Relatório sobre a importância do Festival de Jazz de Ouro Preto – Tudo é Jazz Janeiro de 006



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Relatório sobre a importância do Festival de Jazz de Ouro Preto – Tudo é Jazz

Janeiro de 2.006
O Festival Internacional de Jazz de Ouro Preto – Tudo é Jazz, que vem sendo realizado anualmente, desde 2002, tem obtido uma enorme repercussão entre o público apreciador deste gênero de música, que cresceu muito nos últimos anos. Para a crítica especializada é considerado o melhor Festival de Jazz do Brasil.
A principal justificativa do Festival é o seu compromisso de buscar carregar uma bandeira em favor de uma Ouro Preto melhor, mais segura, protegida, organizada. Estamos certos de que o Festival contribui para isto trazendo para a cidade turistas não predadores, que, principalmente, fazem a sua parte: cuidando com seriedade e empenho de um patrimônio que há muito deixou de ser regional.
O Festival é de extrema importância para a economia do município de Ouro Preto porque atrai um turismo de alta qualidade que respeita a cidade e desenvolve o comércio local. Basta dizer que de acordo com a Associação Comercial de Ouro Preto, o festival é mais lucrativo do que a Semana Santa. Obtivemos ainda outro reconhecimento popular através da distinção oferecida à Coordenação do Festival pela Prefeitura de Ouro Preto através da Medalha Bárbara Heliodora e outra pelo Governo do Estado através da Comenda da Medalha da Inconfidência pelos serviços prestados à cultura do Estado com o Festival. O Festival recebeu também o reconhecimento do Ministério do Turismo pois foi classificado como o 3.o mais importante evento inscrito no Fórum Estadual de Turismo apoiado pelo Ministério do Turismo para valorização do turismo em Minas Gerais.
O Festival acontece através de uma parceria da Fundação Educativa Ouro Preto, uma Fundação de Direito Privado sem finalidades lucrativas, que tem sede e foro na cidade de Ouro Preto, e da iniciativa privada, através da empresa Multcult, realizadora, e os patrocinadores, Gerdau Açominas, Cemig, MSA Info, e Tim, visando obedecer a uma das finalidades da Fundação, dos patrocinadores e da Multcult que é de promover e divulgar atividades culturais que contribuam para o desenvolvimento do Estado.

Junto com os patrocinadores e com o apoio das Leis Federal e Estadual de Incentivo à Cultura, o Festival trouxe desde 2.002, cerca de 101 músicos estrangeiros e 115 músicos brasileiros, um total de 216 músicos. Ou seja, 53% dos músicos participantes foram músicos brasileiros.


Os grupos brasileiros foram: Continentrio (MG), Flávio Henrique & Chico Amaral (MG), Affonsinho (MG), Rabo de Lagartixa (RJ), Daniel D’Olivier (MG), Pascoal Meireles (RJ), Banda Combo (SP), Lyzards Trio (MG), Túlio Mourão (MG), Luciana Souza (SP), Alda Rezende (MG), Wagner Tiso (MG), Eliane Elias (SP), Weber Lopes (MG), Pau Brasil (SP), Ivan Lins (RJ), Fernando Moura (RJ), César Camargo Mariano (SP), Hermeto Pascoal (Paraíba). Portanto 48% dos músicos participantes foram de Minas Gerais.
Os grupos estrangeiros foram: Blas Rivera (Argentina), Nuno Mindelis (Angola), Dario Galante (Itália), Ray Moore (EUA), Gonzalo Rubalcaba (Cuba), Pedro Aznar (Argentina), Kaki King (EUA), The Bad Plus (EUA), John Pizzarelli Trio (EUA), Hornheads (EUA), Patrícia Barber (EUA), Jane Monheit (EUA), Jon Hendricks (EUA), Orchestra Morphine (EUA), Steve Coleman & Mystic Rhythm Society (EUA), Francesca Ancarola (Chile), Jacob Fred Jazz Odissey (EUA), Andy Bey (EUA), Delfeayo Marsalis Group (EUA), Taylor Eigsti & Julian Lage (EUA), New Yor Voices (EUA), Ron Carter (EUA), E.S.T (Suécia), Michel Legrand (França). Dentre estas 24 atrações, 13 se apresentaram no Brasil pela primeira vez graças ao Festival, sendo que 9 delas se apresentaram exclusivamente em Ouro Preto.
O critério de seleção é rígido: são escolhidos músicos de qualidade comprovada e que tenham um trabalho autoral; privilegia-se quem tem um trabalho experimental como The Bad Plus, Jacob Fred Jazz Odissey, Kaki King, E.S.T. e Steve Coleman, grupos que mostram novos caminhos; procura-se apresentar ao público, músicos brasileiros que tenham grande expressão fora do país e são poucos reconhecidos aqui, como Luciana Souza, Eliane Elias e Romero Lubambo; selecionam-se músicos que merecem respeito e homenagens, como Hermeto Paschoal, Ron Carter, Jon Hendricks e Michel Legrand.
Um Festival como este se consolida apenas depois da 5.a edição e estamos caminhando para isto. A estratégia escolhida foi a de trazer o máximo de qualidade para o palco principal com o objetivo de valorizá-lo.
Qualquer músico brasileiro que se apresente ao lado de músicos como os estrangeiros que trouxemos, vai ter sua carreira valorizada. Principalmente o músico mineiro, acostumado a não ter espaço para mostrar o seu trabalho a não ser espremido em livrarias-cafés, bares ou outros espaços pouco adequados. Até Ivan Lins, um dos músicos brasileiros mais considerados internacionalmente se emocionou ao se apresentar no Festival: era a primeira vez que foi convidado para um evento deste porte no Brasil.
Além de formar público, colocar o músico mineiro em contato com a música contemporânea internacional para desenvolvê-lo profissionalmente ao conhecer novas propostas e confrontar com seu próprio trabalho, procuramos a partir da 4.a edição do Festival oferecer oficinas gratuitas com os músicos participantes.

Estas oficinas gratuitas do Festival obtiveram os seguintes resultados:







Quinta-feira - 15/09

 

 

Item

Horário

Oficina

Local

Nº Pessoas

1

11:30 - 12:30

Andy Bey

Teatro Ouro Preto

45

2

15:00 - 17:00

Rodolfo Stroter

Sala 2

47

 

Sexta-feira - 16/09

 

 

Item

Horário

Oficina

Local

Nº Pessoas

3

10:00 - 11:30

Nelson Ayres

Teatro Ouro Preto

33

4

11:30 - 13:00

Pau Brasil

Teatro Ouro Preto

32

5

14:00 - 16:00

New York Voices

Teatro Ouro Preto

28

6

15:00 - 17:00

Mary Ann Topper

Anexo do Museu

28

 

Sábado - 17/09

 

 

Item

Horário

Oficina

Local

Nº Pessoas

7

10:00 - 12:00

Ricardo Mosca

Teatro Ouro Preto

41

8

15:00 - 17:00

Ron Carter

Anexo do Museu

98

9

17:00 - 19:00

Talk Show "Dialogos do Jazz"

Anexo do Museu

10

 

TOTAL DE PESSOAS

 

362

A oficina de Mary Ann Topper, a mais renomada agente de músicos de jazz dos EUA foi voltada para empresários e produtores de músicos, profissão pouco clara no Brasil o que obriga os músicos a serem seus próprios agentes, fazendo projetos, agendando shows, captando recursos. O músico, segundo Mary Ann, deve apenas fazer música e o agente deve possibilitar conforto para o músico trabalhar da melhor forma possível. Estamos preocupados, portanto, em formação de agentes especializados oferecendo oficinas com este tema nas próximas edições do Festival.


Com suas 4 edições, o Festival obteve mais de 2 milhões e meio em mídia espontânea escrita e mais de 4 horas de mídia espontânea televisiva além da geração de 270 empregos. Não é pouco.
Tivemos um público total de mais de 12.000 pessoas nas 4 edições. O Festival está mostrando ao público de Minas Gerais que o valoriza, colocando a qualidade do que apresenta como o ponto mais importante do seu trabalho. Aos poucos está formando um público com capacidade crítica que sabe reconhecer o que é bom.
O Festival cedeu gratuitamente os direitos de filmagem dos shows de 2.004 e 2.005 à TV Minas, que os transformou em atrações especiais da emissora e obtiveram um público aproximado de 20.000 espectadores.
Para 2.006 estamos programando o lançamento do festival no dia 2 de junho em um concerto fechado para músicos, estudantes de música, produtores, jornalistas e patrocinadores no Palácio das Artes tendo como atração a maestrina, arranjadora e compositora Maria Schneider, ganhadora do Grammy 2.005 e escolhida pelos 151 críticos da revista “DownBeat”, a mais importante especializada em jazz do mundo, como a maior personalidade do ano de 2.005.

Esta escolha tem um motivo estratégico: repassar aos músicos mineiros a experiência de Maria Schneider para servir como exemplo de realização de um disco independente.

A concessão do Grammy 2005 ("grandes conjuntos de jazz") ao álbum "Concert in the Garden", da compositora e chefe de orquestra Maria Schneider, 44 anos, faz com que o "Oscar" da indústria fonográfica passe a ser definitivamente respeitado pelos jazzófilos mais exigentes. Não só pelo conteúdo desse momento supremo da obra da discípula do legendário Gil Evans (1912-1988), mas também pelo fato de que o disco premiado não foi produzido e lançado por nenhuma gravadora conhecida ou indie, mas

bancado por admiradores, músicos e amigos de Maria, associados numa empresa aberta, a ArtistShare.

A música de Concert in the garden - como a de outros álbuns já prontos ou em processo de produção na ArtistShare - só pode ser ouvida (fora os samples) em CDs convencionais de tiragem limitada ou em faixas em MP3 adquiridos na internet, nos sites dos próprios artistas ou em /www.artistshare.net/.

O presidente da empresa, Brian Camelio, acha que ajudou a "fazer história" com a mais recente coleção de peças de Schneider - um CD de 57m33s, contendo cinco faixas, incluindo a faixa-título. "Estou quase 100% seguro de que foi a primeira vez na história das gravações que um disco não disponível nas lojas, incluindo as eletrônicas, ganhou um Grammy. Mas estou certo de que se trata do primeiro na história a ser financiado pela base de fãs do artista antes de ficar pronto e de ganhar um Grammy", afirma Camelio.

Schneider informa que a produção de seu magnífico álbum (10 mil cópias) saiu por uns US$ 80 mil, já recuperados e gerando lucros razoáveis. A criatividade privilegiada da compositora não é só de ordem musical. Ela abandonou um casamento de dez anos com o selo Enja - responsável por Evanescence (1993), Coming up (1995) e Allégresse (2000) - para se dedicar ao contato direto com seus ouvintes, colegas ou estudantes, através daArtistShare.

Quem quiser encomendar o mais recente CD de Maria vai desembolsar US$ 16,95, mais um pequeno frete. A versão em MP3 sai por US$ 9,95. Por US$ 81,95, pode-se obter a edição da gravação, além de acesso exclusivo a partes dos arranjos de cada uma das peças, clipes sonoros de ensaios e comentários pessoais da autora sobre a concepção e detalhes técnicos da gravação e mixagem das faixas.

A última novidade no site /www.mariaschneider.com/ é que o disco detentor do Grammy foi mixado sem os solos (só com as partes escritas) e disponibilizado para que músicos amadores e profissionais tenham a oportunidade de criar seus próprios solos, como treinamento ou por puro prazer.



Para repassar esta experiência, Maria Schneider fará uma palestra gratuita antes do concerto.
Outra proposta do Festival para 2.006 será aumentar o número de oficinas gratuitas, já que foram tão prestigiadas.
Procuraremos, dependendo dos recursos captados, realizar mais shows em pequenos palcos ao ar-livre pela cidade de Ouro Preto. Estes shows são mais populares e acessíveis ao público em geral.
A partir de 2.007 pretendemos montar uma comissão para selecionar novos músicos para abrirem os shows das 19:00 hs. do Teatro Ouro Preto numa proposta chamada “Novos Talentos”.
Pretendemos também dar continuidade à proposta de realização de shows em Belo Horizonte durante todo o ano para a formação de público para o Festival.
Assim continuamos nossa luta, como o FID, o ECUM, o FIT, colocando Minas Gerais no cenário da cultura mundial como o exemplo de um Estado de vanguarda.
Maria Alice Martins

Multcult




Rua Alagoas, 1314, salas 413 e 414 – cep 30130-160 – Belo Horizonte – Minas Gerais

Fone/Fax: 31-3227 3036 – eventos@multcult.com.br – www.multcult.com.br



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