Resumo teórico história (preparado pelo professor Felipe Tarábola) – roma



Baixar 35.8 Kb.
Encontro30.07.2016
Tamanho35.8 Kb.




RESUMO TEÓRICO HISTÓRIA
(preparado pelo professor Felipe Tarábola)


    1. ROMA

Introdução

Segundo a tradição, desde a fundação a sociedade romana era dividida em quatro estratos sociais: os patrícios, os clientes, os plebeus e os escravos. Os primeiros pretendiam ser os descendentes dos fundadores e, por isso, privilegiados; a eles originariamente caberia ocupar os postos de direção da cidade. Os clientes constituíam os agregados (pessoas que viviam sob a proteção de um patrono, em troca de favores) e dependentes dos patrícios. Os plebeus não teriam sido originários da cidade, mas teriam chegado depois e, portanto não dispunham de quaisquer direitos. Os escravos eram, geralmente, provenientes de conquistas obtidas em guerras.

Tradicionalmente divide-se a história de Roma em Monarquia, República e Império.


    1. A Monarquia (753 - 509 a. C.). Sucederam-se os seguintes 7 reis (4 primeiros latinos e sabinos; 3 últimos etruscos, povo oriundo da Ásia Menor, chegando à Itália X a.C.):

  1. Rômulo;

  2. Numa Pompílio;

  3. Túlio Hostílio;

  4. Anco Márcio;

  5. Tarquínio Prisco

  6. Sérvio Túlio;

  7. Tarquínio, o Soberbo.

Em Roma, o rei desempenhava as funções de supremo juiz, sumo sacerdote e comandante do exército. Sua autoridade política era, entretanto, limitada. O poder real era fiscalizado por um conselho de anciãos, o Senado (formado por representantes da aristocracia patrícia). Havia também uma assembléia popular, integrada pelos cidadãos,
que votavam as leis propostas pelo Senado. Os reis de origem etrusca governaram despoticamente, abolindo o Senado e marginalizando a nobreza patrícia. Em 509 a.C., Tarquínio, o Soberbo, último rei de Roma, foi deposto por uma revolução que expulsou os etruscos, aboliu a Monarquia e implantou a República.

    1. A República (509 - 27 a.C.)

Com a passagem da Monarquia para a República, ocorreu a transferência do poder dos etruscos para os patrícios, que se transformaram na classe dominante de Roma. Nessa época, a cidade já estendera seu domínio sobre a região do Lácio e a maioria de sua população era formada por agricultores, pastores e artesãos.

Uma forte divisão social (entre as 4 classes) causou forte concentração de renda e uma série de desigualdades econômicas. Nessa época, a sociedade romana estava dividida em 4 classes principais: os patrícios (constituíam a nobreza e descendiam das primeiras famílias que habitaram Roma; eram aristocratas e grandes proprietários de rurais que, com a queda da Monarquia, dominaram as instituições políticas republicanas), os plebeus (formavam a maioria da população, eram geralmente pequenos agricultores, comerciantes, pastores e artesãos), os cliente (não-proprietários que, para sobreviver, colocavam-se a serviço de um patrício, denominado patrono, que lhe cedia um pequeno lote de terra a ser cultivada mediante pagamento anual) e os escravos (pouco numerosos no início da República e sem relevância para a vida política e econômica; papel que muda em conseqüência das guerras de expansão).

Embora “República” signifique “coisa do povo”, em Roma as instituições republicanas eram controladas pelos patrícios. As principais instituições políticas eram os comícios (assembléias populares encarregadas de votar leis e eleger os magistrados; era dividida em centuriais – divisão pela riqueza em 193 centúrias, unidades do exército, cada uma tinha direito a um único voto, patrícios detinham 98 centúrias – e tribais – agrupamento de cidadãos em tribos, cada uma com direito a um voto, os pobres formavam 4 tribos e os ricos 31), as magistraturas (os magistrados eram eleitos pelos comícios por um período de um ano e exerciam a magistratura de modo concomitante; os principais magistrados eram
os cônsules, eram 2 e chefiavam a República,presidindo os comícios, o Senado e, em guerra, o exército; os pretores, encarregados da aplicação da justiça; e os censores, responsáveis pela vigilância dos costumes, arrecadação de impostos e segurança pública) e o Senado (encarregado da elaboração das leis, era o poder de fato da República, o Conselho dos Anciãos, composto por 300 senadores de origem patrícia cotrolava as finanças do Estado, a religião, a administração do território público e a política exterior; em caso de crise extrema, o Senado tinha o poder de nomear um ditador para governar por seis meses).

No plano interno, o período foi marcado por lutas entre patrícios e plebeus, guerras civis, disputas pelo exercício do poder, conflitos entre cônsules e Senado.

No plano externo merecem destaque a extensão do poder territorial de Roma sobre toda a península Itálica e o confronto com Cartago (Guerras Púnicas, 246 - 146 a.C.), garantindo a Roma o controle sobre o Mediterrâneo e territórios adjacentes.

Em 498 a.C. ocorre um levante dos plebeus e o Senado institui a ditadura. A plebe amotinada instala-se no Monte Sagrado e consegue a instituição dos Tribunos da Plebe.

Entre 451 – 449 a.C. são redigidas as primeiras leis escritas, a Lei das Doze Tábuas.

A Lei Canuléia autoriza o casamento entre a classe patrícia e a plebéia. As Leis Licínias garantem a diminuição das dívidas e a distribuição de terras.

A Lei Ogúlnia garante igualdade de direitos religiosos aos plebeus.


      1. As Guerras Púnicas (ROMA X CARTAGO): O controle de Roma sobre o sul da Itália provoca desavenças com Cartago, antiga colônia no norte da África. Foram 3 guerras.

      2. Conseqüências da Expansão Romana: As conquistas territoriais provocam uma alteração significativa em Roma. Aumentam o luxo, a riqueza, o número de escravos disponíveis e os latifúndios, que eram distribuídos como forma de recompensa aos oficiais vitoriosos. Ocorre um empobrecimento da plebe e dos pequenos agricultores. Aumentam as tensões sociais que assinalam o início de um período de guerras civis, cujo desfecho foi a Crise da República e a implantação do Império.

      3. A Crise da Repúlica Romana: Tibério Semprônio Graco, tribuno da plebe, faz aprovar a Lei Agrária que previa a distribuição das terras públicas aos pobres. É morto em 133 a.C. Seu irmão Caio Semprônio Graco faz com que se aplique a Lei Agrária, que se vote o

estabelecimento de colônias, substituam-se nos tribunais os senadores pelos cavaleiros e se organize, por uma lei, a distribuição do trigo. Em 122 a.C. é morto por aqueles que se sentiam prejudicados por suas propostas.



      1. Período de Guerras Civis: Mário (do partido popular) e Sila (do partido aristocrático) disputam entre si o comando da guerra contra Mitrídates (Rei do Ponto) e eclode a guerra civil. Sila, vencendor de Mitrídates, volta a Roma com seu exército, sendo nomeado ditador. Promove reformas nas leis de Roma, que tornam o poder mais aristocrático e fortalecem o poder do Senado.

      2. - Júlio César: Durante o período de guerras civis no confronto entre Mário e Sila, César foi prudente o suficiente para ser poupado por Sila, que tomara o poder. Como patrício, ocupa vários cargos públicos. Conseguiu reconciliar dois rivais poderosos - Crasso e Pompeu, que tinham em comum o descontentamento contra o Senado – e formou com eles um triunvirato. Com a morte de Crasso o triunvirato é dissolvido e passa a haver rivalidade entre Pompeu e César (César enfrentou abertamente Pompeu, o matando em 48 a.C. e derrotando seus partidários em 46-45 a.C.). César retorna triunfante a Roma e aspira ao poder absoluto. Torna-se ditador, promove mudanças na administração e reforma o calendário. César lançou as bases do Império Romano. No dia 15 de março de 44 a.C. César morre no Senado, vítima de uma conspiração. Seu assassinato desencadeia novo período de guerras civis, sobressaindo-se um sobrinho-neto de Júlio César, Otávio. Com Marco Antônio e Lépido forma um segundo triunvirato (43 a.C.). As guerras civis entre Otávio e Marco Antônio culminaram com a derrota de Marco Antônio na Batalha de Ácio (31 a.C.).Otávio retorna a Roma e torna-se Príncipe e Imperador. Findava a República Romana.

    1. O Império Romano (27 a.C. – 476 d.C.): Otávio nada mais era que um chefe revolucionário que galgara o poder devido a uma guerra civil. Entretanto, teve o cuidado de estabelecer um governo legítio e uma continuidade com as instituições republicanas. Oficialmente, pretendeu “restaurar o regime republicano”. Todavia, as funções e cargos que

eram distribuídos entre vários titulares durante a República concentravam-se sobre sua pessoa (Príncipe, Augusto, Imperador, Poder Tribunício, Poder Proconsular, Prefeito dos Costumes, Sumo Pontífice, Pai da Pátria).

      1. – A estruturação do Império: a dinastia Júlio-Cláudia (14-68): A despeito dos crimes ou loucuras cometidas por esses imperadores, os reinos de Tibério (14-37), Calígula (37-41), Cláudio (41-54) e Nero (54-68) foram caracterizados por importantes realizações, das quais destacam-se:

- A organização da administração;

- A romanização, ou seja, a integração dos mais longínquos pontos do Império à sua língua e cultura;

- A democratização do governo;

- Importantes vitórias militares (vitórias sobre os germanos, submissão da Mauritânia, conquista da Grã-Bretanha, guerra vitoriosa contra os Partos).



      1. Período de Guerras Civis (68-69): Com a morte de Nero segue-se um período de guerras civis com imperadores designados pelos soldados (Galba, Otão e Vitélio).

      2. Dinastia dos Imperadores Flávios (69-96): Vespasiano (68-79) realizou boa administração e fez os habitantes das províncias ingressarem no Senado. Seu filho e sucessor, Tito (79-81), terminou a construção do Coliseu, que fora iniciada por seu pai. Fez boa administração e reprimiu duramente a revolta dos judeus, que levou Jerusalém à destruição no ano 70. Domiciano (81-90) exerceu um governo despótico durante o qual é aumentado o controle romano na Grã-Bretanha até a Escócia.

      3. Os Antoninos (96-192): Os Antoninos levaram o Império ao seu apogeu. Após Nerva (96-98) que exerceu um governo tranqüilo após o agitado período de Domiciano, Trajano (98-117) deu ao mundo romano sua maior extensão. Adriano (117-138), defensor de uma política de paz, recuou as fronteiras do Império que haviam sido alargadas por Trajano e tratou de fortificá-las (Muro de Adriano na Grã-Bretanha). Reprimiu nova revolta de judeus (130). Seguiram-se os imperadores filósofos, Antonio Pio (138-161) e Marco Aurélio (161-180). O último representante, Cômodo (180-192), exerce um governo despótico e morre assassinado.

      4. Período de Instabilidade Político-Militar e as Crises do século III: No final do século II aparecem os primeiros sintomas de crise econômica, sobretudo na Itália, onde os campos ficam desertos e as colheitas são insuficientes. A extensão do Império exigia um aumento de efetivos militares e burocráticos para a sua manutenção. Uma emissão correspondente de moedas para o sustento desta máquina burocrática provoca a inflação. Cessadas as guerras de conquista, cessa o ingresso de escravos, contribuindo ainda mais para a queda da produção.

      5. Um imério autoritário, pagão e cristão (284-395): A partir de Diocleciano (284-305), o Imperador torna-se um monarca absoluto, considerado como divino, sagrado, cercado por um cerimonial de corte oriental. Durante o reinado de Diocleciano, em face das ameaças dos bárbaros, é estabelecida a divisão do Império em 4 partes.

      6. Constantino (306-337): O fato mais importante de seu governo foi o início da conversão ao cristianismo. Pelo Edito de Milão (313) concede liberdade de culto aos cristãos. Em 326 é fundada Constantinopla (atual Istambul, na Turquia). Com a morte de Constantino, o Império é dividido entre seus filhos (337-361), seguindo-se o reinado de Juliano (361-363). Depois de uma sucessão de curtos reinados e crises políticas, Teodósio (379-395) consagra definitivamente o cristianismo no Império Romano. Após sua morte, o Império é dividido entre seus dois filhos. Arcádio (395-408) passa a ser o Imperador do Império Romano do Oriente, com sede em Constantinopla e Honório (395-423), Imperador do Império Romano do Ocidente, com sede em Roma.

      7. AS INVASÕES BÁRBARAS E A QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO DO OCIDENTE (476): Alanos, suevos e vândalos estabelecem-se na Espanha (406). Alarico, Rei dos visigodos, toma Roma (410). Sob o reinado do Imperador Valentiniano III, ocorre a invasão de Átila, Rei dos hunos (451), que pressiona ainda mais os povos germânicos para dentro das fronteiras do Império. Genserico, Rei dos vândalos, saqueia Roma (455). Em 476, Odroaco Rei dos hérulos, toma Roma.

2.1 ÉPOCA MEDIEVAL (476-1453)

Introdução

O período que se segue à queda do Império Romano do Ocidente (476) até a queda do Império Romano do Oriente (1453) é tradicionalmente conhecido como Idade Média. Normalmente esses dez séculos são subdivididos em duas épocas: a Alta Idade Média, cobrindo o intervalo entre os séculos V e X, e a Baixa Idade Média, entre os séculos XI e XV. No primeiro período assinala-se a reacomodação da Europa (devido às invasões bárbaras) e a formação dos reinos cristãos-bárbaros, dos quais se destaca o Império Franco. No século VIII, assiste-se à expansão árabe-muçulmana. O feudalismo como regime característico da Idade Média, com acentuada descentralização do poder político, vigora, sobretudo entre os séculos IX e XI. A partir do século XI, início do segundo período da Idade Média, verificam-se características que contribuem para o declínio do regime feudal na Europa e o advento da Era Moderna.


2.2 – O Império Franco

2.2.1 – A Dinastia Merovíngia (481-751): Clóvis, o Meroveu (481-511), foi o Rei unificador da Monarquia e conquistador das terras que formam a atual França. Seus sucessores, chamados “reis indolentes”, deixaram o controle do governo nas mãos de seus auxiliares os “modormos do paço”. Destes “mordomos de paço” destacou-se Carlos Martel, o qual venceu os muçulmanos que tentaram invadir o reino, derrotando-os na Batalha de Poitiers (732). Um dos filhos de Carlos Martel, Pepino, o Breve, também “mordomo de paço”, conquistou posições dos lombardos no Norte da Itália e entregou parte delas ao Papa, dando origem ao Estado da Igreja (Patrimônio de São Pedro, em 756).

2.2.2 – A Dinastia Carolíngia (751-987): O mais importante monarca da dinastia Carolíngia foi Carlos Magno. Foi coroado Imperador do Ocidente pelo Papa Leão III (25.12.800). Ampliou as fronteiras, envolvendo territórios da atual França, Alemanha e Norte da Itália. Criou os missi dominici, inspetores que fiscalizavam as unidades


administrativas do Império. Criou as “marcas” (daí “marqueses) nas regiões de fronteiras do território, postos avançados e fortificados de defesa. Incentivou as artes e a criação de

escolas. Instituiu feiras para integrar o comércio europeu. Luís, o Piedoso (814-840), filho de Carlos Magno, não conseguiu manter o prestígio da Monarquia. A disputa pela sucessão da coroa, entre seus filhos, foi resolvida pelo Tratado de Verdun (843), que desmembrou o Império Franco e, com isso, fortaleceu os poderes da nobreza local e enfraqueceu o Rei.

2.3 – O Império Bizantino: O Império Romano do Ocidente sucumbiu em 476. O Império Romano do Oriente (Império Bizantino) sobreviveu até 1453, quando os turcos tomaram Constantinopla. A crise que abalou o Império Romano, a partir do século III, não atingiu de forma idêntica o Oriente e o Ocidente. Ela levou o Imperador Constantino a transferir a capital para o Oriente. Posteriormente, Teodósio dividiu o império em Império Romano do Ocidente e Império Romano do Oriente. Este sobreviveria às investidas bárbaras, originando o Império Bizantino (cuja população era constituída por gregos e orientais helenizados, sírios, judeus, armênios, egípcios, persas, eslavos e mongóis). De todos os monarcas do Império, o mais importante foi Justiniano. Orientou sua política exterior para a reconstrução das fronteiras do Antigo Império Romano (reconquistou o norte da África, a Península Itálica e o sul da Península Ibérica) Seu principal legado foi no plano da política interna, remodelando a capital, construindo a Igreja de Santa Sofia e elaborando a ordenação (revisão e sistematização de todas as leis então existentes) do Direito Romano (Corpus Juris Civilis). O Império Bizantino, internamente, organizou-se como um governo despótico, de caráter teocrático, sendo muito comuns as conspirações palacianas e querelas religiosas. O poder imperial controlava a religião. A economia encontrava-se sob forte intervenção do Estado, existindo corporações e associações comerciais regulamentadoras da atividade produtiva. No setor agrícola, predominavam os latifúndios. A sociedade era urbana, pulsando intenso comércio (banqueiros, mercadores e grandes proprietários de terras formavam uma aristocracia). A civilização bizantina conservou e, posteriormente, espalhou a herança cultural greco-romana. Cristianizou tchecos, sérvios, búlgaros e russos. Aos árabes e à Europa Ocidental, os bizantinos deram a conhecer as granes obras dos sábios, filósofos, escritores, médicos e juristas da Antigüidade. Mantiveram aceso o contato cultural entre Oriente e Ocidente, por meio do comércio entre Constantinopla e Veneza. O

Patriarca de Bizâncio, Miguel Cerulário, rompeu com o Papa, dando origem à Igreja Católica Ortodoxa (1054). O fim do Império Bizantino ocorreu em 1453, data em que Constantinopla é conquistada pelos turcos otomanos.


2.4 – ISLAMISMO

2.4.1 - Situação da Arábia Pré-Islâmica: A Península Arábica é uma região quase desértica da Ásia (cercado por mares, oceanos e deserto, ao norte). Até o século VII, os árabes estavam divididos: de um lado, as tribos beduínas, habitando a “Arábia Desértica”, nômades, dedicando-se ao pastoreio e utilizando-se dos oásis; de outro, os habitantes da “Arábia Feliz” (Hedjaz), uma faixa costeira e fértil ao longo do Mar Vermelho, que viviam da agricultura e do comércio. Meca e Yathrib eram as principais cidades da “Arábia Feliz”. Não havia um governo centralizado e a religião era politeísta. Os árabes adoravam Alá e centenas de outros ídolos. Em Meca, havia o santuário comum, tanto a beduínos como a árabes urbanos: a Caaba.

2.4.2 – Maomé e o monoteísmo islâmico: A tribo dos coraixitas era a guardiã da Caaba e Maomé pertencia a um dos mais pobres clãs da tribo. Quando moço, dirigia caravanas de Khadidja, rica viúva com quem mais tarde se casaria. Nessas viagens, entrou em contato com judeus e cristãos, sofrendo a influência de suas crenças. Ao iniciar sua pregação, sofreu perseguição e foi obrigado a fugir para Yathrib, depois denominada Medina (cidade do profeta). A essa fuha dá-se o nome de Hégira e a data (622) marca o começo do calendário muçulmano. A doutrina se difunde e, em pouco tempo, Maomé torna-se governador da cidade. Volta a Meca vitoriosamente, transformando-a no centro religioso da crença monoteísta islâmica. Maomé morre em 632, deixando construída a unidade política e religiosa de seu povo.
2.4.3 – O Islão e a expansão muçulmana: O Islão, isto é, “submissão total à vontade de Deus” é uma mistura de idéias religiosas árabes com elementos da religião judaica e da religião cristã. A doutrina de Maoné está no livro sagrado do Islamismo, o Corão (ou Alcorão), que não foi escrito pelo profeta, mas por seus discípulos. Afirma a existência de um só deus, Alá e prega o combate dos infiéis através da Guerra Santa. Um seculo depois

da morte de Maomé, o domínio muçulmano se estendia por três continentes e essa política expansionista era legitimada pela religião. Essa expansão se explica pela escassez de terras férteis na Arábia, pela explosão demográfica, pela necessidade de enriquecimento da aristocracia beduína e aristocracia comercial, e pela necessidade de expansão da doutrina sobre os infiéis. Ao mesmo tempo, não havia na época nenhuma civilização com força para conter os árabes: o Império Persa e o Império Bizantino lutavam entre si e a Europa encontrava-se fracionada em diversos reinos bárbaros.


Referência Bibliográfica:
- MELLO, L.I.; COSTA, L.C. História Antiga e Medieval. São Paulo: Editora Scipione, 1994.





©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal