RenovaçÃo carismática católica secretaria ágape manual de Evangelização da Família introduçÃo projeto da Ofensiva Nacional para a Família Coord. Nacional



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  • Deus planejou e quer a família.



Como podemos dizer que Deus planejou e quer a família?
A Palavra de Deus é riquíssima em claras e explícitas manifestações de que o projeto do Criador passa através da família. Em Gênesis vemos que Deus Criou o homem e a mulher à Sua Imagem. Somos imagem de um Deus comunidade de amor! Portanto somos criados para viver em comunidade estável e de amor! Somos bons! Somos de natureza comunitária! (Gn 1, 27). Ainda em Gênesis escutamos: "Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir a sua mulher; e já não são mais que uma só carne". (Gn 2, 24). Estas revelações do projeto do Criador são as bases da família e são reafirmadas por Jesus Cristo em Mateus:
"Aproximaram-se dele alguns fariseus para testá-lo com a pergunta: “É permitido um homem despedir sua mulher por qualquer motivo?”4 Ele respondeu: “Não lestes que no princípio o Criador os fez homem e mulher5 e disse: Por isso o homem deixará o pai e a mãe para unir-se à sua mulher, e os dois serão uma só carne? 6 Assim, já não são dois, mas uma só carne. Não separe, pois, o homem o que Deus uniu”. 7 Eles insistiram: “Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio, ao despedir a mulher? ”8 Jesus respondeu: “Foi por causa da dureza de vosso coração que Moisés vos permitiu divorciar-vos de vossas mulheres. Mas no princípio não foi assim." (Mt 19, 3-8).
No capítulo primeiro de Mateus e de Lucas, quando descrevem a Natividade de Jesus, O Filho de Deus, vamos ser despertados pela dignidade do homem e da mulher e dignidade da paternidade e maternidade quando José e Maria são chamados à paternidade legal e à maternidade do próprio Deus!
No Evangelho de João, vemos novamente, que o Criador do homem valoriza o Matrimônio, base de sustentação da família, quando Jesus, antes de ser chegada sua hora, realiza seu primeiro milagre, a pedido de sua mãe Maria, numa festa de casamento. Ver (Jo 2, 1-11).
Em muitos outros momentos Jesus se compara ao noivo ou ao esposo. Poderíamos recorrer também a documentos da Igreja, mas o que vimos é suficiente para assegurarmos: a família é projeto de Deus.
Perguntaríamos então: Como é a família planejada por Deus?

Sempre foi um grande desafio refletir e procurar responder a esta pergunta, pois em todos os tempos o homem tende a afastar-se do projeto de seu Criador. Mas, para nós, nestas breves reflexões, urge refletir e responder esta indagação, porque a cultura atual vem impondo, com o apoio do grande poder dos MCS e outros recursos modernos, falsos modelos. Tenta-se confundir o conceito de família e de amor. O modelo de família dado pelo Criador tem por base a aliança entre um HOMEM e uma MULHER que constituem, entre si, uma comunhão da vida toda. Esta comunhão da vida toda abrange a pessoa toda (físico, afetividade, razão enfim, corpo e espírito) por todo o tempo de vida de ambos. Esta comunhão tem por finalidade, no plano de Deus, o bem dos cônjuges e a geração e educação dos filhos. Desnecessário seria observar que esta educação é para o amor, para a vida em comunidade e em sociedade. É educação pelo exemplo e pelo incansável exercício, no seio da família, do respeito ao valor intrínseco da pessoa, imagem de Deus, portanto, digna e preciosa sempre. Exercício, no seio da família, dos valores evangélicos da confiança, da escuta, do perdão, etc. nos relacionamentos diários. Esta é a família que forma cidadãos para a vida comunitária e social.



VER A REALIDADE DA FAMÍLIA HOJE

Sendo o que vimos acima o modelo de família planejado por Deus, a realidade que observamos no dia a dia, em nossas famílias, é pouco animadora. Em parte isto é verdade. O que vemos em abundância são relacionamentos provisórios, uso da pessoa do outro enquanto convém, falta de confiança, expressões egoístas do "meu direito de ser feliz" e juntamente com isto, pessoas frustradas, em solidão, deprimidas, crianças com marcas irreparáveis na sua formação, pela falta da família, idosos descartáveis etc. Por outro lado, vem crescendo o nível de consciência e de responsabilidade pela pessoa do outro e a qualidade dos relacionamentos em grande parcela da população. Também, são muitos os que buscam as causas dos problemas e procuram, com empenho, resolvê-los. A realidade moderna é complexa e o discípulo de Jesus deve aplicar-se, com inteligência e em oração, para entendê-la e poder combater as causas dos problemas; identificar seus agentes; conhecer quem é que fere o plano de Deus com respeito à vida familiar. Para iniciar este tipo de reflexão, é útil apreciarmos alguns exemplos.


Ocupa grande espaço na mídia as discussões e as preocupações com a violência, com o sistema penitenciário, com a segurança, com a apenação dos crimes, com a reciclagem e aparelhamento da polícia, enfim discute-se abundantemente os efeitos da violência. Não se fala de suas principais causas: a ausência paterna na educação; a desvalorização da maternidade; a desestruturação familiar por razões socio-econômicas e por agressão a seus valores.
As estatísticas mostram que filhos educados sem a presença paterna têm muito maior probabilidade de enveredarem pelo mundo do roubo, do assassinato, para a maternidade e paternidade precoces, para a maternidade e paternidade fora do casamento e para constituírem uniões conjugais instáveis e provisórias. Enfim, para um relacionamento social desajustado. Os gráficos que seguem ilustram esta realidade. Eles são auto-descritíveis.
















É fácil observar, por exemplo, nas rebeliões de presídios e de "febens" que são mostrados pela TV, a quase absoluta ausência paterna entre as populações de mães aflitas! É fácil ver quase só mães em reuniões de catequese, em reuniões de pais nas escolas. São inúmeros os problemas decorrentes da ausência paterna na educação. Tratar destes problemas sem levar em consideração suas causas, significa aposentar o precioso dom da inteligência, que nos foi dado pelo Criador!


Minimizar o valor da presença materna na formação de nossas crianças enquanto se super valoriza a presença da mulher no mundo dos negócios e do trabalho em geral, é outra contradição, como se houvesse algo mais importante e maior que o ser humano em formação. Aqui está mais uma fonte de problemas! A mãe não pode ser mãe e pai! Por outro lado, a mãe tem sua mais nobre missão na maternidade, no plano do Criador! No entanto, nesta cultura de relacionamentos provisórios, a mulher, com razão, se preocupa em construir sua independência.
Está também na raiz dos problemas da vida familiar uma conjuntura internacional agressiva à família que tem suas raízes plantadas no desrespeito à dignidade e ao valor intrínseco de qualquer pessoa humana (imagem de Deus). Dignidade esta dada por Deus, portanto inalienável, mas, freqüentemente não respeitada, até por nós mesmos. Esta conjuntura internacional que agride a família e também a Igreja, nasce no anti-catolicismo que chegou na América com seus pioneiros que fugiam das perseguições religiosas na Europa. Anti-catolicismo que pode ser considerado o maior, mais antigo e mais grave pecado contra a democracia americana. Esta conjuntura internacional que vamos chamar de "Conjuntura Internacional Anti-vida" encontra terreno fértil na cultura eugênica, racismo, fortemente incrustado na cultura americana e em alguns outros países do Velho Mundo e na sustentação de privilégios de pessoas, grupos e nações. Este ambiente foi solo propício para que nascesse, crescesse e se expandisse a "Conjuntura Internacional Anti-vida", que a esmagadora maioria da população mundial desconhece, mas cada pessoa sofre as conseqüências de suas ações. Para saber mais sobre a história do desenvolvimento da Conjuntura Anti-vida, o leitor interessado pode consultar as referências bibliográficas apresentadas ao final ou entrar em contato com o Instituto Nacional de Pastoral Familiar. Neste pequeno espaço vamos apenas citar algumas das ações observáveis desta conjuntura que hoje permeia a ONU, o Banco Mundial, a Organização Mundial da Saúde, as lideranças das nações e seus poderes.
A Conjuntura Anti-vida (vamos abreviá-la por CA), como o nome indica, difundiu no mundo todo, sua forte mentalidade contra a vida e anti-criança. Ela é pró: laqueadura, vasectomia, controle da natalidade, homossexualismo, aborto, eutanásia. Criou o terrorismo da super população. Reavivou a teoria cientificamente falida de Robert Malthus de que a população cresce muito mais rapidamente do que a produção de alimentos. Sua mentalidade de seleção racial se difundiu na cultura de modo que hoje, já se torna aceitável a idéia de que, em breve, a pessoa pode escolher as características do filho que quer ter. Grande parte da população aceita que a mãe aborte o filho que gerou, se não o quer. Esta mentalidade de seleção natural, onde sobrevive o mais forte, entrou para a cultura sob a pressão da CA, através dos recursos econômicos de que dispõe e que são enormes (ver referências) e dos MCS, onde hoje muitos já concordam que o pobre não tem jeito mesmo, nem adianta tentar ajudar; certas raças são, de fato, inferiores e não têm competência. Nos meios comerciais e empresariais, a teoria da livre concorrência, criada por Adam Smith, com a objetivo de evitar o monopólio e a cartelização, foi distorcida para uma livre concorrência que elimina os mais fracos. Assim, vemos as grandes empresas eliminando as pequenas; as grandes multinacionais eliminando as nacionais. Da mesma forma vemos a seleção natural (Teoria de Darwin) aplicada a seres humanos, onde os mais fracos devem perecer. Isto tudo podemos observar em nosso dia a dia, principalmente nos países que não integram o chamado "Primeiro Mundo". Muitas outras características da CA podem ser facilmente observadas por um fiel discípulo de Jesus, que escuta o Mestre quando Ele diz para sermos prudentes (Mt 10, 16) e (Lc 16, 8) e procura aplicar-se com inteligência e no Espírito, ao serviço do Reino. Isto deve ser estudado e conhecido pelo profeta de nossos dias, chamado por Jesus, (Jo 15, 15-16) para pastorear o rebanho de Deus, conquistado com o sangue de Seu próprio Filho. (At 20, 28).
Diante disto tudo perguntamos: Você, irmão em Cristo, está escutando? Qual é sua resposta? Se é SIM, como discípulo de Jesus Cristo no dia de hoje, coloque-se no lugar de Pedro, no diálogo com Jesus em João (Jo 21, 15-17) e responda diretamente a Ele.

EVANGELIZAÇÃO DA FAMÍLIA É A RESPOSTA
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