Relatório congresso europeu – 5 a 8 de outubro, atenas 2011



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RELATÓRIO CONGRESSO EUROPEU – 5 A 8 DE OUTUBRO, ATENAS 2011

O Congresso Europeu em Atenas decorreu durante os dias 5 a 8 de Outubro e contou com a participação de um número significativo de internos de várias partes da Europa. Foi com grande satisfação que uma vez mais a participação Portuguesa foi forte, tanto em quantidade como em qualidade.


Além de um programa científico variado merece um especial destaque a Assembleia do Grupo “Young Internist da EFIM” onde foram apresentadas as actividades do grupo; novos projectos foram desenhados e aprovados; foi apresentada a candidatura para um novo membro do sub-comité tendo este lugar sido ocupado por Ieva Ruza, jovem internista muito dinâmica e envolvida em actividades de formação e crescimento da MI na Europa. Todo o grupo foi muito participativo tendo garantindo desta forma o sucesso da Assembleia.
Ao longo do Congresso tivemos a oportunidade de interagir, trocar experiências, enriquecer a própria realidade nacional ao perceber que a Europa e em especial os internos partilham muitos dos problemas. Existe vontade de trabalhar e procurar soluções colectivas para melhorar a qualidade e prestigio da Medicina Interna, sempre com o apoio da Federação Europeia.

Um dos pontos mais importantes de todo o Congresso foi a Tarde do Jovem Internista que reuniu um grupo activo e participativo de internos. Contamos com a presença do Presidente da Federação (Prof. Pujol) assim como outros membros do Comité Executivo da EFIM o que mostra o interesse pelo grupo e a preocupação com os problemas dos mais jovens.

A primeira parte da Tarde contou com a participação da Chair do Grupo: Lenka Bosanska, que fez uma apresentação da história dos YI e das actividades em curso. Seguidamente Monique Slee-Valentijn (Netherlands) apresentou a experiência do grupo de internos do seu país mostrando o exemplo de um programa de formação de grande qualidade. Após isto o representante Grego agradeceu a presença de todos no Congresso. Ana Torres, representante Espanhola, reflectiu acerca do que é a Medicina Interna.

Seguidamente foi realizado um Workshop com discussão de 5 temas em pequenos grupos de trabalho.


As conclusões foram as seguintes:

GRUPO 1: Justificar a escolha pela Medicina Interna como especialidade.

A maior parte dos internos questionados gosta do desafio intelectual da especialidade. Outro dos motivos principais é a visão holística do doente e o facto de poder acompanhar os doente crónicos e pluri-patológicos. O facto do internista ser polivalente e poder trabalhar na urgência, internamento, consulta e hospital de dia foi apontada como vantagem de empregabilidade e progresso.



GRUPO 2: Quais os maiores desafios da MI?

Os participantes desta discussão concordaram com as divergências existentes nos diferentes países de Europa. Muitas das competências do Internista foram assumidas pelas subespecialidades, sendo que o futuro do internista generalista permanece como uma incógnita em alguns Sistemas de Saúde. O caminho irá depender de decisões políticas e económicas.



GRUPO 3: Explicar a relação que existe entre a Medicina Interna e as sub-especialidades.

O grupo concluiu que é necessário trabalhar em colaboração com todas as especialidade, integrar equipas multidisciplinares que permitam optimizar recursos para obter os melhores benefícios para os doentes. Mas foi referido a desigualdade no reconhecimento da Medicina Interna nos Hospitais comparativamente aos subespecialistas, uma vez que os internistas recebem salários mais baixos e têm uma carga assistencial mais pesada, incluindo as horas que são dedicadas ao Serviço de Urgência.



GRUPO 4: O que mudarias no programa curricular de formação em MI?

Os programas de formação em MI são diferentes na Europa. Alguns paises permitem estágios opcionais escolhidos pelo internos, outros têm rotações obrigatórias, nomeadamente em Cardiologia, Pneumologia e Cuidados Intensivos. Por outro lado o método de avaliação também difere: alguns são obrigados a apresentar relatórios e fazer exame final. Outro aspecto discutido foi a normalização do número de horas laborais e do número de doente que cada interno deve assumir. Todos estes aspectos estão a ser analisados e estudados pelo Grupo das Competências em MI da EFIM.



GRUPO 5: Achas que deve as horas de trabalho devem ser limitadas e controladas de igual maneira para todos os internos em formação?

Todos os participantes concordaram com a necessidade de regras muito claras em relação ao número de horas semanais. A maioria está de acordo com as 48h por semana, mas esta realidade difere de acordo com as necessidades dos Hospitais e com o número de Médicos disponíveis. Surgiu ainda a ideia de que certas e determinadas tarefas poderiam ser desempenhadas por enfermeiros de forma a optimizar a rotina diária dos Serviços.

Após discussão todas as ideias foram discutidas pelos grupos e apresentadas publicamente. Depois um relatório foi escrito e estará disponível na página dos Young Internist da EFIM.

Durante este Congresso os internos foram participativos, interessados em defender os trabalhos científicos apresentados. Todos se mostraram satisfeitos e já se começa a trabalhar no próximo Congresso Europeu em Madrid 2012, onde o objectivo é superar o já realizado até agora, prometendo a todos os internos um destaque privilegiado no programa.

Carla Araújo

Secretária do Sub-Comité dos “Young Internist” da EFIM

Coordenadora Nacional do Núcleo de Internos de Medicina Interna de Portugal






Núcleo de Internos de Medicina Interna

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