Resumo básico de contabilidade


CONTABILIZAÇÃO DE ALGUMAS CONTAS ESPECÍFICAS



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7. CONTABILIZAÇÃO DE ALGUMAS CONTAS ESPECÍFICAS





OPERAÇÕES COM DUPLICATAS

Nas operações mercantis de venda, existe uma transferência de bens do vendedor para o comprador. Logo, o comprador assume uma obrigação (de pagar) com o vendedor, e este, por sua vez, adquire um direito (de receber) com o comprador.




  • vendedor é considerado Emitente, Sacador, Cedente, Credor

  • comprador é considerado Aceitante, Sacado, Devedor, Cliente


I. COBRANÇA SIMPLES Com a cobrança simples o Banco apenas recepciona as duplicatas recebidas através de borderô pela empresa (emitente). Para o registro da cobrança, a empresa poderá manter um controle extra-contábil das duplicatas enviadas ou utilizar CONTAS DE COMPENSAÇÃO dentro da própria contabilidade.


Conta de Compensação são contas de uso paralelo e optativo, sendo criadas contas no Ativo e no Passivo, somente para controle dos títulos que estão em cobrança, não afetando o Patrimônio da empresa.

Ex.: Utilizando a Conta de Compensação


  1. Remessa ao Banco conforme borderô:


Débito  Banco Conta Cobrança Simples (ATIVO)

Crédito  Efeitos para Cobrança (PASSIVO)
Obs.: se não optar pela Conta de Compensação não se deve proceder a nenhum lançamento


  1. Pelo recebimento das duplicatas pelo Banco:


Débito  Banco Conta Movimento

Crédito  Clientes (Duplicatas a Receber)

Débito  Efeitos para Cobrança (PASSIVO)

Crédito  Banco Conta Cobrança Simples (ATIVO)
Obs.: no caso de cobrança de duplicatas com juros, proceder o lançamento dos juros na conta Juros Ativos

Na empresa devedora deverá ser processado o seguinte lançamento:


Débito  Fornecedores

Crédito  Disponível (CAIXA / BANCO)
Obs.: no caso de pagamento com juros, proceder o lançamento na conta Juros Passivos


II. DESCONTO DE DUPLICATAS é uma operação onde a empresa detentora dos títulos recebe os valores dos títulos antecipadamente, como se o banco estivesse fazendo um empréstimo à empresa e esta tivesse dado as duplicatas como garantia. Quando do envio dos títulos para desconto, a empresa transfere os direitos de recebimento para a entidade financeira que a descontou. Entretanto, caso o devedor não honre o pagamento do título, a solidariedade entre devedor e credor dá à instituição financeira o direito de receber do credor.


  • a Conta Duplicatas Descontadas deve ser classificada como REDUTORA no AC - Ativo Circulante ou ARLP – Ativo Realizável a Longo Prazo, dependendo do vencimento das duplicatas.

  • Os encargos financeiros decorridos da transação representam DESPESAS ANTECIPADAS e também devem ser classificadas no AC ou ARLP, e, sendo apropriados em contas de resultado à medida que forem sendo incorridos, proporcionalmente ao prazo de vencimento das duplicatas.

  • Quando do desconto, ocorrem 3 etapas, a saber: desconto, quando o cliente paga a duplicata e quando o cliente não paga a duplicata.


Ex.: A empresa envia ao banco uma duplicata de $ 10.000 com vencimento em 10/01/2002; o banco realiza o desconto em 21/12/2001, cobrando juros de $ 600.

Juros p/ dia de atraso: $ 5


Clientes

Banco

(-) Duplicatas Descontadas

1

10.000

10.000

2




1

9.400

10.000

3




2

10.000

10.000

1






















50

4




3

10.000























































Encargos Financeiros



















1

600





































4

50

































































1. No momento do Desconto  na contabilidade do emitente:

  • DEBITA-SE a conta BANCO pelo valor líquido;

  • DEBITA-SE a conta ENCARGOS FINANCEIROS pelo valor dos juros;

  • CREDITA-SE a conta DUPLICATAS DESCONTADAS pelo valor bruto;




  • 2. No recebimento da Duplicata descontada  quando a Duplicata Descontada é PAGA pelo devedor, no vencimento.

 na contabilidade do emitente:

  • DEBITA-SE a conta DUPLICATAS DESCONTADAS;

  • CREDITA-SE a conta CLIENTES;

 na contabilidade do devedor:

  • DEBITA-SE a conta FORNECEDOR;

  • CREDITA-SE a conta CAIXA ou BANCO




  • 3. Quando o devedor não paga a duplicata e a mesma é debitada pelo banco

 na contabilidade do emitente:

  • DEBITA-SE a conta DUPLICATAS DESCONTADAS;

  • CREDITA-SE a conta BANCO




  • 4. Se o banco cobrar juros pelos dias de atraso = 10 dias após o vencimento

  • DEBITA-SE a conta ENCARGOS FINANCEIROS

  • CREDITA-SE a conta BANCO

No caso em questão, foi descontada uma duplicata no dia 21/12/2001 e o seu vencimento era para 10/01/2002. Logo devemos considerar como despesas 10 dias para o exercício de 2001 e 10 dias para o exercício de 2002.


  • No encerramento do mês de dezembro/2001, a empresa deverá proceder ao seguinte lançamento:


DÉBITO  Encargos Financeiros

CRÉDITO Juros a Vencer .................. $ 300 (600/20 x 10 = 300)


  • No encerramento do mês de janeiro/2002, a empresa deverá apropriar o restante (10 dias) em conta de resultado:


DÉBITO  Encargos Financeiros

CRÉDITO Juros a Vencer .................. $ 300 (600/20 x 10 = 300)
III. ADIANTAMENTOS DIVERSOS não é considerado despesa nem receita;


  • Adiantamento concedido é DIREITO;

  • Adiantamento recebido é OBRIGAÇÃO;




Adiantamento Viagens

CAIXA

Despesas de Viagem




500

500

1




3

100

500







1

600













500

2










100

1




2

500













500

3



















3

400









Ex.: É feito um adiantamento para despesas de viagem no valor de R$ 500


  • DEBITA-SE a conta ADIANT. VIAGENS pelo valor do adiantamento

  • CREDITA-SE a conta CAIXA pelo valor do adiantamento;


Quando do acerto, podem ocorrer 3 momentos 


  • 1. o valor gasto em despesas de viagem foi maior que o adiantamento

  • DEBITA-SE a conta DESP. VIAGEM pelo valor correto das despesas;

  • CREDITA-SE a conta CAIXA pelo valor da diferença que sobrou;

  • CREDITA-SE a conta ADIANT. VIAGENS pelo valor do adiantamento;




  • 2. O valor gasto em despesas de viagem foi igual ao valor do adiantamento;

  • DEBITA-SE a conta DESP. VIAGEM pelo valor correto das despesas;

  • CREDITA-SE a conta ADIANT. VIAGENS pelo valor do adiantamento;




  • 3. O valor gasto em despesas de viagem foi menor que o valor do adiantamento;

  • DEBITA-SE a conta DESP. VIAGEM pelo valor correto das despesas;

  • DEBITA-SE a conta CAIXA pelo valor da diferença que faltou;

  • CREDITA-SE a conta ADIANT. VIAGENS pelo valor do adiantamento;


IV. ALUGUÉIS A VENCER é mais uma situação em que a conta se encontra no ATIVO, sub-grupo DESPESAS DO EXERCÍCIO SEGUINTE. Geralmente devemos pegar o valor total da despesa e dividir pelo período em que esta despesa será realizada.
Ex.: A empresa XYZ aluga um imóvel comercial de outra empresa, a BOA VIDA Ltda. O prazo de vigência do aluguel será 3 meses. O contrato é assinado em 30/11/2001. O valor do aluguel seria R$ 1.200 mensais, pagáveis todo dia 30 do mês. Mas a empresa XYZ consegue um desconto de R$ 600 para pagamento à vista. Como será a situação em 31/12/2001 ( a ) para a contabilidade da empresa XYZ e da BOA VIDA ?
XYZ - LOCATÁRIO ( pagador )


Aluguel a Vencer

Caixa ou Banco

Despesas de Aluguel

1

3.000

1.000

a










3.000

1




a

1.000


























































































.

BOA VIDA – LOCADOR ( recebedor )




REF (Result. Exerc. Futuros)

Caixa ou Banco

Aluguéis Ativos

a

1.000

3.000

1




1

3.000















1.000

a






















































































Obs.:

  • No contabilidade do LOCATÁRIO (Pagador – empresa XYZ)

  • DEBITA-SE a conta ALUGUEL A VENCER no valor total do aluguel;

  • DEBITA-SE a conta DESP. DE ALUGUEL no valor da parcela rateada;

  • CREDITA-SE a conta ALUGUEL A VENCER no valor da parcela rateada;

  • CREDITA-SE a conta CAIXA ou BANCO no valor total do aluguel;




  • No contabilidade do LOCADOR (Recebedor)

  • DEBITA-SE a conta RES. EXERC. FUTURO no valor da parcela rateada;

  • DEBITA-SE a conta CAIXA ou BANCO no valor total do aluguel;

  • CREDITA-SE a conta ALUGUÉIS ATIVOS no valor da parcela rateada;

  • CREDITA-SE a conta RES. EXERC. FUTURO no valor total do aluguel;


8. DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO

8.1. Depreciação
 A depreciação dos Bens materiais do Ativo Imobilizado corresponde à diminuição do valor dos elementos ali classificáveis, resultante do desgaste pelo uso, ação da natureza ou obsolescência normal.
 Os bens materiais que comumente aparecem no Ativo Imobilizado e estão sujeitos à depreciação são:

. Computadores

. Imóveis ( construções)

. Instalações

. Móveis e Utensílios

. Veículos
 Por que depreciar?


  • Quando a empresa compra bens para o uso próprio, ela efetua um gasto. Esse gasto, por ser considerado investimento, não pode ser contabilizado como despesa. Entretanto, esses bens, sendo utilizados pela empresa, desgastam-se e perdem o valor. Por esse motivo é feito a depreciação. Através dela, a empresa pode considerar como despesa o valor gasto na aquisição dos seus bens de uso.




  • É evidente que para se depreciar o valor gasto na aquisição de um bem é preciso atender a algumas exigências legais, tendo em vista, principalmente, o tempo de vida útil do bem.




  • Os bens não duram eternamente; eles têm um tempo de vida útil o qual, desgastados pelo uso ou em função da natureza ou mesmo pela obsolescência, deixam de ser convenientes para a empresa.

Veja:
Desgaste pelo uso: você compra um automóvel hoje. Daqui a cinco ou seis anos esse automóvel, sendo usado diariamente, não terá o mesmo rendimento de quando novo.


Ação do tempo: o próprio automóvel acima citado, por ficar exposto ao sol, à chuva, sofre essas influências climáticas e se desgasta.
Obsolescência: por exemplo, antigamente existiam as calculadoras manuais, grandes, de difícil manejo e transporte. Hoje, com os novos inventos, temos calculadoras muito mais eficientes e em tamanhos incomparavelmente menores.


  • Além desses motivos, e por tais bens servirem às empresas em vários exercícios sociais, é correto que se incorpore ao custo de cada exercício uma parcela do valor desses bens, ao longo do período estimado de sua vida útil.




  • Sendo assim, todas as empresas procedem, no final de cada exercício social, à depreciação dos Bens materiais constantes do Ativo Imobilizado.



  • Quais os procedimentos que devem ser tomados para se contabilizar a depreciação?




  • O primeiro passo é estimar o tempo de vida útil para o bem e, consequentemente, fixar a taxa anual de depreciação.





CONTAS

PRAZOS ADMITIDOS

TAXAS anuais

Computadores

5 anos

20 %

Imóveis, exceto terrenos

25 anos

4 %

Instalações

10 anos

10 %

Móveis e Utensílios

10 anos

10 %

Veículos

5 anos

20 %




  • Depois de estabelecidos o tempo de vida útil e a respectiva taxa anual de depreciação, vamos verificar qual método de depreciação de vemos adotar.

 Existem vários métodos de depreciação, como método linear ou em linha reta, método da soma dos dígitos, método do saldo decrescente etc.




  • O mais usado é o método linear ou em linha reta, que consiste em aplicar taxas constantes durante o tempo de vida útil estimado para o bem. Por exemplo, se o tempo de vida útil de um bem foi determinado em 10 anos, a taxa anual de depreciação será de 10%.




  • A depreciação pode ser anual ou mensal.




  • É anual quando calculada e contabilizada uma única vez ao ano. O valor da quota anual é obtido aplicando-se a taxa normal de depreciação sobre o valor do bem.




  • É mensal quando calculado e contabilizado mensalmente. O valor da quota mensal é obtido dividindo-se o valor da quota anual por 12.




  • A depreciação pode ser, ainda, normal ou acelerada, diferenciando-se tão-somente em relação à taxa aplicada, que poderá variar conforme o número de turnos de utilização do bem a ser depreciado (cada turno corresponde a um período de oito horas).

  • Assim, se o bem for utilizado durante um único turno, a ele será aplicada a taxa normal; se for utilizado durante dois turnos, será aplicada a taxa multiplicada pelo coeficiente 1,5; e se for utilizado durante três turnos, será aplicada a taxa multiplicada pelo coeficiente 2,0.

  • Para se conhecer o valor da depreciação do bem em cada exercício, basta aplicar a taxa sobre o valor desse bem. Veja como é fácil:


  • Vamos calcular o valor da quota de depreciação da conta Móveis e Utensílios, sabendo que o saldo da conta é de R$ 50.000 e a taxa anual é de 10%.

T
emos:


Veja os cálculos:
 A
contabilização da quota de depreciação é feita através do seguinte lançamento:
Depreciação

a Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios

Depreciação anual sobre Móveis e Utensílios pela taxa

De 10% a.a., ref. a esse período ........................................................ 5.000


Observações:

  • A conta debitada, Depreciação, corresponde à despesa ou ao custo do período; portanto, seu saldo será transferido para a conta Resultado do Exercício, no momento da apuração do Resultado Líquido.




  • A conta creditada, Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios, é patrimonial e representará, sempre, o valor acumulado das depreciações efetuadas durante o tempo de vida útil do bem.




  • No Balanço Patrimonial, a conta Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios aparecerá do lado do Ativo como conta retificadora da conta do Ativo Permanente que serviu de base para seu cálculo.




  • Quando o bem for adquirido durante o ano, a taxa de depreciação do referido ano deverá ser proporcional ao número de meses durante o qual o bem foi utilizado.



  • Vamos falar sobre o método de depreciação da soma dos dígitos:




  • Este método consiste em somar os dígitos da vida útil do bem. O valor assim encontrado será o denominador. O numerador será o dígito do ano ou o inverso, conforme se está em quotas crescentes ou decrescentes.

Por exemplo, uma máquina com o valor de R$ 30.000,00 será depreciada em 5 anos. Assim:

Ano 1
Ano 2
Ano 3
Ano 4
Ano 5


Soma = 15

Como a depreciação é crescente, será ela, então de:

1º ano ( 1 / 15 ) x R$ 30.000,00 = R$ 2.000,00

2º ano ( 2 / 15 ) x R4 30.000,00 = R$ 4.000,00

3º ano ( 3 / 15 ) x R$ 30.000,00 = R$ 6.000,00

4º ano ( 4 / 15 ) x R$ 30.000,00 = R$ 8.000,00

5º ano ( 4 / 15 ) x R$ 30.000,00 = R$ 10.000,00

Dessa forma, o valor contábil dessa máquina, ao fim do terceiro ano, será de R$ 18.000,00.




  • Caso a depreciação fosse decrescente, os valores por ano seriam invertidos, isto é, teríamos R$ 10.000,00 de depreciação no 1º ano, R$ 8.000,00 no 2º, R$ 6.000,00 no 3º, R$ 4.000,00 no 4º e R$ 2.000,00 no 5º ano.



8.2. Amortização
Amortização é a diminuição do valor dos Bens imateriais em razão do tempo.


  • Enquanto a depreciação é usada para os bens materiais (tangíveis), a amortização é usada para os Bens imateriais (intangíveis), como Benfeitorias em Imóveis de Terceiros, Marcas e Patentes, Despesas de Organização etc.




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