ReintegraçÃo cósmica. (Integral dos três livros juntos )



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Esclarecimento Estratégico
Resolvemos distribuir as obras que estão sendo por nós preparadas a pedido e sob orientado dos mentores espirituais em sete grupos distintos, dadas as características comuns e objetivando propiciar melhor visualização para quem desejar enxergar em profundidade o planejamento global da Espiritualidade, ao menos no que diz respeito à utilização deste aparelho terrestre.
Todo este trabalho tem como objetivo maior o processo de esclarecimento planetário frente a muitos aspectos das verdades eternas e do necessário conhecimento da vida cósmica para que nela possa, a comunidade terrena, ser reintegrada ativamente.
Neste sentido, os escritos por nós recebidos até julho de 1995, estão didaticamente distribuídos em sete grupos de livros, a saber:


Contexto Filosófico - Espiritualista
O processo de reintegração da Terra à convivência cósmica somente poderá ser desenvolvido tendo como base toda uma preparação filosófica a nível de entendimento e da necessária postura política fraterna dos habitantes do orbe terrestre para que a reintegração aos circuitos cósmicos possa ser efetivamente consumada.
Para tal fim foram fornecidos durante todo o longo e penoso processo da história humana, toda a base política-humanística-espiritual e filosófica necessária ao esclarecimento do espírito humano, para aqueles que realmente desejaram - ou desejavam - alimentar-se da luz do esclarecimento espiritual.
Muitos mestres do conhecimento cósmico na Terra estiveram reencarnados fornecendo, na medida das possibilidades de entendimento nos núcleos terrestres à época dos seus testemunhos amorosos, as principais sementes necessárias ao desenvolvimento do espírito.
Neste final de ciclo, esses mesmos mestres, a pedido de Jesus, o Mestre dos Mestres, estarão atualizando e adequando seus ensinamentos para os dias finais deste milênio, fornecendo, assim, a base filosófica necessária ao entendimento do que ora ocorre com a comunidade de espíritos congregados ao orbe terrestre.
Em homenagem ao espírito amigo e iluminado de Platão, resolvemos denominar os dez livros que irão compor essa base filosófica, como pertencentes à série "Diálogos", porque será através da conversação desses grandes trabalhadores do progresso terrestre que os ensinamentos necessários e complementares a toda base de reflexão já existente para este fim de período cósmico, virão a todos nós apresentados através de diálogos, posto que, foi, efetivamente, dessa forma, que ocorreram.

Contexto Cósmico
Neste grupo estão agrupados os livros que abordarão aspectos do Cosmos, sua hierarquia, seus diversos níveis existenciais, os sistemas de mundos comandados pelo Mestre Jesus, Seus assessores, a História da Terra sob a ótica cósmica, a História de grupos de individualidades que para a Terra foram exiladas, certas ordens de problemas cósmicos e mais alguns outros aspectos que dizem respeito à vida cósmica.
É deste grupo o presente trabalho publicado como também o serão os dois próximos livros a serem editados que abordarão assuntos diversos relativos ao cosmos, exílios espirituais e outros temas relevantes. Os demais serão intercalados aos outros trabalhos.

Contexto Terrestre
Todo este processo de final de período cósmico com a conseqüente transição necessária ao terceiro milênio, os fatos que decorrerão de todo este processo e o vislumbre do que deverá e/ou poderá ocorrer com a comunidade terráquea, são assuntos que serão abordados nos livros que irão compor os temas relativos à vida sociológico-política dos terráqueos frente à iminente reintegrado à vida cósmica e aos demais aspectos conseqüentes.

Elucidativos
Temas gerais serão abordados nos livros que irão compor este grupo, porquanto necessários ao entendimento do todo.
O fenômeno da morte, as Profecias, vida em outros níveis próximos à Terra, a misteriosa Atlântida, estudos sobre a Prece e muitos outros assuntos serão desenvolvidos e estudados como complemento à possibilidade de entendimento e percepção de como tudo está relacionado e interligado e de que, efetivamente, nenhum cabelo cai de nossa cabeça sem que esteja permitido e previsto dentro das leis que formam o grande circuito cósmico que emana e é mantido pelo amor do Pai.

Contexto Doutrinário
Nos livros aqui agrupados, serão apresentados diversos aspectos da temática da reencarnação, através da experiência de cinco individualidades espirituais que contarão suas muitas reencarnações, observando, em especial, as posturas felizes e infelizes assumidas quando do trato dos problemas humanos, decorrentes das intolerâncias raciais, religiosas, políticas e algumas outras características do espírito humano terrestre.
Estes livros aparecem apenas como apoio ao muito que já foi escrito a respeito do assunto por outros trabalhadores da causa do Mestre e é nosso dever ressaltar que será exatamente a opinião desses espíritos, conforme o grau de evolução que lhes é peculiar, que desfilará pelas páginas dos livros que compõem esta série e não os ensinamentos da Espiritualidade Maior que normalmente caracterizam obras com propósitos de esclarecimento.

Contexto Histórico
A análise dos fatos históricos tendo por trás o pano de fundo da eterna realidade espiritual que rege os aspectos transitórios das evoluções planetárias será a base central dos temas a serem abordados nos livros que compõem esse grupo.

Contexto Religioso
Sob a ótica espiritual serão analisados os movimentos religiosos terrestres, separando-se o que é instrumento de aprendizado da Espiritualidade Maior e o que representam as criações dos próprios homens dentro do contexto religioso. Há muito de criação humana que foi apresentado como sendo de origem divina. E muito do que de divino foi apresentado à Terra terminou por sofrer distorções promovidas pelas limitações e inclinações menores do gênero humano terrestre. Os livros aqui agrupados fornecem alguns padrões de reflexão para tais assuntos.

PROJETO ORBUM


PROJETO ORBUM
FILIE-SE ESPIRITUALMENTE A ESTA IDÉIA

MANIFESTO
DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS DA CIDADANIA PLANETÁRIA.”

Princípios:
EXERÇA PLENAMENTE a sua nacionalidade, mas não esqueça: somos todos cidadãos planetários.

Por conseguinte, formamos uma só família ante o cosmos. É bom recordar que, para quem nos vê de fora, nada mais somos do que uma família vivendo em um berço planetário.


SE SOMOS UMA FAMÍLIA, torna-se inconcebível

a falta de indignação diante do estado de miséria – tanto material quanto espiritual – em que vive grande parcela dos irmãos e irmãs planetários.


EXISTE UMA FORÇA política na sociedade que, quando estrategicamente direcionada, exerce em toda sua plenitude o direito e o dever de cobrar das forças estabelecidas o honroso cumprimento dos direitos humanos. Essa “força íntima” é pacífica porém ativa; suave na tolerância, jamais violenta, mas perene na exigência contínua de se construir a paz, a concórdia

e a inadiável consciência quanto à necessidade de se melhorar as condições do nível de vida na Terra. Exercer essa força no cotidiano das nossas vidas, agindo localmente com a atenção voltada para o aspecto maior planetário, é dever de cada um e de todos.


RESPEITAR AS FORÇAS políticas estabelecidas, os governos regionais e nacionais; valorizar as organizações representativas de caráter mundial - imprescindíveis para a evolução terrestre - mas, acima de tudo, pregar a necessária consciência da unidade planetária perante o cosmos.
NA VERDADE, SOMOS todos cidadãos cósmicos no exercício eventual de uma cidadania planetária, como de resto o são todos os irmãos e irmãs espalhados pelas muitas moradas do Universo.

Porém, devido ao atual estágio de percepção que caracteriza a quem vive na Terra, buscar a consciência do exercício pleno da cidadania, seja em que nível for, é a grande meta a ser atingida.


SE VOCÊ CONCORDA com os princípios e objetivos da cidadania planetária, junte-se a nós em pensamento, intenção e atitudes. Assuma consigo mesmo o compromisso maior de construir na Terra esta utopia, que foi e é o objetivo de muitos que aqui vieram ensinar as noções do exercício pleno da cidadania cósmica, testemunhando o amor como postura básica

e essencial na convivência entre os seres.


PROPAGUE ESTA IDÉIA, em especial para as

novas gerações.


SONHE E TRABALHE por um mundo melhor. E saiba que muitos estão fazendo exatamente o mesmo.
ESTA É UMA MENSAGEM DE FÉ e de esperança na vida e na nossa capacidade de dignificá-la cada vez mais.

Jan Val Ellam

TRILOGIA
QUEDA E ASSENÇÃO ESPIRITUAL


Livro 2

CAMINHOS ESPIRITUAIS.

JAN VAL ELLAM.


.

Jan Val Ellam
Caminhos Espirituais
(Contexto Cósmico)

Há muitos milênios o planeta Terra foi isolado da convivência com as outras civilizações do cosmos. Decorrido o tempo necessário ao soerguimento moral dos seus habitantes, finalmente é chegado o momento da reintegração cósmica.


Para coordenar pessoalmente todo esse processo, aqui virá Aquele a quem chamamos de Mestre Jesus. A bem da verdade, Ele já se faz presente nos ambientes próximos à Terra. Falta pouco para que O percebamos através dos sentidos terrenos.

Jan Val Ellam


Caminhos Espirituais


Trilogia Queda e Ascensão Espiritual
Livro I - Reintegração Cósmica

Livro II - Caminhos Espirituais

Livro III - Carma e Compromisso

Inúmeros foram os caminhos dos nossos espíritos até atingirmos a condição de párias da grande sociedade cósmica. Dela fomos excluídos, desde há muito, por força de equívocos cometidos no passado.


Com tão trôpego caminhar, somos, talvez, a situação de família planetária, em todo o cosmos, mais emblemática de que, realmente, todos os caminhos levam ao Pai.
A eternidade nos envolve nas suas muitas estradas e realidades transitórias, dando-nos o benefício do esquecimento do passado equivocado, através das reencarnações.
A cada estrada, uma nova paisagem, novos problemas, novas lutas existenciais empreendidas ao lado dos mesmos companheiros de sempre, através das novas roupagens terrenas que a misericórdia do Pai sempre nos oferta.
Assim é a jornada do espírito, pelos muitos caminhos do cosmos.
Tomar a devida consciência desse processo e preparar-se para voltar a conviver com irmãos nossos de outras realidades existenciais - posto que é iminente a reintegração do nosso planeta à grande família universal da qual fomos banidos no passado é mister redentor que nos afeta a todos os que estamos congregados na Terra.
Que venha a reintegração cósmica para que, doravante, outros sejam os caminhos dos nossos espíritos na longa jornada evolutiva que, inapelavelmente, nos levará ao Pai, pois essa é a Sua vontade.


Índice:
Esclarecimento 5
1. Maioridade Espiritual Terrestre 7

1. Dois Milênios de Aprendizado 7

2. Os Extraterrestres 11
2. Reciclagem Planetária 19

1. Causa da Reciclagem 19

2. Fator Vibratório 22

3. Reencarnações Melhoradoras 24

4. Qualquer um Pode Ser "Salvo" 27

5. Acompanhamento dos Exilados 31

6. Da Expiação à Regeneração 37
3. Mecanismos Existenciais 48

1. Diversos Níveis 48

2. O Sistema Solar 53

3. O Caso da Terra 54


4. Mestres da Humanidade 57

1. Jesus, o "Capelino" 57

2. Demais Mestres de Capela 61

3. Jeová 63


5. O Terceiro Milênio 65

1. A Segunda Grande Vinda 65

2. O Futuro da Terra 73
Cronologia de Eventos 78
Esclarecimento Estratégico 80

Contexto Filosófico – Espiritualista 80

Contexto Cósmico 81

Contexto Terrestre 81

Contextos Elucidativos 81

Contextos Doutrinários 82

Contexto Histórico 82

Contexto Religioso 82


Projeto Orbum 83
Esclarecimento
O infinito é o museu da eternidade. Nos seus circuitos estão registrados todos os feitos e conquistas dos filhos criados pelo Pai nas suas múltiplas experiências evolutivas em realidades existenciais transitórias nas muitas moradas espalhadas pelo cosmos. Somos nós - os filhos gerados pelo Amor Maior - os verdadeiros autores e personagens dos muitos caminhos que nos levam ao Pai ao longo da eternidade.
Autores porque, na realidade, é nosso livre-arbítrio o grande arquiteto dos caminhos que teremos que trilhar no futuro. Personagens porquanto somos obrigados, por força das leis que regem a evolução cósmica, a mergulhar nas próprias criações e conseqüências da nossa liberdade de agir e decidir.
Os caminhos que hoje percorremos nada mais são do que produtos do passado equivocado. O que, na atualidade, fazemos, será a base sobre a qual o futuro será arquitetado.
Os muitos caminhos que nos possibilitam a jornada ascensional são sempre conseqüências da nossa própria capacidade de gerar causas e efeitos, ações e reações, em qualquer recanto do cosmos em que estivermos inseridos.
Muitos foram os caminhos espirituais trilhados pela humanidade ora congregada na Terra desde os exílios planetários sofridos no passado.
Prisioneiros da nossa própria inconseqüência, fomos todos nós personagens de situações existenciais perturbadoras que, graças ao beneplácito das leis reencarnacionistas, nos é permitido delas nada lembrar conscientemente. Mas a herança do passado espiritual nos abraça à presente caminhada de forma inapelável.
O que aconteceu no passado remoto, quando os mundos rebelados passaram por suas reciclagens energéticas, torna a ocorrer na atualidade porquanto a Terra somente poderá ser reintegrada à convivência cósmica após o exílio para outros orbes dos irmãos terráqueos ainda empedernidos em posturas violentas de desamor e intolerância.
Será, portanto, preocupação central deste trabalho tanto discorrer sobre o exílio ocorrido mas também quanto ao que já está ocorrendo nas esferas espirituais que envolvem a Terra e que cada vez mais se acentuará porque, finalmente, os tempos são chegados.
Este trabalho também objetiva a complementação do anterior - Reintegração Cósmica -, explicando, com maior profundidade, alguns pontos antes apenas tocados de leve, de forma superficial, já que, ali, a meta era facilitar o entendimento do processo cósmico que nos cerca. Recomendamos, portanto, a leitura prévia do livro Reintegração Cósmica, para que os assuntos aqui abordados possam ser entendidos com mais facilidade.
Acrescentamos, também, alguns outros aspectos que julgamos relevantes, em face da necessidade imperiosa de falar de coisas que, até bem pouco tempo, eram consideradas fantasiosas ou fora do senso comum.

Devemos, entretanto, afirmar claramente que não temos a pretensão de esgotar os assuntos sobre os quais vamos discorrer. Por mais que escrevamos e informemos o que nos transmitem a respeito de tema tão complexo, pouco diríamos, pouco explicaríamos, pois, qual escada infinita, cheia de novos e infindáveis horizontes a cada degrau, a matéria enfocada eleva-se muito acima da nossa capacidade de descrever o que os amáveis mentores nos passam.


A esses amigos espirituais e de outros orbes, que mais uma vez - através da inspiração e da companhia fraterna - nos levam a um vôo mais alto, a nossa eterna gratidão.
Aos irmãos em curso, que tiverem a paciência de passar a vista por estas páginas, o nosso desejo de que as falhas aqui cometidas não interfiram no bom entendimento do que mais importa, que é a tentativa da Espiritualidade Maior de, mesmo utilizando um homem menor da Terra, falar das coisas do céu.
Que o Bom Amigo e Mestre Jesus nos dê a Sua Paz.
Atlan, 02 de setembro de 1994.
Jan Val Ellam

1. Maioridade Espiritual Terrestre

1. Dois Milênios De Aprendizado

Nasce Jesus. Aquele que na Sua época. entre tantos que falavam de um Deus colérico a quem se devia temer, simplesmente, referia-se, com toda a intimidade do mundo, a esse Deus tão distante e inatingível como Meu Pai.


Que intimidade era aquela? Quem era Aquele que no meio dos deuses espalhados por toda a Terra - do Deus de Abraão, Isaac e Jacó, do Deus de Moisés; do moto-contínuo de Aristóteles aos deuses do Olimpo; dos deuses da Roma Imperial aos das civilizações mesopotâmicas - afirmava com tanta serenidade que só havia um Deus, Pai Amantíssimo de todos nós e que, por isso, deveríamos a todos considerar como irmãos independente de raça, cor, credo e outras tantas características do mundo. E que, em assim sendo, nos amássemos uns aos outros como Ele, nosso Irmão Maior enviado pelo Pai, nos amava.
Precisamos entender que, após tantas reencarnações empreendidas em corpos materiais, depois de muitos estudos nas matérias da vida terrena, a saber: o amor ao próximo, a riqueza, o poder, a pobreza, a miséria, o perdão, a compreensão, a humildade, a resignação construtiva, a tolerância etc., o nosso espírito, quando da conclusão de mais um período letivo, recebe uma espécie de pontuação energética, frente a cada uma das matérias que compõem o currículo escolar característico do planeta e de seus habitantes.
Homem estranho, dizendo coisas estranhas num mundo que não O compreendia.
Semeados os esclarecimentos e o testemunho do Mestre nas terras áridas dos nossos corações, era necessário que o tempo terrestre permitisse oportunidades renovadoras para que todos os espíritos aqui congregados adubassem as sementes divinas através do próprio esforço pessoal em cada reencarnação. No futuro próximo - e eis que esse futuro já chegou - Ele novamente voltaria para, pessoalmente, coordenar os trabalhos da necessária reciclagem energética do Seu rebanho terrestre com vistas à reintegração da Terra à vida cósmica.
Mas, como seria essa Segunda Vinda, no tempo em que vivemos, e o que seria esse Juízo Final tão decantado entre os povos, tão pouco entendido, porém intuído por muitos neste final de mais um período de aprendizado do tempo cósmico, levado a efeito nesta escola chamada Terra?
A exemplo daquele aluno que ingressa numa universidade, tendo como objetivo final graduar-se em determinada ciência e que, para isto, precisa estudar matérias específicas durante diversos períodos escolares até que o curso esteja completo, assim é o nosso espírito, à vista das exigências do progresso cósmico. No caso, a simples conclusão de um período de aprendizado no planeta-escola chamado Terra é denominada, pela cultura religiosa do mundo, de Juízo Final.
Estamos, pois, todos nós, vivendo o último período de aprendizado deste curso que ora se completa com o fechamento do segundo milênio, quando o espírito de cada habitante do orbe terrestre, encarnado ou desencarnado, após muitos milhares de reencarnações, apenas neste planeta, no curso dos últimos milênios, será pontuado com uma espécie de nota final ou, melhor, com um certificado de aptidão para a coexistência pacífica, ordeira e amorosa com o seu próximo.
Para a entrega deste diploma aos que, por esforço próprio, conseguiram obter a nota mínima necessária à aprovação e, principalmente, para confortar, estimular e orientar aqueles que não conseguiram a aprovação neste curso e que serão levados para um outro planeta-escola onde um curso de recuperação cósmica os espera, aqui virá o Mestre Jesus. Eis, de forma figurada e simples, como entendemos a Segunda Vinda do Cristo e aquilo a que as religiões chamam de Juízo Final.
Jesus, através de muitas parábolas, advertiu a esta geração que efetivamente haveria este grande dia. Em Mateus, capítulo 13 e 24; em Marcos, no capítulo 13; e em Lucas, capítulo 21, está registrada a grande mensagem do retorno do Mestre para dar início a um período de paz e fraternidade entre os homens!
Dois mil anos de aprendizado separavam as próprias profecias do Mestre quanto a Sua própria volta e o início do período de vivência fraterna, esperado por todos nós, neste terceiro milênio. Muitos enganos e tropeços, muitas dores e aflições ao longo deste período. Distorções de toda ordem ficaram registradas na história dos povos e na religiosidade cristã que acabara de nascer.
O ensinamento do Mestre Jesus foi prejudicado, na sua essência e amplitude, pelo lado menor da sensibilidade humana. O imediatismo de alguns, as tendências e a estreiteza de visão de outros, os interesses mundanos de tantos e a necessidade da coexistência de princípio tão nobre quanto o amai-vos uns aos outros com um mundo tão pobre e cego na sua ignorância, deformaram, quase que completamente, a prática da religião cristã, apesar do esforço de muitos.
A necessidade de conviver com o poder temporal transformou o Espírito Místico da Igreja de Jesus no espírito administrativo da mística de Jesus. O que fora ensinado e já um pouco deformado no seu nascedouro após o retorno do Mestre para a espiritualidade, não conseguiu espaço para uma prática compatível com o esforço e a dignidade da exemplificação da pessoa de Jesus, na crescente expansão do cristianismo desde os primeiros séculos da história cristã.
A necessidade de desenvolvimento, própria do espírito humano, levou a Igreja a assumir responsabilidades outras que a de propagar e testemunhar o amor legado por Jesus, pois como nos conta Edward McNall Burns na sua História da Civilização Ocidental à medida que o Império Romano do Ocidente declinava e, finalmente, chegava ao fim, no século 5 (476 d.C.) e, como havia sempre em cada cidade um bispo treinado em certo grau nas artes da administração, a Igreja Ocidental começou a assumir muitas funções de governo e ajudou a preservar a ordem em meio ao caos que se aprofundava nos agrupamentos terrenos.
Em face deste fato, tornou-se inevitável que a Igreja se tornasse mais voltada para este mundo e mais distante, em espírito, da fé simples de Jesus e dos apóstolos. Isto sem nos referirmos às fraquezas do homem perante o poder temporal.

No entanto, continuava a chegada de emissários do Mestre, através da reencarnação de verdadeiros espíritos heróicos, em termos de esforço e empenho pessoal, na edificação do amor fraterno entre os homens.


Esses espíritos, pertencentes a uma grande família espiritual proveniente dos mundos de Capela e de Vega, cuja história será apresentada no próximo livro da presente trilogia, quando das diversas levas do exílio planetário que teve início há algumas centenas de milênios do tempo terrestre, época em que os orbes daquela estrela magnífica passaram pelo que denominamos há pouco de Juízo Final, conseqüentes à rebelião de Lúcifer, acompanharam os seres rebelados que, após cumprirem estágios preparatórios em outros mundos também envolvidos com o problema luciferino, foram encaminhados para à Terra, onde, guiados pela Misericórdia do Cristo e através de sucessivas reencarnações, ajudariam, por sua vez, outras raças já adaptadas à Terra, mas que ainda se encontravam em processo de lenta evolução, purgando ao mesmo tempo suas faltas e, no aprendizado e labuta do dia-a-dia, educariam seus espíritos na humildade, mansuetude e fraternidade, necessitados que eram, também, dessas lições, pois o orgulho que habitava em seus corações os cegara temporariamente.
Outros que, mesmo aqui chegando na condição de rebelados, após conquistarem a redenção dos seus próprios espíritos, em vez de retornar para os mundos ditosos de Capela e Vega, na Terra permaneceram ajudando os seus irmãos e irmãs ainda com posturas equivocadas.
Era, pois missão constante dessa grande família espalhar por todos os povos e em todo tempo lições de desenvolvimento em todos os campos da existência terrestre.
No tempo histórico a que estamos nos referindo, ou seja, após o testemunho pessoal do Mestre, aqui vieram, no seio da Igreja Católica, São Jerônimo, Santo Ambrósio, São Gregório Magno, o grande espírito de Santo Agostinho, o pensador cristão Boécio, São Bonifácio e tantos outros.
Surge, também, o espírito inspirado daquele que seria o Grande Profeta do Islamismo, na figura de Maomé.
Aparece Carlos Magno, reorganizando o mundo disperso, pondo fim na anarquia social e política que se estabelecera e promovendo o renascimento da civilização e da cultura.
Mas os tempos eram difíceis.
Mil anos haviam se passado desde o testemunho do Mestre. O mundo necessitava, desesperadamente, de uma prática cristã que retomasse o espírito de fraternidade e amor da época de Jesus e seus discípulos. Aparecem, então, dois dos grandes apóstolos do Mestre, reencarnados nas pessoas de Francisco de Assis e Antônio de Pádua.
Começava o Segundo Milênio da Era Cristã sob os auspícios de dois corações maravilhosos. Isto sem citar outros tantos espíritos trabalhadores da hoste do Cristo, reencarnados no anonimato do mundo, sendo, porém, luzes que brilhavam na escuridão da ignorância desta comunidade planetária.
E os tempos continuavam muito difíceis.
Novas tentativas de se instaurar o espírito simples de Jesus no seio da Igreja Católica mais uma vez estavam em curso. John Wycliffe na Inglaterra e Jan Huss na Boêmia preparavam o caminho dos futuros reformadores, que tinham como objetivo maior abrir espaços entre as tendências mundanas que imperavam dentro da Igreja romana, para que o mais puro sentimento cristão ali pudesse existir.
Todavia, esse espaço lhes foi negado e por também não encontrá-lo, Lutero - o Grande Reformador - arrancou, com seu espírito voluntarioso, a primazia e a exclusividade do culto do Cristo, de dentro da Igreja de Roma, distribuindo as novas sementes do Divino Semeador noutras searas, noutros caminhos do porvir.
Os tempos se tornaram ainda mais difíceis.
O mundo estava cheio de dogmas e de disputas religiosas. O pensamento estava escondido, com medo das fogueiras inquisitórias. A figura do diabo disputava, palmo a palmo, com o Cristo, os lares de então. A bem da verdade - pensavam alguns -, o diabo estava bem mais perto dos homens do que o próprio Jesus.
Como fazer brilhar novas luzes num meio tão pobre de idéias e de expectativas e, acima de tudo, ignorante quanto a algumas verdades eternas? Como propagar em meio à dogmática inflexível das pretensas verdades estabelecidas e imutáveis para o mundo da época um sentimento de religiosidade mais profundo, mais honesto, mais digno da condição humana no planeta?
São chamados à ação, mais uma vez, espíritos pertencentes à grande família espiritual cuja responsabilidade maior era e é difundir e testemunhar a Palavra de Jesus. A missão agora era mostrar ao mundo, de forma organizada, o Plano Divino de Apresentação das Hostes de Assessoramento do Mestre. Nascia aí, no esforço lúcido e sereno de Allan Kardec e seus colaboradores, a Codificação Espírita, apresentando ao mundo apenas uma das formas existenciais das hostes de assessoramento do Mestre Jesus, que eram os espíritos.
Com o Espiritismo vem o final da religião dogmática e o início do esclarecimento do pensamento religioso moderno. Com o Espiritismo aparece a doutrina da reencarnação, tão comum há milênios nas culturas do Oriente, e que, no dizer atual do grande pregador espírita Divaldo Pereira Franco, é a doutrina compatível com a Justiça de Deus e com a dignidade humana.
O Espiritismo arrancara de vez a triste e solitária condição humana da luta contra um diabo inexistente e da busca de um Cristo inatingível.
Outras hostes seriam apresentadas no futuro e eis que os tempos são chegados. Outras Potências da Deidade, pouco a pouco, iriam se deixar entrever por entre as nuvens da Terra.
E estamos nós, assim, homens e mulheres do século XX, vivendo o momento histórico em que mais uma parcela das hostes de sustentação da fraternidade cósmica se apresenta à comunidade planetária terráquea: os irmãos de outros orbes a quem denominamos de extraterrestres.
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