Repertório Homeopático Essencial Aldo Farias Dias Edição 2003 Sumário



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Introdução



Os repertórios de sintomas homeopáticos


All that is not given is lost”. Roger Zandvoort.

The more that is given, the more you get lost.” Kees Dam.



O Repertório é uma Referência Cruzada entre os sintomas da Matéria Médica Homeopática e os medicamentos. Considere-o como um auxiliar para encontrar o medicamento, seu Personal Remedy Finder. Karen B. Allen.

Significado das Rubricas


Você pode usar um dicionário ou os guias de estudo do repertório. Mas a melhor maneira é identificar os sintomas da Matéria Médica que deram origem à rubrica.

  • A modern Guide to the Mental Rubrics of Kent´s Repertory. David Sault, 1990.

  • A guide to Kent´s Repertory. Ahmed Currim. HIH, 1996.

  • Sintomas mentales en Homeopatia. Luis Detinis. 1997.

  • Repertório Passo a Passo. Diretrizes para o uso eficaz. CD comemorativo 20 anos GEHSH.
Rubricas

  • A primeira tarefa para a compreensão de um repertório é reconhecer como estão dispostas as rubricas e sub-rubricas, pois elas não estão na estrita ordem alfabética.

  • No repertório de Kent e nos Sintéticos há a organização em seis níveis de detalhamento. No repertório do GEHSH a notação parte do fenômeno para a localização e modalização, na ordem alfabética. Dores são seguidas do tipo de dor, sua localização e modificações.

  • A maioria das rubricas do Livro de Bolso de Bönninghausen consiste apenas de uma palavra. Ele era realmente um Mestre da Generalização e Síntese.

  • A rubrica geral expressa a idéia de vários sintomas análogos. Os detalhes e modalidades dos sintomas estão anotados nas sub-rubricas, abaixo da rubrica geral.

  • Não confundir a Rubrica Geral, isto é a rubrica principal, sem as modalizações, com as Rubricas do capítulo Generalidades. Estas expressam os Sintomas Gerais, isto é, os que dizem respeito ao indivíduo como um todo.

Generalização das modalidades


Adotada na primeira edição do repertório de Bönninghausen e no repertório de Boger. O segundo modelo do repertório de Bönninghausen, o Livro de bolso terapêutico generaliza as modalidades, desmembrando-as dos sintomas e das partes. As rubricas correspondentes aos três níveis de generalização estão representadas no repertório do GEHSH.

As modalidades podem estar associadas:



  • aos sintomas, individualmente: dor no estômago que melhor. Existem tantas rubricas quantos sintomas são modificados pela circunstância.

  • à localização ou região. Existem tantas rubricas quantos capítulos particulares.

  • ao geral: Existe apenas uma rubrica.

Exemplo: “Dor no estômago que melhora pela pressão”, corresponde a três rubricas:

    1. DOR_estômago_pressão am.

    2. LOCAL_estômago_pressão am.

    3. PRESSÃO_am.

Correntes repertoriais












Jahr

Bönninghausen




Boger

Kent

Conceito de repertório


O repertório é um Índice de sintomas, ou de partes deles, agrupados sistematicamente em rubricas, com os medicamentos que lhes correspondem, valorizados por seu grau característico de indicação.

Existem várias correntes repertoriais:



  1. Bönninghausen: desenvolveu duas estruturas de repertórios. Cyrus Boger mantém a primeira estrutura. o Therapeutic pocket book apresenta uma concepção única e inovadora.

  2. Jahr, Hering, Hempel, Hart, defendiam a idéia de que os sintomas da matéria médica não deveriam ser desmembrados e sim registrados em sua integridade. Exemplos desta tendência são: O repertório de Jahr, o índex da enciclopédia de Allen, o repertório de Knerr, o repertório da cyclopedia de Hughes e o repertório de concordância de Gentry.

  3. James Tyler Kent: as disputas entre as duas tendências diminuiram e deram lugar ao surgimento de nova corrente que culminou na publicação do Repertório de Kent, em 1897.

  4. Horst Barthel inicia a tendência dos repertórios sintéticos: compilação heterogênea de várias fontes repertoriais. Esta inclusão de rubricas de repertórios de estruturas diferentes apresenta algumas desvantagens.

  • Rubricas sinônimas são compiladas como se fossem distintas.

  • O sentido das rubricas, muitas vezes tem significado distintos em repertórios distintos. Ex. Fussy em Pathak não tem o sentido de conscientious, portanto os agregados da rubrica Fussy em conscientious estão errados.

  • Erros de compilação são levadas de um repertório sintético a outro como por exemplo a rubrica Histeria na lua crescente onde figura sulphur em Barthel, indicando o repertório de Knerr como fonte. Quando se consulta Knerr e os guidings symptoms verifica-se que o medicamento correto é Silicea. 23.|| Complains of pain in throat on swallowing; although there is no indication of any inflammation, the condition of her throat is the sole thing occupying her mind; believes she has swallowed pins, and asks those about her whether she has not done so; seeks for hours for lost pins; will take no sewing into her hand, and carefully examines her food for fear of pins; very indifferent to friends and former amusements; restlessness; anxiety; vertigo, agg stooping; headache daily, agg mornings; loss of appetite; constipation; emaciation; entire absence of menses; agg. during increase of moon. #Hysteria. {sil}

  • Os agregados a partir das indicações de Gallavardin são de confiabilidade duvidosa.

  • As rubricas provenientes de Gallavardin devem ser entendidas no contexto próprio.

O homeopata deve familiarizar-se e utilizar mais de um repertório. Em determinadas situações clínicas uma abordagem alternativa será a mais eficaz.

Nenhum repertório é completo. Portanto, é absolutamente fundamental ter os textos da matéria médica em publicação eletrônica, onde todas as palavras estão indexadas.


Principais Repertórios


Ver “Breve história dos repertórios” Elias Zoby.no CD que acompanha o livro.

  • 1805: “Fragmenta de viribus...“ é a primeira matéria médica de Hahnemann contendo informações sobre 27 medicamentos na primeira parte (269 páginas) e um repertório na segunda parte com 470 páginas.

  • 1817: “The symptom dictionary”. Hahnemann havia compilado uma quantidade muito grande de sintomas patogenéticos e havia a necessidade de algum tipo de indexação para eles. Desenvolveu o primeiro repertório manuscrito, anotando os sintomas e os medicamentos associados a eles.

  • 1826: “Descrição sistemática dos efeitos puros dos medicamentos”. (Systematische Darstelhung der Reinen Arzneiwirkung). Carl Georg Christian Hartlaub. De acordo com Pierre Schmidt este foi o primeiro repertório impresso. Leipzig 1826, vol I; 536 páginas. Foram impressos em 6 volumes entre 1826 e 1827.

  • 1830: “Descrição sistemática dos remédios antipsóricos (Systematische Darstelhung der Antipsorische Arzneimittel). Georg Adolph Weber. 536 páginas.

  • 1831: em 1822 Ernst Rückert iniciou a tarefa de alfabetizar o repertório de Hahnemann; levou oito anos no projeto. O manuscrito final encontra-se no Museu de Hael em Stuttgart. Foi publicado em 3 volumes, Leipzig, 1831; 1285 páginas. “Apresentação sistemática de todos os medicamentos homeopáticos”. È mais uma reordenação da Matéria Médica do que um autêntico repertório, segundo Julian Winston.

  • 1832: Clemens Maria Bönninghausen, publicou o “Repertório dos Antipsóricos”. Era o repertório preferido de Hahnemann. A primeira impressão esgotou-se em 6 meses. Bönninghausen pode ser considerado então o Pai, ou a mãe, se preferir, dos repertórios. “Systematisch-Alphabetisches der Antipsorischen Arzneien”. Muenster, 1832; 256 páginas. Uma segunda edição foi publicada em 1833. Boger traduziu para o Inglês em 1900.

  • 1834: Jahr´s Manual. Georg Heinrich Gottlieb Jahr. Dusseldorf, 1834; 727 páginas. Uma combinação de matéria médica e repertório.

  • 1835: Clemens Maria Bönninghausen, publicou o “Repertório dos medicamentos que não são Antipsóricos”. Muenster, 1835; 266 páginas. Prefaciado por Hahnemann. “Systematisch-Alphabetisches der nicht-Antipsorischen Arzneien”. Traduzido por Boger. em 1900.

  • 1838: “Repertory to the Manual”. Editado por Constantine Hering. Academic Book Store, 1838; 419 páginas. Hering traduzira o Manual de Jahr para o Inglês. Este é o primeiro repertório em língua inglesa. Um dos precursores do repertório de Kent.

  • 1844: “Sintomatologia homeopática”. P.J. Lafitte. Paris, 1842; 974 páginas.

  • 1846: Bönninghausen publicou o “Livro de bolso terapêutico”. Este repertório tem uma estrutura inovadora e provocou a crítica dos puristas do repertório. A maioria das críticas mesmo por autores contemporâneos, como Ahmed Currim, são preconceituosas, injustas e denotam desconhecimento do pensamento de Bönninghausen. “Therapeutisches Tachenbuch”. De acordo com Julian Winston a data de publicação é 1846. O prefácio da edição original é datado de Outubro de 1845. Quando Kent se refere a Bönninghausen, trata-se desta obra e não das anteriores.

  • 1875: “Analytical therapeutics”. Constantine Hering. Re-editado, em 1881, como “Analytical repertory of the symptoms of the mind”.

  • 1905: Cyrus Maxwell Boger publica o repertório conhecido como “Boger- Bönninghausen Repertory”, atualmente ainda muito usado, principalmente na índia. Trabalhou sucessivamente em seu aperfeiçoamento até 1935. É superior em determinadas situações em que os repertórios sintéticos não fornecem a indicação necessária.

  • 1897: James Tyler Kent publica o Repertório que se tornaria o padrão por muitas décadas. Podemos considerá-lo como a Mãe dos Repertórios Sintéticos.

  • 1980: “The Final General Repertory”: Diwan Harish Chand e Pierre Schmidt. Repertório de Kent corrigido.

  • 1987: “Repertorium Generale”. Jost Kunzli. A melhor edição do repertório de Kent.

  • 1973: Horst Barthel publica o “Synthetic Repertory” em 3 volumes. Outros repertórios se seguiram a partir do repertório de Barthel.

  • 1991: início da compilação do Repertório do GEHSH. Aldo Farias Dias e colaboradores. Publicado pela Fundação de Estudos Médicos Homeopáticos do Paraná em 1997, 1998 e pela Editora Cultura Médica em 2001, como “Repertório Homeopático Essencial” Edição do Milênio. Edição atual – 2003 pela Editora Cultura Médica.

  • 1992: “The complete Repertory”. Roger van Zandvoort. Editado em livro em 1995.

  • 1993: “The Homeopathic Medical Repertory”. Robin Murphy.

  • 1993: “The Synthesis Repertory”. Edited by Frederik Schroyens.

  • 1995: “Repertório de Sintomas Homeopáticos”. Ariovaldo Ribeiro Filho.

  • 1999: “The Phoenix Repertory”. J.P.S. Bakshi. New Dehli; 2287 páginas em 2 volumes.

  • 2000: “The Bönninghausen repertory; therapeutic pocket book method”. Edited by Georges Dimitriadis. A edição do pocket book que todos deveriam ter.

  • 2001: “Repertório Homeopático Essencial”. Aldo Farias Dias. Ed. Cultura Médica, 2001.

  • 2003: “Repertório Homeopático Essencial”. Aldo Farias Dias. Ed. Cultura Médica, 2003.

Estruturas dos repertórios


  1. Os primeiros repertórios de Bönninghausen apresentam as rubricas nos capítulos, seguidos das modalidades de cada seção, dos horários e dos concomitantes. Boger mantém esta estrutura na edição do Boger/ Bönninghausen characteristics and repertory (1905, 1935).

  2. A estrutura do Therapeutic pocket book (1847) apresenta uma mudança radical. Os sintomas são desmembrados em seus elementos constituintes e devem ser reconstruídos pela combinação de suas partes.

Estrutura dos primeiros repertórios deBönninghausen


Local

  • Head internal in general

  • Forehead; middle of

  • Temples; Sides of

  • Occiput; Etc.

Sintomas

  • Aching, undefined pain

  • Alive, sensation within

  • Blows, shocks, explosions etc.

  • Chronic headaches.

  • Hydrocephalus

  • Inflammation, meningitis etc.

  • Jerks in general.

  • Occiput, extending to Etc..

Horário

  • Morning, early

  • Afternoon

  • Evening

  • Night Etc.

Agravação

  • Air, cold

  • Alcoholic liquors.

  • Awaking, on Etc.

Melhoria

  • Cold applications.

  • Holds or supports head.

  • Pressure. Etc.

Concomitante

  • Head internal with earache

  • Head internal with nausea Etc.

Estrutura do Pocket-BooK de Bönninghausen


1. Mente

Humor alternante

Desconfiança

Desespero Etc.


2. Local e lados

Cabeça interna

Olhos


Visão

Estômago. Etc.



3. Estados mórbidos e sensações

Formas mórbidas

Dores e tipos

Sensações

Exantemas, erupções

Doenças da pele Etc.


4. Sono e sonhos

Sonolência

Insônia


Sonhos

5.Circulação e Febre


Vasos sanguíneos

Pulso


Calafrio

Febre


Febres compostas

6. Modalidades


Horário

Influência corpos celestes

Temperatura.

Pressão Etc.



7. Concordância


Aconitum

  • Mente: anac., ars., bell., bry...

  • Local: arn., ars., bell., bry., canth.,

  • Estados mórbidos: arn., ars., asaf..

  • Sono e sonhos: anac., ars., bell... Etc

A hipótese de Bönninghausen


No capítulo sobre sintomatologia em The Genius of Homeopathy Stuart Close escreve:

“O famoso Manual Terapêutico de Bönninghausen foi essencialmente planejado para lidar com tais casos difíceis. A matéria médica contém uma enorme quantidade de sintomas incompletos. Até a época de Bönninghausen isso constituía um dos principais obstáculos ao êxito da prescrição homeopática”.



  • Bönninghausen primeiro teve a idéia de completar estes sintomas em parte pela analogia, e em parte pela observação clínica dos efeitos curativos.

  • Ele descobriu que muitas, senão todas as modalidades de um caso eram gerais em suas relações, e não se limitavam necessariamente aos sintomas particulares, nos quais elas haviam sido observadas primeiramente. A “agravação em um ambiente quente” de Pulsatilla, por exemplo, podia ter sido primeiramente observada aplicada à uma dor de cabeça. Bönninghausen assumia que esta modalidade aplicava-se a todos os sintomas - ao próprio paciente, em outras palavras; e que esta modalidade, uma vez verificada em relação a qualquer sintoma de Pulsatilla, podia ser utilizada para complementar todos os outros sintomas de Pulsatilla, os quais, até aquela época, mostravam-se incompletos com respeito às suas modalidades. A experiência demonstrou que isto era verdade.

  • Afora isto, desenvolveu a idéia de que todas as demais combinações de sintomas poderiam ser assim feitas. Classificando os traços característicos dos medicamentos por certas inter-relações gerais, de modo a que uma parte pudesse ser utilizada para complementar a outra, o prescritor sempre podia ser capaz de construir uma totalidade integrada, mesmo com sintomas aparentemente fragmentários.

  • Partindo da idéia básica de que todo sintoma é composto por três elementos: localização, sensação e modalidade, e que sintomas fragmentários podem ser complementados por analogia ou pela observação clínica suplementar dos efeitos curativos de medicamentos similares, Bönninghausen, em seu Manual Terapêutico, dispõe os elementos de todos os sintomas, segundo esta análise, em sete diferentes partes ou seções, que, tomadas em conjunto, formam uma totalidade geral: 1) faculdades morais ou intelectuais. 2) localização ou sede dos sintomas. 3) condições mórbidas e sensações. 4) sono e sonhos. 5) circulação e febre. 6) modalidades, etiologia etc.7) Concordâncias. Cada uma dessas seções é subdividida em rubricas contendo os nomes dos medicamentos ordenados alfabeticamente sob os sintomas a que correspondem.

  • Diz ele dessa classificação:

“ainda que cada seção deva ser considerada um todo completo, jamais perfaz, contudo, mais que uma parte do sintoma, o qual recebe complementação de uma ou muitas das demais seções. Em odontalgia, por exemplo, a sede da dor acha-se na segunda, o caráter da dor, na terceira, o aumento ou a diminuição da dor, em relação a horário, lugar ou circunstância, na sexta; e aquilo que é necessário como acessório para complementar a descrição do mal e fundamentar a escolha dos medicamentos deve ser buscado nas diferentes seções.

  • Por esse método, como observa o Dr. William Boericke: “em um caso um medicamento é escolhido que se sabe possuir em sua sintomatologia uma marcante ação: 1) em um certo local; 2) que corresponda à sensação; e 3) que possua a modalidade; sem que necessariamente apresente na experimentação o sintoma resultante da combinação”. Deve-se inferir que uma experimentação mais completa ele estaria presente. Por exemplo, um paciente com dor rasgante (tearing pain) no quadril esquerdo, aliviada pelo movimento, intensamente agravada à tarde, poderia receber Lycopodium, não porque Lycopodium tenha produzido tal sintoma no homem são, mas porque pelo estudo de seus sintomas como registrados na matéria médica encontramos que ele afeta o quadril esquerdo (localização), que em várias partes do corpo suas dores são rasgantes (sensação); e que seus sintomas gerais são aliviados pelo movimento e agravados à tarde (modalidade)”.

A experiência de quase um século tem confirmado a veracidade da idéia de Bönninghausen e permitido que, com a utilização de sua obra prima, o Manual Terapêutico, superamos as imperfeições e limitações de nossa matéria médica. (Tradução de Victor Menescal em Selecta vol 1 num 1 jan. 93)

A sétima parte, originalmente chamada de enigma trata das relações medicamentosas. (ver How to use Bönninghausen concordance. Kent. Minor writings.)

Boger reuniu todos os trabalhos de Bönninghausen e elaborou o “Boger -Bönninghausen repertory”. Apresenta a mesma estrutura do Repertório dos antipsóricos e do Pocket-book, mas as modalidades estão individualizadas e os concomitantes melhor explicitados. O repertório de Boger é muito mais abrangente que os repertórios originais de Bönninghausen.

Esta concepção de generalização é duramente criticada por Jahr e depois por Kent e Hering. No entanto:

“ Podemos considerar Bönninghausen como o fundador da prescrição científica em Homeopatia. Hering, Kent e outros que se seguiram não foram capazes de apreciar a profundidade de sua visão e fizeram de tudo para demoli-lo. A solidez de seus fundamentos, corroborados por Boger e Roberts, fez com que resistisse a estes assaltos. Mesmo assim, em nossos dias, vemos negligência e incompreensão de nossa parte do método de Bönninghausen. Deve-se lembrar que uma correta apreciação de Bönninghausen é a chave para a repertorização que se constitui numa importante evolução técnica da concepção da imagem do paciente em sua doença.” Dhawale

É claro que existem modalidades das partes que contrariam a modalidade geral, mas parecem ser mais a exceção do que a regra. As cefaléias de Arsenicum e Phosphorus melhoram por aplicações frias; as dores das hemorróidas de Nux vomica e Kali carbonicum melhoram por aplicações frias, embora estes medicamentos sejam muito friorentos de uma maneira geral. Os sintomas gástricos de Phosphorus melhoram por bebidas frias, embora o paciente em geral piora pelo frio.

Pode-se utilizar o método de Bönninghausen, em todos os casos, como repertorização alternativa. Alguns homeopatas reclamam que existem poucos sintomas mentais no Pocket-book e estranham como ele omitiu uma parte tão importante em seu repertório. Ele fez isto de propósito, colocando apenas as rubricas mentais que não deixassem dúvidas quanto ao seu reconhecimento nos pacientes. O estudo dos sintomas mentais deve ser feito diretamente nas Matérias Médicas. O resultado da repertorização deve ser utilizado como um guia para o estudo na matéria médica e não para a prescrição rotineira e sem crítica do medicamento com a maior soma numérica de sintomas e pontos.

Bönninghausen é muito firme na questão de que o repertório não deve ser utilizado para substituir o estudo diligente da matéria médica ou para indicar o remédio para o médico. È apenas uma ajuda para a memória. O medicamento a ser prescrito deve ser selecionado após confirmação pela consulta à matéria médica. Esta recomendação e o sucesso de vários homeopatas por mais de um século, encerram e rebatem toda a crítica que se fazem ao método Bönninghausen.


Estrutura do repertório de James Tyler Kent


Rubrica geral

Cabeça, Dor - cefaléia em geral

1. Lado

-

2. Horário

  • 5h: calc., dios., kali-bi....

  • 15h: aur. Etc.

3. Modalidades

  • abrindo os olhos185

  • acalorado, por ficar

  • constante, contínua. Etc.

4. Estendendo-se

  • bochecha

  • costas, para as costas... Etc.

5. Regiões

5.1 lado


5.2 horário

5.3 modalidade

5.4 estendendo

5.4 região




  • Fronte

  • direito, lado

  • manhã

  • agachar-se, por

  • estendendo-se: face para a

  • meio da. Etc.

6. Tipo da dor

6.1 lado


6.2 horário

6.3 modalidade

6.4 estendendo

6.5 região

6.5.1 lado

6.5.2 horário

6.5.3 modalidade

6.5.4 estendendo.




  • Pressiva

  • -

  • manhã

  • escrevendo

  • estendendo-se para a nuca

  • Fronte

  • -

  • meio-dia

  • tossir, ao

  • estendendo-se para baixo



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