de caldeamento de diversas raças cósmicas e como tal deve continuar a ser essa a grande característica da Terra pelos milênios afora. Mesmo com o congraçamento normal entre as diversas raças planetárias a diversidade será sempre a grande característica da vida na Terra.
O que se pretende e o que se impõe pelos fatos que nos cercam, é que a percepção da cidadania planetária, fruto da idéia de unidade planetária, possa, cada vez mais se fazer presente na mente dos homens e mulheres do mundo sem que, com isso, percamos as nossas características específicas de cultura e região geográfica.
A idéia de que somos cidadãos planetários - na verdade somos cidadãos cósmicos - e de que formamos uma só família diante do cosmos é fator imperativo de análise e reflexão para os que na Terra pretendem viver.
Convergir para o todo, contribuir para o aspecto global planetário mesmo agindo localmente é postura que se pretende seja semeada hoje para ser desenvolvida e cada vez mais melhorada pelas gerações que virão para que a colheita possa ser feita no futuro planetário.
E este processo é inexorável e ocorrerá suave e pacificamente na medida em que a percepção de que somos uma unidade cósmica for penetrando as mentes e os espíritos da presente geração e, em especial, dos que virão. Os que nesta onda vivificante do ideário cósmico que começa a varrer o planeta não pretenderem mergulhar os seus espíritos na boa luta e no bom combate com os olhos postos no futuro, ficarão ao largo observando e criticando o processo até o fim do período normal de suas vidas e, como tudo o mais que é fruto do passado equivocado, a este planeta não retomarão em reencarnações futuras porquanto ainda presos às intolerâncias e posturas infelizes do pretérito.
Esses irmãos e irmãs infelizes não se permitiram conseguir semear nos próprios espíritos a esperança do futuro livre das criminosas distorções ocorridas ao longo da história terrena, tão presos estavam às tendências e inclinações equivocadas do passado espiritual. Não atingiram aquela condição mínima para permanecerem na Terra já melhorada.
Como já informado, irão para mundos outros apreenderem em ambientes ainda mais adversos, a postura do ideal fraterno.
Estamos todos, portanto, no momento presente, vivendo o prelúdio da unidade planetária. Esta virá, mais cedo ou mais tarde. Dependerá apenas do livre-arbítrio planetário como tal processo ocorrerá.
Preparemo-nos todos porque cabe justamente a essa geração de espíritos presentemente reencarnada na Terra fazer acontecer os primeiros momentos desta transição. Talvez não seja fácil. Mas é bem menos difícil do que tudo o que já fizemos no passado equivocado.


4. Fim da Quarentena Cósmica

Chegamos, finalmente, ao fim do processo de quarentena que a Terra se impôs ante as hierarquias cósmicas devido aos equívocos dos seres nela congregados, ou seja, todos nós.


Muitas individualidades aqui estão exiladas há cerca de seiscentos mil anos. É isso mesmo, seiscentos mil anos do calendário terrestre. Outras, desde períodos mais recentes. O fato é que como conseqüência da rebelião de Lúcifer a Terra passou a receber, em períodos cíclicos e consecutivos, diversas levas de exilados de muitos planetas distintos.
Os mais recentes, ao que estamos informados, foram dois grandes grupos que chegaram há cerca de quarenta mil e vinte mil anos sucessivamente.
É esse, portanto, o tempo durante o qual a atual geração de espíritos que formam a população de orbe terrestre, está a personificar muitas reencarnações no palco planetário.

Uns mais, outros menos, mas por menos que seja, o número de reencarnações que cada um de nós teve, somente na Terra, deve surpreender a muitos. Isso sem levar em consideração as que tivemos fora do contexto terrestre.


À exceção dos espíritos criados, originalmente, para iniciarem a sua jornada evolutiva na Terra, e estes o são em bom número, aproximadamente 2/5 da população do orbe, todos os outros são considerados exilados e, como tal, já viveram em outros ambientes planetários.
Finalmente, após muito sofrimento, foi concluído o período ao fim do qual a Terra estaria apta a congregar-se novamente ao intercâmbio cósmico.
A limpeza energética promovida nos ambientes trevosos com o conseqüente melhoramento das condições vibratórias do orbe; o resultado positivo das semeaduras dos que fizeram e fazem, em especial, os segmentos religiosos mais antigos e formadores da cultura religiosa planetária que, mesmo com todos os problemas inerentes à imperfeição humana, produziram bons frutos no campo da fé, da solidariedade, do perdão, da bondade, enfim, do amor ao próximo; as conquistas das ciências que permitiram visão mais abrangente e profunda a respeito das realizações do passado, das atuais conquistas tecnológicas e das possibilidades do que podemos produzir no futuro, tudo isso converge para esse grande momento em que estamos prestes a voltar a conviver com o universo que nos rodeia.
Com o passar dos milênios e das muitas experiências existenciais empreendidas na carne, cada um de nós terminou por renascer um pouco que fosse a cada reencarnação, caindo aqui e acolá e sendo novamente erguidos pela misericórdia do Cristo, e, pessoalmente, vend9-me tão cheio de fragilidades ainda a serem superadas na atualidade, quedo-me a imaginar quão doloroso foi todo esse processo. Mas isso é tema para outros escritos. Tais aspectos referentes à história das diversas levas de exilados trazidos para a Terra devem compor outro conjunto de obras.
O importante é que todos nós conseguimos sobreviver a tantos equívocos e com um pouco mais de esforço interior no campo das realizações íntimas do espírito tornarmo-nos aptos a conviver com padrões mais evoluídos de existência. Mais importante ainda é percebermos que a individualidade cósmica de cada um de nós já existia desde há muito e que, disso nos apercebamos ou não, queiramos ou não, a eternidade nos envolve o espírito na longa jornada evolutiva até onde nos solicite o amor do Pai.
Inevitavelmente lá chegaremos. É o único determinismo que nos norteia o caminho evolutivo. Quando e como chegaremos lá, dependerá exclusivamente do livre-arbítrio do nosso espírito nas muitas existências transitórias vividas.
Fim de um período evolutivo, início de outro. É sempre assim, nos dizem os bons e fraternos amigos da Espiritualidade.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   29


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal