Resumo de História



Baixar 19.94 Kb.
Encontro29.07.2016
Tamanho19.94 Kb.

Resumo de História


Introdução:

Império do Ocidente Em sua região foi criado o Império Carolíngio

Império do Oriente  Em sua região foi criado o Império Bizantino.
O Império Carolíngio.

Com os constantes ataques dos povos germânicos no Império romano do ocidente, a única coisa que restou foi a igreja cristã, que agora administrava assuntos que antes cabiam as autoridades romanas, como por exemplo: a proteção contra os saques bárbaros e o abastecimento das cidades. Os líderes da igreja também exerciam cargos diplomáticos, pois, agora, faziam acordos para acabar com os conflitos com os germânicos, essa ação aumentava ainda mais o poder da igreja. Aproveitando-se deste poder, a igreja, começou a fazer campanhas de evangelização, procurando novos adeptos cristãos, principalmente na elite guerreira de povos estrangeiros.


Os sacerdotes cristãos buscaram o apoio dos povos germânicos para difundir o cristianismo, e ganhar mais poder. Assim, a religião cristã alcançou mais adeptos, entre os reinos que adotaram o cristianismo, estavam os francos (na área da atual França e Bélgica). Esse reino foi unificado sob o comando do rei Clóvis, que ampliou o território, chegando à área da atual Alemanha. Clóvis se converteu ao cristianismo, assim, ele conseguiria o poder, e o apoio dos religiosos. Essa tática política lhe garantia mais poder, pois havia muitos cristãos, e sendo ele próprio cristão, os religiosos o apoiariam, inclusive a própria igreja.

O território dos francos foi ampliado pelos sucessores de Clóvis e, para isso, foram necessários cargos especiais, para auxiliar o rei. Os agentes pessoais do rei ocuparam esses cargos. Para pagar esses funcionários, garantiam-lhes benefícios, tais como terras. Assim foi criada a nobreza proprietária de terras dos francos.

Entre esses funcionários que surgiram por causa da ampliação do território dos francos estavam os mordomos, também chamados de prefeitos do palácio. O mordomo tinha um cargo hereditário e concentrava muito poder, pois, na prática, todas as decisões passavam por ele.

Com o apoio dos nobres e do clero, Pepino breve, um mordomo, se tornou o novo rei do território franco. Pepino criou uma aliança com a igreja, e o padre Estevão II disse que ia expulsar do reino todos aqueles que não se submetessem ao novo monarca. Conseguindo assim, ainda mais poder para Pepino. Em troca dessa ajuda garantida pela igreja, Pepino, prometeu recuperar as terras que a igreja havia perdido para os lombardos (Roma e parte da Itália Central).

Depois de vencer os lombardos, Pepino entregou o território a Estevão II, nessa região conquistada, foi criado o estado pontifício, ou seja, o estado que era comandado pelo líder religioso. Depois, foi criado um acordo entre Pepino e Estevão II, legitimando a dinastia e favorecendo a ampliação do território.

Com a morte de Pepino, seu filho, Carlos Magno assumiu o poder. Em seu reinado, ele organizou diversas campanhas militares, aumentando seu território e criando assim, o Império Carolíngio (por causa de seu nome, Carlos). Ele dominou diversos povos, como o: dos lombardos, dos saxões e dos borgúndios. Porém, os povos dos: boêmios, moráveis, e dos croatas continuaram a dominar suas próprias terras, mesmo tendo que pagar tributos ao Império Carolíngio.(importante: pepino era um mordomo franco, virou um monarca franco, Carlos Magno criou o império carolíngio à partir do reino franco).

Obs – O território de Carlos magno ficava na área da atual: Suíça, Alemanha, França, Bélgica, Itália e Áustria.



A expansão territorial do Império Carolíngio fortaleceu o poder de Carlos Magno, este, foi coroado como imperador pelo papa Leão III, se o próprio papa, o líder máximo dos cristãos, havia proclamado-o imperador, afirmando-o como superior, então Carlos Magno ficou conhecido como o representante de deus na terra. Para administrar o Império, o imperador precisava da ajuda de diversos funcionários. Os membros da igreja (o clero) cuidavam dos serviços religiosos e escreviam os decretos e ordens reais.

Os funcionários leigos cuidavam de outros diversos serviços como o abastecimento da cidade, administração da justiça e cuidado com as estrebarias (local onde os cavalos ficavam).

O Imperador também dispunha de administradores locais, cada conde, nomeado pelo imperador, cuidava de um condado, ou seja, uma pequena região sobre o controle dos condes.Esses condes eram responsáveis pela execução das ordens reais, pelo exercício da justiça e pela arrecadação de impostos, em troca, eles ganhavam terras e uma parte dos impostos arrecadados.

A segurança do império Carolíngio era garantida através de prestações de serviços militares feitos pelos senhores locais, pois não havia um exército profissional. Assim, o Imperador Carlos magno ficava dependendo dos guerreiros dos nobres, principalmente com a sua política de expansão territorial. Ou seja, os condes, duques e marqueses teriam também, além de administrar suas terras, que garantir o exército, “emprestando” o seu sempre que o imperador precisasse.

Para verificar a atuação dos nobres, o Imperador mandava uma dupla de funcionário, um civil, e um religioso. Eles visitavam os condados e supervisionavam o cumprimento das ordens reais e assim, tentavam também manter a unidade do império, ou seja, tentar fazer com que os nobres não concentrassem poder em suas mãos deixando todo o poder na mão do imperador e assim, continuando um Império. Porém, essa atitude não pode deixar que os nobres não concentrassem o poder em suas mãos, eles concentraram, pois, muitas vezes, eles acabavam se aliando aos fiscalizadores pois eles pertenciam à elite dos proprietários de terras e dos religiosos assim, acabam dando “incentivos”.

Os marqueses tomavam conta das regiões das fronteiras, as marcas. Eles acumularam grande poder e riqueza. Os duques tomavam conta dos ducados, e algumas vezes, chegavam a ser tão ricos e influentes como o próprio imperador, eles eram chefes militares. A diferença entre duques e condes é que os duques eram mais ricos e influentes.

No Império Carolíngio, os camponeses constituíam a maior parte da população, eles viviam nas propriedades dos nobres, recebiam uma pequena parte da produção, porém, tinham que cumprir uma série de obrigações. Os grandes proprietários de terras recebiam títulos de nobreza, alguns deles prestavam serviços permanentemente para o governo, enquanto outros, apenas prestavam serviços em tempo de campanhas militares, enviando homens armados. O privilégio militar era exclusivo dos nobres, pois era caro bancar os equipamentos e era necessário tempo para o treinamento dos homens.

O Clero (padres e bispos), era outra importante classe. Os bispos e arcebispos eram escolhidos diretamente pelo Imperador, eles normalmente eram de sua família ou da família dos nobres proprietários de terras. Os bispos normalmente: 1. realização funções diplomáticas 2. fiscalização o trabalho dos padres 3. realizar fiscalizações gerais.



Após a morte de Carlos Magno, seu filho, Luís o piedoso, sucessor e herdeiro, encontrou disputas pelo trono, as oposições vinham principalmente de seus filhos. Após sua morte, seus filhos decidiram dividir o território em três partes, procurando dividir o poder entre eles.

Essa divisão enfraqueceu o Império, isso facilitou a invasão dos povos vindos da Europa. Entre esses povos estavam: os normandos, os húngaros e os sarracenos. Argumentando que o Império precisava de defesa, os nobres começaram a exercer funções antes desempenhadas pelo governo central.

Os descendentes de Carlos Magno tiveram o poder reduzido, pois agora não podiam nomear os condes, duques e marqueses. Pois estes passavam seu cargo hereditariamente.



Os proprietários com grandes territórios começaram a ser os líderes máximos das regiões em que dominavam. Essa descentralização do poder representou a queda do império Carolíngio.
O Império Bizantino

O Império Romano do ocidente se transformou no império bizantino, este sobreviveu às invasões que fragmentaram o império romano do ocidente. Os imperadores do império bizantino se declaravam como sucessores do imperador romano, e os imperadores do Império carolíngio faziam o mesmo, isso gerou várias disputas entre os dois. Além de resistir as invasões, o Império Bizantino também ampliou seu território à partir de guerras contra territórios vizinhos.

Justiniano liderou muitas dessas guerras de expansão territorial. Além disso, ele criou um código de leis baseado no direito romano e no cristianismo. Para bancar as guerras de expansionismo, Justiniano aumentou os impostos. Por causa dessa ação o povo fez uma violenta revolta, denominada revolta Nika. Nessa revolta uma grande parte de Constantinopla foi destruída com um incêndio.

Para os bizantinos, o poder do trono estava ligado à religião, ou seja, se um imperador fosse destronado ou assassinado era porque os deuses não o queriam mais no trono.



A religião era muito importante e, por causa disso, surgiam diversos debates entre os cristãos do ocidente e do oriente sobre ela. O latim era a língua oficial do antigo império romano, todos os documentos oficiais da igreja eram escritos em latim no Ocidente e, no Oriente, eles respeitavam a orientação de alguns líderes bizantinos que diziam que o grego era a língua oficial da sua região. Essas discussões estavam ligadas à disputa de poder entre os líderes religiosos do Oriente (Constantinopla) e os líderes religiosos do ocidente (Roma). Os líderes do Ocidente queriam que a sede do cristianismo fosse em Roma, já os líderes bizantinos orientais queriam que a sede fosse tanto em Roma quanto em Constantinopla. O imperador bizantino Leão III determinou a destruição dos ícones (pinturas ou esculturas de figuras divinas, santos, cristo, etc) esse ato serviu para separar ainda mais o cristianismo oriental bizantino do ocidental. Leão III quis destruir os ícones para diminuir o poder dos monges e dos abades, porém, os bizantinos davam grande valor a essas imagens, pois acreditavam que afastavam os males. O decreto de destruição dos ícones destruiu todos os ícones da região do Império Romano, a maior parte da população ficou revoltada tanto que foi gerado um conflito que só terminou com a restauração desses ícones.

Como o papa (representante religioso do império romano do ocidente, Roma) não queria que os ícones fossem destruídos, houve um distanciamento do papa com o imperador bizantino (o imperador do oriente). Ou seja, houve um distanciamento do líder religioso do ocidente com o imperador do oriente. Foi por causa disso que os membros da igreja ocidental (de Roma) pararam de pedir para o imperador oriental (bizantino) que aprovasse a escolha do novo papa.

Porém, com a aproximação entre o papa (líder religioso do ocidente, Roma) e os imperadores carolíngios (ocidental), as discordâncias entre os cristãos orientais e ocidentais só aumentaram. A igreja Bizantina, estimulada pelo governo bizantino oriental, proclamou a superioridade do líder de Constantinopla, o líder oriental, no cristianismo. Por causa de todas essas discussões entre cristãos do ocidente e do oriente, ocorreu a cisma do oriente, ou seja, a igreja do ocidente e a do oriente se separaram para sempre. A igreja do Oriente virou a Igreja ortodoxa grega e a igreja do ocidente virou a igreja católica romana.

Fim!
Catálogo: resumos -> 7ano -> 3bi
resumos -> Autora: Maria Elisa Monteiro de Freitas
resumos -> Processo de Informatização na Educação Brasileira e o Ensino de Línguas Estrangeiras
resumos -> Motricidade Humana – Contribuições Para Um Paradigma Emergente
resumos -> A questão energética e seus reflexos na orientaçÃo das políticas externas da china e do brasil (2000-2010)
resumos -> Politecnia versus alienaçÃO: contribuiçÕes conceituais para o estudo sobre a ofensiva capitalista na educaçÃo adnilson José da Silva1
resumos -> Universidade federal do rio grande do sul
resumos -> Jogos eletrônicos para o ensino de álgebra na 6ª SÉrie
resumos -> O ensino de filosofia no ensino médio em beléM: sua contribuiçÃo para a construçÃo da cidadania no educando
3bi -> Livro – Europa nos séculos X à XIII


Compartilhe com seus amigos:


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal