Repertório Homeopático Essencial Aldo Farias Dias Edição 2003 Sumário



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Semiologia homeopática


Sintomas - são tudo o que distingue o homem doente de si mesmo, quando não está doente. Carrol Dunham.

Divisões da Semiologia Homeopática


A semiologia homeopática pode ser dividida em:

  • Semiologia elementar: estudo das palavras e elementos que constituem os sintomas.

  • Semiologia dinâmica: estudo das relações dinâmicas entre os sintomas. Ver capítulo da Matéria Médica e consulta homeopática.

  • Semiologia miasmática: classificação dos sintomas com o referencial da teoria miasmática.

  • Semiologia aplicada: estudo da toma do caso, valorização dos sintomas na clínica homeopática e estratégias de seleção do medicamento.

  • Semiologia evolutiva: estudo dos parâmetros de observação e avaliação da mobilização dos sintomas pela prescrição do medicamento homeopático. Descrição do processo de cura. Descrição do momento e das maneiras de realizar as prescrições posteriores.

Qual o principal guia para a seleção do medicamento?




  • Como em uma doença a respeito da qual nada se apresenta a afastar da causa que manifestamente a ocasione ou a mantenha (causa ocasionalis), não se pode perceber nada além dos sintomas; é preciso, achando-se na presença de um possível miasma, e em circunstâncias acessórias (5), que só os sintomas sirvam de guia na escolha dos meios próprios para a cura. A totalidade dos sintomas, esse quadro da essência interna da doença refletida para fora, isto é, a afecção da força vital, deve ser o principal e único meio pelo qual a enfermidade dá a conhecer o medicamento de que necessita - o único meio que determina a escolha do medicamento mais apropriado - em suma, a totalidade dos sintomas deve ser, para o médico, a principal, a única coisa que ele deve ver em cada caso de doença, e afastar pela sua arte, a fim de curar a doença e transformá-la em saúde. §7 do Organon, Sexta edição.

O conceito de Totalidade Característica


Hahnemann, Jahr, Bönninghausen, Stuart Close, James Tyler Kent.



O Organon de Hahnemann afirma não ser necessário ater-se a todos os sintomas sem exceção, mas somente aos sintomas indicadores, ou seja, aos sinais essenciais e característicos. Mas esta regra, ainda que completa, não diz nada por si só. Quais seriam os sintomas essenciais e distintivos que forneceriam as indicações precisas e decisivas para cada caso dado? Jahr.

A Totalidade é o Conjunto numérico mais a Idéia ou arranjo que os une de um modo particular e dá sua forma característica.





A totalidade dos sintomas significa, em primeiro lugar, a totalidade de cada sintoma individual. Um único sintoma é algo mais que um evento isolado; é um evento com sua história, sua origem, sua sede, seu curso ou direção, e suas circunstâncias.

  • Todo sintoma completo possui 3 elementos essenciais:

  1. Queixa ou sensação;

  2. Localização;

  3. Modalidade.

  • A totalidade dos sintomas eqüivale a todos os sintomas do caso passíveis de serem arranjados logicamente em um todo harmônico e consistente, que possua um perfil, coerência e individualidade. Tecnicamente a totalidade é mais (e pode ser menos) que a simples totalidade numérica dos sintomas. Ela inclui a concomitância ou a forma em que os sintomas são agrupados. Stuart Close. (The Genius of Homeopathy)
Os três níveis do arranjo da Totalidade

Os sintomas podem ser distribuídos em 3 níveis da totalidade: o nível da Pessoa, o nível do Miasma e o nível da Doença. Nos módulos posteriores estudaremos o detalhamento dos núcleos que compõem os diversos níveis

As 7 Dimensões da totalidade


  1. Mosaico dos sintomas singulares.

  2. Arranjo harmônico (Grade semiológica). Representações da totalidade.

  3. Conjuntos e núcleos Miasmáticos.

  4. Característicos.

  5. Temática.

  6. Historicidade.

  7. Compreensão.

1 – Os sintomas singulares

Conceito de Totalidade referida ao sintoma

  • Sintoma completo é todo sintoma que apresenta, pelo menos, três das quatro partes constituintes dos sintomas.

Cada sintoma pode ser desmembrado em suas partes constituintes:

  1. o Fenômeno ou tipo do sintoma: Mental, Dor ou Sensação, Disfunção, Lesão.

  2. a Localização: Lateralidade; partes do corpo.

  3. as Circunstâncias que o modificam: Causalidade, Agravação & melhoria, Horário.

  4. eventualmente, o Concomitante.




2 – Grade semiológica – A idéia que ordena os sintomas na Totalidade Característica


Os sintomas dos medicamentos e da identificados na clínica homeopática podem ser distribuídos na seguinte grade semiológica. Para repertorizar selecione as rubricas características levando em consideração a abrangência – representantes de núcleos sintomáticos distintos e a proporcionalidade – equilíbrio entre o número das rubricas.



Núcleos sintomáticos


A: Fenômenos. B: Localização.

C: Circunstâncias. D: Concomitantes.


AM Estado mental

AM1 Temática do Entendimento

1 Identidade & Relação consigo.

2 Imaginário & Sonhos.

3 Perda & Nostalgia.

4 Insegurança & Ameaça.


AM2 Temática da Vontade

1 Relação & Sensibilidade.

2 Desejos & Aversões.

3 Caráter & Responsabilidade.

4 Atividade & Conduta.


AM3 Temática da Memória

1 Temporalidade & Reação.

2 Ansiedades & Medos.

3 Culpa & Perseguição.

4 Sentimentos & Traumas.


AM0 Alteração da Função

1 Vigília.

2 Concentração.

3 Pensamento.

4 Vontade.

5 Memória.

6 Humor.


7 Temperamento.

AG Sintomas Gerais Físicos


1 Constituição.

2 Tônus vital.

3 Sensibilidade: Calorento. Friorento.

4 Transpiração.

5 Sono.

6 Apetite & Sede.



7 Desejos & Aversões alimentares.

8 Sexualidade.

9 Menstruação.

10 Descargas & sangramentos.

11 Calafrio & Febre.

12 Circulação & Pulso.


AP Sintomas Particulares

AP1 Dores

Tipo; local; circunstâncias.
AP2 Sensações

Tipo; local; circunstâncias.
AP3 Disfunções

Tipo; local; circunstâncias.
AP4 Lesões

Tipo; local; circunstâncias.

B Localização


1 Lateralidade.

2 Partes do corpo.


C Modalidades


1 Causa.

2 Agravação.

3 Melhoria.

4 Horário.

5 Periodicidade.

D Concomitantes


Sintomas concomitantes



3 – Conjuntos e núcleos miasmáticos


  • Identificar os marcadores miasmáticos. (Ver Fundamentos da Homeopatia. Aldo Farias Dias. Editora Cultura Médica, 2000.)




Psora

Sycosis

Syphilis

Etiologia antecedentes









Estado mental









Sensações









Modalidades









Manifestações clínicas








4 – Característicos


  • A conceituação do sintoma característico apresenta dois aspectos:

  1. Grau de especificidade: o raro estranho e peculiar. parágrafos 153 e 154 do Organon. Correspondem às rubricas com poucos medicamentos nos repertórios.

  2. Grau de indicação: a probabilidade de ocorrência. Pontuação do medicamento nas rubricas dos repertórios.

“A definição de característico como sendo um “sintoma com único medicamento” é bastante errada. Este sintoma único ocorrendo entre uma grande coleção de sintomas é muito suspeito. Pelo contrário, todas os nossos característicos mais comprovados não se encontram nestes sintomas isolados”. Hering, prefácio Guiding symptoms.

Os sintomas característicos são obtidos:



  1. pela experimentação no homem são, com os devidos cuidados; tanto quanto possível com a mesma preparação, mas em diferentes potências e em diferentes constituições, durante influências atmosféricas e lugares distintos;

  2. organizando os sintomas observados de acordo com o mesmo esquema, permitindo comparar os efeitos de cada medicamento nos diferentes órgãos, tecidos e funções, com todas as suas modalidades e combinações;

  3. coletando todos os sintomas de um determinado caso – de acordo com os princípios de Hahnemann para o exame do doente, e de acordo com todas as suas modalidades e combinações – e comparando-os com os sintomas do medicamento mais similar;

  4. observando cuidadosamente tais sintomas que aparecem após o medicamento ter sido administrado ao doente e comparando-os aos sintomas produzidos no homem são;

  5. anotando todos os sintomas que desaparecem no doente, e suas modalidades e combinações como corroborações dos anteriores ou dicas para observações posteriores;

  6. considerando todas as peculiaridades das pessoas, curadas por cada um e mesmo medicamento, como características distintivas de outras que usaram o mesmo medicamento sem benefícios, sem produção ou desaparecimento de sintomas;

Em síntese:

  • Considerando tudo o que for obtido: na patogenesia1, no doente2, nos sintomas curados5 e observados6, como mais ou menos provável;

  • os característicos são obtidos por ocorrência freqüente, corroborações mútuas e repetida confirmação. Só aí temos o CARACTERÍSTICO, o fruto maduro da Matéria Médica.

American Journal of Homeopathic Materia Medica. sept 1867. C. Hering.

Horst Barthel


Barthel descreve as condições do sintoma característico, baseado nos critérios de Hahnemann, Allen, Lippe, Nash, Boger e Cowperthwaite. “Characteristics of the Materia Medica”, 1984.

Os característicos podem sem diferenciados no seguinte, ilustrados com 3 exemplos de Phos.

Os sintomas podem ser peculiares:


  1. em si mesmo, independente de alguma modalidade: desejo de compassividade, constante movimento das asas do nariz durante a pneumonia, fezes como em forma de lápis;

  2. através da modalidade: desejo de trabalhar antes da menstruação, vomitando após beber mesmo pequenas quantidades, deve segurar o tórax com ambas as mãos enquanto tosse;

  3. através da localização: bócio lado direito, dor no quadril direito, joelhos frios à noite.

  4. através das sensações: sensação de ânus aberto, de carne na laringe, geral de vazio;

  5. através da extensão: coriza que estende para o tórax, prurido estendendo-se da bifurcação do seio, dor no cóccix estende para a cabeça durante movimento dos intestinos;

  6. através do início, progressão e término: a cefaléia aumenta e diminui com o sol, hepatite crônica, dor inicia e termina lentamente;

  7. através dos sintomas contrários: indiferente aos queridos, falta de calor vital e calor agg. pequenas feridas sangram profusamente;

  8. através da periodicidade: cefaléia a cada 7 dias, pior no verão, pior no inverno.

  9. através dos sintomas alternantes: choro alternando com riso, congestão nasal alternando com fluxo nasal durante a coriza, constipação alternando com diarréia;

  10. através de seqüências: vômito de sangue seguindo supressão da menstruação, hemoptise seguindo supressão de hemorróidas, sintomas mudam da direita para esquerda;

  11. através de sintomas vicariantes: epistaxe vicariante, sangramento menstrual, sangramento generalizado;

  12. através da ausência de sintomas esperados: ausência de sede durante a febre, aumento do desejo sexual sem ereção, fraqueza causada mesmo pela menor perda de sangue.

5 – Temática


  • O estudo das palavras consiste no: Lexicon; Glossário; Thesaurus; Simbolismo.
Lexicon Homeopático

O conjunto das palavras que compõem os sintomas homeopáticos registrados nas matérias médicas e repertórios constitui o Lexicon Homeopático.

Os significados sugeridos pelo contexto do sintoma, simbolizados ou referenciados, não são evidenciados pela busca de palavras isoladas. Cada palavra tem um sentido básico, ao que se somam elementos contextuais lógicos, emotivos, combinatórios, evocativos e associativos, que acrescentam diversas nuances interpretativas, no significado básico da palavra.



O significado básico da palavra é a sua denotação. Junto com os demais elementos associativos da palavra constitui a sua conotação. Um índice de palavras deve conter seus sinônimos, para que a busca dos sintomas que contêm a palavra seja completa.
Glossário homeopático

A Matéria Médica Pura de Hahnemann foi traduzida por Dudgeon, as Doenças Crônicas por Tafel. A enciclopédia de Allen altera a ordem dos sintomas da Matéria Médica de Hahnemann e tem tradução distinta. Não há consistência na tradução dos mesmos termos do alemão para o Inglês. Estude os seguintes exemplos:

  1. Niedergeschlagen und freudlos; er wünscht nur, allein seyn zu können, Vormittags. {alum}

  • Deprimido e sem alegria; queria apenas ser deixado sozinho.

  • Dejected and joyless; he only desires to be left alone, forenoon. [Tafel].

  • Depressed and friendless; he wishes only to be left alone, in the forenoon. [Allen].

  • Obs. Em Barthel, figura alumina em Forsaken, friendless, reproduzindo o erro da tradução de Allen. [Freudlos = joyless e não friendless].

  1. Er glaubt der Liebe Anderer verlustig zu seyn, und dieß kränkt ihn bis zu Thränen {aur}

  • Imagina que perdeu o amor dos outros e isto o leva até às lágrimas.

  • He believes that he has lost the love of others, and this mortifies him even to tears. [Dudgeon].

  • He imagines he has forfeited the affections of others, and this grieves him to tears. [Tafel].

  • He imagines he has lost the affections of his friends; this makes him sad, even unto tears. [Allen].

  1. Trübes Wetter verstimmt sie ungemein. {am-c}

  • Tempo nublado a deixa muito mal humorada.

  • Cloudy weather makes her excessively ill-humored. [Tafel].

  • Cloudy weather makes her very sad. [Allen].

  1. Missmüthig und verdriesslich. {mang}

  • Mal humorado e taciturno.

  • Sad and cross. [Tafel].

  • Morose and peevish. [Allen].

  • Ill-humored and fretful. [Hering].

  1. Erbittertes Gemüth; Unversöhnlichkeit und langer Groll gegen Beleidiger. {mang}

  • Humor amargo; irreconciliabilidade e longo ressentimento por quem o ofendeu.

  • Embittered humour: he could not forget injustice done to him; he fostered resentment for a long time. [Dudgeon].

  • Embittered humor; irreconcilable and long-continued resentment against those who injure him. [Tafel].

  • Embittered mood, implacable, and for a long time having a grudge against one who had offended him. [Allen].
Thesaurus homeopático

Uma mesma idéia ou tema está representado por mais de uma palavra e uma mesma palavra pode significar idéias diferentes. Ao pesquisar uma palavra devemos levar em consideração os sinônimos e palavras correlatas que constituem o Thesaurus homeopático.

Exemplos:

  • abandon abandoned deserted despised friendless forlorn forsaken isolation lonely lonesome loneliness neglected solitary

  • anger angry choleric quarrelsome wrath

  • antagonism contradictory contradiction

  • anticipation foreboding forebodings

  • anxiety anxious anxiousness anxieties anxiously cares apprehension apprehensive apprehensiviness apprehensiveness anguish despair despairing inquietude nervous nervousness preoccupation preoccupations preoccupied restless restlessness uneasiness uneasy worry worries worried

  • censorious critical criticism fault rebuke rebukes reproach reproache reproaches

  • cheerful cheer cheering cheerfull cheerfully cheerfulness cheerfullness contented contentment delight gay gayety hilarity hilarious happy happiness joy joyful joyfull joyfulness joyfullness joyous laugh laughing laughter merry merriness merriment mirth mirthful pleasure smile smiling
Simbolismo

Algumas vezes a temática do paciente ou de um medicamento pode conduzir à correlação com determinados símbolos ou mitos. Deve-se, no entanto, ter muito cuidado com esta meta-compreensão da sintomatologia. Não devemos nos deixar levar pelo fascínio que estes estudos podem proporcionar. A compreensão e individualização devem estar baseadas no firme terreno da fenomenologia.

6 – Historicidade: Escala Cronosintomatológica


Os sintomas podem ser distribuídos de acordo com sua historicidade nos seguintes momentos da história biopatográfica.

  1. O paciente de hoje: conjuntos dos sintomas atuais.

  2. A história de sua doença: sintomas desenvolvidos a partir do inicio da doença atual.

  3. O fator etiológico: circunstâncias desencadeantes e etiológicas.

  4. A suscetibilidade anterior à doença: sintomas anteriores à doença atual.

  5. As constantes da biopatografia: sintomas que permanecem ao longo da história

  6. Gestação: sintomas da mãe.

  7. Os antecedentes familiares.

7 – Compreensão


A análise da pessoa implica numa compreensão do homem. Para compreender o outro é necessário que o homeopata conheça-se a si mesmo, pois não pode perceber e entender no outro o que não percebe e entende em sua própria pessoa.
O Referencial de compreensão

  • os elementos semiológicos e a temática da narrativa podem ser associados a um referencial dinâmico: psicológico, filosófico, simbólico ou metafísico.

O objetivo é compreender o sofrimento básico que move toda a personalidade e determina as atitudes reativas do indivíduo e condiciona sua enfermidade.

A história biopatográfica é o instrumento para se compreender a pessoa do paciente, sua temática e dinâmica miasmática. Para avaliar estes aspectos do caso é necessário que o médico tenha uma boa formação doutrinária do conceito de enfermidade dinâmica. O diagnóstico da totalidade sintomática pode conduzir ao medicamento por uma boa técnica de repertorização. Mas só a compreensão do referencial dinâmico permite selecionar o medicamento a nível de sua dinâmica miasmática e o que é mais importante, como se devem cumprir no plano miasmático e pessoal as Leis de Cura.



  • Características que permitem identificar Quem é esta pessoa: sofrimento, reações defensivas; ansiedades; culpa; responsabilidade; afetos: o que ama e detesta; planos e metas; perdas; espiritualidade etc.

  • Dinâmica Miasmática: Identificar os temas palavras. Descrever, nas palavras do paciente, sua angústia existencial, seu sofrimento básico — a Psora. Descrever sua suscetibilidade — a Psora secundária. (psora reativa). Descrever suas atitudes reativas — a Psora terciária. (sycosis e syphillis).

Os sintomas devem ser percebidos e valorizados como unidades individuais e desta maneira podem ser tomados para repertorizar e indicar um remédio para o quadro atual. Mas há uma dimensão mais profunda da sintomatologia que é a compreensão do sentido e intencionalidade dos sintomas no contexto da história biopatográfica. A escola de Paschero enfatiza a história biopatográfica como o plano mais profundo da compreensão do caso clínico, pois ela engloba todas as etapas anteriores, mas insere a sintomatologia numa dinâmica de vida. Assim sabemos a origem dos sintomas e para onde devemos ir com o processo de cura.

  • Ver A descoberta do Ser. CD do Encontro do GEHSH. 2002.






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