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4.3 - FISIOGRAFIA




4.3.1 - Geomorfologia

A chaminé alcalina de Poços de Caldas está inserida em uma grande unidade geomorfológica denominada “Planaltos Dissecados do Sul de Minas” que se estende por toda a Região de Planejamento do Sul de Minas e adentra o Estado de São Paulo.


Trata-se de uma unidade com relevo predominantemente montanhoso, com vales encaixados e de fundo plano, onde se formam extensas várzeas aluviais.

As altitudes médias dentro dessa grande unidade variam em torno de 1000m, com elevações que podem alcançar até 1.800m e áreas planas, nas várzeas, com altitudes médias em torno de 800m.


Nesse contexto destaca-se o Maciço Alcalino de Poços de Caldas, que por sua importância econômica e histórica recebeu a denominação de “Planalto de Poços de Caldas”. Trata-se de uma estrutura de formato dômico, individualizada por cristas e escarpas abruptas, de forma externa circular, delimitada por escarpas de falhas que afetaram o embasamento cristalino e facilitaram o encaixamento da chaminé em uma zona de fraqueza do embasamento.
Assim, o maciço é uma estrutura dômica individualizada, que se destaca nos Planaltos Dissecados do Sul de Minas, formado por atividade vulcânica, facilitada por uma zona de fraqueza do embasamento, em área condicionada por fatores estruturais, em terrenos onde predominou uma morfogênese do tipo erosivo, sobre rochas com conspícuas formas estruturais superpostas.
Particularmente, o Planalto de Poços de Caldas possui três ambientes geomorfológicos típicos: uma zona externa formada por terrenos de relevo movimentado, com elevações de topo arredondado e cotas entre 900 e 1000m; uma faixa intermediária, constituída de cristas e serras, disposta em estrutura anelar, que dá forma às bordas da chaminé vulcânica. Esse relevo é resultado do encaixamento do maciço alcalino, destacando-se em fotografias aéreas e imagens de satélite como uma típica cratera vulcânica. Suas elevações podem atingir a 1.700m; finalmente, uma zona interna de relevo montanhoso a suave montanhoso, também com elevações de topo suavemente arredondados e vales com amplas planícies aluviais, como por exemplo, a do ribeirão dos Antas, próxima ao Distrito Industrial de Poços de Caldas. Nessa zona, as elevações médias são da ordem de 1.100 a 1.200m de altitude.
A rede de drenagem dessa porção interna do maciço é dendrítica ou sub-paralela, com seus principais cursos d’água mostrando caimento para NW. Os ribeirões das Antas e Caldas unem-se a jusante da barragem Bortolan, formando o rio Lambari, (denominação local), que é afluente do rio Pardo, que por sua vez, pertence à bacia do rio Grande, como seu afluente da margem esquerda, desaguando próximo da cidade de Planura - MG.
Os cursos d’água do Planalto têm declividade média de 4m/km, na região do Antas e 5,5/km, no Cipó. Essas características de relevo são particularmente suavizadas na área de confluência dos ribeirões do Cipó e das Vargens com o ribeirão das Antas, na região do aeroporto e da fábrica da ALCOA, onde se observam várzeas bem desenvolvidas e traçados acentuadamente sinuosos dos rios.


4.3.2 - Rede de Drenagem Superficial





  • Características Hidrográficas das sub-bacias de Poços de Caldas

O Município de Poços de Caldas pertence, em grande parte à bacia do ribeirão das Antas, denominação dada ao curso médio e superior do rio Lambari, afluente do rio Pardo.


O ribeirão das Antas nasce na borda sul do Planalto, a 1.400m de altitude e após atravessar os campos dessa feição morfológica, num percurso de 55km, transpõe a borda norte na cachoeira das Antas, a 1.180m de altitude. Sua bacia hidrográfica, com 466km2 ocupa aproximadamente 70% da área total do Planalto de Poços de Caldas. Tem rede de drenagem composta por numerosos córregos e ribeirões, destacando-se pela margem esquerda os ribeirões da Ventania, Tamanduá e do Cipó e os córregos das Amoras e do Chiqueirão; pela margem direita, contribuem os córregos Mata Vaca, do Pilão e do Retiro dos Moinhos e os ribeirões das Vargens, Ponte Alta e da Serra. Os dois últimos, após confluírem, passam a denominar-se ribeirão dos Poços, que deságua no Antas, logo a montante da cachoeira homônima. A bacia do ribeirão de Poços drena toda a área urbana de Poços de Caldas, onde recebe o córrego Vai e Volta ao lado das termas Antônio Carlos. Esses dois cursos, juntos com o ribeirão da Serra, drenam as principais áreas de recarga dos aqüíferos rasos e intermediários de Poços de Caldas e tem seus cursos sobre importantes estruturas geológicas.
A bacia do ribeirão dos Antas pertence ao domínio morfoestrutural do Planalto de Poços de Caldas, definido por CHISTOFOLETTI (1972), como um “modelado estrutural dômico com diques anelares”. Esses diques, que formam um anel quase completo delimitando as bordas do Planalto, têm expressão topográfica bem proeminente e constituem os limites da bacia do Antas na parte Sul (serra do Caracol) e na parte Norte (serras do Selado, de São Domingos e de Poços de Caldas).
No divisor norte, o ponto de maior altitude é de aproximadamente, 1.300m; a topografia é, em geral, pouco movimentada, com vertentes suaves e topos aplainados e os rios têm declividade média de 4m/km, no Antas e 5,5 m/km, no Cipó. Estas características de relevo são particularmente suavizadas na área de confluência dos ribeirões do Cipó e das Vargens com o ribeirão das Antas, na região do aeroporto e da fábrica da ALCOA onde se observam várzeas bem desenvolvidas e traçados dos rios acentuadamente sinuosos.
Contrastando com esse relevo mais suavizado, vê-se, no extremo oriental da bacia, uma área onde a topografia é intensamente movimentada. A abrangência desta área extrapola o divisor leste da bacia do Antas, englobando, praticamente, toda a região drenada pelos rios Taquaril e Verde e pelos ribeirões das Campinas e Curimbaba.
Conforme observações de CHISTOFOLETTI (1972, op.cit.), verificam-se, nesta parte da bacia, níveis altimétricos mais elevados, em torno de 1.400m, que culminam no morro do Ferro que se eleva a 1.491m; a drenagem mostra vales encaixados, com ruptura de declive, várzeas estreitas e pouco alongadas e vertentes que podem atingir declividades superiores a 20º.


  • Vazões, Regime e Balanço Hídrico

A bacia do Antas dispõe, segundo o Inventário de Dados Fluviométricos do DNAAE (1983), de informações hidrológicas referentes às seguintes estações, com os respectivos períodos de observação:



  • ribeirão dos Antas em Alcominas, de abril/70 a agosto/71;







- ribeirão das Antas em Usina de Poços de Caldas, de setembro/35 a agosto/60;




- ribeirão de Caldas de : fevereiro/59 a dezembro/60.


Na análise do regime de escoamento superficial da bacia do Antas, a Consultec (1970, op. cit.) utilizou dados da estação da Usina de Poços de Caldas, no período de 1941 a 1952, visando a definir as condições naturais existentes. A limitação no período da análise se deve a que a única barragem existente na bacia era a Saturnino de Brito, construída em 1936, sobre o ribeirão Ponte Alta e a inexistência de uso significativo de águas a montante da estação.


Atualmente, as águas superficiais dessa parte da bacia abastecem o Distrito Industrial e há vários perímetros de irrigação no planalto que, aliados ao crescimento populacional de Poços de Caldas, aumentaram substancialmente o consumo de águas na região.
A análise dos dados da estação da Usina de Poços de Caldas, no período de 1941 a 1952, forneceu as seguintes características mensais de descarga:

Quadro 3 - Valores Mensais de Descargas


Média

14,0m3/s

Média das máximas

16,2 a 62,8m3/s

Média das mínimas

1,59 a 5,23m3/s

Mínima do período

0,5 m3/s

Máxima do período

135 m3/s

Vazão específica média

31,1 m3/s

Vazão específica média mínima

31,1ℓ /s.Km2

Vazão específica média máxima

140 ℓ/s.km2


Considerando-se como ano hidrológico o período de outubro a setembro, as cheias ocorrem entre novembro e abril, e a recessão estende-se de maio a setembro. As vazões máximas ocorrem normalmente em fevereiro, mas, podem ter picos máximos em janeiro ou março. As vazões mínimas em geral, são observadas nos meses de setembro, outubro ou novembro.

O total anual de escoamento superficial, tomando-se a média de 8 anos completos no período de 41-52, é de 441,6hm3, que equivalem a uma altura d’água de 981mm, correspondendo a 60,6% do total precipitado na bacia. Por outro lado, para o ano médio de 1950 (precipitação de 1.638mm), o escoamento total Et foi igual a 547 hm3 ou 1.215mm, o que equivaleria a 74,2% do total precipitado. A evapotranspiração real corresponderia, no primeiro caso a 637 mm (39,3%) e no segundo (ano médio de 1950) a 518mm (25,5%).


O balanço hídrico pode então ser indicado, em termos médios aproximados, pela equação :
p(100%) = ETR (40% ) + Et (60% ) que em metros cúbicos será :

p(720 X 106 ) = ETR (288 X 106 ) + eT (432 X 106 ) ou ainda em mm de água :


p(1600) = ETR (640) + Et (960 )
O escoamento total Et, que representa a disponibilidade hídrica média da bacia, a montante da estação da usina, é a soma do escoamento superficial direto com o escoamento subterrâneo, responsável pela manutenção do fluxo de base do rio. A separação dos componentes superficial e subterrâneo em um hidrograma correspondente ao ano médio de 1950 mostra que, do escoamento total de 1.215mm, cerca de 452mm correspondem ao escoamento subterrâneo. Esse valor relacionado ao total de chuva anual permitiu a Cruz et. al.(op.cit.) estimarem a taxa de infiltração na bacia, como da ordem de 27,6%.

Esses autores chegaram as seguintes conclusões:




  • o escoamento superficial na bacia do ribeirão das Antas, a montante da Usina de Poços de Caldas é muito elevado e representa, em média, cerca de 70% da precipitação;

  • a evapotranspiração real é extremamente baixa, em comparação com outras regiões do Estado, em função das características peculiares do clima - baixas temperaturas, total pluviométrico anual alto e baixa insolação;

  • a restituição subterrânea aos rios é muito elevada, tratando-se de uma bacia constituída de rochas ígneas e de solo predominantemente argiloso, o que demonstra o elevado grau de fraturamento das rochas.



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