RelaçÃo de figuras 6 Figura 1 Mapa de Localização e Vias de Acesso 6



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4.4 - VEGETAÇÃO

A área do processo DNPM 137/51 se insere na grande região florística do Brasil Central, caracterizando-se como um ecótono de transição entre os biomas da savana ou cerrado e das florestas deciduais.


Originalmente os ambientes encontravam-se recobertos por formações florestais preservadas, de florestas aluviais acompanhando os cursos d’água e as manchas de terras mais férteis. O cerrado, em suas diferentes gradações, dominava o ambiente nas faixas onde o solo é mais aluminoso e com predomínio de lateritas. com alguns enclaves de floresta semi-decidual nos vales, onde as condições de umidade e de fertilidade se apresentavam melhores. A figura 3c mostra os remanescentes da floresta semi-decidual na região de Poços de Caldas como, por exemplo, o enclave ainda existente na aba sul da serra de São Domingos, que contribui de forma sensível com a facilitação da recarga dos aqüíferos granulares daquela área.

4.5 - SOLOS

Os solos têm suas características condicionadas, principalmente, aos tipos litológicos sobre os quais atuaram os processos pedogenéticos.


No Complexo Alcalino se desenvolvem solos com textura areno-argilosa e argilo-arenosa e cores que transicionam do bruno ao vermelho-escuro e ao amarelo-avermelhado. Foram classificados como latossolos vermelho-amarelo e podzólicos. Localmente, são solos profundos, sendo largamente utilizados para implantação de culturas de café e pastagens, principalmente com as espécies de Brachiaria.
Os litotipos vulcânicos originam solos com textura argilosa de cor vermelho-escura, latossolo vermelho-escuro, que diferem dos latossolos vermelho-amarelo, por apresentarem textura mais argilosa e cores mais avermelhadas. Em decorrência de ambiente oxidante nessa região, tais solos são profundos, muito drenados e ocorrem em manchas de extensão significativas, limitadas pelas faixas de lateritas, decorrentes do maior teor de alumina. Nesse caso, o relevo é geralmente mais suave, favorecendo a lixiviação e o empobrecimento do solo. Nas faixas de podzólicos e latossolos avermelhados, o relevo tende a ser mais movimentado e, portanto mais sujeito a focos erosivos, dificultando seu bom aproveitamento agrícola.
São encontrados na região de Poços de Caldas os solos LVa 13 - Latossolo Vermelho Amarelo Álico + Podzólico Vermelho Amarelo distrófico e álico, ambos A moderado, textura argilosa fase floresta subperinifólia, relevo ondulado e forte ondulado. Além desses, também ocorrem, de forma restrita, os solos argilosos de cor escura, em decorrência da matéria orgânica acumulada, localizados nos fundos dos vales, nas zonas embrejadas.


4.6 - CLIMATOLOGIA

A análise climatológica da área onde se localiza a cidade de Poços de Caldas foi elaborada com base nos dados disponibilizados pelo Ministério da Agricultura e Reforma Agrária, que opera uma Estação Climatológica na referida cidade. Os dados utilizados, foram sistematizados pelo Departamento Nacional de Meteorologia e referem-se ao período 1.961/1.985


A classificação climática usada para definir o clima da área de estudo seguiu a proposição de Köppen. Os resultados foram comparados com o modelo esenvolvido por Thornthwaite (1955). Já a definição do balanço hídrico adotou a metodologia de Thornthwaite & Mather (1955).


4.6.1 – Pluviometria

Para uma série de dados, no período de 1961 a 1985, considerada a mais consistente, o índice pluviométrico apresentou uma maior intensidade nos meses de dezembro a março, com maior incidência de precipitações nos meses de dezembro e janeiro. Em abril e maio este índice apresenta sensível redução, a qual acentua-se drasticamente nos meses de junho, julho e agosto, voltando a apresentar tendência de crescimento a partir do mês de setembro.


A redução no índice pluviométrico coincide com o final do outono e abrange os três meses de inverno, comportando assim, quatro meses com precipitações médias inferiores a 60 mm.
O período chuvoso inicia-se no mês de setembro, atingindo o máximo em dezembro, diminuindo gradativamente até março. A partir dai, as precipitações são pouco significativas, o que caracteriza o início de um novo período de estiagem, também evidenciado pelo pequeno número de dias de chuva.
A tabela e o gráfico a seguir mostram a distribuição anual e o total das chuvas na região de Poços de Caldas, indicando que a área em estudo possui características de clima úmido.

Quadro 4 - Distribuição Anual e Total das Chuvas




MESES/ANO

TEMP. MÉD. COMP

TOT.CHUVA (mm)

Nº DIAS CHUVA

Janeiro

20,5

272,0

20

Fevereiro

20,5

205,4

16

março

20,3

189,4

15

Abril

18,8

88,7

9

Maio

15,8

55,2

6

Junho

14,5

38,8

4

Julho

14,3

25,6

3

Agosto

15,9

39,7

3

Setembro

18,8

75,1

7

Outubro

19,0

159,2

12

Novembro

20,1

171,6

14

Dezembro

20,1

284,5

19

VR. ANUAL

18,2

1.605,2

128

Gráfico 1 - Distribuição Anual e Total das Chuvas






4.6.2 - Evapotranspiração Potencial

A evapotranspiração potencial, em conformidade com a mesma série de dados, apresentou um valor anual de 828 mm.


Entre os meses de janeiro e março a evapotranspiração atinge a 260 mm, significando que no verão o valor acumulado corresponde a 31,40% do total, sofrendo uma diminuição em sua concentração nos meses de junho, julho e agosto, na estação de inverno, e voltando a apresentar elevação em setembro, que se mantém nos meses subseqüentes, conforme visto no quadro e gráfico a seguir.

Quadro 5 - Temperatura Média Compensada e Evapotranspiração


MESES/ANO

T. MEDIA COMPENSADA

EP

Janeiro

20,5

94

Fevereiro

20,5

81

Março

20,3

85

Abril

18,8


67

Maio

15,8

47

Junho

14,5

38

Julho

14,3

39

Agosto

15,9

49

Setembro

18,8

69

Outubro

19,0

77

Novembro

20,1

86

Dezembro

20,1

91

VR. ANUAL

18,2

828

Gráfico 2 - Temperatura Média Compensada e Evapotranspiração





4.6.3 – Temperatura



Neste estudo foi utilizada a temperatura média compensada, no período 1961/1985. Os valores obtidos resultam da equação onde são trabalhadas as temperaturas máximas, mínimas e média, colhidas sempre às 12:00 e às 24:00 horas GMT (horário de Greenwich), que no Brasil correspondem as medidas tomadas às 9:00 e 21:00 horas.
O gráfico de temperatura, mostra que no período citado, as máximas e mínimas tiveram média anual de 24,3ºC e 12,9ºC, respectivamente.
A temperatura média do primeiro trimestre do ano, janeiro a março, ficou em 25,9ºC, o que é característica de climas com estação bem definida de verão. Os meses da primavera ficam logo abaixo desse patamar. Por sua vez, de abril a agosto a temperatura média foi de 22,7ºC, inclusive durante a estação de inverno.
Na análise da temperatura média compensada, o gráfico revelou que a temperatura média compensada anual em Poços de Caldas ficou em 18,2ºC. A temperatura média do mês mais frio ficou entre 18ºC e -3ºC (14,3ºC) e a temperatura média do mês mais quente foi de 20,5ºC, inferior, portanto, a 22ºC.
Desse modo, a amplitude térmica entre o mês mais frio (14,3º) e o mês mais quente (20,5º), ultrapassa a 6º C.

Quadro 6 - Temperaturas Médias - Compensada, máxima e Mínima


MESES

T. MÉDIA

TEMP. MÉDIA

TEMP. MÉDIA

ANO

COMPENSADA

MÁXIMA

MINÍMA

Janeiro

21,5

25,7

16,5

Fevereiro

21,7

26,1

16,6

Março

21,4

25,9

15,7

Abril

19,6

23,6

13,2

Maio

17,3

22,6

9,6

Junho

15,9

21,6

8,3

Julho

15,5

22,0

7,8

Agosto

17,2

23,6

9,5

Setembro

18,6

25,0

12,4

Outubro

19,8

24,8

13,9

Novembro

20,3

25,6

15,1

Dezembro

20,9

25,0

16

VR. ANUAL

19,2

24,3

12,9



4.6.4 – Umidade Relativa do Ar



A umidade média compensada anual no período trabalhado foi de 80,3%. Embora a umidade relativa do ar na cidade de Poços de Caldas mantenha-se durante quase todo o período analisado com percentual próximo a 80%, o mês de fevereiro é que apresenta o maior índice (84,3%), enquanto o menor ocorre em setembro, com 74,2%.
Quadro 7 - Umidade Relativa do Ar


MESES

TEMP. MÉDIA COMPENSADA

UMIDADE RELATIVA DO AR

Janeiro

21,5

83,0

Fevereiro

21,7

84,3

Março

21,4

82,8

Abril

19,6

81,6

Maio

17,3

81,8

Junho

15,9

81,2

Julho

15,5

78,4

Agosto

17,2

74,3

Setembro

18,6

74,2

Outubro

19,8

79,7

Novembro

20,3

80,0

Dezembro

20,9

82,9

VR. ANUAL

19,2

80,3

Gráfico 7 - Umidade Relativa do Ar






4.6.5 – Tipos de Clima

A região de Poços de Caldas encontra-se em uma faixa de transição entre os climas quentes, das latitudes baixas e os climas frios das latitudes médias, fator determinante no regime de precipitação e na caracterização do clima local.


A área em estudo está durante todo o ano sob domínio da circulação do Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul, freqüentemente substituído por sistemas frontais e pelo Anticiclone Polar Migratório. Os ventos do quadrante nordeste-norte, que se apresentam nos baixos níveis da troposfera, são predominantes. A umidade é proveniente do Oceano Atlântico e transportada peloS ventos Alísios de Nordeste. Assim, o Planalto de Poços de Caldas apresenta estações bem definidas, com verões chuvosos e invernos secos, onde o regime de precipitação tem um ciclo básico unimodal.
Tendo em vista que a temperatura média do mês mais frio foi de 14,3ºC e a do mês mais quente de 20,5ºC, a região enquadra-se na zona climática mesotérmica, com chuvas de verão, que é uma estação moderadamente quente, na qual a temperatura do mês mais quente não ultrapassa a 22º C. Portanto, segundo a classificação de Köppen, Poços de Caldas tem clima temperado quente, com chuvas de verão, estação que nessa área do Estado é moderadamente quente (Cwb) .
Segundo a metodologia de Thornthwaite o clima da região em estudo é do tipo úmido, com deficiência hídrica no inverno, quando então a precipitação média mantém-se inferior a 60 mm.
A classificação do tipo climático, considerada a eficiência térmica representada pelos valores da evapotranspiração potencial e sua concentração no verão, é definido como mesotérmico, com concentração térmica da ordem de 31,40% no verão, em relação ao resto do ano.

4.6.6 – Balanço Hídrico



Para cálculo do balanço hídrico pelo método proposto por Thornthwaite e Mather, em 1.955, são considerados em relação ao solo a capacidade máxima de armazenamento d’água (capacidade de campo), a profundidade, o tipo e a estrutura, para determinação da taxa de utilização da sua umidade na evapotranspiração.
Definiu-se assim, a capacidade disponível, CAD, do perfil do solo, em função da profundidade de exploração efetiva das raízes e das suas características físicas. Outro fator importante, refere-se a evapotranspoiração real à proporção que o solo vai perdendo água.
O quadro abaixo apresenta o balanço hídrico para a cidade de Poços de Caldas, partindo dos dados fornecidos pela Estação Meteorológica ali situada, utilizando o valor de 100 mm para o CAD.

Quadro 7 - Balanço Hídrico de Poços de Caldas


MESES/ANO

T. M. COMP.

EP

P

P-EP

ARM

ALT

ER

DEF

EXC

JANEIRO

21,5

94

272

177

100

0

94

0

177

FEVEREIRO

21,7

81

205

123

100

0

81

0

123

MARÇO

21,4

85

189

104

100

0

85

0

104

ABRIL

19,6

67

88

21

100

0

67

0

21

MAIO

17,3

47

55

7

100

0

47

0

7

JUNHO

15,9

38

38

0

100

0

38

0

0

JULHO

15,5

39

25

-14

87

-13

38

0

0

AGOSTO

17,2

49

39

-11

78

-9

48

1

0

SETEMBRO

18,6

69

75

5

84

5

69

0

0

OUTUBRO

19,8

77

159

82

100

15

77

0

66

NOVEMBRO

20,3

86

171

85

100

0

86

0

85

DEZEMBRO

20,9

91

284

193

100

0

91

0

193

VR. ANUAL

19,2

828

1.605

776




0

826

2

778



CAD – Capacidade de água disponível no solo – determinada em função da profundidade de exploração efetiva das raízes e das constantes físicas do solo.

P-EP – Precipitação menos Evapotranspiração potencial.

ARM – Armazenamento de água no solo.

ALT – Armazenamento do mês em questão, menos o do mês anterior.

ER – Evapotranspiração Real

DEF – Valor de EP-ER

E
XC – Excesso hídrico em mm.
O balanço hídrico calculado vem confirmar os dados obtidos pela metodologia de Thornthwaite, ou seja, o clima da região em estudo é do tipo úmido com deficiência hídrica no inverno.
Esta deficiência está associada a diminuição e/ou ausência de chuvas no inverno, fato característico de climas com 2 estações bem definidas.
Outro fator a considerar relaciona-se com evaporação. Os dados observados no quadro 8 revelam que seu valor anual é da ordem de 842,3mm. O mês de fevereiro apresenta o menor índice de evaporação de todo o período, com valor de 53,5mm, contrário ao volume de precipitação, que é muito expressivo.
Quanto a insolação, observa-se nos dados obtidos que seu valor anual foi 2.344,5 horas, apresentando maior incidência nos meses de março a agosto, sendo bastante expressiva em relação aos demais meses do período estudado.
Os índices de insolação nos meses de junho, julho e agosto são significativos, embora a estação seja de inverno, inversamente aos índices de precipitação, que se apresentam baixos, acompanhando entretanto, os índices de evaporação no mesmo período que, como já se afirmou, são bastantes elevados.
A temperatura média compensada neste mesmo período mantém-se em torno de 14,9%, apresentando queda se comparada a temperatura média de todo o período.

Quadro 8 - Parâmetros Hidrológicos



MESES

T (ºC)

P (mm)

Evaporação (mm)

Insolação (h)

EP (mm)

JANEIRO

21,5

272

64,5

172

94

FEVEREIRO

21,7

205

53,5

150,4

81

MARÇO

21,4

189

63,7

208,5

85

ABRIL

19,6

88

60,2

209,4

67

MAIO

17,3

55

61,1

215,1

47

JUNHO

15,9

38

59,7

205,6

38

JULHO

15,5

25

70,4

214,5

39

AGOSTO

17,2

39

92,1

246,9

49

SETEMBRO

18,6

75

99,7

193,2

69

OUTUBRO

19,8

159

74,9

168,1

77

NOVEMBRO

20,3

171

78,9

198,6

86

DEZEMBRO

20,9

284

63,6

162,2

91

VR. ANUAL

19,2

1.605

842,3

2.344,5

828

Embora haja o período de estiagem no inverno, quando ocorre déficit hídrico nos meses de junho, julho e agosto, com o início das chuvas, no mês de setembro e com picos nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, este déficit será corrigido repondo a água do solo.


Devido ao volume precipitado entre os meses de novembro e março, o solo apresentará um excedente hídrico bastante significativo, em maior quantidade nos meses de dezembro e janeiro.
Entretanto, o nível de armazenamento de água no solo foi considerado dentro dos parâmetros de normalidade, no período compreendido entre outubro a junho, com CAD igual a 100 mm.
Nos meses de julho e setembro o nível de armazenamento não apresenta déficit, ficando abaixo do nível máximo e acima do nível mínimo de armazenamento permitido para manter a capacidade de água disponível no solo, ou seja, CAD de 75 mm. Somente o mês de agosto apresenta déficit hídrico, com valor de 78 mm.
Vale lembrar que no período compreendido entre os meses de março a agosto, os índices de insolação sofrem elevações significativas, não obstante os índices de evaporação também manterem-se elevados para a estação, o que de certa forma, explica o déficit na estação de inverno.
O gráfico 6 mostra o Balanço Hídrico de Poços de Caldas.

Gráfico 6 - Balanço Hídrico de Poços de Caldas





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