RenovaçÃo carismática católica secretaria ágape manual de Evangelização da Família introduçÃo projeto da Ofensiva Nacional para a Família Coord. Nacional



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RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA

SECRETARIA ÁGAPE
Manual de Evangelização da Família
INTRODUÇÃO

Projeto da Ofensiva Nacional para a Família
Coord. Nacional: Sidnei Oliveira Telles Filho e Rosemar dos Santos Telles.

É projeto de Deus que a família seja o reflexo do amor que tem por sua Igreja. Por isto, ao constituir o amor humano como sinal de seu amor Ele o dignificou tornando-o um sacramento, sinal permanente de sua graça e presença entre os homens.

Hoje, o desafio para o homem e para a mulher de responderem a este projeto torna-se cada vez maior. No lugar de ser “Esperança e Alegria”, verdadeiro “Gaudium et Spes”, a família tem sido refém de um mundo onde os valores da cristãos não significam nada. É comum encontrarmos estudos dizendo que 50% dos casamentos terminam antes dos 3º ano, sinal de que a vida cristã não tem encontrado o lugar no lar humano.

Tudo indica que a maior batalha espiritual para nós cristãos do século XXI seja fazermos a família ocupar seu lugar na sociedade humana em acordo com o coração de Deus, fazendo com que homem e mulher se unam em oração. O modelo que a bíblia oferece para o homem destes tempos é a família de Nazaré.

A Secretaria Ágape Nacional, como parte do projeto Ofensiva Nacional da RCC no Brasil, quer dar sua contribuição. Você é o convocado.
FUNDAMENTAÇÃO: Teológica e Doutrinal
João Bosco e Eunides Lugnani

Instituto Nacional de Pastoral Familiar





  • A escuta não é o nosso ponto forte.

O escutar é uma forma concreta de amar. Da mesma forma que não somos bons para amar em momentos difíceis, também não escutamos bem nestes momentos. Escutamos o que nos agrada: elogios, expressões de carinho, assuntos que nos interessam, pessoas que nos são agradáveis, etc. Escutamos mal ou não escutamos: críticas, exigências, cobranças, assuntos ou pessoas que não nos agradam. Esta afirmação é verdadeira tanto para nosso escutar às pessoas como para escutar a Deus. E se nossa capacidade de amar e de escutar não for um pouco melhor do que a dos fariseus e em nossos dias, não for melhor do que a daqueles que não conhecem a Deus, então que seguidores de Jesus nós somos? No texto que segue, podemos perceber um sentimento de frustração de Jesus, por não ser escutado.


Parábola do semeador.1 Naquele dia, Jesus saiu de casa e sentou-se junto ao mar. 2 Reuniu-se em volta dele tanta gente, que ele teve de entrar num barco para sentar-se, enquanto a multidão ficou na praia.3 Falou-lhes então muitas coisas em parábolas : “O semeador saiu a semear. 4 Ao semear, uma parte caiu à beira do caminho. Vieram os pássaros e a comeram. 5 Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra, e logo germinou porque a terra não era profunda. 6 Mas, quando o sol se levantou, ficou queimada e, como não tinha raízes, secou. 7 Outra parte caiu no meio dos espinhos; os espinhos cresceram e a sufocaram. 8 Outra parte caiu em terra boa e deu frutos, uma cem, outra sessenta, outra trinta. 9 Quem tiver ouvidos, que ouça” (Mt 13, 1-9).
Deus tem nos falado e quer nos falar sobre seu projeto para a família. Será que a qualidade de nossa escuta é frustrante ou vamos escutar ativamente, com todo o nosso ser?


  • Por que Evangelizar a família?

Porque a família é um bem para toda pessoa e para a sociedade e vive momentos difíceis. Todos nós vemos e podemos testemunhar isto. A cultura que nos atinge com grande poder, cria desvios de consciência que ferem a vida e a família. Muitos casais rejeitam a vida mesmo antes de ser concebida. Existe nessa cultura um modismo de não ter filhos, porque crianças são sinônimos de dificuldades e problemas que nos impedem de gozar a vida! (Não se trata, aqui, do planejamento familiar e da responsabilidade na geração e educação dos filhos.) Muitos casais eliminam a vida da criança durante a gestação, através do bárbaro crime do aborto. Muitas crianças já são socialmente excluídas nos seus primeiros anos de vida por este sistema sem ética. Adolescentes e jovens são incentivados, pela mesma cultura, a uma vida sem limites, um laxismo moral e logo cedo começam a pagar um "alto preço". Danificam de modo irreparável suas vidas. Jovens comprometem seu futuro por falta de adequada orientação e por falta de modelos verdadeiros de família nos quais possam conviver e se espelhar. O início da vida familiar é hostilizado por essa cultura e às vezes, deteriorado pela exploração econômica e exclusão social geradas por políticas que servem a "falsos senhores" e não ao Deus da Vida.


Nesta mesma cultura e através dela, as famílias sofrem, e se desestruturam, causando danos irreparáveis para crianças, sofrimentos enormes para os cônjuges e atirando no desespero a terceira idade. A mentira com respeito à família, nessa cultura, é a tônica, principalmente nos Meios de Comunicação Social. Pessoas que constituem sucessivas uniões conjugais vêm a público declarar que são muito felizes; que cada membro das diferentes e sucessivas famílias vivem uma fraternidade maravilhosa. Não se mostra o calvário que é a quebra de uma família, para os cônjuges e para as crianças; não se mostram as marcas profundas que ficam em cada um; não se mostram os verdadeiros sentimentos e as complicações nos relacionamentos e na consciência. Isto tudo, sem falar no aspecto ético, sem falar nos mandamentos do Criador e nos claros ensinamentos de Jesus Cristo, nos quais a doação mútua entre os cônjuges é perene, como veremos mais adiante.
A destruição da família danifica a qualidade de vida da pessoa e os relacionamentos sociais, pois a família é um bem. É o maior patrimônio da humanidade. Nenhuma outra instituição pode substituir a família em seu nobre papel de gerar e formar cidadãos capazes de estabelecer relacionamentos duradouros e edificantes.
Toda vez que o Estado ou qualquer outro poder, reivindica para si esta tarefa, de substituir a família na educação da criança, fere o princípio social da subsidiariedade e impõe à sua população danos irreparáveis. A família planejada por Deus é insubstituível. É um bem pessoal e comunitário. É um bem para a Igreja e para a sociedade. É projeto do Criador, como veremos abaixo.


  • Evangelização da família é diferente hoje?

O Evangelho é o mesmo: ontem, hoje e sempre. Os destinatários da Boa Nova, hoje, vivem em situações diferentes. Sofrem influências completamente diferentes: da família ou da falta dela; dos relacionamentos comunitários e sociais; dos Meios de Comunicação Social; da comunicação eletrônica e da cultura criada por interesses que muitas vezes se chocam com os valores da vida da família e da Igreja.


Evangelizar a família, tomando como modelo o Senhor Jesus - o Bom Pastor, significa: ver a família como Deus a vê; ver qual é o lobo que a ataca; não fugir da luta e diante da ameaça, confrontar os golias que aparecem. Evangelizar a família é ajudá-la a tornar-se aquilo que é, no plano do Criador - geradora de vida (em sentido amplo); escola do mais alto humanismo; escola de relacionamentos cristãos; Igreja Doméstica. Para evangelizar no estilo Bom Pastor, o testemunho verdadeiro e transparente é requisito indispensável. Portanto evangelizar a família (a ovelha mais agredida em nossos dias) é um chamado urgente do Senhor, chamado este ao qual não se pode responder sem um SIM que comprometa o estilo de vida. Um SIM cujo primeiro e grande desafio é assumir uma vida de conversão. Um SIM para uma tarefa que é grande demais para levarmos adiante por nós mesmos, sem a assistência permanente do Espírito Santo. Mas tudo isto não é uma responsabilidade que mete medo! Pelo contrário, é um privilégio! Um convite do Altíssimo, para ver, participar e testemunhar as maravilhas e grandes obras que o Criador quer, pode e vai realizar através de nosso SIM, apesar de todos os nossos limites. Este chamado vem de Deus! Nos é dirigido pelo Santo Servo de Jesus Cristo, o Papa João Paulo II - o Apóstolo da Família. Nosso SIM, portanto, é a Deus, num serviço à pessoa, à família, à Igreja e à sociedade.
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