ReintegraçÃo cósmica. (Integral dos três livros juntos )



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2. Fator Vibratório

Como informado anteriormente, não é por falta de amor do Pai que o processo de exílio acontece na vida dos seres. O que está em jogo, em realidade, é o mérito pessoal do espírito frente as leis que regem a evolução das individualidades cósmicas por toda a eternidade.


O que de fato importa é, acima de tudo, uma condição vibratório-magnética existente entre cada individualidade espiritual e o orbe ao qual encontra-se agregado por questões de afinidade energética.
Na verdade ocorre quase que uma espécie de expulsão espontânea que a nova situação astral de um orbe provoca em seus habitantes que vibram de forma desarmônica com o ambiente energético que lhes rodeia.
Essa nova situação astral, que vai pouco a pouco se firmando ao redor do planeta físico e de suas esferas astrais-espirituais com o desenvolvimento crescente do processo energético de reciclagem, é resultante das formas-raciocínio e das formas-sentimento emanadas das mentes e dos corações de seus habitantes.
É, em última análise, produto direto da capacidade de pensar e sentir de uma população planetária.
Em linguagem comum, diríamos que o nível astral de um orbe é, em relação aos seus habitantes, como um filho que apresenta as mesmas características dos pais por força das leis da hereditariedade.
Neste sentido, todos nós, seres pensantes presos vibratoriamente ao orbe terrestre, somos os pais da situação astral-energética que caracteriza o nosso mundo.
Na medida em que mais da metade dos seres que na Terra estão congregados - seja nos ambientes espirituais ou reencarnados - atingiu uma condição vibratória incompatível com o sofrimento, a dor, o desespero, a maldade, o ódio e tantos outros sentimentos menores que se caracterizam por vibrações pesadas, tais fatos desagradáveis deverão desaparecer do cotidiano da vida comunitária terrestre.
Isto somente acontecerá se os espíritos ainda capazes de produzir tais fatos forem afastados. E quem os afasta é exatamente o fator vibratório de cada individualidade espiritual que não atingiu o progresso previsto e esperado para o aprendizado daquele período cósmico, cuja vibração torna-se incompatível com o planeta.
Este fator vibratório - qualidade das vibrações emanadas de um espírito - é definido por uma espécie de marco espiritual que cada ser pensante possui de acordo com o seu desenvolvimento nas muitas vidas já experimentadas, que o caracteriza com uma vibração magnética específica.

Este marco espiritual - que nada mais é do que a resultante vibratória de tudo o que o espírito já fez e deixou de fazer em termos de aprendizado e experiência cósmica - modifica-se a cada nova experiência existencial, através da aquisição de novos aprendizados realizados pelo espírito.


A bem da verdade, este marco modifica-se a todo instante porquanto ele é uma espécie de reflexo do condicionamento e da disposição íntima de um espírito; o que vale dizer que o fator vibratório de cada indivíduo também se modifica de acordo com o seu marco espiritual conquistado a cada experiência.
E é, portanto, frente a tais aspectos de ordem energética, vibratório-magnética, que um dia a ciência terrestre perceberá que todo e qualquer espírito se eleva ou estaciona no caminho ascensional que espera a todos os seres em evolução na criação universal.
De acordo, mais uma vez. com o Evangelho Segundo o Espiritismo, "os espíritos que encarnam em um mundo não se acham a ele presos indefinidamente, nem nele atravessam todas as fases do progresso que lhes cumpre realizar, para atingirem a perfeição. Quando, em um mundo, eles alcançam o grau de adiantamento que esse mundo comporta, passam para outro mais adiantado, e assim por diante, até que cheguem ao estado de puros Espíritos. São outras tantas estações, em cada uma das quais se lhes deparam elementos de progresso apropriados ao adiantamento que já conquistaram. É-lhes uma recompensa ascenderem a um mundo de ordem mais elevada, como é um castigo o prolongarem a sua permanência em um mundo desgraçado, ou serem relegados para outro ainda mais infeliz do que aquele a que se vêem impedidos de voltar quando se obstinaram no mal".
Nunca é demais lembrar que o único determinismo estabelecido pelo Pai nas Suas leis é que algum dia todos os seres criados atingirão a perfeição. Porém, quando e como chegar a esta perfeição, dependerá, sempre, da escolha, do livre-arbítrio de cada um.
Em outras palavras poderíamos dizer que atingir a perfeição é tornar-se conscientemente uno com a Deidade. Manter a sua individualidade sendo, entretanto, uno com o Pai. Da mesma forma que o pai e o filho terrenos que muito se amem, são duas pessoas distintas, mas têm uma ligação íntima poderosíssima decorrente dos laços energéticos e amorosos que os unem, além da afinidade e comunhão de princípios e objetivos.
Pobres são as palavras terrenas para falar de sentimentos superiores e mais pobre ainda a esforçada capacidade mental e literária deste aflito escrevente para simbolizar a união íntima que existe entre a Deidade e todos os Seus filhos.
A seu turno, esse tema será desenvolvido com mais profundidade pois encerra em si mesmo muitos mistérios e segredos que pouco a pouco têm que ser esclarecidos.
Entretanto, enquanto estivermos em rota evolutiva em mundos atrasados, será sempre o fator vibratório de cada um de nós - marco espiritual da individualidade cósmica - que nos fará passar deste para aquele mundo, desta para aquela experiência cósmica, sempre em busca da perfeição que nos foi legada pelo amor do Pai.


3. Reencarnações Melhoradoras

Devido justamente à questão da nova ordem vibratória que os mentores do mundo terreno, em conformidade com as leis emanadas do amor e da sabedoria do Pai, estabeleceram para a Terra, a partir do terceiro milênio é que, desde os anos 30, no Oriente, e, no Ocidente, os anos 50, espíritos menos endividados vêm reencarnando, diminuindo, assim, o peso do sofrimento das populações terrenas frente as leis do carma.


Para melhorar e apressar ainda mais o processo de adequação das vibrações terrestres à nova ordem astral que começava àquela altura e que está, no momento, prestes a se estabelecer neste orbe, espíritos ainda mais desenvolvidos com trabalhos específicos a serem executados em todos os campos da existência humana, vêm também reencarnando sistematicamente por todo o planeta.
A chegada desses espíritos melhoradores das condições planetárias iniciou-se de forma generalizada no Oriente e no Ocidente na década de 50, intensificando-se no Ocidente a partir da década de 60, e no Oriente, a partir da década de 80.
A África, por razões cármicas conseqüentes à Segunda Guerra Mundial, quanto à reencarnação de espíritos trabalhadores mais desenvolvidos, somente na década de 90 começou a servir de berço continental a estes espíritos maravilhosos que têm como missão principal, levar o continente africano - no que se refere às condições de saúde, educação e política - a níveis mais compatíveis com a dignidade terrestre.
Quem sabe, talvez, lá pelos anos de 2025-2030, tenhamos como realidade política-sociológica algo que hoje sequer conseguimos sonhar em imaginar!
E seja lá o que for, o que porventura existir de bom e ruim no futuro da história terrestre, existirá, igualmente, e de forma generalizada, para todos os seus habitantes, independente de habitarem este ou aquele continente, pelo simples fato de que seremos em breve uma só unidade política ante o cosmos.
Mas, voltando ao tema central deste capítulo, os irmãos espirituais nos informam que, efetivamente, as gerações que se sucedem, a partir dos anos 30 no Oriente, e dos anos 50 no Ocidente, são sempre menos endividadas e/ou mais desenvolvidas em termos de potencial criador e aspectos humanísticos do que as imediatamente anteriores.
Se afirmássemos que desde então os filhos e filhas que chegaram ao panorama terrestre são sempre mais desenvolvidos no sentido espiritual do que seus pais, em nada estaríamos exagerando.

É óbvio que há exceções. E muitas!


Porém, em linhas gerais, os filhos e filhas do planeta Terra que começaram a chegar a partir das épocas especificadas anteriormente, de uma ou de outra forma, são espíritos mais habilitados à convivência fraterna. Não eram, entretanto, perfeitos, e podiam falhar quando provocados pelas estruturas herdadas das gerações passadas, o que, infelizmente, aconteceu em grande escala e frente a muitos aspectos da vida planetária.
Mas, apesar das falhas, o esforço empreendido por todos os espíritos, encarnados e desencarnados, já sintonizados com a coexistência fraterna e o amor ao próximo, mesmo com as fragilidades de cada um, repetimos, alcançou com o trabalho de todos um resultado que muito sensibilizou a Alta Espiritualidade, melhorando a situação astral terrestre a cada momento, a cada instante cósmico.
O que de errado houve nas lutas reformistas do nosso passado mais recente, pouco a pouco deixará de fazer parte do cotidiano da paisagem terrestre.
Os exageros e as inconseqüências provenientes das lutas revolucionárias do comportamento humano que, em muitos aspectos da vida planetária foram levadas a efeito nos anos 60, estão, ainda, registrados na história dos nossos dias, como a nos lembrar sempre que, ao derrubarmos valores estabelecidos, sem sermos, ainda, possuidores de uma consciência plena e maior a respeito do significado da vida humana, pecamos reiteradas vezes por não sabermos, exatamente, que valores novos colocarmos para substituir aqueles que acabamos de destruir.
E enquanto hesitamos quanto ao que fazermos ou como fazermos, nesse espaço vazio de valores da sociedade humana, entre a derrubada de um código comportamental e a elevação de um outro, muito de negativo e infeliz penetra no seio da comunidade terrena, criando, na maioria das vezes, problemas tão ou mais sérios do que aqueles que acabáramos de resolver.
Mas, como informado anteriormente, mesmo com todos esses problemas, sementes de amor fraterno, de comportamentos pacíficos, de tolerância e outros tantos mais, ficaram de forma indelével e irreversivelmente plantadas nos corações daqueles que vibraram com os novos tempos, semeados que foram por verdadeiros heróis da luta planetária pelo melhoramento da raça humana.
Este assunto, entretanto, será objeto de reflexão e análise em trabalhos futuros, segundo os nossos mentores espirituais.
Dito isto, as reencarnações que nas duas últimas décadas deste século estão se processando por todo o orbe, têm como objetivo principal, dentre muitos outros que desconhecemos, retirar do ambiente planetário o que de negativo e infeliz ainda exista no comportamento humano, em especial o que se refere às posturas infelizes decorrentes dos diversos tipos de intolerâncias que ainda caracterizam o cotidiano planetário.
Drogas, sexo desvairado e inconseqüente, rebeldias imaturas e desnecessárias, e outros hábitos e atitudes de baixo padrão espiritual deixarão de caracterizar a juventude do mundo lá pela terceira década do próximo século, como resultado direto do esforço e da perseverança dessa geração de espíritos luminosos.
Esses, entretanto, terão ainda que enfrentar e lutar contra os erros dos seus próprios pais, avós, bisavós, ou seja, nós mesmos, espíritos que reencarnamos entre os anos 40 e 60, e que derrubamos todos os valores que encontramos pela frente, esquecendo-nos, como já o dissemos, de criar alguns outros novos para colocarmos no lugar daqueles que destruímos.
Nesse processo, muitos hábitos, vícios e atitudes infelizes e desnecessárias adquirimos e contra isso, também, nossos filhos, netos e bisnetos terão que lutar.
Devemos, portanto, preparar a nós próprios para tal. E desde já, desejarmos de coração que eles nos vençam, nos superem, pois estes, espiritualmente falando, sabem bem mais das coisas que os seus pais.
Quanto ao futuro, as reencarnações que ocorrerão no planeta a partir da próxima década, terão como objetivo maior ratificar e fixar no mundo todos os comportamentos fraternos, sábios e amorosos, que o homem conquistou ao longo de sua penosa história e, ainda por cima, melhorá-los, condimentando-os com características extrafísicas e extraterrestres, nunca antes imaginadas pelos maiores sonhadores e ficcionistas da Terra..
Estes espíritos - e entre eles muitos serão de outros orbes que aqui virão em missão fraterna e desenvolvimentista - que reencarnarão após o ano 2000, em regra geral, abrirão a mente e os olhos da Terra para o aspecto cósmico da existência individual de cada ser criado pelo Pai.
Paralelamente, estes mesmos espíritos, abrirão os aeroportos do mundo terrestre para o pouso amigável de naves interplanetárias, estabelecendo, oficialmente, a partir de então, o contato pacífico e fraterno com os nossos irmãos de outros orbes, inscrevendo, dessa forma, o nosso tão querido planeta como um dos membros ativos de algo que poderíamos carinhosamente chamar de Liga Interplanetária da Fraternidade Cósmica ou algo semelhante.
É esta, pois, a história resumida do processo da Espiritualidade quanto às reencarnações melhoradoras que vêm modificando o panorama terrestre e preparando novos ambientes onde reinarão a paz e a concórdia entre os povos.


4. Qualquer um pode ser "Salvo"

Há certas decisões que são históricas na vida de um espírito. Outras, fazem parte apenas da crônica da longa história das tentativas, dos acertos e desacertos da individualidade durante as suas muitas vidas e experiências.


Estas últimas, são tomadas sem maiores reflexões, sem maiores responsabilidades. Tomamos e modificamos as decisões dessa ordem, sem maiores complicações, ao prazer da conveniência ou conforme necessidade mais imediata. Não há grande dispêndio de esforço, de sacrifício e de luta íntima para a tomada de posição quanto a esse nível de decisão.
Quando confrontados com situações que nos forçam à tomada dessas decisões, sequer fugimos de enfrentá-las tão normal e comum parece ao nosso espírito, à lei do pouco esforço, que, infelizmente, caracteriza os nossos atos há muitos milênios.
Entretanto, aquelas que têm relação direta com a nossa postura íntima, com a essência do que somos, sentimos e pensamos, com a educação interior do nosso espírito, frente a estas, de há muitos milhares de anos terrestres vimos hesitando em tomá-las, visto exigirem muito esforço e luta íntima, além de algum sacrifício na busca daquilo que se quer atingir.
E este fato faz parte da realidade espiritual que caracteriza a história de cada individualidade que ainda encontra-se presa vibratoriamente ao orbe terrestre, ou seja, à história de todos nós.
Se pudéssemos nominar a comunidade de espíritos que na Terra estão congregados por força de seus erros há bem mais tempo do que se imagina, chamaríamos a nós próprios de espíritos teimosos e rebeldes.
Teimosos, porquanto sabedores da necessidade que têm os nossos espíritos de tomarem decisões fortes e irreversíveis que os levem no rumo do desenvolvimento espiritual, teimamos em negar, a nós próprios, as oportunidades que a Espiritualidade Maior coloca à disposição de cada um e de todos nas diversas existências. E quando, com ou sem a nossa concordância, por força da lei maior do carma, temos efetivamente que enfrentá-las, costumamos assumir, para nossa desdita, uma postura interior que beira a estupidez, afastando o nosso próprio espírito da possibilidade concreta e redentora de melhoramento interior. Isto, quando não adquirimos mais e mais débitos a serem saldados no futuro por tal postura interior.
Rebeldes porque durante muito tempo nos posicionamos de forma contrária às leis que regem o aprendizado espiritual, sem aceitarmos a tutela e a ajuda dos nossos mestres espirituais que nada mais são do que irmãos mais evoluídos, rebelando-nos de forma infeliz e inconseqüente contra tudo que emanava da Espiritualidade Maior.
Toda mudança íntima ou qualquer modificação interior passa, necessariamente - consciente ou inconscientemente - por três etapas:
- modificação do posicionamento mental frente o problema. Ex: o hábito de fumar, que sempre pareceu agradável ao fumante, passa a ser percebido pelo mesmo como algo que o incomoda e a partir daí, o indivíduo pode passar a ter não só o conhecimento mas, sim, a consciência de que o fumo faz mal em todos os sentidos.
- tomada de decisão. Ex: parar de fumar.
- capacidade de auto direção frente as coisas do mundo. Ex: após tomada a decisão de mudança, resistir à tentação em todas as ocasiões que, no início do processo de acabar com o vício do tabagismo, sob formas de sensações aparentemente quase irresistíveis, farão o indivíduo ficar com vontade de fumar.
Passar por essas três etapas pode não ser - dependendo do caso - processo fácil, porém, é perfeitamente alcançável, seja qual for o problema... É empreendimento que exige muito esforço mental e domínio dos sentimentos e sensações que surgem inapelavelmente. Entretanto, sempre é bom lembrar que a soberania espiritual passa, necessariamente, pelo controle das emoções.
Se já é difícil para uma simples dependência dos sentidos e hábitos corporais, como é o caso do vício do tabagismo, imaginemos como não o será para as inclinações negativas do espírito.

Dizem-nos os Grandes Espíritos que conseguiram superar a si próprios vencendo as coisas do mundo quando por aqui estiveram encarnados, que o grande e único adversário a ser temido em qualquer empreitada somos nós mesmos através das nossas tendências, inclinações e fragilidades, que representam o conjunto dos nossos erros e hábitos infelizes, adquiridos em vidas passadas, e que nos acompanham em todas as reencarnações, até que nos livremos, de forma definitiva, de tais imperfeições. E não há como de tal peso cármico nos livrarmos se não tomarmos aquelas decisões que custam esforço e aparente sacrifício. Mas como sentirmos a alegria da conquista se não houver o necessário esforço e sacrifício da busca?


Neste contexto, tudo o que queremos afirmar é que, a exemplo daquele indivíduo que tenta, através de diversas decisões sucessivas, parar de fumar, sem nunca, entretanto, conseguir tal intento, algum dia, uma vez, após muitas tentativas fracassadas, haverá de tomar uma decisão inabalável que lhe corrigirá a atitude viciada de uma vez por todas, assim também ocorrerá com a correção das posturas equivocadas do espírito.
A partir daí, através da força de vontade leia-se capacidade de autodireção -, estará livre daquilo que tanto incomodava o seu próprio espírito.
Nós, parte das individualidades presas ao orbe terrestre, mesmo sendo espíritos frágeis e cheios de vícios e inclinações desagradáveis adquiridas ao longo dos milênios, tomamos, também, certas decisões positivas que muito nos ajudaram na progressão interior, permitindo-nos atingir certos marcos de aprendizado espiritual que caracterizam grande parte da humanidade, os quais poderíamos chamar de homens e mulheres tendentes ao bem e à convivência fraterna. E graças ao Pai o somos em bom número.
O exercício do perdão quando, na maioria das vezes seria mais fácil e cômodo deixar fluir toda a indignação íntima carregada de sentimentos pesadíssimos de revolta e do aparente justo revide; quando, no calor da disputa por tal ou qual situação, a ética na conduta conseguiu ser a tônica dos atos em detrimento da paixão mais imediata que comumente caracteriza a raça humana terrena de ganhar a qualquer custo; quando, ainda diante de explosão do próprio temperamento, a individualidade controla a si próprio suavizando e tornando mais agradáveis as vibrações que lhe vêm do íntimo apesar do chamamento quase irresistível das coisas e valores do mundo que convidam ao descontrole pessoal; tudo isso e muito mais são situações pelas quais passam com relativo sucesso todas as individualidades congregadas na Terra que, no momento, encontram-se com disposição íntima de tendência ao bem.
Mesmo falhando em uma ou outra ocasião, o espírito que assim decide agir, termina por elevar-se acima das circunstâncias dos valores transitórios e temporários da Terra, terminando por plasmar em si mesmo uma tendência comportamental - produto do próprio esforço da reforma íntima - que o eleva a níveis vibratórios bem melhorados. A esse processo de reforma íntima podemos chamar de evolução espiritual.
Devemos, portanto, perceber que existe um dia na vida do espírito em que ele toma certas decisões que o marcam e o impulsionam em direção ao aprendizado cósmico por toda a eternidade.

No presente momento da história terrestre desta geração de espíritos, que está concluindo mais uma etapa de aprendizado, o processo energético decorrente e conseqüente à Volta do Mestre, oferece condições especiais e únicas que muito favorecem as tomadas de decisões que marcam o espírito por toda sua longa jornada evolutiva.


Tanto a nível de hábitos e vícios desagradáveis como de compulsões violentas e criminosas, podemos - através de um novo posicionamento mental frente os muitos aspectos da vida que nos proporciona a presença do Mestre, e de todos os outros aspectos das verdades eternas que com Ele se confirmam - modificar o nosso interior, tomando aquela decisão inabalável de melhorarmos neste ou naquele sentido, o nosso procedimento espiritual.
Inspirados nas verdades constantes no Evangelho e em outros livros que também foram inspirados pelo Alto, e através do esforço hercúleo da capacidade de se auto dirigir frente as tendências negativas e primitivistas do mundo, com disciplina, fé e convicção íntima inabaláveis, podemos, seguramente, superar a nós próprios e às coisas do mundo, dando, assim, um salto espiritual em relação ao aprendizado cósmico.
Imaginemos o pior dos assassinos entre os homens da Terra, e que este espírito doente, porém sensibilizado por conhecer verdades até então desconhecidas no nível de sua consciência encarnada atual, e, sabendo, também, que o Mestre Jesus aqui veio e virá mais outras vezes para ajudar a todos os necessitados de luz e de auxílio espiritual, cai aos prantos em um sincero processo de arrependimento e desejoso de reformar a si próprio, será que se este espírito tomar aquela decisão inabalável de banir da sua vivência interior a tendência e a inclinação à atitude criminosa, será, repetimos, que ele poderá ser salvo e superar o perigo do exílio iminente?
Sim. Qualquer um pode ser salvo!
Mesmo o mais hediondo dos homens, se tomada a decisão inabalável da emenda pessoal, e se esta decisão for verdadeira, ou seja, detectada pelos circuitos magnéticos-espirituais ligados ao amor do Pai, este espírito não mais sofrerá o processo de exI1io.

Terá, entretanto, que purgar em outros recantos cósmicos, sé assim o exigirem as leis evolutivas, logo após a morte do seu corpo físico terrestre, as muitas culpas e remorsos pelo mal praticado. Apenas esse processo de reajustamento espiritual será, sob todas as formas consideravelmente bem menos demorado e penoso do que aquele que espera por todos os que serão exilados.


Mas, logo que esse processo termine - e, repetimos, é rápido quando comparado com o que ocorre quando do exílio - esse espírito voltará em condições normais ao convívio com os espíritos que na Terra ficarão,a partir do terceiro milênio.
Esta decisão maior terá que ser detectada pelos Prepostos do Pai que, em Seu nome, e coordenados pelo Mestre Jesus, voltam seus olhos e atenção para os orbes que estão passando pelo processo de reciclagem espiritual.
Em outras palavras, não há nenhuma autoridade terrena, nenhum homem ou mulher, que tenha poder para verificar ou detectar se tal decisão, deste ou daquele indivíduo, é verdadeiramente sincera e honesta.
Este trabalho não nos pertence. Não podemos nem devemos julgar a quem quer que seja. Até porque, normalmente, a tudo enxergamos de forma superficial. Em certos momentos as pessoas agem com base em fatos e necessidades algo misteriosos à observação alheia e somente o Pai e Seus prepostos conseguem observar e aquilatar tais atitudes.
Portanto, tal processo de aferição será feito somente pela Espiritualidade Maior.
Podemos, apenas, afirmar que não há erros nem enganos nesse processo. E que nenhum espírito deixará de ser verificado ou julgado conforme as leis das Potências Celestes.
A nós, cabe o trabalho de distribuição desse aviso amoroso e, na medida das possibilidades, ajudar fraternalmente a tantos quanto possível. Este é o papel dos homens e mulheres tendentes ao bem e à convivência fraterna no atual momento planetário.
Antes de passarmos para o próximo capítulo, os nossos mentores espirituais solicitam que informemos a todos os irmãos em curso que esta época é bastante propícia para que os encarnados façam uma espécie de exame de consciência.
Se um indivíduo, após uma reflexão profunda na tentativa de descobrir as suas próprias imperfeições, perceber quais os comportamentos, hábitos, vícios e inclinações negativas e problemáticas que geram desarmonia interior e o incomodam tomar a inabalável decisão de melhorar a si próprio lutando contra as suas próprias tendências, seguramente este indivíduo será enormemente ajudado pelos mentores espirituais que, em nome do Mestre e sob Sua coordenação, já se encontram nos ambientes vibratórios mais próximos ao mundo dos encarnados, em número nunca antes visto ou imaginado, para ajudar a comunidade terráquea.
Quanto ao mais, tudo dependerá do livre-arbítrio de cada um pois o amor do Pai é herança divina e está presente no coração de todos. Cabe ao espírito observá-lo, cultivá-lo e praticá-lo.
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