RelaçÃo de figuras 6 Figura 1 Mapa de Localização e Vias de Acesso 6



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4.7 - GEOLOGIA 30

4.7.1 - Geologia Regional 30

4.7.2 - Hidrogeologia Regional 31

5.- ESTUDOS HIDROGEOLÓGICOS - CONTEXTO LOCAL 32

5.1. - Geologia Local 32

5.5.1 - Análise Estrutural 34

O Complexo Alcalino vulcânico de Poços de Caldas é controlado por zonas de fraqueza da crosta. que facilitaram o encaixamento da estrutura do maciço, um dos componentes do Arco Vulcânico do Alto Paranaíba. 35

Na intrusão de Poços de Caldas admite-se que houve colapsos da parte central da estrutura, com a formação de fendas radiais e anelares, pelas quais o magma acendeu. O abatimento ocorreu, provavelmente, antes da formação do dique anelar, pois, há relatos de observações de fragmentos de rocha do interior do maciço no dique, que é formado por tinguaítos, em corpos dispostos subverticalmente e com espessuras muito variáveis. Posteriormente, diques de foiaito intruíram o anel da borda do planalto. 36

No quadrante oriental do Planalto de Poços de Caldas, a ação tectônica, com falhas de direção transversal à estrutura anelar parece ter afetado de forma maciça todo o conjunto, adernando-o para leste e não produzindo soerguimento do bloco na periferia. Nesta borda leste, o dique anelar não tem expressão morfológica, embora litologicamente seja constituído de tinguaíto e foiaito, com fenitos na borda. O alçamento topógráfico está expresso no bloco fenitizado da serra da Pedra Branca, que apesar de não estar incluído no dique anelar, parece ter sido afetado pela tectônica responsável por sua gênese. 36

Nos demais quadrantes, a tectônica formou blocos e fossas alongadas. Como conseqüência, a morfologia do dique anelar está mais na dependência da tectônica de falhas do que à simples ascensão do magma nefelínico - Vide fig. 3d. 36

A análise de imagens de satélite (LANDSAT 7 - escala 1:50.000) e de fotografias aéreas (vôo AST-10 - USAF, escala 1:60.000) permite identificar extensos lineamentos, tranversais e radiais ao maciço alcalino - maiores que 1cm nas fotos e imagem -, afetando o complexo e embasamento. Foram interpretadas como estruturas pré-existentes, reativadas pela tectônica de encaixamento do maciço. 36

Lineamentos menores, com até 1cm nas imagems e fotos, paralelos à borda do complexo, são bem nítidos na borda externa. Nas imediações de Poços de Caldas, orientam-se segundo EW - classe dominante na roseta vista logo a seguir. 36

Por outro lado, podem ser caracterizadas três zonas com padrões distintos de lineamentos nas região de Poços de Caldas. Uma, situa-se na serra São Domingos, a norte da área urbana, com estruturas NS. A segunda, pode ser vista à sul, vizinha à primeira, tendo seus lineamentos preferencialemente direcionados para NE, entre 40º e 80º. Por último, uma zona mais a sul, tem seus lineamentos estruturais ortogonais entre si, segundo as direções NE e NW, conforme vistas nas rosetas a seguir. 36

5.2. HIDROGEOLOGIA LOCAL 40

A ocorrência de água subterrânea na região de Poços de Caldas está condicionada, principalmente, aos sistemas de fraturamento desenvolvidos sobre as rochas do Complexo Alcalino. Especificamente, a circulação e o armazenamento das águas subterrâneas hipotermais e termais estão restritos ao sistema aqüífero fraturado ou fissurado, cabendo aos aqüíferos granulares superficiais apenas parte da restituição relativa as águas de temperaturas normais. A infiltração, o escoamento e o armazenamento das águas subterrâneas processam-se através das descontinuidades criadas ou reativadas pelos eventos tectônicos que afetaram a chaminé alcalina. 40


Aqüífero Granular 41

Aqüífero Fraturado 41


O aqüífero fraturado presente na área do Planalto de Poços de Caldas está associado aos processos magmáticos que deram origem à grande chaminé alcalina existente na região. Tais atividades provocam um comportamento diferenciado sobre os diversos tipos litológicos: nas rochas cristalinas do embasamento há uma reativação de zonas de fraquezas pré-existentes, tais como falhas, fraturas, juntas, etc.; e nas rochas geradas pelo magmatismo intrusivo aparecem as descontinuidades associadas ao aparelho vulcânico. 41

Dentre os grandes falhamentos que cortam as rochas regionais destacam-se aqueles orientados na direção N70ºE, que tangenciam o Complexo nas suas porções sul e norte, afetando as rochas do embasamento cristalino, as da bacia do Paraná e mesmo as do Maciço Alcalino. Essas estruturas formaram escarpas de falhas das quais são exemplos às serras do Pau d’Alho, Paiol e Cervo ao sul. 42

Quase todos os afluentes do ribeirão das Antas têm suas nascentes alimentadas por restituições de águas subterrâneas de pequenos cursos; a maioria das cabeceiras de drenagem está associada aos fraturamentos e é alimentada por fontes difusas ou nascentes pontuais com vazões variáveis, mas, quase sempre perenes. Além dessas nascentes de encosta e piemonte, ocorrem ainda fontes com águas de temperaturas normais e as termais, ambos os tipos localizados na depressão de Poços de Caldas, em sua área urbana e adjacências, encontrando-se também, algumas captações por poços tubulares. 42

Portanto a origem das fontes termais está relacionada à intersecção de três extensos e profundos fraturamentos. Essas descontinuidades foram mapeadas em fotografias aéreas (Cruz et al., op. cit.) e imagens de satélite (LANDSAT 7 - figura 3) assumindo as direções preferenciais: N14ºE, N50ºE e E-W. As duas primeiras direções cortam o aparelho vulcânico estendendo-se ao embasamento cristalino, desde a serra de São Domingos, ao norte, até o vale do ribeirão das Vargens, ao sul. A fratura N14ºE controla o traçado do leito do córrego Vai-e-Volta, devendo constituir-se em uma zona importante de recarga do aqüífero fraturado. O sistema de fraturamento EW, controla o baixo curso do ribeirão dos Poços, prolongando-se pelo vale do ribeirão da Serra e se interconecta com outras fraturas secundárias, direcionadas para a serra de São Domingos, que se constitui em outra zona de recarga. 43

No seu conjunto, a área estudada apresenta rochas que exibem uma alta densidade de fraturamento, com um bom potencial hídrico subterrâneo. Isso é evidenciado pelo grande volume restituído aos corpos d’água superficiais e pelo valor estimado para a infiltração, conforme calculado por Cruz et al., em 1987. Assim, pode-se supor que poços tubulares locados dentro de critérios técnicos, que considerem a geologia estrutural da chaminé, poderão fornecer resultados mais favoráveis, com maior capacidade de produção. 43

5.2.1 - Inventário Hidrogeológico e Descrição dos Pontos d’Água 44

5.2.2. - Caracterização das Captações de Águas de Temperatura Normal e Termais 45

Em relação ao conjunto de fontes Pedro Botelho, Frangipani (1991, in: MDGEO, 2000) registra sete medições efetuadas no início da década de 90, cujos resultados mostraram a vazão média de 3,31 l/s, dado que poderia indicar um decréscimo de cerca de 14% em relação à vazão medida em 1923. Infelizmente, na situação precária em que se encontram as bombas instaladas para o abastecimento das Termas e do Palace Hotel, com evidente perda de rendimento em decorrência do tempo de uso, há grande dificuldade em realizar medições no atual momento, pois implicaria na paralisação das Termas por período superior a 24h. 46


Poços Tubulares 47
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