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RESOLUÇÃO UNIPAR N.º ___/____/___



de ___ de ___________ de _______







COORDENADORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO

Lato Sensu






FORMULÁRIO PARA CURSO NA MODALIDADE PRESENCIAL





LOCAL DE REALIZAÇÃO: UNIDADE FRANCISCO BELTRÃO
TÍTULO: Especialização em História Contemporânea
ÁREA DE CONHECIMENTO: Ciências Humanas - História

DURAÇÃO: (20) meses
PERÍODO: de 03/2013 a 10/2014






GESTOR(A) PEDAGÓGICO(A): Carlos Antônio Bonamigo






GESTORA: Célia Macorin Gomes - COPLS




SUMÁRIO







JUSTIFICATIVA



OBJETIVOS



DISCIPLINAS / EMENTAS / PROFESSORES



MATRÍCULA EM DISCIPLINA ISOLADA



ESTÁGIO PROFISSIONAL



PÚBLICO ALVO



VAGAS



CARGA HORÁRIA



DURAÇÃO DO CURSO



PERÍODO E LOCAL DE INSCRIÇÃO



VALOR DO INVESTIMENTO



DOCUMENTOS



CALENDÁRIO



TITULAÇÃO DO(A) GESTOR(A) PEDAGÓGICO(A)



ANEXO: Cadastramento do Corpo do Docente




1. JUSTIFICATIVA

O final do século XVIII marca uma alteração significativa na concepção da condição humana no tempo. O termo cultura, até então empregado para designar a atividade agrícola de cultivo de cereais, passa a servir de metáfora para a referência ao cultivo do homem, a produção da cultura que define os grupos humanos em si. A ampliação do universo de utilização desse vocábulo representou a viabilização lingüística de uma leitura do homem em função das circunstâncias que caracterizam o seu tempo, tanto de ordem objetiva como subjetiva. É nesse sentido que o termo evolui na Alemanha. Lá o termo cultura designa o específico, o individual, referindo-se a modos de vida sustentados na tradição.

Ao contrário da Alemanha, onde o Estado se constrói sobre a tradição, na França a vitória das forças revolucionárias determina uma abordagem eufórica do novo, sugerindo a vitória de forças que seriam responsáveis pelo encaminhamento de uma “Era de progresso” que culminaria na superação de todos os males humanos. Essa abordagem teleológica do tempo determinou o desenvolvimento de uma propensão a buscar na história uma sucessão de fatos, que organizados numa ordem linear confirmassem de antemão esse “futuro certo”. É como se os homens estivessem condenados a cumprir um devir, onde as circunstancias históricas não representassem nada além do que um “ritual de passagem”. Aqui o termo cultura é utilizado como síntese do “vir a ser” que definiria a condição humana no tempo, instrumento de classificação do nível de evolução das sociedades nessa caminhada.

É essa segunda abordagem, essencialmente positiva quanto à assimilação das mudanças que caracterizam a “Era do capital”, que norteará a organização dos programas universitários de formação de historiadores. De um lugar comum, da profissão de fé na “ciência” e na “razão positiva”, os historiadores partirão em busca do grandioso, condição que seria inerente ao gênio humano, manifesto na ação de alguns seres humanos especiais. Coube à história acadêmica, num esforço de aproximação com as ciências, registrar e organizar os fatos, que gozando de uma existência anterior a ação do historiador, não poderiam ser manipulados. Assim, partindo de uma “pré-história”, a humanidade teria alcançado a era “contemporânea”, a “ciência” e o domínio dos mais afastados rincões do planeta. Essa trajetória, que das “origens” vem ao presente numa escala de evolução crescente, aponta para a Europa como o centro da “civilização” humana.

Essa “cegueira” representa o “nó górdio” da crise da “razão positiva”, que se estabelece com o choque representado pelas duas grandes eclosões mundiais do início do século XX. O espetáculo de terror patrocinado pelas guerras desiludirá boa parte da intelectualidade comprometida com aqueles paradigmas. A sensação de “vazio existencial”, de decepção, está no bojo de um novo olhar, que lançado por um homem que busca um sentido para tudo o que testemunhou, passa a desconfiar da “razão” que o traiu.

É nesse contexto em que se situa a obra de Marc Bloch e Lucien Febvre. Sem renunciar a ciência, definida como um esforço de síntese impregnado de seriedade metodológica, os fundadores da “Escola dos Annales” denunciam a história “historicizante” como uma simplificação grosseira da condição da humanidade no tempo. Para eles, filhos da França civilizada, derrotada vergonhosamente pelos Alemães do leste inculto, o homem não poderia ser definido a partir da referência a uma “força cósmica” que, pairando sobre todas as cabeças, produziria as tendências que em última instância determinariam a direção da história. Ao invés de “uma” humanidade, representada na historiografia por uma única concepção de tempo, linear e irreversível, várias humanidades, possíveis por conta da existência de tempos múltiplos e reversíveis. Aceita na tradição historiográfica de origem alemã desde Frankfurt, a ideia da diferença é incorporada à matriz historiográfica francesa.

Reconhecida a possibilidade do desenvolvimento humano fora do modelo de “civilização”, o que em parte viabilizará a assimilação da derrota, a segunda geração dos Annales levará adiante o trabalho de desaceleração do tempo histórico, tornando mais seguro os dias dos sobreviventes das hecatombes do início daquele século. Buscando guarida nas Ciências Sociais, a condição humana será definida a partir da referência a “estruturas”, que em última instância, interagem entre si no homem, vetor de vários níveis de influência, simbiose do real.

Os annales não negam a mudança, o que seria negar a própria concepção de história; eles a estruturam, desaceleram-na. Nesse sentido, Fernand Braudel propõem a simultaneidade de tempos diferentes de maneira a adaptar o conceito de estrutura, que é permanência, a ideia de mudança, necessária ao historiador. Os vários níveis de influência contingenciados no homem o definiriam, caracterizam uma abordagem dialética do presente, atitude que viabiliza a consideração da mudança. Ao trabalhar com a ideia da simultaneidade de tempos, mais e menos lentos, os Annales desenvolveram uma concepção de história baseada na circularidade, na definição do presente como palco de interatividade.

A redefinição do tempo histórico proporcionado pelos Annales gerou várias novidades epistemológicas. Para o presente constituído sobre a multiplicidade de ritmos foi necessário que se definissem novas abordagens e novos métodos. Nesse sentido, o homem passou a ser pensado a partir de recortes coerentes com os vários ritmos do tempo, a história “temática”; as ações humanas, definidas a partir do uso de idéias como as de “estrutura” e “inconsciente”, passaram a ser problematizadas; uma infinidade de novas fontes de pesquisas passaram a ser vislumbradas.

O curso de “Licenciatura em História” da UNIPAR, Unidade Universitária de Francisco Beltrão, constitui-se na única instância de preparação de professores habilitados a lecionar a disciplina de “história” do Sudoeste do Paraná. Bem gerenciado e dotado de um corpo docente qualificado, o programa tem inserido um grande número de profissionais no mercado de trabalho, respondendo satisfatoriamente a demanda de escolas públicas e privadas de Ensino Fundamental e Médio da região, do Estado e de outros Estados.



Entretanto, considerada a proliferação de instituições de nível superior na área de abrangência da Universidade, somada a experiência do Mestrado Interinstitucional em História (UNIPAR/UFPR) no período 2008-2010, evidenciou a necessidade da oferta de um programa que propusesse o aprofundamento da discussão das “teorias da história”, imprescindíveis à formação do “historiador pesquisador”, e que igualmente, inserisse o discente no universo das teorias que fundamentam a ação docente em nível superior. Com esse intuito é que este programa de Especialização em História Contemporânea em nível “Latu Sensu” é ofertado. Construído a partir do desejo de representar uma oportunidade única para a formação teórica do pesquisador da multidisciplinar área das Ciências Humanas, o programa contempla o que há de mais recente no que se refere às discussões sobre a realidade do ser humano no tempo. Composto por professores de gabarito inquestionável, esta especialização representa um serviço que a UNIPAR, Unidade Universitária de Francisco Beltrão presta à sociedade sudoestina.




2. OBJETIVOS

Geral:

  • Proporcionar aos graduados em História ou áreas afins o aprimoramento profissional para sua atuação como educadores e pesquisadores em Ciências Humanas e Sociais.

Específicos:

  • Proporcionar aos discentes da Pós-Graduação Lato Sensu a capacidade de desenvolver e aprofundar análises a partir de novas possibilidades de abordagens teórico-metodológicas;

  • Viabilizar para as regiões de abrangência da Universidade o ferramental teórico-metodológico necessário para a prospecção, abordagem e estudo de fontes que possam viabilizar o desenvolvimento de um núcleo de produção historiográfica em torno do programa;

  • Qualificar e instrumentalizar os profissionais para atuar nas diversas redes de ensino.

3. DISCIPLINAS/EMENTAS/PROFESSORES




Disciplina:

O Brasil no Cenário Contemporâneo Internacional

C/H:

30h/a

Ementa:

A disciplina analisará as relações do Brasil a partir da sua inserção no contexto internacional ao longo da sua história como Estado independente, dando destaque a alguns eixos temáticos: os conflitos platinos durante o Império; a Era Rio Branco e a inflexão na política internacional brasileira; do alinhamento automático à era Vargas; do realinhamento à política externa independente e o recuo do regime militar, a política externa brasileira em tempos de globalização. As perspectivas do ensino da política externa brasileira serão priorizadas.




Disciplina:

História Política do Brasil Republicano

C/H:

30h/a

Ementa:

Análise do período histórico do pós-guerra. O fim do Estado Novo e os arranjos políticos. O período populista e nacional desenvolvimentista. Ditadura militar: Estado economia e sociedade. Da redemocratização ao Brasil Contemporâneo.




Disciplina:

Teorias da História

C/H:

30h/a

Ementa:

As correntes historiográficas e seus referenciais teórico-metodológicos; As “escolas” historiográficas dos séculos XIX e XX; As perspectivas historiográficas contemporâneas.




Disciplina:

Metodologia da Pesquisa Científica

C/H:

30h/a

Ementa:

Leitura e Análise de texto. Métodos e técnicas em pesquisa. Fases da pesquisa científica. Organização de projeto de pesquisa em História Contemporânea e apresentação do projeto de pesquisa. Apresentação de trabalhos científicos: monografia e artigo científico.




Disciplina:

História, Gênero e Arte

C/H:

30 h/a

Ementa:

A construção histórica das representações de gênero; As relações de gênero e a historiografia; Identidade, diversidade, discriminação e preconceito relacionados ao feminino e ao masculino; A arte como produção de significados culturais; pintura; teatro; cinema; literatura; música.



Disciplina:

Metodologia do Ensino de História

C/H:

30h/a

Ementa:

Estudo e discussão das concepções sobre a formação docente, relacionando com as atuais tendências ao ensino de História. Estudos de Andragogia. Desafios e perspectivas na formação docente do XXI; A identidade do novo professor. A formação continuada dos professores envolvidos com o ensino de História e propostas metodológicas que sugerem uma ação pedagógica redimensionada.




Disciplina:

Pelos Caminhos da História Cultural

C/H:

30h/a

Ementa:

Estudo centrado na análise, na leitura e na interpretação da História sob o prisma cultural. Historicidade do conceito de cultura enquanto categoria central no campo das narrativas que buscaram, em diferentes momentos históricos, forjar identidades para o Brasil – quer sob o ângulo dos literatos (românticos; realistas, pré-modernistas, modernistas e pós- modernistas), quer sob o ângulo dos historiadores.



Disciplina:

História, Trabalho e Movimentos Sociais

C/H:

30h/a

Ementa:

As relações de trabalho e a formação histórico-social; As características históricas da organização do trabalho; Os movimentos sociais no Brasil Colônia e República. Os Movimentos Sociais Contemporâneos e Pós-Modernos.




Disciplina:

História, Identidades e Relações Etnicas

C/H:

30h/a

Ementa:

A construção social e os modos de produção da identidade e da subjetividade na contemporaneidade; As práticas culturais e as diferentes construções identitárias; As relações étnicas e estratos de memória e narrativas; A constituição de espaços e territórios das migrações e suas características histórico-sociais.




Disciplina:

História, Religião e Sexualidade no Ocidente

CH

30h/a

Ementa:

A influência religiosa na formação histórica do Ocidente; A sexualidade como tema da História. As concepções teóricas e metodológicas das abordagens historiográficas em religião e sexualidade; A religiosidade e a sexualidade na formação sociocultural do ocidente cristão.




Disciplina:

História Pós-Contemporânea

C/H:

30 h/a

Ementa:

Oriente Médio Pós- Contemporâneo. BRIC’s. África. Fronteiras não estáticas.




4. MATRÍCULA EM DISCIPLINA ISOLADA

Será aceita a matrícula em disciplina isolada no curso, desde que atendida a Instrução Normativa da Diretoria Executiva de Gestão da Pesquisa e da Pós-Graduação de 09/10/2009.




5. ESTÁGIO PROFISSIONAL

Em atendimento a Lei de Estágio nº 11.788/2008, o Curso de Especialização em História Contemporânea, visa em sua proposta pedagógica à realização de estágio não obrigatório. Havendo a realização do Estágio Profissional não obrigatório, o(a) coordenador(a) do curso será o responsável em fazer o acompanhamento e avaliação das atividades do estagiário, bem como, assinar os relatórios dos estágios encaminhados pela parte concedente.




6. PÚBLICO ALVO:

Todos os portadores de diploma de graduação em história ou áreas afins.




7. VAGAS

Mínimo: 25 (vinte e cinco) vagas




8. CARGA HORÁRIA (No mínimo, 360 h/a em sala de aula. As orientações do Trabalho de Conclusão de Curso não são computadas na carga horária do curso).

A carga horária do curso é de 360 horas aula não computadas as horas destinadas às orientações.




9. DURAÇÃO DO CURSO

Início das Aulas: (03/2013)

Término das Aulas: (10/2014)

Tipo de trabalho de conclusão: ( ) Monografia

( X ) Outros – Especifique: Artigo Científico



Período para orientações: de junho a outubro de 2014

Prazo para entrega de Trabalho de Conclusão de Curso: outubro de 2014




10. PERÍODO DE INSCRIÇÃO

As inscrições são online e o Contrato disponível no portal www.unipar.br

Inscrições: de novembro de 2012 a março de 2013.






11. VALOR DO INVESTIMENTO

Inscrição: R$ 70,00

20 mensalidades de: R$ 310,00



Programa de Fidelidade e de Benefícios:

20% de desconto para egresso de 2012: 20 mensalidades de R$ 248,00

10% de desconto para egressos de anos anteriores a 2012: 20 mensalidades de R$ 279,00

50% de desconto para colaboradores: 20 mensalidades de R$ 155,00





12. DOCUMENTOS

11.1 - Fotocópia do Diploma

11.2 - Fotocópia do RG

11.3 - Fotocópia do CPF

11.4 – 01 Foto 3X4 recente



11.5 - Formulário a ser preenchido no ato da inscrição




13. CALENDÁRIO

Período

Semanal

Quinzenal

Outros




( )

( )

( )

Dias

Manhã

8:00-12:00

Tarde

13:00-18:00

Noite

19:00-23:00

Quinta-feira

( )

( )

( )

Sexta-feira

( )

( )

(X)

Sábado

( X)

(X)

( )

Domingo

( )

( )

( )




14. GESTOR(A) PEDAGÓGICO(A)

Nome: Carlos Antônio Bonamigo

e-mail: bonamigo@unipar.br

Titulação: Doutor

Área de Conhecimento: Educação

Instituição onde obteve o título: Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS


















ATOS LEGAIS




  1. Parecer da Direção da Unidade:







Aprovado






















Não Aprovado

Data___/___/_____.













Direção Geral

II – Avaliação da Coordenadoria de Pós-Graduação Lato Sensu.







Aprovado






















Não Aprovado

Data___/___/_____.

Profª. Ma. Célia Macorin Gomes










Coordenadora – COPLS

III – Autorização da Diretoria Executiva de Gestão da Pesquisa e da Pós-Graduação para Tramitação do Projeto.







Autorizo






















Não Autorizo

Data___/___/_____.

Prof. Dr. Régio M. Toesca Gimenes










Diretor – DEGPP

IV – Avaliação da Câmara de Ensino, Pesquisa e Extensão - CONSEPE sobre a aprovação do Projeto Pedagógico do Curso.







Aprovado






















Não Aprovado

Data___/___/_____.

Profª. Ma. Maria Regina Celi de Oliveira










Presidente da CEPE

V – Resolução do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão - CONSEPE sobre a aprovação do Projeto Pedagógico do Curso.







Aprovado




Plenário
















Não Aprovado




Ad Referendum pelo Reitor



















Resolução CONSEPE n.º : ___/___, de ___/___/_____.

Profª. Ma. Ana Cristina O. C. Codato










Secretária – SEOCS

V – Resolução UNIPAR, após deliberação do Conselho Superior Universitário – CONSUNI, sobre a autorização para implantação do Curso.







Aprovado




Plenário
















Não Aprovado




Ad-Referendum pelo Reitor



















Resolução UNIPAR n.º : ___/___, de ___/___/______.

Profª. Ma. Ana Cristina O. C. Codato










Secretária – SEOCS

Obs:...............................................................................................................................................................................................................................................................................................................



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