Relatório parcial de bolsa de iniciaçÃo cientíFICA relatório n.º 01



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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO

Pró-Reitoria de Pesquisa e Ensino de Pós-Graduação

Coordenação de Apoio à Pesquisa

RELATÓRIO PARCIAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

RELATÓRIO N.º 01


ALUNO:NILTON F. BORGES

CURSO:MEDICINA VETERINÁRIA 8º MESTRE
ORIENTADOR : PIERRE GIRARD

DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA
ECOLOGIA DO GRAN-PANTANAL


PERÍODO DE EXECUÇÃO 8/00 –2/01

REGISTRO NA CAP:


FEVEREIRO DE 2001.

ÍNDICE




RELATÓRIO PARCIAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA 1

RELATÓRIO N.º 01 1

1- RESUMO 3

2 - DESCRIÇÃO DO PROJETO 4

3 – CRONOGRAMA: ATIVIDADES REALIZADAS 7

4 - ATIVIDADES CUMPRIDAS 8

5 - DIFICULDADES ENCONTRADAS 9

6 - SITUAÇÃO ATUAL DA PESQUISA 10

7 - RESULTADOS PARCIAIS 11

8 - APRECIAÇÃO SUCINTA DO ORIENTADOR 14

9 - REFERENCIAS 15



1- RESUMO




Interação Água Subterrânea - Superficial no Pantanal de Mato Grosso

Prof. Dr. Pierre Girard (Orientador) - Professor Visitante-CAPES

Nilton F. Borges (Bolsista) - Curso de Medicina Veterinária


  • Este estudo faz parte do projeto Ecologia do Pantanal e visa avaliar a contribuição das águas subterrâneas na descarga dos afluentes, bem como, a contribuição das enchentes para o lençol e ainda avaliar qual a influência deste sobre as fitofisionomias encontrada na região de estudo.

  • Os dados foram coletados apartir de 1997, foram tratados em laboratório com suas respectivas análises físicas e limnológicas, e os resultados foram lançados em planilha EXCEL, os quais estão sendo submetidos a cálculos estatísticos para melhor compreensão e interpretação dos mesmos.

  • O tratamento dos dados encontra-se ainda em fase preliminar. No cronograma inicial as atividades eram divididas em 3 etapas: tabulação dos dados, análise gráfica e análise estatística. O trabalho entrou na etapa de análise gráfica. Os resultados preliminares já permitem entrever a importância das águas subterrâneas na manutenção de córregos perene da região.

  • Este trabalho é também de utilidade “publica”, pois estes dados já organizados estão sendo disponibilizados para outros pesquisadores, alunos de mestrado e bolsistas do Projeto Gran Pantanal.

2 - DESCRIÇÃO DO PROJETO

Este trabalho tem por finalidade:



  • Avaliar a contribuição das águas subterrâneas na descarga afluentes;

  • Avaliar a contribuição das enchentes para a recarga das águas subterrâneas;

  • Avaliar qual é a influência do lençol sobre as fitofisionomias encontradas no Planalto circundando o Pantanal de Mato Grosso.

As águas subterrâneas são de grande importância para o ciclo da vida, pois o meio subterrâneo retém uma fração da pluviometria. Essa fração retida escoa de muito mais devagar no subsolo e ainda chega aos rios na estação seca garantindo a manutenção da descarga durante este periodo. Com a proximidade de um rio o fluxo subterrâneo é em geral orientado em direção a superfície do solo (Freeze & Cherry, 1979) isto garante a umidade do solo nesta proximidade e contribuí para manter as matas ribeirinhas. Em Mato Grosso nós temos duas estações bem definidas uma seca e outra chuvosa, onde como em qualquer outro lugar, o lençol entra com sua contribuição para a vida e diversidade do local. Este lençol varia de acordo com a época do ano assim como com as condições temporárias do clima neste determinado ano ou determinada estação climática. Às águas subterrâneas elas diminuem durante a seca que se estende de maio a outubro e começa a subir durante às chuvas que se estende de novembro a abril, ai entra a importância de seus estudos e estes serão comentados durante este trabalho.

O lençol também pode ser afetado pelas atividades humanas como drenagem (Freeze & Cherry, 1979), o que acontece com freqüência em veredas. A drenagem, em geral não é intencional mas resulta de um processo erosivo desencadeado por colocação de cercas, trilhas de gado, estradas etc.

A bacia do Alto Paraguai, na qual se encontra o Pantanal mato-grossense, é constituída principalmente por um extensivo platô coberto de cerrado e outras fitofisionomias, tais como as veredas e as matas de galerias. Este platô é em grande extensão usado na prática de pecuária de corte extensivo e agora mais recentemente esta desenvolvendo-se o Eco-turismo. Ambas as praticas trazem com sigo uma perspectiva para o desenvolvimento do estado, porém trás junto uma grande preocupação em relação a preservação ambiental e as com as variações que estas praticas podem causar. A pesquisa em curso estuda o lençol freático subjacente a estes unidades de paisagem no Pantanal de Mato Grosso.

Os objetivos desta pesquisa são caracterizar o comportamento hidrodinâmica do lençol assim como avaliar o impacto da antropisaçao de uma vereda sobre a dinâmica e composição química do lençol.

A região de estudo encontra-se numa região do Planalto doa bacia do Rio São Lourenço, um dos principais formadores do Pantanal, mais precisamente na cabeceira do rio Tenente Amaral um afluente do São Lourenço.

As medidas de nível do lençol, e de nível e vazão do rio Tenente Amaral e as coleta e análise de amostras do lençol e do rio foram feitas em um periodo de tempo que se estendeu desde agosto de 1999 até agosto de 2000. A partir desta ultima data somente dados obtidos pela estação de medida fluviométrica automática foram coletados.

As medidas do nível do lençol foram feitas de 15 em 15 dias com um aparelho chamado Pio e com auxilio de uma fita métrica. O pio é um aparelho feito de metal que é parecido com um apito, ao tocar na água há um deslocamento de ar fazendo-o apitar.

As amostras foram obtidas com um “baldinho” - um coletor feito com tubo de PVC de menor diâmetro que os do piezometros de 20 cm de comprimento- o qual foi introduzido nos piezometros. Nas águas assim coletadas, medidas de pH com pHgâmetro, condutividade e temperatura com o condutivímetro, e oxigênio dissolvido com o oximetro foram efetuadas. Ainda coletamos cem ml em garrafas plásticas para no laboratório fazermos a determinação de N e P total seguindo o Manual de Análises de Nutrientes em Água, Plantas, Solos e Sedimentos elaborado no Laboratório de Limnologia do Projeto Ecologia do Pantanal SHIFT. O detalhe destes procedimentos encontra-se nos relatórios anteriores.

Até agosto de 2000 adquiriu-se dados. No entanto uma organização destes fazia sentir-se para poder melhor interpretá-los. No que diz respeito aos dados piezométricos ainda faltava conhecer a altitude relativa e posição destes para poder efetuar uma interpretação correta dos dados já obtidos em 1999/2000. No campo a altimetria de cada piezometro foi obtida num sistema local e a posição através de mapeamento com GPS (Global Position System).

Em relação aos dados de limnologia, que são adquiridos via aquisição de dados, faltava organizar os vários arquivos obtidos no campo num só que podia ser consultado com facilidade. Isto foi realiza e permitiu o inicio da análise gráfica dos dados.

Enfim ainda falta tabular de maneira eficiente os dados de qualidade da água que já foram obtidos.

Vale ressaltar que este trabalho de organização dos dados já teve um efeito que não foi inicialmente previsto, mas que pode ser considerado tão importante como os outros objetivos: ele permitiu a difusão destes dados para outros pesquisadores, alunos de mestrado e bolsistas do Projeto Gran Pantanal.



3 – CRONOGRAMA: ATIVIDADES REALIZADAS







Ago./Set.

Out./Nov.

Dez/Jan.

Fev.

Revisão Bibliográfica

X










Transferência dos dados para planilha Excel

X

X

X

X

Exploração analítica gráfica







X

X

Relatório parcial










X

Ainda resta a concluir a análise gráfica e a efetuar a análise estatística.

4 - ATIVIDADES CUMPRIDAS

Foram desenvolvidas várias atividades durante esse periodo.

Primeiramente foi feita uma revisão dos dados obtidos nesse periodo de tempo (agosto de 1999 até final de 2000), para que pudéssemos traçar uma estrutura de desenvolvimento de trabalho, onde procuramos iniciar pelos dados que se encontravam completos, para que já fossem lançados em planilha Excel, depois lançamos esses dados para a planilha Excel, fizemos exploração gráfica dos mesmos e alguns cálculos estatísticos dos mesmos.


  • Realizei, sob orientação do Prof. P. Girard, a tabulação dos dados de piezometria, limnologia e qualidade das águas;

  • Comecei a análise gráfica dos dados disponíveis para pode selecionar os intervalos de tempo mais propícios a uma análise estática mais aprofundada.

Desenvolvi, sob orientação, leituras complementares para melhorar o meu conhecimento.

5 - DIFICULDADES ENCONTRADAS

Em função das pesquisas realizadas paralelamente, as dificuldades que mais encontrei foi em relação aos computadores utilizados, os quais são velhos e no começo cheguei a perder alguns dados já prontos para serem lapidados devido a pane em computador. No demais não houve problemas que possa ser digno de citação.


6 - SITUAÇÃO ATUAL DA PESQUISA

O desenvolvimento da pesquisa se atrasou em razão de um problema com o computador no qual estava arquivados os dados da estação fluviométrica. Este computador era antigo e o disco rígido (winchester) queimou. Houve perda total do trabalho de tabulação realizado entre agosto de 2000 e dezembro de 2000. E houve necessidade de tabular os dados de novo. Desta vez, foi feito em computador com gravador de CD para evitar nova perda de dados e facilitar a difusão destes dados.

Por causa disso atrasou-se a tabulação dos dados de lençol e de qualidade da água. A análise gráfica dos dados limnológicos para ulterior tratamento, esta em curso.

7 - RESULTADOS PARCIAIS


Os resultados obtidos até este ponto são:

  1. O mapeamento da rede piezométrica, incluindo a estação fluviométrica automática (figura 1).





  1. Um arquivo Excel contendo todos os dados limnológicos. Este arquivo não esta sendo passado sob forma impressa, pois seriam 337 páginas impressas. Este arquivo contem 17.544 registros cada um contendo 5 campos, sendo um para a data e hora, um para altura da coluna d água, um para a temperatura, um para a velocidade da água e um para a descarga do rio Tenente Amaral no ponto de medida. A tabela 1 resume as características dos dados de cada um destes campos.


Tabela 1. Estatística descritiva dos dados fluviométricos




H (mm)

T (ºC)

Velocidade da água (mm/s)

Descarga (l/s)

média

393

25

647

695

modo

397

24

654

546

mediana

397

25

649

685

desvio padrão

36

1

120

195

mínimo

319

19

31

28

máximo

728

28

1521

2920

Nós podemos apreciar que a velocidade (diretamente medida pelo aparelho) e a descarga (calculada a partir da geometria do canal e da velocidade) mostram uma enorme variação melhor demostrada e explicada na figura a seguir.

F
igura 2. Distribuição dos dados de velocidade da água
Na figura precedente fica claro que as velocidades abaixo de 500 estão provavelmente afeitadas por fatores externos que impediram uma medida correta destes valores. Fica também evidente que as descargas mais altas, e também mais significativas em termo de transporte de sedimentos e nutrientes são eventos raros que só foram registrados por causa da alta freqüência de medida (de 15 em 15 minutos).


  1. Uma delimitação gráfica da seqüência dos dados limnológicos para ulterior tratamento destes; veja figura 3. Esta figura mostra onde tem uma boa continuidade dos dados, especialmente durante eventos chuvosos que resultaram num pico de cheia. A análise hidrológica destes hidrógrafos de cheia pode ajudar a entender como se distribui os componentes da descarga do rio: a contribuição das águas subterrâneas e a contribuição das águas superficiais, o que será realizado até agosto de 2001. A metodologia de Chow (1964) será empregada para efetuar a separação do hidrógrafo.

F
igura 3. Hidrograma do rio Tenente Amaral. Continuidade dos dados. Os eventos onde a altura do rio sobe brutalmente são apropriados para separação em componentes de descarga.



8 - APRECIAÇÃO SUCINTA DO ORIENTADOR

O Nilton demonstra disposição para efetuar as sob a sua responsabilidade. Ele tem iniciativa e pode resolver só vários dos problemas que se apresentaram até este momento na execução do trabalho dele.


9 - REFERENCIAS


CHOW, V. T., Handbook of Applied Hydrology, McGraw – Hill Book Company.

Englewood Cliffs, New Jersey.

FREEZE, R.A. & CHERRY, J.A. (1979), Groundwater, Prentice-Halll, Inc.

Dr. Pierre Girard


Nilton F. Borges






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