Relatório final ensaio de variedades 05/06 Executado por



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RELATÓRIO FINAL

ENSAIO DE VARIEDADES 05/06

Executado por:

Francisco José. C. Farias Embrapa Algodão

Patrícia Maria C. de A. Vilela Coodetec

Paulo Hugo Aguiar Fundação MT

Luis Aguillera Cooperfibra

Rodrigo M. Pasquali Fundação Rio Verde



Outubro de 2006
RESUMO
Com o objetivo de avaliar conjuntamente as cultivares desenvolvidas nos projetos financiados pela Facual, frente a outras cultivares desenvolvidas por empresas privadas, foi programado um ensaio cooperativo de avaliação de cultivares, que é planejado e conduzido anualmente pela Coodetec, Cooperfibra, Embrapa/Fundação Centro Oeste, Fundação MT e Fundação Lucas do Rio Verde e LD Melhoramentos Ltda. Na safra 2005/06 foram conduzidos 13 ensaios nos municípios de Primavera do Leste (PVA), Campo Verde (CV), Sorriso (SOR), Lucas do Rio Verde (LRV), Ipiranga do Norte (IPI), Rondonópolis (RON), Novo São Joaquim (NSJ), Pedra Preta (PP-SP), Campo Novo dos Parecis (CNP) e Itiquira (ITI) – Estado do Mato Grosso sob responsabilidade da COODETEC, EMBRAPA, FUNDAÇÃO MT, COOPERFIBRA e FUNDAÇÃO RIO VERDE. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso com cinco repetições e 21 tratamentos. A área total da parcela foi constituída por 5 linhas de 5 metros de comprimento, sendo a parcela útil composta por 2 linhas centrais de 5 metros. Em Rondonópolis foi conduzido pela Fundação MT um ensaio específico para avaliação da reação às doenças do algodoeiro, com inoculação artificial de ramulose e virose. Neste relatório são apresentados de maneira sucinta os principais resultados obtidos na safra 2005/2006. As cultivares que produziram algodão em caroço acima da média dos ensaios (3.652,59 kg/ha ou 243,50 @/ha), em ordem decrescente de produtividade foram: FMT 701, FIBERMAX 993, SL 10-46, BRS ARAÇÁ , BRS 01-56818 e DELTA OPAL. As cultivares/linhagens que apresentaram produtividade de fibras acima da média dos ensaios (1516,34 kg/ha ou 101 @/ha), em ordem decrescente de produtividade foram: FMT 701, FMT 501, FMT 702, BRS CEDRO, DELTA PENTA, CD 406, CD 2239, PR 01-36, BRS ARAÇÁ e DELTA OPAL. Com relação à porcentagem de fibra (PF), constatou-se que a média geral foi de 41,60% indicando um avanço na melhoria deste caráter quando comparado com média geral do ano anterior que foi de 39,10%. As cultivares STONEVILLE 474, BRS CEDRO, CD 406, DELTA PENTA e FIBERMAX 993 apresentaram as maiores médias, com valores variando entre 42,7 a 44,2%. Enquanto que as cultivares SL 10-46 e SL 506 obtiveram as menores médias (38,40 e 38,9%). Com relação aos caracteres tecnológicos de fibras obtidos por locais, verificou-se que a maioria dos genótipos apresentou as características de fibras exigidas pela indústria têxtil. Os materiais que se destacaram principalmente em relação à resistência da fibra, finura e comprimento foram : LD CV 05, FMT 701, FIBERMAX 966, BRS 01-56818, FIBERMAX 993 e DELTA OPAL que apresentaram valores médios adequados para a indústria têxtil nacional e para a exportação. As médias entre os locais para os caracteres comprimento e resistência da fibra variaram respectivamente de 28,40 mm a 31,3mm e 26,50 gftex a 29,7 gf/tex em Lucas do Rio Verde 2 indicando uma baixa amplitude de variação entre as médias dos caracteres avaliados, sugerindo um maior esforço por parte dos programas de melhoramento visando a ampliação da base genética para os caracteres mencionados.Neste aspecto, faz-se necessário que os programas de melhoramento que atuam no Mato Grosso invistam na incorporação de novos genes principalmente para os caracteres tecnológicos de fibras, cujos valores médios estão abaixo dos padrões exigidos pela indústria têxtil principalmente em relação ao comprimento , finura e resistência da fibra.


1. INTRODUÇÀO
A cultura do algodoeiro contribui significativamente com a economia brasileira, sendo cultivada atualmente em todas as regiões do país. Na safra 2005/06 foram plantados 857,10 mil hectares e produzidas 605,50 mil toneladas de pluma, colocando o Brasil em posição de destaque na exportação mundial de fibras de algodão. A estimativa em 2006-07 é que área plantada e a produção ultrapassem a um milhão de hectares e de toneladas de pluma respectivamente (CONAB, 2007). A cotonicultura desenvolvida no Cerrado da Região Centro Oeste passou a ser uma alternativa aos plantios de soja, tornando-se uma cultura de destaque no agronegócio brasileiro, com 53 % da área plantada no Brasil e 58,87% da produção de pluma. Nesta região, o Mato Grosso, ocupa uma posição de destaque, sendo responsável por 356,8 mil hectares (41,62% da área plantada) com produção de 449,60 mil toneladas, correspondendo a 47,70% da produção nacional, classificando o Estado como o primeiro produtor e exportador nacional de algodão (Quadro 1).

A elevada tecnologia empregada na cultura do algodoeiro, principalmente nas condições do Cerrado, tem propiciado aos produtores brasileiros uma significativa competitividade junto aos maiores produtores mundiais.As produtividades médias alcançadas nas últimas safras no Cerrado são iguais ou superiores aos grandes países produtores desta malvácea, tais como China, Estados Unidos, Índia, Austrália e Egito. Uma significativa parcela deste sucesso pode ser atribuída ao melhoramento genético, sobretudo, aos programas desenvolvidos nesta região, que vem apresentando ganhos extraordinários nos últimos dez anos.

Com o objetivo de se obter sucesso na recomendação de novas cultivares, o melhorista procura conduzir seus experimentos em um maior número de locais possíveis e realizar a seleção simultânea dos caracteres de importância econômica, visando a obtenção de genótipos superiores. De maneira geral, o melhoramento genético de qualquer espécie tem como finalidades incrementar as qualidades de interesse já existentes, eliminar os genes que controlam as características negativas e introduzir genes para características desejáveis ainda ausentes (FUZZATO, 1999).
QUADRO 1. Área, produção e produtividade da cultura de algodão na região Centro Oeste, no Estado de Mato Grosso e no Brasil em 05/06 e 06/07.

Região/ Estado


Área (1.000ha)

Produção (1.000t) Algodão/pluma

Produtividade pluma (kg/ha)

05/06

06/07*

05/06

06/07*

05/06

06/07*

Centro Oeste

454,60

573,60

605,50

800,30

1332

1395


Mato Grosso

356,80

449,60

490,60

641,60

1375

1447


Brasil

857,10

1014,90

1028,40

1298,80

1200

1278

Fonte: 1º levantamento, CONAB, 2006. * Estimativas.

Portanto, a obtenção do “genótipo superior” é bastante dificultada, principalmente devido às associações entre os caracteres, muitas vezes com correlações indesejáveis. Para o caso de correlações negativas, tem-se como principal conseqüência o fato de que a pressão de seleção para melhoria de uma característica poderá implicar em perdas em outras.

Um dos objetivos do Programa de Melhoramento Genético do Algodoeiro no Mato Grosso é a adaptação às condições do cerrado, em termos de resistência às doenças: viróticas (doença azul, mosaico comum e vermelhão); fúngicas (ramulose, ramulária, Stemphylium, murcha de fusarium, alternária), bacterianas (mancha angular) e a nematóides (Freire & Farias, 2005). Outro fator que não pode ser desprezado é o conjunto de características tecnológicas da fibra, que vem sendo melhorados a cada ano, possibilitando que os produtores do Mato Grosso obtenham e comercializem um algodão com qualidade comparável ao da Austrália e Califórnia, considerados os melhores do mundo, pelos industriais têxteis (FBET, 2004).

Para a expansão contínua e sustentável da cotonicultura no Estado, são imprescindíveis tanto à manutenção dos programas de melhoramento instalados no Estado, como a avaliação e adaptação de novas cultivares que sejam produtivas, adaptadas às condições edafoclimáticas do Mato Grosso e resistentes as principais doenças ocorrentes no Estado, como estratégia para a redução dos custos de produção e manutenção da competitividade do algodão do Mato Grosso (Farias, 2005).

No Estado do Mato Grosso são desenvolvidos programas de melhoramento, nas condições locais, dentre os quais destacam-se: a Bayer Seeds, Coodetec/Cirad, Embrapa/Fundação Centro Oeste, Fundação Mato Grosso, Salles Sementes, Stoneville/Monsanto e LD Melhoramentos. Além destes programas, empresas obtentoras localizadas em outras regiões têm procurado disponibilizar suas sementes aos produtores do Estado, a exemplo da Deltapine Seeds Land Co., Syngenta, IAC e IAPAR. Cada um destes programas anualmente tem gerado linhagens avançadas e cultivares que necessitam serem avaliadas nas várias regiões produtoras e nos sistemas de produção predominantes no cerrado do Mato Grosso, para transferir aos produtores, informações confiáveis sobre o desempenho de cada nova cultivar (Freire & Farias, 2005).

Para possibilitar uma avaliação contínua das novas cultivares oriundas de diferentes programas de melhoramento, foi estabelecido o Ensaio Cooperativo de Cultivares, sob a coordenação do Facual e com a participação de várias instituições de pesquisa. O presente relatório descreve de maneira sucinta os principais resultados obtidos na safra 2005/06 pela COODETEC, COOPERFIBRA, EMBRAPA ALGODÃO, FUNDAÇÃO MATO GROSSO e FUNDAÇÃO RIO VERDE.



3. METODOLOGIA
Na safra 2005/2006, 13 ensaios foram conduzidos nos municípios de Primavera do Leste (PVA), Campo Verde (CV), Sorriso (SOR), Lucas do Rio Verde (LRV), Ipiranga do Norte (IPI), Rondonópolis (RON), Novo São Joaquim (NSJ), Pedra Preta (PP-SP), Campo Novo dos Parecis (CNP) e Itiquira (ITI) – Estado do Mato Grosso sob responsabilidade da COODETEC, EMBRAPA, FUNDAÇÃO MT, COOPERFIBRA e FUNDAÇÃO RIO VERDE (detalhamento da condução nas Tabelas 1, 2 e 3). O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso com cinco repetições e 21 tratamentos (cultivares/ linhagens) conforme descrito na Tabela 4. A área total da parcela foi constituída por 5 linhas de 6 metros de comprimento, sendo a parcela útil composta por 2 linhas de 5 metros. Em Rondonópolis foi conduzido pela Fundação MT um ensaio específico para avaliação da reação às doenças do algodoeiro, com inoculação artificial de ramulose e virose.

As características avaliadas nestes ensaios foram: a altura de plantas (cm), stand final , porcentagem de fibra -PF (%), produção de algodão em caroço(PROD) e de fibra (PRODF) em (Kg/ha), comprimento da fibra (mm), uniformidade do comprimento (%), índice de fibras curtas (SFI) resistência de fibra (gf/tex), alongamento da fibra (ALONG), índice de finura - micronaire (MIC), grau de maturidade da fibra( MAT), grau de reflexão(RD) e grau de amarelamento (B+)

As análises tecnológicas da fibra provenientes das amostras padrão foram realizadas pelo laboratório de análise têxtil do SENAI/CETIQT, no Rio de Janeiro.

Inicialmente, os dados analisados foram submetidos à uma análise estatística por experimentos e em seguida foi realizada uma analise conjunta com médias de 12 locais (Tabela 4).




4. RESULTADOS OBTIDOS
4.1 – Análise por Experimentos
O resumo da análise de variância individual e as médias dos caracteres agronômicos encontram-se nas Tabelas 5 a 16. Constata-se de maneira geral que os genótipos se comportaram diferentemente nos diversos locais avaliados. Verifica-se nestas Tabelas que as principais cultivares que se destacaram para produtividade de fibra (PRODF) em ordem da maior para menor média, com valores acima da média experimental (geral) por locais foram:
Campo Verde – MT (1): BRS CEDRO, FMT 701, DELTAPINE ACALA 90, CD 409, SL 10-46 e CD 406 (Tabela 5);
Primavera do Leste – MT(1): FMT 701, FIBERMAX 993, PR 01-36, BRS 56818, FMT 702 e SL 10-46( Tabela 6);
Campo Verde –MT (2): STONEVILLE 474, LD CV 05, FIBERMAX 993, DELTA PENTA, BRS CEDRO, BRS 56818 (Tabela 7);

Novo São Joaquim:, FIBERMAX 993, FMT 701, FMT 702, BRS CEDRO, STONEVILLE 474 e PR 01-36 (Tabela 8);

Primavera do Leste – MT (2): FIBERMAX 993, FMT 701, DELTA OPAL, FMT 702, LD CV 02 e BRS 56818 (Tabela 9);
Lucas do Rio Verde: FMT 701, STONEVILLE 474, FIBERMAX 993, DELTA OPAL, FMT 501 e BRS ARAÇA (Tabela 10);
Pedra Preta (Serra da Petrovina): FMT 701, STONEVILLE 474, FMT 702, BRS CEDRO, FIBERMAX 966, FABRIKA E BRS ARAÇA (Tabela 11);
Campo Novo dos Parecis: FIBERMAX 993, FMT 701, CD 406, BRS CEDRO, BRS ARAÇA e CD 409 (Tabela 12);

Itiquira: BRS ARAÇÁ, FMT 701, FIBERMAX 993, FMT 501, DELTA OPAL e LD CV 02 e BRS CEDRO (Tabela 13);

Sorriso: STONEVILLE 474, FABRIKA, DELTA PENTA, CD 406, FMT 701 E LD CV 02 (Tabela 14);
Ipiranga do Norte -MT: STONEVILLE 474, BRS CEDRO, FMT 701, DELTAPENTA, LD CV 05, PR 01-36 E BRS 01-56818 (Tabela 15);

Lucas do Rio Verde –MT (2): BRS ARAÇA, SL 10-46, FIBERMAX 993, PR 01-36, STONEVILLE 474 e LD CV 05 (Tabela 16).
Para o caráter porcentagem de fibras (PF) verifica-se nas Tabelas 5 e 6 que as médias entre os locais variaram de 40% (Pedra Preta) a 43,5%(Campo Verde e Primavera do Leste - MT). As maiores médias (46,7%) foram obtidas pelas cultivares BRS CEDRO e CD 406 em Campo Verde –MT (Tabela 5). Enquanto que os menores valores (35,70% e 36% foram obtidos pelas cultivares SL 10-46 e SL 506 em Pedra Preta - MT ( Tabela 11).

Com relação aos caracteres tecnológicos de fibras obtidos por locais (Tabelas 17 a 29) observa-se que a maioria dos genótipos apresentou as características de fibras exigidas pela indústria têxtil. As médias entre os locais para os caracteres comprimento e resistência da fibra variaram respectivamente de 28,40 mm a 31,30mm e 26,50 gftex a 29,70 gf/tex em Lucas do Rio Verde 2 ( Tabela 29) indicando uma baixa amplitude de variação entre as médias dos caracteres avaliados, sugerindo um maior esforço por parte dos programas de melhoramento visando a ampliação da base genética para os caracteres mencionados. Neste aspecto, faz-se necessário que os programas de melhoramento que atuam no Mato Grosso invistam na incorporação de novos genes principalmente para os caracteres tecnológicos de fibras, cujos valores médios devem atender s padrões internacionais ( Micronaire : 3,9 a 4,2; Comprimento: 29mm a 34 mm e Resistência ≥ 28gf/tex).Os caracteres estão relacionados em ordem decrescente para a característica resistência da fibra.



4.1 – Análise Conjunta dos Experimentos
Nas Tabelas 17 e 30 encontram-se respectivamente as médias e o resumo da análise variância conjunta para os caracteres agronômicos e tecnológicos de fibras obtidos em doze locais. Constata-se na Tabela 17 que com relação à produtividade de fibras (PRODF), a média geral foi de 1516,34 kg/ha de fibra. Sendo que as maiores produtividades em ordem decrescente foram obtidas pelas cultivares FMT 701, FIBERMAX 993, BRS CEDRO, PR 01-36 E DELTA OPAL com médias superiores a 1550kg de fibras/ha. Tais resultados indicam a superioridade produtiva destes materiais em relação aos demais. Constata-se ainda que as cultivares SL 506, DELTAPINE ACALA 90 E FIBERMAX 966 apresentaram as menores médias, indicando que para as condições do Estado do Mato Grosso, estes materiais já podem ser substituídos por cultivares mais competitivas e com resistência às doenças.

Quanto à porcentagem de fibra (PF), verifica-se que a média geral foi de 41,60% (Tabela 17) indicando um avanço na melhoria deste caráter quando comparado com média geral de 9 localidades do ano anterior que foi de 39,10%. As cultivares STONEVILLE 474, BRS CEDRO, CD 406, DELTA PENTA e FIBERMAX 993 apresentaram as maiores médias, com valores variando entre 42,7 a 44,2%. Enquanto que as cultivares SL 10-46 e SL 506 obtiveram as menores médias (38,40 e 38,9%).

Quanto aos caracteres tecnológicos de fibras (Tabela 30), verifica-se que de maneira geral, a maioria dos materiais avaliados apresentaram os valores exigidos pela indústria têxtil com destaque para as cultivares/linhagens LD CV 05, FMT 701, FIBERMAX 966, BRS 01-56818, FIBERMAX 993 e DELTA OPAL que apresentaram os maiores valores médios de resistência de fibra (gf/tex) em 12 locais avaliados. Em contrapartida, as menores médias foram obtidas pelas cultivares FMT 501, DESTAK, STONEVILLE 474 e DELTAPENTA.

Com relação às doenças, verificou-se que as notas na maioria dos ensaios foram muito baixas com valores variando de 1 a 2 , o que dificultou a discriminação dos graus de resistência às doenças, mesmo assim foi possível fazer algumas inferências a respeito da resistência das cultivares. Na Tabela 31 encontram-se as notas médias de virose, ramulose, alternária e ramularia obtidas em quatro localidades (Primavera do Leste, Novo São Joaquim, Lucas do Rio Verde e Rondonópolis - MT).Nas três primeiras localidades a infestação de virose, Alternária e ramulária foi natural, enquanto que em Rondonópolis, foi realizada a infestação artificial para virose e ramulose. Verifica-se que para VIR (1), com infestação natural, a variação das notas foi pequena, enquanto que com a infestação artificial (VIR 2) houve uma maior variação nas notas, com destaque para os materiais BRS CEDRO, DELTA OOPAL, BRS 01-56818 FIBERMAX 993, FMT 501 COODETEC, FMT 701, FMT 702 e COODETEC 409 que apresentaram notas inferiores a 2, enquanto que as cultivares DELTAPINE ACALA 90, FIBERMAX 966, FABRIKA e STONEVILLE 474 mostraram-se altamente susceptíveis. Com relação à ramulose e à ramularia, a maioria dos materiais apresentou susceptibilidade a estes patógenos (Tabela 31).



5. CONCLUSÕES



  1. As cultivares que produziram algodão em caroço acima da média dos experimentos (3.652,59 kg/ha ou 243,50 @/ha), em ordem decrescente de produtividade foram: FMT 701, FIBERMAX 993, SL 10-46, BRS ARAÇÁ , BRS 01-56818 e DELTA OPAL;




  1. Para o caráter produtividade de fibras, diversos materiais apresentaram elevado potencial produtivo e adaptabilidade em vários ambientes, com destaque para FMT 701, FIBERMAX 993, BRS CEDRO, PR 01-36 E DELTA OPAL, FMT 702, CD 406, BRS 015818, STONEVILLE 474 e DELTA PENTA que produziram acima de 1560 kg/ha de fibra ou 104 @/ha.




  1. Com relação à porcentagem de fibra, houve um avanço na melhoria deste caráter, com um incremento de 2,5% na média geral, indicando que os programas de melhoramento investiram na melhoria desta característica;




  1. Com relação aos caracteres tecnológicos de fibras os materiais LD CV 05, FMT 701, FIBERMAX 966, BRS 01-56818, FIBERMAX 993 e DELTA OPAL apresentaram valores médios adequados para a indústria têxtil nacional e exportação.Em contrapartida, as menores médias para resisteência da fibra foram obtidas pelas cultivares pelas cultivares FMT 501, DESTAK, STONEVILLE 474 e DELTAPENTA.



  1. Semelhante ao ano anterior, a variabilidade para os caracteres de fibras foi considerada baixa, sugerindo a necessidade de uma melhoria na incorporação destes caracteres na população trabalhada pelos programas de melhoramento.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Tabela 1 - Descrição da instituição condutora, Fazenda, Altitude, Coordenadas Geográficas e datas de plantio do Ensaio Cooperativo de Algodão do Facual - Safra 2005/06.


Municípios

Instituição

Nome da Fazenda

Altitude

Latitude

Longitude

Data de Plantio

Primavera do Leste

COODETEC

E. Experimental

400m

14º54'

53º01'

16/12/05

Campo Verde

COODETEC

Fazenda Mourão

665m

15º32'

55º10'

20/12/05

Lucas do Rio Verde

EMBRAPA

Fazenda Guimarães

330m

13º04''

55º55'

12/01/06

Primavera do Leste

EMBRAPA

E. Experimental

640m

15º34'

54º18'

10/12/05

Novo São Joaquim

EMBRAPA

Fazenda Itaquerê

400m

14º54'

53º01'

15/12/05

Itiquira

FUNDAÇÃO MT

Fazenda Sucuri

550 m

17°23''

54°26'

29/12/05

Pedra Preta

FUNDAÇÃO MT

Fazenda Girassol

740m

16º50''

54º02'

18/12/05

Campo Novo dos Parecis

FUNDAÇÃO MT

Fazenda Itanorte

656m

14º14'

57º59'

16/12/05

Ipiranga do Norte

FUNDAÇÃO R.V

Fazenda Mano Julio

450m

12º22'

55º12'

27/01/06

Sorriso

FUNDAÇÃO.R.V

Fazenda S. Ernestina

680m

13º03'

55º48'

24/01/06

Lucas do Rio Verde

FUNDAÇÃO R.V

E. Experimental

330m

13º04'

55º55''

30/01/06

Campo Verde

COOPERFIBRA

E. Experimental

665m

15º32'

55º10'

27/12/05

Tabela 2 - Resumo do manejo da adubação realizada o Ensaio Cooperativo do Facual conduzido em 12 localidades do Estado do Mato Grosso. Safra 2005/06.

Município



Adubações

Plantio (Kg/ha)

Cobertura I

Cobertura II

Cobertura III

Primavera do Leste

500 Kg de 6-20-15

200 Kg de 20-00-20

200 Kg de 20-00-20

-----

Campo Verde2

300Kg SS, 25Kg KCl, 20Kg de Produbor e 20Kg de MAP

200Kg de Sulfato de amônia

180Kg de sulfato de amônia

140Kg de Uréia

Lucas do Rio Verde

500 KG de 4-18-12+Micro

250 Kg de 20-00-20

250 Kg de 20-00-20

---1

Primavera do Leste

500 KG de 4-18-12+Micro

250 Kg de 20-00-20

200 Kg de 20-00-20

---1

Novo São Joaquim

498 KG de 5-20-18+Micro

261 Kg de 28-00-20

242 Kg de 20-00-20

---1

Itiquira

400 Kg de 05-26-07+Micro

280 kg de 20-00-20 + 0,8% Boro

150 kg de 33-00-00

150 kg de 33-00-00

Pedra Preta

450 Kg de 04-18-12+Micro

200 kg de 20-00-20 + Boro

245 kg de 20-00-20

100 kg de S. Amônea

Campo N. dos Parecis

501 Kg de 05-32-00+Boro

150 kg de S. Amônea

150 kg de S. Amônea

220 kg de 20-00-20 + Boro

Ipiranga do Norte

450 Kg de 08-19-12+Micro

250 kg de 20-00-20 + Boro

100Kg de Uréia

100 Kg de KCl

Sorriso

450 Kg de 08-19-12+Micro

250 kg de 20-00-20 + Boro

100Kg de Uréia

100 Kg de KCl

Lucas do Rio Verde

450 Kg de 08-19-12+Micro

250 kg de 20-00-20 + Boro

100Kg de Uréia

100 Kg de KCl

Campo Verde

400 kg de 04-20-00 + micro

300 kg de 20-00-20

300 kg de 20-00-20

-----------------------1

1 Não foi efetuada a terceira adubação de cobertura.

Obs: Campo Novo do Parecis: aplicação corretiva (pré-plantio) de 150 Kg/ha de KCl



2 Em Campo Verde houve uma quarta adubação de cobertura: 200kg de KCl + 10kg de Produbor
Tabela 3 - Resumo do manejo realizado no Ensaio Cooperativo do Facual conduzido em 12 localidades do Estado do Mato. Safra 2005/2006.

Municípios



Manejo

Fungicidas*

Controle do pulgão

Controle de ervas daninhas

Aplicação de Regulador*

Primavera do Leste

5

Rigoroso

Manual/Quimico

4 (Pix)

Campo Verde

6

Rigoroso

Manual/Quimico

2 (Tuval)

Lucas do Rio Verde

3

Rigoroso

Manual/Quimico

4 (Tuval)

Primavera do Leste

3

Leve

Manual/Quimico

4 (Pix)

Novo São Joaquim

4

Rigoroso

Manual/Quimico

4(PiX)

Itiquira

4

Rigoroso

Manual/Quimico

3 (Pix)

Pedra Preta

5

Rigoroso

Manual/Quimico

5 (Pix)

Campo N. dos Parecis

4

Rigoroso

Manual/Quimico

3(Pix) + 1(Tuval)

Ipiranga do Norte

3

Rigoroso

Manual/Quimico

3(Pix)

Sorriso

3

Rigoroso

Manual/Quimico

3 (Pix)

Lucas do Rio Verde

3

Rigoroso

Manual/Quimico

5 (Pix)

Campo Verde

6

Rigoroso

Manual/Quimico

5 Tuval
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