Relatório Anual de Atividades 2013



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Relatório Anual de Atividades 2013

A Gestão: Solidez ao que se faz

Tem sido uma tendência bastante saudável das instituições procurarem acrescentar, em seus relatórios de atividades, informações econômicas relativas ao impacto real de suas ações no cumprimento de seu propósito.

De fato, não são os números frios que dão conta do que há de primordial nas ações sociais, mas, sim, quanto beneficiam efetivamente aqueles a quem se destinam seus esforços. E esse benefício ocorre em razão direta do comprometimento, da competência e da criatividade das pessoas que compõem a instituição.

Por essa razão, a preocupação primordial que guiou nossas ações em 2013 esteve focada na qualificação e na motivação da equipe, gerando impactos na condução de nosso fazer e de pensar, de modo que as iniciativas ganhassem perenidade e integrassem nossa cultura.

Dentro desse escopo, colocamos a pessoa com deficiência visual como centro de nossa atenção, procurando entender ainda mais os seus anseios e necessidades, ouvindo suas críticas e convidando-a a fazer parte dessa imensa construção que é a Fundação Dorina Nowill.

Tendo essas ideias como centro, desenvolvemos as ações que garantiram nossa sustentabilidade, o que resultou, ao final, na maior captação de recursos de nossa história, feito ainda mais notável se observarmos que crescemos cerca de 30% num ano em que a economia brasileira flertou com a recessão. Isso porque focamos no essencial: cultivamos relações e o resultado econômico veio como consequência.

Nossa gratidão a todas as pessoas que patrocinaram nossos projetos, contrataram nossos serviços e doaram tempo, dinheiro e produtos, enfim, que nos ajudaram a alcançar os resultados que agora podemos, neste relatório anual, divulgar e comemorar.



Adermir Ramos da Silva Filho

Superintendente



CEO

Agradecemos a todas as pessoas que


contribuíram para a realização deste relatório.

Processos que cuidam


dos COLABORADORES

Contando uma História

Olhe para o lado. Preste atenção nas ruas, nos veículos de transportes coletivos, nas empresas, escolas, centros de diversão. Cada vez mais você vai se encontrar com pessoas cegas ou com baixa visão. Já percebeu que, de um tempo para cá, isso vem se tornando bem mais comum? Ao longo das últimas décadas, as pessoas com deficiência visual vêm conquistando o que sempre lhes foi de direito, mas histórica e frequentemente ignorado: seu direito de ir e vir com autonomia.

Em 1946, a educadora Dorina Nowill decidiu criar a “Fundação para o Livro do Cego no Brasil”, iniciando um trabalho ainda inédito no País: a transcrição de livros em braille e a formação da primeira biblioteca acessível brasileira.

No início, o trabalho da Fundação era desempenhado por voluntárias que aprenderam o sistema braille com a própria Dona Dorina e transcreviam os livros artesanalmente.

Aos poucos e sempre, o trabalho da Fundação foi crescendo, se aprimorando e, em 1991, a “Fundação para o Livro do Cego no Brasil” passa a ser chamada de “Fundação Dorina Nowill para Cegos”, em homenagem a sua fundadora, que passa a ocupar o cargo de presidente emérita e vitalícia da instituição.

Hoje, às vésperas de completar 68 anos de existência, a Fundação Dorina oferece uma série de serviços à sociedade, como publicação e distribuição gratuita de livros e revistas acessíveis; atendimentos multidisciplinares especializados para bebês, crianças, jovens, adultos e idosos com deficiência visual e seus familiares; formação profissional e encaminhamento para o mercado de trabalho; consultorias de acessibilidade a empresas e órgãos públicos; cursos e palestras para os mais diferentes públicos, de forma a aproximá-los do tema da deficiência, combatendo, assim, todas as formas de preconceito existentes até hoje em nossa sociedade.

Dona Dorina

Dorina de Gouvêa Nowill nasceu em São Paulo, no dia 28 de maio de 1919. Perdeu a visão aos 17 anos, em 1936, por conta de uma patologia desconhecida. Nove anos depois, formou-se como a primeira professora cega do Brasil e a primeira aluna com deficiência visual a ingressar em uma sala de aulas regular. Diante de todas as dificuldades enfrentadas para realizar um sonho que deveria ser possível a qualquer um, mas que restringia todas as pessoas cegas e com baixa visão do País, Dona Dorina decidiu dedicar-se incondicionalmente à causa que busca garantir a autonomia das pessoas com deficiência visual na sociedade.

Dorina Nowill faleceu em agosto de 2010, aos 91 anos de idade, deixando um legado incalculável no histórico de conquistas dos direitos de pessoas deficientes visuais no País. Apesar de sua ausência física, o trabalho realizado pela Fundação jamais foi interrompido e vem sendo cada vez mais aperfeiçoado para que mais pessoas possam obter, irrestritamente, o melhor atendimento de que precisam.


“O bem-estar de todos os membros da sociedade,
sem exceções, é o que faz de um país um povo civilizado.”

Dorina Nowill


Um verdadeiro time

Para garantir a continuidade do trabalho desenvolvido pela Fundação Dorina, seu time de colaboradores tem como valores a ética, o respeito, a dedicação e a perseverança, valores que objetivam “Iluminar a vida dos que buscam a plenitude com a deficiência visual, cultivando soluções transformadoras”.

Ao todo, são 170 colaboradores contratados e 200 voluntários que dedicam seus talentos à mesma causa. Na Fundação Dorina, por meio de uma gestão participativa e integrativa, o colaborador contribui diretamente para o aprimoramento dos serviços prestados, melhorando a qualidade e a excelência no atendimento da pessoa com deficiência visual. O trabalho em equipe, o sincero interesse pelas pessoas atendidas e a competência técnica são pré-requisitos fundamentais para todos aqueles que são convidados e escolhem fazer parte desse grupo. Um grupo de pessoas verdadeiramente comprometidas que sabe que a importância de todo o trabalho desenvolvido pela Fundação vai se refletir em uma sociedade mais justa, mais acessível, mais acolhedora e, por isso, muito mais democrática.

E tudo começou assim...

Para que a história da Fundação Dorina Nowill para Cegos seja documentada e possa ser continuamente compartilhada para inspirar novas (e tão necessárias) ações de transformação social, foi criado o Centro de Memória Dorina Nowill. Em 2012, o Centro passou por uma grande reforma, concluída em 2013, que modernizou seu espaço expositivo e sua reserva técnica, oferecendo mais qualidade no acolhimento do público e na conservação do acervo. Só no ano passado, cerca de 2.000 pessoas e mais de 300 grupos guiados pela equipe de educadores da Fundação Dorina visitaram a exposição intitulada “E tudo começou assim: ações, projetos e histórias que mudaram a vida das pessoas com deficiência visual”.

No decorrer deste relatório, você vai encontrar parte da história da Fundação Dorina Nowill para Cegos, com destaque especial para as ações e os resultados que mais marcaram o ano de 2013. Uma trajetória que só foi possível graças à participação, à generosidade, ao comprometimento e à solidariedade de pessoas como você, capazes de transformar com seu envolvimento um histórico de segregação e preconceito – infelizmente ainda muito comuns em nosso País – em ações efetivas de justiça social.

O caminho a ser percorrido ainda é longo. Mas, juntos, certamente chegaremos aonde for necessário.

A você, nosso muito obrigado!



Boa leitura!

PERFIL da Organização

Propósito

“Iluminar a vida dos que buscam plenitude com a deficiência visual, cultivando soluções transformadoras.”

Missão

Facilitar a inclusão social de pessoas com deficiência visual, respeitando as necessidades individuais e sociais, por meio de produtos e serviços especializados.



Propósito

“Iluminar a vida dos que buscam plenitude com a deficiência visual, cultivando soluções transformadoras.”

Missão

Facilitar a inclusão social de pessoas com deficiência visual, respeitando as necessidades individuais e sociais, por meio de produtos e serviços especializados.



Certificações e registros

Fundação Dorina Nowill para Cegos


Instituição de natureza privada, sem
fins lucrativos e de caráter filantrópico.

Inscrita no CNPJ/MF sob o nº 60.507.100/0001-30


Inscrição Estadual: 104.351.820.114
Inscrição Municipal: 1.074.190-9

Conselho Nacional de Assistência Social


CNAS – Registro nº 242.212

Certificação de Entidade Beneficente de Assistência Social – Processo de Renovação aprovado através da Portaria nº SNAS/MDS nº 158 de 13/11/2013

Instituto Nacional do Seguro Social
INSS – nº 736.633

Secretaria Estadual da Assistência


e Desenvolvimento Social
SEADS – nº 548

Conselho Municipal da Assistência Social


COMAS – nº 170

Secretaria Municipal da Assistência e Desenvolvimento Social


SMADS – nº 161044

Conselho Municipal dos Direitos


da Criança e do Adolescente
CMDCA – nº 0834

Título de Utilidade Pública


Municipal – Decreto nº 04.644 – 25/03/1960
Estadual – Lei nº 8059 – 13/01/1964
Federal – Decreto nº 40.969 – 15/02/1957

Certificado de Licença de


Funcionamento de Estabelecimento
de Saúde – Clínica de Visão Subnormal
CNVS – nº 35503080186301813919

Conselho Regional de Medicina


do Estado de São Paulo
Inscrição nº 934185 – desde 11/10/2002

Conselho e Diretoria



Diretoria Executiva

Adermir Ramos da Silva Filho (Diretor-Presidente | Director President)

Anne Catherine Olesen

Antonio Carlos Grandi

Cristina Faria de Castro Brandão

Eduardo de Oliveira



Conselho Curador

Alfredo Weiszflog (Presidente | President)

Adriana Maria de Lima Miotto

Alexandre Zorita dos Santos

Ana Maria Parra Pacheco

Bento Leandro Carneiro

Carlos Alberto Lancellotti (Vice-presidente | Vice-president)

Cristiane Porto R. da Cunha

Cristiano Humberto Nowill

Denise Aguiar Alvarez

Dulce Arena Avancini

Dulce Garcia Guerreiro

Eder Regis Marques

Francisco José de Toledo

Geraldo Pinheiro da Fonseca Filho

Humberto Silva Neiva (Vice-presidente | Vice-president)

Ivani Rabbath de Gregório

Ika Fleury

Jacques Sidney Porto Jr.

João da Cruz Vicente de Azevedo

Joaquim Romeu E. T. Ferraz

Marcella M. T. M. de B. Teixeira Coelho

Marcus Vinicius Barili Alves

Maria Brotero Duprat

Maria Célia Ferraz Monteiro de Barros

Maria Lucia Kerr Cavalcante de Queiroz

Maria Regina S.P. Lancelotti Chuquer

Moisés Bauer Luiz

Paulo Mozart Braga dos Santos

Ricardo Mesquita Chiocarello

Roberto Faldini

Ronaldo Amancio Goz

Silvia Cury

Sonia Guarita do Amaral

Tarcylla de Andrade Novaes

Vera Lúcia dos Santos Diniz



Conselho Consultivo

Abilio Ribeiro de Oliveira

Adelina Pereira da Silveira de Alcantara Machado

Ana Maria Moraes Velloso

Carlos Henrique Miele

Celso Alves Feitosa

Emídio Dias Carvalho

Flavio Mendes Bitelman

Hiran Castello Branco

Ivonne Franca Olmo

Luiz Alfredo Alves Correa

Luiz Roberto de Andrade Novaes

Marcelo Morgado Cintra

Maria Carolina Pinto Coelho Carvalho

Maria Lucia Toledo Moraes Amiralian

Rosely Maria S. Boschini

Tito Enrique da Silva Neto

Conselho Fiscal

Carlos Souza Barros de Carvalhosa

Fernando Augusto Trevisan

Leonardo Barem Leite


A Fundação Dorina em Números

Distribuição (total de livros em braille, áudio e Daisy)

2013


194.000

2012


202.000

2011


190.000

Produção de novos títulos (por formato)

2013 2012

483 451

Áudio


Audio

284 211


Braille

Braille


461 374

Daisy


Daisy

A Fundação Dorina em Números



Organizações beneficiadas em 2013

2013


2.500

instituições, escolas e organizações


Serviço de Apoio à Inclusão

2013 2012

18.000 15.000

atendimentos

2013 2012

1.418 1.392

pessoas reabilitadas
distribuição total em 2013

194.000


Agradecimento

Agradecemos aos nossos parceiros, clientes, doadores, mantenedores e a todos que, de alguma forma, nos ajudaram a arrecadar R$ 20.705.050,00 em 2013. Mais do que resultados financeiros, esses parceiros nos ajudaram a transformar barreiras em histórias de sucesso e superação. Juntos, beneficiamos mais de 150 mil pessoas cegas e com baixa visão por meio de acesso ao mundo do trabalho, cultura, educação e reabilitação.


PARCEIRO DE VISÃO | DIAMANTE

DIAMOND VISION PARTNER
SAMSUNG


PARCEIROS DE VISÃO | OURO

GOld VISION PARTNERS
Globosat

Bradesco


Fundacao Casper Líbero - Grupo de Cidadania Empresarial

Azul


Libbs

PARCEIROS DE VISÃO PRATA

SIlver VISION PARTNERS

Meritor


Cetip

Arthur Caliman

Microsoft

Tania Bulhões

CBN

Empresas Rodobens



Alfa Financeira | C&C

Cultura FM

Safra

Innova


Instituto Votorantim

Magazine Luiza

White Martins Praxair Inc

Fundação Salvador Arena

Fundação Elijass Gliksmanis

Alupar | Cemig

Fundação Prada

Fundação Itaú Social



PARCEIROS DE VISÃO BRONZE

bronze VISION PARTNERS

Kraton


Carrefour

Raízen


BIc | pimaco

Le Postiche

Cinemark

Credit Suisse

Oi | Oi Futuro

Rádio Eldorado

Cushman & Wakefield

QBE


Omni Financeira

Alpha FM


Itaú BBA

Banco Peugeot

Takeda

Radio Antena 1



Isapa

Planservi engenharia

Concessionária de Rodoviárias Tebe

Associaçnao Beneficente Escandinava Nordlyset

Cereser

Faber Castell



Pós Clique

Tegma


Colégio Dante Aliguieri

Unifi


Mococa

Indústria Gráfica Brasileira Ltda

Sacor

Siderotécnica S.A.



Trench, Rossi, e Watanabe Advogados

Mineração Jundu

Fontes de Recursos

28%


Pessoas Físicas

5.868,34
3%

Governos

700,61
4%

Fundações, Associações e Institutos

792,46
64%

Empresas

13.346,14


Para a Azul, ter a Fundação Dorina Nowill como parceira é uma honra.
Uma Organização que condiz com os princípios da companhia e que desempenha um papel de inclusão social tão íntegro e exemplar na sociedade só faz com que a Azul se orgulhe de ser parte deste projeto.
Além disso, inovação faz parte do DNA da Azul e com certeza a
Fundação Dorina, além de muito humana, é extremamente inovadora”

Aplicação dos Recursos


41%


Promoção da Leitura

8.387,00
15%

Reabilitação

3.287,49
4%

Empregabilidade

752,00
40%

Soluções em Acessibilidade

8.381,06


A Oi e a Oi Futuro apoiam as ações desenvolvidas pela Fundação Dorina Nowill para o público infanto-juvenil, desde 2010. No ano passado, por meio de uma campanha interna, alguns colaboradores visitaram a Fundação e conheceram um pouco do espaço e das ações realizadas fundamentadas no respeito e autonomia da pessoa com deficiência visual. Esse apoio reforça a atuação do Oi Futuro no campo da garantia de direitos, em especial no âmbito da acessibilidade, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e desenvolvimento humano de uma população historicamente excluída.”

Campanhas de marketing


relacionado à causa

Um bem que dá gosto

Para conscientizar e sensibilizar a sociedade sobre as questões que envolvem a deficiência visual, a Fundação Dorina, em parceria com 14 restaurantes, criou uma campanha no mês de outubro, quando é celebrado o Dia Mundial da Visão. Cada restaurante escolheu um prato para reverter parte da renda aos projetos da Fundação.



Chocolat du Jour

Nos meses de outubro e novembro, a conceituada marca de chocolates escolheu a caixa “Explosão de Sabores” para sensibilizar seus clientes sobre a questão da deficiência visual. A proposta envolvia a degustação de chocolates com uma venda nos olhos e o apoio à causa da Fundação Dorina.



Suco Colorido

A Seletti Culinária Saudável lançou em 2013 o Suco Colorido para beneficiar a Fundação Dorina. O suco é vendido em todas as lojas da rede e, a cada venda, R$ 0,50 são revertidos aos projetos de inclusão de pessoas com deficiência visual da Fundação Dorina.



Stuzzi Come L’Itália

Durante o mês de dezembro, a sorveteria italiana criou dois sabores bem brasileiros para apoiar a Fundação.



Anjos da Moda

A jovem estilista Cynthia Hayashi lançou em outubro a campanha “Anjos da Moda”. Cinco camisetas foram criadas para beneficiar entidades filantrópicas, dentre elas a Fundação Dorina.



Ação de Natal Ericsson

A empresa Ericsson proporcionou aos seus colaboradores um Natal diferente em 2013. Para retirar o convite da festa de fim de ano, os colaboradores foram convidados a fazer doações de CDs e vale-livros para a Fundação Dorina. Todo o material arrecadado será transformado em livros acessíveis para pessoas com deficiência visual. Durante a campanha, foram recebidos também alguns livros impressos, que estão sendo vendidos no “Dona Dorina Outlet”.



Ação Escola St. Nicholas

Para estimular o debate e a conscientização sobre a deficiência visual, a escola St. Nicholas promoveu uma palestra de sensibilização para seus alunos, estimulando-os a fazer uma doação à instituição. O valor arrecadado possibilitou a compra de um aparelho de TV para a sala de espera do Atendimento.



Dona Dorina Outlet Multimarcas

O ano de 2013 foi marcado pela consolidação da loja “Dona Dorina Outlet Multimarcas”. Novos parceiros aderiram à causa, apoiando uma importante forma de sustentabilidade da Fundação Dorina.



Design

A parceria com o artista visual Cako Martin foi um dos destaques do ano. O artista utilizou sua referência da cultura pop, grafite e arte de rua, com cores vibrantes, para desenhar uma edição limitada de produtos institucionais para a Fundação Dorina.


Empresas amigas

Nosso agradecimento especial também às empresas que nos apoiaram com serviços, doações regulares e de notas fiscais, por meio do projeto da Nota Fiscal Paulista. Confira abaixo quem esteve conosco em 2013 e fez a diferença na vida de milhares de pessoas com deficiência visual.

11Suit

A Miniatura - Shopping Ibirapuera



Agro Comercial Campo Vitoria Ltda

Antena 1 Radiofusao Ltda

Any Any - Shopping Pátio Paulista

Aparas Giovanoni

Arev

Arezzo - Shopping Santa Cruz



Arno

Atelie Josephine

Balonê - Shopping Pátio Paulista

Bike Time

Brinquedos Ifa Ltda

Cafezal Café

Calçados Forma

Caq Casa da Quimica Indústria Comércio Ltda

Cara de Cuica

Casa do Araújo

Casa do Pão De Queijo - Higienópolis

Cervejaria Compadrio

Chaplin Pizzaria e Restaurante

Chilli Beans

Chocolat du Jour

Chocolates Brasil Cacau - Jardins

CIA Bandeirantes

Cia. das Rações

Cleber Zemella Imobiliária

Close-up


Colégio Giusto Zonzini

Competence Consultoria em Recursos Humanos Ltda

Comtesse - Shopping Pátio Paulista

Confraria da Arte em Tecidos

Conlux Controles Eletrônicos Ltda

Criatiff - Shopping Pátio Paulista

CYN | Cynthia Hayashi

Dimensional Engenharia Ltda

Editora Atlas S/A

Ekoa Café

EMC Serviços de Secretaria Ltda

Ericsson


Esca Assessoria Contabil Ltda

Escola St. Nicholas

Estudio Cako Martin

Fabiani Saúde Animal Ltda

Fábrica de Óculos SR

Farmácia HN Cristiano

Farmácia Sensitiva - Vila Mariana

Farmais - Vila Mariana

Fernanda Yamamoto

Fillity


Frei Caneca Shopp Convention Center Ltda

Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves

Fundação Universidade
de Caxias Do Sul (Biblioteca Central)

Futurama Supermecados Ltda

Galluzzi Calçados

Geneseas Aquacultura

Gerdau

H. Massis Junior


Estacionamentos Ltda - Epp

Hand Book - Shopping Pátio Paulista

Havanna - Shopping Pátio Paulista

Hering Store - Shopping Pátio Paulista

Hooters - ABC

Hooters - Mooca

Hotel Transamerica

Ibiza - Shopping Pátio Paulista

Imaginarium - Shopping Pátio Paulista

Indufix Indústria e Comércio Ltda

Indústria Arteb S/A

Inter Têxtil Ltda

Isushi Store

J H Controladora Ltda

JL Indústria de Peças Técnicas Ltda

Jo De Mer

João Marques da Silva Comercial Ltda.

Jogê


Jr. FAAP Consulting

Juiti Kume

Kidstok - Shopping Pátio Paulista

Kipling - Shopping Pátio Paulista

La Façon - Jardins

La Façon- Shopping Anália Franco

La Vie En Douce

Líquido


Locaweb

L’Occitane

Loja 18 - Shopping Pátio Paulista

Lorena Auto Posto

Madis Roldbel

Magic Feet - Shopping Pátio Paulista

Margraf Editora e Indústria Gráfica Ltda

Mazzoconsult Consultoria Ass Assoc Ltda

Mercattino di Lucca

Metalúrgica Cartec Ltda

MicroPower

Miguel Giannini Óculos

Missinclof

Mitani - Shopping Pátio Paulista

Morana Acessórios - Shopping Pátio Paulista

Mosteiro São Paulo da Cruz

O W Purple Rep Ltda

Omatess


Otica Abc

Pão de Queijo

Parracho Comércio de Doces e Bebidas Ltda

Partner Engenharia e Comércio Ltda

Pia Sociedade Filhas de São Paulo

Pimenta Verde

Pintar Pompéia

Posto Shell - Itaim Bibi

Precon

Puket - Shopping Pátio Paulista



Qoy Chocolate - Shopping Pátio Paulista

Quality Food - Higienópolis

Quatsi - Shopping Pátio Paulista

Rancho da Empada - Vila Clementino

Rede Brigadeiro Bistrô

Rendas e Fricotes

Residencial Yolanda

Restaurante A Bela Sintra

Restaurante Bar do Alemão

Restaurante Casa Tavares

Restaurante D´Olivino

Restaurante Família Presto

Restaurante Lá da Venda

Restaurante La Tabouille

Restaurante MYK

Restaurante Nou

Restaurante Piselli

Restaurante Rodeio

Restaurante Tantra

Revlon


RMA Comunicação

Rocca & Veiga Corretora


de Seguros Ltda

Roque de Moraes Comércio V Ltda.

Sacolão Higienópolis

Santa Lolla - Shopping Pátio Paulista

SCM Comércio de Moveis Ltda Me

Seduti - Shopping Morumbi

Seduti - Shopping Pátio Paulista

Seletti


Sena Park Posto

Silkgra


Simply Pet

Smart Gifts Comércio de Presentes Corporativos Ltda Me

Sparkkli Home Spa

Stroke - Shopping Pátio Paulista

Stuzzi

Sunny Bikes



Supermercado Bergamini Ltda

Tania Bulhões

Timeland - Shopping Pátio Paulista

Todos a Bordo

Tomateria Pizza & Cia

Toque Pessoal Presentes

Tre Caffe

Tricomar Bazar

TV4 Digital Ltda

Uncle K - Shopping Pátio Paulista

Uny Couros - Shopping Pátio Paulista

UOL


Use Huck

Utilplast - Jardins

Valfrance - Vila Clementino

Veneza Transportes e Turismo Ltda

Veston

Vian and Co



Vide Bula

W E Controladora Ltda

Mantenedores

A Fundação Dorina Nowill para Cegos agradece a todas as pessoas listadas abaixo e às 11 mil pessoas que acreditaram em nossa Missão, contribuindo com doações para o desenvolvimento de vários projetos em prol de pessoas cegas e com baixa visão de todo Brasil.



Sergio Andrade de Carvalho

Edenor Vieira Mendonca

Octavio Frioli Florisbal

Lelia Maria Bittencourt Jorge
É reconfortante ver um trabalho tão sério e bem estruturado que
faz tanto por pessoas em momentos tão difíceis. Me sinto feliz por
estar contribuindo ainda que de maneira modesta. Parabéns.”


Portifólio de PROJETOS
Ler, incluir e transformar

• 72 mil exemplares de livros nos formatos braille, áudio e digital acessível Daisy distribuídos

• 13 rodas de leitura para crianças com e sem deficiência visual nas cinco regiões do Brasil

• 14 oficinas de capacitação para bibliotecários e professores



Parceiros: Banco Bradesco; Banco Safra; Cervejaria Muller; Cia. Bandeirantes; Companhia das Letras; Concessionária de Rodovias Tebe S.A.; Empresas Rodobens; Faber-Castell; Indústria Gráfica Brasileira; Kraton Polymers do Brasil Ind. e Com. de Produtos Petroquímicos Ltda; Libbs Farmacêutica; Lignotech Brasil Produtos de Lignina; Madis Rodbel; Malteria do Vale; Omni Financeira; Planservi Engenharia; Reckitt Benckiser; Sacor Siderotécnica; Tegma Gestão e Logítica S.A.; Tortuga Companhia Zootécnica Agrária; Tozzini, Freire, Teixeira e Silva Advogados; Trench, Rossi e Watanabe Advogados; Unifi do Brasil Ltda.; Uol; Usina Nardini; Vale; Veirano Advogados; Viti Vinícola Cereser; Volvo e White Martins.

Essência do conhecimento

• 15 novos títulos pré-vestibular disponíveis no acervo da Biblioteca Circulante do Livro Falado

• 3.436 mil leitores da biblioteca com acesso aos títulos

Parceiro: L’Occitane

Curso de avaliação olfativa para pessoas com deficiência visual

• 6 alunos formados na 2ª turma

• 30% dos jovens capacitados estão empregados

Parceiro: Tânia Bulhões

Coleção Diferenças
Hospital São Cristóvão

• 2.000 coleções produzidas e distribuídas

• 1.855 instituições e escolas beneficiadas

• 145 entidades beneficiadas diretamente


pelo Hospital São Cristóvão

• 50.000 pessoas com deficiência visual beneficiadas



Parceiro: Hospital São Cristóvão

Coleção Braillinho Tagarela

• 3.000 coleções incluindo caneta para audiodescrição distribuídas

• 3.000 instituições, escolas e bibliotecas beneficiadas em todo o Brasil

• 50.000 crianças beneficiadas



Parceiros: Cielo, Banco Safra, CBMM, Eternit S.A, Grupo Curimbaba, Mineração Jundu e SAMA S.A

Ampliação e modernização
dos estúdios do Livro Falado

• Aquisição de novos equipamentos, modernização dos estúdios atuais e criação do terceiro estúdio de gravações do Livro Falado



Parceiros: Gerdau, Fundação Elijass B. Gliksmanis, L’Occitane

Desenvolvendo talentos

• 15 jovens com deficiência visual e famílias aderiram ao projeto

• 30 oficinas de orientação vocacional realizadas

• 5 encontros com famílias realizados



Parceiro: QBE

Um outro olhar sobre a leitura

• 5.000 livros nos formatos braille e falado distribuídos no estado de São Paulo

• 500 bibliotecas públicas beneficiadas

Parceiro: White Martins

De olho no futuro

• 32 pessoas com deficiência visual capacitadas no curso de Rotinas Administrativas

• 31% dos jovens capacitados estão empregados

Parceiro: Fundação Prada de Assistência Social

Centro de Memória Dorina Nowill: preservação, valorização
e educação para cidadania

• Adequação dos trajetos e dependências de visitação do Centro de Memória Dorina Nowill



Parceiro: Fundação Salvador Arena

Reforma da área de atendimento

• Banheiros acessíveis, troca de piso, sinalização em braille e piso tátil, balcão de atendimento e mobiliário



Parceiro: Amigo-Mantenedores

Leitura em todos os sentidos

• 75 mil livros falados produzidos e distribuídos em todo o Brasil

• 2 rodadas de visitas da Rede de Leitura Inclusiva realizadas em dois estados de cada região do País

• 101 organizações aproximadas nas 5 regiões do País



* o projeto continua em 2014

Parceiros: Azul Linhas Aéreas Brasileiras; Banco Bradesco; Banco Safra; Casa Santa Luzia Importadora Ltda.; Cia Bandeirantes; Cielo; Concessionária de Rodovias Tebe S.A.; Corumbá Concessões; Cushman e Wakefield; Empresas Rodobens; Eternit; Faber-Castell; IBM Brasil; Indústria Gráfica Brasileira; Instituto Votorantim; Isapa; Kraton Polymers do Brasil; Libbs Farmacêutica; Madis Rodbel; Malteria do Vale; Metso; Mineração Jundu; Omni Finaceira; Planservi Engenharia; Sacor Siderotécnica; Standard and Poors; Taesa; TBE; Tegma Gestão Logística; Telemont Engenharia de Telecomunicações; Tortuga Companhia Zootécnica Agrária; Trench, Rossi e Watanabe Advogados; Unifi do Brasil Ltda.; e Viti Vinícola Cereser.

Serviço de Apoio à Inclusão:


O que seria de nós sem nossos professores?

No início das atividades do Serviço de Apoio à Inclusão, na década de 1960, as técnicas de habilitação e reabilitação de pessoas com deficiência visual eram ainda muito modestas. Todo o material didático era produzido pelos próprios profissionais, como mapas táteis de MDF, jogos de xadrez revestidos com lixa, textos copiados à mão. Hoje, o talento e a dedicação dos profissionais não diminuíram, mas a tecnologia é utilizada por eles como importante ferramenta didática.
PANORAMA da deficiência visual

Sem se afastar um segundo sequer de seus ideais, a Fundação Dorina encontra ainda mais respaldo para sua Missão quando se depara com o relevante e impressionante levantamento feito em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): no Brasil, cerca de 6,5 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência visual. Dessas, 5,99 milhões afirmaram ter baixa visão e outras 506 mil se declararam cegas ou com grande dificuldade para enxergar. Ou seja, mais de 3% da população brasileira se declara deficiente visual.

Como pode ser definida
a deficiência visual?

A deficiência visual é classificada como sendo a perda total ou parcial, congênita (genética e/ou contraída durante a vida fetal) ou adquirida (caso dos traumas oculares), da visão de ambos os olhos. O nível de acuidade visual pode variar,


o que determina dois grupos de deficiência:

Cegueira: quando há perda total da visão ou pouquíssima capacidade


de enxergar. Essa condição faz com que as pessoas, para ler ou escrever,
tenham que utilizar o sistema braille como meio de comunicação.

Deficientes visuais no Brasil

8,6

Região Norte



574.823
33,3

Região Nordeste

2.192.455
6,6%

Região Centro-Oeste

443.357
38,4%

Região Sudeste


13,1

Região Sul

866.086

Cultura e INFORMAÇÃO

História de vida



O engenheiro mecânico aposentado José Cláudio da Rocha e Silva, de 66 anos, sempre teve uma vida corrida. Foi em meio a essa rotina carregada entre o trabalho e as horas dedicadas à família que ele descobriu que sofria de uma doença rara: herpes na retina. Com a visão esquerda já contaminada, José Cláudio foi submetido a várias cirurgias. Conseguiu manter por 10 anos 15% de acuidade visual (baixa visão). Durante esse período, o engenheiro continuou trabalhando, dando consultorias e fazendo palestras técnicas.

Em 2011, a herpes reapareceu na córnea direita. José Cláudio foi, novamente, submetido a cirurgias, fez três transplantes, mas seu organismo rejeitou a córnea. Depois de tudo isso, e já fragilizado por tantas cirurgias, ele perdeu totalmente a visão.

Foi aí que José Cláudio conheceu a Fundação Dorina Nowill para Cegos e decidiu passar pelo processo de reabilitação. Agora ele consegue andar com autonomia e segurança, voltou à vida ativa, viajando com a esposa várias vezes ao ano. Além disso, José frequenta assiduamente a biblioteca da Fundação, onde chega a pegar emprestados cerca de seis livros todos os meses, e acompanha semanalmente a versão falada da Revista Veja, da qual é assinante.

Todo o trabalho de reabilitação oferecido pela Fundação Dorina conseguiu transformar a vida de José Cláudio. Hoje, além de reconquistar sua autonomia, ele tem pela frente novas perspectivas. Prova disso é que há pouco tempo José passou a integrar o corpo de voluntários da Fundação, com o objetivo de, generosamente, ensinar a outras pessoas com deficiência visual aquilo que foi, um dia, ensinado a ele.

Serviços de apoio à inclusão



Proporciona, às pessoas com deficiência visual e suas famílias, programas de reabilitação, educação especial, empregabilidade e acesso à informação, por meio de produção e distribuição de livros em braille, áudio e Daisy.

Cultura e informação

Um dos principais objetivos da Fundação Dorina Nowill para Cegos é promover o acesso de pessoas com deficiência visual à cultura e à informação, oferecendo materiais acessíveis às suas condições de leitura e escrita, ampliando, assim, as possibilidades de interagirem com a sociedade e de trilharem um futuro mais independente, de maneira plenamente cidadã.

Por essa razão, é compromisso da Fundação produzir e distribuir livros e revistas acessíveis, destinados a leitores de todo o País.

Dentre os diversos formatos acessíveis, dispõe de centenas de títulos de livros falados de literatura nacional e estrangeira, dos mais variados temas, desde os clássicos até os best-sellers da atualidade. Disponíveis para crianças e adultos por meio da Biblioteca Circulante, as edições são também enviadas gratuitamente a mais de 2.500 organizações e bibliotecas de todo o Brasil.

Além dos livros, a gravação semanal em áudio da Revista Veja garante informação atualizada a todos os leitores com deficiência visual. Gravada junto com a Revista Veja, a Revista da Fundação Dorina traz, também semanalmente, informações, notícias e entrevistas relacionadas às questões da deficiência.

Todas as revistas e livros falados são produzidos pela Fundação, em consonância com as necessidades dos leitores com deficiência visual. Desde a seleção dos títulos, que acontece de acordo com a solicitação dos leitores, até o cuidado com uma leitura não interpretativa, com a edição em faixas que facilite a navegabilidade e a cuidadosa descrição de imagens utilizando as técnicas da audiodescrição, tudo é pensado para garantir a qualidade, a compreensão e a total acessibilidade do material.

A mesma técnica de audiodescrição utilizada nos livros e revistas é aplicada em outros meios, como filmes, apresentações e audioguias de museus, com o objetivo de transformar imagens em palavras. Essa preocupação envolve, inclusive, o cuidado com as informações contidas em capas, gráficos, tabelas e ilustrações, direcionadas ao público infanto-juvenil ou adulto.

Saiba mais: Audiodescrição

A audiodescrição é a arte de transformar aquilo que é visto no que é ouvido.
Trata-se de um recurso de acessibilidade que permite que as pessoas com deficiência visual possam assistir e entender melhor filmes, peças de teatro, programas de TV, exposições e musicais, ouvindo a descrição clara e objetiva de informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como, por exemplo, cenários, expressões faciais e corporais que comuniquem algo.

Além dos livros acessíveis, a Fundação Dorina promove o acesso à cultura e informação proporcionando visitas a museus, parques e bibliotecas, rodas de leitura, sessões de cinema e teatro. Todos com audiodescrição, contribuem ainda mais para aumentar o repertório de vida e reforçar o exercício da cidadania.

Leitura Inclusiva



O trabalho desenvolvido por mediadores de leitura é fundamental para garantir que os livros acessíveis enviados a bibliotecas e organizações que atendem pessoas com deficiência visual sejam, de fato, meios de acesso à informação e à cultura. Por isso, em 2013, a Fundação Dorina ministrou oficinas de capacitação de leitura inclusiva em todas as regiões do País.

Ao todo, foram 14 oficinas de leitura inclusiva nas cinco regiões, que formaram 480 educadores e bibliotecários. Os participantes receberam capacitação de teoria e prática em leitura inclusiva, finalizando o curso com rodas de leitura inclusivas com crianças.

No ano passado, foram realizados, ainda, encontros em 10 capitais brasileiras para a formação da Rede de Estímulo à Leitura Inclusiva, pelo projeto “Leitura em todos os sentidos”, aprovado pelo Ministério da Cultura (Minc). Todas as organizações participantes, dentre elas bibliotecas, organizações sociais e escolas, formam grupos de trabalho para o desenvolvimento de ações conjuntas em prol da leitura da pessoa com deficiência visual.

Números


3.466 usuários da biblioteca

14.568 empréstimos na biblioteca

923 assinantes da Revista Veja falada

2.500 organizações beneficiadas


com livros acessíveis

420 beneficiadas por atividades socioeducativas

480 profissionais beneficiados
com as oficinas de capacitação

Acesso à independência e AUTONOMIA

História de vida



A contabilista Andrea Cristina, 42 anos, primogênita de três irmãs, trabalhou em sua área de formação até o ano 2000, vindo a perder boa parte da visão em consequência de uma retinopatia diabética. Mas esse fato, no entanto, não a impediu de continuar a ter uma vida independente.

No ano seguinte, Andrea veio até a Fundação Dorina em busca de auxílio. Aqui chegando, deu início a um programa de reabilitação. Paralelamente, começou a estudar braille, inglês e fez ainda curso técnico de massoterapia. Após sua reabilitação, ela começou a trabalhar como massoterapeuta.

Em 2006, casou-se com o namorado, também deficiente visual, atualmente funcionário da área de informática do Banco Bradesco. Há cerca de dois anos, Andrea perdeu o resíduo visual que tinha. Passou a se sentir insegura e ansiosa, sem a autoconfiança necessária para sair sozinha de casa e até mesmo para trabalhar.

Novamente Andrea procurou a Fundação, dessa vez com o intuito de buscar orientação e apoio para essa sua nova condição visual. Após receber todo o apoio necessário, Andrea voltou a trabalhar e atualmente tem uma vida social ativa, frequenta shows (especialmente do “Roupa Nova”, do qual é fã incondicional), lê livros e passeia sempre com seus familiares. Além de tudo isso, ela começou a fazer artesanato e integra, como voluntária, um grupo de estudos sobre diabetes mellitus, no Hospital das Clínicas de São Paulo. “Quero muito me aprimorar no inglês e fazer faculdade de Letras”, planeja.
Diante de um diagnóstico de deficiência visual, inúmeras são as transformações na vida de uma pessoa, bem como de todos aqueles que a cercam. Informações, esclarecimentos e atendimento ade-quados permitem a identificação e o desenvolvimento das potencialidades dos indivíduos, bem como a criação de condições para que elas possam se aprimorar plenamente. Tudo isso é de extrema importância para a inclusão social e a autonomia da pessoa com deficiência.

É por essa razão que a Fundação Dorina oferece programas de reabilitação integral, pelos quais são realizados atendimentos individualizados e em grupo, e que levam em conta as particularidades de cada pessoa, bem como um trabalho direcionado às suas demandas, no qual a pessoa com deficiência tem sua identidade, integridade e histórias preservadas e valorizadas.

As atividades desenvolvidas pela Fundação envolvem técnicas diversas, como o uso da bengala, atividades da vida diária, aprendizagem do sistema braille, adaptação e utilização de recursos óticos especiais, apoio psicológico e social, recolocação profissional, ações de sensibilização e capacitação para a sociedade.

Há ainda um importante trabalho desenvolvido com as famílias, que tem como objetivo o esclarecimento sobre a deficiência, o desenvolvimento de vínculos e o fortalecimento do papel da família como principal núcleo de inclusão da pessoa com deficiência.

Os objetivos dos programas são divididos de acordo com a evolução esperada para cada fase do ciclo de vida.

Bebês e crianças de zero a três anos

Prevenir e tratar possíveis dificuldades e atrasos no desenvolvimento infantil, por meio de intervenção terapêutica especializada.

Crianças de 4 a 6 anos

Trabalhar habilidades capazes de favorecer o desen-volvimento da motricidade, cognição, linguagem, aspectos afetivos, emocionais e das interações sociais.

Crianças e adolescentes de 7 a 17 anos

Garantir que a criança e o adolescente cego e com baixa visão tenham o mesmo desempenho e aprendizado daqueles que enxergam. A pessoa é inserida em atividades de orientação psicológica à família e à escola, acompanhamento pedagógico, além do desenvolvimento de atividades da vida autônoma e social, associado ao estímulo à orientação e mobilidade independente.

Jovens e adultos a partir de 18 anos

Oferecer atividades que favoreçam o desenvolvimento pessoal e resgatem a autonomia e a independência. Esses usuários recebem também orientação vocacional e profissional de acordo com suas capacidades e interesses. São oferecidas aulas de informática, que capacitam as pessoas com deficiência visual para a utilização dos recursos de computador e internet, tanto em atividades particulares como tarefas de nível profissional.

Idosos


Fortalecer o idoso com deficiência visual por meio de intervenções psicológicas e sociais, valorizando e respeitando sua história de vida. Contribuir para a reconquista de sua independência e autonomia, por intermédio de atividades especializadas. Propiciar vivências intergeracionais e inclusão social por meio de atividades socioeducativas.

Familiares

Trabalhar com os familiares o tema da deficiência visual, acolhendo, escutando e orientando. Estimular o papel protetor da família, e resgatar e fortalecer vínculos. Realizar encaminhamentos para demandas diversas apresentadas pelos integrantes da família, buscando o desenvolvimento do núcleo familiar como um todo.

Garantia de Direitos



Os direitos das pessoas com deficiência não envolvem apenas o acesso a
benefícios previdenciários e/ou assistenciais, ou isenções tarifárias. É também
direito de todas elas serem atendidas e respeitadas em suas especificidades, ter assegurada a inclusão social, utilizar espaços públicos e não serem inferiorizadas por suas diferenças. É com base na aplicação plena desses direitos que a Fundação Dorina desenvolve, com as pessoas que buscam seu apoio, ações pelas quais possam conhecer, refletir, se manifestar e buscar a consolidação e a efetivação de direitos já adquiridos e de tantos outros que ainda precisam ser conquistados.


Em 2013, as pessoas com deficiência visual atendidas pela Fundação participaram de duas grandes ações: o “Manifesto Paulista pelos Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado em agosto, em frente à Prefeitura Municipal, e a Audiência Pública pelos Direitos da Pessoa com Deficiência Visual, realizada em setembro na Câmara Municipal de São Paulo. Em ambas as ações, o que se observou foram pessoas envolvidas e interessadas em conhecer seus direitos e assumir seu papel de cidadão na sociedade.

Essas atividades contribuíram para fomentar a discussão em torno do tema da deficiência visual, principalmente porque trouxeram à tona a realidade dessas pessoas e mostraram a importância do conhecimento e do fortalecimento de seus direitos, como um meio indispensável para se obter a mudança social e a prática de uma inclusão social efetiva e plena.

Números


1.169 adultos atendidos

159 crianças atendidas

18.053 atendimentos

A TEBE apoia a Fundação Dorina Nowill há mais de três anos e sente imenso orgulho e satisfação por ter firmado esta parceria, que vem ao encontro de sua política e diretrizes administrativas, que primam em proporcionar um desenvolvimento sociocultural e consequentemente uma melhor qualidade de vida para as pessoas. Ser uma empresa ‘Parceira de Visão’ nos remete a um futuro próspero, onde unidos podemos transformar a vida de pessoas através do estímulo a desafios e superação de obstáculos.”



Acesso à EDUCAÇÃO

História de vida



Antônio Emanuel, 6 anos, nasceu antes da data prevista, em um parto cheio de complicações. Durante a gravidez, sua mãe havia se tornado diabética e passado a sofrer de pressão alta. Aos dois meses de idade, a mãe de Antônio notou que os olhinhos do filho se movimentavam com uma frequência muito mais alta do que o normal. Levou-o ao médico e descobriu que o nenê tinha catarata congênita, com evolução muito rápida. Ele foi submetido a algumas cirurgias e, aos 10 meses, passou a usar óculos e tampões nos dois olhos, em dias alternados.

A visão voltou a se desenvolver, mas, recentemente, Antônio precisou passar por uma vitrequetomia* em um dos olhos, devido a uma vitrose (pele que se forma ao redor do cristalino). O procedimento não deu resultado e o garotinho ficou cego do olho direito.

Antônio chegou à Fundação em 2006, ainda bebê. Devido a tudo o que passara, desde muito novinho, tornou-se uma criança muito agitada e muito pouco sociável. Por essa razão, ele foi submetido a um processo de intervenção e estimulação precoce feito por especialistas da Fundação. Hoje, Antônio frequenta os programas da Fundação, recebendo apoio na educação especial. Ele já está alfabetizado e possui amplo repertório de palavras. Apesar de continuar agitado, passou a ser uma criança bastante alegre e sociável. Ele gosta de ler, de jogar no computador e de desenhos animados, e interage com todos os profissionais e crianças que frequentam a Fundação.
* Procedimento cirúrgico pelo qual o vítreo é removido em um olho e substituído por um fluido.

A alfabetização

Toda criança precisa ter na prática o que a lei já prevê: direito a educação de qualidade. E com as crianças com deficiência visual não é diferente: todas elas têm, incondicionalmente, o direito de vivenciar todas as perspectivas de crescimento e ingresso na Educação Infantil, o que irá possibilitar o desenvolvimento de todas as suas potencialidades como indivíduos ativos, participantes, solidários, colaboradores, críticos, construtores de sua própria realidade e, ainda, integrados e transformadores do contexto social revelado no ambiente em que estão inseridas.

A alfabetização em braille é fundamental para o desenvolvimento de qualquer criança cega ou com baixa visão. Isso busca garantir a todas elas um sistema de comunicação que favoreça os processos educativos, profissionais e de lazer. Por isso, o acesso aos livros infantis em braille, didáticos ou de literatura, tem papel preponderante na significação da criança com a leitura.

Transcrições e impressões

Contando com editores especializados e a maior gráfica em capacidade produtiva da América Latina, a Fundação Dorina produz transcrições e impressões de livros em braille e em tinta/braille (que trazem o texto tanto em braille quanto impresso).

A expertise na produção de material em braille garante a qualidade de livros didáticos de alta complexidade, como química, física, matemática e geografia, assim como de livros infantis ilustrados, impressos em tinta/braille.

A adaptação de imagens, gráficos e tabelas, a transcrição de material em inglês e espanhol, e a produção de tabelas periódicas e mapas diversos garantem materiais didáticos e paradidáticos a centenas de estudantes cegos e com baixa visão que frequentam a rede regular de ensino.

Daisy

Outra forma de produção de livros didáticos para alunos com deficiência visual é o Daisy (digital accessible information system), um formato digital que permite que as pessoas com dificuldade de leitura possam acessar um texto escrito e ouvir o material impresso. Considerado padrão internacional para produção de livros digitais e dotado de ferramentas de busca, navegação e pesquisa que facilitam muito o acesso ao conteúdo de livros didáticos, o formato Daisy começou a ser produzido no Brasil há cinco anos, graças ao pioneirismo da Fundação Dorina.



A partir da demanda de jovens com deficiência visual que enfrentavam grande dificuldade em concluir seus estudos universitários por falta de bibliografia acessível, a Fundação Dorina investiu no desenvolvimento de um sistema de produção de livros no formato Daisy e iniciou a produção de títulos universitários nas áreas de direito, psicologia, pedagogia, entre outros, facilitando a conquista de um diploma universitário por estudantes cegos ou com baixa visão.

Há três anos, o Ministério da Educação (MEC) adotou o formato Daisy para a produção da versão acessível do Programa Nacional de Livros Didáticos (PNLD) e a Fundação Dorina vem sendo, mais uma vez, a responsável pela produção da maioria dos títulos acessíveis que chegam às mãos dos alunos da rede pública de ensino do Brasil.

Números

194 mil livros em braille,


áudio e digital distribuídos

320 novos títulos braille

461 novos títulos em Daisy

430 novos títulos em áudio

480 novos títulos em áudio

Capacitação e disseminação



Dentre os cerca de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual no Brasil, de acordo com o IBGE, aproximadamente 20% delas são crianças e adolescentes. Indivíduos que têm constitucionalmente assegurado o direito à educação, mas que, na prática, enfrentam uma situação bem diferente.

Uma das maneiras mais importantes de garantir a todas elas esse direito é promover e facilitar o acesso e a permanência na escola, preferencialmente na rede pública e regular de ensino. Sabemos, porém, que um dos obstáculos para isso é o despreparo e a falta de capacitação de professores e educadores para lidar com esses alunos; a ausência ou a insuficiência de equipamentos adaptados e acessíveis que possibilitem um desempenho escolar adequado, além de ambientes pouco permeados de atitudes que realmente favoreçam a verdadeira inclusão, são questões que surgem de maneira recorrente.

Ciente desse contexto, a Fundação Dorina vem dirigindo seus esforços na disseminação de conhecimento na área da deficiência visual, fornecendo orientação e apoio pedagógico em escolas, e desenvolvendo projetos de orientação técnica e pesquisas em universidades. Além disso, vem enfatizando a capacitação de profissionais da saúde e de educação, e participando ativa e constantemente de palestras, fóruns, seminários e congressos. A Fundação dissemina também publicações sobre temas relativos à deficiência visual, como inclusão escolar, recursos técnicos, relacionamento com a família e tecnologias, com o objetivo de garantir um ambiente escolar adequado, onde o respeito à dignidade do ser humano não seja somente discutido, mas também exercitado por toda a comunidade escolar.
Acesso ao TRABALHO

História de vida



Claudia é uma jovem de 22 anos com baixa visão que frequenta a Fundação Dorina desde 2011. Veio em busca de capacitação profissional, pois seu maior sonho era conseguir uma colocação no mercado de trabalho. Ela havia interrompido os estudos, tamanha era sua dificuldade em ser incluída na sala de aula. Na Fundação, Claudia fez o curso de informática com ênfase em empregabilidade e obteve todo o apoio para voltar à escola.

Em 2012, Claudia concluiu seus estudos e, para complementar o que havia aprendido no curso de informática, terminou, também na Fundação Dorina, o curso avançado de Excel. No início do ano passado, conseguiu a tão sonhada colocação profissional em uma empresa de administração de plano de saúde, como auxiliar administrativa. “Agora quero realizar meu grande sonho: cursar uma faculdade de Psicologia”, conta, empolgada.

Por intermédio do trabalho, um indivíduo passa a ter sua própria renda, estabelece relações e vínculos, constrói uma identidade profissional e fica mais próximo de conquistar sua autonomia. Esse é o caminho importante rumo à independência, ao crescimento e à afirmação da autoestima como cidadão.

Nos últimos anos, a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho passou por avanços importantes, conquistados por leis específicas, como a Convenção 159 da Organização Internacional do Trabalho – OIT (1983) e a Lei 8.213 de 24 de julho de 1991, também conhecida como a Lei de Cotas, que possibilitam garantir uma efetiva inclusão no mercado de trabalho. Os empresários passaram a reconhecer a capacidade, a competência e o potencial das pessoas com deficiência, com todos os direitos e deveres que competem a elas.
A atuação da Fundação Dorina no apoio ao acesso ao mercado de trabalho se dá por meio de ações como:

• Orientação sobre o mercado profissional e sobre a deficiência visual: prepara a pessoa com deficiência visual para os desafios do mercado trabalho, discutindo temas relacionados à cidadania, estrutura organizacional das empresas, empreendedorismo, protagonismo, fatores motivacionais e de liderança, autoconhecimento


e a importância do trabalho, por meio de:

- Oficinas de empregabilidade: encontros que têm como objetivo levantar temas para reflexão e debate com jovens e adultos com deficiência visual que frequentam os cursos de capacitação promovidos pela Fundação. Essa é uma forma de oferecer suporte e espaço para que eles expressem seus anseios e necessidades sobre diversos assuntos relacionados à sua inclusão profissional. Em 2013, foram realizadas 60 oficinas, envolvendo 63 alunos.

- Orientação vocacional: possibilita reflexões sobre a escolha profissional e a importância do trabalho.

- Projeto “Desenvolvendo Talentos”: voltado para jovens com deficiência visual e suas famílias, tem como objetivo despertar e desenvolver os talentos e as habilidades dos jovens de forma criativa e dinâmica, por meio de oficinas de teatro e da encenação de peças teatrais. Em 2013, 15 jovens e seus familiares foram atendidos pela equipe interdisciplinar. Todos eles receberam suporte para aproximar a família das questões que envolvem a pessoa com deficiência visual.

- Orientação profissional: desenvolve habilidades e competências que contribuam para o desempenho satisfatório da profissão a ser exercida.

• Encaminhamento para cursos profissionalizantes e de capacitação profissional: prepara jovens e adultos com deficiência visual para um melhor desempenho no mercado de trabalho. Possui alguns projetos, tais como:

- Rotinas administrativas: o curso promoveu a qualificação profissional de 32 jovens e adultos com deficiência visual em rotinas administrativas, aumentando as chances de ingresso e a competitividade no mercado de trabalho.

- Curso de avaliação olfativa: forma jovens com deficiência visual para atuarem na área de avaliação olfativa, ramo da cosmética. No final de 2013 aconteceu a formatura da segunda turma do curso, que capacitou seis alunos.

Massoterapia

Realizado pela Empresa Givaudan do Brasil Ltda., em parceria com a “Serenidade do Toque”, a Fundação Dorina promoveu o segundo curso de massoterapia para pessoas com deficiência visual. O curso de 32 horas capacitou 10 alunos nas modalidades Quick Massage e Reflexologia. Esse projeto abriu mais uma possibilidade de carreira profissional para as pessoas com deficiência visual.

Perfume “Amor”



Como resultado do aprendizado, os alunos da segunda turma aplicaram esses conhecimentos na criação de um aromatizador de ambiente, desenvolvido em parceria com as importantes empresas de fragrância e seus perfumistas. Da mesma linha do perfume “Amor”, desenvolvido pela primeira turma do curso, o aromatizador de ambiente encontra-se disponível nas lojas Tânia Bulhões Perfumes e “Dona Dorina Outlet Multimarcas”. A renda obtida com a venda será revertida integralmente para o curso de avaliação olfativa e para a formação de novas turmas.

Apoio à empresa



Muitas empresas ainda têm dificuldades para cumprir a lei de contratação de pessoas com deficiência (Lei 8213/91) em função de despreparo para receber o trabalhador com deficiência visual, devido à falta de informação ou carência de mão de obra capacitada. Além disso, ainda hoje é forte o preconceito existente com relação às pessoas com deficiência nas empresas e, mais grave ainda, o preconceito em relação àqueles com deficiência visual.

Esse cenário aponta que a capacitação profissional da pessoa com deficiência visual, por si só, não é suficiente para promover o acesso ao trabalho. Por essa razão, a Fundação Dorina acompanha o desempenho técnico e comportamental de seus alunos no decorrer do período de experiência e oferece assessoria à empresa contratante durante o processo de seleção profissional, bem como na indicação de recursos tecnológicos específicos e na sensibilização dos demais colaboradores sobre questões relacionadas à deficiência.
Números

90 jovens apoiados

63 jovens capacitados

34 jovens colocados no mercado de trabalho

4 cursos de capacitação oferecidos

60 oficinas de empregabilidade com seis


grupos de diferentes cursos de capacitação

Soluções em ACESSIBILIDADE

Caminhos para inclusão

Em 2013, a Goodyear, empresa do segmento de pneus, contou com o apoio da Fundação Dorina para o efetivo cumprimento da Lei de Cotas para pessoas com deficiência. Desenvolvemos um projeto personalizado e, em parceria com o Senai, iniciamos a capacitação de assistente administrativo de 22 jovens aprendizes com deficiência visual.

Batizado ”Caminho para inclusão”, o projeto teve início em setembro do ano passado e tem previsão de término em setembro de 2014. Além de selecionar e recrutar pessoas com deficiência, oferece também formação e acessibilidade educacional aos jovens com deficiência visual. Sob nossa responsabilidade ficaram o processo seletivo dos jovens com deficiência visual, o acompanhamento pedagógico individual e o desenvolvimento profissional desses jovens durante o curso de capacitação.

Para o bom andamento de todas as etapas do projeto desenvolvemos um trabalho sistêmico, com ações que contemplam todos os espaços a serem ocupados, assim como todas as pessoas envolvidas, do início ao fim do projeto, o que compreende:

• Acessibilidade atitudinal: sensibilização


e treinamento dos professores, gestores
e equipe do Senai.

• Acessibilidade educacional: adequação de material didático e orientação de tecnologias assistivas necessárias para o processo de aprendizagem dos jovens.

• Acessibilidade de edificação: realização de um estudo de acessibilidade arquitetônica dos espaços da Goodyear.

• Acessibilidade em posto de trabalho com indicação de tecnologias assistivas para que os futuros jovens possam se desenvolver.


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