RenovaçÃo carismática católica secretaria ágape manual de Evangelização da Família introduçÃo projeto da Ofensiva Nacional para a Família Coord. Nacional


Encontros para os diversos estados do ciclo de Vida Familiar



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Encontros para os diversos estados do ciclo de Vida Familiar:


Tendo em vista as dificuldades que a família enfrenta, os coordenadores em diversos níveis, devem estar atentos à necessidade de criar encontros de oração - primeira experiência e aprofundamentos - específicos para os diversos estados de vida para os membros de famílias que não se encontram reunidas em torno do núcleo pai e mãe. Estes encontros devem atender desde o viúvo(a) ou separado até famílias em condições especiais como os amasiados e uniões de segundo ou mais companheiro(a). Deve incluir instrução e encaminhamentos sobre a nulidade do casamento e regularização de união sem o sacramento. Em todos os casos o encontro deve acolher a situação das pessoas nesta condição especial e valorizar seu esforço em favor da vida conjugal.

Vivenciamos nos últimos anos, acontecimentos que modificaram a estrutura natural da família, alguns como resultado de conseqüências naturais; outros relacionados à mais diversas questões. Podemos encontrar Famílias modificadas que não estão mais com os filhos reunidas em torno do núcleo do Pai e da Mãe . São famílias separadas, divorciadas, amasiadas, viúvas, unilaterais (Pai, Mãe – solteiros). Estas pessoas também precisam ser acolhidas e convidadas a fazer a experiência da Salvação em suas vidas e em suas famílias. Devem trabalhar temas específicos para suas realidades, de acordo com as necessidades específicas de cada grupo. A Secretaria Ágape deve buscar inseri-las em uma comunidade católica para que experimentem a o amor de Deus que se manifesta na comunidade, sejam saradas da exclusão da vida comunitária e possam, com liberdade, fazer a opção pelo Reino de Deus.

Para estes encontros ressaltasse a necessidade de os pregadores serem pessoas acolhedoras, conscientes, devidamente preparadas no Espírito e no conhecimento das normas da igreja, com muito discernimento e conhecedores da doutrina cristã sobre estes vários tipos de realidade. Não podem manifestar ou ter preconceitos.


Encontros Vocacionais:





  1. Todos somos chamados a uma vocação. A primeira delas é viver a graça do nosso batismo, como Filhos de Deus, feitos à sua imagem e semelhança;

  2. Procurar levar os participantes destes encontros à um discernimento vocacional, seja o matrimônio ou vida religiosa no sacerdócio ou celibato consagrado;

  3. Os temas e as dinâmicas deverão ir ao encontro dos questionamentos da vida humana diante das características atuais da sociedade em que se vive;

  4. Os encontros poderão ser mensais ou bimensais. Como resultado destes encontros podem ser estruturadas equipes de pessoas para acompanhamento e discernimento de vocação como parte de um processo de definição do futuro do jovem. Este processo pode ser estruturado para durar um ano ou mais.

  5. O acompanhamento individual poderá ser feito por casais, religiosos, sacerdotes e psicólogos de acordo com a necessidade de cada caso;

  6. A equipe que trabalhará com estes encontros precisará de conhecimento nas várias áreas, serem abertas, acolhedoras, realizadas pessoal e profissionalmente.

  7. Temas que poderão ser trabalhados durante os encontros:



  1. O sentido da Vida;

  2. Vocação humana;

  3. Namoro;

  4. Casamento;

  5. Vida Sacerdotal;

  6. Celibato;

  7. Vida Religiosa;

  8. Profissões.

  9. Comunidades novas


Encontros de Preparação para o Casamento:

Criar encontros de preparação para o casamento dentro da experiência da R.C.C. e de discernimento vocacional. Poderão ser encontros para namorados, noivos ou mesmo pré-matrimoniais dirigindo os jovens para um namoro maduro e casamento estruturado.



  1. Poderão ser trabalhados temas como: relacionamento interpessoal, relacionamento conjugal, harmonia sexual, economia doméstica, fidelidade e respeito para com o outro, espiritualidade, nova família que se constitui, a ecologia doméstica (a casa e o ambiente físico do casal).

  2. Necessariamente aqui os pregadores serão casais em estado regular perante a Igreja e com testemunho de vivência conjugal e espiritual.

  3. Os encontros deverão ser realizados em horário oportuno de forma a facilitar a participação dos casais (Ex. Domingo pela manhã, Sábado à noite, etc...); conforme a realidade de cada local. Procurar fazer uso de dinâmicas com objetivo de entrosamento e boa comunicação dos participantes. Os momentos de oração – espiritualidade deverão levá-los a querer buscar mais Jesus como Senhor de suas vidas.


Encontros e reuniões especiais para homens e mulheres, procurando formas diversas de evangelização familiar;





  1. Encontros ou reuniões só para homens ou só para mulheres, buscando formação para a família e experiência com Deus visando a construção da Igreja doméstica.


Projeto Samuel





  1. Criação do projeto Samuel - evangelização de crianças -, que em comunhão com a coordenação da secretaria ágape, possa implantar o serviço de evangelização das crianças.

  2. Realizar encontros próprios de formação para os evangelizadores das crianças.

  3. Organizar evangelização de crianças dentro dos grupos de oração.

  4. Desenvolvimento e troca de elementos lúdicos de evangelização.

  5. Trazer a família para a evangelização, alcançando-as através das crianças

  6. Não perder de vista que a etapa familiar, onde a criança se encontra só é possível ser feita por uma família equilibrada e evangelizada.

  7. A necessidade de que na escola pública ou privada tenhamos acesso a evangelizar a criança orando pela efusão do Espírito Santo de maneiras adequadas a cada faixa etária.


Programar encontros ou dias de formação envolvendo toda a família;





  1. Através de encontros de lazer e evangelização reunir a família em toda a sua dimensão para oração, formação e celebração.


Projeto Grupos Familiares





  1. Formarmos grupos familiares para oração (vizinhos, parentes, amigos, etc.). A família católica pode dar sua contribuição para a transformação da humanidade reunindo em torno de si outras pessoas ou famílias para orar e confraterniza-se com oração e partilha do evangelho.

  2. A forma de implementar é simples. Basta as famílias serem motivadas a convidar os vizinhos e parentes para reunirem-se em sua casa para um momento de oração e partilha da palavra. Devem procurar rezar pelas necessidades de todos, e depois encaminhá-los a grupos de oração e a repetirem a iniciativa em suas casas.

  3. Usarmos como conteúdo o documento da CNBB “Ser igreja no novo milênio”. Estudar e partilhar a o livro dos Atos do apóstolos ou a cartilha da CNBB: “A Hora da Família”.

  4. É importante que estes grupos possam levar toda a família e vizinhos a experimentarem o imenso amor de Deus, de forma pessoal e vivencial. Dentro das características da RCC em cada localidade é desejável que se ore por um novo pentecostes na vida familiar e pessoal de cada presente nas reuniões.


Grupos de Perseverança para casais.


Nas comunidades ou grupos de oração deve ser dado todo apoio para que se formem grupos de Perseverança para casais. Estes grupos são importantes para o crescimento espiritual de cada participante por serem fechados ou semi-fechados, para que o grupo de no máximo 15 pessoas possa adquirir confiança um no outro. Nas reuniões do grupo de perseverança que podem ser semanais ou quinzenais, deverão ser partilhados os problemas pessoais de cada membro e, principalmente, o uso dos dons carismáticos extraordinários. As pessoas que participarem do grupo de perseverança não devem deixar de participar do grupo aberto para não perderem o momento da pregação e unção kerigmáticas.

  1. Estes grupos visam a integração do casal (família) na comunidade para perseverar e entrar em um processo de crescimento que possa levá-los ao serviço nas diversas Secretarias ou ministérios do grupo aberto. O crescimento que leva diariamente à perfeição (inseridos nas comunidades) pode ser aprofundado neste pequenos grupos destinados às pessoas abrirem o coração e partilharem suas vidas. Conhecendo-se entre si, e crescendo em comunhão há um ganho extraordinário do amor de Deus para todos, mesmo aqueles que “pensam” não ter problemas.

  2. Há aqui a necessidade de um líder para este grupo (casal líder), para formar, acompanhar, e cuidar do crescimento de todos. Alguém que já tenha algum tempo de participação no grupo aberto e demonstre amadurecimento de fé e conhecimento da graça de Deus quanto aos dons do Espírito Santo.

  3. Destes grupos de perseverança deverão por consequência surgir novos formadores, pregadores, pessoas dedicadas no serviço às famílias.

  4. Os grupos devem manter a identidade do Batismo no Espírito Santo, a utilização dos carismas, de acordo com a própria identidade da RCC.

  5. Estes grupos poderão se reunir nas casas de seus membros, aumentando assim o vínculo entre si, junto com as crianças, com os idosos, de acordo com cada realidade. Podendo a frequência de reuniões ser de 1 vez a cada duas semanas, não devendo exceder isto, sem esquecer do vínculo com o Grupo de Oração, que é onde todos devem se reunir.


Consultórios Matrimoniais




  1. É um pedido do Papa João Paulo II, cuja finalidade vem de encontro às dificuldades enfrentadas pelos casais e famílias de nosso tempo.

  2. Para que isto torne-se uma realidade precisamos formar casais que possam atender outros casais, ouvi-los, acolhê-los, e orar com eles, para que Deus os ilumine e os auxilie no encontro da solução de seus problemas.

  3. Estes casais que farão atendimentos devem ser pessoas de muito discernimento, conhecedores das problemáticas de um casal (família), muita ética (guardar sigilo), serem formadas pela secretaria Ágape e secretaria Rafael, para os momentos de oração de cura e libertação. Casais equilibrados e com testemunho de vivência conjugal.

  4. Devem ter disponibilidade de tempo em algum momento na semana para que possam criar uma rotina de atendimento de forma que as famílias ou casais interessados em conversar e orar com pessoas mais capacitadas ou experimentadas possam buscar e encontrar ajuda e acolhimento para seus problemas.


Projeto Consagração dos Lares




  1. É uma forma de evangelizar e dispor nossos lares para a palavra de Deus, consiste em uma visita a casa de famílias que quiserem, consagrando o local e a família moradora.

  2. As equipes de visita devem ter uma caminhada, e uma formação no ministério de libertação, pois podem muitas vezes encontrarem locais que foram utilizados para magias ou outros ritos não Cristãos.

  3. Como a família é uma Igreja domestica o local que se reúne deve ser identificado por objetos e imagens cristãs, inclusive se for possível por um pequeno oratório familiar, com a imagem da virgem Maria e a Santa Cruz.

  4. Sugerimos a oração em anexo para a libertação e consagração dos lares.

  5. A família deve ser consagrada pela oração e os bons propósitos de viver o evangelho e seus desafios dentro da família. Podem ser usadas orações de livros como “Orações de poder”.


Planejamento familiar




  1. A orientação e acompanhamento para novos e antigos casais instruindo-os a viverem as orientações da Igreja quanto ao planejamento familiar, estando sempre abertos a vida mas dentro da vontade de Deus para cada lar, regular o número de filhos com o uso de métodos aconselhados pela igreja. Deve ser feito através de orientadores conjugais aproveitando, se possível os consultórios matrimoniais, ou mesmo através de pequenos cursos. Estes momentos podem ser aproveitados para rezar pelos casais estéreis, auxiliando-os psicologicamente e espiritualmente, serviço que tem proporcionado bons resultados, seja pela ação extraordinária de Deus ou seja pelo conhecimento técnico do método da ovulação. Devemos aproveitar também este espaço para instruir sobre a guarda e adoção, que são fortes gestos cristãos.


A Família e o Idoso




  1. Sabemos que em um determinado momento da vida o idoso precisa do apoio da família e que instituições jamais vão suprir a presença da família para estas pessoas. Portanto, é preciso sensibilizar as famílias e orientá-las sobre este momento da vida humana com suas características para que possam assistir a velhice de seus pais. É desejável que outras famílias possam dispor-se a viver o evangelho emprestando seu ambiente familiar para que pessoas idosas possam desfrutar das bênçãos de Deus no convívio de uma família. A família pode se abrir para adotar idosos.

  2. Com encontros familiares é possível atender esta realidade, com ensinamentos e orientações para que as famílias que têm pessoas nesta condição não as despreze acolhendo suas dificuldades e limitações, demonstrando assim, que o evangelho é para toda e qualquer momento da vida humana.


Luta Pela Vida




  1. É um desafio que exige inclusive uma mudança de mentalidade a respeito da vida e da bioética. Devemos organizar a população católica para lutar contra o aborto em qualquer momento da gravidez, pois no útero uma vida se encontra em desenvolvimento seja qual for a situação na qual foi gerada. Os casais da Secretaria Ágape podem se colocar como responsáveis ou guardas das crianças durante a gestação e depois do nascimento.

  2. A eutanásia e a distanásia, devem ser condenadas pois interferem na ordem natural da vida. A primeira que decide quando alguém deve morrer, em vista de um sentimento de que o sofrimento será cessado, porém, ignora-se muitas vezes o valor do sofrimento dentro da perspectiva cristã. Deus quer curar a enfermidade, mas o sofrimento também tem seu valor santificador, e purificador, A segunda, a distanásia, é o ato de prolongar a vida por meio de aparelhos quando o paciente já se encontra em estado de morte cerebral.

  3. Também a manipulação genética, que interfere na ordem da vida ignorando que a estabilidade existente é fruto de um avanço natural, proporciona todas as defesas necessárias para o organismo. Além de que vidas são sacrificadas in-vitro quando estas técnicas são empregadas.


Campanhas de oração e Combate Espiritual




  1. Estimular as famílias a reservarem um mínimo de 30 minutos semanais para oração. Famílias que rezam unidas permanecerão unidas. 30 Minutos de oração COM, PELA E PARA E FAMÍLIA uma vez por semana,(panfleto anexo);

  2. Dar uma dezena de seu terço para as famílias do mundo do Brasil e pela Secretaria ÁGAPE.

  3. Promover uma hora de adoração por mês pelas famílias, em nível de paróquia, diocese ou grupo de oração.

  4. Hora da Família (CNBB - http.www: cnbb.org.br);


PALAVRAS FINAIS

Novos projetos poderão ser acrescentados, na medida que novos caminhos vão se abrindo, também não devem ser abandonados os trabalhos de que já acontecem ou estão se iniciando nas diversas comunidades - paróquia, diocese ou Estado.

Queremos crescer em todos os projetos antes de acrescentarmos novos projetos, pois em cada um destes poderemos ter variações de acordo com as realidades locais. Alguns anexos poderão ajudar na implantação dos projetos, porém eles são apenas sugestões, podendo ser criados em comunhão com as lideranças outros materiais desde que mantenham o espírito e a fidelidade aos objetivos da secretaria e às orientações da Igreja em seus documentos.

Também sugerimos como base de formação além das literaturas da biografia sugerida, os cursos e apostilas do Instituto da Pastoral Familiar.

Para o êxito deste importante projeto para as famílias brasileiras, que quer contribuir com a construção do reino de Jesus Cristo, contamos desde já com suas orações, unidos a toda a Igreja, para a formação da família do TERCEIRO MILÊNIO.
BIBLIOGRAFIA DE APOIO SUGERIDA:


  • Exortação Apostólica Christifideles Laici

  • Exortação Apostólica Familiaris Consortio

  • Carta Encíclica Evangeliam Vitae

  • Carta às Famílias – 1994

  • Documentos do Concílio Vaticano II:

Gaudium es Spes

Lumen Gentuim

Apostolicam Actuositatem

  • Catecismo da Igreja Católica

  • Conferências Episcopais dos Bispos do Latino-Americanos:

Puebla

Santo Domingo



RECOMENDAÇÕES E CONCLUSÕES



O desafio de evangelizar e formar a família, em vista do reino de Deus, é algo que está acima das forças humanas, pois vemos uma crescente destruição dos valores que sustentam a família, o crescente enfraquecimento das instituições, o avanço da drogas, da individualidade, a cultura anti-vida, são grandes demônios, que querem gerar o desespero, e a destruição.


Poderíamos então perguntar, como vencer este desafio? Como não desanimar quando até entre os cristãos vemos o desanimo ou a fuga de tratarem desta realidade? A resposta vamos encontrar, nas palavras do anjo a virgem Maria quando da anunciação; “Aos homens isto é impossível mas a Deus nada é impossível”.

Diante desta palavra que levou coragem a Mãe de Deus, o forte “Não temas”do anjo somada as centenas de passagem onde o próprio Deus dizia aos seus escolhidos “não temas”, mostrou a Maria que o projeto não seria seu mas do próprio Deus, Jesus viveu no lar de Nazaré durante trinta anos antes de seu ministério público, um sinal evidente de que a família é um projeto que precisa de tempo e esforço para ser implantado, e que é dele que parte a força do ministério, como vemos no ministério de Jesus, assim também será no nosso, e sabemos pela experiência com o ministério de cura interior que as feridas causadas na família e as maldições e heranças familiares nos acompanham, e para sermos verdadeiramente livres, Jesus vem sempre nos libertar destas feridas interiores, no entanto precisamos fechar estas brechas.

Isto só é possível com uma forte evangelização familiar e com a força do batismo no Espírito Santo. Deus escolheu para seu filho um pai adotivo Justo e uma Mãe santa, enquanto permitiu que seu filho único passasse, por muitas dificuldades, um pai em fuga enquanto um assassinato de crianças ocorria por sua causa, um nascimento extremamente pobre, abandono de amigos, incompreensão dos parentes, mas Deus deu-lhe condição com a harmonia conjugal de sua casa, para reunir as condições necessárias para que pudesse responder à sua missão, dando a sua vida por todos nós.

Não vamos esmorecer, mas avançar pois a terra prometida é nossa, e de nossas famílias.



A Secretaria Ágape é uma ação evangelizadora para a família e portanto esta inserida dentro da pastoral de conjunto na Pastoral Familiar, que é o organismo maior que reúne o conjunto das ações pela família, desta maneira não somos uma força paralela mas que caminha dentro dos diversos objetivos da pastoral no Brasil, contribuindo com nossa prática e com a experiência dos carismas para a edificação de toda a Igreja a partir da Igreja Domestica que é a família.


Sabemos que muitas vezes ocorrem desentendimentos, e falta de compreensão por todos os lados mas temos que ter claro que somos uma ação com uma forma especifica mas dentro de um todo.


ANEXOS



TEMAS PARA APROFUNDAMENTOS

ANEXO I

ESPIRITUALIDADE FAMILIAR

Na tradição judaica e estudando o antigo testamento, a antiga aliança valorizava a família como fundamento social, também em diversas culturas antigas e em especial a Romana, a família era a base social.

Na antiga aliança era missão do pai ensinar o Tora, isto é a palavra a toda a família e a esposa deveria acender a vela da oração no Shabat, o dia do descanso.

Ensinar a fé era um ato memorial que deveria ser passado de pai para filho, vemos isto de forma clara nas principais festas judaicas narradas no antigo testamento, como a Páscoa que ensinava como Deus libertou o povo de Israel da escravidão do Egito, a festa das tendas que lembrava o tempo que o povo passou no deserto vivendo em tendas, etc.

No novo testamento, Deus dá uma dignidade extraordinária á família ao escolher uma família de Nazaré para o nascimento de seu filho unigênito. Poderia Deus ter enviado seu filho de muitas maneiras, mas escolheu que Ele nascesse em uma família, de uma mãe santa e concebida sem pecado e de um pai adotivo justo, alias, o único personagem do novo testamento a receber este titulo.

A Família de Nazaré expressa de forma profunda o chamado à intimidade com Deus para toda a família do gênero humano.

Nas primeiras comunidades, como na Romana, famílias inteiras eram batizadas e nas catacumbas se reuniam para rezar como comunidades familiares, verdadeiras Igrejas domesticas. A carta a Diogneto, que datava dos primeiros séculos da cristandade, tratava da vida dos cristãos e dizia que os mesmos guardavam o leito conjugal sem mácula, cumpridores da lei, e em suas casas cultuavam ao seu Deus. Tal relato demonstra como logo cedo na família se formava a fé.

Na história da Igreja há inúmeros exemplos da fé sendo vivida em cada lar, como o caso de Santo Agostinho e sua mãe Santa Mônica, os pais de São João Maria Vianey, os pais de Teresa de Lisieux... Como nos diz os bispos conciliares “Os pais tem a missão de ensinar os filhos a orar e a descobrir sua vocação de filhos de Deus.”LG,11 Que o exemplo dos santos nos faça construir uma verdadeira cultura cristã no mundo, a civilização do amor.

Hoje encontramos uma cultura anti-família cristã, pois apesar de encontrarmos sinais de preocupação por parte das autoridades políticas, dos sociólogos e filósofos modernos. Esta preocupação legitima acaba por considerar que qualquer tipo de união pode ser considerado uma célula familiar.

Porém quando a família considerada não é a família cristã, lhe falta um algo mais capaz de unir e de fortalecer os vínculos diante das crises, hoje normais dentro da família. Este algo mais é o sinal da graça cristã, que é alimentada pela oração e que amadurece no trabalho santificado do dia a dia, no ensino das crianças pelos pais, na reunião para irem juntos participar do sacrifico da santa missa, ou mesmo quando podem se reunir com uma imagem de Nossa Senhora, para em família ou junto com vizinhos, poderem partilhar a palavra de Deus ensinada pelos pais.

Por isto a Igreja nos ensina “A Salvação da pessoa e da sociedade humana estão intimamente ligadas á condição feliz da comunidade conjugal e familiar.”GS,47

O homem apesar de indiviso, é um ser físico, psíquico, espiritual, e se uma destas áreas for desprezada, somos como aleijados.

Na família, no matrimônio, a comunhão é o sinal sacramental e se uma destas áreas não está em comunhão, aquela relação está doente e precisa de cuidados.

Se no matrimônio, o físico, a sexualidade, o carinho, a relação conjugal não acontece, a união está comprometida.

O mesmo quando não há diálogo, aceitação, e vivência dos costumes, falta o companheirismo, conseqüentemente não há união que resista a afetos desordenados.

Da mesma maneira se não há oração conjunta da família, a união está comprometida, deficitária, pois sua dimensão espiritual, que modela a imagem e semelhança de Deus com a qual fomos criados, vai se deteriorando, e ficamos mutilados, privados do mistério da verdadeira comunhão, aquele que foi comparado com o mistério entre Cristo e sua Igreja. EF5,31-32



João Paulo II formou no começo do seu Pontificado o Instituto para família, na Familiares Consorcio fala das famílias missionárias. Elogiou e beatificou cônjuges na história da Igreja, famílias de mártires, como as de Natal no Rio Grande do Norte. Apontou que suas beatificações eram para apresentar modelos para a Igreja e para a Sociedade.

“Elemento fundamental e insubstituível da educação para a oração é o exemplo concreto, o testemunho vivo dos pais: só rezando em conjunto com os filhos, o pai e a mãe, enquanto cumprem o próprio sacerdócio real, entram na profundidade do coração dos filhos, deixando marcas que os acontecimentos futuros da vida não conseguirão fazer desaparecer.”FC,60

Portanto precisamos começar a fazer de nossas casas uma Igreja doméstica com toda a sua dimensão missionária própria da vida da Igreja, a dimensão formadora, a dimensão litúrgica, e de instrumento de Deus para instaurar seu reino no meio do mundo ao mesmo tempo que já é vivido em semente dentro dela, está dimensão eclesial se completa diante da grande comunidade Cristã, a Igreja Católica, universal e fundamentada na pedra que é Pedro apostolo, a Igreja de Roma. Isto nos atesta o papa Paulo VI “No conjunto daquilo que é o apostolado evangelizador dos leigos, não se pode deixar de por em realce a ação evangelizadora da família. Nos diversos momentos da história da Igreja, ela mereceu bem a bela designação de Igreja doméstica (LG,11). Isto quer dizer que em cada família cristã, deveriam encontrar-se os diversos aspectos da Igreja inteira. Por outras palavras, a família, como a Igreja, tem por dever ser um espaço onde o evangelho é transmitido e donde o evangelho irradia.”EN,71

A força do evangelho para todas as nações precisa da energia da fé vivida dentro da experiência familiar, onde pais e filhos tem a oportunidade de pela vida cotidiana e pela oração individual e familiar, gerarem uma nova civilização, baseada na solidariedade, fraternidade e amor.

Para isto é preciso que se crie em cada lar um espaço familiar ao mesmo tempo humano e divino, como a encarnação do Verbo propiciou ao gênero humano no seio de Maria Santíssima, este espaço divino com o silencio e a partilha, com momentos fortes da presença de Deus e da limitação humana, que encontramos nas diferenças nas personalidades ainda não restauradas, e nas dificuldades, sociais, encontradas dentro do mundo do trabalho e do lazer.

É grande a oportunidade de manifestar o amor de Deus pelo perdão pela reconciliação e pela experiência do dar-se totalmente que acontece na relação matrimonial e na relação entre pais e filhos, que buscam a harmonia da entrega.

A encíclica Familiaris Consortio, do Papa João Paulo II, no numero 59 “A comunhão na oração é, ao mesmo tempo, fruto e exigência daquela comunhão que é dada pelos sacramentos do batismo e do matrimônio....A dignidade e a responsabilidade da família cristã como Igreja doméstica só podem, pois, ser vividas com a ajuda incessante de Deus, que não faltará, se implorada com humildade e confiança na oração.

Santo Irineu dizia que a “Gloria de Deus é o homem vivo”, e a vida do homem está sempre ligada a uma família, que se torna lugar sagrado conforme o papa João Paulo II ao afirmar “Família é o santuário da Vida”CF,11 e como santuário da vida, logo pensamos na criança que deve vir a trazer a alegria do lar, sem impedimento mas acolhida e amada, porém creio que esta afirmação na mesma linha do catecismo que aponta a família como Igreja doméstica quer nos ensinar algo mais, quer mostrar aos que são chamados a esta vocação que é preciso faze-la digna do titulo que recebe, da vocação a que é chamada.

É gerando este espaço santo em nosso lares que poderemos responder aos apelos sociais dos dias de hoje pois a ordem de todas as coisas dependem de homens e mulheres que nascem e são formados em seu caráter dentro de um lar e dirigirão o mundo ou intervirão nele mesmo diante do mais humilde dos serviços para que seja prestado com o espirito evangélico de que o estamos fazendo para o próprio Deus uma vez que o homem é sua imagem e semelhança.

Este desafio só é possível pela educação responsável das crianças o acompanhamento dos jovens e testemunho dos casais, por isto a oração no lar é o local da partilha do encontro e da abertura para as necessidades de todos, é o principio da organização evangélica. Mas precisa de uma clareza de objetivos meditando com profundidade na palavra que se revela, buscando não só lições morais mas também uma abertura para o mundo e isto só é possível transformando os lares em locais de verdadeira oração e celebração da vida.
Para melhor discutirmos este assunto sugiro que apontemos caminhos para responder a este apelo da oração em nossas casas?
Como gerar uma verdadeira espiritualidade familiar, que promova a justiça social e o acolhimento da vida?
Como fazer do trabalho e dos afazeres cotidianos um instrumento de construção de uma espiritualidade encarnada mas também voltada para o absoluto de Deus?
Como Criar um espaço divino em cada lar diante da agitação, do barulho, e dos problemas de moradia?
Como propagar a necessidade de uma espiritualidade familiar?


Sidnei O. Telles Filho e Rosemar dos Santos Telles



ANEXO II

HARMONIA CONJUGAL


Jaime Crozatti

Márcia t. Lonardoni Crozatti

Sidnei Oliveira Telles Filho

Rosemar Santos Telles


Í N D I C E

I – INTROCUÇÃO, 03


II – UNIÃO, 05
III – CONSTRUINDO A UNIÃO NO DIA-A-DIA, 07

1 – A separação no contexto total, 07

2 – A valorização, 08


  1. não depreciar, 08

  2. valorizar, 10

3 – Companheirismo, 11

4 – Questão econômica (ou financeira), 12

5 – Diálogo, 14
IV – CONCLUSÃO, 15




I – INTRODUÇÃO


De acordo com o plano que o Senhor Jesus tem para nós, suas criaturas, o casamento tem um objetivo. Casamento não é uma convenção humana, um acordo no papel (que realmente não vale nada).

O casamento não é uma necessidade biológica para homem e mulher legalizarem a atividade sexual. Também não é uma necessidade social, para a vida ficar nos moldes da sociedade. Da mesma forma, não é uma necessidade psicológica, para homem e mulher terem vida afetiva, para não ficarem em solidão.

O casamento está contido no plano de Deus. Somente irá funcionar no contexto que Deus planejou. Nesse ensinamento iremos pensar se nosso casamento está de acordo com esse plano. Iremos conhecer o plano de Deus para nosso casamento, para o casamento de todo homem e mulher. Isso será de muito proveito para todos, pois nós não somos donos da verdade. Deus, sim, é absoluto. Conhece exatamente como é fácil para o homem e a mulher encontrarem a felicidade no relacionamento conjugal.

Sempre que Deus quer falar sobre a relação entre homem e mulher no casamento, usa como exemplo a sua relação de amor eterno com seu povo, a igreja. Como Deus ama o seu povo, doando-se até à morte, assim também homem e mulher devem doar-se mutuamente no casamento. Concluímos daí, que Deus usa o casamento como uma forma pedagógica muito simples de nos ensinar qual o caminho correto. É o que vemos no Livro do Apocalipse, no capítulo 21, verso 2. Também na encíclica do Papa João Paulo II, O papel da família cristã no mundo de hoje: “O relacionamento marido e mulher é, para os filhos, testemunha da salvação”.

Este Plano de Deus, nas palavras do Pe. João Mohana, “...pode produzir o céu sobre a terra”.

Estudaremos o versículo de Gn. 2,24 que resume tudo o que Deus quer dizer sobre o casamento, citado também em Mt. 19,5, Mc. 10,7 e Ef. 5,31.

“Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne”. (Gn 2,24)


3

Este versículo se divide em três partes:



  1. abandono;

  2. união;

  3. tornar-se uma só carne.

O item “a” já foi estudados no ensinamento anterior. O item “c” será estudado em ensinamento específico. Veremos agora, a respeito da UNIÃO.





II – UNIÃO

Quando nos casamos, fizemos uma escolha. Decidimos deixar a casa de nossos pais, nossa posição de filhos e com ela, muitas felicidades. Investimos na pessoa com quem acreditávamos seria possível viver uma vida feliz.

Se, realmente tomamos esta decisão, estamos colocando os “dois pés” no mesmo barco. Significa que só temos um ao outro, unimo-nos. Investimos 100% de nós.

A tradução exata do hebraico da palavra unir é: estar preso, colado, cimentado. Portanto, é uma união indissolúvel. É uma aliança que fizemos com Deus e com o outro, diante do sacerdote e da comunidade. É o momento do sacramento do matrimônio, onde Deus derrama suas graças sobre o casal e os capacita a viver uma nova vida.


Por que desta união? Qual o contexto de Deus para nossa união?
Em Gn. 1,27, vemos que Deus criou o homem e a mulher para que se completem, e criou uma só mulher para Adão e um só homem para Eva. Só precisavam um do outro para ter realização completa.

No mundo, o que vemos é que o homem deve ter uma esposa para a casa, uma amante para o sexo e uma amiga para ser companheira. Confira a opinião de Deus sobre infidelidade conjugal em Mal. 2, 13-16.

Vamos ver a opinião de Jesus em Mt. 19,3-9 sobre a separação, do divórcio. Na época de Moisés, o povo estava perdido, escravizado, em decadência, com os corações endurecidos, devido à convivência com os egípcios e seus ídolos. Hoje, temos situação semelhante: coração endurecido, ausência de

Deus no coração do homem. Este mundo aceita o divórcio, mas Jesus diz: “No começo não era assim”. Jesus nos chama, nos clama a voltar ao plano original do Pai, onde o casamento é indissolúvel.

O casamento e a família são o local perfeito para o exercício do amor e do perdão, onde os filhos experimentam a presença de Deus.

Este é o momento de tomarmos uma decisão: Qual o modelo de casamento queremos seguir?



  • A proposta de Deus, ou

  • A proposta do mundo.

Deus nos chama a aperfeiçoar a união no casamento. Talvez recomeçar do zero. Ele sabe que temos dificuldades. Porém, vamos buscar a solução onde ela existe: em Deus. O reino de Deus é para aqueles que sabem que precisam de ajuda e que têm coragem para escancarar suas vidas, permitindo que a graça de Deus, no sacramento, possa atuar.

III – CONSTRUINDO A UNIÃO NO DIA-A-DIA




  1. A SEPARAÇÃO NO CONTEXTO TOTAL

Tudo o que afasta um do outro rompe a união perfeita, está contra a ordem de Deus: “O que Deus uniu o homem não separe”. O rancor, as mágoas, a distância, a indiferença, vão criando a separação. São como tijolos que vão construindo um muro entre os dois. Este muro vai se tornando tão sólido e alto, que muitos casais não sabem sequer por que querem o divórcio. Já não têm mais nada em comum.

A palavra de Deus nos ensina como evitar a criação deste muro: Ef. 4,26.

O que esta união significa, na prática, é que marido e mulher estão mais próximos um do outro do que qualquer outra pessoa ou coisa. Um é para o outro mais importante do que a casa, o lazer, os amigos, o trabalho.

Para o marido:

O homem, quando se casa, acha que já fez sua conquista. Agora se preocupa com outras coisas como a profissão, os negócios, carro, etc. A esposa fica em segundo ou até mesmo último plano. É uma governanta que está ali para servi-lo. “Ela que seja feliz com o que tem”, é o que muitos maridos pensam.

Um fato muito importante que contribui para a separação, é a ausência do marido no lar.


  • Está em casa de sempre de passagem;

  • Não tem o que fazer em casa;

  • Prioridade para o próprio lazer;

  • Prioridade para a realização profissional.

Como se sente sua esposa?

Para a mulher:

A mulher, quando se casa, devido ao excesso de obrigações e trabalho, começa a viver em torno da organização da casa. O marido passa a fazer parte da rotina como um móvel, um objeto no meio de todas as tarefas que têm a cumprir. Está ali como alguém que atrapalha, não como a razão de tudo aquilo.

Pare! Observe a pessoa que está a seu lado. Seu compromisso de união é com ele. Lembre-se da bênção matrimonial específica para você, que foi realizada pelo padre no dia do seu casamento.

O resultado de toda essa inversão de lugares e de importância, é que os casais podem às vezes viver a vida toda perto, mas estão na verdade separados. Constroem um relacionamento frustrante, superficial, sem graça. Então, mais e mais vão buscando satisfação fora do casamento.

Daí, chegamos à seguinte conclusão: para fortalecer a união é preciso amar, não buscar os próprios interesses; abafar o egoísmo e ceder; morrer um pouquinho, para que nasça a união.



  1. VALORIZAÇÃO

a) Não depreciar: Quando namoravam viam boas coisas um no outro. Depois do casamento, devido aos problemas e à rotina, surge uma tendência a salientar no outro somente pontos negativos, já que com o tempo, o companheiro(a) se expõe, se revela, tira as máscaras. É visto(a) em todas as situações possíveis. Enfrentando problemas, cansado(a), alegre, etc.

Como resultado, os defeitos se avolumam, viram uma montanha. Devido ao excesso de visão crítica, os olhos do esposo(a) não olham com amor e compreensão necessários. De repente, o companheiro(a) já não tem nada que inspire amor. Tudo piora quando queremos que o outro seja do nosso jeito. Aí surgem as cobranças.

Se não há nada de bom, nenhuma admiração, aparecem o desespero, a falta de atenção e humilhação, que vão diminuindo o outro a ponto de

ir se tornando um traste, uma pessoa amarga, sem motivação ou que se coloca sempre na defesa.

É preciso amor, compreensão e respeito. Tentar ver o companheiro(a) com os olhos de Deus.

Para o marido:

Se sua esposa não é a mulher que você esperava, como a antiga namorada ou a moça agradável e bonita que acabou de conhecer, você é responsável. Passou o tempo todo apenas exigindo dela, não lhe dando chance de viver, diminuindo sua mulher.

Ler I Pedro 3,7.

O que é respeitar sua mulher? Chamá-la ou julgá-la inferior. Agredi-la moral e fisicamente, não se interessar por nada do que ela acha importante, humilhá-la?

Vamos ver algumas situações de desvalorização:

- Humilhação: uma pessoa humilhada é uma pessoa destruída. Acaba assumindo que não serve para nada, de tanto ouvir sobre isso.

- Não partilhar problemas de trabalho ou de dinheiro por que julga a esposa incapaz de entender.


  • - Chega em casa e não nota a presença da esposa. Passa por ela como se fosse mais um móvel.

- Critica ou não aprecia a aparência da esposa. Porém, nunca coopera para que descanse ou tenha um pouco de tempo consigo mesma. - Usa dinheiro sempre para as próprias prioridades. As prioridades da esposa podem esperar, você pensa.

- Não gasta tempo para apenas ficar em sua companhia, ajudando em casa ou estando ao seu lado. Jamais deixa de ir ao churrasco, futebol ou TV.

Para a esposa:

Se seu marido não é exatamente o homem que você esperava, lembre-se de que a mulher é quem dá a conformação ao homem. Você ajudou a fornecer a matéria-prima para que ele fosse o que é hoje. Uma situação muito comum é que a esposa passe a vida toda olhando os defeitos e criticando o marido:

- Não administra bem os negócios, nem toma as decisões certas;


  • Não sabe corrigir os filhos;

  • Humilha-o dentro de casa e fora dela sempre dando-se Alfinetadas, às vezes critica-o na frente de outras pessoas;

- Não é capaz de me dar a vida que eu queria.

b) Valorizar:


Para o marido:

É preciso valorizar a natureza diferente, porém sensível da mulher. Ela não é mais “mole” ou mais boba, que chora à toa. É mais sensível, e esta sensibilidade que enriquece a vida do casal. Coisas que você nem nota, que sua mulher acha muito importante e de fato o são (comparação da sensibilidade do búfalo e da borboleta).

Para a esposa é importante estar junto, que você se sente ao seu lado, segure a sua mão, diga que a ama, mesmo que isto lhe pareça óbvio. Você pode dizer: “Sou bom marido e ela ainda reclama!”. A esposa sente quando não é a prioridade na sua vida.

Importante: é preciso ter percepção das necessidades do lar. Muitos maridos vivem sua rotina calmamente e não percebem sua esposa cansada, sobrecarregada, decepcionada, carente, não dando conta dos problemas com os filhos. Você não percebe nada e ainda diz que ela reclama muito.

Reconheça seu esforço, qualidades, personalidade, doação, etc...

Para a mulher:

Faça uma lista com os defeitos do seu marido, coloque-a diante de Deus, pedindo para mudar no que for possível e aceitar o que for preciso, dando-lhe a conformação correta. Depois, queime-a.

Dedique-se agora a procurar as qualidades de seu marido. Veja sua dedicação no trabalho, seu jeito de ser (sério, divertido, atencioso, etc.). Lembre-se de dizer-lhe que aprova suas atitudes.

Dois pontos importantes:

- Não adote posição de vítima: de autopiedade, sempre se queixando. Assim seu coração vai ser armado contra seu marido, criando barreiras. Não seja rabugenta e ranheta, ele não precisa disso. Precisa de alguém que o acolha, precisa sentir-se bem ao seu lado. Não o empurre para fora de casa. Com certa os amigos do bar, do futebol, irão acolhê-lo muito bem.

- Adapte-se ao seu modo de vida: amigos, passeios, comida. Seu marido precisa de uma companhia agradável. Isso vai gerar nele respeito e admiração por você, e vai começar a dar importância também às coisas que você gosta. Tudo isso faz parte da sua doação, sua santificação.

3) COMPANHEIRISMO
É preciso que o casal tenha tempo para a convivência, para serem cúmplices na vida.

Seja para sua esposa, seu esposo, o melhor amigo, aquela pessoa com quem você pode falar tudo e de tudo, revelar-se. Como o amigo ou a amiga de adolescência. Alguém com quem possa dizer: “puxa! Fiz uma besteira, estava errado(a)”, sem medo de ser criticado. Contar os sentimentos bons e ruins, sem ser repreendido.

Esposa: o seu marido precisa ter com quem dividir as coisas. Preste atenção no que para ele é importante, mesmo que para você não seja o assunto predileto.

Marido: sente-se ao lado da sua mulher para lhe dar chance de conversar, de dividir os problemas de casa ou do seu trabalho fora, de reclamar um pouco; ou será que se ela diz: precisamos conversar, você responde: fala logo, o que você quer?, estou saindo.

Seja apoio, incentivo para todas as alegrias e dificuldades. Nas madrugadas, com o filho com febre, seja companheiro e fique ao lado, orando, amando.

As tarefas de casa não devem ser executadas somente pela mulher. Não é demérito para o homem lavar a louça, varrer o chão, lavar a fralda do neném. Todas as tarefas precisam ser divididas.

Devem enfrentar todas dificuldades da vida juntos. Dois juntos multiplicam-se para resolver um problema. Desde o mais simples como um chuveiro quebrado na hora de sair, até problemas sérios com os filhos ou falta de dinheiro, etc.

Os momentos de lazer devem ser partilhados. Se não houver condições de saírem juntos para jantar com regularidade, ao menos uma volta na praça para uma pipoca ou sorvete, ou simplesmente passear de mãos dadas, como faziam antes do casamento. Os compromissos da vida ou os entretenimentos individuais, não podem roubar estes momentos preciosos do casal.



4) QUESTÃO ECONÔMICA (OU FINANCEIRA)
Quando tratamos do dinheiro, devemos abrir os olhos para percebermos como o mundo nos influencia para o consumismo. A todo momento somos bombardeados de mensagens que apelam injustamente, para que consumamos de tudo. É preciso dizer não.

A ambição de querer e ser mais que as outras pessoas, é um sentimento muito presente em nós. É uma das tentações pela qual Jesus passou. A vontade de ter e ser mais que os outros cria em nós insatisfação. Somente Deus, com seu amor infinito, pode nos satisfazer plenamente. Voltemo-nos a Ele, sempre.

Para vivermos a questão financeira no casamento, sugerimos alguns passos:

- Vencer a ambição. Corrigir-se mutuamente com amor para evitar o desperdício do dinheiro. O salário do trabalho justo é bênção de Deus na vida do homem e da mulher.

- Jogo aberto – não esconder nada: o casal deve saber, sem constrangimentos, quanto é a renda da família, mesmo se somente um dos dois trabalha fora. Isto dá condições a ambos de tomarem decisões juntos e conscientes. Sabem até onde podem ir nos planos financeiros. Dialogando sobre este plano, devem chegar a uma conclusão comum das prioridades, do que fazer com o dinheiro, independente se ele é pouco ou muito.

A mulher possui a capacidade de perceber as coisas ruis no ar. Parece que possui um radar que detecta as dificuldades. Muitos maridos perdem a grande oportunidade de contarem com uma conselheira notável e acabam fazendo negócios errados por simplesmente acharem que ela não é capaz de entendê-los.

- Planejar e organizar a vida financeira. Todo casal deve fazer, periodicamente, seu orçamento de ganhos e gastos. Pode ser usado um caderno para anotar todas as despesas e ganhos do mês, mesmo que estas não sejam de fácil avaliação. Juntos, com esta anotação, saberão exatamente quanto poderão dispor para os investimentos extras.

- Deus provê todas as necessidades, pois valemos mais do que os lírios dos campos ou as aves do céu. No livro de Malaquias, no capítulo 3 versículo 10, encontramos um desafio feito por Deus a respeito do dízimo.


“Pagai integralmente os dízimos ao tesouro do templo, para que haja alimento em minha casa. Fazei a experiência, diz o Senhor dos exércitos, e vereis se não vos abro os reservatórios do céu e se não derramo a minha bênção sobre vós muito além do necessário. (Malaquias 3,10).

Não se trata de um comércio com Deus, mas sim de um passo de fé. Deus nunca decepciona aqueles que vivem de uma forma arrojada a sua fé. O casal deve procurar sua paróquia para oferecer sua contribuição financeira. Não deve ser uma esmola. Deve ser uma contribuição significativa, dentro das possibilidades de cada família. Porém, com arrojo e desprendimento.



5) DIÁLOGO
O diálogo no casamento é como o sol e a água para as plantas. Sem o diálogo, o casamento irá secar.

O Padre John Powel, no seu livro O segredo do amor eterno, coloca a grande importância do diálogo em seus variados níveis, para a sobrevivência do relacionamento de amor profundo no casamento.

No diálogo, marido e mulher devem sair do egocentrismo. Não é mais minha vida, mas nossa vida. Como irão se conhecer intimamente, se não houver partilha, inclusive de sentimentos.

Diálogo NÃO é trocar alfinetadas: nossa tendência de guardar os fatos em que houve mágoas como trunfo para usar na hora certa. Acusar o outro de sus erros e usá-los como justificativa para a vingança. O primeiro passo para acabar com isto, é estar disposto para queimar o arquivo dos fatos, pedir perdão e perdoar.

Dialogar é mais do que conversar. Possui três níveis:

1 – não comprometedor: traçar observações;

2 – falar sobre algo: contar os fatos ocorridos, as coisas do dia-a-dia;

3 – de sentimentos: contar o que sente em diversos momentos. É o nível mais profundo dos três. Neste nível há uma partilha de vida que irá gerar compromisso entre ambos.

No diálogo de sentimentos, há um nível mais profundo de diálogo. Deve-se expor o que sente diante de uma situação. Exige revelar-se, tirar as máscaras, não ter medo de se tornar vulnerável para o outro, não ter medo de mostrar os pontos fracos, pois sabe que o outro está colhendo e amando.

IV – CONCLUSÃO
Após termos estudado o caminho para vivermos a plenitude do plano de Deus no casamento, resta-nos agora possuir a disposição para colocá-lo em prática.

Sabemos que é difícil, que dói, que é árduo, que muitas vezes precisamos morrer. Porém, sabemos que é compensador, pois a Bíblia Sagrada diz: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram o que Deus tem preparado para aqueles que em vida o amar”.

O casamento é uma forma concreta de viver a fraternidade e a profundidade do amor de Deus. É um caminho de santificação, cuja recompensa será a felicidade eterna, que poderá ser sentida aqui, ainda nesta vida.

ANEXO III

RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA

SECRETARIA ÁGAPE

Seminário resumido com enfoque em relacionamento conjugal



INTRODUÇÃO




ORINETAÇÕES PARA O DIRIGENTE

No objetivo central, este seminário não difere dos que a RCC realiza e que são uma grande benção e força renovadora para a Igreja. Ao ser destinado a casais, procura direcionar alguns aspectos essenciais de cada tema para as questões de relacionamento próximo. Assim, liga o amor de Deus à dignidade e valor da pessoa que são requisitos para o relacionamento conjugal e para todos os relacionamentos cristãos. No caso do pecado, busca refletir um pouco sobre aquilo que na vivência do relacionamento próximo, mesmo que de modo sutil, fere o projeto de Deus. Assim, em cada tema, se incentiva a vivência básica do projeto do Criador, para os relacionamentos: conjugal, familiar e relacionamentos próximos.



ZELO DO DIRIGENTE OU EVANGELIZADOR

O evangelizador que ama a Deus, trabalha na messe no estilo Bom Pastor. Cuida com carinho, de si e do rebanho resgatado com o sangue do Filho de Deus. Assim, vai procurar:


Ser testemunha
O testemunho do evangelizador deve ser verdadeiro e transparente. Logo, não pode mostrar alguém perfeito, o que não seria verdadeiro. Por outro lado, estando num processo de conversão, deve poder testemunhar superação de algumas barreiras que o separavam do amor de Deus; que o impedia de experimentar o amor do Pai.


Não superioridade

O evangelizador, seguindo o exemplo do mestre, não se coloca acima de (como superior a) qualquer pessoa. Ele se lembra que, como os demais, depende da graça e misericórdia de Deus para ser justificado e salvo. Assim procedendo, seu testemunho e anúncio são mais eficazes.



Facilitar o entendimento ilustrando com exemplos

Na abordagem do aspecto relacionamento, em cada tema, ilustrar com exemplos, de preferência pessoal, tanto no aspecto de limitações, como nas iniciativas de crescimento, destacando a força da graça de Deus neste crescimento e os efeitos para si, para o cônjuge e para a família.



Discernimento

A misericórdia de Deus é o mais cativante elemento da evangelização. Nunca é demais recorrer a ela. É indispensável mostrar que todos nós, até os mais santos, dependemos da misericórdia de Deus para sermos salvos. Por outro lado, esta misericórdia não veio abolir a lei do próprio Deus mas desafiar-nos a irmos além do cumprimento da lei. Olhando para este aspecto, o evangelizador não abre espaço para a permissividade moral que hoje representa um grande mal para os relacionamentos, ferindo a pessoa, o casal, a família, a Igreja e a sociedade.



Abertura

Nada impede, pelo contrário, é recomendável que noivos, namorados e casais em segunda união estável participem deste seminário e que possam ver os caminhos de Deus para o relacionamento conjugal, como resposta de amor do Pai para os problemas da cultura que propaga os relacionamentos provisórios.



Oração

Ao entrar para o trabalho na messe, nosso zelo deve nos mover a fazer tudo como se os resultados dependessem de nossa preparação e esforços, mas ao mesmo tempo, devemos ter a clara consciência de que todo nosso trabalho é inútil sem a graça de Deus. A oração fervorosa é o canal da graça e do poder de Deus.



MOTIVAÇÃO/PREPARAÇÃO

Para qualquer pessoa, o bem mais precioso que possui é a vida, sua e de seus entes queridos. Diante da ameaça iminente de morte, a pessoa de qualquer grau de instrução ou nível social perde a capacidade de pensar e experimenta extrema ansiedade. Este bem precioso é dom de Deus que oferece também a vida eterna.


Desconhecer ou ignorar esta oferta de Deus, a vida eterna, é perda irreparável e inestimável para qualquer ser humano, mesmo que tenha sido privilegiado em termos de bens e gozo temporal.
Todos os demais bens que o mundo possa nos oferecer, tornam-se insignificantes diante do tesouro que é a vida eterna – dom de Deus, para toda e qualquer pessoa. - Este presente de Deus é o que chamamos de Boa Nova. É, de fato, notícia incomparável, capaz de dar sentido à vida da mais decaída e desanimada criatura, capaz de transformar o interior da pessoa humana, já nesta vida temporal.
Acolher esta Boa Nova é a experiência que cada um de nós é chamado a fazer nesta série de encontros.


SEMINÁRIO EM 7 REUNIÕES





  1. O AMOR PESSOAL E INCONDICIONAL DE DEUS POR VOCÊ.

Todos apreciamos a liberdade, mas na vida moderna, muitas vezes, pensamos que somos livres e estamos sendo manipulados e dominados. Somente Deus respeita totalmente nossa liberdade! Somos livres até para rejeitá-Lo.


Ele poderia, com qualquer pequeno gesto, nos coagir a aceitá-Lo, mas não o faz. Deus ama a cada um de nós, bons ou maus, incondicionalmente! E assim não nos coage. Seu amor é gratuito! Para bons e maus Ele oferece o calor e a luz do Sol, a vida, o ar que respiramos e todos os recursos da criação, sem qualquer sinal publicitário. (Imaginem uma faixa luminosa, anexada ao Sol, com a inscrição: “Esta é uma oferta do Criador”). Isto seria suficiente para coagir-nos a aceitá-lo!
Deus ama você sempre, independentemente do como você viveu, o que fez! Para Ele, você é extremamente importante! Verifique:

Ele o (a) criou à Sua imagem e semelhança. (Gn 1, 27). Só por isto, você possui dignidade, sem olhar para o que você faz, o quanto estudou, o que possui, etc. Você é importante porque Deus o(a) fez importante. Deus não faz pessoas ou coisas inúteis.


Deus ama você independentemente dos erros, das falhas e de todo e qualquer limite que você tenha. Ele o (a) ama sempre e incondicionalmente porque é seu Pai. A parábola do Filho Pródigo (Lc 15, 11-32) mostra este amor incondicional de Deus.
Ele declara explicitamente que o (a) ama. Veja em Isaías (Is 43, 1-5).

Desde a eternidade planejou e teceu você no seio materno. Leia o Salmo 139 (Sl 139(138), 13-16).


Sem reconhecer e aceitar seu próprio valor, a pessoa se fecha ao amor e seus relacionamentos com o cônjuge e com os filhos se tornam frustrantes. Para reconstruir o relacionamento conjugal ou para melhorá-lo é indispensável a aceitação do amor de Deus, aceitação do valor pessoal da criatura que Ele fez e que você é; a criatura que seu cônjuge e nas demais pessoas são.
Reconhecer a própria dignidade, o próprio valor, dados por Deus (e, por isto mesmo, inalienáveis e indestrutíveis) é, juntamente com o “amar a Deus” o alicerce de todo e qualquer relacionamento sadio. É indispensável para o relacionamento de casal e familiar.
Este amor perene que Deus tem por você, ver Romanos (Rm 8, 31-39), não se rompe nunca. E Deus, que o (a) criou com amor e o (a) conhece plenamente, sabe o que fez, sabe que você é bom (boa) e confia em você! São inúmeras as passagens, nas quais esta confiança é expressa! Uma delas, que nos interessa agora, é o fato de confiar a você casal, a tarefa de mostrar ao mundo como é o amor de Deus por sua Igreja, através da forma como vocês se amam. Isto é o que a Igreja chama de Sinal Sacramental do Matrimônio. É uma missão confiada a alguém em quem se confia extremamente!
Para refletir, por cinco minutos, sozinho(a):


    1. Pense em suas qualidades. Conte quantas você tem. Quantas qualidades você encontrou?

    2. Pense em seus defeitos. Conte quantos você tem. Quantos defeitos você encontrou?

    3. A partir do que pensou, você se vê como uma pessoa de valor, imagem de Deus? Tem muito mais qualidades que defeitos?

Provavelmente encontrou mais defeitos do que qualidades. Isto revela o que acontece, em geral, para quase todos nós. Achamos que não somos bons e isto não é verdade! Somos imagem de Deus!


Todos nós temos uma pobre auto-imagem.Todos necessitamos acreditar mais que somos imagem de Deus, que Ele nos ama.
Para partilhar com o grupo:
O que descobri de mim mesmo, na reflexão que acabei de fazer? O que posso e quero fazer a respeito desta minha descoberta?

Recomendável

O encontro sendo para casais, a partilha de grupo pode ser substituída ou precedida por uma partilha do casal.


Referências:
É muito importante que, por muitas vezes, voltemos a refletir, em oração, sobre os textos vistos:

Gênesis 1, 27 – Você é imagem de Deus.

Lc 15, 11-32 – O Pai sempre o perdoa e acolhe porque o ama.

Isaías 43, 1-5 – Deus ama você.

Salmo 139, (ou 138)13-16 – Deus planejou você e o formou.

Evangelho de São João 3, 16 – Deus ama você.




  1. O PECADO.

Em nosso dia a dia, diante de situações estressantes, de injustiça, de sofrimento, de morte, freqüentemente vemos pessoas se revoltarem e dizerem coisas como: “Deus não existe. Se existisse não permitiria tais coisas!”; “Se Deus me ama, como é que me deixa passar por esta situação?” Este tipo de dúvida, ora ou outra passa por nossa cabeça! Gostaríamos que Deus viesse reinar aqui na Terra e “botar” ordem, já. Impor a justiça.


A pergunta chave é esta: O que é que nos separa do amor de Deus?

E a resposta, curta e direta, é: O pecado é que nos separa do amor de Deus. Pecado é toda atitude ou ação, contra a consciência reta, que nos separa do projeto que Deus tem para nós.


Parece que está meio fora de moda falar em pecado, mas é necessário seguir a verdade e não a moda. O pecado nos separa de Deus, nos fere e ofende nosso Criador.
Vamos aprofundar esta reflexão, nos textos que seguem:


  • Todos nós pecamos – Romanos 3, 9-11; João 8, 3-11; Daniel 9, 4-7

  • Porque pecamos, nos separamos da Glória de Deus – Romanos 3, 23; Oséias 14, 1-2

  • O salário do pecado é a morte (sentido amplo) – Romanos 5, 12; 6, 23; Provérbios 8, 36

  • Nossa luta não é contra forças humanas – Efésios 6, 12-13

E todos pecamos. Nos relacionamentos conjugais, pecamos:




  • Quando usamos os dons, os talentos que Deus nos deu, para nos colocarmos acima, como superiores ao nosso cônjuge. Exemplos:

      • Sou rápido (a) e organizado (a) e meu cônjuge lento (a) e desorganizado (a). Estes meus talentos, dados por Deus, ajudam nossa vida de casal e familiar. Mas, quando estou descontente, ressentido ou irritado por qualquer motivo, uso estas minhas qualidades para me mostrar superior e causar constrangimentos a meu cônjuge. Assim agindo, feri o plano de Deus – pequei.

      • Meu cônjuge é extrovertido e tem facilidade de fazer amizades. Quando está descontente, ressentido ou irritado comigo, usa sua facilidade de aproximação com os filhos, para me fazer sentir excluído e só. Feriu o plano de Deus – pecou.

      • Em geral, todos nós temos muitas qualidades e também, todos nós, ora ou outra e freqüentemente, usamos nossas qualidades como instrumento para nos mostrar superiores ás pessoas com as quais convivemos e amamos.

  • Quando, em períodos de dificuldades ou quando cometemos uma falha, um erro e nos julgamos pessoas sem valor.

  • Quando, em momentos de irritação, ignoramos o valor de nosso cônjuge e sua dignidade e só notamos suas falhas.

  • Quando valorizamos coisas, posições sociais e de poder, mais que pessoas humanas.

  • Quando não escutamos ou só escutamos o assunto, e pior ainda, só o assunto que nos interessa e nos agrada, ignorando a importância da pessoa que quer e necessita se comunicar.

  • Quando não confiamos, não acreditamos em nosso cônjuge.

  • Quando nos fechamos no silêncio, feridos e magoados, ao invés de nos abrirmos e buscarmos a comunicação franca, sincera e aberta.

  • Quando não somos fiéis fisicamente ou em pensamentos, na área de nossa sexualidade; no sim que demos um ao outro e a Deus, no Matrimônio para sermos sinal de amor de Deus por seu povo, ou no compromisso de cristãos batizados e crismados.

Nestas e em tantas outras situações semelhantes (que ocorrem em nosso dia a dia, no convívio conjugal e familiar) nós nos afastamos do plano de Deus. Pecamos.


Enfim, todos nós pecamos nos relacionamentos conjugais e fora, nos demais relacionamentos. Reproduzimos em casa a dominação, a injustiça e os pecados sociais e também levamos para a sociedade as fraquezas de nossos relacionamentos conjugais e familiares. Ferimos o projeto do Criador e assim nós nos separamos de Seu plano de amor para nós.
Para refletir sozinho(a)


    1. O que é que eu faço melhor que meu cônjuge? Em que oportunidades uso estas minhas qualidades para fazê-lo(a) sentir-se inferior?

    2. Eu escuto meu cônjuge, ativamente, com toda a minha atenção, seja qual for o assunto? Escuto principalmente o assunto? Escuto só se o assunto me interessa e me agrada? Ou escuto só quando estou disposto?

    3. Quando estou irritado(a) ou magoado(a), me fecho e fico emburrado(a), me exalto e ofendo, ou consigo me abrir e compartilhar o que estou sentindo?

    4. A minha fidelidade integral, até de pensamento, como vai?



Para compartilhar com o grupo

Ler Romanos 3, 9-19 e Evangelho de João 8, 3-11;

Compartilhe, voluntariamente, com o grupo, alguma coisa das reflexões acima sobre a sua pessoa e a afirmação: “Todos pecaram”.

Recomendável

O encontro sendo para casais, a partilha de grupo pode ser substituída ou precedida por uma partilha do casal.


Nota:
Nas partilhas deve-se enfocar os desafios para o crescimento e não na revelação de pecados como adultério, aborto, etc. Prevenir isto evita dificuldades graves desnecessárias. Para isto a Igreja tem o Sacramento da Penitência.

Referências:
As releituras, em oração, e a reflexão sobre os textos citados são altamente recomendáveis. Ler:

Romanos 3, 9-11; 3, 23; 5, 12; 6,23 – Todos pecamos e nos separamos da Gloria de Deus.

Evangelho João 8, 3-11 – Quem não tiver pecado seja o primeiro a atirar pedra.

Daniel 9, 4-7 – Senhor, nós pecamos e nos desviamos de vossa lei.

Oseias 14, 1-2 – Foi teu pecado que te fez cair.

Provérbios 8,36 – Quem me ofende prejudica-se a si.

Efésios 6, 12-13 – Nossa luta não é contra seres humanos.


  1. O SALVADOR – JESUS CRISTO.

É impressionante como as pessoas reagem a Jesus Cristo dois mil anos depois de Sua vinda, como nosso Redentor. Uns são profundamente cativados por Ele; outros o rejeitam e perseguem e muitos ainda não o conhecem ou ficam indiferentes. Não conhecem Aquele que, vivendo em condições humildes, sem recursos, sem poder político, sem buscar promover-se, sem grandes viagens e sem a tecnologia dos Meios de Comunicação Social modernos, transformou a história da humanidade e continua transformando o interior da pessoa que livremente o acolhe. Nesta transformação interior labutam com limitado sucesso os profissionais da Educação, da Psicologia e da Psiquiatria modernas. Esta figura, ao menos sob o enfoque puramente humano, deveria provocar a curiosidade investigativa de cada ser racional, e, mais ainda, de profissionais da saúde, dos cientistas e de todos que tentam entender mais a fundo a pessoa humana, sua inteligência, sua afetividade, sua alma. É sobre Jesus Cristo, o Redentor, que vamos refletir, agora.


Como vimos no tema anterior, todos nós pecamos, e por isto, nós nos afastamos da Glória de Deus. Nos afastamos do Deus da vida, e por esta nossa natureza pecadora abraçamos a morte, como nos ensina São Paulo: “O salário do pecado é a morte” (Rm 6,23).
Diante de nossa impotência para cumprir a Lei e os mandamentos, Deus em sua infinita bondade, nos enviou seu Filho, Jesus Cristo, para que, com sua morte e ressurreição, nos oferecesse gratuitamente a redenção e a vida. Da mesma forma como o pecado e a morte entraram no mundo através de um homem (Adão), a redenção nos é dada por um só homem, Jesus Cristo (Rom 5, 12-17). Esta crença na redenção, nós repetimos cada vez que rezamos o Credo.
Qual é a importância desta crença? É que através dela nos apropriamos do supremo dom! O dom da vida eterna! O dom da salvação! Todos ansiamos pela vida. A grande Boa Nova é esta: a vida eterna nos é dada pelo Redentor, Jesus Cristo, Filho de Deus. Basta crer! Veja o que diz São Paulo em Romonos 10, 9-13.

É necessário ir além da repetição mecânica do Credo e responder com consciência, às indagações:

Você acredita que Jesus Cristo é o Filho de Deus?

Crê que Ele morreu na cruz e ressuscitou dos mortos?


Você pode fazer isto agora mesmo! Proclamar, com todo o seu ser, a sua crença! Não é necessário ficar preocupado(a) com seus méritos, pois a salvação é dom (gratuito) de Deus! Por merecimento ninguém é salvo! Todos pecamos. É pela fé que somos salvos! Veja o que ensina São Paulo (Rm 3, 21-25a; 4, 13-17).
Quando, de coração, um casal acolhe o presente da salvação, sente em seu relacionamento conjugal o início de uma vida nova, de um novo estilo de relacionamentos. Não sem problemas, mas com uma força e um poder diferentes, para confrontar as dificuldades da cultura que pressiona o Matrimônio e a família. Este casal terá então um apostolado especial na Igreja que hoje nos chama a pastorear a família. A família é projeto de Deus! O próprio Jesus Cristo quis ter família! Este casal, assim renovado, será verdadeiramente um sinal visível do amor de Cristo pela Igreja. Ele é testemunha do amor que é eterno e não “eterno enquanto dura”. É testemunha para que as novas gerações acreditem no amor, no Matrimônio – projeto de Deus – e no próprio Deus.



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